O Estado do País

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Quanto às reformas, esses que recebem reformas de 200 e 300 € podem ter trabalhado uma vida inteira mas nunca descontaram o que deviam para a Segurança Social.

:nono:

Infelizmente não tens toda a razão, pois muitos trabalhadores rurais que descontaram ao longo de toda a vida para a Casa do Povo recebem hoje pensões em torno dos 300 euros.
 
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:nono:

Infelizmente não tens toda a razão, pois muitos trabalhadores rurais que descontaram ao longo de toda a vida para a Casa do Povo recebem hoje pensões em torno dos 300 euros.

Gerofil, eu sei disso, a minha avó descontou cerca de 20 anos para a Casa de Povo e tinha uma reforma cerca de 100 €, isto há já 14 anos. Nesse tempo, muitos não descontavam nem para a Casa de Povo principalmente as mulheres que trabalhavam no campo, a maior parte das mulheres com mais de 80 anos têem pensão devido ao falecimento do cõnjuge, conheço tantos casos assim.

Eu quando referi essas pensões não estava a referir-me aos trabalhadores agrícolas estava mais a pensar no sector privado mas não no agrícola.
 
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Eu quando referi essas pensões não estava a referir-me aos trabalhadores agrícolas estava mais a pensar no sector privado mas não no agrícola.

Sempre são algumas largas centenas de milhares de pensionistas.

Subsistem praticas a que os trabalhadores são sujeitos ainda hoje, tais como, no sector privado, nem tudo ir à folha ou, no sector público, a exploração dos trabalhadores com o uso dos recibos verdes... :lmao: É claro que a situação terá depois reflexo quando os trabalhadores se reformarem.
 
Ui mas o modelo germânico seria impraticável em Portugal...

Vai à autoeuropa, vai às empresas alemãs a operar em Portugal.
Certamente o modelo de gestão é praticável e rentável. E o trabalhador (operário, técnico, quadro superior, etc.) é português. ;)
 
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Vai à autoeuropa, vai às empresas alemãs a operar em Portugal.
Certamente o modelo de gestão é praticável e rentável. E o trabalhador (operário, técnico, quadro superior, etc.) é português. ;)

Essas empresas pagam bem mais do que as empresas portuguesas, quando trabalhei num sector ligado á angariação de clientes para cartões de crédito, um pedreiro a trabalhar nessas empresas ganhava o dobro de uma empresa portuguesa !
 
S&P não alterou o rating! :angry::angry::angry: Apenas a prespectiva... :angry::angry::angry:

Obrigações a 2 anos 1,091 % 09/05/2014
Obrigações a 3 anos 1,705 % 08/05/2014
Obrigações a 5 anos 2,322 % 08/05/2014
Obrigações a 10 anos 3,500 % 08/05/2014
Obrigações + 20 anos 5,828 % 29/01/2014


O que fará a Moody´s? :huh::huh::huh:

O prémio de risco tocou nos 200 pontos mas já volta a subir... os analistas esperavam que por fim deixassemos de ser considerados "lixo", mas tal não aconteceu... Estamos por nossa conta e risco, fora do resgate o BCE não pode comprar dívida "junk"... :rain::rain::rain:
 
Tens de aguardar pelo BCE... a especulação sobre o que vai fazer em junho por causa da inflação. O Euro caiu ontem no cambio.
 
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O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse esta sexta-feira no Parlamento, que todas as medidas relevantes para o país foram comunicadas aos credores e aos portugueses.

"Nunca nenhum governo foi tão transparente", afirmou Pedro Passos Coelho.

O primeiro-ministro acusou o secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, de aproveitar qualquer oportunidade para lançar suspeição e dúvidas sobre o futuro.

Passos Coelho disse ainda que o défice não irá recuar no próximo ano à custa de impostos, nem de cortes de salários ou de pensões.

...

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO348802.html

As mentiras agora contam como "transparência" :thumbsup::rolleyes:
 
É impressionante este grupo Imprensa é mesmo pró-governo o maior canal informativo do pais, deve ser o maior defensor deste governo, temo que esta campanha de propaganda em grande escala, resulte, o Governo está a transmitir a ideia que o pais está melhor devido a macro-indicadores que não tem qualquer enquadramento com a realidade de 90% da população a não ser os lobbies inclusive CS que sustentam e suportam este governo, o objectivo central do Governo é reduzir as despesas do Estado de forma brusca apos as eleições, algo experimental a nível europeu( basicamente somos as cobaias para este experimentalismo social e politico) essa redução só poderá ser efectuada em cortes nas despesas publicas, logo nada vai ser reposto, os cortes vão continuar e o objectivo central é redução generalizada de rendimentos, apoios sociais e reduzir os Estado aquilo que existe nos países de 3º mundo, mas nos entrentantos vão nos dando barquinhos, futebóis, festivais, prémios da melhor cidade, do melhor clima, da melhor rua, da melhor calçada, a Shakira faz uns vídeos em Lisboa e a malta fica toda contente, como um pais atrasado somos pouco exigentes e vivemos destas megalomanias que apenas nos enchem o ego mas vazem-nos os bolsos.
 
Maria Luís Albuquerque considera que Portugal está a entrar "num circulo virtuoso". A ministra das Finanças disse esta sexta-feira, 9 de Maio, no Parlamento que o "movimento positivo" que a agência de rating Standard & Poor’s fez hoje em relação a Portugal [a agência melhorou o "outlook" da dívida portuguesa de "negativo" para "estável"], juntamente com o facto de a Fitch ter admitido há dois dias subir o rating da País, é a prova de que "a qualidade do crédito português está a ser revista em alta". "Isso tende a criar uma dinâmica positiva e a entrarmos verdadeiramente num círculo virtuoso a partir deste momento, também em termos da divida pública", acrescentou a responsável pela pasta das Finanças.

Maria Luís Albuquerque afirmou que a decisão de sair do programa de ajustamento sem uma linha de crédito cautelar "foi cuidadosamente ponderada" pelo Executivo. E explicou que a vantagem dessa opção [programa cautelar] seria permitir que durante seis meses, renováveis por um ano, o País não ficasse "à mercê dos mercados financeiros".

"Constituímos uma reserva que nos permite financiar as necessidades do défice público por mais ou menos um ano", afirmou a ministra das Finanças, acrescentando que essa almofada financeira permite "escolher os melhores momentos de irmos ao mercado".

http://www.jornaldenegocios.pt/econ...tugal_esta_a_entrar_num_circulo_virtuoso.html

:rolleyes:
 

O Ps sempre na linha da frente para denunciar os graves problemas do país.

Um homem para a eternidade

Deve haver poucas situações mais reveladoras do absurdo da existência do que ser agraciado - termo em voga - com uma condecoração oficial, incluindo as distribuídas pelo Presidente da República, seja este quem for e seja a condecoração a que calhar. Um sujeito, graças a ter dirigido uma grande empresa, combatido o "fascismo", marcado imensos golos ou tocado guitarra-baixo numa banda rock, dirige-se a Belém, atura uma cerimónia interminável (ainda que dure dez minutos) e sai de lá com um penduricalho, um título caricato e, que eu saiba, nenhum cheque ou importância em numerário. É tormento que desejaria ao meu pior inimigo.
Estranhamente, é usual acusar os presidentes de apenas condecorarem os amigos ou os parentes ideológicos, que é aquilo que passa por amigos no meio político. Aconteceu com os anteriores chefes de Estado e acontece com o actual, que nesta semana correu a títulos e penduricalhos diversas figuras da sua preferência. Perante a desfeita, e na convicção de que o Prof. Cavaco deveria homenagear personalidades que abomina, Edite Estrela não se ficou.
Durante uma pausa na luta pela igualdade de género que trava em Estrasburgo, a intrépida eurodeputada aproveitou para acusar o PR de "uma grande injustiça" e de "partidarizar o acto". E isto porquê? Porque o PR não ofereceu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique a Basílio Horta. Não é gralha: é mesmo Basílio Horta que, não imagino a que título (sem trocadilho), se encontra no centro da polémica, mais uma prova de que o grau de irrelevância necessário para ir às comendas ou pelo menos para se achar digno disso não está ao alcance de todos.
A propósito de irrelevância, e terminal, o próprio Dr. Basílio também decidiu opinar com natural imparcialidade acerca do sucedido. Segundo o vulto, a atitude (?) do PR demonstra "uma mente pequena", o que abre todo um debate sobre se a mente do PR só padece desse transtorno na medida em que não consagra o Dr. Basílio ou se o Dr. Basílio gostaria de ser consagrado por uma mente assim. Em qualquer dos casos, o Dr. Basílio é brilhante. Merecia uma medalha.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
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Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães

É incorrecta a narrativa que os alemães contaram a si próprios de que a crise do euro teve a ver com o Sul a querer levar o dinheiro deles, diz ex-conselheiro de Durão Barroso.

http://www.publico.pt/economia/noti...m-resgates-aos-bancos-alemaes-1635405?page=-1

A minha parte preferida é:

Quando diz que os Governos e instituições estavam dominados pelos bancos quer dizer o quê?

Quero dizer que os Governos puseram os interesses dos bancos à frente dos interesses dos cidadãos. Por várias razões. Em alguns casos, porque os Governos identificam os bancos como campeões nacionais bons para os países. Em outros casos tem a ver com ligações financeiras. Muitos políticos seniores ou trabalharam para bancos antes, ou esperam trabalhar para bancos depois. Há uma relação quase corrupta entre bancos e políticos. No meu livro defendo que quando uma pessoa tem a tutela de uma instituição, não pode ser autorizada a trabalhar para ela depois.

O chefão Draghi é um deles.

E:
Pensa que a dívida portuguesa também deveria ter sido reestruturada, a pública e a privada?

(...)

Há quem pense que o que eu digo é uma loucura, alegando que os mercados estão a emprestar a Portugal a taxas muito baixas e que por isso a crise acabou, blá blá, blá, mas isso simplesmente não é verdade. Isso também aconteceu nos anos da bolha [financeira], antes de 2007, em que os mercados também emprestavam de forma incrivelmente fácil, o que não significava que não havia problemas. Neste momento tem havido entrada de liquidez, que está a tapar os problemas subjacentes, mas essa liquidez pode inverter-se se o BCE, como penso que vai acontecer, nos desiludir da ideia de que poderá haver um Quantitative Easing (injecção de liquidez). Mas a situação vai mudar na mesma, porque as taxas de juro americanas vão subir, o que afectará todas as taxas de juro no mundo inteiro, incluindo em Portugal. Ao mesmo tempo, se olharmos para a economia subjacente, há agora um crescimento do PIB positivo, mas a inflação caiu tanto que o crescimento nominal do PIB é muito, muito baixo. E é muito difícil sair de uma dívida gigantesca quando se tem um crescimento nominal do PIB muito baixo. Por isso, na ausência de inflação, é preciso reestruturar a dívida.

Finalmente:

Mas pelo menos parte da dívida pública foi assumida para salvar dívida privada, incluindo dos bancos, portugueses e alemães. O que significa que são os contribuintes portugueses que estão a pagar para salvar esses bancos?
Sim, é verdade.

Acho que é um bom resumo da entrevista.

E para complementar:

O que sugere para Portugal poder começar a crescer?

(...)

Tudo isto é baseado no erro de concepção alemão de que os custos salariais são uma coisa má e têm de ser reduzidos, quando, de facto, deveriam ser tão altos quanto possível, desde que justificados pela produtividade. Uma das histórias bonitas aqui é a dos fabricantes portugueses de calçado que ignoraram os conselhos da UE de reduzir salários, porque perceberam que com a concorrência de baixo custo da Turquia e China, se cortassem os salários, entrariam numa corrida para baixo. Em vez disso, decidiram investir para chegar ao topo do mercado, e em resultado disso, as exportações aumentaram, os salários aumentaram, o emprego aumentou. Este é o modelo que é preciso seguir, não caminhar para salários cada vez mais baixos.

Enfatizo este parágrafo para demonstrar que o estandarte do neo-liberalismo, os acordos de comércio livre, beneficiam em primeiro lugar as multinacionais e os patrões em detrimento da qualidade de vida e dos cidadãos. Porque os salários têm que baixar porque a concorrência usa mão-de-obra escrava e em nome dos lucros todos os empregos (por exemplo da indústria) são enviados para esses países. Nos países desenvolvidos restam apenas os empregos altamente subsidiados (por causa da concorrência) e dos serviços. A conversa dos nichos, como já escrevi, é um embuste. O que é os chineses não copiam? :lol:

Porque até:




Eu até podia dizer que o resgate à Ucrânia basicamente serviu para este país pagar a dois intervenientes: À Gazprom e aos Bancos Europeus. Mas pronto, provavelmente continuaria a ser teoria da conspiração. As populações dos países continuam a ser empurrados para a miséria e nestas coisas o resultado é e será sempre o mesmo: Guerra e instabilidade social.
 
Editado por um moderador:
Ups ....

Economia portuguesa caiu 0,7% no primeiro trimestre

O Produto Interno Bruto registou, em termos homólogos, um aumento de 1,2% no primeiro trimestre, mas caiu 0,7% face ao trimestre anterior, de acordo com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística.
O desempenho trimestral da economia ficou, assim, abaixo da média das estimativas dos analistas consultados pela agência Lusa, que previam que depois de três trimestres positivos, o PIB tivesse continuado a crescer cerca de 0,4% entre janeiro e março de 2014, face ao trimestre anterior.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), na comparação trimestral, o PIB diminuiu 0,7% em termos reais devido sobretudo à redução das exportações de bens e serviços, depois de ter crescido 0,5% no quarto trimestre de 2013, 0,3% no terceiro trimestre e 1,1% no segundo trimestre.

Em termos homólogos, a procura externa líquida apresentou um contributo negativo "expressivo" para a variação do PIB no primeiro trimestre, depois de registar um contributo positivo no trimestre anterior, "devido principalmente ao abrandamento das exportações de bens e serviços, tendo as importações de bens e serviços acelerado".

A procura interna, por sua vez, apresentou um contributo positivo mais significativo no primeiro trimestre, "refletindo sobretudo a evolução do investimento".

O INE informa ainda que esta estimativa rápida incorpora revisões na informação de base utilizada, nomeadamente decorrentes da utilização dos dados mais recentes do comércio internacional de bens, com revisões em termos nominais e ao nível dos deflatores para o quarto trimestre de 2013.

Adicionalmente foi incorporada a revisão para o ano de 2013 dos indicadores de curto prazo, acrescenta.

De acordo com o instituto, esta nova informação implicou uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB no quarto trimestre de 2013.

Os resultados definitivos das Contas Nacionais Trimestrais do primeiro trimestre de 2014 serão divulgados a 9 de junho de 2014, refere ainda o INE.

JN
 
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