Eu de cada vez que oiço alguém...
Tenho-me feito abstinência de ver telejornais e afins. Muita pena, mas é insuportável assistir a medonha parvoíce dos supra-sumos colunáveis, que defendem o estado como garante do crescimento da economia, quando é o próprio estado a causa da ruína do país.
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Quanto às manifestações anti-Merkel, olho para isso tudo como um circo de macaquinhos idiotas. Para as reportagens da TV ficarem minimamente interessantes, falta um helicóptero a distribuir bananas pelo ar.

Engoliram uma cassete ao estilo "k7 Cunhal". A conversa é sempre a mesma...Abaixo a troika, etc., etc.
Acho que o mais importante é assumirmos que são as empresas que criam riqueza. Não é o estado, por mais que o digam...
Qual o país
avançado que prima por ter um estado gerador de riqueza industrial? Conhecem? Eu não, por muito que puxe pela cabeça. São os empresários, as empresas, a indústria que criam emprego, que trazem divisas para o país com as suas vendas. O estado apenas compra e não vende.
Admiram-se por quererem vender empresas, de privatizar? Eu não, nas mãos do estado apenas devem ficar serviços essenciais aos Portugueses como a saúde, a justiça e a segurança e a educação - ainda que aqui possam haver excepções que permita a iniciativa privada complementar a oferta do estado.
Como o Frederico refere, há uma necessidade premente de reindustrialização do país.
Andamos anos e anos a transferir recursos para países terceiros, a focalizar lá a produção. Esta produção gera lucros nesse país, de cá apenas saem divisas para a compra desses produtos. É claro que haverá aqui um desiquilíbrio na balança comercial, compramos mais do que vendemos.
É aqui que está um foco importante da atenção dos nossos governantes: estancar esta "hemorragia" de dinheiros dos portugueses
! Há que equilibrar e, se possível, passarmos a vender mais do que aquilo que compramos ao exterior. É com este "superávit" que poderemos aspirar a pagar as nossas dívidas. Se assim não for, estamos condenados a entrar em bancarrota pura e dura!
Acham que estamos mal? Que batemos no fundo? O buraco é mais fundo do que pensamos, só que temos a opção difícil de evitar cair nele. haja paciência e muita luta.
Eu continuo a dizer: é necessária alguma agitação social mas contida. Precisamos de "pressionar" os nossos governantes, até porque nem tudo é positivo, mas estou certo que em termos gerais este é o caminho (e a aposta em fazer da nossa indústria a salvação do país é o cerne deste) e não podemos vacilar.