O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Caro Aristocrata, ainda bem que existe discordância no mundo, pessoalmente acho o Cavaco Silva um dos piores políticos, hoje o pior do ativo. Isto não tem qualquer ressentimento pelo facto de ser um simpatizante mais à esquerda, mas sim pelo meu parecer desfavorável às suas politicas. Numa altura de crise económica e já social, a sua atitude tem sido inócua, ausente e sempre tendenciosa. Além de ter estado 4 semanas de molho, saiu por fim do buraco para ir assistir à tomada de posse do novo papa. Além das suas histórias recambolescas desde o caso da sua reformazinha que lhe levou a uma "excomungação" por parte do povo, às escutas, à ausência do seu papel de fiscalizador como aprovar diplomas e logo de seguida questionar a sua constitucionalidade. A questão dos Ip's em que deveriam já ter perfil de autoestradas e que funcionaram como autênticas carnificinas nas estradas, a um conjunto de politicas falhadas, ao desprezo pelo interior do país que tanta força lhe deu nas eleições, negócios obscuros nem que ganhou o dobro daquilo que tinha depositado no BPN, retiram-me qualquer legitimidade para ter os mínimos de admiração por ele. Veremos como vai lidar com a crise politica que se avizinha.... conseguirá um governo de salvação ou uma coligação mais ampla? estará caladinho como habitualmente? intriguista como consegue ser duvido.
 
Afectados pelas cheias querem responsabilizar o Estado pelos prejuízos

A Associação de Afetados por Inundações e Calamidades (AAIC) anunciou hoje que pretende "responsabilizar o Estado" por não responder às reclamações das comunidades afetadas pelas cheias e apela à criação de um fundo de calamidades.

António Fonseca, presidente da AAIC, afirmou hoje à Lusa que o objetivo da associação, sediada na Ribeira do Porto, passa pela constituição de um fundo de calamidades e pela criação de um consórcio para substituir as seguradoras, algo, que segundo António Fonseca, presidente da AAIC, já acontece em vários países, "no caso de Espanha há mais de 50 anos".

O dirigente recordou que estas mesmas propostas foram apresentadas no ano passado pela AAIC numa reunião com o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila.

António Fonseca lamenta que desde então "nada se tenha feito" para minimizar os danos causados pelas cheias e que o Estado "nunca tenha recorrido ao Fundo de Solidariedade criado pela União Europeia em 2001, ao qual países como a Alemanha ou a Holanda recorrem em situações de calamidade".

Nos próximos dias os elementos da associação, com a colaboração dos peritos reguladores de seguros, vão para o terreno fazer um levantamento das recentes inundações, de forma a calcular os estragos registados.

"A dificuldade não é conviver com as cheiras mas sim com os seus prejuízos", sublinhou.

Na sequência desse levantamento, a associação vai determinar "as medidas a tomar contra o Estado", procurando promover uma "frente reivindicativa", disse o presidente da AAIC.

António Fonseca garante que a associação pretende apenas "atuar com legitimidade na defesa dos afetados pelas cheias e arranjar soluções", como a construção de novas barragens.

Fonte: DE

Mais barragens uma em cada rio, onde existe um rio construir uma barragem. :rolleyes: Já agora, este pessoal quer subsídios para tudo, se não chove existe seca, lá vem a choradeira do costume, se chove demais volta a choradeira. Que país tão piegas, se não construíssem em zonas de leito de cheia talvez não chorassem tanto. O Estado é que paga as favas todas. :lmao::lmao::lmao:
 
Nasci mesmo no final dos anos 80 e na minha região o abandono da agricultura já tinha mais de uma década, segundo os meus familiares. A indústria pesqueira já tinha praticamente desaparecido nessa época.
 
Nasci mesmo no final dos anos 80 e na minha região o abandono da agricultura já tinha mais de uma década, segundo os meus familiares. A indústria pesqueira já tinha praticamente desaparecido nessa época.

Efectivamente o que dizes é a realidade.
O abandono da agricultura começou ainda a partir de meados dos anos 70 e a pesca um pouco mais tarde, no início dos anos 80.
A crescente industrialização do país levou a que muitos procurassem trabalhos mais bem remunerados, bem como com cargas de trabalho mais leves - acrescente-se que nessa altura a indústria pesqueira era basicamente artesanal, com muita força de braços, e que a agricultura era de subsistência ou quase, ainda numa fase inicial de mecanização, com o recurso a juntas de bois e a muito trabalho físico.
Ambas as actividade eram também sujeitas às intempéries...
Não é de estranhar que assim tenha sido.
O que foi pena, foi não ter existido um trabalho de fundo para a reabilitação desses sectores, vocacionando as áreas para o suprimento das necessidades do consumo interno numa primeira fase, para depois passar à fase da exportação. Um caminho no qual teríamos conquistado mercados emergentes.

Mas a história é feita de aprendizagem: que tenhamos a consciência dos erros cometidos e que hoje e no futuro possamos aproveitar os recursos naturais que temos em abundância: água,terra, sol e engenho humano.
 
A agricultura que havia na minha zona não era modernizada, mais uma agricultura de subsistência com venda dos excedentes. Os pomares tradicionais de sequeiro já estavam abandonados desde o tempo do Estado Novo, e não eram produtivos, embora do ponto de vista ecológico sejam uma excelente opção. Os agricultores cultivavam frutas e legumes para a família e para oferecer, e vendiam o excesso. Apanhava-se a amêndoa e a alfarroba, mas não se cultivavam mais árvores nem se cuidava das velhas. Antes de Cavaco já era assim. Claro que havia excepções... mas não eram suficientes para se dizer que havia uma agricultura a modernizar-se.

Quanto às pescas... creio que quando o Cavaco entrou no poder só havia uma fábrica de conserva em VRSA, nenhuma em Tavira e 1 ou 2 em Olhão. Corrijam-me se estiver enganado.

Em VRSA os grandes empreendedores das conservas nem foram portugueses, foram espanhóis e italianos. Um deles, o Parodi, tinha fama de ter uma vida macabra.
 
Também aqui no norte o declínio da indústria pesqueira, nomeadamente da conserveira, foi anterior à entrada na CEE.
Em Matosinhos existiam muitas conserveiras que fecharam por inadequação ao mercado, ao tipo de procura que se começava a sentir, e a uma produção muito alicerçada no amadorismo.
Convenhamos que a agricultura e a pesca estavam longe da verdadeira indústria actual.
Métodos de produção obsoletos levaram à crise estas áreas. E a mão de obra começou também a escassear - novas áreas industriais, o advento do comércio e dos serviços foram um escape para muita gente.
 
A agricultura que havia na minha zona não era modernizada, mais uma agricultura de subsistência com venda dos excedentes. Os pomares tradicionais de sequeiro já estavam abandonados desde o tempo do Estado Novo, e não eram produtivos, embora do ponto de vista ecológico sejam uma excelente opção. Os agricultores cultivavam frutas e legumes para a família e para oferecer, e vendiam o excesso. Apanhava-se a amêndoa e a alfarroba, mas não se cultivavam mais árvores nem se cuidava das velhas. Antes de Cavaco já era assim. Claro que havia excepções... mas não eram suficientes para se dizer que havia uma agricultura a modernizar-se.

Quanto às pescas... creio que quando o Cavaco entrou no poder só havia uma fábrica de conserva em VRSA, nenhuma em Tavira e 1 ou 2 em Olhão. Corrijam-me se estiver enganado.

Em VRSA os grandes empreendedores das conservas nem foram portugueses, foram espanhóis e italianos. Um deles, o Parodi, tinha fama de ter uma vida macabra.

Uma pessoa que lê a monografia do concelho de Olhão, fica abismada com o número de fábricas de conservas que existiam em 1919 cerca de 80 fábricas de conservas. Tal como tu disseste, o 25 de Abril veio e dizimou a maior riqueza que Olhão tinha e nunca voltará a ter. Por essa altura, só existiam 2 fábricas e são essas que sobrevivem até hoje: uma é a fábrica Pacheco que no mês passado inaugurou as novas instalações e denominada FreitasMar, a outra talvez a mais conhecida e famosa pelas suas conservas e patés Manná da Conserveira do Sul, é bom ir ao Norte do país, ir a um restaurante e eles trazerem como aperitivo o paté da Manná. :)
 
Sabes que era impossível manter tanta fábrica por causa do atum ter desviado a sua rota de migração. Mas de facto foi uma quebra brutal, já que não há apenas conservas de atum. Ayamonte nos últimos anos teve investimentos brutais nesta indústria e creio que na zona eles têm o maior centro industrial de conservas da Península, no qual aliás trabalham muitos algarvios de Monte Gordo ou VRSA. Sei de casos de pessoas que recusaram trabalhos do nosso lado da fronteira e foram para Espanha trabalhar em condições nada agradáveis, entram ao serviço às três ou quatro da madrugada! E esta quebra ocorreu bem antes de Cavaco Silva. Na altura, nos anos 90, dizia-se na zona que o futuro era a construcção ou o turismo, agricultura e fábricas era coisa do passado.
 
894035_362771527172874_2141008320_o.jpg
 
O Tribunal Constitucional em Portugal é uma anedota pura, vamos em Abril e ainda não sabemos o que vão decidir, era hoje às 20 horas mas o relógio partiu-se ou então ainda devem ter o relógio pela hora antiga. Seja chumbo ou não, é uma vergonha levar 4 meses para analisarem 16 propostas do OE, se fosse o documento todo era uns 10 anos. Já não tenho pachorra, para isto. :angry::angry::angry: Tinham mesmo o relógio pela hora antiga. :lmao:
 
Estado
Fechado para novas mensagens.