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mais uma corrida para o fundo... O curso de filosofia na universidade católica de braga custa 75% menos que o preço anterior... quanto pior melhor.

Universidades privadas têm cursos em saldos para atrair alunos

http://www.publico.pt/portugal/noti...m-cursos-em-saldos-para-atrair-alunos-1602185

Nesta semana que findou saiu uma redução importante nos cursos profissionais vinda do ministério da educação. Muitas turmas foram canceladas ainda que o ministério diga que não.
 
(...) O ano passado notava-se muito menos pessoal, mas este ano está tudo a arrebentar pelas costuras. (...)

Olha que não é bem assim ... :lmao: Todos os anos venho em Agosto ao Algarve e este ano noto uma redução para menos de metade das pessoas que se encontram por cá em férias.
 
cada vez mais pobres... isto é assustador.

«Apesar do desemprego continuar a aumentar, o número de beneficiários das respectivas prestações diminuiu em Junho em relação ao mês anterior.

Segundo dados da Segurança Social existiam 392.951 beneficiários de prestações de desemprego, ou seja menos 5.620 pessoas do que em Maio.
Por outro lado, se compararmos o número de beneficiários como o total de desempregados apurado pelo Instituto Nacional de Estatística (952.200 indivíduos), verificamos que apenas 41 por cento, ou quatro em cada dez, recebem um subsídio.

A tendência para a diminuição da protecção social é ainda visível na diminuição do valor médio das prestações, que passou de 501,85 euros em Junho de 2012 para 484,13 euros em Junho deste ano.

Com toda a lógica poder-se-ia pensar que a redução dos subsídios de desemprego, provocada designadamente pelo desemprego de longa duração, se reflectiria num aumento dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção. Puro engano! Os dados do RSI relativos a Junho mostram que mais de 68 mil pessoas perderam o direito a este rendimento mínimo, comparativamente com o mês homólogo de 2012. E mesmo em relação a Maio deste ano, os beneficiários do RSI caíram 0,1 por cento, totalizando 271.302.

Em média cada beneficiário recebeu 82,54 euros, enquanto cada família recebeu em média 206,38 euros.»
 
Olha que não é bem assim ... :lmao: Todos os anos venho em Agosto ao Algarve e este ano noto uma redução para menos de metade das pessoas que se encontram por cá em férias.

Eu diria que a 2.ª Quinzena de Julho foi muito forte, com tudo o que era apartamentos para alugar e hotéis praticamente a 100%. Neste início de Agosto noto, de facto, uma pequena diminuição relativamente a Julho.

E isso é interessante verificar através da produção de Resíduos Urbanos. Este Julho houve um aumento em cerca de 4%, relativamente a Julho de 2012, na produção de RU indiferenciados no concelho de Lagoa. Apesar disso desde o início do ano e até ao final de Julho, a produção estava abaixo da produção em período similar de 2012.

Relativamente à situação dos últimos anos, pode-se ver, a partir do seguinte gráfico, que 2007 foi o ano com o maior pico de produção de resíduos e desde esse ano, tem sido sempre a descer. Em 2012 estivemos abaixo do nível registado em 2001... e 2013 parece querer continuar com tendência decrescente. Ora estes dados, embora estando afectos ao concelho de Lagoa, acho que se poderão interpolar para grande parte do resto do país, demonstrando bem o estado a que chegamos... muito menos dinheiro, muito menos consumo, muito menos resíduos produzidos... regredimos mais de 10 anos...

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Eu diria que a 2.ª Quinzena de Julho foi muito forte, com tudo o que era apartamentos para alugar e hotéis praticamente a 100%. Neste início de Agosto noto, de facto, uma pequena diminuição relativamente a Julho.

E isso é interessante verificar através da produção de Resíduos Urbanos. Este Julho houve um aumento em cerca de 4%, relativamente a Julho de 2012, na produção de RU indiferenciados no concelho de Lagoa. Apesar disso desde o início do ano e até ao final de Julho, a produção estava abaixo da produção em período similar de 2012.

Relativamente à situação dos últimos anos, pode-se ver, a partir do seguinte gráfico, que 2007 foi o ano com o maior pico de produção de resíduos e desde esse ano, tem sido sempre a descer. Em 2012 estivemos abaixo do nível registado em 2001... e 2013 parece querer continuar com tendência decrescente. Ora estes dados, embora estando afectos ao concelho de Lagoa, acho que se poderão interpolar para grande parte do resto do país, demonstrando bem o estado a que chegamos... muito menos dinheiro, muito menos consumo, muito menos resíduos produzidos... regredimos mais de 10 anos...

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Mas também, não podíamos continuar a consumir como antigamente, em que na minha opinião era um completo exagero. Se calhar, ainda bem que estoirou a crise, senão aonde íamos parar com essas quantidades enormes de resíduos. O ambiente também sofreu e muito com esses anos. Se todos consumimos menos, se existe menos lixo, porque raio o preço dos resíduos não param de aumentar. Enquanto, nós temos que pagar a água e os resíduos sólidos cada vez mais caros, as dívidas das câmaras algarvias às Águas do Algarve não pára de aumentar, para onde vai o dinheiro que todos os meses nós pagamos?
 
Na minha zona no ano passado a segunda quinzena de Agosto e o início de Setembro foram mais fortes que a primeira quinzena e este ano vai pelo mesmo caminho.

Noto que em termos de portugueses isto está pela metade e sei porque tenho dados na mão, sei que nos restaurantes o consumo caiu 30 a 50% nos últimos 5 anos. Em contrapartida há mais estrangeiros, nunca vi tantos espanhóis, ingleses ou turistas de outras nacionalidades como vejo neste Verão. Na praia da Manta Rota só se ouve falar espanhol, francês ou inglês.

No Hotel Quinta da Ria as coisas têm corrido bem, e tem muitos alemães. Sei de outros hotéis da região onde as coisas não estão mal. Mas nos restaurantes o consumo é fraco, isso é inegável, e a quebra deve-se à morte do mercado interno, os portugueses não têm dinheiro para ir ao restaurante como iam no passado.
 
Na minha zona no ano passado a segunda quinzena de Agosto e o início de Setembro foram mais fortes que a primeira quinzena e este ano vai pelo mesmo caminho.

Noto que em termos de portugueses isto está pela metade e sei porque tenho dados na mão, sei que nos restaurantes o consumo caiu 30 a 50% nos últimos 5 anos. Em contrapartida há mais estrangeiros, nunca vi tantos espanhóis, ingleses ou turistas de outras nacionalidades como vejo neste Verão. Na praia da Manta Rota só se ouve falar espanhol, francês ou inglês.

No Hotel Quinta da Ria as coisas têm corrido bem, e tem muitos alemães. Sei de outros hotéis da região onde as coisas não estão mal. Mas nos restaurantes o consumo é fraco, isso é inegável, e a quebra deve-se à morte do mercado interno, os portugueses não têm dinheiro para ir ao restaurante como iam no passado.

Quando a A22 passou a ter portagens temia-se uma diminuição dos turistas espanhóis, pelos vistos parece que não está a ser assim e ainda bem que assim é. :)
 
Quando a A22 passou a ter portagens temia-se uma diminuição dos turistas espanhóis, pelos vistos parece que não está a ser assim e ainda bem que assim é. :)

Isto são espanhóis que estão alojados nas praias e hotéis aqui do sotavento, mas nos restaurantes no Inverno os espanhóis quase desapareceram, a minha família trabalha nesta área e sei os consumos da maior parte dos melhores restaurantes e antes sobreviviam no Inverno com os espanhóis, mas desde que foram introduzidas as portantes e o IVA subiu tem sido uma desgraça. as portagens na A22 têm de terminar! E o IVA na restauração deve baixar.
 
Algarve atingiu uma taxa de ocupação de 81,6% em Julho

A ocupação hoteleira no Algarve no mês de Julho atingiu os 81,6%, mais 3,7% do que em igual período do ano passado, indicam os dados provisórios divulgados pela Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).
De acordo com a AHETA, os mercados que mais contribuíram para este crescimento foram o britânico (+17,1%), holandês (+21,1%) e irlandês (+29,3%), tendo sido registadas acentuadas descidas nos mercados nacional (-9,8%) e espanhol (‑9,9%).

Ambitur
 
Não houve nenhuma mudança estrutural. O mau desempenho da economia continua. Comparando com períodos anteriores de segundos trimestres: 2011-2012 destruídos 183 mil postos de trabalho, 2012-2013 destruídos mais 104 mil postos de trabalho.

Faltam os despedimentos da função pública e a redução de professores contratados.

E julgo não haver dúvidas das consequências dos cortes de pensões dos pais que são hoje em muitos casos o último ponto de apoio dos orçamentos familiares dos filhos.

A sazonalidade é evidente, os números mostram que os desempregados de longa duração em parte saíram do desemprego por já não receberem apoios sociais e estão a aceitar tudo. Os jovens na mesma medida.

A ACT tem feito inspecções na restauração e tem detectado muitas irregularidades relacionadas com contratos de trabalho, segurança social, horários, descanso de funcionários e organização do trabalho.
 
Números que recomendam ainda muitas cautelas, mas deve ser a isto que a esquerda chama de "espiral recessiva":

- Taxa de desemprego baixa para 16,4%
- Montepio: Economia terá crescido 0,4% no segundo trimestre
- Exportações crescem mais de 5% em Maio para valor mensal recorde

Talvez também seja por estas coisas que anda tudo politicamente tão agitado ultimamente, havia que pôr a andar bons ministros como Gaspar ou o Álvaro.

Nada como encobrir os desastres do governo com o truque da sazonalidade. Pois bem pelo que parece quase todos esses dados são respeitantes ao 1º semestre segundo os links que apresentaste. É normalíssimo isso acontecer, até te digo mais, nesta altura o desemprego deve ser bem inferior a esses dados, dado o emprego paralelo[negro] típico desta altura nos próximos meses de Verão.
 
E não parece estranho que metade dos novos "empregados" não saiba quanto vai ganhar?

«Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, há ainda 48 200 novos postos de trabalho, que não estão distribuídos por escalão de rendimentos porque os inquiridos não responderam sobre quanto foram auferir.»

Também há quem tenha fechado o seu restaurante em Faro e foi abri-lo em Macau. E há quem tenha feito o caminho contrário. Não há nenhuma transformação estrutural. Há é uma destruição social que durará muitos anos baseada em falsidades de quem acha que podia deitar fora uma parte do país e que por geração espontânea, do deserto social vão nascer flores.
 
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