O Estado do País

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Jamais alguém de esquerda acusaria uma minoria de cidadãos dentro de um país, que profetizam outra religião, de "baixarem a inteligência colectiva da sociedade Alemã".[/

E acho que esto é verdade, baixar a inteligencia mais tamben baixar o alma humana.

Eu gosto da historia, as opinioes nao ten moito valor mais sim os feitos:

O IMPERIO ROMANO fora feito con esclavos, sim, mais:

-fizeram calzadas que comunicaram tudo o territorio

-fizeram acueductos para levar a agua (o melhor é o acueducto de SEGOVIA, en uso ata os anos 40s do S.XX).

-fizeram OS PRIMEIROS BARRAGEMS DA PENINSULA: o primeiro barragem de Portugal e o BARRAGEN ROMANO DE MURO EN CAMPO MAIOR. Mesmo a cidade Extremeña de MERIDA ten 3 barragems romanos que AINDA HOJE ten uso.

-fizeram pontes

-fizeram teatros

Os romanos fizeram obras públicas para uso de tuda a povoaçao, para o uso dos pobres e dos ricos, obras que ainda hoje ten utilidade.


OS MOUROS

-Nao fizeram pontes, nem vias de comunicaçao, nem barragems, nem teatros, nem fontes, nem acueductos, nem nenhuma obra publica para uso das pesoas.

-O que fizeram foram palacios como a La Alhambra ou El Generalife, onde moraban os tiranos con tudos os luxos, e con esclavos, e que só eles podian disfrutar, tudo o dinheiro era para palacios dos tiranos.




Para mín eso é grande diferencia de mentalidade. Os romanos "fizeram país", "fizeram cidadaos", fizeram "obras para uso de tudas as pesoas". Os mouros só fizeram palacios para morar os tiranos.

Por suposto hoje é "mais turistico" la alhambra ou el generalife que as vias romanas ou os barragems que fizeram os romanos. Eses palacios ten ouro, e bons materiales (marmol, alabastro, pedras preciosas), e por iso os turistas van lá a pagar entrada para olhar por dentro dos palacios, e eles dizen que eso é una gran cultura e una grande coisa, mais para mín sao mais importantes os barragems de pedra ou as vias de pedra que fizeram os romanos, pois ten mais utilidade, e nao e preciso pagar para olhar para elas, pois fican ao aire livre, ainda hoje ten espiritu de obras publicas.

E por iso que eu nunca estive en nenhum de eses palacios de Andalucía, nem interes tenho por eles. Mais eu gosto mais das vias romanas e acueductos e barragems, pois nao sao tao espectaculares nem "turisticos" mais sao mais utiles.

Detrás de eses monumentos ha una filosofia, un pensamiento, una manera de entender o mondo.
 
Reflexão da tarde

Financas.jpg
 
Execução orçamental de Janeiro a Setembro
Défice do Estado aumenta 208 milhões de euros
20.10.2010 - 18:45 Por Ana Rita Faria
34 de 36 notícias em Economia« anteriorseguinte »
Nos primeiros nove meses do ano, o défice do Estado aumentou em 208 milhões de euros. A despesa também subiu em dois por cento, segundo o relatório de execução orçamental de Janeiro a Setembro de 2010 divulgado pelo Ministério das Finanças.

Despesa subiu dois por cento
(Claudia Andrade)

Segundo a Síntese de Execução Orçamental relativa a Setembro, que acaba de ser divulgada pelo Ministério das Finanças, o valor provisório do défice do Estado fixou-se nos 9318 milhões de euros até Setembro de 2010, mais 208 milhões do que nos nove primeiros nove meses do ano passado.
Este valor apenas engloba o subsector Estado, não incluindo o sistema de Segurança Social, o poder local e regional e os fundos e serviços autónomos.
De acordo com os dados da Direcção Geral do Orçamento (DGO), a despesa efectiva continuou a subir, totalizando 35.837 milhões de euros, mais dois por cento que em igual período de 2009. Ainda assim, o seu ritmo de crescimento actual é inferior não só ao que está previsto para 2010 na proposta do Orçamento do Estado para 2011 (2,5 por cento), como do que estava previsto no OE de 2010 (2,7 por cento)
As receitas efectivas também aumentaram 1,9 por cento para os 26.520 milhões de euros, reflectindo uma variação positiva de 10,4 por cento dos impostos indirectos, como o IVA (+13,9%), Imposto sobre Veículos (+20,4%) e Imposto sobre consumo de tabaco (+22,4%), que foi contrabalançada por uma descida de 5,5 por cento dos impostos directos, como o IRS e IRC
A DGO destaca que, apesar do aumento de dois por cento na despesa efectiva, esta diminuiu 0,7 por cento face ao mês anterior, “o que é justificado, essencialmente, pelo facto de o decréscimo da despesa de capital se ter acentuado, em resultado do efeito base de 2009 associado às transferências de capital, realizadas naquele ano, para o Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação, no âmbito da ‘Iniciativa para o Investimento e o Emprego’ e do programa ‘e-Escola’”. Para a performance da despesa contribuiu também, entre outros factores, o contínuo aumento de gastos com o Sistema Nacional de Saúde.
A despesa corrente primária (que não engloba sem juros) está a subir mais – 4,6 por cento – totalizando já 30.087,9 milhões de euros. As despesas de capital (onde está incluído o investimento público) seguem em sentido contrário, tendo caído 15,8 por cento entre Janeiro e Setembro.


http://economia.publico.pt/Noticia/defice-do-estado-aumenta-208-milhoes-de-euros_1462021
 
OS MOUROS

-Nao fizeram pontes, nem vias de comunicaçao, nem barragems, nem teatros, nem fontes, nem acueductos, nem nenhuma obra publica para uso das pesoas.

-O que fizeram foram palacios como a La Alhambra ou El Generalife, onde moraban os tiranos con tudos os luxos, e con esclavos, e que só eles podian disfrutar, tudo o dinheiro era para palacios dos tiranos.




Para mín eso é grande diferencia de mentalidade. Os romanos "fizeram país", "fizeram cidadaos", fizeram "obras para uso de tudas as pesoas". Os mouros só fizeram palacios para morar os tiranos.

Por suposto hoje é "mais turistico" la alhambra ou el generalife que as vias romanas ou os barragems que fizeram os romanos. Eses palacios ten ouro, e bons materiales (marmol, alabastro, pedras preciosas), e por iso os turistas van lá a pagar entrada para olhar por dentro dos palacios, e eles dizen que eso é una gran cultura e una grande coisa, mais para mín sao mais importantes os barragems de pedra ou as vias de pedra que fizeram os romanos, pois ten mais utilidade, e nao e preciso pagar para olhar para elas, pois fican ao aire livre, ainda hoje ten espiritu de obras publicas.

E por iso que eu nunca estive en nenhum de eses palacios de Andalucía, nem interes tenho por eles. Mais eu gosto mais das vias romanas e acueductos e barragems, pois nao sao tao espectaculares nem "turisticos" mais sao mais utiles.

Detrás de eses monumentos ha una filosofia, un pensamiento, una manera de entender o mondo.

Isso é falso. Os árabes também fizeram pequenos açudes, vários engenhos agrícolas (noras, levadas, azenhas...), introduziram a nossa numeração e vários desenvolvimentos na matemática, trouxeram grandes conhecimentos ao nível da astronomia, tendo um papel decisivo na implementação de objectos de navegação, como o astrolábio, fundamentais na expansão marítima ibérica.

Quanto às mordomias dos poderosos, são também sobejamente conhecidas as orgias e a vida fácil que tinham os chefes romanos que em muito contribuíram para a decadência do Império.

Bom; este tópico vai de mal a pior:
Quando se chega alegremente a um pensamento assim,
aqueles que viram e sabem da miséria salazarenta que foi este País
durante meio século, fogem...
E o mais grave é que para além de fugirem deste tópico, fogem obviamente do
Fórum...

Concordo, também não percebo o interesse de se colocar aqui propaganda salazarenta. Mas felizmente vivemos num tempo em que é permitido haver tópicos destes em fóruns da internet onde as pessoas exprimem livremente as suas opiniões.

Os cidadaos de calqueira pais de Europa poden circular por tudos os paises de Europa, mais..........NAO TEN DEREITO A NAO CUMPLIR AS LEIS DE ESES PAISES.

Os rumanos, mesmo acontece en Italia e en España, fazen "campismo" en locais onde é prohibido por lei, mesmo no verao pasado unos rumanos (200 o mais) foram con carros e as "casas" a ficar a beira de un barragem del Tajo/Tejo. Ese área é protegida, onde nem vose pode fazer fogo nenhum durante o verao, pois ha perigro de fogos. Mais eles fazian fogos, ficaban ali como "campistas", lavaban os carros no barragem (tambén prohibido) etc....

Mesmo por culpa de unos rumanos que fazeran eso en ao Sul da provincia de Soria, arderam florestas (nao moito, pois o Sul da provincia nao ten tanta floresta como o Norte, mais arderan). Eles ficaram en un área onde nao é posivel ficar, perto un área natural e fizeram fogo, e o fogo fora para ese area.

Con a lei na mao practicamente tudos os "campistas" rumanos deverian ir para prisao ou pagar fortes penas en dinheiro pois fazen coisas en areas por vezes protegidas, sen inteligencia nenhuma, en ocasioes en en reservas naturais ou parques protegidos onde é prohibido os fogos, lavar carros, etc.....

Eles ten direito a ficar en outro pais da Uniao Europea, mais nao ten direito nenhumo a nao cumplir as leis de eses paises.

Não é a mesma França que expulsa os romenos por mendicidade, por pequenos roubos (ou por campismo ilegal, que certamente é um crime gravíssimo), que dá asilo político a uma dezena de ex-ditadores africanos acusados de genocídio, crimes contra a humanidade, sendo que muitos deles estão com mandato de captura internacional? E que protege outros ditadores ainda no activo? Que protege os terroristas das FLAC? Será que praticar terrorismo é cumprir as leis do país, desde que os actos terroristas se passem fora das fronteiras?
 
Mas frederico, salazar porquê ? explica-me lá isso... Queria ver-te com aí uns 17 ou 18 anos a embarcar para África largando toda a tua vida para defender sabe-se lá o quê, como aconteceu aos meus pais ou tios, defender um tal de império. Garganta há hoje muita, em que vivemos em plena liberdade de expressão, mas a memória é infelizmente muito curta, defendem até o indefensável, defendem-se ditaduras.
É o que eu digo, infelizmente a nossa democracia actual acabará por nos levar aos extremismos, quer de extrema esquerda quer de extrema direita. Esta tola sociedade acomodada já começou a perder até os mais elementares conceitos de liberdade.

Vince, eu não sou simpatizante do Estado Novo. Mas vejo que estamos a tomar o mesmo rumo do passado, e temo que cheguemos a um ponto no qual a figura de um ditador paternalista seja muito bem recebida.

EDIT: lamento que alguns membros não percebam a ironia dos meus posts, e os tomem como «propaganda salazarenta».

Volto a repetir, sou avesso a qualquer forma de totalitarismo, seja de direita, seja de esquerda.
 
EDIT: lamento que alguns membros não percebam a ironia dos meus posts, e os tomem como «propaganda salazarenta».

Volto a repetir, sou avesso a qualquer forma de totalitarismo, seja de direita, seja de esquerda.

Os teus posts, tal qual como estão, são propaganda salazarenta. Podia não ser a intenção, mas sem qualquer enquadramento, não se consegue vislumbrar nenhuma ironia.
 
Mas frederico, salazar porquê ? explica-me lá isso... Queria ver-te com aí uns 17 ou 18 anos a embarcar para África largando toda a tua vida para defender sabe-se lá o quê, como aconteceu aos meus pais ou tios, defender um tal de império. Garganta há hoje muita, em que vivemos em plena liberdade de expressão, mas a memória é infelizmente muito curta, defendem até o indefensável, defendem-se ditaduras.
É o que eu digo, infelizmente a nossa democracia actual acabará por nos levar aos extremismos, quer de extrema esquerda quer de extrema direita. Esta tola sociedade acomodada já começou a perder até os mais elementares conceitos de liberdade.

Sim, o que vose dize é verdade, e eu fico de acordo en tudo, mais olha..... Eu tenho estado en Sul América, e eu tenho amigos argentinos. Eles dizeran que cando fora o "corralito" que nao deixaban que as pesoas usaran o seu propio dinheiro do banco, huvera pesoas que mesmo estaban a dizer que fora melhor que os militares tomaran o poder. E a dictadura argentina nao fora popular para ninguen.
Embora eu conheci a una pesoa que tivo estado por vezes na prisao durante a dictadura, cando ele fora estudiante universitario. Ele estava a dizer que ele nao loitara para esa democracia, que nao era eso o que ele queria, e que se ele tivera conhecimento de que a democracia fora o que hoje é (falamos do 2004) ele nao tinha loitado, nem fizera protesta nenhuma, nem fora a prisao. Ele ficaba totalmente decepcionado con a democracia, só falaba que tudos estavan a fazer roubalheira, e tudo era corrupçao, e os politicos vivian de costas a povoaçao. Ainda mais estava a dizer que por vezes pensava que melhor foran os militares.
E ELE FORA TOTALMENTE CONTRARIO A DICTADURA E FIZERA PROTESTA E ESTIVERA NA PRISAO POR DUAS VEZES.

Falaba que a dictadura tivera moitos exiliados, mais a democracia creou mais exiliados económicos ( cando Argentina sempre fora un pais de recibir emigrantes).
Falaba que na dictadura morreran 20.000 pesoas, mais na democracia mais de 1.000 crianças morreran de fome, en una naçao como Argentina que pode alimentar a tantas pesoas.

POR VEZES OS CULPAVELS DAS DICTADURAS SAO OS POLITICOS DEMOCRATICOS, POIS AS PESOAS PROCURAN UN SALVADOR.

Eu aprendi esto na Argentina, pois mesmo que pesoas que foran contrarias a dictadura agora (2004) falaban pior da democracia.

Cando a democracia é verdadeira e os politicos estao a fazer ben as coisas, nao ha problema nenhumo, mais cando os politicos usan a democracia para roubar ou estragar, por vezes a povoaçao gosta de una pesoas que salve o pais.
 
Isso é falso. Os árabes também fizeram pequenos açudes, vários engenhos agrícolas (noras, levadas, azenhas...), introduziram a nossa numeração e vários desenvolvimentos na matemática, trouxeram grandes conhecimentos ao nível da astronomia, tendo um papel decisivo na implementação de objectos de navegação, como o astrolábio, fundamentais na expansão marítima ibérica.

Quanto às mordomias dos poderosos, são também sobejamente conhecidas as orgias e a vida fácil que tinham os chefes romanos que em muito contribuíram para a decadência do Império.



Concordo, também não percebo o interesse de se colocar aqui propaganda salazarenta. Mas felizmente vivemos num tempo em que é permitido haver tópicos destes em fóruns da internet onde as pessoas exprimem livremente as suas opiniões.



Não é a mesma França que expulsa os romenos por mendicidade, por pequenos roubos (ou por campismo ilegal, que certamente é um crime gravíssimo), que dá asilo político a uma dezena de ex-ditadores africanos acusados de genocídio, crimes contra a humanidade, sendo que muitos deles estão com mandato de captura internacional? E que protege outros ditadores ainda no activo? Que protege os terroristas das FLAC? Será que praticar terrorismo é cumprir as leis do país, desde que os actos terroristas se passem fora das fronteiras?

Moitas das coisas que as pesoas acreditan que foran os "mouros" en verdade sao dos romanos.
Os numeros en verdade sao da India, sim eles troujeran, mais os romanos con os seus numeros (X,C,L,....) fizeran mais coisas de ingenheiria que os mouros, O IMPORTANTE NAO É DESCUBRIR UNA TEORIA, O IMPORTANTE É LEVAR A TEORIA AO MUNDO REAL, O MUNDO PRACTICO, e os romanos con os seus numeros fizeran teatros e acueductos e vias, eles nao precisaran de outros numeros para fazer tudas as obras que eles fazian.

Os conhecimentos matematicos ja estavan aqui, mesmo os grandes matematicos en verdade nao foran arabes, se nao "muladies" (o nome dos ibéricos conversos que convirteran ao islam). Os muladies foram musulmaes, mais nao tinhan sangue arabe nenhuma, foran eles os que fizeran os conhecimentos.

Exemplos de muladies politicamente importantes:

Ibn Mardanix: o filho de Martín.
Banu Qasi: a familia romana Casius.



Con respecto a França, e verdade, expulsa aos rumenos mais gosta do dinheiro dos dictadores da Africa, mais acho que eso acontece en tudo o mundo. O arabo do norte da africa pobre nao gosta moito, mais tudos gostan dos chefes do golfo persico os padroes do petroleo, e cando eles visitan os outros paises tudas as pesoas beijan as calzas de eles.

Como vose diz nao é cuestiao de raza nenhuma, nem de origen, é cuestao de dinheiro.

Se eses ciganos rumenos tiveran milhoes de euros acho que nao foram problema nenhumo e tudos en França ficarian contentos con eles, ainda mais, se eses rumenos tiveran moito dinheiro, os politicos de tudos os paises ja tiveran feito viagen a Rumania a pedir que eses rumenos fizeran inversioes nos seus paises, e invitaran ao pais.

Nao é por tanto coisa de raza, se nao de dinheiro.
 
Seriam necessários dois planetas e meio para suportar a população mundial se vivesse como os portugueses e mesmo assim o mundo acabaria a pedir dinheiro emprestado a uma galáxia distante

A World Wildlife Fund revelou que, se toda a população mundial vivesse como os portugueses, seriam necessários dois planetas e meio para obter os recursos necessários.

A WWF calcula também que, após acabar com esses recursos, a população mundial continuaria a endividar-se e o regabofe só acabaria quando os inspectores de Krypton viessem à Terra colocar as finanças em ordem. Já Mário Crespo garante que, se toda a população mundial vivesse como os portugueses, seriam necessários dois Medina Carreira e um João Duque (ou seja, meio Medina Carreira) para alertá-la sobre o risco do endividamento externo.

Inimigo Público

Epá artigo magnifico :lmao:
 
Um bom exemplo aos trabalhadores e empresários portugueses:

Aumentos salariais de 3,9% na Autoeuropa

A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa chegou a um pré-acordo com a administração para os próximos dois anos.

O acordo abarca os 24 meses que vão desde este Outubro a Setembro de 2012 e prevê um aumento salarial de 3,9%, já efectivo no próximo mês, adianta um comunicado da comissão de trabalhadores.
Para além disso, a Volkswagen Autoeuropa compromete-se, igualmente, a converter contratos temporários em permanentes, tendo presente a situação do mercado e os indicadores internos, bem como a não fazer nenhum processo de despedimento colectivo até 30 de Dezembro de 2012".

A empresa ressalva no entanto que "caso se verifiquem alterações significativas na situação da fábrica ou do contexto envolvente, as partes acordam em analisar a situação com o objectivo de encontrar a solução que melhor assegure o futuro da empresa."

Além disso, irá haver alterações no seguro de saúde e o subsídio de transporte será aumentado em 5%. Foram ainda criadas condições especiais para grávidas, com horário de trabalho em regime de turnos rotativos ou contínuos. "Tendo em atenção os valores sociais associados à maternidade compromete-se a empresa a identificar estações de trabalho/tarefas compatíveis com o desempenho de funções da grávida", refere o documento.

É ainda dada a possibilidade da grávida optar por "prestar trabalho em horário central, sendo-lhe atribuído um subsídio por gravidez, correspondente a 10% do salário base, a contar do momento em que se encontre em horário central e a atribuir enquanto estiver grávida e a prestar trabalho", refere o comunicado.

Tudo isto será discutido em plenários de esclarecimento agendados para os próximos dias 2 e 4 de Novembro.

Aumentar incorporação nacional

No acordo laboral que foi assinado entre a administração da Volkswagen Autoeuropa e a comissão de trabalhadores, a fábrica de Palmela também sinaliza que irá continuar o esforço para aumentar a incorporação nacional.

Numa adenda ao texto do acordo laboral, que ainda será votado por todos os colaboradores, a "Autoeuropa compromete-se a "continuar os esforços junto do Governo, das entidades locais e da AFIA, no sentido de alargar o número de fornecedores nacionais da fábrica. Será também incentivada a instalação de fornecedores estrangeiros no Parque Industrial, como forma de redução dos custos logísticos e aumentar a incorporação nacional", refere o comunicado.

Fonte: Diário Económico

Num momento em que a empresa necessitou de um reestruturação devido à crise económica mundial, os trabalhadores não colocaram a situação da fábrica em perigo com sucessivas greves, aceitando medidas dolorosas.

Neste momento, com uma situação desafogada, a fábrica premeia os seus trabalhadores com algo impensável neste momento.

:palmas:
 
Num momento em que a empresa necessitou de um reestruturação devido à crise económica mundial, os trabalhadores não colocaram a situação da fábrica em perigo com sucessivas greves, aceitando medidas dolorosas.

Neste momento, com uma situação desafogada, a fábrica premeia os seus trabalhadores com algo impensável neste momento.

:palmas:

Sem dúvida um bom exemplo pra onde toda a gente devia de olhar, especialmente o pessoal da AR e tirar ilações.

Quando as pessoas que se deparam com os problemas são sérias, tudo se resolve, agora quando são putos tipo o pessoal dos partidos não se vai a lado nenhum. O que aconteceu na autoeuropa, pode perfeitamente ser implantado num país, aliás é isso que se está a tentar fazer agora, embora de uma maneira um pouco às cegas. Mas como putos de 4º ano que são na AR, ninguém se entende, logo das duas uma ou são mesmo putos e estamos entregues a eles, ou então simplesmente vivem noutro país que não é o meu.

Sempre me disseram, que "Em casa onde não há pão toda a gente ralha e ninguém tem razão." Quer tudo mandar, o problema é que não há pão, coisas de politica portuguesa, já nos habituamos.
 
A Ditamole, de Boaventura Sousa Santos, uma nova era de fascismo social...

“Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de 40 anos, entre 1974 e 2010. Nos 48 anos que precederam a revolução de 25 de abril de 1974, viveu sob uma ditadura civil nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar. A partir de 2010, entrou num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada ‘mercados’.

As duas ditaduras começaram por razões financeiras e depois criaram as suas próprias razões para se manterem. Ambas conduziram ao empobrecimento do povo português, que deixaram na cauda dos povos europeus. Mas enquanto a primeira eliminou o jogo democrático, destruiu as liberdades e instaurou um regime de fascismo político, a segunda manteve o jogo democrático mas reduziu ao mínimo as opções ideológicas, manteve as liberdades mas destruiu as possibilidades de serem efetivamente exercidas e instaurou um regime de democracia política combinado com fascismo social. Por esta razão, a segunda ditadura pode ser designada como ‘ditamole’.

Os sinais mais preocupantes da atual conjuntura são os seguintes. Primeiro, está a aumentar a desigualdade social numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804 mil, isto é, cerca de 15% da população ativa; em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634 836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias europeias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar a cometer o suicídio.

Segundo, o Estado social, que permite corrigir em parte os efeitos sociais da desigualdade, é em Portugal muito débil e mesmo assim está sob ataque cerrado. A opinião pública portuguesa está a ser intoxicada por comentaristas políticos e económicos conservadores – dominam os media como em nenhum outro país europeu – para quem o Estado social se reduz a impostos: os seus filhos são educados em colégios privados, têm bons seguros de saúde, sentir-se-iam em perigo de vida se tivessem que recorrer ‘à choldra dos hospitais públicos’, não usam transportes públicos, auferem chorudos salários ou acumulam chorudas pensões. O Estado social deve ser abatido. Com um sadismo revoltante e um monolitismo ensurdecedor, vão insultando os portugueses empobrecidos com as ladainhas liberais de que vivem acima das suas posses e que a festa acabou. Como se aspirar a uma vida digna e decente e comer três refeições mediterrânicas por dia fosse um luxo repreensível.

Terceiro, Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais. Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? Onde está o princípio da coesão do projeto europeu? Para gáudio dos trauliteiros da desgraça nacional, o FMI já está cá dentro e em breve, aquando do PEC 4 ou 5, anunciará o que os governantes não querem anunciar: que este projeto europeu acabou.

Inverter este curso é difícil mas possível. Muito terá de ser feito a nível europeu e a médio prazo. A curto prazo, os cidadãos terão de dizer basta! Ao fascismo difuso instalado nas suas vidas, reaprendendo a defender a democracia e a solidariedade tanto nas ruas como nos parlamentos. A greve geral será tanto mais eficaz quanto mais gente vier para a rua manifestar o seu protesto. O crescimento ambientalmente sustentável, a promoção do emprego, o investimento público, a justiça fiscal, a defesa do Estado social terão de voltar ao vocabulário político através de entendimentos eficazes entre o Bloco de Esquerda, o PCP e os socialistas que apoiam convictamente o projeto alternativo de Manuel Alegre.”
 
Em primeiro lugar, Portugal não voltará à ditadura porque o povo não o iria permitir!

Em segundo lugar a democracia está na ruína, é verdade! Nenhum de nós pode afirmar com toda a certeza dos direitos que nos assistem, que não haja alguns com mais direito que outros! E nem depende dos advogados, depende sim dos personagens envolvidos num processo, e se chegar a processo!
Nunca eu tive tanta certeza, sem justiça não há democracia, só em sonhos!

Em terceiro lugar, o estado social está acabado, não sou daqueles que dizem que a segurança social daqui a 25 ou 50 anos vai deixar de pagar aos pensionistas, pois basta haver um contribuinte para que se possa dividir por todos, certo?! O que digo é que há uns certos energumes, a que chamamos governo a que teimam em mexer naquilo que é nosso, naquele bolo para onde todos descontamos!! Mas enfim, somos portugueses não é? Enquanto não calhar a nossa vez, ninguém se queixa! Ou talvez não, o tempo o dirá! Certo, certo é que daqui a 25 anos os culpados já estão velhinhos e coitadinhos, e nos habituados, mas não eu! Nunca!
 
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