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E assim se vai ao pote...

Quando o CDS põe as mãos no pote
Na repartição do pote, coube ao CDS ficar com a Parque Expo. A ministra Cristas nomeou de imediato para a presidência do conselho de administração John Antunes, por coincidência membro da comissão de honra da sua candidatura por Leiria nas últimas eleições legislativas, incumbindo-o de encerrar o mais rapidamente possível a empresa. O CDS exigiu que a administração da Parque Expo não ficasse abrangida pelo estatuto dos gestores públicos.

Para tanto, entre outras barbaridades, a empresa recusou contratos e extinguiu os sectores mais lucrativos. Três anos depois, a Parque Expo não foi dissolvida, ao contrário da garantia dada pela ministra Cristas. E John Antunes avisa que o Estado vai ter de injectar capital ou de vender ao desbarato activos no valor de 152,2 milhões de euros antes do final do ano para salvaguardar compromissos financeiros assumidos pela Parque Expo. Tudo o que não deveria ter acontecido — aconteceu, por obra e graça da gestão do CDS.

http://corporacoes.blogspot.pt/2014/05/quando-o-cds-poe-as-maos-no-pote.html
 
O Banco Central Europeu (BCE) poderá baixar a taxa de de juro de referência para de 0,25% para o,15%, de acordo com a revista alemã Der Spiegel, caso decida seguir a recomendação que vai ser feita pelo economista-chefe da instituição, Peter Praet. O conselho de governadores vai reunir-se a 5 de junho e, entre as preocupações que estarão em cima da mesa, estão os riscos de um euro sobrevalorizado e os receios sobre a taxa de inflação na zona euro, que se encontra abaixo do valor alvo do BCE, de 2%.

Observador

E mesmo assim, nada vai resolver.
 
A taxa de emprego em Portugal fixou-se, em 2013, nos 65,6% no grupo entre os 20 e os 64 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, ainda aquém do objetivo de 75% para 2020.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de emprego em Portugal tem praticamente mantido, desde 2002, uma tendência em baixa.

Em 2002, a taxa de emprego em Portugal era de 74,1% e a tendência em baixa só foi interrompida em 2006, ano em que subiu 0,4 pontos percentuais para os 72,7% face a 2005, e em 2008, quando recuperou 0,5 pontos para os 73,1% na comparação com o ano anterior.

Na média da UE, a taxa de emprego era, em 2013, de 68,3% (sendo o objetivo comum de 75%) e, dos 28, apenas dois países – a Alemanha e Malta – tinham já chegado e mesmo ultrapassado o objetivo Europa 2020 no indicador, respetivamente 77% e 62%.

Nos 28, a taxa de emprego manteve-se praticamente em alta constante de 2002 a 2008, tendo invertido a tendência a partir de 2009.

Em 2013, os países onde se registaram as taxas de emprego mais elevadas, no grupo entre os 20 e os 64 anos, foram a Suécia (79,8%), Alemanha (77,1%), Holanda (76,5%), Dinamarca (75,6%), Áustria (75,5%), Reino Unido (74,9%), Estónia e Finlândia (73,3% cada).

As taxas de emprego mais baixas foram observadas na Grécia (53,2%), em Espanha (58,2%), em Itália (59,8%), Hungria (63,2%), Bulgária (63,5%) e Roménia (63,9%).

Açoriano Oriental
 
As taxas de juro a 10 anos continuam a subir, hoje +11 pontos base! :calor::calor::calor:

Em plena campanha eleitoral! A culpa é do Sócrates! :lol:
 
Mais de 70% dos portugueses que trabalham por conta própria têm apenas o ensino básico.

Portugal é o pior dos 28 países da União Europeia no tocante à escolarização: 70,6% dos trabalhadores por conta própria não passaram do ensino básico e apenas 40% da população completou o secundário, contra uma média comunitária de 75,2%
.

Por motivos de espaço apenas ponho o título e sub-título. Resto do artigo aqui.
 
a união soviética estava já melhor que isto nos anos 50. A china nos anos 70. Dentro de 10 anos até a venezuela estará melhor.
 
:eek::eek::eek:

As taxas da dívida pública não param de subir, o mercado cabou de abrir e já pularam +8 pts base, a chegar quase aos 4% novamente!

Onde eu já vi este filme???
Quem vão culpar agora???
 
A analista do Goldman Sachs, Silvia Ardagna, referiu numa nota aos investidores, citada pela Bloomberg, que os mercados se podem tornar mais negativos em relação às obrigações dos países periféricos se as eleições europeias surpreenderem pela negativa.

No entanto, em relação a Portugal, o Goldman considera que o facto do partido da oposição liderar as sondagens não é uma "preocupação iminente", já que as legislativas deverão ocorrer apenas em Outubro do próximo ano.

E, defende o Goldman, no caso de o PS ganhar as legislativas do próximo ano, é provável que continue comprometido com uma agenda similar como a seguida até aqui, apesar de poder discordar em medidas específicas.

Assim, o Goldman Sachs continua com perspectivas positivas para as obrigações portuguesas e espera que as atenções dos investidores se virem mais para a acção do BCE.

As estimativas do banco de investimento apontam para que as obrigações portuguesas a dez anos negoceiem com um diferencial de 150 a 160 pontos base face à dívida alemã. Na sessão de hoje, o diferencial situava-se em 256,8 pontos base.

Económico

Eles lá sabem, estão por todo o lado.

Como já postei aqui:

"O meu partido [os conservadores da CDU] e os sociais-democratas [que estão coligados com a CDU para formar governo] vai apresentar uma proposta consensual para a formação da nova Comissão Europeia", afirmou hoje a chanceler alemã, em entrevista ao jornal ‘Leipziger Volkszeitung'.

Com estas declarações, Angela Merkel deixa a entender que as eleições europeias de domingo não passarão de uma mera formalidade para determinar quem irá ocupar assentos no hemiciclo de Bruxelas, já que não terão qualquer impacto na formação da próxima Comissão Europeia.

Até agora, os partidos políticos europeus têm insistido que o previsto no Tratado de Lisboa - que o nome do presidente da Comissão Europeia ‘levará em conta' os resultados eleitorais - irá ser respeitado, que o voto dos europeus tem significado e que pressionarão os Executivos dos Estados-membros para que o próximo líder do Executivo europeu seja o candidato do partido mais votado: o luxemburguês Jean-Claude Juncker pelo o Partido Popular Europeu, o alemão Martin Schulz pelos Socialistas Europeus, o belga Guy Verhofstadt pelos Liberais e o grego Alexis Tspiras pela Esquerda Europeia.

Mas Merkel tem outras ideias: na entrevista, a chanceler repetiu novamente que não há razão alguma para que haja um "automatismo" entre os resultados das eleições europeias e a proposta que os líderes dos Estados-membros vão acabar por apresentar para quem irá ser o novo presidente da Comissão Europeia.

Económico

Se isto fosse na Rússia eram só reportagens a clamar: Oligarcas que oprimem o povo, corruptos e afins. Como é na "terra da democracia", tudo vê e tudo cala.
 
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As taxas da dívida pública não param de subir, o mercado cabou de abrir e já pularam +8 pts base, a chegar quase aos 4% novamente!

Onde eu já vi este filme???
Quem vão culpar agora???

A dívida dos periféricos era uma bolha à espera de estoirar.

O PSD limitou-se a fazer cortes cegos e a aumentar impostos. A economia está pior que há 3 anos e a Reforma do Estado não foi feita.
 
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A dívida dos periféricos era uma bolha à espera de estoirar.

O PSD limitou-se a fazer cortes cegos e a aumentar impostos. A economia está pior que há 3 anos e a Reforma do Estado não foi feita.

"Era" não. "É". Ainda falta um bom bocado para rebentar. Falta baixar os juros e o "Quantitative Easing". No fim de contas, qualquer ajustamento que Portugal faça é irrelevante porque o seu destino está ligado ao da Grécia (principalmente), Espanha, Itália e até certo ponto Irlanda. Nos próximos meses vai ser volátil. Eleições europeias com movimentos nacionalistas em alta, bancarrota da Grécia à vista. Mas depois haverão intervenções de serenidade do Juncker, Draghi e afins para chutar a lata para a frente.

Só para se ver, as reuniões do BCE vão começar a ser a cada 6 semanas. Quer seja este ano, quer para o ano o resultado vai ser como nos anos 30 na América (só que mundialmente) que serão calotes a um nível sem precedentes. Só que desta vez não há recursos baratos para reconstruir nem retornar as economias aos níveis previamente conhecidos.

Quanto a energia nuclear... não é grande alternativa. Os transportes e consumíveis é que são responsáveis pela maior parte do negócio do petróleo. E neste campo não há alternativas. É mais provável o uso da bicicleta e do burro/cavalo porque os híbridos nunca serão para qualquer bolso. Isso ou transformar completamente a economia mundial para o gás natural. E isso não vai sair nada barato.

Além de que temos que contar com o enviesamento da normalidade (tradução rasca do normalcy bias), portanto vai tudo continuar no mesmo caminho.
 
Sem petróleo barato não há crescimento acima de 1/1-5%. Sem crescimento não há Estado Social que se aguente, seja aqui, seja na Noruega. Sem crescimento e sem Estado Social a indústria turística para classes médias e massas no Sul da Europa tal como a conhecemos morre.

O futuro passa pela industrialização de Portugal, exploração agrícola, cidades sustentáveis e funcionais. A sociedade portuguesa e a economia nacional estão preparadas? Não estão. No tempo de Cavaco foram todos uns visionários quando decidiram que o nosso eldorado estava no turismo :lol:
 
"Era" não. "É". Ainda falta um bom bocado para rebentar. Falta baixar os juros e o "Quantitative Easing". No fim de contas, qualquer ajustamento que Portugal faça é irrelevante porque o seu destino está ligado ao da Grécia (principalmente), Espanha, Itália e até certo ponto Irlanda. Nos próximos meses vai ser volátil. Eleições europeias com movimentos nacionalistas em alta, bancarrota da Grécia à vista. Mas depois haverão intervenções de serenidade do Juncker, Draghi e afins para chutar a lata para a frente.

Só para se ver, as reuniões do BCE vão começar a ser a cada 6 semanas. Quer seja este ano, quer para o ano o resultado vai ser como nos anos 30 na América (só que mundialmente) que serão calotes a um nível sem precedentes. Só que desta vez não há recursos baratos para reconstruir nem retornar as economias aos níveis previamente conhecidos.

Quanto a energia nuclear... não é grande alternativa. Os transportes e consumíveis é que são responsáveis pela maior parte do negócio do petróleo. E neste campo não há alternativas. É mais provável o uso da bicicleta e do burro/cavalo porque os híbridos nunca serão para qualquer bolso. Isso ou transformar completamente a economia mundial para o gás natural. E isso não vai sair nada barato.

Além de que temos que contar com o enviesamento da normalidade (tradução rasca do normalcy bias), portanto vai tudo continuar no mesmo caminho.



A dívida portuguesa tem um ponto final quando o poder político quiser.


Qual é o valor do défice?

Somem os gastos da Fundações, IPSSs, pequenos municípios, observatórios, institutos desnecessários, empresas municipais, RTP. Qual é o valor? Acrescentem cortes adicionais nas rendas energéticas e nas PPPs.

Com excedentes a dívida começa a cair. Com cortes nos impostos o crescimento económico acelera. Com mais concorrência em sectores estratégicos o custo de vida baixa.

Falta gente com o carácter reformista agressivo do Marquês de Pombal.
 
Bem podem criar mil e uma promessas ou continuar a ulular discursos diletantes.

Sem a recuperação do tecido produtivo local/regional não há emprego. Sem a destruição do emprego fictício criado pelo monstro Estado Paralelo não há redução da despesa.


Encerraram-se moagens, adegas, lagares, fábricas de conserva, abandonaram-se hortas, quintas, aviários. Converteram-se herdades onde se criava gado e se produziam cereais em locais de turismo cinegético. Encerraram-se fábricas de têxteis, cerâmicas, telha e tijolo, mobiliário, máquinaria e equipamentos industriais.

O caminho não foi a modernização. Foi o abandono, foi a destruição.
 
:eek::eek::eek:

As taxas da dívida pública não param de subir, o mercado cabou de abrir e já pularam +8 pts base, a chegar quase aos 4% novamente!

Onde eu já vi este filme???
Quem vão culpar agora???

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Será que o Portas vai ter de dar corda ao relógio? :calor:
 
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