O Estado do País

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Esses portugueses ou nasceram depois do 25 de Abril ou têm uma má memória, devem estar esquecidos da pobreza e das péssimas condições de vida da província ou dos arredores da capital.

Agora uma coisa é certa, há 35 anos -apesar do PREC e da descolonização- havia esperança, agora ninguém vislumbra uma luz ao fundo do túnel, pelo contrário, só se antevê desemprego, emigração e empobrecimento.
 
Algarve: Desemprego volta a subir

O Algarve foi a única região do continente onde o desemprego subiu em dezembro de 2010, seja relativamente a novembro do mesmo ano, com mais 3,5%, ou em termos homólogos, registando mais 10,5% do que em 2009.

Segundo os dados do boletim estatístico do Instituto de Emprego e Formação Profissional IEFP, no último mês de 2010 existiam 28.298 desempregados registados nos centros de emprego do Algarve, mais 10,5% do que em dezembro de 2009, em que havia 25,609 desempregados.

Relativamente ao mês de novembro de 2010 o aumento foi de 3,5% da taxa de desemprego, de 27 348 para 28 298 desempregados.

Comparativamente aos números nacionais, onde se registou uma quebra de 0,1%, em termos homólogos e um crescimento de desemprego de 3,3% entre novembro e dezembro de 2010, a região foi a única que apresentou aumento do número de desempregados, a par da região autónoma da Madeira.

Relativamente à média nacional o Algarve fechou o ano com uma taxa superior em 5,2% no desemprego.

Fonte: Observatório do Algarve

Fora, aqueles que já não fazem parte da lista de desempregados. :rolleyes:

Este governo do PS deu cabo do Algarve e ainda vamos ficar pior, a partir de Abril com as portagens na Via do Infante. Menos turistas, logo mais desemprego, menos receita e menos riqueza para o país.

Que políticas de emprego tem este governo? Nenhuma.
Que postos de trabalho de emprego criou este governo? Nenhum, perdemos foi muitos postos de trabalho.
O Algarve parece ser uma região descriminada pelo governo, sempre foi assim nestes anos de PS no governo.
 
Um país que pensa assim não merece ter futuro.

Exacto! :) Eu sou de 73, enfim, não tenho consciência do que era antes, mas imagino daquilo que os meus pais me relatam da era antes 25 abril.

Quem fala assim só podem ser subsídio-dependentes! Atenção, quem neste momento recebe um subsídio, é porque tem direito a ele ou porque está passando dificuldades. Mas falo de uma classe de pessoas, e não apenas jovens, e não apenas de uma classe social, abrange todo o povo, que não sabe viver sem subsídio. Todos os subsidio-dependentes têm algo em comum:
1. Não estão preocupados com a reforma.
2. Vivem a vida, de forma social, no café bebendo uns copos, saindo à noite, até que lhe sobrem dias do mês.
3. Gostam de pagar um copo, embora a partir da 2a semana do mês já não tenham dinheiro e peçam ajuda.
4. Abusam das baixas médicas, mesmo quando estão em situação de desemprego mas frequentando um curso remunerado (subsidiado).
5. Estão a favor do actual governo, apenas porque acham que outros não fariam melhor.
6. Alguns passam tempo na internet (farmville, facebook e afins), mas são incapazes de redigir um currículo ou pesquisar um emprego.
7. Têm uma enorme incapacidade de expressão, maior ainda na escrita.
8. Não acreditam nas oportunidades que por ventura surjam, é até um incómodo serem chamados pelo centro de emprego.
9. Dormem de manhã, quando deviam já ter lido todos os jornais locais.
10. São incapazes de se apresentarem num local pedindo trabalho. Pensam que é o centro de emprego que encarregará dessa tarefa, e lá terão de ir.
11. Não têm terras, que lhes permita cultivar alguma hortaliça, ou fazer criação, e assim lhes fosse possível minimizar o custo de vida.
12. Por vezes partem para a desgraça emigrando por 1200eur, quando isso não chega para nada na frança, holanda, reino unido ou suíça. Quero dizer, não sabem qual o custo do nível de vida por lá. E depois ainda são os país a pagarem-lhes as contas da água, luz, ou o bilhete de regresso de bolsos vazios!

Emigrar é solução, mas só com boas garantias! Amigos ou família por lá, pessoas que atestem que não sejam enganados. Holanda, bélgica, frança e mesmo a suíça, já não vêem com muito bons olhos os emigrantes, atenção! Nem todo o luze é ouro.

O que portugal precisa é de um curso, uma injeção de confiança, empreendorismo, de faça você mesmo, de não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, de não mande carta vá antes lá bater à porta! Invista em si próprio e nos outros! Compre o que precisa, quando precisa, quando tenha dinheiro para comprar, e compre nacional! Juízo é o que precisamos todos.. :)
 
Fora, aqueles que já não fazem parte da lista de desempregados. :rolleyes:

Este governo do PS deu cabo do Algarve e ainda vamos ficar pior, a partir de Abril com as portagens na Via do Infante. Menos turistas, logo mais desemprego, menos receita e menos riqueza para o país.

Que políticas de emprego tem este governo? Nenhuma.
Que postos de trabalho de emprego criou este governo? Nenhum, perdemos foi muitos postos de trabalho.
O Algarve parece ser uma região descriminada pelo governo, sempre foi assim nestes anos de PS no governo.

Os governos em geral têm sido fracos em idéias eficazes no combate ao desemprego, uns mais que outros recorrem sempre à mesma bolsa de idéias:
1. Cursos de formação profissional, reduzindo-se temporariamente o número de beneficiários de prestações de desemprego.
2. Criação de emprego público sem utilidade, (em especial nas autarquias alentejanas).
3. Criação de apoios ao emprego, que saem cá para fora mas depois faltam verbas 15 dias depois.
4. Criação de apoios ao emprego, com condições que não servem as pequenas empresas.
5. Criação de grandes obras públicas com contratos que nos prejudicam a todos.
6. Adjudicação de pequenas/médias obras públicas por ajuste directo.
7. Substituição de boys & girls.

Apoios ao emprego existem uns 200 desde os anos 80, todos foram criados, poucos foram revogados/terminados. Isto é, hoje em dia o que se faz é mudar o nome a coisas que já existiram mas que deixaram de ter verbas! São medidas que só servem para ser anunciadas na comunicação social e depois vão desaparecendo na bruma do esquecimento.. :)

É este o país que temos! A governação é mais uma espécie de propaganda por flyers de medidas tendendo a ser cada vez mais e-governament mas com spam! É real não surreal.
 
Fora, aqueles que já não fazem parte da lista de desempregados. :rolleyes:

Este governo do PS deu cabo do Algarve e ainda vamos ficar pior, a partir de Abril com as portagens na Via do Infante. Menos turistas, logo mais desemprego, menos receita e menos riqueza para o país.

Que políticas de emprego tem este governo? Nenhuma.
Que postos de trabalho de emprego criou este governo? Nenhum, perdemos foi muitos postos de trabalho.
O Algarve parece ser uma região descriminada pelo governo, sempre foi assim nestes anos de PS no governo.

1) E fora os 700 000 portugueses que emigraram nos últimos anos;

2) O Governo não tem de criar empregos, essa função cabe às empresas, o poder político deve limitar-se a criar condições para que quem queira investir, criar riqueza e empregos possa fazê-lo, e para isso há que mudar muita legislação e mexer nos impostos.
 
É a opinião expectável de quem até se declara fã de Chomsky no próprio nick. Desafio-o a mostrar-me que país europeu nas últimas décadas condenou mais gente influente e rica que os EUA, não fossem eles um país que apeou do poder até um presidente,

Ena, que grande confusão nessa cabeça, nada no meu post anterior se referiu a algum julgamento de valor da democracia em Portugal ou na Europa. Chama-se a isto um "straw man", inventar algo que não foi dito ou escrito e depois tentar rebater isso, expectável de alguém que esta' "in love" com os EUA, só vê virtudes nunca defeitos, e que também parece não ter nunca lido algo escrito por Noam Chomsky.

Caso não queira ler sempre pode ver, aqui esta' uma entrevista feita por Andrew Marr, "BBC political editor":

"Andrew Marr interviews Noam Chomsky", Part 1


"Andrew Marr interviews Noam Chomsky", Part 2


"Andrew Marr interviews Noam Chomsky", Part 3



E aqui um documentário sobre o livro [ame="http://www.amazon.com/Manufacturing-Consent-Political-Economy-Media/dp/0375714499"] "Manufacturing Consent"[/ame], e' longo (quase 3 horas) mas vale apenas ver, NC explica sem nenhuma hipótese de contestação porque e' que o conflito em Timor Leste demorou tanto tempo a ser resolvido e porque e' que os EUA permitiram que a Indonésia continuasse o genocídio dos timorenses durante tanto tempo.


documentaryheaven.com: Manufacturing Consent

Desafio-o a mostrar-me que país europeu nas últimas décadas condenou mais gente influente e rica que os EUA,

Que gente rica e influente foram condenados nas ultimas décadas nos EUA?


não fossem eles um país que apeou do poder até um presidente, coisa impensável na Europa

Isso demonstra o extremo nível de corrupção a que se chegou nos EUA, o presidente pedir aos serviços secretos para espiar a oposição e inimigos políticos. E isso só se soube porque alguém resolveu denunciar, e mesmo assim não foi fácil. Quantos outros casos semelhantes em que não houve ninguém a denunciar?

Mais, o que e' que aconteceu a R. Nixon após o "impeachment"? Nada.

"On September 8, 1974, Ford granted him a "full, free, and absolute pardon". This ended any possibility of an indictment."

Isto e', após ser "impeached" Nixon nunca foi julgado nem condenado.

E' irónico que este caso extremo de corrupção ao mais alto nível politico seja usado para enaltecer as virtudes democráticas dos EUA.

Já agora, e' capaz de adivinhar qual o presidente dos EUA que admitiu ter mentido descaradamente aos americanos, sem que isso tivesse tido alguma consequência para ele?

"A few months ago I told the American people I did not trade arms for hostages. My heart and my best intentions still tell me that's true, but the facts and the evidence tell me it is not."


coisa impensável na Europa, onde lhe posso dar uma longa lista de políticos de todas as cores em imensos países que rapidamente teriam caído se vivessem nos EUA, quanto mais não fosse por vergonha e pressão da comunicação social, vergonha que não existe em muitos países da Europa. Experimente fugir dos impostos nos EUA, seja rico, seja pobre, para ver o que lhe acontece.

Impensávelna Europa o mesmo nível de corrupção? Talvez, depende dos países, a Europa não e' só um país. Que lista de políticos e' essa? Quais os países a que pertencem? Eu tenho a certeza que Berlusconi, um grande amigo dos EUA será um deles.

Fugir aos impostos nos EUA? Para que^ usar algo ilegal quando se pode utilizar a evasão fiscal, contas offshore, ilhas Caimão, etc.? So' aqueles que não são suficientemente ricos e' que não usam estes estratagemas permitidos pela lei.

E sobre democracia, deve pensar que a nossa pseudo-democracia é muito boa, experimente perguntar a um português se sabe qual qual é o nome do deputado em que votou e que o representa e com quem pode desabafar ou queixar-se. Alguém sabe ? Pois... democracia...

Outro strawman, aonde e' que eu escrevi que sou contra uma democracia em que os constituintes de um circulo elegem directamente o seu deputado? No entanto, há que ter em conta que o "first-past-the-post" (como aqui no UK) introduz bastante "quantization noise" nos resultados, este ruído pode ser reduzido utilizando um outro circulo proporcional.

A suposta democracia portuguesa é tão boa que um dos raros deputados (e alguns madeirenses) que efectivamente representou o povo que o elegeu e fez exactamente o que se espera de um deputado, negociar apoios para a sua região, de quem o elegeu, Daniel Campelo de Ponte de Lima, foi expulso do partido (CDS) e achincalhado por toda a classe política e comunicação social do regime durante anos. Achincalhado por um regime político que há décadas tem partidos virtuais (Os Verdes) ou partidos com deputados alternantes (BE) ou deputados para uma só causa (Miguel Vale de Almeida para o casamento Gay no PS por ex.), tudo absurdos duma pseudo-democracia em que supostamente elegemos os nossos representantes.

Como ja' referi, eu não fiz nenhum julgamento de valor acerca da democracia em Portugal. Você ate' pode ter razão quanto ao estado actual da democracia portuguesa. Talvez a solução seja as pessoas passarem a votar noutros partidos e não sempre nos mesmos em que costumam votar. Por outro lado, quando a democracia nos EUA tinha apenas 35 anos o nível de corrupção era muito elevada e uma grande percentagem da população não tinha direito a votar.


Se você acha que somos nós que temos que dar lições de democracia aos EUA, devia olhar para um dos muitos boletins de voto nos EUA, onde muitas vezes para além da escolha de representantes são referendados opções políticas, económicas, ordenamento, ambientais ou fiscais estaduais, quando em Portugal os políticos a maioria das vezes acham não se deve referendar certas questões porque o povo é estúpido, mesmo quando algumas coisas implicam com a nossa própria soberania.

Escolha de representantes? Quais os decididos 'a priori pelos democratas ou republicamos? Você acredita mesmo que a maioria eleitos representam os que os elegeram nas eleições? Claro que não, eles representam sobretudo quem lhes financiou a campanha. Não admira pois que a participação eleitoral nos EUA seja tão baixa:

http://en.wikipedia.org/wiki/Voter_turnout

Referendar politicas económicas, ambientais e fiscais? Já agora porque não referendar os diagnósticos médicos, as pessoas decidem qual a doença (e a cura) e assim não e' preciso contratar os verdadeiros experts. Nem sequer formar governo.

Não se fez algo semelhante a isso durante a reforma agrária no Alentejo? Os experts foram despedidos e tudo era decidido por votação. Claro que isso não resultou, será' que esse insucesso aconteceu porque eram comunistas (portanto estúpidos) mas todos os outros são bastante mais espertos e por isso vão votar como se fossem experts?

«If one is under 25 and is not a socialist, he has no heart; if one is over 25 and still a socialist he had no head»

This looks like redneck/libertarian talk, what about this:

"Anyone who read Ayn Rand as a kid was missing all the fun. Robert Heinlein was a much better writer. Of course, we all grow up and put away childish things. Unfortunately, some people take much longer to do so."
 
Editado por um moderador:
Estado Paternal

REVOLTA
Família de manequim queixa-se de falta de apoio do Estado



A família de Renato Seabra está revoltada com a falta de apoio das autoridades portuguesas ao manequim de 21 anos. "Tentámos o Consulado de [Portugal em] Nova Iorque e não nos foi prestada qualquer ajuda, argumentaram que não podiam, que era contra a lei. Referiram-nos que o próprio Governo português não lhes dava poderes para tal e que a única ajuda [que podiam fornecer] era dar indicações de onde é que o Renato estava", denuncia João Vidal, o homem "misterioso" que acompanhou a mãe do modelo para todo o lado na recente visita aos EUA.
Natural de Cantanhede (terra natal de Renato Seabra) e radicado nos EUA, o empresário ligado ao mundo das ourivesarias, de 47 anos, diz que a família do jovem requereu às autoridades portuguesas em território norte-americano todo o tipo de ajudas, "a nível económico, judicial e médica". E que em resposta a todos os pedidos ouviu um rotundo "não".
"Senti pena de ser português, pois todo o cidadão tem o direito de ter um acompanhamento da parte do nosso Governo. Somos cidadãos portugueses e deveríamos ter tido ajuda, não só económica mas psicológica", dispara João Vidal, para quem "o Consulado [de Portugal em Nova Iorque] deveria ter acompanhado mais de perto as necessidades da mãe e do Renato".
Contactado pelo DN, o chanceler consular de Nova Iorque, António Pinheiro, recusa responder a estas acusações: "Não tenho nada a acrescentar acerca disso." Fonte próxima do cônsul garante que "foi prestada toda a assistência prevista na lei quer à família de Renato quer à de Carlos Castro". (...)



http://www.dn.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1760643&page=2

Assim anda a mentalidade dos portugueses, o Estado que pague as contas...
 
Estado Paternal

REVOLTA
Família de manequim queixa-se de falta de apoio do Estado



A família de Renato Seabra está revoltada com a falta de apoio das autoridades portuguesas ao manequim de 21 anos. "Tentámos o Consulado de [Portugal em] Nova Iorque e não nos foi prestada qualquer ajuda, argumentaram que não podiam, que era contra a lei. Referiram-nos que o próprio Governo português não lhes dava poderes para tal e que a única ajuda [que podiam fornecer] era dar indicações de onde é que o Renato estava", denuncia João Vidal, o homem "misterioso" que acompanhou a mãe do modelo para todo o lado na recente visita aos EUA.
Natural de Cantanhede (terra natal de Renato Seabra) e radicado nos EUA, o empresário ligado ao mundo das ourivesarias, de 47 anos, diz que a família do jovem requereu às autoridades portuguesas em território norte-americano todo o tipo de ajudas, "a nível económico, judicial e médica". E que em resposta a todos os pedidos ouviu um rotundo "não".
"Senti pena de ser português, pois todo o cidadão tem o direito de ter um acompanhamento da parte do nosso Governo. Somos cidadãos portugueses e deveríamos ter tido ajuda, não só económica mas psicológica", dispara João Vidal, para quem "o Consulado [de Portugal em Nova Iorque] deveria ter acompanhado mais de perto as necessidades da mãe e do Renato".
Contactado pelo DN, o chanceler consular de Nova Iorque, António Pinheiro, recusa responder a estas acusações: "Não tenho nada a acrescentar acerca disso." Fonte próxima do cônsul garante que "foi prestada toda a assistência prevista na lei quer à família de Renato quer à de Carlos Castro". (...)



http://www.dn.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1760643&page=2

Assim anda a mentalidade dos portugueses, o Estado que pague as contas...

Dado que se trata de um caso ocorrido no estrangeiro, não estou seguro dos seus direitos enquanto contribuinte/beneficiário.

Mas se o caso se passasse em Portugal, o jovem poderia efectuar um pedido de protecção jurídica à Segurança Social. Esse apoio poderia obter deferimento caso se verificasse que o beneficiário não tivesse capacidade financeira para pagar os custos judiciários.

Se é bom ou mau, termos um estado paternalista, não sei.. O que sei é que todos efectuamos descontos, temos por isso obrigações/deveres, mas também direitos. Trata-se aqui de apoiar alguém que por ventura não tenha meios financeiros. Mas como digo, desconheço, de momento, os apoios jurídicos que poderia solicitar no estrangeiro, nestas situações.
 
Um artigo de Paulo Morais, a capital imperial.

Pecado capital

Portugal continua a sustentar uma capital imperial, mesmo quando já não há império. Sem o velho imenso território, de Melgaço a Timor, a Lisboa centralista entretém-se hoje a colonizar o continente. O regime político vigente impõe-nos um modelo de desenvolvimento (?) monstruoso em que se sacrifica todo o território aos privilégios da corte.

Para alimentar este sistema, os portugueses são fustigados com mais e mais impostos, cujo primeiro objectivo é o de sustentar uma oligarquia imensa instalada na capital. Esta casta é constituída por membros de umas tantas famílias que se distribuem pelos cargos de alta direcção da Administração Pública. Ocupam, de forma rotativa, os postos que conferem maiores regalias. Estes "boys" de luxo saltam dos ministérios para o Parlamento, daqui para os tribunais superiores, pululam entre os melhores "tachos", usufruem de todas as vantagens.

À sua volta e para os servir, concentra-se um séquito de funcionários. Só nas imediações do Terreiro do Paço, num raio de três quilómetros, estão sediados cerca de 60 mil funcionários públicos, distribuídos pelos mais diversos serviços governamentais. Estranhamente, há ainda milhares de empregados do Estado em ministérios cujos serviços estão descentralizados, como a Saúde ou a Segurança Social. Há até funcionários do Ministério da Agricultura que vivem em Lisboa e nunca devem ter visto uma couve. Mas a situação mais bizarra sente-se na Educação, onde mais de mil milhões de euros do respectivo orçamento são derretidos no gabinete ministerial.

E tudo isto, ao mesmo tempo que fecham escolas na província. Mas não só. Enquanto no Norte o desemprego cresce sem parar e o Interior se desertifica, ao mesmo tempo que pelo país encerram escolas, tribunais e serviços de saúde - na capital, todos os investimentos e esbanjamentos são possíveis, todos os pecados são permitidos: mais auto-estradas, expansão do metropolitano, nova travessia do Tejo, mais um aeroporto, novos teatros e museus...

Na capital não há limites, nem para a imaginação, nem para gastos incomensuráveis. Lisboa continuará a absorver todos os recursos do país.

Até quando vamos admitir este saque?

JN

http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1760628&opiniao=Paulo Morais
 
CP prepara-se para fazer obras na Linha do Algarve

A CP prepara-se para introduzir alterações na linha do Algarve. As mudanças estão contempladas no Plano de Atividades e Orçamento para 2011, disponível no sítio do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF).

O «barlavento» mostra o que pode mudar:

> Melhorar a qualidade do serviço, através da introdução ou reafetação de material com maior conforto;

> Introduzir, a partir do primeiro trimestre de 2011, na linha do Algarve, o atual material circulante das linhas do Douro e Minho;

> Supressão das composições UDD600 e de algumas Allan 350, já obsoletas;

> Criar novos títulos de transporte para aumentar a procura turística;

> Crescimento da oferta a partir de Abril (previsível início da introdução de portagens na Via do Infante);

> Eliminação das 10 circulações diárias do trajeto Faro-Tavira, substituindo-as pelos novos trajetos completos entre Faro-Vila Real de Santo António, com 21 circulações aos dias úteis e 18 aos fins de semana;

> Introdução da nova família de comboios Faro-Tunes, com 4 circulações aos dias úteis e fins de semana, a partir de Maio.

Fonte: Barlavento Online

Mais uma anedota, que bom o Algarve vai receber o material que circula no Minho e Douro logo já vem estoirado. :lmao::lmao:

Para quando a electrificação completa da Linha do Algarve, para quando o InterCidades chegar a VRSA, isso fazia muita gente ir de comboio, agora andar num comboio que aquilo parece ser um comboio a vapor. :lmao::lmao:

Comboios: Apenas pequenas deslocações são compatíveis com a linha do Algarve

Chegar à estação de Tavira não é complicado. O horário já fora consultado na Internet, mas, para segurança, peço um em papel. «Não há», respondem-me do guichet. «E em Faro?», pergunto. «Também não devem ter». Compro o bilhete: 2,45 euros.

Um minuto depois da hora, duas composições a diesel entram lentamente na estação. Subo pela última carruagem, que me parece de primeira classe. Como não tenho a certeza, avanço para a carruagem seguinte, onde encontro assentos menos confortáveis, embora mais espaçosos.

A viagem começa pela campina de Tavira. Pergunto ao revisor se o bilhete está limitado às carruagens normais. Fico a saber que dá acesso a todas: já não há distinção entre primeira e segunda classe.

Num dia de semana, à hora de almoço, as carruagens estão a meio-gás, embora as faixas etárias sejam heterogéneas, desde os 20 aos 60 e muitos anos. Depois de uma breve paragem na estação da Luz, cujo edifício já foi encerrado e entregue aos graffiti, entram duas pessoas. Próxima paragem: Fuzeta. Aqui, há buliço e jovens.

Nas mesmas carruagens que passaram pela linha do Tua e agora servem o Algarve, não há climatização. Há janelas que se abrem ao gosto de cada um. Dois lugares depois de mim, um telemóvel toca, alguém atende alto com um francês arranhado para depois se colocar à janela.

O ar frio de Janeiro começa a circular pela carruagem, sem que o homem se importe. Há quem se sinta incomodado, mas fica-se por um olhar. Chega o revisor. A janela fecha-se.

Apesar de as carruagens estarem limpas, há quem não se preocupe com isso. Ao meu lado, um passageiro coloca um pé em cima do assento da frente e outro em cima da bancada de apoio. O revisor passa novamente, olha de relance, embora não comente. O passageiro não cede…

Pouco mais de vinte minutos depois, sem atraso, chega-se a Olhão. Antes, e em amena cavaqueira, um grupo de quatro pensionistas aproveita os bilhetes de terceira idade. As conversas giram em volta de um roubo, mas ainda assim vão dizendo que as viagens de dia e em carruagens cheias «não lhes metem medo».

Em Olhão, cruzam-se dois comboios, há movimento. Daqui, a viagem segue a bom ritmo até Faro. Dez minutos de caminho, por um euro, são o convite da CP para quem quiser deixar o carro em casa, até porque aqui a estação está dentro da cidade e evita os engarrafamentos à entrada de Faro.

A chegada a Faro faz-se à hora marcada. Na linha ao lado, o Alfa Pendular – o comboio mais moderno da CP – prepara-se para arrancar para Lisboa. Ao seu lado, ouve-se o chiar de uma composição grafitada, das mais antigas da frota, que se prepara para rumar até Vila Real de Santo António.

Lembro-me de que me falta o horário. Vou à estação. Não há o formato original, mas alguém se lembrou de uma solução. A fotocópia serve perfeitamente.

Não pretendo ir até Lagos, mas dou uma espreitadela ao placard. São 14h20, mas o comboio para a cidade dos Descobrimentos só partirá quase duas horas depois, para chegar ao destino por volta das 18 horas.

Fico a saber que esta é a pior hora para atravessar o Algarve. Depois das 13h00, são precisas seis horas para cruzar, de comboio, os 150 quilómetros que separam Vila Real de Santo António de Lagos.

Fonte: Barlavento Online

Apanhamos o comboio chegamos a Faro se quisermos ir para o Aeroporto ou para a Universidade, temos várias opções ou vamos a pé :lol:, de autocarro, ou de táxi. Por isso, vamos de carro que sai mais económico. O Algarve tem uma linha que hoje em dia não serve a população. Deviam criar um metro de superfície no eixo triangular Faro-Olhão-Loulé, onde passasse por locais que servissem as populações e não que deixam as populações a milhas.
 
Que eu saiba foi você que aterrou neste tópico com uma curta frase bombástica de que nos EUA um dolár era um voto, e que o Madoff só foi preso porque prejudicou ricos. Uau ! Como definiria essa falácia , ou mesmo saco cheio de falácias? Ou seja, uma épica entrada à "troll

E' mais que óbvio que os EUA se estão a transformar numa Moneycracy, reforçada pela recente decisão do US Supreme Court de 21 Jan 2010, não e' por usar exclamações, chamar "troll" ou dizer que e' uma falácia que vai desmentir isso.


Acha que nos EUA seria possível um presidente manter-se no cargo falsificando toda a sua formação académica ?

Como ja' referi no post anterior, nos EUA não só e' possível como parece ser a norma um presidente mentir descaradamente aos americanos e manter-se no cargo.

Os EUA podem ser uma nojeira em variados aspectos, mas tem uma coisa muito boa, uma opinião pública poderosa, e uma comunicação social
diversificada não dependente do poder político, pois são as próprias pessoas que compram os jornais que sustentam os Media, ao contrário de nós.

Grande parte dos media nos EUA são controladas por ""big business" que por sua vez contribuem financeiramente para campanhas eleitorais dos democratas e republicanos. Opinião publica poderosa? Deve-se estar a referir ao Tea Party movement.

O Chomsky não foi aquele que dizia que o genocídio dos Khmers Vermelhos no Camboja era propaganda ?

NC nunca disse isso, mas claro você não podia saber isso porque nem leu nem quer ler NC, prefere acreditar nas tretas que os outros lhe dizem. O que NC disse foi que na altura em que os Khmer Rouge estavam a cometer genocídio no Cambodja e eram amplamente noticiados na imprensa ocidental, ao mesmo tempo um outro genocídio proporcionalmente mais grave estava a ser cometido pela Indonésia em Timor Leste e praticamente ignorado na imprensa ocidental. Porque^ esta diferença de tratamento? Simples, os Khmer Rouge eram comunistas e as armas que eles utilizavam não eram compradas aos EUA enquanto que o regime de Jacarta tinha o apoio implícito e explicito dos EUA (e outros países do ocidente) que lhes continuou a vender bastante armamento durante todos esses anos.

Ou é aquele que ainda há pouco andou a elogiar o Chávez ?

Qual o problema de elogiar Chavez, afinal ele não e' eleito democraticamente? Sempre preferível do que ele elogiar esse terrorista e criminoso de guerra George W. Bush, Contrastar a constante propaganda anti-Chavez nos media do ocidente com o silencio quase absoluto relativamente ao regime repressivo e brutal de Ben Ali, o ditador tunisino durante os últimos 23 anos. Quer dizer, silencio quase absoluto ate' que não foi mais possível ignorar a recente revolução popular que ainda esta' a occurrer, e mesmo assim um ministro francês ainda chegou a propor enviar tropas para ajudar Ben Ali a manter-se no poder. Estes 2 exemplos de double-standards insere-se perfeitamente no Propaganda Model.

Mas já agora, o Chomsky não é um produto tipicamente americano ? Tal como o Michael Moore ? Que seriam desses dois sem a típica grande América?

Chomsky e Moore produtos tipicamente americanos? Claro, afinal eles são cidadãos dos EUA. Alia's isto e' o que NC diz acerca dos EUA (como foi escrito por ele você^ provavelmente não ira' concordar):

Chomsky has stated that he believes the United States remains the "greatest country in the world", a comment that he later clarified by saying, "Evaluating countries is senseless and I would never put things in those terms, but that some of America's advances, particularly in the area of free speech, that have been achieved by centuries of popular struggle, are to be admired." He has also said "In many respects, the United States is the freest country in the world. I don't just mean in terms of limits on state coercion, though that's true too, but also in terms of individual relations. The United States comes closer to classlessness in terms of interpersonal relations than virtually any society."


Meus caros, quanto mais velho fico, menos paciência vou tendo para os filósofos visionários tipo Chomsky, li muita coisa quando era
mais novo, mas estou farto, sobretudo dessa esquerda filosófica,

Chomsky "um filosofo visiona'rio de esquerda"? Ele e' um filo'sofo da linguagem mas e' sobretudo um historiador, bastante critico da politica externa americana. Tudo o que ele escreve esta' baseado em factos amplamente documentados e propriamente referenciados nos livros que ele escreve, nada a ver com filosofias de esquerda visiona'rias.

basta-me abrir os olhos para o nosso país, da doutrina do ISCTE, dos boaventuras paciências de santos e companhia que tem delineado as
políticas sociais e da educação, estou farto de ver como tem destruído o pais e a nossa educação. Estou farto de "educadores do povo"

Voce não gosta de educadores do povo? E' curioso que o ditador italiano Mussoline tambe'm nao gostava.

deixem-nos em paz, eduquem-se a si próprios

Esta do "no's" nao percebi, você esta' a falar em nome do povo?

Nos últimos 20 anos fiz parte de vários projectos de solidariedade social, incentivei e trabalhei nuns, difundi e apoiei muitos mais, mas em 20 anos nunca vi uma única vez a porra dum desses filósofos de esquerda que passam a vida a falar dos pobres. Colaborei com muita gente de esquerda, gente humilde por quem tenho toda a estima, mas se lhes perguntar quem é o Chomsky provavelmente perguntam-me se é uma chamuça ou qualquer coisa do género, e ainda bem.

Você parece estar obcecado com os filósofos de esquerda e parece ficar especialmente feliz se as pessoas se revelarem conformistas e ignorantes, expectável para quem não gosta de "educadores do povo".

Não me peça portanto para ver os vídeos do seu querido Chomsky. Eu se quiser uma missa, vou antes a uma Igreja. Poupe-me.

"querido"? "missa"? "Igreja"? Isto e' precisamente oposto daquilo que NC escreve e propõe, ele e' anti-heróis e quer que as pessoas pesquisem e analisem os factos elas próprias e não acreditem acriticamente no que os outros lhes impingem, no que leiam nos jornais, ouçam no radio ou vejam na TV. Não fazer isso no país com maior poderio militar do planeta seria altamente irresponsável e perigoso, mas claro você não quer saber disso para nada, como diz o ditado, "o amor e' cego".
 
20 nov 2003
Diário de Notícias
João César das Neves
"Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem."

Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.
Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.
Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Aliás, tem mesmo um só elemento: Portugal.
A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), que se tornou famosa no ano passado pelo estudo que fez dos "bananas da república", iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ
procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.
Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido"
- O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses." Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.
Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.
Actualmente e a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso
país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas,
deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.
Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade
económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento
industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.
É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.
Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.
Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho." A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo:
"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".
 
Entre isso e a Merkel a tratar de nos contratar (Portugueses e Espanhóis) para substituir os Turcos e os Árabes não há grande diferença. Não há volta a dar. A nossa estupidez mesmo sendo estúpida é barata e atractiva...
 
Governo e patrões querem corte nas indemnizações por despedimento

O Governo desvenda hoje qual a sua proposta para "aliviar" os encargos das empresas com os despedimentos, que poderá passar pela imposição de um tecto máximo aos valores pagos aos trabalhadores, à semelhança do que acontece em Espanha.

As organizações patronais querem reduzir para metade ou para um terço as indemnizações nos processos de despedimento colectivo ou por extinção do posto de trabalho e defendem a imposição de um tecto máximo, que actualmente não existe. Os sindicatos, principalmente a CGTP, nem querem ouvir falar de tal hipótese.

Os dados estão lançados para a reunião mais polémica em torno do pacote de 50 medidas que o Governo quer pôr em prática ainda este ano para "fomentar a competitividade e o emprego".

Actualmente, os trabalhadores envolvidos em despedimentos colectivos ou cujo posto de trabalho foi extinto têm direito a uma indemnização de um mês de salário-base (sem contar com os suplementos) por cada ano ao serviço da empresa, sem que a lei preveja qualquer limite máximo. Na prática, um trabalhador que tenha 30 anos de casa terá direito a uma indemnização correspondente a 30 salários.

Ora tanto a Confederação da Indústria (CIP) como a Confederação do Comércio e Serviços (CCP) e a do Turismo (CTP) argumentam que os valores actuais impedem as reestruturações das empresas. Gregório Rocha Novo, dirigente da CIP, não tem dúvidas que "é preciso preservar o emprego e evitar que as indemnizações sejam um factor de desemprego". A indústria recupera uma reivindicação antiga e vai propor hoje que a indemnização passe a corresponder a meio mês por cada ano de antiguidade, com o limite máximo de 12 meses e com um valor também limitado.

A CCP e também a CTP propõem um modelo semelhante ao que vigora em Espanha e aponta os 21 dias de salário por cada ano de antiguidade como valor a aplicar no cálculo da indemnização, com o limite máximo de 12 meses. Além disso, os serviços reclamam o fim das indemnizações pagas aos trabalhadores que saem da empresa no fim do contrato a termo e para que as medidas tenham efeito imediato pedem que isto se aplique a todos os contratos de trabalho, actuais e futuros.

Inspiração espanhola

Estas propostas extravasam as linhas gerais apresentadas no final de 2010 pelo primeiro-ministro. Nas reuniões com patrões e sindicatos, Sócrates propôs-se impor um tecto máximo às indemnizações por despedimento e criar um fundo financiado pelas empresas para pagar uma parte dessas indemnizações dos trabalhadores. Mas deu a garantia de que as novas regras se destinarão apenas ao trabalhadores que iniciem a sua actividade profissional numa empresa após a entrada em vigor da medida.

O Governo parece inclinar-se para aplicar, em parte, o modelo espanhol e poderá colocar em cima da mesa a imposição de um limite máximo de 12 meses às indemnizações por despedimento colectivo.

Oficialmente nunca se falou em reduzir o valor das indemnizações, embora o secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, garanta que está tudo em negociação. Em Espanha, o trabalhador vítima de despedimento colectivo recebe uma indemnização de 20 dias de salário por ano, com um limite de 12 meses de salário. Mas a indemnização é calculada com base no salário total, incluindo os suplementos.

Na prática, um trabalhador com 30 anos de casa recebe no máximo 12 salários, anulando-se os restantes 18 anos de antiguidade, mas a base de cálculo é superior ao que acontece em Portugal, dado que conta a totalidade do salário e não apenas o vencimento-base.

A CGTP considera a pretensão do Governo de alterar os custos com as indemnizações "absurda", acusando-o de estar a ajudar as empresas "a substituir os trabalhadores efectivos por trabalhadores precários, com salários mais baixos, menos direitos e maior precariedade social". "O Governo socialista está a fazer propostas que nem Governos de direita tiveram coragem de propor no passado", afirmou à Lusa Arménio Carlos, da comissão executiva da CGTP.

Na UGT, considera-se que a imposição de um tecto às indemnizações é uma forma de embaratecer os despedimentos, mas, ainda assim, o presidente da central, João de Deus, diz-se disponível para negociar. Com três condicionantes: que os tectos se destinem apenas a novos contratos, que o valor imposto seja "razoável" e que o fundo para financiar as indemnizações seja exclusivamente suportado pelas empresas.

isto é que é um governo de esquerda??????
 
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:lol:
 
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