O Estado do País

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Não há ofertas de emprego desse género com vencimentos brutos de 700 euros. Os candidatos não podem recusar ofertas de emprego convenientes. Alguns são convocados para ofertas que nem sequer existem. Quem está desemprego sabe muito bem o quão difícil é arranjar emprego nesta altura.
 
O teu partido tem feito inspecções regulares aos beneficiários de apoios sociais. Só conseguiu expulsar 10% de todos os beneficiários por fraude ou abuso. Os parasitas não eram assim tantos como a propaganda prometia. E a coisa com os ciganos parece que também não resultou.

As manifestações fazem parte da vida democrática.
 
Claro que vai depender da capacidade de Obama de varrer os radicais republicanos e toda a corrupção instalada na FED. O congresso é extremamente corrupto e tem a força que se sabe. Veremos se sem a preocupação da reeleição isso será possível.

Quem aplaudiu a eleição de Obama foi a Irlanda, que deste modo não serão, para já, ameaçados os imensos investimentos americanos dos últimos anos e que em muito têm impulsionado as suas exportações, consideradas neste momento a peça chave para conseguir superar a crise.
 
"A educação deveria ser privada e os alunos logo encaminhados para a vertente profissional, adoptar o modelo alemão, que se lixe as liberdades individuais. "

Este de uma forma geral poderia ser o mote para a educação ideal em portugal defendido por alguns neo-liberais. Deconstruindo a questão poderemos ver que os que são "reencaminhados" para a vertente pura e profissional impedindo-os de prosseguir os estudos são o bolo grande do desemprego alemão, eficácia, zero. O nosso ensino já seleciona automáticamente os alunos através do aumentar de dificuldade a cada nível de ensino.

Criar uma grande massa de "trabalhadores manuais" à estilo fordismo nem na antiga URSS já se adoptava esta filosofia. Para isso já existem máquinas, que substituem largamente as mãos humanas. Hoje a criatividade, o saber, a reflexão é sem dúvida a aposta que pode fazer a diferença. Para isso não é pegar num saco de gatos e mandar tu para ali e este para aqui porque é brutinho.

É criar incentivos a levar as pessoas a acharem que a escola não é um asilo, mas sim um espaço de aprendizagem e de bem estar. É usar uma complemento de liberdade e reflexão e não uma tecnica básica mecanicista ultrapassada pelas máquinas de calcular chinesas.

Mas isto, é uma antítese da burguesia, é imoral, a escola deve ser uma sanzala de chibata na mão.

;)
 
Pela minha experiência de vida constato que em Portugal a aplicação deste ou daquele modelo ideológico à educação só poderá trazer desgraça. O nosso país precisa de uma Instrução, e não Educação, adaptada à nossa realidade sócio-cultural.

1) As escolas deverao ter liberdade para contratar professores?

Se forem públicas, não. Olhando para as autarquias, juntas de freguesia ou outras entidades que vivem de dinheiros públicos constatamos que o mérito é frequentemente desprezado, ficando com os empregos os «amigos e familiares». Cunhas, portanto. Pelo mesmo motivo, as autarquias não devem ter liberdade para escolher os professores. Contudo, as escolas poderiam escolher os seus docentes se houvesse um mecanismo de prevenção da corrupção e do tráfico de influências. Como? Seria a comunidade que passaria a escolher os docentes. Um jurado constituído por vários representantes dos pais e professores da escola.

2) O Ensino Superior deve ser privatizado?

Não deve. Olhando para o que tem sucedido nas nossas universidades privadas nas últimas duas décadas, só podemos constatar que o Ensino Superior privado não funciona na nossa cultura. São muitos os casos de corrupção e tráfico de influências associados a este tipo de ensino. Apenas uma universidade privada tem prestígio e reconhecimento do público e das empresas, a Universidade Católica.

3) O Ensino Superior deve ter mais autonomia?

Não deve. Pelo contrário, deve ser regularmente avaliado e escrutinado pelo Ministério. O desperdício é brutal e há muitos abusos, devido a «capelinhas» intocáveis. Regra geral, os horários são feitos à medida dos interesses pessoais dos docentes, há taxas de reprovações brutais, impensáveis num país europeu (algumas cadeiras chegam a ter 90% de reprovações), e abusos vários por parte do corpo docente. Se as direcções das faculdades não se interessam por pôr a casa em ordem, para não «ofender» ninguém, somente uma entidade externa poderá corrigir as deficiências e proteger os interesses dos alunos, e da comunidade. Para além disso, a autonomia das universidades levou a uma proliferação desnecessária do número de cursos, mestrados e doutoramentos, e a aumentos de vagas irracionais, tendo em conta que não há corpo docente ou instalações com capacidade para acolher tantos alunos: veja-se o que sucede em alguns cursos de Direito ou Medicina.

4) O Ensino Liceal deve ser privatizado?

Sim e não. Penso que nas zonas rurais não é uma boa opção. Para alguém de Mértola, Figueira de Castelo Rodrigo ou Alvito não haverá possibilidade de escolha. Contudo nas zonas urbanas não vejo algum problema que se privatize, desde que haja uma forte vigilância do Estado e que a avaliação seja separada do acesso ao Superior, para prevenir o problema da diferença entre as médias internas do público e do privado. Actualmente as melhores escolas do país são privadas, mas não tenhamos ilusões, a maioria dos seus alunos são provenientes de famílias mais abastadas, têm acesso a bons explicadores, e posses para comprar mais manuais ou livros de exercício, sendo que algumas também escolhem os melhores alunos.
 
«Governo assume à ‘troika’ que vai falhar nova meta do défice.»

:lol:

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Mas acham mesmo que alguém corte alguma coisa do Estado. Nas freguesias, se cortam alguma freguesia cai o carmo e a trindade. Os portugueses nem trabalharem querem. Tenho uma amiga que gere um supermercado aqui, e precisava de 2 empregados de caixa, por 700 euros mensais, foi ao centro de emprego, arranjou umas 10 pessoas para irem à entrevista e nenhuma dessa pessoas quis ir trabalhar, disseram que o subsídio de desemprego era muito melhor e não faziam nada e ganhava na mesma. Resultado final: empregou 2 ucranianas. :lmao:

Depois, dizem que não há emprego, emprego pode não haver muito, mas trabalho é coisa que não falta. Enquanto, os portugueses pensarem em ser pseudo-subsidiários, isto não avança. O Estado devia pôr era o subsídio de desemprego a 300 euros mensais, logo viam se não faziam à vida.

Então, o PCP e a CGTP é sempre a mesma k7, têem que comprar um DVD que a K7 já está gasta. :lmao:

Trabalho não falta em Portugal, o que falta em Portugal é emprego, eu por exemplo tenho muito trabalho aqui em casa, não queres vir trabalhar ? :D
Por alguma razão chama-se "instituto do emprego e formação profissional" e não "instituto do trabalho e exploração profissional" ....

A maior parte das pessoas que estão desempregadas são pessoas que estudam ou estudaram, formaram-se em determinada área, e depois de serem exploradas, perdão despedidas, ficaram a receber a fortuna enorme que o subsidio de desemprego oferece.
Para quem não sabe, não podes rejeitar mais do que duas propostas, e sim eu próprio rejeitei 2 queres saber porquê? Porque não admito ser explorado, ofereceram-me um trabalho que tinha que andar em alturas (sofro de vertigens), ia gastar 200 euros em gasolina por mês, mais uns 100 euros em comida, e chegar todo na "m*****" em casa, e tudo para quê, ganhar uns 400 euros mensais ....
Outra coisa, não percebi qual a parte do part-time, e do sou estudante que eles não perceberam ......
Tenho um amigo licenciado em Informática, excelente programador, a empresa fechou, inscreveu-se no centro de emprego, sabes como são os contratos propostos, recibos verdes, exigência de viatura própria (gasolina está barata), programador junior com 3 anos ( junior com 3 anos ... ah ah ah ah ah ).
Se existe uma pequena porção que se possam aproveitar existem uma grande maioria que anseia por voltar ao mercado de trabalho e não a andar a contar os tostões.

Tipico de discurso de quem está empregado, o melhor será sempre acabar com o subsidio de desemprego, e desviá-lo para os coitadinhos da classe média (vá média alta) e para os bancos.
 
Não sou economista. Mas por falar em exploração, parece-me que o problema não está propriamente no valor dos salários, que me parecem adequados à nossa produtividade e a outros indicadores. O problema está sim no custo de vida, elevadíssimo para o país que somos. E essa subida brutal ocorreu especialmente após a adesão à moeda única. Por outro lado, temos uma grande diferença entre os salários de topo e os salários mais baixos.
 
Não sou economista. Mas por falar em exploração, parece-me que o problema não está propriamente no valor dos salários, que me parecem adequados à nossa produtividade e a outros indicadores. O problema está sim no custo de vida, elevadíssimo para o país que somos. E essa subida brutal ocorreu especialmente após a adesão à moeda única. Por outro lado, temos uma grande diferença entre os salários de topo e os salários mais baixos.

Exactamente, frederico, se os salários estão ao nivel da nossa produtividade, porque é que os salários mais altos, alguns deles, na area envolvente da alta finança sobretudo ganham mais do que nos países mais ricos.
Opá eu não me queixava dos salários minimos de 500 euros se os que ganham mais não tivessem alguns casos mais de 20000 euros mensais, e alguns ainda conseguem reformas vitalicias, quando alguns gajos andam de muletas e ainda dizem que eles podem trabalhar (problema de saude sem solução), e trabalhava num cemitério, ou melhor fazia que trabalhava, pois o pobre coitado nem conseguia mexer. É isto que revolta as pessoas !
Sabem como está agora ? Morto e enterrado ...... coitado ....

Trabalho no sector comercial, não interessa a fazer o quê, e falo com todas as pessoas, e todas dizem que os nossos produtos são mais caros do que lá fora, ou seja, o que é necessário para sobreviver custa mais caro aqui do que lá fora, ao mesmo tempo que temos um salário minimo que é 4 vezes inferior a esses países mais ricos.
A produtividade é a maior areia que se pode atirar para os olhos, o nosso problema não é o que cada pessoa produz, mas sim temos imensas micro empresas, mas poucas grandes empresas, e apenas grandes empresas podem produzir imenso, mas seja como for, para se produzir tem que haver procura, e se não houver dinheiro para comprar não existe procura.
Mas se a nossa produtividade é assim tâo baixa e os salários estão ao nivel da nossa produtividade então pague-se na mesma moeda aos salários mais altos.
Diminua-se em metade o valor dos bens de consumo, para que a balança fique correctamente equilibrada.

Como se costuma dizer trata-se tudo de " uma pescadinha de rabo na boca "
 
Ui, cada vez melhor... défice acima dos 6% antes de fechar o ano. Vamos lá discutir o tamanho do Estado que eu estou muito curioso para ver o que vai sair dali...

:lol:
 
Os bancos. Ora, os bancos. Qual é o problema com os bancos ? A mim, pessoalmente, e directamente nunca nenhum banco me lixou a vida. Indirectamente sim, e como foi ?

Lixam-me a vida porque os bancos andaram a financiar obra pública que não deviam e que agora tenho que pagar com impostos insuportáveis. Obras encomendadas pelo ESTADO.

Lixam-me a vida porque andaram a nacionalizar um banco privado que era um buraco sem fundo, quando um banco mal gerido ou fraudulento deve é falir como todas as outras empresas tem que falir quando tem que ser. Mas não, foi nacionalizado pelo ESTADO assumindo este o buraco.

Lixam-me a vida porque durante os últimos 20 anos sempre que quis financiamento para projectos, os bancos mandaram-me quase sempre dar uma volta, porque os bancos em Portugal raramente apoiaram a economia real pois tinham grandes lucros financiando obra pública do ESTADO sem riscos, ou financiando o imobiliário, ou financiando as grandes empresas ou as empresas amigas do regime, do ESTADO, por vezes com garantias do próprio ESTADO. E quem criou todo esse modelo de obra pública? o ESTADO. E quem ajudou e de que maneira às bolhas imobiliárias ? (Basta ver a questão das rendas). O ESTADO.


ESTADO, ESTADO, ESTADO, ESTADO.
Está em todo o lado na nossa desgraça, para aonde quer que se olhe. Mas incrivelmente ainda há pessoas que querem mais Estado, querem mais estímulos, ao crescimento, pasme-se. É de doidos, em Portugal somos um case-study fantástico a demonstrar a falência completa dessas ideias. Dezenas de milhares de milhões despejados na economia nos últimos 10 anos e mal crescemos, e agora temos que pagar uma dolorosa factura. Mas nem assim muitas pessoas pensam de modo diferente!! É incrível.

Será assim tão difícil perceber que toda a alta finança das últimas décadas e os seus lucros fabulosos viveu em simbiose perfeita com os gastos descontrolados dos países em obras públicas para ganhar votos, criando dívidas gigantes e descontroladas ? Será difícil de perceber que o que as grandes correctoras querem é mais Quantitative easings, querem que os Estados continuem a injectar dinheiro na economia para continuarem a ganhar fortunas como até aqui ?

E depois daquela medida genial que ninguem mais se iria lembrar, do quanto ridicula seria, de baixar a TSU ás empresas (ok tudo bem), mas contra balançar com o aumento na TSU para o trabalhador, no fundo um consumidor, era algo genial, tanto que ninguem gostou ... agora fala-se em reduzir na despesa para sempre, creio cerca de 800 milhões de euros, ok tudo bem, acho bem, mas onde é que o grande ESTADO se lembra de cortar, onde, no ESTADO SOCIAL, ou seja, Segurança Social, Saude e Educação ..... É realmente genial !
Mas não ouvi ainda uma unica medida que fosse abranger as altas finanças !
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Querem cortar na Educação, substituam os apoios sociais, por linhas de crédito para os estudantes sendo que estes pagariam depois quando começassem a trabalhar como chegou a ser falado, sendo que abrangeria despesas com alojamento, alimentação e material escolar. Essa linha seria suportada pela Caixa Geral de Depósitos, com o dinheiro que andaram a jogar fora em investimentos de risco nos mercados bolsistas, e que o perderam !

Querem cortar na Segurança Social, cortem as mais altas reformas, algumas delas vitalicias, durante mais de 40 anos :surprise:, criem um tecto máximo de valor das reformas, e obviamente com reflexos no valor que descontam, por exemplo acima de 1500 euros, o valor a descontar é sempre o mesmo. Tenha a certeza que no médio prazo o Estado pouparia centenas de milhões de euros ....

Querem cortar na Saude então acabem com estas malditas PPP que está levando o Estado á falência, e sobre as quais existem grandes conflitos de interesses, lobbies, gestores ganhando o mesmo que 4/5 médicos juntos, ect .....

Nestas 3 áreas criem tectos máximos a nivel de salários !
 
agora fala-se em reduzir na despesa para sempre, creio cerca de 800 milhões de euros, ok tudo bem, acho bem, mas onde é que o grande ESTADO se lembra de cortar, onde, no ESTADO SOCIAL, ou seja, Segurança Social, Saude e Educação ..... É realmente genial !
Mas não ouvi ainda uma unica medida que fosse abranger as altas finanças !

Se cerca de 75% da despesa do Estado é destinada a salários e pensões, é natural que seja aí que se pretenda cortar.


Querem cortar na Segurança Social, cortem as mais altas reformas, algumas delas vitalicias, durante mais de 40 anos :surprise:, criem um tecto máximo de valor das reformas, e obviamente com reflexos no valor que descontam, por exemplo acima de 1500 euros, o valor a descontar é sempre o mesmo. Tenha a certeza que no médio prazo o Estado pouparia centenas de milhões de euros ....

No caso de se optar pela reforma limitada (concordo a 100%), tem que se limitar igualmente o valor a descontar por cada trabalhador para a Segurança Social. As pessoas que já descontaram teriam que ver a sua reforma por inteiro, sem limitação máxima, ou então serem ressarcidas dos valores que descontaram a mais ao longo da sua vida, caso contrário seria roubo.
 
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