camrov8
Cumulonimbus
é assim a Alemanha protege muito e bem o trabalhadores é a base do país os direitos são sagrados, recentemente aprovaram o ordenado mínimo de 8,5euros por hora
O atual presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) substitui no cargo Morais Pires, escolhido por Ricardo Salgado para o suceder no BES - mas que entretanto deixou de estar na corrida, acabando mesmo por sair do conselho de administração do banco.
A Espírito Santo Financial Group (ESFG) e o Credit Agricole convidaram Vítor Bento para ser o próximo presidente executivo do Banco Espírito Santo, sabe o Expresso. O nome reúne consenso, incluindo do Banco de Portugal. O objetivo é ultrapassar já a crise, substituindo imediatamente os gestores do banco. Segunda-feira o BES já terá novos administradores.
(...)
Vítor Bento é atualmente presidente da SIBS. É um nome consensual entre os maiores acionistas e também junto do Banco de Portugal. Estava, aliás, na lista que José Maria Ricciardi quis impor para o BES. Além disso, é conselheiro de Estado de Cavaco Silva. E chegou a ser sondado por Pedro Passos Coelho, em 2011, para ser ministro das Finanças.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reafirmou hoje que Portugal tem atualmente um nível de despesa social maior do que tinha quando a crise começou, considerando que é preciso cumprir certos limites porque senão aqueles que precisam deixarão de ter.
"Nós hoje temos um nível de despesa social maior do que aquele que tínhamos quando a crise começou. Despendemos mais dinheiro do Estado e dos contribuintes do que no princípio na crise", disse Passos Coelho durante um discurso no Lar Residencial da Associação de Solidariedade Social de Souselo, em Cinfães.
Na opinião do primeiro-ministro, se hoje se gasta mais nesta fatura e "aqueles que têm mais rendimentos, contribuem mais do que antes para este sistema", é preciso "cumprir certos limites porque senão aqueles que precisam deixarão de ter".
"Às vezes as pessoas não têm noção disso e muitas vezes a forma como nós nos relacionamos com a comunicação social e como ela divulga as notícias, não deixa espaço para este esclarecimento.
Transformamos as nossas intervenções numa série de ‘slogans’. Debitamos imensos ‘slogans’ na esperança de que eles caibam naqueles 10 ou 15 segundos que são transmitidos", justificou.
Pedro Passos Coelho defendeu ainda que "os governos não podem dar mais do que aquilo que têm".
"Quando dão mais do que aquilo que têm, ficam a dever e nós não queremos voltar a esse tempo em que acrescentamos só responsabilidades que depois não conseguimos satisfazer", garantiu.
Passos Coelho dedica o dia de hoje aos concelhos de Cinfães e de Arouca.
PSD apodera-se do BES
Sai a família Espírito Santo, entra o PSD – este é o resultado das mudanças acordadas entre os principais acionistas e que levam Vítor Bento à presidência do Banco Espírito Santo. “É uma OPA do PSD”, analisa o professor de economia Francisco Louçã, que adverte para uma crise sistémica do sistema financeiro português.
O governo fartou-se de dizer que não pretendia intervir na crise do Banco Espírito Santo, mas as mudanças na direção anunciadas esta sexta-feira mostram que está a ocorrer uma “PSDização” do banco.
O acordo entre o Espírito Santo Financial Group e o Crédit Agricole, os dois maiores acionistas, com cerca de 40% do capital, levam o economista Vítor Bento à presidência da instituição, João Moreira Rato à administração financeira, e Paulo Mota Pinto ao cargo de chairman.
Vítor Bento, conselheiro de Estado nomeado por Cavaco Silva, foi contactado para ministro das Finanças do atual governo, mas recusou. Era a primeira opção de Passos Coelho, antes de convidar Vítor Gaspar. Vítor Bento notabilizou-se por defender sempre – mesmo quando o governo desistiu dela – a redução da TSU e a redução dos salários. Preside atualmente à Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS).
João Moreira Rato será o administrador financeiro. Ora este gestor liderava até agora o Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), que gere a dívida pública portuguesa – portanto, um dos cargos mais importantes do governo –, e é um homem de confiança de Maria Luís Albuquerque.
Para completar o ramalhete, já fora anunciada a nomeação de Paulo Mota Pinto para chairman. Deste deputado do PSD desconhece-se qualquer experiência com a atividade bancária.
OPA do PSD
“É uma OPA do PSD”, analisa Francisco Louçã, no seu comentário na SIC Notícias desta sexta-feira. Para o dirigente do Bloco de Esquerda, Vítor Bento só terá aceitado ir para a presidência do banco diante de alguma garantia de ajuda para resolver a dívida que o Grupo tem com a PT, que vence em 15 dias e pode não ter dinheiro para o fazer.
Para Louçã, o enorme buraco financeiro na holding do Grupo Espírito Santo mostra que “há uma crise sistémica no sistema financeiro português”. O professor de economia recorda que quando se começou a falar do buraco do BPN, falava-se em 700 milhões, e acabou em mais de 5 mil milhões. “Ora no caso do GES já começa por se dizer que o buraco é de 7 mil milhões, dez vezes mais do que o que se dizia no início do BPN e superior ao buraco real daquele banco”.



O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo acusou hoje o Governo de Passos Coelho de ter "partidarizado" o Banco Espirito Santo (BES), numa referência à possibilidade de o economista Vítor Bento vir a chefiar a administração do banco.
«A própria indicação de dois quadros do PSD para altos quadros na direção do banco demonstra que, no essencial, se procura dar continuidade a um processo obscuro, a um processo que inevitavelmente vai ter consequências para a nossa economia, para os portugueses», sustentou.
Seguro diz que só Banco de Portugal tem uma palavra a dizer sobre BES
O secretário-geral do PS, António José Seguro, pediu uma reunião ao governador do Banco de Portugal sobre a situação do sistema bancário português, disse hoje à Agência Lusa fonte oficial dos socialistas.
António José Seguro pretende obter na reunião com Carlos Costa uma análise global do setor bancário.
Documentos revelam default do Grupo Espírito Santo
![]()
A Espírito Santo International (ESI) está em incumprimento, ao falhar o pagamento de pelo menos uma obrigação que vencia em 26 de Junho de 2014. O documento a que o Expresso Diário teve acesso mostra que o investimento de um cliente do Banque Privée Espírito Santo (BPES) em papel comercial da "holding" da família Espírito Santo está em default. De acordo com documentos do próprio banco na Suíça, a aplicação de 150 mil euros vale ao dia de hoje, 0 euros.



A “esquerda verdadeira” representa forças políticas que disputam o poder, mas não sabem como governar nas condições vigentes. Por isso, concebem o mundo segundo um idealismo grosseiro.
Sempre houve, mas agora parece haver mais: falo dos que, nos partidos e nos jornais, se dizem “verdadeiramente de esquerda”. São aqueles para quem Tony Blair, por exemplo, nunca foi de esquerda, nem Matteo Renzi, nem sequer António Guterres (porque é católico), nem até António José Seguro (porque não se chama José Sócrates). Durante anos, o principal executor deste género de exclusivismo foi o reverendo Francisco Louçã. Agora, porém, o tribunal tem novos juízes: os fiéis e enteados do socratismo. São eles que agora decidem quem é e não é de esquerda. E com eles, veio esta tese: a de que na política tudo é “narrativa”, e a “narrativa” é tudo.
A dívida pública, a sustentação do Estado social, a adaptação da economia ao euro, o modo como o governo de Sócrates acabou num resgate internacional – não são questões que possam justificar pontos de vista diferentes, mas que seja preciso encarar e discutir como problemas genuínos. Nada disso: são problemas falsos, cuja mera enunciação revela que alguém é de direita ou se deixou endrominar pela direita. Ser “verdadeiramente de esquerda” é negar tudo isso. A dívida pública? Não é um problema nosso, mas dos credores. O Estado social? Basta defendê-lo contra os neoliberais. O euro? Tem de ser adaptado à economia portuguesa, e não o contrário. O governo de Sócrates? Um milagre sabotado por Passos Coelho. Quem disser o contrário, é de direita.
De facto, esta “esquerda verdadeira” também acredita na realidade. Não na realidade que é limitada pelas opções dos outros, não na realidade que exige estudo, não na realidade que impõe compromissos, mas numa realidade que é só desejos gratificados e facilidades à mão. O país está cheio de dinheiro — é só distribuir. A Europa deseja ardentemente ajudar Portugal — é só pedir. Mas por “ideologia” — e só por “ideologia”–, o governo não distribui e também não pede.
A “esquerda verdadeira” habita num mundo de conto de fadas. É um mundo onde a natureza é pródiga, as pessoas são boazinhas e solidárias, o dinheiro abunda, e a riqueza espera apenas por um sinal para crescer – mas é também um mundo onde, por um incompreensível golpe do destino, um pequeno bando de mafarricos tomou conta do poder, e agora impede a natureza de nos dar tudo, divide as pessoas, esconde o dinheiro, bloqueia a ajuda europeia e impede o crescimento económico. Esses seres maléficos chamam-se “neoliberais”. E como se combate os neoliberais? Com “narrativas”, contando histórias.
A quem é que a “esquerda verdadeira” quer contar histórias? Antigamente, falava para a “classe operária”. Agora, dirige-se com insistência à “classe média”. Sabe que o ajustamento cansou os contribuintes, os pensionistas, os funcionários públicos. Convenceu-se de que todos eles estão disponíveis para se deixarem embalar pela lenga-lenga de que o ajustamento é um sacrifício desnecessário. A “esquerda verdadeira” não tem ideias, diz apenas o que julga ser mais adequado para representar os interesses ofendidos e as expectativas frustradas. E quando as “vitórias são pequenas” (como no caso do PS) ou as derrotas são grandes (como no caso do BE), volta à “narrativa”, à necessidade de impor a “narrativa”.
No fundo, a “esquerda verdadeira” representa forças políticas que disputam o poder, mas não sabem de facto como governar nas condições vigentes. Por isso, concebem o mundo segundo um idealismo grosseiro, como capricho e manipulação. A “esquerda verdadeira”, no fundo, quer manter influência, mas não deseja responsabilidades. Portugal precisa obviamente de outra esquerda.
http://observador.pt/opiniao/e-tudo-narrativa/
Nove salas de cinema encerradas em Faro
As nove salas de cinema da empresa SBC no Fórum Algarve, em Faro, encerraram esta segunda-feira, de acordo com uma nota afixada à entrada do complexo, deixando a capital algarvia desprovida de salas dedicadas à exibição cinematográfica.
"Lamentamos informar o encerramento do cinema SBC no Fórum Algarve. A partir de hoje [desta segnda-feira] encerraremos definitivamente as nossas salas", lê-se no curto comunicado colocado à entrada para os cinemas, inaugurados em 2002.
A agência Lusa tentou contactar a administração do Fórum Algarve para saber qual o motivo do fecho e quantos funcionários são afetados pela medida, mas sem sucesso até ao momento.
Fonte: CM
Vale a pena ver.

"O verdadeiro objectivo dos 'planos de resgate' foi salvar os bancos"
Por Paulo Pena
04/07/2014 - 09:32
Harald Schumann, jornalista alemão que está a realizar um documentário sobre a troika, explica ao PÚBLICO por que acusou o Governo português de "censura".
http://www.publico.pt/politica/noti...lanos-de-resgate-foi-salvar-os-bancos-1661442
Juros da dívida sofrem maior subida desde a crise política do Verão passado (act)
Está a ser uma sessão de quedas acentuadas para as obrigações portuguesas, com a “yield” dos títulos a 10 anos a dispararem mais de 20 pontos base e aproximarem-se dos 4%, em máximos de Maio deste ano. Os operadores citam a crise no GES para justificar o comportamento.
Os juros da dívida pública portuguesa estão a acentuar a tendência de alta em todos os prazos, negociando em máximos de Maio.
A queda das cotações das obrigações portuguesas (que variam em sentido contrário às "yields") está a arrastar os títulos de dívida dos outros periféricos. Os juros da dívida a 10 anos de Espanha e Itália sobem cerca de 5 pontos base.
Na dívida portuguesa a "yield" das obrigações a 10 anos sobe 24 pontos base para 3,89%, o nível mais elevado desde meados de Maio, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. Nos restantes prazos a tendência de agravamento é semelhante, com um aumento de 15 pontos base nos títulos a 2 anos para 1,04% e de 27 pontos base para 2,59% na maturidade a 5 anos.
A "yield" atingiu uma subida máxima de 25,9 pontos base, o que representa o agravamento intradiário mais acentuado desde 12 de Julho do ano passado, na altura em que Portugal vivia uma forte crise política na sequência da demissão de Vítor Gaspar e do pedido de demissão irrevogável de Paulo Portas. Nessa sessão os juros da dívida a 10 anos escalaram 94 pontos base para 7,83%.
Esta forte queda das cotações das obrigações portuguesas é a principal notícia em destaque no terminal da agência Bloomberg, que a par da Reuters é a mais utilizada pelos profissionais dos mercados em todo o mundo. A Bloomberg cita as notícias que dão conta do atraso do Banque Privée Espírito Santo, um banco suíço do GES, para citar esta nova turbulência com a dívida portuguesa, que até aqui tem vivido dias calmos.
A agência de notícias cita "traders" em Londres a justificar o comportamento da dívida portuguesa com as preocupações com o Grupo BES, adiantando que os investidores estão a vender obrigações soberanas portuguesas para expressar estes receios. O "spread" da dívida portuguesa está a agravar-se 26 pontos base, a maior subida desde 12 de Julho do ano passado, para 269 pontos base.
A subida acentuada dos juros de Portugal surge numa sessão que está a ser bastante negativa para a bolsa nacional. O PSI-20 já esteve a desvalorizar mais de 2%, com a Portugal Telecom a afundar mais de 10% para mínimos históricos e as cotações do BES e ESFG também em queda acentuada.
O Negócios noticia hoje que os clientes do Banque Privée Espírito Santo, o banco de gestão de fortunas que o Grupo Espírito Santo (GES) tem na Suíça, estão a começar a organizar-se para avançarem em conjunto com queixas contra a instituição e a Espírito Santo International (ESI), "holding" de topo do GES.
Em causa está o facto de terem em atraso o reembolso de investimentos realizados em papel comercial da ESI e de outras sociedades do grupo que, alegam, lhes foram apresentados pelo banco suíço do GES como produtos sem risco, mas que agora estão sob a ameaça de incumprimento.
(notícia actualizada às 10h45 com mais informação)