O Estado do País

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Bom dia.

Finalmente começamos a ter uma país mais real e mais interessante. Aquele por quem muitos suspiram, aquele em que os chamados "cães grandes" começam a tremer e a ser chamados à justiça.

Obviamente ainda não temos os chamados casos de primeiros-ministros chamados ao banco dos réus, mas sonho com isso (ver o anterior1º ministro no banco dos réus seria como que uma cereja no topo do bolo, tantas as situações duvidosas onde ele esteve\estará metido). Num país de máfias a sério e não na "máfiazinha" que ontem explodiu na comunicação social isso já teria acontecido!

Temos finalmente casos de profissionais da saúde a responder perante a justiça.
Temos juízes a responder perante os seus pares.
Temos banqueiros atrapalhados e uma comunicação social mais atenta, a perder o medo perante as pressões dos partidos, nomeadamente do PS.
Temos uma reorientação das políticas sociais no sentido de as tornar mais justas, dignas e sustentáveis.
Temos um melhor trabalho ao nível do apoio e estímulo empresarial no sector produtivo e orientado para gerar mais valias com as exportações.
Temos políticos a nível central e local debaixo do escrutínio da comunicação social e da população (que anda mais atenta).
Temos...muito mais.

Finalmente, temos hoje a perspectiva de um melhor futuro do que aquele que nos foi deixado pelos donos da dívida e de um Portugal doente.
Espero sinceramente que as pessoas reflictam muito nos próximos meses...

Ainda temos muito pela frente, num caminho difícil mas também necessário.
Temos um bom país mas com imenso por fazer e para corrigir.

Numa casa sem dinheiro onde se cortará e que opções há para encontrar mais dinheiro? Trabalhar e evitar gastar mais do que aquilo que se pode, porque o exemplo de gastar acima das capacidades levou-nos à bancarrota.
ESTA É UMA LIÇÃO QUE ESPERO QUE MUITOS TENHAM APRENDIDO NOS ÚLTIMOS 3 ANOS. ;)

P.S.: já agora e para quem não sabe, o MANUEL PALOS (ontem detido por suspeitas de corrupção) é director do SEF desde 2005. Foi nomeado pelo então Ministro da Administração Interna e número dois do respectivo governo: ANTÓNIO COSTA.
 
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P.S.: já agora e para quem não sabe, o MANUEL PALOS (ontem detido por suspeitas de corrupção) é director do SEF desde 2005. Foi nomeado pelo então Ministro da Administração Interna e número dois do respectivo governo: ANTÓNIO COSTA.

E porque é que o governo actual não o demitiu assim que chegou? Esse argumento não serve pra nada.
 
Temos finalmente casos de profissionais da saúde a responder perante a justiça.
Temos juízes a responder perante os seus pares.
Temos banqueiros atrapalhados e uma comunicação social mais atenta, a perder o medo perante as pressões dos partidos, nomeadamente do PS.
Temos uma reorientação das políticas sociais no sentido de as tornar mais justas, dignas e sustentáveis.
Temos um melhor trabalho ao nível do apoio e estímulo empresarial no sector produtivo e orientado para gerar mais valias com as exportações.
Temos políticos a nível central e local debaixo do escrutínio da comunicação social e da população (que anda mais atenta).
Temos...muito mais.

Temos um país corrupto de alto a baixo. Antes os negócios do PS, agora os negócios do PSD... Isso não quer dizer nada da casta que tem governado nos últimos 40 anos?
 
E porque é que o governo actual não o demitiu assim que chegou? Esse argumento não serve pra nada.
Qual era a razão para o demitir há 3 anos?



Temos um país corrupto de alto a baixo. Antes os negócios do PS, agora os negócios do PSD... Isso não quer dizer nada da casta que tem governado nos últimos 40 anos?

Portanto a solução é meter lá um partido que nos saqueou no pouco tempo que lá esteve. Parece-me legítimo.
 
Mais logo, antes de adormecer, tenho de rezar um terço para agradecer tudo o que este governo fantástico, honesto e competentíssimo fez por mim nos últimos três anos. Confesso que tenho sido uma extraordinária ingrata. O que seria de mim, se não fossem estes sábios que miraculosamente foram eleitos para me ensinarem a viver como deve ser?
 
Mais logo, antes de adormecer, tenho de rezar um terço para agradecer tudo o que este governo fantástico, honesto e competentíssimo fez por mim nos últimos três anos. Confesso que tenho sido uma extraordinária ingrata. O que seria de mim, se não fossem estes sábios que miraculosamente foram eleitos para me ensinarem a viver como deve ser?

Até o português é bem pacífico.

Na Grécia isto é frequente (ontem):



Itália (hoje):



Infelizmente os bodes espiatórios do costume são sempre os imigrantes.

Mas quando há pessoas que apoiam o Berlusconi... pouco mais há a dizer:



Curiosamente em Portugal tem-se verificado uma resistência, ao contrário de muitos outros países, ao fanatismo político (exceção feita ao PCP). Bom ou mau? Inércia cívica ou consciência das consequências de tais tendências?
 
É uma questão pertinente. Gostaria de pensar que é uma negação activa do(s) fanatismo(s), mas tenho muitas dúvidas.
 
O português não é pacifico, simplesmente muita gente depende do estado, se fossemos pacíficos não tinha havido revoltas liberais nem Maria da Fonte.
 
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O português não é pacifico, simplesmente muita gente depende do estado, se fossemos pacíficos não tinha havido revoltas liberais nem Maria da Fonte.

Há submisso e (relativamente) pacífico. Também é verdade que em Portugal não há uma quantidade de imigrantes tão grande como em Itália ou Grécia.

Já escrevi. Uns querem eliminar benefícios porque são maus para a economia. Outros querem tê-los. É por ciclos. Por exemplo, no Chile, o país mais rico da América do Sul há controntos porque querem educação grátis. Agora o governo chileno vai aumentar os impostos para financiar a educação e outros serviços.

No Kansas (EUA), o governador lá do sítio cortou nos impostos para gerar emprego. Resultado? A criação de empregos não cresceu mais que nos estados vizinhos e por ter mantido a despesa, agora há dificuldades de tesouraria. Economias não são lineares. E infelizmente, opinião pessoal, quer o comunismo quer a doutrina libertária são utopias.

Não me esticando, que já estou a fazer muita referência a assuntos internacionais, acho a privatização da saúde uma aberração. Os EUA têm o pior sistema de saúde do mundo desenvolvido (mesmo sendo o país mais caro e não havendo um SNS), e, entre outros argumentos, os gastos com saúde são a principal causa de falência pessoal.

É uma reflexão coletiva. Que sociedade queremos? Há solidariedade em certas coisas (como um SNS gratuito) ou diferenciamos os cuidados com saúde com base na conta bancária (não estou a dizer que a Saúde deve ter cheque branco para gastar)?
 
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O problema dos subsídios é a malta que dorme a sombra da Bananeira e não faz nenhum, nesse aspecto concordo com o Reino Unido se vais para lá viver a pala dos contribuintes eles sentem-se roubados, eu lembro-me da vaga de ciganos romenos que vieram para cá e começaram a pedir ajudas e a viver as custas dos nossos impostos , não tenho problemas com impostos desde que veja para onde estão a ir custa pagar para o sns e depois pedirem taxa moderadora e quem aborta esta isento e é só gastos sou dador de sangue e tenho de pagar as taxas, são estas pequenas coisas que me tiram do sério
 
Que sociedade queremos? Independentemente da cor política, queremos todos uma sociedade justa, com uma justiça celere, uma sociedade em que a corrupção é punida de forma exemplar.
Queremos uma sociedade que sabe perfeitamente onde são gastos os impostos. Não queremos falsas promessas nem demagogias, queremos saber com o que contamos, não no horizonte de 1 ano mas de 5 ou 10anos!
Não acreditamos em almoços grátis: educação, saúde, segurança à borla é uma falacia, tudo é pago com contribuições de todos nós.

A economia precisa de estabilidade, de governos credíveis. Os investidores não vão em conversas, em experimentações de baixar impostos durante 1 ano a ver no que dá!

A sociedade espera que os governos governem para o povo e não em nome de interesses / lobies.

A sociedade espera que os investimentos se destinem à produção real, à investigação/inovação, e que não sejam aplicados em especulação financeira.

Gostaríamos todos que fosse o próprio governo a produzir leis com meios próprios do estado, e não através de sociedades de advogados.

O que esperamos do serviço público? Que seja mínimo, ou total ou intermédio?

Qual a sua abrangência? Para todos ou só para alguns?

Quem paga? Princípio de utilizador/pagador, ou pagamos todos?

Porque é que ainda hoje existem diferenças no regime de pensões?
- pensionistas
- reformados
- jubilados
- etc..

Porque razão tem mais direitos um jubilado com 40 anos de idade, do que um pedreiro com 40 anos de serviço?

Porque é que há sindicatos e ordens profissionais apenas para algumas profissões?
 
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