O Estado do País

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Estado
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Um artigo obrigatório, especialmente para aqueles que estão contra o RSI:
http://www.publico.pt/temas/jornal/sos-na-zona-pobre-27140130

Só me vem dar mais forças a leitura deste artigo.
Com que então o RSI está bem de saúde, aliás: estava bem de saúde em 2011.:malandro:

Leia-se: o RSI não serve! Nunca serviu porque desadequado à realidade.
Dar dinheiro não é dar trabalho, não é dar um pá, uma enxada, uma esferográfica ou afim. Dar dinheiro é uma esmola!
Era preferível dar senhas de alimentação, géneros alimentares, pagar diretamente aos proprietários as rendas de casa. Afinal tem direito a muitas ajudas extra: não pagam escola\infantário, transportes escolares, centros de dia\idosos, taxas hospitalares, etc.
Com o dinheiro que lhes dão, muitos ficam com um rendimentos disponível ao fim do mês (se assim o quiserem) acima dum trabalhador\família com rendimento até 1000€\mês.
Claro que teriam sempre de dar algum dinheiro para outro tipo de despesas, mas teria de ser sempre apenas uma pequena parte.
E inseri-los em actividade da comunidade, das juntas de freguesia ou camarárias, empresariais ou outros, com algum "prémio" por isso, como complemento ao "RSI".

Já estava na altura de alterar radicalmente este rendimento, ou forma de atribuição de ajuda do estado, para que chegue a quem REALMENTE necessita e merece.
 
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Frederico, bons artigos esses do Público sobre o RSI.

Existe muito preconceito nesta sociedade. Para o bem ou para o mal, nem todos nascemos iguais, nem todos fomos criados no mesmo contexto familiar, nem todos tiveram as mesmas oportunidades na educação e transmissão de valores, morais e humanos capazes de nos abrir oportunidades de vidas melhores em sociedade.

Para muitos, olhar para os problemas dos mais frágeis com seriedade e sem preconceitos é uma coisa aborrecida, chata, mais fácil estereotipar, excluir, catalogar ou mesmo excomungar...

Vivemos à sombra de conceitos utilitaristas, "o útil e o inútil" não olhamos para a sociedade como um organismo vivo, onde vários órgãos vitais dependem uns dos outros...
 
...
Vivemos à sombra de conceitos utilitaristas, "o útil e o inútil" não olhamos para a sociedade como um organismo vivo, onde vários órgãos vitais dependem uns dos outros...

Pois é...é precisamente aqui que começam as divisões intensas sobre o tema.
Quando uma medida é tomada e dela resulta a inutilização de uma franja importante da sociedade, temos o quê?
Temos que uma opção política (com boa intenção) que levou à ostracização de muitos, que mais não fazem do que se colar ao estado para pouco ou nada fazer.
O facto é que muitos do que agora vivem destas "ajudinhas" do estado são os tais "orgãos vitais que dependem uns dos outros...".
Ser solidário requer que também do outro lado haja solidariedade institucional, isto é, quando o estado necessita deles devem dispor-se a isso.
Eu entendo que muita gente tenha o direito a ser ajudada, mas entendo que também tem o dever de colaborar com a sociedade numa gestão eficaz dos meios e da mão de obra.

O "coitadinho" só o é porque muitas vezes vitimiza-se.

E porque temos também uma estrutura de ajuda social que por vezes é inconsequente, urge que a segurança social e a comunidade se unam em prol dos que REALMENTE precisam, de forma integrada, para REALMENTE inserir estas pessoas.

Lembram-se do nome? RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO.
POIS...
 
É um bom tema para se voltar falar, o RSI, um tema mais ou menos ausente neste fórum desde as últimas legislativas.

Primeiramente não poderemos separar o RSI de outros apoios (http://www.apfn.com.pt/apoio_estado.php), e depois temos de contextualizar na realidade actual da economia portuguesa.

Neste momento existe uma deficiente criação de emprego, uma menorização de vencimentos, e principalmente uma redução de investimentos sociais do Estado.
Trocado por miúdos, neste momento alguém com necessidade de se integrar na sociedade não terá grande receptividade da sociedade privada ou das instituições públicas.

A meu ver não é um momento de intervir em cortes nessa apoio, será o momento de legislar.

Caso no futuro tenhamos uma economia saudável, o RSI terá de ser esclarecidamente apenas um apoio provisório, em que o beneficiário terá obrigatoriamente de demonstrar que tem interesse em obter emprego ou frequentar cursos de formação com elevado aproveitamento.

Sobre "os miseráveis" que não aceitam estas regras, é o grande problema da sociedade ocidental, quer impor as regras de socialização mas não os pode "descriminar".
 
Creio que há um dualismo naquilo que a esquerda manifesta: são contra as esmolas, as misericórdias, mas também são contra os apoios sociais. Curiosamente são a favor de existir concelhos onde todo o emprego existente vem da câmara municipal. Algo que se aplicado a todo o país, duraria poucos meses até receberem nada! Tem alguma piada viver no alentejo, com campos desertos de trabalho, mas disponíveis para a agricultura e pecuária? Mas não, é mais fácil trabalhar pra câmara, não fosse o resto do país a sustentar. Por cada um que a câmara empregue, é menos a trabalhar e contribuir. É menos dinheiro disponível para o que o município precisa.

O RSI, tal como as restantes prestações da segurança social que incluem na sua designação a palavra "SOCIAL", são isso mesmo, uma ajuda provisória que permite ao beneficiário sustentar-se algum tempo enquanto tem formação em troca de algum trabalho social (alguns). Somos contra a esmola (sem obrigações) e ao mesmo tempo contra o abuso (esmola+trabalho social+formação), então em que é que ficamos?

Que triste sociedade esta, pois se há apoio social é mau e se não há é mau também!
 
E mais um perdão de dívidas para arrecadar dinheiro à pressa.

Pois é Agreste, tu nem queiras pensar no que vai na minha mente em quem fica com dívidas, sejam elas onde forem.

Mas levemos a outros assuntos sem ser o fisco:

Eu pessoalmente já contraí algumas dívidas, custou-me muito pagá-las e agora faço tudo por ter fundos suficientes para não contrair dívidas.
Por acaso foram ensinamentos dos meus pais e avós, mas bem reais na actualidade.
Se eu deixasse de pagar, entraria em dívida, estaria não só a ficar mal com mim próprio, ficaria sem qualquer credibilidade e ainda afectaria toda a minha família.

Agora é apenas trocares o EU por ESTADO e família por POVO.
 
O RSI não representa uma grande despesa no Orçamento de Estado, em termos percentuais.

Com o avanço tecnológico das últimas décadas e com o avanço tecnológico que virá neste século haverá uma certa tendência para haver cada vez menos trabalho. O estabelecimento de um rendimento mínimo garantido será uma inevitabilidade, e em boa verdade interessa a todos que exista.


Tirar o RSI a quem falta a uma reunião é desumano, é cruel. Estes senhores que legislam contra os pobres e miseráveis irão um dia pagar pela sua maldade. Estão basicamente a atirar famílias para a fome, prostituição de rua, doença, criminalidade, morte.

Claro que sou contra os abusos, mas o RSI não deve ter um limite temporal, deve apenas ser retirado quando o beneficiário já tem rendimentos para ter uma vida digna.

E nada na vida é garantido. Nunca saberemos quando precisaremos...

Já vi um família rica cair na miséria... e agora vivem com a ajuda dos vizinhos... pode calhar a todos...
 
As dívidas fiscais e à segurança social sobem aos 28 mil milhões de euros... vamos perdoar tudo e começar de novo como fizemos no BPN. :lol:
 
As dívidas fiscais e à segurança social sobem aos 28 mil milhões de euros... vamos perdoar tudo e começar de novo como fizemos no BPN. :lol:

Tanto quanto sei, o objectivo não é perdoar tudo! É facilitar o pagamento, são coisas totalmente opostas, é como se fosses ao banco pedir uma restruturação de um crédito habitação.

No mercado secundário de dívida soberana, Portugal está a renovar mínimos de 1 mês. Veremos se assim continua até ao fecho.
 
Há uma carateristica tipica das pessoas que é o generalizar.
Se há cidadãos que recebem o RSI e não deviam receber? claro que os há...
Há baixas fraudulentas entre trabalhadores publicos e privados? Claro que os há...
Há empresários que fogem aos impostos como diabo foge da cruz? Claro que os há...
Há empresários sérios? Claro que há....
Há politicos sérios? claro que os há....
Há politicos desonestos? Claro que eos há....
Há bons trabalhadores? Claro que os há...
Há maus Trabalhadores? Claro que os há....

As generalizações são perigosas, não queiramos que estas pessoas tenham estampado na testa, recebo RSI estou aqui na Seg. Social humilhantemente à espera das senhas para meio kilo de arroz.

Há bons e Maus em todo o lado, não percebo esta perseguição aos cidadãos do RSI quando este dinheiro equivale a umas décimas do orçamento, equivalente por exemplo à derrapagem de uma obra, ou a um offshore gordinha de uma multinacional. A média do RSI por cabeça é muito menos que 100 euros. Até parece que dá para grandes regabofes.... :shocking:

Mas como disse, para quê nos estarmos a importar com coisas chatas e aborrecidas, a caridade que a faça a igreja. Olhando para as histórias pessoais dessa noticia do público, depois lendo certos comentários percebo quando se fala em crise de valores, desculpem-me a frontalidade mas a sociedade está podre.....
 
Vamos lá ver uma coisa...

Se de facto o RSI é assim um valor tão baixo, se o RSI não responde à necessidade das pessoas... então porque se há-de defender o RSI?

Eu nisto desulpem lá mas acho que a solução é simples:

- Se o trabalhador tem direito, o subsidio de desemprego resolve.
- Se o trabahador não tem direito a subsidio de desemprego (exemplo bolseiros) então deve ser criado um rendimento transitório de valor aceitável, válido por um conjunto de meses apenas.
- Se a inserção no mercado de trabalho falhar, apesar da prova demonstrada de empenho na procura de emprego, passa a formação do IEFP a ter um papel fundamental (e talvez algo deva ser feito aqui).
- Se não há a mínima vontade de trabalhar então aí o estado nada pode fazer.

Isto para mim é um sistema digno e justo. Agora RSI? Uma esmola, distribuida a todos, quando poderia ser uma remuneração justa para aqueles que por n motivos não conseguem obter emprego... Não será a segunda hipótese muito mais justa que este suposto rendimento que nunca serviu, é injusto e que nivela por baixo todos sem excepção?
 
Há uma carateristica tipica das pessoas que é o generalizar.
Se há cidadãos que recebem o RSI e não deviam receber? claro que os há...
Há baixas fraudulentas entre trabalhadores publicos e privados? Claro que os há...
Há empresários que fogem aos impostos como diabo foge da cruz? Claro que os há...
Há empresários sérios? Claro que há....
Há politicos sérios? claro que os há....
Há politicos desonestos? Claro que eos há....
Há bons trabalhadores? Claro que os há...
Há maus Trabalhadores? Claro que os há....

As generalizações são perigosas, não queiramos que estas pessoas tenham estampado na testa, recebo RSI estou aqui na Seg. Social humilhantemente à espera das senhas para meio kilo de arroz.

Há bons e Maus em todo o lado, não percebo esta perseguição aos cidadãos do RSI quando este dinheiro equivale a umas décimas do orçamento, equivalente por exemplo à derrapagem de uma obra, ou a um offshore gordinha de uma multinacional. A média do RSI por cabeça é muito menos que 100 euros. Até parece que dá para grandes regabofes.... :shocking:

Mas como disse, para quê nos estarmos a importar com coisas chatas e aborrecidas, a caridade que a faça a igreja. Olhando para as histórias pessoais dessa noticia do público, depois lendo certos comentários percebo quando se fala em crise de valores, desculpem-me a frontalidade mas a sociedade está podre.....

Mas quem paga boa parte da caridade da Igreja é o Estado... As IPSSs recebem perto de 2 mil milhões de euros dos nossos impostos e a maior parte estão ligadas à Igreja...
 
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Vamos lá ver uma coisa...

Se de facto o RSI é assim um valor tão baixo, se o RSI não responde à necessidade das pessoas... então porque se há-de defender o RSI?

Defendo o RSI em relação ao eliminar sem alternativas que garantam a minima dignidade, mas obviamente, não há sistemas perfeitos, pode ser e deve ser melhorado e olhado com um sentido social profundo, deve ajudar a integração e coesão. Não ser uma forma de rotular, excluir, denegrir...
 
  • Gosto
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Estado
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