O Estado do País

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A parte internacional e o desenvolvimento da economia mundial pós-guerra correspondente aos gloriosos 30 anos de Keynes com o controlo absoluto dos fluxos de capital não tiveram realmente nenhum impacto em Portugal. Foi tudo obra de Santa Comba Dão e do espírito visionário.

A questão é simples. Portugal tinha mão-de-obra barata, e impostos baixos, e com a entrada na EFTA, houve a entrada de muitas empresas estrangeiras no nosso país. Daí o desenvolvimento extraordinário que houve nos anos 60.
 
A questão é simples. Portugal tinha mão-de-obra barata, e impostos baixos, e com a entrada na EFTA, houve a entrada de muitas empresas estrangeiras no nosso país. Daí o desenvolvimento extraordinário que houve nos anos 60.

E como é que a gente enquadra nesse contexto a emigração para a Europa em níveis tão grandes como os da 1ª República com a qual Salazar se comparava abundantemente? Supostamente estávamos a ficar mais desenvolvidos, mais ricos e mais cultos como sociedade... alguma coisa está a escapar...

Talvez esse "desenvolvimento" fosse um bocadinho desigual, talvez não houvesse realmente desenvolvimento nenhum...
 
E como é que a gente enquadra nesse contexto a emigração para a Europa em níveis tão grandes como os da 1ª República com a qual Salazar se comparava abundantemente? Supostamente estávamos a ficar mais desenvolvidos, mais ricos e mais cultos como sociedade... alguma coisa está a escapar...

Havia mais oportunidade de trabalho na reconstrução e desenvolvimento nesses países envolvidos na 2a Guerra Mundial. Mais trabalho e melhor pago para os níveis de qualificação exigidos! Que é como quem diz, ter mãos, pernas e vontade de trabalhar.
Penso que o maior crescimento nesses países do pós-guerra está relacionado com as ajudas financeiras, do plano marshall (aqui estou a falar de cór).. :)
 
E como é que a gente enquadra nesse contexto a emigração para a Europa em níveis tão grandes como os da 1ª República com a qual Salazar se comparava abundantemente? Supostamente estávamos a ficar mais desenvolvidos, mais ricos e mais cultos como sociedade... alguma coisa está a escapar...

Talvez esse "desenvolvimento" fosse um bocadinho desigual, talvez não houvesse realmente desenvolvimento nenhum...


Na década de 60 crescemos muito mais que nos anos 90 ou na actual década. E na presente década já emigraram 700 000 portugueses. Desde 2000 até agora, o país estagnou: corrupção, mentiras, subsídios para a preguiça, Justiça lenta, facilitismo na Educação, questões sociais e culturais (os jovens querem todos ser empregados e não patrões, endividamento, etc).

Grande parte da emigração ocorria porque como o Vince já disse, o interior estava pobre e sem condições de habitabilidade que já havia noutros países: estradas em terra batida, falta de telefone, electricidade, água potável, recolha de lixo, esgotos, presença de uma agricultura de subsistência, ausência de empresas, etc. Mas também se emigrava para fugir à guerra colonial e à falta de liberdade.

E hoje em dia? Por qual razão, ou razões, se emigra? No interior, continua a não haver oportunidade de trabalho. Nos organismos públicos, e em muitas empresas, instalou-se o compadrio, a cunha, e preferem-se os amigos, os familiares, os membros do partido, mesmo que haja outros candidatos mais qualificados para o cargo. Ocorre nas autarquias, nas empresas públicas, nas universidades... Estamos a perder milhares de jovens que se apercebem desta situação e partem para fora. A isto há que juntar aqueles que estavam na construção civil e na indústria.
 
Estive a ver por alto mas não encontrei. Se alguém tiver aquele gráfico com a comparação do crescimento económico entre 1960 e 2009, com o crescimento por década, seria interessante que colocasse aqui, para se mostrar que apesar da emigração, foi na década de 60 que o país mais cresceu nos últimos 50 anos.
 
Ao longo dos últimos anos sempre achei estranho como seriam viáveis tantos centros comerciais. Há 15 anos atrás, a maioria dos portugueses comprava a roupa nas feiras, e apenas ia a uma loja para comprar as indumentárias utilizadas nos casamentos, baptizados, no dia de Natal ou noutros dias especiais. Excepção feita aos meios mais urbanos, e a algumas classes profissionais e sociais. Mas de uma forma geral, era assim que as coisas se passavam.

De lá para cá o país não cresceu muito, os números da pobreza mantiveram-se mais ou menos constantes, apenas encobertos pelas prestações sociais e por uma sociedade onde ainda existe um tio, um pai ou um avô que paga as contas. No entanto, o consumo explodiu. Os centros comerciais floresceram, o crédito ao consumo subiu vertiginosamente, os portugueses passaram a comprar roupa nova todas as estações, telemóvel novo todos os anos, e TV nova de 5 em 5 anos. Resultado: somos o país do euro com a dívida privada mais elevada.

Agora, com o prolongar da estagnação, e sendo nós provavelmente o país da UE com mais área comercial por habitante (há uns três ou quatro anos já éramos o terceiro), avizinha-se uma nova tragédia social, pois com as falências no comércio milhares de jovens ficarão no desemprego.

Promotores negam
Comerciantes com dificuldade em pagar rendas nos shoppings
28.07.2010 - 07:34 Por Ana Rute Silva
1 de 15 notícias em Economiaseguinte »
Promotores negam taxas de incumprimento atípicas mas têm reforçado campanhas e suportado os aumentos das despesas comuns.

Sector do comércio tem sido muito afectado por situações de insolvência
(Carla Carvalho Tomás)

Os comerciantes independentes estão a ter dificuldades em pagar as rendas das lojas nos centros comerciais. Os promotores dos shoppings negam que haja elevadas taxas de incumprimento, mas admitem que têm vindo a reduzir despesas comuns como a água, a luz ou a vigilância, e a reforçar campanhas de marketing.

"Em unidades de grande porte, a informação que temos é que as dificuldades de pagamento têm tido dois tipos de consequência: por um lado, os centros comerciais estão a fazer ajustamentos na renda, por outro há lojas que estão a fechar", diz João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

Vasco de Mello, presidente da União das Associações de Comerciantes e Serviços (UACS), afirma que as maiores dificuldades estão a ser sentidas pelos comerciantes independentes "e têm vindo a aumentar". "Para além de haver uma grande taxa de incumprimento em alguns centros comerciais, haverá também problemas em pagar a fornecedores. Para além disso, olhando para os números das insolvências, verifica-se que o comércio é o sector mais atingido", acrescenta. Segundo dados do Instituto Informador Comercial, entre Janeiro e o dia de ontem, 266 empresas do comércio a retalho (excluindo de veículos automóveis e motociclos) entraram em insolvência, uma subida de 8,13 por cento face ao período homólogo do ano passado.

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) não confirma os atrasos de pagamento nas rendas e garante mesmo que esta não é "uma questão que tenha relevância no sector". "O negócio dos centros comerciais é uma parceria entre o lojista e o empreendimento. Há uma base de negociação entre ambos", afirma fonte da APCC, que agrega 127 shoppings, com mais de nove mil lojas e onde trabalham 90 mil pessoas.

Na Sonae Sierra, que gere 17,3 por cento destas unidades, reduziram-se as despesas comuns para "apoiar os lojistas a superar os desafios actuais" e preservar "o mais possível os níveis de rentabilidade e de eficiência". Fonte oficial da empresa [do grupo proprietário do PÚBLICO] que gere, por exemplo, o Centro Comercial Colombo explica que os aumentos das tarifas da luz, da água ou dos serviços de limpeza e de vigilância - comparticipadas pelos comerciantes - foram assumidos pelo promotor desde o início do ano, depois de em 2009 os lojistas terem sofrido quebras de vendas. "Não [os] sobrecarregámos com despesas adicionais", sublinha, acrescentando que a actualização das rendas depende do contrato assinado com cada comerciante. "Houve sempre abertura para flexibilizar a situação e isso pode não passar pela redução de rendas", acrescentou.

A Chamartín, que há um ano inaugurou o gigante Dolce Vita Tejo, garante que a taxa de incumprimento "não tem registado oscilações significativas face aos anos anteriores". Em respostas enviadas por e-mail, Artur Soutinho, administrador executivo, diz que o que tem existido "é um maior diálogo com os operadores".

Esse reforço traduz-se, por exemplo, em acções de marketing conjuntas e uma maior aposta em campanhas promocionais "que contribuam para trazer mais afluência e vendas". Sobre o encerramento de lojas apontado pela CCP, Artur Soutinho, que também é presidente da mesa da assembleia geral da APCC, sustenta que fazem parte "de uma dinâmica natural". "As boas práticas dizem-nos que um centro comercial deve efectuar uma rotação de dez por cento das suas lojas por ano, para acompanhar as tendências do mercado e trazer novidades para o tennant mix [distribuição das lojas]", disse.

Nas mudanças que ocorrem nos espaços comerciais, incluindo encerramentos, o lojista está sujeito ao acordo negocial que firmou com o promotor. Em tempo de dificuldades acrescidas no negócio, a CCP critica o facto de, quer os ajustamentos nas rendas, quer os encerramentos estarem a ser feitos de forma "desordenada". "Estamos a tentar negociar com o Governo uma legislação para o tipo de arrendamento que se pratica nos centros comerciais. Os comerciantes estão desprotegidos. Muitas vezes são aliciados na promessa de um número mínimo de visitantes que os shoppings não conseguem cumprir e ficam indefesos", lamenta João Vieira Lopes. A CCP não advoga uma lei rígida, mas exige regras claras, já que a utilização de espaços em centros comerciais não está enquadrada por nenhum diploma legal.

Legislação por aprovar

Em 2006, quando foi aprovado o Novo Regime do Arrendamento Urbano, estava previsto que num prazo de 180 dias o Governo aprovasse o Regime Jurídico da Utilização de Espaços em Centros Comerciais, mas até agora não houve avanços concretos. Para a APCC, "não faz sentido o Estado tipificar os contratos". "Há um contrato entre duas entidades e ninguém obriga ninguém a assinar", sustenta fonte da associação, dizendo que há jurisprudência e não é preciso uma legislação própria. Artur Soutinho defende que a avançar, um novo diploma fará sentido "desde que venha a reforçar a competitividade desta indústria". Já a Sonae Sierra não vê "necessidade de revisão da lei actual". O PÚBLICO contactou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território mas não obteve resposta.


http://economia.publico.pt/Noticia/...culdade-em-pagar-rendas-nos-shoppings_1449046
 
A Obesidade Mental - Andrew Oitke
Por João César das Neves - 26 de Fev 2010
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
 
Estive a ver por alto mas não encontrei. Se alguém tiver aquele gráfico com a comparação do crescimento económico entre 1960 e 2009, com o crescimento por década, seria interessante que colocasse aqui, para se mostrar que apesar da emigração, foi na década de 60 que o país mais cresceu nos últimos 50 anos.

Este gráfico até é do Medina Carreira :D

pibpt19002000.jpg
 
Este gráfico até é do Medina Carreira :D

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Obrigado!

A insegurança está a aumentar no Algarve. Os cortes nalgumas prestações sociais e o aumento do desemprego explicam parte do problema, mas não tudo. A crise moral e de valores explica o resto.


Produtores algarvios de alfarroba ameaçam com milícias armadas
No Algarve, face à tendência de aumento dos roubos de alfarroba, há produtores que estão a perder a paciência. Ameaçam com "tolerância zero" e milícias armadas.
Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
16:25 Terça feira, 27 de Julho de 2010
19 comentários

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Roubos de alfarroba são uma constante, mas muitas vezes agricultores já não fazem queixa às autoridades. Ciganos estão na mira dos produtores, que ameaçam com milícias armadas
Foto: Wikimedia
"Temos uma milícia organizada e armada e batedores por toda a região com licença para matar", pode ler-se num comunicado enviado para a GNR e para a Câmara Municipal de Loulé.

O documento foi enviado em nome de uma alegada associação de produtores, não identificada, e nele as ameaças vão mais longe, estendendo-se à comunidade cigana: "Tolerância zero para quem der trabalho ou permitir acampamento a ciganos. Tolerância zero aos compradores que negoceiam com ciganos e produto roubado", ameaçam os agricultores. "Se necessário for daremos fogo às viaturas e armazéns dos infractores", avisam no comunicado anónimo.

Contactado pelo Expresso, Horácio Piedade, vice-presidente da AGRUPA, o Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve, apressa-se a demarcar-se da iniciativa. "Não sabemos quem enviou o comunicado, mas a AGRUPA não foi concerteza. Nós confiamos na Justiça portuguesa e acreditamos que se tratará só de uma ameaça para pressionar as forças vivas da região", afirma o também presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, em Loulé.

AGRUPA repudia racismo

Horácio Piedade repudia também o carácter racista do comunicado face à comunidade cigana, embora admita que há muitas queixas de produtores dirigidas especificamente contra alguns membros desta comunidade, alegadamente envolvidos nos furtos. "Mas isso é como em tudo, não podemos tomar a parte pelo todo", adianta.

Ao mesmo tempo que desvaloriza o teor ameaçador do comunicado, Horácio Piedade entende o desabafo dos produtores. "Muitas vezes os produtores já nem fazem queixa, porque estão cansados e sabem que não vai dar em nada. Nós insistimos para que façam queixa, para que fique registado, mas o que é facto é que é raro que aconteça alguma coisa e se chegar a tribunal, o que é raro, também morre ali", diz Horácio Piedade.

Jovem morto a tiro por causa das alfarrobas

Segundo a AGRUPA, no ano passado uma campanha de vigilância mais intensiva por parte da GNR pôs cobro no terreno às pilhagens, isto na mesma altura em que um jovem de 19 anos foi morto à porta da casa do avô, alegadamente por um grupo que furtava alfarrobas no terreno.

O jovem estava em casa com o avô, que se encontra acamado, quando ouviu um barulho e foi ver o que se passava. Pouco depois, foi abatido a tiro. Este ano, porém, segundo o agrupamento de produtores, os roubos têm aumentado de novo.

Contactada pelo Expresso, a GNR foi parca em comentários. "Não temos conhecimento de quaisquer milícias, mas teremos que ver os dados para verificar se têm existido queixas crime quanto a furtos de alfarrobas", adiantou fonte das relações públicas da Guarda Nacional Republicana.

Alfarroba dá dinheiro

Da associação AGRUPA fazem parte actualmente cerca de 500 produtores, que apesar de verem o preço da matéria-prima baixar de ano para ano ainda encontram na alfarroba uma das poucas formas de sustento a partir da terra.

"A arroba (15 quilos) está a a quatro euros e quarenta, há três anos era a sete. É um fruto que não tem quase manutenção, é fácil de apanhar e é por isso que os agricultores ainda produzem, porque tem muitas aplicações e ainda vai dando algum dinheiro", resume Horácio Piedade.

É por isso que, embora não subscreva os métodos, Horácio Piedade compreende o sentimento dos autores da mensagem. "É a reacção de pessoas revoltadas", constata. "Milícias com licença para matar, já viu o que era?", conclui.




http://clix.expresso.pt/produtores-algarvios-de-alfarroba-ameacam-com-milicias-armadas=f596155
 
Obrigado!

A insegurança está a aumentar no Algarve. Os cortes nalgumas prestações sociais e o aumento do desemprego explicam parte do problema, mas não tudo. A crise moral e de valores explica o resto.


Produtores algarvios de alfarroba ameaçam com milícias armadas
No Algarve, face à tendência de aumento dos roubos de alfarroba, há produtores que estão a perder a paciência. Ameaçam com "tolerância zero" e milícias armadas.
Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
16:25 Terça feira, 27 de Julho de 2010
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Roubos de alfarroba são uma constante, mas muitas vezes agricultores já não fazem queixa às autoridades. Ciganos estão na mira dos produtores, que ameaçam com milícias armadas
Foto: Wikimedia
"Temos uma milícia organizada e armada e batedores por toda a região com licença para matar", pode ler-se num comunicado enviado para a GNR e para a Câmara Municipal de Loulé.

O documento foi enviado em nome de uma alegada associação de produtores, não identificada, e nele as ameaças vão mais longe, estendendo-se à comunidade cigana: "Tolerância zero para quem der trabalho ou permitir acampamento a ciganos. Tolerância zero aos compradores que negoceiam com ciganos e produto roubado", ameaçam os agricultores. "Se necessário for daremos fogo às viaturas e armazéns dos infractores", avisam no comunicado anónimo.

Contactado pelo Expresso, Horácio Piedade, vice-presidente da AGRUPA, o Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve, apressa-se a demarcar-se da iniciativa. "Não sabemos quem enviou o comunicado, mas a AGRUPA não foi concerteza. Nós confiamos na Justiça portuguesa e acreditamos que se tratará só de uma ameaça para pressionar as forças vivas da região", afirma o também presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, em Loulé.

AGRUPA repudia racismo

Horácio Piedade repudia também o carácter racista do comunicado face à comunidade cigana, embora admita que há muitas queixas de produtores dirigidas especificamente contra alguns membros desta comunidade, alegadamente envolvidos nos furtos. "Mas isso é como em tudo, não podemos tomar a parte pelo todo", adianta.

Ao mesmo tempo que desvaloriza o teor ameaçador do comunicado, Horácio Piedade entende o desabafo dos produtores. "Muitas vezes os produtores já nem fazem queixa, porque estão cansados e sabem que não vai dar em nada. Nós insistimos para que façam queixa, para que fique registado, mas o que é facto é que é raro que aconteça alguma coisa e se chegar a tribunal, o que é raro, também morre ali", diz Horácio Piedade.

Jovem morto a tiro por causa das alfarrobas

Segundo a AGRUPA, no ano passado uma campanha de vigilância mais intensiva por parte da GNR pôs cobro no terreno às pilhagens, isto na mesma altura em que um jovem de 19 anos foi morto à porta da casa do avô, alegadamente por um grupo que furtava alfarrobas no terreno.

O jovem estava em casa com o avô, que se encontra acamado, quando ouviu um barulho e foi ver o que se passava. Pouco depois, foi abatido a tiro. Este ano, porém, segundo o agrupamento de produtores, os roubos têm aumentado de novo.

Contactada pelo Expresso, a GNR foi parca em comentários. "Não temos conhecimento de quaisquer milícias, mas teremos que ver os dados para verificar se têm existido queixas crime quanto a furtos de alfarrobas", adiantou fonte das relações públicas da Guarda Nacional Republicana.

Alfarroba dá dinheiro

Da associação AGRUPA fazem parte actualmente cerca de 500 produtores, que apesar de verem o preço da matéria-prima baixar de ano para ano ainda encontram na alfarroba uma das poucas formas de sustento a partir da terra.

"A arroba (15 quilos) está a a quatro euros e quarenta, há três anos era a sete. É um fruto que não tem quase manutenção, é fácil de apanhar e é por isso que os agricultores ainda produzem, porque tem muitas aplicações e ainda vai dando algum dinheiro", resume Horácio Piedade.

É por isso que, embora não subscreva os métodos, Horácio Piedade compreende o sentimento dos autores da mensagem. "É a reacção de pessoas revoltadas", constata. "Milícias com licença para matar, já viu o que era?", conclui.




http://clix.expresso.pt/produtores-algarvios-de-alfarroba-ameacam-com-milicias-armadas=f596155

Aqui, existe muitos ladrões de alfarroba, toda a gente fala nisso, eu tenho alfarrobeiras mas faço pelo seguro apanho-as e vou vender logo, antigamente o meu avô apanhava e guardava em casa, nunca foi assaltado mas era outros tempos depois vendia em Janeiro ou Fevereiro que é quando o pico do preço é mais alto. De ano para ano, a alfarroba tem vindo a perder valor, mas é um fruto que não precisa de qualquer manutenção, este ano para além dos roubos e sei que também existem roubos mesmo quando elas estão por apanhar, não vou referir quem é, e que cada um pensa naquilo que quiser. A GNR está a borrifar-se para isso. Mas muita gente, apanha-as guardam em casa e depois são assaltados e levam as alfarrobas ensacadas. Mas o meu avô, guardava mas não tinha os sacos cheios, querem roubar então enchem aí os sacos.:lmao::lmao::lol: Houve um ano que aquilo deu 200 arrobas, o ano passado deu cerca de 90 arrobas este ano não teve dar mais de 50 arrobas, o ano foi seco até meados de Dezembro e que fez cair muita candeia, não é 3 meses chuvosos que salvam um ano.
 
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A nova salvação da economia portuguesa chama-se... abertura dos centros comerciais aos Domingos... ahah vereis como o desemprego cairá a pique :lmao:
 
Poderemos ter um Estado anémico em relação à realidade económima actual.

Mas o que fazem os empresários e trabalhadores em relação a esse facto?

Os primeiros, apenas têm em mente o lucro a curto prazo (seja com incentivos ou através de mão de obra barata, etc...), os segundos, após se "intalarem" no seu local de trabalho cristalizam-se como se já fosse algo garantido até ao fim da vida laboral.

Isto é um problema cultural, que poderá levar uma geração a alterar.
 
Numa situação muito mediática, a questão PT/Telefónica, penso que ficou demonstrada como existem gestores com elevada competência em Portugal.

Além de conseguirem agradar politicamente (Espanha, Portugal e Brasil), a empresa continua com posição num mercado emergente e ainda fica com um bloco financeiro, que por exemplo, poderá invertir num país asiático.
 
Tanta reclamação...

A Manta Rota tem dois parques, um poente e um nascente. Ao que parece, no nascente, que até é bem grande, o estacionamento permaneceu gratuito, no poente é pago. Segundo o Presidente Luís Gomes, o parque poente, apesar de ser pago, é mais utilizado que o gratuito. :lmao:

Isto faz-me lembrar a história que um professor universitário relatou numa das aulas. Mudou de consultório, e para fazer face às despesas relativas ao espaço e aos novos equipamentos, subiu o preço das consultas, de 50 para 75 euros. Os colegas disseram que estava doido, que ia perder os doentes, que era muito caro... bem, ao fim de uns meses, tinha cada vez mais doentes. Começou a circular que aquele era o especialista mais caro, logo deveria ser o melhor... e assim, mesmo subindo os preços, não só não perdeu doentes como ainda ganhou mais :surprise:
 
EDP aumenta lucros para 565 milhões de euros

A EDP encerrou o primeiro semestre com 565 milhões de euros de lucro, uma subida de 18% face a igual período do ano passado. O EBITDA cresceu 14%, ascendendo a 1.831milhões de euros, impulsionado por um aumento de 45% nos negócios do Brasil, que beneficiaram também do efeito cambial

Segundo um comunicado enviado à Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), o EBITDA ('cash-flow' operacional) da empresa subiu 14 por cento para 1.831 milhões de euros, face aos 1.611 milhões de euros registados no primeiro semestre do ano passado.

Os resultados agora divulgados superam as estimativas dos analistas que esperavam uma subida do lucro da EDP na ordem dos 9,86 por cento no primeiro semestre deste ano, para 526 milhões de euros.

O EBITDA fica também acima das estimativas dos analistas, que estimavam um aumento de 11,9 por cento, para 1.803 milhões de euros, face aos 1.611 milhões de euros registados no primeiro semestre do ano passado.

Lusa/SOL

E a dívida ? :sad:
 
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