O Estado do País

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Não pode haver coisa ideologicamente mais distante de mim do que Jerónimo de Sousa por exemplo, partido e ideologia que abomino e contra o qual sempre lutarei,

Tudo bem, também não concordo com a maioria das ideias comunistas...mas não esquecer, graças a partidos desta classe, hoje trabalha-se 40 horas semanais, o que permite estar mais tempo com a família e ter tempo para nós. O subsidio de refeição, de férias, Natal a "semana inglesa" , etc Foram lutas de muitos anos pela qualidade e direitos dos trabalhadores.

E eles já não comem criancinhas ao pequeno almoço...:D
 
ok, então no caso das águas do centro, 51% do capital é águas de portugal, 20% do capital é autarquia de castelo branco, e os restantes 29% terão sido repartidos pelos restantes concelhos?

Até pode ser.. Mas garanto que os seus funcionários não estão afectos à função pública, mesmo aqueles que foram vinculados antes do ano 2008. Deverão ser então, funcionários da administração local.

Accionistas das Águas do Centro:

http://www.aguasdocentro.pt/accionistas.asp
 
Tudo bem, também não concordo com a maioria das ideias comunistas...mas não esquecer, graças a partidos desta classe, hoje trabalha-se 40 horas semanais, o que permite estar mais tempo com a família e ter tempo para nós. O subsidio de refeição, de férias, Natal a "semana inglesa" , etc Foram lutas de muitos anos pela qualidade e direitos dos trabalhadores.

Até acredito que essa conquista seja um facto incontornável mas essa sempre foi a bandeira que a ideologia comunista hasteou ao longo dos anos e na qual sempre se apoiou para engordar as suas células de militantes que parecem viver num mundo irreal.

O mundo laboral e a incessante busca de direitos "ditos" fundamentais dos trabalhadores nem sempre andam de mãos dadas e não raro parte-se para acções irreflectidas com a velha táctica do bater o pé até ao fim para que se consigam os resultados desejados. Muitas vezes o que acontece ao fim de tanta insistência em fazer valer certos direitos, sobretudo em fases de conjunturas difíceis como a que atravessamos é que se entra no ciclo vicioso que envolve a perda de competitividade das empresas, dados recentes têm mostrado que a conquista de certos direitos na maioria das vezes não têm contribuído para uma maior e eficiente produtividade, infelizmente assisto a esta realidade quase diariamente!

Na empresa onde trabalho assisto frequentemente a cenas deploráveis tais como em pleno horário de serviço (à descarada) certos funcionários (portanto nos quadros da empresa) a fumarem o seu belo cigarro muito descontraidamente, delegando o "seu" serviço a funcionários requisitados de empresas de trabalho temporário devido a reuniões e sabe-se lá mais o quê relacionadas com o sindicato. Se são chamados à atenção apenas se lembram dos seus direitos como trabalhadores esquecendo os seus deveres!
Isto está longe de ser inédito e entre o curto e o médio prazo muitas vezes resulta no que todos temem que é o encerramento gradual de serviços e que pode levar até ao colapso final da empresa.

Portanto, a conquista de certas regalias tanto apregoada por esta "comunidade" não pode servir de desculpa para este tipo de comportamento, há que colocar um basta neste tipo de atitudes mesmo que digam que o salazarismo está de volta depois de tanto lutarem para o seu desaparecimento..., temos pena! :mad:
 
Corporações*
“Tudo isso é verdade, mas escusavas de o ter escrito” – este foi um dos comentários registados pela autora do livro Absolument dé-bor-dée! Publicado em Março deste ano, sob pseudónimo, este livro relata a experiência duma funcionária pública num município francês também não identificado. Trata-se duma dessas administrações locais onde, segundo a autora, todos se dizem “absolument dé-bor-dés!” (o que em português se poderá traduzir por “completamente arrasados”) com as suas 35 horas de trabalho semanais que, ainda segundo a autora, serão, numa hipótese benévola, 35 horas mensais ocupadas em coisa alguma que seja útil para os cidadãos. Reuniões inúteis, seminários sem qualquer interesse, burocracia sem limite, chefes caprichosos, colegas manhosos e que abominam quem quer trabalhar, funcionários que levam horas a tomar café e uma total ausência de noção de que é um serviço público são descritos por esse alguém que assinava Zoe Shepard.
O que chocou no livro de Zoe Shepard não foi o que ela escreveu. Aliás, o conteúdo não foi desmentido. Foi sim tê-lo escrito. Ou seja, admite-se que tudo aquilo é verdadeiro mas simplesmente ela não devia dizê-lo, pois põe em causa o dogma da função pública, ainda por cima ao nível local. A função pública tornou-se em boa parte da Europa um Estado dentro do Estado. Reformá-la é tarefa para governos suicidas. E, se alguém quer chegar a primeiro-ministro, o melhor caminho é declará-la intocável. O simples acto de descrever como essa corporação funciona pode custar muito caro, como bem descobriu a jovem mulher que assinou Zoe Shepard.
O pseudónimo da autora de Absolument dé-bor-dée! foi vasculhado e descobriu-se que por trás dele estava uma funcionária de categoria A, Aurélie Boullet de seu nome. Paradoxalmente foi a própria administração pública que, na sua ânsia de encontrar a identidade da autora, acabou a identificar o município descrito no livro: Aurélie Boullet trabalha na região da Aquitânia. O conselho regional da Aquitânia acusou este mês de Julho Aurélie Boullet de não respeitar o dever de reserva e suspendeu-a de funções. Dois anos sem vencimento é a penalização que o conselho regional acha adequada como punição por Aurélie Boullet ter escrito que em muitos serviços públicos não se trabalha na realidade mais do que 35 horas por mês, sendo o tempo restante certamente muito ocupado mas nada produtivo.
Apenas como nota final registe-se que nesta mesma França, há seis anos, se gerou uma enorme vaga de solidariedade para com a funcionária da EDF Corinne Maier, que escreveu um livro cujo título era o seguinte: Bonjour paresse. L”art et la nécessité d”en faire le moins possible en entreprise (Bom dia preguiça. A arte e a necessidade de fazer o menos possível na empresa”). Como é óbvio, a senhora Meier não sofreu quaisquer sanções, pois ela não punha nada em causa.

*PÚBLICO

http://blasfemias.net/2010/07/19/corporacoes-2/
 
Almerindo ganha o dobro do salário dos seus antecessores

A administração liderada por Almerindo Marques tem uma remuneração anual que corresponde ao dobro dos seus antecessores. Almerindo, o seu vice-presidente Eduardo Gomes e os seus três vogais custaram em 2008 aos cofres da empresa cerca de 808 mil euros, enquanto que a gestão de António Laranjo não ultrapassava cerca de 430 mil euros

Almerindo Marques, presidente da EP desde 23 de Novembro de 2007, tem um vencimento anual de cerca de 193 mil euros por ano (correspondente a 13.850 euros por mês), o seu vice-presidente Eduardo Gomes ganha 161 mil euros e os três administradores executivos recebem 151.200 euros cada um. Destes três gestores, apenas dois estão em exercício de funções desde 24 de Agosto de 2009 – altura em que o administrador Gonçalo Reis solicitou a renúncia do mandato por se ter candidatado a vereador da Câmara Municipal de Lisboa nas listas do PSD.

No tempo de António Laranjo – que não foi reconduzido pelo secretário de Estado Paulo Campos em Novembro de 2007 — o presidente recebia anualmente um salário de 86.497 euros (ano de 2006) – sensivelmente o mesmo que o vice-presidente – e os restantes vogais executivos cerca de 73.994 euros. Os vogais não executivos – que foram extintos – ganhavam 19.961 euros.

A principal explicação reside no facto de Laranjo ter liderado a EP quando esta era uma entidade pública empresarial, logo os administradores tinham o estatuto de gestores públicos com os respectivos vencimentos tabelados.

Almerindo, por seu lado, aceitou o convite de José Sócrates para liderar uma sociedade anónima de direito privado, embora com um único accionista: o Estado. O estatuto remuneratório do conselho de administração de Almerindo é estabelecido por uma Comissão de Fixação de Remunerações eleita em Assembleia Geral pelo accionista Estado - cuja tutela técnica está a cargo do Ministério das Obras Públicas, enquanto que a tutela financeira é detida pelo Ministério das Finanças.

SOL

Bem, vamos lá ver se eu entendi, a empresa tem uma dívida enorme de ano pra ano, necessita de contrair empréstimos para se aguentar, no entanto os salários deste ano de meia dúzia de pessoas de altos cargos da empresa ganham mais que o ano passado. É isto ? Bem, eu não sei o que esta gente anda a fazer, mas só sei que sou apenas um pirralho de 21 anos que acha estas politicas e maneiras de governar por parte dos "crescidos" algo muito anormal. Portugal vou lá eu entender-te :confused: :huhlmao:
 
A benevolência ocidental para o comunismo, pelo menos aqui na Europa, sempre foi uma coisa que me intrigou. Por exemplo, se andássemos por aí com Tshirts do Hitler, do Bin Laden, do Salazar ou do Mussolini, provavelmente seriamos insultados na rua e se calhar merecedores do insulto. No entanto andam sempre por aí milhares de jovens com tshirts do Guevara que simbolizam uma ideologia totalitária responsável por milhões de mortos, e ninguém se incomoda.

Já somos 2!
É realmente estranha a projecção que este ícone tem tido ao longo já de tantos anos; parece-me ser daqueles mitos que foram sendo caracterizados acompanhando tendências ou ideologias que se foram desenrolando ao longo do tempo e por isso adaptado a um modelo de determinação em favor de uma causa, porém com resultados devastadores; no entanto a sua popularidade parece ultrapassar o que a história assistiu e que a pintou de vermelho... :(
 
Penso que usar camisolas do Guevara já é uma moda como outra qualquer e tenho a certeza que há muita gente que as usa e não sabe o que representou e representa o Che Guevara:rolleyes:
 
Sempre evitei vir aqui a este tópico porque não há página que não se encontre
alarvidades e ignorância a rodos, para além como é obvio de alguns textos com
elevação e qualidade.
Ele há comentários para todos os gostos :desde os mais reacionários aos
ultra conservadores, dos ingénuos aos sonhadores ,dos "sistematicamente contra" aos " bota-abaixo indiscriminados", dos descontentes aos pessimistas.
É normal. Este é um espaço livre e é bom sentir sempre que a "Liberdade está
a passar por aqui".
Mas quando se compara ( e não é por um membro qualquer, não senhor) Che Guevara a hitler, bin laden, mussolini ou salazar,
aí , fico com aquela sensação daquele espermatozóide negro
no filme A B C do Amor do Woody Allen . Afinal, o que é que estou aqui a fazer?
Rigorosamente nada. Não pertenco definitivamente a "este filme"...
 
Faro: Ministério Público decide soltar trio suspeito de assaltos

Gang tenta abalroar polícia e é libertado
Fugiram 20 quilómetros pela Via do Infante, em carrinha roubada, até se despistarem.


Dentro da carrinha Ford Transit estacionada, luzes apagadas, três homens levantaram suspeitas à PSP, pelas 00h30 de ontem, em Faro. Ali perto uma loja de bicicletas fora assaltada momentos antes, o que aumentou as suspeitas das autoridades. E tudo se confirmou quando arrancaram assim que a viatura da polícia se aproximou. O que se seguiu foi uma perseguição a alta velocidade, primeiro até à Via do Infante, depois em direcção a Espanha, durante cerca de 20 quilómetros. Passaram semáforos encarnados na fuga e puseram 'em perigo os outros utentes da via', segundo uma fonte policial. Pedida a colaboração da GNR, tiveram de ser montadas barreiras ao longo do percurso.

A fuga continuou a alta velocidade, 'sempre perseguidos por dois carros-patrulha da PSP, que tentaram abalroar', continua a mesma fonte. O trio acabou por preferir deixar a Via do Infante, no nó de Olhão, não contando, no entanto, com a barreira que a GNR colocou no local. Acabaram por se despistar, mas não desistiram, fugindo mesmo a pé, apesar de terem ficado feridos no acidente. Os dois espanhóis (22 e 26 anos) e um português (25), com possível ligações ao gang do Pecas (ver apoios), acabaram apanhados pelas forças policiais que os perseguiam.

Foram transportados ao Hospital de Faro, tiveram alta cerca das 06h00 e ficaram detidos. A carrinha, que as autoridades apuraram ter sido furtada em Portugal, ficou com a parte da frente totalmente danificada. E no seu interior só foi apreendida uma barra de ferro com cerca de um metro de comprimento – nada que os ligasse ao assalto na loja de bicicletas na avenida Calouste Gulbenkian, Faro.

Não tinham documentos e as autoridades investigam a possível ligação ao célebre gang do Pecas e a furtos a outras lojas de bicicletas registados nos últimos tempos no Algarve. No entanto, por falta de provas que os liguem ao assalto verificado ontem, foram libertados sem serem presentes ao juiz de instrução criminal.

Fonte: Correio da Manhã

A justiça em Portugal não funciona.:disgust::disgust:
 
A justiça em Portugal não funciona.:disgust::disgust:

Não percebo bem a tua conclusão. Os 2 últimos parágrafos explicam o que se passou. A polícia apresentou o que tinha mas... não foram apanhados em flagrante e não havia provas sustentáveis em tribunal que ligassem estes tipos a outros crimes. Existiu apenas desobediência à autoridade e dano contra um bem (a tal carrinha roubada). Com o teu critério de prisão preventiva não tínhamos prisões que chegassem.
 
Não é que esteja inteiramente de acordo mas é eficaz na tradução da suposta revisão constitucional...

O que não cresce morre. É esta a máxima do capitalismo. Por isso procura sempre novos mercados. E se isto é verdade à escala global, também o é no mercado interno.

Durante décadas a burguesia nacional viveu da obra pública – a necessária e a dispensável – paga com dinheiros europeus. Mesmo o consumo foi alimentado, não por uma valorização salarial – as nossas empresas não acrescentam valor ao que produzem e por isso apostam no trabalho intensivo, desqualificado e mal pago -, mas pelo endividamento das famílias. E viveu da especulação imobiliária, que cresceu às custas da fragilidade do mercado de arrendamento, do juro baixo e da bonificação do crédito à compra de casa. E alimentou-se da privatização de empresas já consolidadas, muitas delas em regime de monopólio natural. Ou seja, a nossa burguesia não criou nada, não inovou nada, não arriscou nada.

Só que, com a pressão europeia para conter a despesa pública, todas as portas de saída estão agora fechadas. Não vale a pena ter ilusões quanto á nossa capacidade de exportação. Graças à contenção salarial na Alemanha, que julga que é possível manter um mercado europeu aberto e saudável apenas exportando; à falta de competitividade da nossa produção sem valor acrescentado; e a uma moeda forte não temos grande espaço de manobra no comércio externo. Talvez com excepção do mercado angolano e brasileiro.

Resta então, à nossa elite económica, a receita do costume: rapar o fundo do tacho. Ou seja, integrar no mercado os bens e serviços públicos, tendo aí uma nova oportunidade de negócio sem risco. Já se percebeu que enquanto o Estado oferecer gratuitamente saúde e educação (bens com procura pouco elástica e por isso especialmente interessantes como negócio) os nossos grupos económicos, pouco familiarizados com a qualidade a preços aceitáveis, não se safam.

É neste contexto que devemos ver o programa que o PSD prepara para a saúde e educação e que fica claro na sua proposta de revisão constitucional.

Havia duas possibilidades: o cheque ensino e o cheque saúde ou o fim da educação e saúde gratuitas e universais. São duas formas de chegar ao mesmo. No primeiro caso, o Estado transfere para os privados os seus recursos financeiros. No segundo, o Estado torna pouco vantajosos para os cidadãos com alguns recursos os bens que oferece e, no fim, transforma os cidadãos em clientes e oferece-os ao privado. A primeira solução era mais agradável para o negócio, mas não há dinheiro público para isso. O PSD vai optar pela segunda. Ou seja, deixa para o Estado os miseráveis, passa para o privado o resto da população.

Três problemas desta solução:

1. Se a classe média abandonar os serviços públicos eles saem mais caros por utente (é uma questão de economia de escala – metade dos alunos no ensino público não corresponderá a metade da despesa).

2- Se a classe média abandona os serviços públicos eles perdem qualidade. Está estudado: com menores capital social e cultural, as classes baixas têm menor poder reivindicativo e, isoladas, não beneficiam da qualificação que a presença da classe média oferece aos serviços.

3. Pagando pelos serviços do Estado, quem paga mais impostos fará pressão para pagar menos. O caminho está traçado: Campos e Cunha e vários economistas já propõem a taxa fiscal plana. Ou seja, preparam o País para o Estado assistencialista em vez do Estado Social redistributivo.

Juntem-se as três coisas: menos qualidade, mais caro por utente, menos recursos fiscais para alimentar os serviços. Ainda menos qualidade. Ou seja, no final teremos serviços públicos miseráveis.

Não preciso de fazer qualquer futurologia. O que propõem para a saúde, por exemplo, já foi experimentado nos Estados Unidos. O Estado garantia serviços médicos apenas aos mais pobres. E em Portugal, é bom recordar, os mais pobres são mesmo muito pobres. Os indicadores de saúde de uma das maiores potências económicas do Mundo falam por si: cada americano gasta 7290 dólares em saúde por ano e cada português gasta 2150. No entanto, a esperança média de vida em Portugal é superior à dos EUA e os Estados Unidos estão vários lugares acima no ranking da mortalidade infantil. De tal forma que os EUA se viram obrigados a recuar nesta matéria. Na educação passa-se o mesmo: a escola pública americana é, em geral, um subproduto. Os mais pobres só se safam se forem muito bons e conseguirem bolsas. Os restantes estão condenados à partida.

A política de emagrecimento do Estado tem um sentido: oferecer os serviços sociais às empresas para que estas ultrapassem a sua crise de crescimento. E, com isso, sacrificar o bem comum. Próximo objectivo: a privatização da segurança social para transferir estes apetitosos recursos para fundos de pensões. Aqueles que hoje são o motor da finança em quase todo o Mundo.

O capitalismo financeiro não vive da produção. Vive, por agora, da privatização dos recursos públicos. Quando eles acabarem logo se verá para onde se vai. No caminho, deixará atrás de si um Estado Social em ruínas.

http://arrastao.org/sem-categoria/19843/
 
Os grandes grupos económicos anseiam pela privatização do Ensino e da Saúde porque sabem que são sectores de lucro assegurado, onde haveria pouca concorrência. Depois de terem aproveitado o crédito barato para encher o país de betão e obras públicas desnecessárias, agora que o dinheiro está à beira de terminar, voltam-se para os serviços públicos com rentabilidade assegurada.

Ora o nosso problema da educação resolve-se com a alteração dos programas e do modelo de exames nacionais e de avaliação dos alunos, e quanto à Saúde, aumentando taxas moderadoras para cobrir o aumento dos gastos fruto do aumento dos custos devido à introdução de novas tecnologias e novos fármacos. Outro factor a ter em conta no SNS é a racionalização dos gastos. Aqui no Hospital de São João notam-se pequenos desperdícios aqui e acolá, isto apesar de se falar na austeridade.

Dentro do PSD, há quem saiba das consequências deste canto da sereia da privatização do ensino e da liberdade de escolha programática. Mas esses foram afastado a seu tempo devido. É caso para dizer, Cavaco Silva volta que estás mais que perdoado.

Saliento que no caso do Ensino Superior em Portugal, com excepção da Universidade Católica, temos sido tudo menos felizes no sector privado, desde a Moderna à Independente, passando pelo maior facilitismo e falta de exigência que grassa nas nossas faculdades privadas. E em muitos colégios privados, inflacionam-se as médias internas para atrair mais «clientes». Sim, há uma minoria de colégios que fica muito bem nos rankings, mas não nos esqueçamos que são frequentados por poucos alunos, de famílias de classe alta ou média-alta; estes alunos têm um excelente background familiar, pais licenciados, livros em casa, viagens constantes, explicadores a tudo e mais alguma coisa... A larga maioria das nossas famílias não poderia comportar 400 ou 500 euros de mensalidade, mais umas centenas de euros em explicadores, mais British Council, mais isto e aquilo... o acesso a uma boa educação em Portugal continua a ser elitista, fruto das políticas facilitistas defendidas pelo BE, pelo PCP, pelo PS e por parte do PSD.
 
Em Olhão, ontem mais um assalto desta vez à farmácia Brito, e uma vaga de assaltos a casas na Rua Capitão Nobre. Segurança não existe, justiça não existe. Há meses, que Olhão vive um clima de insegurança nunca visto antes, a PSP nada faz. Que tristeza que é Portugal, também eles prendem vão a tribunal são libertados para quê prenderem nem vale a pena, deixem eles assaltarem tudo, só tenho pena é que não vão às casas dos juízes e dos magistrados deste país, aí víamos logo como o cenário era diferente.

Vamos lá ver é se eles não assaltam mais umas bombas, matem mais um polícia, porque prenderam e foram libertados, só neste país que é uma verdadeira anedota é que isto existe. Se calhar, ainda ganham alguma medalha de mérito por assaltarem.:D Para não falar dos casos de violência doméstica, que vão a tribunal ficam em liberdade e depois matam a mulher e os filhos. Mas para muitos a justiça está bem assim e não concordam que o país está bem é para os corruptos e os ladrões devem viver noutro país que não é o meu.

Algarve: PSP e GNR apanham gang perigoso

Três indivíduos-um português de 25 anos e dois estrangeiros, de 22 e 26 anos- foram detidos esta madrugada, no Algarve, após uma movimentada perseguição que envolveu quatro carros-patrulha da PSP e da GNR.

Os suspeitos fugiram às autoridades em Faro, onde estavam estacionados numa viatura furtada, em atitude suspeita.
Seguiram, em condução perigosa, para a Via do Infante, saindo no nó de Olhão, sempre perseguidos pela PSP.
Uma barragem da GNR montada no local, originou o despiste da viatura e a fuga apeada do gang, considerado perigoso, que seria capturado pouco depois por vários elementos policiais.

Fonte: Correio da manhã

Agreste então tu na tua opinião um gang perigoso deve ficar em liberdade.:D Andou a PSP e a GNR a persegui-los para irem a tribunal e serem libertados. Só mesmo em Portugal um país do 3ºmundo.
 
... o acesso a uma boa educação em Portugal continua a ser elitista, fruto das políticas facilitistas defendidas pelo BE, pelo PCP, pelo PS e por parte do PSD.

Posso estar enganado, admito ou então não entendi devidamente, acho neste último trecho uma certa contradição! :unsure:
Se o acesso a uma boa educação em Portugal continua a ser elitista, opinião da qual partilho e também pelo facto de ter sofrido os seus efeitos, porquê fruto das políticas facilitistas defendidas pelo BE e pelo PCP?
Talvez se devesse especificar melhor esta parte porque como a nacionalização de muitos sectores incluindo este, parece-me ter sido um dos seus grandes objectivos; apesar de desta forma se viesse a contribuir para sobrecarregar a já de si grande carga dos nossos impostos!
 
Posso estar enganado, admito ou então não entendi devidamente, acho neste último trecho uma certa contradição! :unsure:
Se o acesso a uma boa educação em Portugal continua a ser elitista, opinião da qual partilho e também pelo facto de ter sofrido os seus efeitos, porquê fruto das políticas facilitistas defendidas pelo BE e pelo PCP?
Talvez se devesse especificar melhor esta parte porque como a nacionalização de muitos sectores incluindo este, parece-me ter sido um dos seus grandes objectivos; apesar de desta forma se viesse a contribuir para sobrecarregar a já de si grande carga dos nossos impostos!

São contra a exigência nos programas, são contra exames nacionais, acabaram com o ensino técnico e industrial a sério. Quando os programas não são exigentes desde tenra idade, os jovens de classe média e classe média-baixa com mais potencial intelectual são os principais prejudicados. Os estudantes de famílias com mais poder de compra e formação têm sempre a hipótese de compensar os défices com explicadores, tutores, escolas de línguas, cursos no estrangeiros. Mas a maior parte das famílias ou não tem dinheiro para isso, ou não compreende a importância da formação individual.

Quanto aos impostos, não me importo de pagá-los para que o país tenha um bom sistema de educação e de ensino superior. Neste momento, posso afirmar que não tem.
 
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