O Estado do País

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Textos já antigos, mas que ajudam a perceber o país "neo-liberal" que temos. Quem conseguir ler o primeiro com atenção até ao fim merece um prémio. Quem conseguir ler o segundo sem se rir ou chorar, merece outro. No final de ler ambos, digam-me se não se revoltam com o que leram. Hoje em dia não sei, mas até há poucos anos atrás no Ministério da Agricultura havia 1 funcionário por cada 4 agricultores.

O primeiro mostra o mundo rural visto de uma janela de um qualquer prédio dos subúrbios de Lisboa. Visto de Lisboa o mundo rural é um balcão para distribuir subsídios onde não cabem questões como a Segurança Alimentar, o Germoplasma, os Avisos Agrícolas, a Formação dos Agricultores (não só Portugueses mas dos PALOP também) e a Certificação e Promoção dos Produtos Nacionais. Eu vivo na província e não tenho nenhuma razão de queixa do Ministério da Agricultura e das Pescas.

Sobre o segundo a mesma visão. De facto é uma vergonha dar dinheiro às colectividades de bairro. Vamos fazer como em Cascais, vamos todos para a praia arranjar confusão para depois o Estado nos meter na cadeia. Assim o Estado passa a ter uma justificação para gastar os apoios sociais na "reeducação" dos pobres ou dos "inúteis".
 
Na minha terra a Associação de Caçadores, a Sociedade Columbófila e a Associação Recreativa, ainda há uns anos atrás, recebiam valentes centenas de contos da Câmara, para depois gastar em jantaradas, bailes ou comprar trigo para as perdizes. Estas associações e estas actividades deveriam ser pagas apenas pelos seus sócios, mas como vivemos numa ditadura dos ricos acho muito bem que o Estado tire o dinheiro que os ricos roubam ao pobres para dar um pouco de diversão ao povo. Faça-se assim justiça, se os ricos têm direito aos seus prazeres, o povo também deve ter direito aos seus bailes de música pimba, às suas caçadas e aos seus churrascos. Sou totalmente a favor das ajudas às colectividades locais e de bairro. Força Agreste, dê-lhe forte nesses malvados betos que exploram a classe operária.
 
Segundo Klein, o neoliberalismo se aproveita de grandes crises políticas, econômicas e naturais como desastres ambientais ou atentados terroristas para, nessas situações, impor medidas de privatização e desregulamentação em massa. Essa imposição é feita através da aplicação de três “ondas de choque” sucessivas, destinadas a quebrar a resistência da população contra medidas que normalmente seriam rechaçadas por ela. A primeira onda de choque é o desastre econômico, político ou natural, a segunda onda corresponde às medidas políticas e econômicas e a terceira onda consiste em uma brutal repressão às manifestações contra os “ajustes” neoliberais.

Não deixa de haver uma certa razão nisso tudo....
 
Para que se perceba um pouco como esta sociedade portuguesa funciona, e como no mundo médico se tem uma percepção abrangente da coisa...

Há quem recebe os cheques dentista, utilize para tratar dentes cariados, e poucos meses depois já precise nova consulta. E sabem porquê? Não lavam os dentes, recusam-se a lavar e depois gastam o dinheiro dos contribuintes. Pois.

Mas outra situação ainda mais escandalosa, é a questão da utilização do aborto como método contraceptivo, ou o facto dos abortos sem justificação médica serem pagos pelos SNS: assim, os contribuintes pagam a irresponsabilidade de alguns. Enquanto isto sucede, o SNS questiona a ajuda ao tratamento de alguns casos de doenças genéticas raras. Em Portugal, a ideologia cega a Razão.

Nestas pequenas coisas, vê-se o respeito que há em Portugal em relação aos dinheiros públicos.
 
Nestas pequenas coisas, vê-se o respeito que há em Portugal em relação aos dinheiros públicos.

Pensar nisso é uma autêntica faca de 2 gumes; se se pensa neste que é um dos grandes factores desestabilizadores da estrutura económica da qual dependemos, das duas uma, ou damos a "devida" importância à forma como é feita a gestão dos dinheiros públicos, tentando perceber o que vai mal e de alguma forma termos um papel activo no sentido de contribuir para uma mudança talvez mais justa, ou então, passivamente e deste modo preservar ou apaziguar os nossos nervos que precisam ser de aço afim de evitar o que alguns interpretariam de histerismo colectivo pelo simples facto dessa estrutura sofrer abalos como os que se têm presenciado! É realmente difícil escolher qual dos dois...:(
 
Agreste, quanta ilusão. Sabias que são muitos milhares os funcionários desse ministério sentados em gabinetes em Lisboa ? Quem mal devem saber o que é uma Oliveira. E que provavelmente faltam funcionários espalhados pelo país ? Achas então que a nossa agricultura foi bem sucedida nas últimas décadas, que está tudo bem, que não tens razões de queixa.

Foi bem sucedida na medida em que se tem feito um esforço para reorganizar, modernizar, formar o pessoal e tornar mais específicos os nossos produtos. É verdade que temos tido avanços e recuos. Houve projectos megalómanos como o do Thierry Roussel em Odemira, outros irresponsáveis como o da Timar na aquacultura e alguns sem explicação como a venda da Indal e do segredo industrial dos hidrocolóides da alfarroba à Danisco. Mas outros continuam ai. Mesmo na zona de Odemira continuam algumas multinacionais da agricultura instaladas, todos os dias se carregam camiões para a Holanda e Inglaterra, há as flores, o sal, a cortiça que se está a valorizar como produto textil, um projecto cooperativo interessante entre o Algarve e a Andaluzia na aquacultura, o sucesso dos recifes artificiais no repovoamento marinho, o cultivo de algas para a cosmética... e acima de tudo estaremos perto de conhecer as boas intenções do perímetro de rega do Alqueva que agora ficou completo.

Na minha terra a Associação de Caçadores, a Sociedade Columbófila e a Associação Recreativa, ainda há uns anos atrás, recebiam valentes centenas de contos da Câmara, para depois gastar em jantaradas, bailes ou comprar trigo para as perdizes. Estas associações e estas actividades deveriam ser pagas apenas pelos seus sócios, mas como vivemos numa ditadura dos ricos acho muito bem que o Estado tire o dinheiro que os ricos roubam ao pobres para dar um pouco de diversão ao povo. Faça-se assim justiça, se os ricos têm direito aos seus prazeres, o povo também deve ter direito aos seus bailes de música pimba, às suas caçadas e aos seus churrascos. Sou totalmente a favor das ajudas às colectividades locais e de bairro. Força Agreste, dê-lhe forte nesses malvados betos que exploram a classe operária.

As associações mais representativas de Vila Real de Santo António devem ser apenas essas, as da caça, dos pombos e da música pimba. Tens lá um negócio privado «à maneira» da Maya onde não te interessa muito a prestação de contas. No ano anterior deve ter dado lucro, especialmente quando a GNR apareceu na discoteca para baixar o som da música e acabar com a festa depois de uma determinada hora. As festas do "Sasha" segundo a inspiração utilidade/rentabilidade foram altamente proveitosas. Como ninguém pagava a entrada, a CMPortimão ficou a arder com mais de 140 mil contos.
 
Multinacionais de estilo beduíno versus Esforço cooperativo a longo prazo. Quem vai ganhar?

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Sou contra esses clubes de praia por iniciativa camarária. Não viria mal ao mundo se a autarquia arrendasse o espaço a um privado e se fossem cumpridas todas as regras em relação a este tipo de espaços. Mas isto de meter dinheiros públicos é uma concorrência desleal em relação aos empresários da noite que mantém as casas abertas todo o ano e que precisam do Verão para comer no Inverno.

Consta que este ano a Câmara de VRSA terá feito a cedência do Manta Beach a um privado por concurso público. Por sua vez, a autarquia de Castro Marim prepara-se para imitar VRSA e abrirá um tal de Baesuris Club no antigo Aqua Park. Assim não há empresários da noite no sotavento que resistam, pois não têm capacidade financeira para concorrer com os dinheiros públicos das autarquias.

EDIT: isso da GNR foi em 2008. Em 2009 mudaram a configuração do espaço e já não houve problemas de ruído.

EDIT2: nisso da aprovação do Alisuper, houve mão política, segundo me apercebi no que fui lendo. Toda a gente sabe que o Algarve está saturado de supermercados, pois os portugueses só sabem fazer caixotes de betão rasca e abrir comércio. Inicialmente a CGD não queria conceder o crédito, de repente mudou de posição...
 
Algarve: ‘Guerra’ entre discotecas e beach clubes chega à AR e ASAE


A Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos recebe hoje a Associação de Discotecas do Sul e Algarve que contesta clubes de praia. Vilamoura transforma centros de congresso em discotecas. Queixas a caminho da ASAE.

Os empresários representados pela Associação de Discotecas do Sul do Algarve vão ser ouvidos na Assembleia da República (AR) relativamente à questão de os espaços provisórios de animação de Verão “não terem qualquer outro licenciamento, senão uma licença de ruído, quando os nossos associados precisam de cumprir durante todo o ano e pagar impostos”, insurge-se o presidente da associação, José Manuel Trigo.

Fonte daquela comissão, que confirmou ao Observatório do Algarve a realização da reunião, adianta que há motivos para a intervenção da Autoridade da Concorrência analisar a situação, pelo que irão ouvir as razões aduzidas pelos empresários.

Pelo seu lado,José Manuel Trigo acentua: "Ninguém pode concorrer contra um mercado desregulado. Como é que eu vou concorrer contra uma câmara, ou alguém subsidiado por uma câmara, que traz aqui um DJ fantástico que custa 40 mil euros, quando eu só posso pagar 2 ou 3 mil?".

"Enquanto nós estamos aqui com o coração nas mãos às 06:00 da manhã para fechar a casa e sabermos se conseguimos realizar dinheiro para pagar os DJ, a promoção, os barmens, as bebidas, as leis, os direitos de autor, que ali não há. É a concorrência desleal pura", acrescentou, lembrando que a associação já denunciara a situação em Maio. Ver notícia aqui. http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=36702

Centros de Congressos viram discotecas provisórias

Depois dos clubes de praia que este ano se ficam pelo Sotavento algarvio, com o Manta Beach na praia da Manta Rota e o Lolipop na Praia Verde, já que o Sasha Beach de Portimão, face à dívida acumulada para com a autarquia local que superou os 700 mil euros em 2009, levou a empresa municipal Portimão Urbis a reter a marca e a avançar unicamente com uma oferta gourmet na Praia da Rocha, surgiram os hotéis.

“Há hotéis de Vilamoura que vão transformar os seus centros de congressos em discotecas. Depois das tendas nas praias, das festas em piscinas e em parques aquáticos ("Baesuris", primeiro clube de verão de Castro Marim), que só funcionam um mês, com fortes apoios autárquicos, a concorrência desleal aumenta”, insurge-se José Manuel Trigo.

O presidente da associação e proprietário das discotecas TClube e Trigonometria na Quinta do Lago confirmou ao Observatório do Algarve que “na próxima sexta feira vai haver uma reunião com a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) e o município de Loulé.

Entretanto, o advogado da associação “já avançou com as queixas àquele organismo” e do resultado destas diligências depende “a interposição de previdências cautelares junto dos Tribunais”.

Seruca Emídeo, presidente da câmara de Loulé, esclarece que “solicitou a reunião com a ASAE a pedido da associação empresarial, mas adianta que, no que toca às competências autárquicas “as instalações (nos hotéis) foram aprovadas como salas de congressos e reuniões”.

Para o autarca, “a questão da utilização destas instalações não é da competência da câmara, que não autoriza, nem licencia espectáculos”.

Seruca Emídeo reconhece no entanto que “a legislação recente sobre recintos e espectáculos provisórios deve ser clarificada”.

“Não é a mesma coisa a montagem de um circo para um número específico de espectáculos previstos e uma oferta de animação continuada por mais de um mês”, exemplifica.

Em sua opinião, tem de haver melhor clarificação da legislação e “a situação precisa de ponderação, de forma a esbater a conflitualidade existente, entre a animação ‘provisória’ e os que permanecem na região ao longo do ano”, motivo porque aceitou ser “um promotor do diálogo” entre empresários e a ASAE.

Fonte: Observatório do Algarve

Quanto ao Alisuper, só a CGD e o BPN não aceitavam o acordo, quando todos nós sabemos que o banco do estado gastou milhões com o BPN, agora para viabilizar uma empresa que emprega 1000 pessoas no Algarve é o que se vê, que vergonha que é Portugal, onde os corruptos saem sempre a rir.

Alicoop: Plano de viabilização aprovado pelo Tribunal de Silves

O plano de viabilização da Alicoop, proposto pelos credores, foi aprovado pelo Tribunal de Silves.
O Tribunal de Silves deu hoje provimento à proposta e despachou para homologação, posição que o Observatório do Algarve já havia avançado (ver notícia).

"Foram aprovadas na totalidade as propostas para o plano de viabilização dos credores", confirmou à Lusa fonte judicial.

A viabilização do grupo Alicoop - cooperativa de produtos alimentares - que engloba as empresas Alisuper, Geneco e Macral, foi discutida, no dia 30 de junho, na assembleia de credores, convocada pelo Tribunal de Silves, tendo sido aprovado, por maioria, um prazo de cinco dias úteis para apreciação das alterações e respetiva votação do plano.

A proposta apresentada pelos trabalhadores e por um grupo de cerca de 150 pequenos credores prevê a fusão das empresas do grupo Alicoop numa nova empresa, que assumirá o passivo, com a injeção de 1,6 milhões de euros, e a conversão de 50 por cento dos créditos em capital social, o equivalente a cerca de 17 milhões de euros.
Os restantes 50 por cento dos créditos serão perdoados bem como a totalidade dos juros.

O grupo Alicoop encontra-se em processo de insolvência desde agosto de 2009, com uma dívida de cerca de 80 milhões de euros, tendo encerrado a sua cadeia de supermercados no início de maio, para não agravar o passivo.

Para evitar o processo de falência, a administração da Alicoop encomendou à consultora Deloitte um estudo de viabilidade, documento aprovado pelo Millenium BCP, mas rejeitado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo BPN, três dos maiores credores.

Fonte: Observatório do Algarve
 
DESEMPREGO
Empregados, precisam-se!
por JOÃO CRISTÓVÃO BAPTISTAHoje


Panificadores e empresários da indústria do calçado queixam-se da falta de mão-de-obra.

A elevada taxa de desemprego que se regista em Portugal, já nos dois dígitos, sugere que o trabalho é um bem cada vez mais escasso, reservado apenas aos mais afortunados. No entanto, e contrariando todas as estatísticas, há sectores no nosso país que se queixam de atravessar graves dificuldades económicas devido à... falta de trabalhadores.
Segundo apurou o DN, sectores como a panificação ou a indústria de calçado - mas também algumas empresas especializadas da área dos têxteis - estão a sofrer com a falta de mão-de-obra, numa altura em que as empresas mais precisam de produzir para conseguir ultrapassar a crise, transversal a todas as áreas de negócio.
Frustrados com a falta de candidatos para preencher os cargos que os seus sectores precisavam para produzir a 100%, os empresários destas áreas apontam o dedo às mentalidades dos desempregados e às formações profissionais organizadas pelos centros de emprego como a principal causa para haver tanta falta de pessoal disposto a trabalhar.
De acordo com os dados mensais disponibilizados pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), quase metade das ofertas de trabalho que todos os meses chegam aos centros de emprego ficam por preencher. Das 11 449 ofertas de emprego que o instituto recebeu ao longo do mês de Junho, apenas 6261 resultaram em colocações, tendo ficado por preencher 5188 ofertas, 46% do total de ofertas.
Este é um cenário que se tem repetido ao longo de todo o ano, apesar de o IEFP ter na sua base de dados o registo de mais de 550 mil desempregados. Segundo apurou o DN, a explicação para a s discrepâncias entre o número de ofertas tem várias explicações possíveis. A questão geográfica é uma destas razões: muitas das ofertas que chegam ao IEFP não encontram candidatos que correspondam às características pretendidas nas áreas em que são efectuadas. Por outro lado, há ainda a questão da falta de qualificações dos desempregados para preencher as ofertas que surgem, um problema que se associa às diferenças entre os salários oferecidos e o valor dos subsídios de desemprego.


http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1620805
 
Não sei o que se pretende concluir com isso. Dei uma volta pelo netemprego e no Algarve tens de tudo. Desde padeiros a 475 euros, cortadores de carnes a 600 euros e pasteleiros por 1200 euros mês tudo por turnos. Se isto parece preguiça pensa que aqui não há transportes públicos com horários compatíveis com esses trabalhos. Segundo as novas regras não podes recusar ofertas de trabalho a menos de 50Km do local de residência, portanto se descontares a deslocação de 30/40/50 Km diários para o trabalho não te deve sobrar muito.
 
Muita gente deve pensar que o Algarve, tem as mesmas condições que tem Lisboa ou Porto, transportes públicos a rede é bem servida entre Faro e Olhão de dia, porque o resto é uma lástima, se trabalhar de noite vais a pé, porque transportes públicos não existem. Arranjar um emprego em que se ganhe 600 euros e ter que fazer uma viagem de 50 kms para o emprego de carro, fazendo 100 kms todos os dias, dinheiro para combustúvel, dinheiro para o desgasto do carro não deve sobrar muito sobra para comprares alimentação e se tens casa para pagar ou arrendada ainda tens que pedir dinheiro, senão vais viver para a barraca, se ganhares o salário mínimo mais vale ir para a praia, porque só ganha para o carro e nada mais.

Se arranjares um emprego em Portimão que fica a 70 kms de Olhão, só dá resultado se ganhares mais de 1000 euros, senão nada feito, e se colocam portagens na A22 então, portagens, alimentação, combustível e desgaste do carro, ui ui.
 
Muita gente deve pensar que o Algarve, tem as mesmas condições que tem Lisboa ou Porto, transportes públicos a rede é bem servida entre Faro e Olhão de dia, porque o resto é uma lástima, se trabalhar de noite vais a pé, porque transportes públicos não existem. Arranjar um emprego em que se ganhe 600 euros e ter que fazer uma viagem de 50 kms para o emprego de carro, fazendo 100 kms todos os dias, dinheiro para combustúvel, dinheiro para o desgasto do carro não deve sobrar muito sobra para comprares alimentação e se tens casa para pagar ou arrendada ainda tens que pedir dinheiro, senão vais viver para a barraca, se ganhares o salário mínimo mais vale ir para a praia, porque só ganha para o carro e nada mais.

Se arranjares um emprego em Portimão que fica a 70 kms de Olhão, só dá resultado se ganhares mais de 1000 euros, senão nada feito, e se colocam portagens na A22 então, portagens, alimentação, combustível e desgaste do carro, ui ui.


Nunca li uma única notícia onde os autarcas defendessem a reabilitação e modernização da linha do Algarve. Vão mas é todos para um sítio que eu cá sei, a maioria são uns provincianos deslumbrados. Em maior ou menor grau.
 
Tenham medo, muito medo, do que vai sair daqui:

PSD quer fazer nova Lei de Bases do Ambiente para os próximos 20 anos
18.07.2010
Lusa

O PSD vai ouvir amanhã especialistas na área do Ambiente no Parlamento, com o objectivo de melhorar o seu projecto de nova Lei de Bases, que pretende que vigore para os próximos 20 anos.

“Queremos que o nosso projecto seja o mais discutido possível, um documento abrangente, que seja uma base para a legislação dos próximos 20 anos”, explicou o deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Menezes.

Luís Menezes lembrou que a actual Lei de Bases do Ambiente é de 1987 e acrescentou que “o PSD pretende actualizar esse texto, que na altura foi vanguardista e que foi aprovado por unanimidade”.

Amanhã, o PSD vai juntar no Parlamento, num seminário sobre o seu projecto de Lei de Bases do Ambiente, especialistas como os ex-ministros da pasta Francisco Nunes Correia e Luís Nobre Guedes, que vão participar num painel sobre a evolução da política ambiental.

“Pretendemos fazer com que esta iniciativa do PSD seja o mais abrangente possível, queremos ouvir a sociedade civil e o nosso único critério foi o conhecimento e a relevância para a área, indiferentes a possíveis diferenças ideológicas, a visões mais à esquerda ou mais à direita”, disse Luís Menezes, sobre a escolha dos oradores deste seminário.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, estará presente e fará uma intervenção na abertura deste seminário, que vai decorrer durante todo o dia. A apresentação do projecto de lei de bases do PSD caberá ao deputado e ex-secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins.


Fonte: Público Online.
 
A discussão é sempre positiva seja em que partido for mas o quadro de convidados é bastante pobre. Sobre Nobre Guedes, a única contribuição sobre ambiente que eu lhe conheço foi ter transformado um anexo agrícola numa enorme vivenda dentro do Parque da Arrábida.

Vamos ver o que sai dali sobre a questão da água.
 
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