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Pois o Estado é o problema, não vai mudar sozinho, é um clube, por onde se acede pelos partidos. Começas nos partidos, vais dando graxas, construindo conhecimentos, vão-te fazendo a cabecinha, etc... Depois é que entras na máquina de governação...

Enquanto isto não mudar.....

a culpa é deste senhor

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eu prefiro o filho do bolonhês... porque esse Afonso nunca esteve nos Algarves.

Aliás, a data em que ele chegou a rei devia ser o dia de Portugal e não os outros dias que por ai se aclamam.
 
Este Verão andei a ler livros de História de Portugal, li aquele do Rui Ramos e partes de mais alguns, e é interessante a luta dos primeiros reis de Portugal contra abusos dos senhores feudais e principalmente da Igreja, mormente no Norte do país. Naquela altura ainda houve reis a defender o povo, mas agora quem nos defende?
 
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Olhão quer alterações à classificação das zonas de bivalves

O presidente da Câmara de Olhão manifestou-se hoje "com esperança" de que a classificação das zonas de produção de bivalves na Ria Formosa, no Algarve, possa ser alterada com a intervenção do Governo junto da União Europeia.

"Temos esperança que a situação possa ser alterada, depois do senhor secretário de Estado do Mar se ter comprometido a interceder junto da União Europeia e negociar uma situação de exceção para a Ria Formosa ou justificar que não está em causa a saúde pública", disse à agência Lusa António Pina, presidente da Câmara de Olhão.


Representantes das câmaras da área da Ria Formosa - Olhão, Faro, Tavira e Vila Real de Santo António - e várias associações e entidades do setor das pescas reuniram-se na sexta-feira, em Lisboa, com o secretário de Estado do Mar para avaliar a nova classificação das zonas de produção de bivalves.

Os autarcas e mariscadores entendem que a nova classificação para as zonas de produção de bivalves põe em causa o trabalho de muitas de pessoas.

"Sentimos que o senhor secretário de Estado ficou sensibilizado com os argumentos que apresentámos, mostrando-se disponível para encontrar uma solução que minimize os problemas das pessoas que vivem da atividade", destacou António Pina.

Em causa está um despacho de 22 de novembro, que reclassifica as zonas de produção de moluscos bivalves, reduzindo a área da Ria Formosa.

De acordo com o autarca de Olhão, o despacho implica que mais de 90% das zonas que tinham classificação A sejam reclassificadas como zonas B e C.

Nas zonas de produção A os moluscos bivalves podem ser comercializados para consumo humano direto, nas zonas B podem ser apanhados mas têm que ser depurados, transpostos ou transformados em unidades industriais e nas zonas C podem ser apanhados mas têm que ser sujeitos a transposição prolongada ou transformação em unidade industrial.

"Aguardamos agora que o Governo, sustentado nas análises e estudos, consiga negociar uma situação de exceção ou justificar à União Europeia, em Bruxelas, que as zonas da Ria Formosa não colocam em causa a saúde pública", concluiu o presidente da Câmara de Olhão.

Fonte: DD

Isto que Bruxelas está a fazer, já devia ter sido feito há vários anos. Quem conhece Olhão, sabe onde estão os esgotos a céu aberto na Ria Formosa, junto ao cais de embarque para as ilhas chamado de T está um, outro é dentro do Porto de Pesca, outro é junto aos Mercados, outro é junto à dita "Marina", só numa distância de 1.5 km estão 4, tirando a descarga da Etar Poente de Olhão esse deve ser o pior foco de todos.

Quem gostar de bivalves com "caca" estejam á vontade e não está em causa a saúde pública será que isto não é um caso de saúde pública.

Agora, anda o novo presidente da CMO aos saltos porque as zonas dos viveiros vão ser reclassificados pela UE para zona C. Isto é tudo culpa da CMO e de mais ninguém nunca fez nada pela Ria e isso está à vista de todos.
 
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a questão do assoreamento da ria também é importante. É preciso dragar e limpar os canais. As águas fora da ria são óptimas, a armação do atum continua a funcionar e há todo o arsenal da companhia de pescarias do algarve... além dos viveiros. Eu sempre que vejo cavalas pra comprar, pumba! :D
 
Médicos à beira do desemprego


As vagas nos hospitais e centros de saúde já não chegam para os novos médicos que acabam o estágio e precisam de escolher uma especialidade para exercer Medicina em Portugal. Ou seja, o desemprego médico está à porta.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=94317


Pois...Entao e quantas vagas nos centros de saude no meio do nada é que ficaram por preencher?ou já não há doentes?:facepalm:
 
Administradores dos estaleiros recebiam 650 euros por dia.
As contas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) relativas a 2012 revelam que os administradores da empresa recebiam 650 euros por dia, entre outras regalias, noticia o Diário de Notícias.
Economia
Administradores dos estaleiros recebiam 650 euros por dia


Os quatro administradores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) recebiam 650 euros por dia em remunerações, que incluíam regalias como a conta da TV cabo e lavandaria, de acordo com o noticiado pelo Diário de Notícias.
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Estas contas são relativas a 2012, quando a empresa já não contratava nenhum funcionário, à semelhança de anos anteriores, fechando agora com prejuízos superiores a 40 milhões de euros.

Já durante este ano, a ENVC mal conseguiu pagar seis meses de salários aos seus mais de 600 trabalhadores. No entanto, o administrador espanhol Francisco Gallardo teve as suas viagens a Espanha pagas pela ENVC, num total de 12.600 euros de custos, assim como o serviço de TV por cabo em Portugal.

É apurado também que as receitas da empresa estavam entre os 1,5 e 2,9 milhões de euros quando os custos anuais com o pessoal ascendiam aos 14,5 milhões. Os salários mensais para os trabalhadores rondavam os 1,2 milhões de euros.

Não admira que aquilo fosse um sorvedouro de dinheiros públicos, já devia ter sido privatizado há muito tempo.
 
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Médicos à beira do desemprego



http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=94317


Pois...Entao e quantas vagas nos centros de saude no meio do nada é que ficaram por preencher?ou já não há doentes?:facepalm:


São necessária mais vagas para especialidade. Por outro lado é necessário cortar um pouco nos numerus clausus.

Segundo a Comissão Mista que estudou este tema são necessárias 1200 a 1400 vagas por ano. Já há mais de 1600 vagas.

Nos últimos 20 anos Medicina tornou-se um curso da moda. Isso tem afastado muitos alunos dos seus talentos naturais, escolhendo Medicina por pressões familiares e dos colegas. Tal sucedeu também devido a ser um curso com emprego estável, garantido e remuneração acima da média.

Para além disso o sector privado da saúde em Portugal precisa de se ajustar à realidade. Uma consulta de especialidade em Madrid fica por 60 euros e os tratamentos de várias especialidades são mais baratos. No Porto uma consulta de especialidade fica acima dos 70 euros. Comparem-se os salários médios de ambas as cidades.
 
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Isto que Bruxelas está a fazer, já devia ter sido feito há vários anos. Quem conhece Olhão, sabe onde estão os esgotos a céu aberto na Ria Formosa, junto ao cais de embarque para as ilhas chamado de T está um, outro é dentro do Porto de Pesca, outro é junto aos Mercados, outro é junto à dita "Marina", só numa distância de 1.5 km estão 4, tirando a descarga da Etar Poente de Olhão esse deve ser o pior foco de todos.

Quem gostar de bivalves com "caca" estejam á vontade e não está em causa a saúde pública será que isto não é um caso de saúde pública.

Agora, anda o novo presidente da CMO aos saltos porque as zonas dos viveiros vão ser reclassificados pela UE para zona C. Isto é tudo culpa da CMO e de mais ninguém nunca fez nada pela Ria e isso está à vista de todos.


Ambiente e património nunca foram prioridades dessa câmara. Olhão é das cidades mais descaracterizadas do país.

Os patos-bravos destruíram os palacetes oitocentistas e as casas típicas da antiga vila. Desnecessariamente pois eram edifícios com boas volumetrias e há uns anos eram fáceis de restaurar.

Agora Olhão parece uma cidade do Magrebe.
 
Porto de Faro apresenta melhor valor 'do século' em exportações

O porto comercial de Faro vai fechar o ano de 2013 com 400 mil toneladas de carga exportada, valor que representa o registo "mais bem-sucedido deste século", disse hoje à Lusa um responsável daquela estrutura.

O cimento produzido na cimenteira da Cimpor, em Loulé, é a principal carga exportada a partir do Porto de Faro, seguindo em navios para a Argélia, no Norte de África, e para Cabo Verde, mas há também cargas de pedra, ferro e telha a serem enviadas para o território britânico de Gibraltar.

A alfarroba algarvia, que segue para Inglaterra, o sal de Olhão e o sal-gema de Loulé, o atum provenientes das armações ao longo da costa algarvia e que vai para o Japão a 60 graus negativos em frigoríficos são os outros produtos do Algarve que são exportados via marítima a partir de Faro.

"Vamos fechar acima das expectativas, perto das 400 mil toneladas de carga exportada", assume Graco Trindade, referindo que as cargas essencialmente de exportação "contribuem para o desígnio de Portugal de retomar a sua produção nacional e a sua industrialização especializada".

Segundo aquela autoridade portuária, o Porto de Faro tem "muita importância" estratégica no contexto regional, por ter uma "centralidade geográfica e ter na sua envolvência uma cintura industrial ligada à produção e à indústria extrativa e transformadora".

Nos últimos seis semestres, o Porto de Faro registou um aumento de exportação constante, conta Graco Trindade.

Em 2012 registou-se um total de carga exportada na ordem das 300 mil toneladas de carga e este ano esse número vai cifrar-se perto das 400 mil toneladas movimentadas e quase na totalidade para exportação, ou seja, há um aumento de mais de 30% em relação ao ano passado.

O Porto de Faro, num passado recente, teve uma importância estratégica regional no abastecimento de produtos petrolíferos - durante 40 anos recebia os combustíveis para o Aeroporto Internacional de Faro e para as gasolineiras, numa relação com o Porto de Sines, mas agora há um retomar da importância da estrutura apoiando a produção regional.

A autoridade portuária estima que em 2014 o crescimento e a dinâmica com o tecido empresarial se mantenham e que a exportação de cargas no Porto de Faro aumente para as 500 mil toneladas.

Fonte: SOL

Excelente notícia para o Algarve e para o país. :thumbsup:
 
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nem as gruas funcionam...

Sempre achei que Faro e principalmente VRSA deveriam ter bons portos para exportar os produtos da região.

A tradição histórica do Algarve é o comércio e as exportações, já no tempo dos romanos a região produzia os melhores figos do Império, conservas, molhos de peixe, peixe seco ou azeite, e era das regiões mais ricas da Península Ibérica, Balsa chegou a ser a maior cidade da Lusitânia...

O Algarve deve esquecer o betão e em parte o turismo... pois as Primaveras árabes não vão durar sempre e o euro poderá valorizar num futuro próximo...

O futuro está sem dúvidas nas indústrias tradicionais da região e na agricultura... o turismo deve ser visto com um complemento...
 
O Algarve tem umas das arquitecturas populares mais interessantes da Europa, fruto do cruzamento de vários povos e culturas que passaram pela região ao longo de milénios: gregos, fenícios, cartagineses, romanos, sefarditas, berberes, árabes, tribos germânicas e cristãos.


A construção foi uma chico-espertice terrível herdada do Estado Novo e alimentada pelo crédito barato dos últimos anos.

Os donos das terras enriqueciam de um dia para o outro, vendedo-as muito acima do valor de mercado, e beneficiando da ausência de leis «europeias» e civilizadas no Ordenamento.

Os construtores praticavam fugas ao fisco brutais, tal como os empregados da construção, que não pagavam impostos e recebiam por baixo da mesa. As câmaras recebiam o dinheiro das licenças e «compravam» votos. Os bancos recebia os juros. O povo não tem instrução nem literacia e só via a construção como uma fonte de emprego e de lucro, sem cuidar do futuro.

O Algarve está estragado. Olhão passou de uma das vilas mais singulares da Europa a uma cidade com uma arquitectura e um Ordenamento ao estilo América Latina ou Magrebe. Faro está parecida. Portimão também. VRSA tem o centro histórico despovoado e a caminho da descaracterização. Tavira está melhor conservada mas nem por isso o cenário é auspicioso. Cacela está destruída com mamarrachos. Monte Gordo, Quarteira ou Armação de Pêra não se distinguem do pior que há noutras estâncias do Mediterrâneo.
 
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