O Estado do País

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A carta através da qual cavaco silva deu ordem de venda, vem publicada também no jornal correio da manhã. Daquilo que se lê, é dirigida ao presidente do conselho de administração do banco onde o cidadão cavaco tem a sua conta, e dá ordem de venda apenas com a quantidade sem frisar preço. Logo, na prática é uma venda ao melhor preço, pois sujeita-se às condições de mercado e à decisão do banco em colocar a ordem no momento que tiver achado adequado. Desconheço as regras de mercado em 2003 para o caso de se omitir a data de validade da ordem, se é válida apenas no próprio dia ou se tem validade máxima de 20 dias como actualmente.

A meu ver não há mistério nenhum..

Ps: atenção que vender acções não significa tirar o dinheiro do banco! Acções são títulos, tal como depósitos a prazo. Ao concretizar-se uma venda acções, passa-se de valor em títulos para conta à ordem. Logo, o dinheiro continua lá, seria necessário depois levanta-lo ou transferi-lo! Pelos vistos, preferiu investir noutros fundos que não acções de sln, enfim, uma opção como outra qualquer.
 
Diário de Notícias:

"Temos 13740 organismos públicos. Só 1724 apresentam contas. Apenas 418 são fiscalizados. (...) Nasceu uma fundação a cada 12 dias nos últimos 3 anos do Governo Sócrates."

Não vejo hora de chegar o FMI e limpar de vez o nosso país de toda esta parasitagem! É que ainda por cima são parasitas que recebem prémios de desempenho mesmo sem prestar contas ao Estado! Quem governa para quem, afinal?

Vá lá que o homem ainda não se lembrou de decretar cláusulas de rescisão à semelhança do que se passa no futebol, é melhor falar baixinho não vá ele ouvir! Por enquanto ficou-se em promover as chefias do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social por forma a compensar as reduções salariais. Será que se esqueceu dos outros ministérios, ou vai aos pouquinhos?
 
Trata-se de uma lista de entidades que recebem dinheiro do Estado central, se bem entendi, mas há que não esquecer os parasitas do poder local. No Algarve abundam as associações locais de caçadores, pescadores, columbófilas ou recreativas que vivem à sombra das autarquias. Será justo financiar com dinheiros públicos associações que mais não fazem que organizar jantaradas e bailaricos, como algumas recreativas que eu conheço? Ou no caso das associações de caçadores, que usam o dinheiro para semear trigo e para organizar convívios? Quando será que as associações passarão a ser única e exclusivamente pagas pelos sócios?
 
Trata-se de uma lista de entidades que recebem dinheiro do Estado central, se bem entendi, mas há que não esquecer os parasitas do poder local. No Algarve abundam as associações locais de caçadores, pescadores, columbófilas ou recreativas que vivem à sombra das autarquias. Será justo financiar com dinheiros públicos associações que mais não fazem que organizar jantaradas e bailaricos, como algumas recreativas que eu conheço? Ou no caso das associações de caçadores, que usam o dinheiro para semear trigo e para organizar convívios? Quando será que as associações passarão a ser única e exclusivamente pagas pelos sócios?

Nem de propósito.. Tem sido mostrado todos os dias na rtp1 um reclame acerca de uma montaria a realizar em Malpica do Tejo (freguesia de castelo branco), para caça de javali e veado, ora trata-se de um certame para os amigos da casa da rtp! Se colocar publicidade na tv custa milhares, então colocar publicidade da própria rtp também significa não render publicidade, ou por outras palavras, somos nós contribuintes que pagamos o seu buraco orçamental!
 
Trata-se de uma lista de entidades que recebem dinheiro do Estado central, se bem entendi, mas há que não esquecer os parasitas do poder local. No Algarve abundam as associações locais de caçadores, pescadores, columbófilas ou recreativas que vivem à sombra das autarquias. Será justo financiar com dinheiros públicos associações que mais não fazem que organizar jantaradas e bailaricos, como algumas recreativas que eu conheço? Ou no caso das associações de caçadores, que usam o dinheiro para semear trigo e para organizar convívios? Quando será que as associações passarão a ser única e exclusivamente pagas pelos sócios?

Será que essas associações não são importantes no plano social? hoje a sociedade é cada vez mais individualista, essas associações promovem as relações humanas já para não falar no papel desportivo importante nos jovens.

Não é pelo dinheiro das associações que "o gato vai as filhoses"....
 
Será que essas associações não são importantes no plano social? hoje a sociedade é cada vez mais individualista, essas associações promovem as relações humanas já para não falar no papel desportivo importante nos jovens.

Não é pelo dinheiro das associações que "o gato vai as filhoses"....

sem dúvida que as associações são importantes no plano social, em especial nos meios mais pequenos em que os únicos sítios para a população se relacionar são as sociedades recreativas ou instituições do género, porém discordo, em parte das tuas últimas frases, pois as instituições podem ser auto-sustentáveis e não serem "parasitas" do estado e falo por experiência própria, pois faço parte de uma associação importante de jovens e sei que existem instituições (ainda mais as de desporto) que alegam a importância do desporto nos jovens, para comprarem carrinhas, fazerem colóquios em que não aparece ninguém, mas recebem o dinheiro, formação de treinadores, viagens, etc,etc.... conseguindo dinheiro público de uma forma fácil.
contudo, o que se vê é que muitas dessas instituições ainda apresentam dívidas e não se sabe onde pára o dinheiro que lhes é dado, porque basta fazerem um relatória, apresentando meia dúzia de facturas (que muitas das vezes nada têm haver com o pretendido) e conseguem o dinheiro.
se as associações tivessem que "viver" apenas com as suas cotas gostava de ver quem queria pretencer às direcções dessas instituições...
 
Importantes no plano social? Os portugueses são exímios na hora de arranjar chavões para defender aquilo que é indefensável pela Razão.

Para convívio já existem os cafés da esquina e as dezenas de salões de baile independentes dos dinheiros da autarquia que existem um pouco por todo o Algarve e Baixo Alentejo.

As associações que eu conheço de perto não desempenham qualquer papel de relevo, organizam caçadas, semeiam trigo para as perdizes, fazem uma jantaradas, umas excursões, e recebem milhares de euros por ano. Está tudo nos relatórios anuais de contas das autarquias, basta consultar.

Quanto às colectividades desportivas, sempre me pareceu injusto que uns, para praticar um determinado desporto, normalmente futebol, recebam dinheiros públicos, enquanto que quem pratica outros desportos não tem qualquer apoio, e em boa verdade, a meu ver, não deve ter.

Mas qual papel social qual carapuça.

Convívio social?

Há os cafés, os bares, as discotecas, podem ser organizadas jantaradas em restaurantes, festas em salões de baile, e cada um paga a sua parte.

Caçadas?

Muito bem, cada um dos sócios da associação paga a sua parte. Ponto final.
 
Pior ainda, Vince! Falaste do exemplo das estações meteorológicas nas escolas por aí abandonadas.. Mas isso mesmo acontece com muitos outros tipos de equipamentos técnicos: cabe na cabeça de alguém por ex numa escola agrária existirem equipamentos de investigação do solo e não só, que apenas "funcionaram" na inauguração?! E que lhes limitaram o acesso aos estudantes interessados!? Talvez nunca tenham funcionado ou estejam à espera que alguém lhes toque sem autorização para que depois digam, ah isso ficou avariado, foi você que lhe mexeu sem permissão?? Palavras pra quê, enfim.. Compra-se o que nunca se pediu e fica encostado num canto, o que importa são números e inaugurar o que está à vista acima do solo! Vergonha..
 
Uma notícia de hoje no jornal correio da manhã:

A CGD vendeu no último dia do ano 2.5% da EDP à Parpública (já tinha vendido outros 2.5% da EDP em setembro à Parpública). Um negócio estranho no valor de 566 milhões, tendo em conta que quando a CGD adquiriu as acções cotavam-se em 3.17eur e ao vende-las em 2 tranches uma a 2.42eur e a última a 2.56eur. Trata-se de um negócio do estado consigo mesmo! O negócio deu prejuízo? Se sim, quanto e onde está contabilizado?

E agora pergunto: este tipo de negócios é para esconder/acertar o défice de 2010?! Terá está venda da dívida pública de 500milhões de eur a 6 meses alguma coisa a ver com este negócio? Ou é para pagar salários ou para enterrar no BPN através da CGD??

Humm.. Aqui há gato escondido com o rabo de fora..

Quanto ao possível contágio de portugal a espanha, pois que se aguentem.. Talvez haja quem pense que somos uma província de espanha! Eh, eh, eh.. Não, na verdade deve-se ao risco de incumprimento do estado e dos privados, tendo em conta que temos uma grande relação comercial com espanha, sendo esta o nosso maior credor, mas também devedor.
 
Como sempre escrevi, esta construção de caos financeiro tem apenas o objectivo de salvaguardar os dividendos dos bancos da Europa central. Também é sabido que tanto a Grécia como a Irlanda concentram hoje os seus esforços não no pagamento da dívida mas no prolongamento dos prazos. Se houver mais resgates, o Euro acaba.
 
Não vejo hora do FMI entrar! Só depois isto se endireita.. Estamos em morte lenta, os nossos credores não acreditam em nós, e sabem porquê? Basta analisarem a nossa dívida e adivinhar onde foi aplicada: em nada, apenas negócios ruínosos, viver acima das possibilidades com facilidade no acesso ao crédito, estudos/consultorias, ordenados chorudos e bancos sem controlo algum!!

A situação poderia ser outra, mesmo que tivéssemos a mesmissima dívida! A razão prende-se com a qualidade da dívida, que no nosso caso vale LIXO! Só com investimentos, activos que não casas e automóveis mas indústria, empregos, infraestruturas, poderia a nossa dívida ter uma qualidade superior, enfim, valer alguma coisa! No fundo ninguém sabem onde pára o que foi gasto! Caso contrário, era só pedir de volta..

Eu já tenho o meu slogan ao estilo do Tiririca: Portugal com FMI, pior não fica! :)
 
Não vejo hora do FMI entrar! Só depois isto se endireita.. Estamos em morte lenta, os nossos credores não acreditam em nós, e sabem porquê? Basta analisarem a nossa dívida e adivinhar onde foi aplicada: em nada, apenas negócios ruínosos, viver acima das possibilidades com facilidade no acesso ao crédito, estudos/consultorias, ordenados chorudos e bancos sem controlo algum!!

A situação poderia ser outra, mesmo que tivéssemos a mesmissima dívida! A razão prende-se com a qualidade da dívida, que no nosso caso vale LIXO! Só com investimentos, activos que não casas e automóveis mas indústria, empregos, infraestruturas, poderia a nossa dívida ter uma qualidade superior, enfim, valer alguma coisa! No fundo ninguém sabem onde pára o que foi gasto! Caso contrário, era só pedir de volta..

Eu já tenho o meu slogan ao estilo do Tiririca: Portugal com FMI, pior não fica! :)

O problema é que o FMI não virá para obrigar o Estado a fazer reformas. Apenas o obrigará a tomar medidas que levem a chegar a um certo objectivo.

As "quintas" poderão continuar a existir.
 
Com a chegada do FMI muito dinheiro dos contribuintes que é desperdiçado acaba, o problema é o que os abutres ficarão à espera de tempos melhores para voltar a atacar. O problema de fundo está em nós, portugueses, que queremos festarolas gratuitas nas terrinhas, obra feita e um Estado paternal, mãos largas. Não temos uma cultura financeira, basta olhar para as famílias, que preferem gastar agora, do que poupar para ter amanhã.

Posso falar pela minha terra natal, no Algarve as vilas e as cidades, na sua maioria, são planas, mas os portugueses usam o carro para pequenas distâncias que se fazem em 10 ou 15 minutos a pé, ao passo que os estrangeiros que por lá passam férias evitam a utilização do carro particular e deslocam-se a pé ou de bicicleta. Já vi situações ridículas de pessoas que pegam no carro para uma distância que se faz em 5 minutos a caminhar, e que depois perdem o dobro do tempo por causa das ruas de sentido proibido ou à procura de estacionamento.

Depois, há as refeições fora de casa, as roupas de marca, os BMW's e os Mercedes, a casa própria, e toda uma outra série de luxos que parte da nossa classe média venera mas que não pode pagar. E muitos famílias aguentam-se com ajudas dos pais e dos avós, para suportar as despesas e luxos que de outra forma não conseguiriam suster.

E quando vamos ao estrangeiro, observamos coisas raras por cá, bicicletas por todo o lado, pessoas que levam o almoço para o local de trabalho, mais simples, menos arrogantes. Uma vez fiquei surpreendido num hospital de Cambridge, pois o parque de bicicletas era enorme. Perguntei de quem eram aquelas bicicletas e foi-me dito que pertenciam aos médicos e aos enfermeiros. Por cá, no parque do Hospital de São João, utilizado pelos médicos, abundam os Mercedes, os Audis, os BMW's e os Porshes. E na Holanda, na Inglaterra ou na Dinamarca os salários mais baixos são o dobro ou o triplo do nosso salário mínimo, e os licenciados ganham também o dobro ou o triplo do que se ganha por cá.

Toda a gente ouve falar da crise, mas este ano os portugueses gastaram mais dinheiro durante o mês de Dezembro, em comparação com 2009. Com todos os alertas que existem a pedir contenção e espírito de poupança, os portugueses deram um sinal contrário.

Enquanto não houver uma revolução social e cultural, com ou sem FMI, Portugal continuará a não ter futuro.
 
Agora um assunto mais local.

Autarcas não querem mais estudos para a Linha da Lousã


Os presidentes das câmaras de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã mostraram-se contrários à realização de mais estudos para definir o melhor sistema de mobilidade para a ligação Serpins-Coimbra.

No final da reunião com o ministro das Obras Públicas e secretário de Estado, João Paulo Barbosa de Melo referiu que “o Governo continua convencido de que ainda é tempo de continuar a fazer mais estudos”, o que na sua opinião “não faz sentido”. “Há um tempo para estudar, para planear e para executar, o que está a acontecer agora”, disse. O autarca referiu que os três municípios mostraram abertura “para poupar onde fosse possível”, recordando a proposta feita por Álvaro Maia Seco para que sejam utilizadas carruagens da Metro do Porto. Ao mesmo tempo, colocaram a hipótese de “ir buscar mais fundos comunitários” para o projeto.

Fernando Carvalho , da Lousã, mostrou também a sua discordância pelo facto do Estado ir realizar mais estudos para “encontrar as alternativas mais baratas para o sistema”, mostrando-se também preocupado por não ter obtido timings para a conclusão dos referidos estudos. Os dois autarcas realçaram como postivo o retomar da normalidade institucional entre as autarquias e o Estado.

Já Fátima Ramos, autarca de Miranda do Corvo, saiu da reunião com um misto de satisfação/preocupação.

Satisfação, como fez questão de explicar, porque “finalmente o ministro e o secretário de Estado reuniram com os autarcas” e porque António Mendonça garantiu que “não está em causa o sistema de mobilidade”.

Preocupação porque “não nos apresentaram qualquer prazo para a concretização dos investimentos e, mais grave ainda, informaram-nos de que tinham encomendados estudos para novas modalidades de transporte, nomeadamente o Bus Rapid Transit (BRT)”.

A presidente revelou que, de Miranda do Corvo, ficou a abertura para que no projeto se pudesse poupar “no acessório, mas não no essencial: garantir um sistema de transporte seguro para os utentes da antiga Linha da Lousã”.

Diário das Beiras

Para esclarecer melhor, a população foi contra a transformação da linha da Lousã para o sistema Metro Mondego, já que iria ser uma obra muito dispendiosa.

Mesmo apesar dos vários protestos, a obra começou e após alguns milhões gastos resultou nisto:

Um transporte alternativo através de autocarro, com mais dispendio para o Estado, mais moroso, menos segurança e comodidade.

Será que os lousanenses e mirandenses merecem isto, mesmo após terem sido contra o projecto por ser demasiado dispendioso para o erário público?
 
Mais uma para animar a malta :evilmad:

A crise não é para todos nas forças de segurança. Os generais já se aumentaram.

O comandante-geral da GNR, Luís Nelson Santos, e o seu 2.º comandante, Augusto Cabrita, aumentaram os seus ordenados em 1137 euros e 220 euros, respectivamente, no passado mês de Novembro. O despacho oficial, subscrito pelo próprio comandante-geral, permitiu ainda que lhes fossem pagos retroactivos a Janeiro de 2010, não só em relação ao vencimento-base como também nos suplementos. Desta forma, com um salário-base de 4857 euros, Nelson Santos, que deixa o cargo na próxima terça-feira, recebeu uma prenda de Natal inesquecível: um vencimento líquido de 15.593 euros, que inclui também o aumento do seu salário, indexado ao ordenado-base, enquanto presidente não executivo dos Serviços Sociais

O número dois na hierarquia da GNR, seu 2.º comandante, também não sentiu os sacrifícios pedidos pelo ministro das Finanças a milhares de funcionários públicos, incluindo a todos os profissionais das forças de segurança. Este oficial-general recebeu 8922 euros. Estes aumentos foram decididos depois de Teixeira dos Santos ter ordenado o seu congelamento.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afasta responsabilidades. "A fixação das referidas remunerações decorre da lei, sendo processadas pela instituição", responde o seu gabinete.

O porta-voz oficial da GNR alega que estas remunerações foram "fixadas" de acordo com os "desempenhos funcionais" daqueles oficiais-generais, de acordo com o decreto-lei que define o novo regime remuneratório da GNR, aprovado em Janeiro de 2010.

O problema é que esta tabela, que prevê aumentos em todos os postos, não foi ainda aplicada à esmagadora maioria dos militares da GNR, e esse facto tem sido alvo de fortes críticas das associações representativas. Por isso, na GNR este caso dos aumentos aos responsáveis máximos está a provocar um grande sentimento de revolta e indignação.

Fonte: anónimo
 
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