
Estado vende património a si próprio para arranjar liquidez (já faltará dinheiro em caixa?) e esconder dívida.
Belo exemplo de aldrabices que dá à sociedade.
Julho 2010
Ministério da Saúde vendeu hospitais ao Estado e aplicou verbas em 18 EPE
http://www.publico.pt/Sociedade/min...-ao-estado-e-aplicou-verbas-em-18-epe_1449250
Junho 2010
Parpública endivida-se para assegurar venda de imóveis
Empresa pública está a comprar imóveis ao fisco. Só este ano deverá gastar mais de 300 milhões de euros.
http://www.ionline.pt/conteudo/44626-estado-vende-ao-estado-conseguir-receitas-extraordinarias
Fevereiro 2010
Imóveis: Estado vende ao Estado para conseguir receitas extraordinárias
http://www.ionline.pt/conteudo/44626-estado-vende-ao-estado-conseguir-receitas-extraordinarias
Chama-se «Sale and Lease Back». Nada que a Jerónimo Martins e a Sonae (na parte dos centros comerciais), empresas que nada produzem e que o fizeram por dificuldades de crédito. Sendo assim porque não pode o Estado fazer o mesmo para financiar o investimento em Hospitais que é permanente?
Que as empresas fazem isso é um facto, mas o Estado não deverá der o exemplo?
Estranho é a cultura do "se um faz isto, eu também poderei fazer".
Neste caso não tem nada a ver com isso, não está a vender a um banco ou fundo imobiliário, está a vender património a si próprio, apenas para aldrabar contas. A venda aparece no orçamento como receita, e a dívida não aparece em lado nenhum do orçamento de Estado, apenas na conta da empresa pública. Entidades como a Parque Escolar basicamente tem servido para isso, e o volume de dívida desorçamentada de todas essas entidades já vai em várias dezenas de milhares de milhões de euros, e nos próximos anos será dívida que se tornará insuportável para todos nós.
É maquilhagem financeira da mais rasca, não só escondem dívida que foge a controlo orçamental, como criam receita virtual, que não existe.
A ministra da Educação pondera acabar com os chumbos no ensino. Em entrevista ao jornal Expresso, que está nas bancas este sábado, Isabel Alçada fala ainda das medidas polémicas de reorganização da rede escolar.
Os chumbos quase nunca são benéficos nem contribuem para a qualidade do ensino. É esta a explicação da ministra da Educação que pondera acabar com as repetições de ano.
Em entrevista ao jornal Expresso, Isabel Alçada fala de possíveis mudanças nas regras de avaliação.
Em alternativa às reprovações, a ministra propõe o estudo acompanhado, ou aulas de apoio. Projectos especiais com mais professores e técnicos.
Só desta forma, diz a ministra, é possível ajudar os alunos que têm ritmos de aprendizagem diferentes.
A medida ainda está a ser ponderada pelo Ministério, mas Isabel Alçada quer lançar o debate porque admite: esta não será uma reforma pacífica
sobretudo pela questão da tradição que existe no país.
Na mesma entrevista a ministra fala também da polémica de encerramento de escolas do 1º ciclo. Diz que essa é uma medida com fins
exclusivamente pedagógicos e reforça que os estudos comprovam que turmas muito pequenas prejudicam a aprendizagem.
A ministra garante ainda que nos caso de fusão de agrupamentos a tranferência de alunos para outras escolas nem sempre será obrigatória. A medida serve acima de tudo para centralizar serviços.
SIC
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?Isabel Alçada pondera acabar com as reprovações no ensino
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Helena MatosOs encostados
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“Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) está a propor aos trabalhadores que aceitem uma “redução voluntária do salário-base” e lhe entreguem, a título de “doação”, o valor de que prescindirem mensalmente, mantendo-se os seus recibos de vencimento inalterados.”
Creio que se os abrangidos por esta redução contestarem com algum ruído esta proposta conseguirão que a sua administração siga o exemplo da ministra da Cultura e não só desista de lhes reduzir os salários, como ainda conclua que saiu vitoriosa desse processo de doação-redução. Nós cá estaremos para continuar a doar os nossos impostos, taxas e contribuições para que a EPUL continue a fazer cidade, a amar cidade, a lutar pela cidade, a investir na cidade, a desenhar a cidade, a planear a cidade…
Mas para lá dessa fantástica concepção dos funcionários enquanto doadores existe aqui um outro logro. Para que serve a EPUL? Porque existe? Presta algum serviço que justifique a sua existência? A EPUL vive em constante falência técnica que obriga a que todos os anos reivindique que o munícipio lisboeta cubra os seus prejuízos que nunca se contam por menos de vários milhões. Urbaniza cada vez menos e quando tal acontece colecciona processos dos clientes. Pauta-se também por não fazer nada que a distinga da mais desinspirada empresa de construção civil como facilmente se confirma ao descer a Av. das Forças Armadas ou visitando o Martim Moniz. Mas a EPUL existe e existirá enquanto a sustentarmos. Autarca algum mesmo que o deseje dificilmente conseguirá extinguir este monstro. À primeira tentativa enfrentaria não só a oposição corporativa de todos aqueles que se sentissem lesados nos seus interesses por esta extinção, como, vinda sabe-se lá donde, surgiria imediatamente um campanha sobre o papel crucial da dita EPUL no preservar da cidade da voracidade dos investidores imobiliários e outras patetices quejandas que não têm qualquer tradução prática, mas alimentam muita campanha a favor do papel do Estado. E depois o monstro não faz nada, mas dá colocações, cargos, influências, carros de serviço, lugares invejados. Afinal, bem vistas as coisas, o monstro não serve para nada. Mas serve-nos. Basta que sejam os nossos que estejam lá.
Pelo país todo monstros como a lisboeta EPUL sugam-nos até ao tutano. Mas que fazer? O filho do senhor do talho que se tornou vegetariano e fez um curso de computadores, mais a namorada que é psicóloga, a prima que é engenheira de relvados e aquele rapaz porreiro do call center que se tornou administrador, para todos eles e para todos os outros o sonho é, como dizem satisfeitas as famílias dos admitidos, “encostar-se” ao Estado, à câmara, ao instituto, à direcção regional, ou seja, a estes monstrinhos que não se sabe o que fazem, mas dão muito a ganhar.
Em qualquer cidade de província ou vila é fácil reconhecer os “encostados”, pois eles tornaram-se na nova aristocracia local. Nas mesmas terras onde os seus avós semianalfabetos tinham como objectivo não aturar mais patrões, o sucesso dos netos licenciados em saberes etéreos passa agora por um lugar influente nas estacas desse pantanal assente numa rede de leis, regulamentos e disposições sempre cheios de omissões onde se cruzam os dinheiros e os poderes públicos com os interesses dos privados. Arranjar um “encosto” é muito mais do que ter um lugar de decisão no Estado. Graças a ele consegue-se uma espécie de via verde para aceder a outros serviços onde outros encostados decidem agrupamentos escolares, acessos a hospitais, lugares nos centros de dia, mais vagas nas secretarias…
Portugal hoje é isto: um país que empobrece, que não ganha para sustentar o seu Estado e em que a única saída possível parece estar não na alteração desta forma de viver, mas sim no conseguir fazer parte dela. Ter um “encosto” é o sonho de qualquer um e mesmo no sector privado o sonho é trabalhar por encomenda dos encostados e protegido pelos encostados. A única coisa que perturba o mundo do encosto é a mudança. Os encostados, as famílias dos encostados, os privados que fazem negócios com encosto e que precisam do aval dos encostados… ou seja, os portugueses na sua quase totalidade não só querem, mas sobretudo precisam que tudo se mantenha como está. É esse o seguro de vida política de gente como José Sócrates e Alberto João.
Porra, mas será que os portugueses estão a hibernar? Parece que sim, o país tem um 1º ministro e os ministros que merece, olhemos para os nossos amigos gregos aquilo é que é revolta, cá está tudo bem. No futuro vamos ter uma geração de gente inculta.
Será este o futuro que os portugueses querem?Paulo Campos admitiu isenção para residentes
Via do Infante pode ser paga antes das obras da EN 125
O secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, admitiu esta sexta-feira no Algarve que as portagens na Via Infante podem chegar ainda antes de terminada a requalificação da EN-125, mas garante isenção para todos os residentes.
"Se a decisão da introdução de portagens passar a ser antes do que aquilo que estava previsto, passará sempre a ser garantida a isenção de portagens para aqueles que vivem e trabalham no Algarve, porque dessa forma é que asseguraremos o requisito fundamental, nomeadamente a discriminação positiva", declarou Paulo Campos.
À margem da cerimónia de inauguração da Variante Norte de Loulé à EN-270, o secretário de Estado admitiu que introduzir portagens na Via Infante (A22) se trata de uma medida "que nenhum Governo gosta de tomar" e que é tomada em "condições excepcionais".
"É uma medida necessária e sobretudo justa. É uma questão de justiça, quando verificado um conjunto de pressupostos", disse o governante, acrescentando que as portagens só chegam depois de "reunidos um conjunto de premissas".
"Estamos neste momento a avaliar esses contextos de forma a poder anunciar aquilo que são as decisões relativamente ao Algarve", concluiu.
Fonte: CM
Vou é morar para a Espanha, ao menos lá não existe a roubalheira que existe cá.