O Estado do País

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Se fosse só esse que estivesse à beira da falência... Consta-me que há mais no Algarve que estão por um fio... Esperemos até 2012 ou 2013, até lá saberemos se as bombas rebentam ou não...
 
Em Portugal, fecham-se escolas e serviços públicos de saúde, falta dinheiro para restaurar os monumentos, anulam-se disciplinas do Ensino Secundário para poupar uns trocos, mas nas «vacas sagradas» dos partidos ninguém toca. Se há reforma urgente que o país precisa é a do mapa do poder local, com a extinção de pelo menos metade das freguesias e de um quarto a um terço dos concelhos. Chegou-se ao ridículo de termos freguesias minúsculas com menos de 500 habitante! E quem diz câmaras e juntas, diz governos civis, institutos, observatórios, fundações, cargos de ministérios, etc.

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Em declarações à agência Lusa, o presidente dos Autarcas Sociais Democratas (ASD) afirmou que o pagamento em causa decorre de obrigações legais que o Governo não assumiu no início do Orçamento do Estado 2010 e que levou a Assembleia da República a rectificar a situação para providenciar que os autarcas recebessem legitimamente as remunerações pelo serviço que prestam às populações.

“Agora vir dizer que não há dinheiro para pagar aos presidentes de junta que exercem a tempo inteiro, nas juntas que têm mais de cinco mil habitantes, aquelas que têm muitas solicitações e muito trabalho diário para resolver, é completamente inacreditável”.

Para Manuel Frexes, o Governo não está a cumprir as suas próprias leis, incluindo a Lei das Finanças Locais, que aprovou sob a contestação dos autarcas de todas as sensibilidades políticas.

O autarca, que preside à Câmara do Fundão, aponta duas “soluções fáceis” para resolver o problema dos ordenados: “Se não há dinheiro e estamos a falar de quantias irrisórias (5,1 milhões de euros) e cada unidade orgânica do Governo cortasse num assessor, seguramente que dava para pagar a todos os presidentes de junta e ainda sobrava muitíssimo”.

Outra proposta que acredita poder ajudar a resolver este problema é incluir no mesmo diploma toda a remuneração de titulares de cargos políticos.

“O secretário de Estado [da Administração Local], ao dizer que não quer ou não tem dinheiro para pagar aos presidentes de junta, a primeira coisa que devia pensar é que não estando a remunerar um cargo político, o seu cargo político está em risco. Também não devia ser pago, porque deve haver o princípio da igualdade”.

“Deveria haver um diploma unificador onde todos os cargos políticos fossem remunerados. Não se compreende que, sistematicamente, tentem cortar nas câmaras municipais e nas juntas de freguesia, porque é a parte mais fraca, mais fácil”, acrescentou Manuel Frexes.

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, manifestou já também “total solidariedade” para com os presidentes de junta em regime de permanência que este ano ainda não receberam as respectivas remunerações.

O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Armando Vieira, denunciou a situação, tendo motivado um coro de críticas ao Governo e reacções por parte dos partidos da oposição.

O Governo justificou-se dizendo estar à espera que a Assembleia da República fixe os critérios de distribuição da verba para pagamento destes autarcas, porque a quantia prevista no orçamento é insuficiente para pagar a todos.


http://www.publico.pt/Política/auta...a-de-pagamento-a-presidentes-de-junta_1453325

"Se há reforma urgente que o país precisa é a do mapa do poder local, com a extinção de pelo menos metade das freguesias e de um quarto a um terço dos concelhos. Chegou-se ao ridículo de termos freguesias minúsculas com menos de 500 habitante! E quem diz câmaras e juntas, diz governos civis, institutos, observatórios, fundações, cargos de ministérios, etc."

Nao conhezo moito a situaçáo portuguesa mais acho que esto que dize nao é viavel.

Sem duvida, o sentido común diz que é esto que se deve fazer, que é esto o que ten sentido, sen duvida é esto o que o mondo do S.XXI precisa.

Mais, esqueceu una coisa, tras as estadísticas e numeros ha persoas e historias, e culturas e subre tudo..........SENTIMENTOS.

Esto mesmo acontece no Norte de España, subre tudo en Castilla y León, que mesmo tenhe un 8% da poboaçao e un 25% dos concelhos de España (2000 de 8000), e esa poboaçao fica mitade de ela en 10 concelhos grandes.

Vou dar un exemplo.

A provincia de SORIA (onde nasce o rio Douro) é mesmo a provincia mais despoboada de tudo o país, mais de 10.000 kms2 (mesmo que o DISTRITO DE BEJA) e 90.000 pesoas, con densidade de menos de 10 hab/km2.

500 pueblos e 183 CONCELHOS.

1 CONCELHO POR CIMA DE 10.000 HAB.
2 CONCELHOS ENTRE 5000 E 10.000 HAB.
10 CONCELHOS ENTRE 1000 E 5.000 HAB.

1º Soria 39.528
2ª Almazán 6.006
3ª Burgo de Osma 5.258
4ª Ólvega 3.749
5ª San Esteban de Gormaz 3.314
6ª Ágreda 3.293
7ª San Leonardo de Yagüe 2.340
8ª Golmayo 1.924
9ª Covaleda 1.919
10ª Arcos de Jalón 1.782
11ª Duruelo de la Sierra 1.313
12ª Berlanga de Duero 1.021
13ª Vinuesa 1.003

13 CONCELHOS TEN 70.000 HAB.

OS OUTROS 170 CONCELHOS TENHEN OS 20.000 HAB. QUE RESTAN.

DE ESES SÓ 5 CONCELHOS DE 500 A 1000 HAB.

100 CONCELHOS DE MENOS DE 100 PESOAS, HA CONCELHOS DE 10 OU 12 OU 15 PESOAS.:disgust:


MAIS

Eses concelhos tenhen historia, tradiçoes, costumes, habitos, OS AVOS FICAN NO CEMENTERIO DE ESES CONCELHOS.

Cando falamos de tudo esto sempre olhamos para as estadisticas e os numeros, e o sentido común e a razao diz o que vose dizera, que esto nao pode ficar no mesmo jeito.

Mais a organizaçao territorial ven da Edade Media, de acordo que nao podemos na ALDEIA GLOBAL DO S.XXI regir por modos medievais.

Eu fico de acordo con tudo o que vose dizera.

Mais tras a razao, o sentido común, a económia, os novos designios da ALDEIA GLOBAL, fican pesoas e tradiçaoes.

Nao ha problema mais dificil de solucionar que un problema con componentes sentimentais.
 
Como estamos no foro de meteorología e natureza, vou darlhe o exemplo de un concelho de esa provincia que ten A MAIS IMPORTANTE FLORESTA DE JUNIPERUS THURIFERA DA EUROPA.

É una floresta onde as juniperus thurifera atinguen 15 metros, con porte de árvore, moito famosa, declarada de interés comunitario.

O concelho chamase CALATAÑAZOR.

Ainda mais da melhor floresta de juniperus thurifera de Europa, o concelho ten moita relevancia historica:

fora asentamiento celtico, despois romano, despois visigodo.
No ano 1002 li fora vencido e morto o caudilho árabo Almanzor.

Ten moita relevancia artística

igreja romanica
ermita románica
castelo medieval

Tudo o pobo é medieval.


HOJE A SITUAÇAO É ESTA

Superficie: 65 kms2

Poboaçao: 64 hab.

NEM CHEGA A 1 hab/km2.


Entao, ainda eu nao acho, nem conhezo o que poder fazer con eso.

A lógica NEOLIBERAL DA ALDEIA GLOBAL DO S.XXI diz que ese concelho nao ten futuro nenhum, ainda a maioria das pesoas sao velhos.

Económicamente nao ten importancia nenhuma.

Mais ese concelho é:

Historia: fora vencido Almanzor, o maior general árabo história da peninsula no tempo da ocupaçao islámica.

Arte: una igreja románica medieval, una ermita románica medieval, castros dos celtas, e restos dos romanos, e un castelo medieval moito bó (mais en proceso de ruina).

Natureza: o melhor sabinar da Europa, con juniperus thurifera inmenso de porte de árvore e moito ben conservados.


Acho que en PORTUGAL ha concelhos onde acontece mesma coisa, con grande importancia histórica e artística e con grande importancia da natureza.


TEMOS QUE DEIXAR PERDER TUDO ESO?

Esa é a lógica dos políticos que nao preocupan eses concelhos, pois nao ha apenas votos electorais.

Mais, o mondo nao é só economía, nem rentabilidade, é moitas coisas mais.
 
Esqueceu outra coisa.

UN PROBLEMA POLÍTICO-ADMINISTRATIVO.

MOITOS DE ESES CONCELHOS E FREGRESIA TENHEN FOROS MEDIEVAIS.

Os reis medievais davan foros aos concelhos para ter liberdade frente aos nobles e a administraçao.

FORO DE MONSARAZ FOI DADO AO CONCELHO DE REGUENGOS DE MONSARAZ NO S.XIII

Si vose faz desaparecer ese concelho portugués estaria a fazer una coisa moito perigrosa pois mesmo quer dizer que

NA REPUBLICA PORTUGUESA DO S.XXI HOUVERA MENOS LIBERDADE QUE NO TEMPOS DOS REIS DO S.XIII.

Si fazemos eso con os concelhos mesmo eso quer dizer, mesmo eso ja tentaram en algunas áreas de España e os vizinhos dos povos lembraran dos foros medievais e eles perguntavan mesmo eso.

O ESTADO ESPAÑOL DO S.XX TEN MENOS LIBERDADE QUE OS REIS MEDIEVAIS?



OS FOROS MEDIEVAIS DE MOITOS CONCELHOS DAVAN LIBERDADE AS PESOAS E AOS POVOS, SE NO S.XXI VAMOS DEIXAR SEN AUTONOMÍA MUNICIPAL FICAREMOS MOITO PEOR QUE AQUELES REIS OU MESMO MOITO PEOR QUE OS DICTADORES.
 
Lisboa ficou com quase todos fundos para modernizar Estado

O Governo negociou com Bruxelas a possibilidade de investir fundos do Norte, Centro e Alentejo na modernização da máquina do Estado lisboeta, mas a autorização está a ser levada ao extremo: a larga maioria do dinheiro não sai da capital. O resto do país pouco recebe.

A Administração Pública Central (Governo ou institutos públicos, por exemplo) vai receber 177,7 milhões de euros de fundos europeus para financiar a sua modernização. O dinheiro foi dado por Bruxelas às regiões mais pobres (Norte, Centro e Alentejo), mas é Lisboa quem mais beneficia, ao abrigo de uma excepção à regra negociada entre o Governo e a União Europeia, conhecido como o efeito "spill-over", ou efeito difusor (ver explicação ao lado).

Lisboa recebe verbas por duas vias, diz o Observatório do QREN, o envelope de fundos estruturais: primeiro, através de projectos interpostos por exemplo por direcções-gerais ou institutos públicos, a executar só na capital - o que renderá 109 milhões de euros; segundo, de candidaturas em conjunto com as regiões pobres, pelo que irá ter 28 milhões - mais de metade do aprovado, conclui-se a partir do relatório de execução de 2009 do Compete, o programa financiador. No total, Lisboa receberá 137 milhões de euros - três quartos das aprovações.

O Norte, Centro e Alentejo receberão a parte que lhes cabe dos projectos com Lisboa: 25,6 milhões de euros, a dividir pelas três. Meteram também projectos sem a participação de Lisboa, promovidos (todos menos um) por universidades e unidades de saúde, com autonomia. Dos 177,7 milhões de euros, diz o Observatório do QREN, as três regiões receberão, em candidaturas isoladas, 15,5 milhões. No total, as candidaturas envolvem 41 milhões em fundos.

Governo fala de legalidade

O JN questionou a Secretaria de Estado da Modernização Administrativa sobre a razão pela qual tem concentrado investimentos na capital, em vez de desconcentrar as infra-estruturas, aplicando o dinheiro noutras regiões; e, também, se entende que os fundos deviam ser usados só em investimentos que discriminam positivamente as três regiões, em vez de financiar projectos destinados ao país no seu todo, por norma pagos pelo Orçamento de Estado.

Em resposta, fonte oficial disse apenas estar a cumprir a lei: "A atribuição de fundos comunitários, no âmbito do SAMA (Sistema de Apoios à Modernização Administrativa), decorre no cumprimento escrupuloso do que foi acordado com a União Europeia", disse. A legalidade efeito "spill-over" está a ser contestada nos tribunais pela Junta Metropolitana do Porto, mas ainda não há qualquer decisão final.

"Escandaloso", diz-se a Norte

A concentração em Lisboa destes investimentos foi contestada, a Norte. "A confirmarem-se os dados é, no mínimo, escandaloso. Mais uma vez, Lisboa está a modernizar-se, dizendo que o resto do país não existe", acusa António Marques. O presidente da AIMinho questiona o porquê de investimentos de carácter nacional serem feitos com recurso a verbas originalmente dadas para beneficiar apenas três regiões. As verbas destinam-se a "diminuir o fosso entre as regiões mais pobres e as mais ricas", disse.

Em vez disso, as "decisões cada vez mais centralizadas" tomadas pelo Executivo contrariam um discurso oficial descentralizador. "Falar de descentralização é falar de competências e estas medidas não só retiram competências às regiões como levam recursos humanos para Lisboa". Garante que "o país está cada vez mais centralizado" e teme que a regionalização, de que é defensor, só seja feita "quando já não houver fundos".

O gestor do Programa Operacional do Norte, o ON.2, aponta o dedo à concentração do Estado em Lisboa. Mário Rui Silva admite como "natural" alguma concentração na capital, mas entende que, "em Portugal, é excessiva", atendendo à "expressão muito reduzida dos serviços da administração central fora da capital".

A opinião é partilhada por Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. "Se não for contrariada, a Administração Pública funciona numa lógica de centralismo, com uma justificação: se apostar numa única região, consegue mais sinergias, entrando num círculo vicioso: quanto mais investe, maiores as sinergias, logo mais investe. Enquanto isso, a periferia desaparece", lamenta, acusando os autarcas da região de não terem uma reacção organizada. "É uma vergonha", diz.

Onde vai parar o dinheiro?

Os fundos comunitários só comparticipam parte do investimento; o resto é entregue pelo promotor da candidatura. Como, neste caso, se trata do Estado, a segunda parte é paga com os impostos.

Os 140 projectos aprovados até Junho implicam um investimento de 391 milhões de euros, 178 milhões dos quais oriundos da União Europeia e 213 milhões do Orçamento de Estado, diz o Observatório do QREN.

Perguntas e respostas

O que é o efeito "spill-over"?
É o argumento usado para investir em Lisboa dinheiro dado às três regiões. Diz o Governo que certos investimentos feitos na capital ajudam a desenvolver o resto do país, pelo que as regiões mais pobres desenvolvem-se mesmo quando o dinheiro é aplicado em Lisboa. É o "efeito difusor", ou de "spill-over", sobre o resto do país. O raciocínio tem sido contestado por várias entidades, a Norte.

O que é o SAMA?
O Sistema de Apoios à Modernização Administrativa, do Estado, é uma das alíneas que admite investimentos em Lisboa, apesar de os fundos se destinarem ao Norte, Centro e Alentejo. É o que tem recebido mais dinheiro.

Que outros investimentos podem ser feitos em Lisboa?
A cláusula de "spill-over" também pode financiar acções de inovação e desenvolvimento cujos principais promotores estejam nas regiões mais pobres, mas que incluam um parceiro de Lisboa; e formação profissional para a Função Pública. É sempre obrigatório descrever de que forma um investimento em Lisboa contribuirá para desenvolver as regiões.

Que razões têm sido dadas?
A justificação invocada é semelhante na maioria dos projectos: que o investimento irá beneficiar todo o país e, portanto, as regiões mais pobres. Os documentos não dizem, contudo, por que razão o investimento tem que ser feito em Lisboa e não em alguma outra região do país.

Há limite ao dinheiro a desviar?
Não está definido. O Governo tanto pode não meter mais projectos (no primeiro semestre, de aperto orçamental) não foram aprovadas novas candidaturas), como pode aproveitar toda dotação do Eixo IV - Administração Pública Eficiente e de Qualidade, de quase mil milhões de euros: 685 milhões de fundos estruturais e o resto do Orçamento de Estado.

Quem financia os projectos de âmbito regional?
O Compete financia projectos promovidos pela Administração Central. As candidaturas de municípios ou associações inter-municipais, ou até entidades do Governo mas de âmbito exclusivamente regional, são apoiadas pelos programas regionais.

Projectos aprovados no Norte
No Norte, seis entidades pediram sete financiamentos; o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto interpôs duas candidaturas, para investir no Porto e Peso da Régua (406 mil euros de fundo deverão propiciar um investimento de 581 mil); as universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real) e do Porto, a par do Politécnico do Porto (ambos na Invicta), viram aprovado um financiamento de quatro milhões de euros, para um custo total de 5,8 milhões, que será sobretudo gasto no Porto; em Valongo, o Hospital de Nossa Senhora da Conceição vai aplicar 1,5 milhões de euros, indo receber um milhão da Europa; por último, o laboratório de Energia e Geologia, de Matosinhos, receberá 525 mil € para financiar um projecto de 750 mil. Quase todos os projectos serão feitos no Grande Porto.

E no Centro e Alentejo?
No Centro, os projectos estão mais descentralizados. Estão previstos investimentos em Coimbra (a Universidade e o hospital psiquiátrico receberão 3,5 milhões de euros, para um custo de quase cinco milhões); o Hospital das Caldas da Rainha recebeu um financiamento de 1,3 milhões de euros (investimento de 1,850 milhões); em Castelo Branco, o Hospital Amato Lusitano vai investir 3,5 milhões, com 2,4 milhões de fundo; na Covilhã, a Universidade receberá 472 mil euros para uma despesa de 674 mil euros; e o Politécnico de Leiria terá direito a 1,3 milhões, para financiar um investimento de 1,9 milhões. O Alentejo só viu uma candidatura aprovada, iniciativa da Universidade de Évora, que deverá receber uma comparticipação de 393 mil euros para um investimento de 561 mil.

JN

Eu não consigo comentar esta notícia, corro o risco de ser expulso do fórum, a revolta é imensa :disgust::disgust::disgust:
 
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A empresa RPP Solar, de Abrantes, está a recrutar trabalhadores e, segundo o anunciado, para empregos muito qualificados de Directores e Engenheiros. O seu propósito é o fabrico de painéis solares e a oferta de "soluções integradas".
Trata-se de um projecto de grande ambição e acarinhado pelo Governo como um PIN ("Projecto de Interesse Nacional"), o que lhe garantiu o enquadramento no QREN e o acessos aos correspondentes fundos públicos e comunitários: para já, 128 milhões de €, dos quais 58 M€ em "incentivos financeiros", ou seja, subsídios directos.
A RPP Solar teve também o generoso contributo da Câmara de Abrantes, que lhe terá vendido por apenas 100 mil € o terreno para a fábrica, terreno que custara à Câmara 10 vezes mais. O Presidente da Câmara que promoveu essa generosa contribuição foi, após o termo do seu mandato, recrutado pela RPP Solar "ainda sem saber para fazer o quê", mas compreende-se que com tantos empregos a criar e com os 58 M€ garantidos pelo nosso Governo para os sustentar, haja sempre lugar para mais um (só essa verba dá para sustentar os 1900 trabalhadores por ano e meio, pelo menos!).
O projecto, que se diz implicar um investimento total à volta de 1000 M€, é protagonizado pelo empresário Alexandre Alves, o famoso "Barão Vermelho" que foi presidente do Benfica e da há muito desaparecida por falência Fábrica Nacional de Ar Condicionado (FNAC) e se queixa amargamente da pequenez dos subsídios públicos conseguidos, invocando o facto da fábrica de Moura que foi construída nessa vila como "contrapartida" da mega-central solar de Moura ter sido co-financiada pelos contribuintes portugueses a 50%! E diz que só lhe deram esse dinheiro "porque não tem maricas na empresa"...
Segundo parece, os 1000 milhões de € que diz que vai investir na RPP Solar são assegurados, segundo o "Barão Vermelho", por financiamento bancário "além de capitais próprios gerados, sobretudo na actividade imobiliária onde apostou forte nos últimos dez anos, quer em Portugal quer em Espanha".
Esta iniciativa do "Barão Vermelho" revela um notável espírito inovador mas, quanto aos tais capitais gerados pela actividade imobiliária ele terá, ao que parece, alguns problemas com a justiça, segundo revela o Correio da Manhã de hoje. Isso e a falência recente de uma firma sua será o que suscita as atenções da PJ...

Ora os mais jovens nunca terão, talvez, ouvido falar do "Barão Vermelho", que adquiriu este cognome não só por ter sido Presidente do Benfica no início dos anos 90 mas sobretudo por conciliar, ao que constava, o ser capitalista com ser membro do PCP, o que lhe dava acesso nos anos 80, como a outros capitalistas comunistas de que conheci alguns, a negócios privilegiados com as então marxistas-leninistas ex-colónias portuguesas. Os mais jovens não o conhecerão, mas há quem se lembre, como evoca aqui o Ecotretas!
A FNAC faliu num processo que muita gente na altura (há 20 anos) considerou fraudulento, mas o "Barão Vermelho" não foi condenado, pelo que me preocupa mais a razão de fundo da falência da FNAC que os pormenores jurídicos do caso.
Ora eu lembro-me bem dos aparelhos de ar condicionado da FNAC que tinha, na altura, o prático monopólio do mercado nacional, numa época em que ainda não estávamos na União Europeia e este mercado era fechado. Depois apareceram no mercado os aparelhos de ar condicionado japoneses, muito mais silenciosos, económicos, eficientes e com controlo electrónico, e evidentemente a FNAC nunca mais vendeu nada! Lembro-me também de um colega que projectava instalações eléctricas me contar que os japoneses, quando decidiram atacar o mercado português, terem convidado os projectistas como ele para uma semana no Brasil onde lhes explicaram as suas condições, que incluíam prazos de pagamento a 6 meses - o que os deixava deliciados, habituados como estavam às condições severas da FNAC...

Mas pode ser que o "Barão Vermelho" tenha aprendido com isto tudo e agora o projecto corra bem, quem sabe!...
A minha curiosidade preocupada, de facto, é sobre outra coisa:
- Dados estes subsídios chorudos do nosso Governo ao fabrico de painéis solares em Portugal, não vai haver contrapartida nos respectivos preços de venda? E admitindo que sim, não vai haver descida nas tarifas pagas aos produtores de energia solar? Ou vamos ter de pagar, nós os contribuintes, o fabrico dos painéis e depois também a energia solar aos preços exorbitantes tarifados, confirmando a constituição da 2ª vaca leiteira que anunciei aqui?


http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/2010/06/os-1900-empregos-criados-pela-energia.html
 
Lisboa ficou com quase todos fundos para modernizar Estado



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Eu acho que ías correr se fosses dizer o mesmo que eu...
 
Lisboa ficou com quase todos fundos para modernizar Estado



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Nao é boa noticia, mais si vose fica mais tranquilo pode pensar que eso acontece en tudos os países.

Eu conhezo Irlanda e ha una grande diferencia entre Dublín e áreas do interior irlandés.
En Italia vose pode olhar para Roma e tamben para O Sul, Calabria e Sicilia.

En España vose pode olhar para Madrid (e tambén Barcelona) e tudas as áreas que fican perto Portugal, como Salamanca ou Ourense ou mesmo Zamora, onde ás areas do Occidente da provincia (as que fican perto Braganza) ten un desenvolvimento ainda inferior a media de paises como Rumania ou Bulgaria, mesmo si vose olha para as estradas de Zamora pode pensar que sao estradas da Albania, mentras Madrid ten boas estradas de moitos carriles, e bós aeroportos. Zamora mesmo parece ficar no terceiro mondo, e mesmo asim moitas areas de Extremadura.

Nao é grande consuelo, mais nao é exclusividade portuguesa que os dinheiros fiquen na capital do país, practicamente acontece en quasi tudos os países do mondo.
 
Nao é boa noticia, mais si vose fica mais tranquilo pode pensar que eso acontece en tudos os países.

Eu conhezo Irlanda e ha una grande diferencia entre Dublín e áreas do interior irlandés.
En Italia vose pode olhar para Roma e tamben para O Sul, Calabria e Sicilia.

En España vose pode olhar para Madrid (e tambén Barcelona) e tudas as áreas que fican perto Portugal, como Salamanca ou Ourense ou mesmo Zamora, onde ás areas do Occidente da provincia (as que fican perto Braganza) ten un desenvolvimento ainda inferior a media de paises como Rumania ou Bulgaria, mesmo si vose olha para as estradas de Zamora pode pensar que sao estradas da Albania, mentras Madrid ten boas estradas de moitos carriles, e bós aeroportos. Zamora mesmo parece ficar no terceiro mondo, e mesmo asim moitas areas de Extremadura.

Nao é grande consuelo, mais nao é exclusividade portuguesa que os dinheiros fiquen na capital do país, practicamente acontece en quasi tudos os países do mondo.

Duero, concordo com o caso da Irlanda, e esqueceste a Grécia!

Mas discordo do que dizes de Itália, há muitos pólos de desenvolvimento, em especial no Norte do país. O facto de no passado a actual Itália ter sido um rendilhado de repúblicas, estados papais ou cidades-estado tenha ajudado a isso. A Holanda, pelo contrário, é um país muito descentralizado, tal como a Alemanha Ocidental ;)
 
Duero, concordo com o caso da Irlanda, e esqueceste a Grécia!

Mas discordo do que dizes de Itália, há muitos pólos de desenvolvimento, em especial no Norte do país. O facto de no passado a actual Itália ter sido um rendilhado de repúblicas, estados papais ou cidades-estado tenha ajudado a isso. A Holanda, pelo contrário, é um país muito descentralizado, tal como a Alemanha Ocidental ;)

Sim, mesmo Grecia é así, esquecí mais nunca lá estive, mais acho que mesmo é asim.

Italia ha una grande diferencia do Norte, un área moito "centroeuropea" en moitos sentidos (mesmo meteorológicamente), Roma, e o Sul, o que eles chaman o Mezzogiorno, onde Sicilia e Calabria fican como regioes moito pobres no ámbito europeo.
Mesmo cando Yugoslavia desapareceu, Eslovenia fora mais desenvolvida que Sicilia e Calabria (e era un estado comunista). Hoje Eslovenia é un país desenvolvido, mais Calabria e Sicilia nao sao moito desenvolvidas.

Alemanha sim, concordo.
Mais Holanda nao conta para estos casos, pois Holanda nao é un "país", é un concelho un pouco grande. Eu estive lá e de una ponta a outra fora una hora e media ou dois horas en ferrocrarril, nao lembro agora, mais é un país moito pequeno, e mais importante..........UN PAIS TUDO POBOADO. Ten poboaçao en tudo o país, en Holanda nao ha locais sem poboaçao, nem "marginais". Nao ha en Holanda locais como o Noreste Portugues, o Alentejo onde ha locais con menos de 10 hab/km2.
Holanda acho que tudos os locais ten mais de 100 hab/km2, nao ha áreas de aldeias de montaña onde só moran velhos, nem areas onde nao fica practicamente ninguen.
Cando eu estive por lá, olhei para una coisa, no ferrocarril vose sempre pode ver casas, sim.
Nao lembro un momento, un bocadinho, onde eu nao olhara por a janela e nao olhara para casas, mais lonje ou mais perto, a paisagem fora asim:

tulipaos, unos poucos árvores, praderas, una vaca e unas casas, mais aos 3 ou 4 kms ja ficabamos en un pobo grande, e moito perto una cidade grande, mesmo parecia que sempre havia casas, nao havia local "salvagem" nenhum.

Nao havia en Holanda un local onde a natureza fora verdade, ata o arvore ficara lí por o home.

Nao podemos comparar un país asim con outros paises.

Tudo urbano, os parques sao parques feitos por o home, onde tudo é controlado, as aves, os animais, nao sao parques naturais selvagems, nao tenhen animais "perigrosos" como o lobo, ou o urso, ou os linces, nada de natureza, sao parques urbanos fora da cidade, tudo "humanizado" e con moita poboaçao.
 
Há uns tempos li uma pequena reportagem sobre o problema dos solos em Portugal. Consta que alguns jovens empresários tentaram arrendar terrenos no Norte do país para fazer investimentos agrícolas e que não conseguiram encontrar nada, pois os proprietários ou se recusavam a arrendar ou então pediam preços exorbitantes. Parece que muitos donos de terrenos vivem na ilusão de vender as propriedades a construtores, e por isso abandonam.

Adquirir um terreno em Portugal é uma aventura. Muitas das propriedades não têm dono porque os herdeiros não se entendem, os preços são elevadíssimos e os proprietários, mesmo com os terrenos abandonados há décadas, recusam-se frequentemente a vender. Para além disso, o mercado de arrendamento é praticamente inexistente.

Ora esta é uma questão que merecia muita atenção por parte do Estado. Para termos produção precisamos de um mercado fundiário dinâmico.

Mais de metade do país não pode continuar indefinidamente «encravada».
 
Na Universidade de Verão do PSD
O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, saiu-se com esta "anedota" há dias em Castelo de Vide: "Costumo dizer q a igreja precisa mto das mulheres... senão quem é q fazia as limpezas?!" Os jovens laranjinhas aplaudiram.
Sem comentários...


http://correiopreto.blogspot.com/2010/09/na-universidade-de-verao-do-psd.html
 
Ecofin adopta veto aos orçamentos nacionais

Antes de chegar aos parlamentos nacionais, o Orçamento de cada país terá de passar no crivo de Bruxelas.

Os ministros das finanças da UE acabam de aprovar o novo sistema de coordenação orçamental na UE que vai permitir ao Conselho Ecofin validar ou vetar uma orientação de política nacional a inscrever no orçamento antes de este ser sujeito à aprovação parlamentar.

A partir de 2011, o governo vai ter de reportar a Bruxelas as suas intenções orçamentais para o ano seguinte no mês de Abril, incluídos os seus planos no Programa de Estabilidade e Crescimento e no Programa Nacional de Reforma. A avaliação feita pelos parceiros no mês de Junho permitirá ao governo ‘corrigir o tiro' a tempo de o apresentar ao parlamento nos meses seguintes.

Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, saudou o acordo em Estrasburgo, diante dos eurodeputados, notando que agora "no inicio de cada ano vamos juntar-nos para preparar os nossos orçamentos. É assim que se controi uma governação económica na Europa", frisou.

Fonte: Diário Económico



Risco de Portugal bate recorde histórico

Os investidores nunca exigiram tanto para comprar dívida portuguesa em vez da alemã.

O prémio, ou ‘spread', das obrigações do Tesouro português a 10 anos face às ‘bunds' alemãs da mesma maturidade subiu hoje 15 pontos para 351 pontos base, um novo máximo histórico. O anterior, de 346 pontos base, datava da sexta-feira negra de 7 de Maio, o pico da crise da dívida soberana na Europa.

O mercado de dívida soberana está novamente a viver um dia intenso com os investidores a penalizaram os países do Sul da Europa e a refugiarem-se nos títulos de dívida alemã.

A ‘yield' das obrigações do tesouro (OT) a 10 anos da República Portuguesa está hoje a subir 9 pontos base para os 5,74% e os ‘credit default swap' (CDS), em dólares, sobre as OT a 5 anos estão a escalar 7% para os 318,05 dólares.

De acordo com dados da consultora CMA Vision, os CDS (uma espécie de produtos financeiros que seguram o seu titular de um eventual incumprimento do emitente da obrigações) sobre a dívida portuguesa são os que registam a maior subida do mundo.

Além disso, os técnicos da CMA Vision colocam Portugal no "top 10" dos países com maior probabilidade de entrar em incumprimento, conferindo uma probabilidade de 23% de isso vir a suceder.

Recorde-se que amanhã o IGCP, a autoridade responsável pela gestão da tesouraria do Estado, realizará um leilão da OT 5,45% Setembro 2013 e da OT 3,85% Abril 2021, num montante indicativo global entre 750 e 1.250 milhões de euros.

A ‘yield' dos títulos de dívida nacional a 3 e a 10 anos estão a subir há cinco sessões consecutivas e hoje estão a cotar nos 3,776% e 5,742%, respectivamente.

Alemanha como refúgio

Do lado oposto encontram-se as OT a 10 anos alemã (‘bunds)' que voltaram a registar uma queda acentuada da sua ‘yield', estando a negociar com uma queda de 6 pontos base e a cotar nos 2,275%.

Este movimento contrário das OT portuguesas face às ‘bunds' está a contribuir para que o diferencial da ‘yield' entre os dois títulos de dívida esteja no valor mais elevado de sempre (351 pontos), superando o máximo histórico alcançado a 7 de Maio de 2010, dois dias antes da União Europeia anunciar o gigantesco fundo de 750 mil milhões de euros para ajudar os países da zona euro em maior dificuldade, quando o ‘spread' entre as duas dívidas atingiu os 348,8 pontos.

Isto significa que os investidores estão a exigir 2,5 vezes mais ao Estado português para comprarem dívida nacional em vez de dívida alemã.

A corrida aos títulos de dívida alemã está a ser impulsionado por algumas preocupações acerca da recuperação da economia da zona euro e de algumas fragilidades no sistema bancário, com particular enfoco sobre as instituições que detém uma grande quantidade de obrigações soberanas dos países do Eurosistema.

De acordo com um registo realizado pela Bloomberg News em Maio, as maiores instituições financeiras europeias detinham nos seus cofres 134 mil milhões de euros de obrigações soberanas da Grécia, Portugal e Espanha.

Fonte: Diário Económico
 
Moody’s atribui rating A3 à CP

A Moody’s atribuiu hoje um rating A3 à CP, adiantando que o a empresa tem um Outlook “estável” para o futuro. Segundo a agência de notação americana, o “rating” da operadora ferroviária assenta sobretudo no facto de ser uma empresa pública, com “alta probabilidade de receber apoios governamentais”.

É a primeira vez que a Moody’s atribui “rating” à CP, cujo crédito a Moody’s coloca em 17 numa escala de 1 a 21 em termos de risco.

A agência diz que cerca de 20% das receitas da empresa são provenientes do Estado, e realça que tem um “quase monopólio” das operações ferroviárias em Portugal, sendo que, segundo a agência a empresa tem uma presença forte nas regiões de Lisboa e Porto.

No entanto, a Moody’s recorda que a empresa tem uma dívida elevada e não é rentável.

Jornal de Negocios
 
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