O Estado do País

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E se Olivença passasse a integrar o território português?
Penso que, longe de ser xenofobo que não sou, seria mais um território ocupado por cidadãos de 2 nacionalidades. Existem bairros em torno de Lisboa com mais "estrangeiros" do que em Olivença! O que aconteceria seria apenas uma questão de extensão de território, porque as gentes que por lá habitam continuariam a morar lá e continuariam com identidade própria, isto é, espanhois andaluzes por mais alentejanos que lhes considerassemos! Existe uma pequena diferença entre o território ocupado por inglaterra "gibraltar" e olivença: gibraltar é praticamente ocupado por militares ingleses e por macacos! :) Por essa razão penso que continuará a pertencer aos ingleses. Mas se um dia lhes devolverem gibraltar, porque não devolverem-nos olivença? Dentro do mesmo contexto, a ilha de pererril "perejil" também poderia passar dos espanhóis para os marroquinos! Mas lá está, as gentes que vivem lá continuariam a preferir a mesma nacionalidade que antes.
 
Se se considerar um mal executado anteriormente, está feito e não se pode apagar o passado porque desde aí até ao presente "muita água já correu por baixo da ponte".
A cultura da população se tinha raízes, que certamente se desenvolveram, quando muito foram evoluindo com uma identidade muito própria, como alíás sucede em qualquer região habitada; colocar em causa essa identidade criada ao longo de muitos anos por um tratado que actualmente não é mais do que um capricho de alguns que insistem em considera-lo como fundamental por respeito à soberania portuguesa, ora admita-se, estas questões não são assim tão lineares! Quando muito surgisse um acordo assente em pontos estratégicos de desenvolvimento e parceria entre os 2 países, mas será que isso no contexto actual é mesmo importante?

Temos tanto agora com que nos preocupar, deixemos Olivença viver a sua rotina que pelos vistos não deseja mudar! ;)
 
O candidato a Presidente da República, Fernando Nobre, já afirmou que se for eleito vai fazer questão de reivindicar o território de Olivença como parte integrante da República Portuguesa.
 
Acho impossivel que Espanha possa(queira) devolver Olivença a Portugal, Espanha impôs a sua cultura e língua em Olivença e neste momento o que resta de Português em Olivença são os monumentos e pouco mais...

SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DESISTIR DE OLIVENÇA?
Daniel Hanan

E se tivesse sido de outra ao contrário? E se a Espanha tivesse tomado um pedaço de território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo num tratado subsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como quer que a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? "Ni pensarlo!"

Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe um caso assim. Em 1801, a França e a Espanha, então aliadas, exigiram que Portugal abandonasse a sua amizade tradicional com a Inglaterra e fechasse os seus portos aos navios britânicos. Os portugueses recusaram firmemente, na sequência do que Bonaparte e os seus "confederados" espanhóis marcharam sobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratado de Badajoz, obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana.

Quando Bonaparte foi finalmente vencido, as Potências europeias reuniram-se no Congresso de Viena de Áustria para estabelecer um mapa lógico das fronteiras europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso à fronteira hispano-portuguesa (ou, se se preferir, Luso-espanhola) anterior a 1801. A Espanha, após alguma hesitação, finalmente assinou o mesmo em 1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário, trabalhou arduamente para extirpar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindo o ensino do Português, depois banindo abertamente o uso da língua.

Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se ter movimentado para forçar esse resultado (ameaçou hipoteticamente com a ideia de ocupar a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmente recuou). Embora os mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira por marcar em Olivença, a disputa não tem sido colocada na ordem do dia no contexto das excelentes relações entre Lisboa e Madrid.

Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foi cedida à Grã-Bretanha pelo Tratado de Utrecht (1713), tal como Olivença foi cedida à Espanha pelo Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o país derrotado pode reclamar com razões que assinou (qualquer dos tratados) debaixo de coacção, mas é isto que acontece sempre em acordos de paz.

A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratado de Utrecht foram violadas; que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do que fora estipulado primitivamente; que implementou uma legislação de auto-determinação local em Gibraltar que abertamente é incompatível com a jurisdição britânica especificada pelo Tratado; e (ainda que este aspecto seja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalação de Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força pode Portugal argumentar que o Tratado de Badajoz foi "extinto". Foi anulado em 1807 quando, em violação do que nele se estipulava, as tropas francesas e espanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra Peninsular. Alguns anos mais tarde, foi ultrapassado pelo Tratado de Viena.

Certamente, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dos pequenos detalhes legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola. Ainda que o problema nunca tenha passado pelo "teste" de um referendo, parece com certeza que a maioria dos residentes se sente feliz como está. A língua portuguesa quase morreu excepto entre os mais velhos. A cidade (Olivenza em espanhol) é a sede de um dos mais importantes festivais tauromáquicos da época, atrai castas e "matadores" muito para além dos sonhos de qualquer "pueblo" de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim da tourada de estilo espanhol e um regresso à obscuridade provinciana.

Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vai levar. Este "blog" sempre fez da causa da auto-determinação a sua própria causa. A reclamação do direito a Olivença (e a Ceuta e Melilla), por parte de Espanha, assenta no argumento rudimentar de que as populações lá residentes querem ser espanholas.

Mas o mesmo princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes, em 2002, votaram (17 900 votos contra 187!!!) no sentido de permanecer debaixo de soberania britânica. A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito de estabelecer conexões entre os dois litígios (Olivença e Gibraltar). A única razão por que os portugueses perderam Olivença foi porque honraram os termos da sua aliança connosco (britânicos). Eles são os nossos mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso lado durante 700 anos - mais recentemente, com custos terríveis, quando entraram na Primeira Guerra Mundial por causa da nossa segurança. O nosso Tratado de aliança e amizade de 1810 explicitamente compromete a Grã-Bretamha no sentido de "trabalhar" para a devolução de Olivença a Portugal.

A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estes problemas não devem prejudicar as boas relações entre os "litigantes" rivais. Enquanto Portugal não mostra intenção de renunciar à sua reclamação formal em relação a Olivença, aceita que, enquanto as populações locais quiserem permanecer espanholas, não há forma de colocar o tema na ordem do dia. Não será muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante vis-a-vis Gibraltar.

Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algo excêntricos de espanhóis, devo clarificar previamente, para que fique registado, que não é provável que estes encontrem facilmente um hispanófilo mais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que respeita ao vosso país: o seu povo, as suas festas, a sua cozinha, a sua música, a sua literatura, a sua "fiesta nacional". Amanhã à noite, encontrar-me-ão no "Sadler´s Wells", elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla Morente. Acreditem em mim, "señores", nada tenho de pessoal contra vós: o problema é que não podem pretender ter uma coisa e o seu contrário.

(Trad. C. Luna)
 
Aos Oliventinos deveria de se dar liberdade de escolha que nacionalidade quereriam, sendo, no entanto Olivença continuando a ser propriedade portuguesa, até porque não existe nenhuma lei no mundo que prove o contrário.
Quer se queira quer não, Olivença é propiedade portuguesa, ponto final!
O que está em causa é honra e a legimidade portuguesa. Um país que não consegue reaver o que é seu tb não serve para mais nada. Um país que se perdeu a si próprio. Um país que não é capaz de defender os seus interesses e muito especialmente os seus direitos. Daqui a dias o que se segue? Miranda do Douro? Aos poucos Portugal vai sendo roubado e ficando mais pequeno, e pelos vistos os portugueses até se acomodam a isso.
Falta de amor e de patriotismo é o que é.
Se fossemos governados por um rei isso nunca tal se veria. Os nossos reis sempre fizeram tudo para preservar a existência lusitana no contexto ibérico.
Que os espanhóis sempre tiveram um fascínio pela morte e pelo sangue, isso para nós não é nvv nenhuma. Basta dizer que na América Latina exterminaram mais de 70 milhões de povos obrigando-os a serem espanhóis de corpo e alma. Bartolomeu De Las Casas ( Jesuíta espanhol na América Latina), vangloriava-se de ver os Astecas a serem dizimados.

Em Olivença a traição espanhola está bem patente pelo genocídio cultural que foi levado a cabo, tentando dizimar lentamente as famílias portuguesas para serem espanhóis e esvaziando-os da sua verdadeira identidade cultural.

Se fosse na minha terra lutaríamos com quantos dentes temos na boca e preferiamos mil vezes morrer do que vermos a ser roubados ou a sermos esvaziados da nossa cultura por imposição de uma outra. Basta dizer que foi aqui nesse canto do globo que os Açores deram forte luta em rejeitarem em ser espanhóis. Veja-se a Batalha de Vila Franca do Campo e a Batalha da Salga! Açoriano de coração e até à morte como se diz aqui na minha terra!

Em vez de se referirem à questão de Olivença como "folclore" como o nosso querido e amado Sócrates diz, lutem antes pela causa portuguesa, como muito possivelmente fariam tb os espanhóis se estivessem no nosso lugar. Mas o português republicano é assim: Acomoda-se a tudo... até a ser roubado... daí possuir uma auto estima tão baixa.
 
Até era engraçado de se ver o ministro teixeira dos santos enviar umas cartinhas exigindo o pagamento do irs, irc, e outros impostos, aos munícipes de olivença! Como é que os espanhóis iriam descalçar a bota?! Olivença é nossa pelo tratado, embora administrada pelos espanhois.. Mesmo assim, seria embaraçoso levar o pedido de contribuições ao tribunal europeu. Seriam engraçados os seus argumentos! A idéia era: podeis continuar a ser espanhóis, mas paguem-nos os impostos, é território português!
 
O candidato a Presidente da República, Fernando Nobre, já afirmou que se for eleito vai fazer questão de reivindicar o território de Olivença como parte integrante da República Portuguesa.

É o mínimo que alguém pode fazer pela honra portuguesa. Não seria de se esperar outra coisa visto Fernando Nobre ter ideais monárquicos.
Já que os nossos amigos republicanos não fazem nada, fazem os monárquicos e muito bem. Certamente vai ter o apoio de muitos portugueses.

O Estado Português nega-se a aceitar qualquer fronteira na região em questão sem se resolver, de acordo com o Direito Internacional, a Questão de Olivença, daí que naquela zona não existam limites fronteiriços a demarcar a divisão dos dois países. Mas isso também não serve de nada, não reconhecer a legitimidade espanhola naquela região se Portugal não faz nada para a reaver. É como se fosse um território a quem o país virou as costas e abandonando-o à sua sorte...Os nossos antepassados devem de estar a dar voltas ao túmulo a essa hora. Óme tirem-me esse Sócrates do poder pla vossa rica saúde :angry:
 
Como uma discussão tão centrada no passado e com os graves problemas que nos afligem, eu suponho que esteja tudo apenas a discutir monarquias e Olivença porque vem aí a caminho o D. Sebastião I de Portugal para resolver os nossos problemas.

Ora pois muito bem, seja bem-vindo D. Sebastião considerado o salvador da pátria de há vários séculos atrás, a quem se considerava como um deus e no qual se depositaram todas as esperanças em libertar a nação dos seus opressores e a reconduziria no caminho da prosperidade!
Eis o sentimento da população portuguesa durante a ocupação filipina, seja qual for o seu sucessor nos tempos modernos, que venha rápido! :D
 
Como uma discussão tão centrada no passado e com os graves problemas que nos afligem, eu suponho que esteja tudo apenas a discutir monarquias e Olivença porque vem aí a caminho o D. Sebastião I de Portugal para resolver os nossos problemas.

Vince a questão de Olivença tem mais a ver com a situação actual do país do que imaginas. A origem do problema é precisamente o mesma. É o deixa andar típico do povo português, sempre à espera que o outro resolva os seus próprios problemas.
 
Essa dos Oliveirenses pagarem impostos a Portugal é de loucos... Aliás tudo o imposto deve ser aplicado na mesma região ou em regiões com mais fracas oportunidade de progresso. Não mandar o dinheiro para os Senhores de Lisboa terem todo do bom e do melhor e os outros que se aguentem...
 
Essa dos Oliveirenses pagarem impostos a Portugal é de loucos... Aliás tudo o imposto deve ser aplicado na mesma região ou em regiões com mais fracas oportunidade de progresso. Não mandar o dinheiro para os Senhores de Lisboa terem todo do bom e do melhor e os outros que se aguentem...

Concordo.
Se dependesse de mim a essa hora esses "Srs de Lisboa" não levavam nem mais um centimo meu para a sua algibeira. Custa muito estar a descontar para ladrões e corruptos.
Os mercedes e os lamborginis que eles andam é tudo à custa do povo.
Por um lado se eu fosse Oliventino, com todo o respeito não quereria ser registado como português até esse país não endireitasse como deve de ser. Se hoje em dia uma grande parte da população teima em pertencer a Espanha, culpem os políticos de segunda e de terceira que são os grandes culpados disso.

Knight não sei muito bem aí na Madeira mas aqui nos Açores com o estado em que está esse país está, cada vez mais alguns açorianos começam a ter consciência que estar ligado a um país que nada de bom nos traz, não vale a pena, e os ideais independentistas começam já a fazer eco nas mentes de alguns políticos...( o que era escusado). Vejo que o espírito independentista da FLA nos Açores estava apenas adormecido desde os anos 70...
 
...e falando dos espanhóis, tem quase tantas razoes de queixa dessa classe como nós temos.

É um facto mais do que evidente!
Só quem não vai lá ou pelo menos veja alguns blocos noticiosos nas tv's espanholas é que não tem a noção do que também por lá se passa.

Penso que ainda há muito boa gente por cá que ainda acha que ali ao lado é tudo rosas (não me refiro ao PSOE), não é bem assim...

Para além da constituição estar baseada numa Monarquia parlamentar, não se pense que o sistema político de nuestros hermanos esteja isento de determinadas irregularidades, corrupção e outros factores desestabilizadores.
Disto não falta por todo o mundo e penso que seja perda de tempo falar de corrupção como se fosse um fenómeno localizado e ao qual nos habituámos!
Uma coisa é dizermos de ânimo leve que a corrupção existe em todo o lado, outra é ampliarmos a nossa visão do mundo e termos a perfeita noção de que é um mal amplamente espalhado...
 
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