O Estado do País

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Marina do lugar de baixo foi afectada pelo temporal? ( 80 milhões enterrados até à data)
Estádio dos Barreiros também levou com o aluvião ? (para que mais um estádio no Funchal???, custo do campo do Nacional e do Marítimo custaram ou iram custar 80 milhões ; Inter e o Milan jogam os 2 no mesmo estádio)
Até poderia falar nas Sociedades de Desenvolvimento que endividaram a Madeira por 30 anos, mas já chega de exemplos.
 
Marina do lugar de baixo já devia ter sido vendida.

Estádio do Maritimo sou defensor de clube único. Sem mais...
 
Geração à rasca 'é herdeira do problema do Estado Social'
O antigo ministro das Finanças Medina Carreira afirmou que o maior problema do país é o Estado Social e deixou claro que a Geração à Rasca ainda nem tem bem noção de quão 'à rasca' está.

Num ciclo de conferências promovido pela associação CAIS e que se iniciou esta quarta-feira no ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), o economista deixou aos jovens uma mensagem preocupante: «Vamos voltar ao Portugal das décadas de 30 e 40» - quando não existiam apoios sociais - e, por isso, «tomem cuidado, não contem com as pensões de reforma e vão colocando algum dinheiro de parte».

Tendo sido o último orador a intervir na primeira de três tardes de um conjunto de conferências subordinadas ao tema Quanto custa ser feliz? Por uma economia do bem-estar, Medina Carreira explicou que o Estado de direitos adquiridos que se vive em Portugal é «insustentável». O fiscalista demonstrou que desde a década de 90 o crescimento económico diminuiu enquanto os gastos do Estado com a Saúde, as pensões e a Segurança Social aumentaram, deixando claro, portanto, que «enquanto as prestações sociais não diminuírem, a despesa pública não vai parar de aumentar».

De acordo com Medina Carreira, os principais problemas que Portugal defronta são o facto de ser um país «periférico» e com um «sistema fiscal pesado, confuso e que muda a cada três meses». Problemas aos quais acrescenta uma corrupção crescente no seio do poder público e político. Para o antigo ministro das Finanças, a solução não se afigura fácil e deixa o recado: «Temos de arrumar a casa, temos de ter um Governo capaz».

No final da conferência, e em jeito de resposta ao mote dado pela CAIS, deixou a sua opinião de que «a felicidade é problema de cada um» e que não cabe ao Estado assegurá-la.

SOL
 
Além dos lugares comuns e do fascínio pela ditadura e pelo messias que há-de vir, Medina Carreira não aponta nenhuma pista sobre como se pode crescer economicamente nem parece ter qualquer noção de economia nem sequer de solidariedade.

Já ontem surgiram boçalidades semelhantes por parte de um tal de Alexandre Santos que afirmava que teremos de trabalhar mais horas pelo mesmo salário porque o patrão do Pingo Doce nunca se esquecia dos trabalhadores mais dedicados.

Toda a situação é vergonhosa. Restam-nos as eleições de 5 de junho para mostrar quem ainda manda no país.
 
Além dos lugares comuns e do fascínio pela ditadura e pelo messias que há-de vir, Medina Carreira não aponta nenhuma pista sobre como se pode crescer economicamente nem parece ter qualquer noção de economia nem sequer de solidariedade.

Já ontem surgiram boçalidades semelhantes por parte de um tal de Alexandre Santos que afirmava que teremos de trabalhar mais horas pelo mesmo salário porque o patrão do Pingo Doce nunca se esquecia dos trabalhadores mais dedicados.

Toda a situação é vergonhosa. Restam-nos as eleições de 5 de junho para mostrar quem ainda manda no país.

Se tivesses visto os programas dele com o Mário Crespo, saberias que ele apontou várias soluções e deu muitos saídas para os nossos problemas estruturais.
 
Se tivesses visto os programas dele com o Mário Crespo, saberias que ele apontou várias soluções e deu muitos saídas para os nossos problemas estruturais.

Não vi todos os programas porque chegou a um ponto em que era repetitivo. Mas também tenho a entrevista dele ao Ricardo Costa em livro quando saiu em 2007.

Vi, li mas não concordo.
 
Pois, é isso mesmo.

Com austeridade, as economias só andam para trás, e portanto a crise alimenta-se mais ainda a si própria. É uma lição histórica é a depressão dos anos 30.

O que temos que fazer agora é precisamente o contrário: é aumentar os salários e o nível de vida, para que as pessoas deixarem de viver "em crise" e o dinheiro circule mais.

Para isso, é preciso também apostar em coisas como a produção nacional, focar mais na nossa produção e valor, em vez de "comprarmos" o que vem lá de fora. A longo prazo, sai mais barato, cria mais emprego local, e movimenta a economia Portuguesa.

PS e PSD estão a fazer precisamente o contrário e daí o caos em que nos encontrámos.
Em Portugal vive-se cada vez pior. Não há respeito pelos trabalhadores.
E os culpados são PS, PSD e CDS, os partidos que nos tem governado.

Querem exemplos positivos? Islândia, Alemanha, Áustria.
Nestes países ainda se vive muito bem.
Eu falo da minha própria experiência pessoal.

E nem tem muito a ver com o quadrante político.
Na Alemanha o governo é a direita cristã.
Na Islândia actual o governo é a esquerda e os verdes.
Na Áustria o governo são os socialistas (à esquerda do nosso PS)

Outra coisa actual, e realmente nestes países acima, há uma grande preocupação em relação a isso, é o Euro.
O projecto Euro foi um falhanço. Vale bem a pena pensar que todo o neoliberalismo sem cabeça, resultou mal.

A Islândia é um país que se opõe fortemente à entrada no Euro.
A Áustria e Alemanha, economias também fortes, cada vez mais pensam em voltar às suas moedas antigas.

Sem crescimento económico não há nada para ninguém.

Mais, sabem hoje, exactamente porque não crescem, que não vão ser capazes de devolver o dinheiro emprestado.

E sabem também que a única forma de sobreviver é sair do mercado e reestruturar a dívida tal como fez a Islândia.

O Euro acabou hoje. O resgate de Portugal arrastará a Espanha para o centro da crise. E para eles não haverá dinheiro que chegue.
 
Recomenda-se que a dívida pública em percentagem do PIB não ultrapasse o valor de 60%.

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Este gráfico mostra duas coisas interessantes.

A primeira é que a dívida pública explodiu a partir de 2005, para o valor mais alto de sempre dos últimos 160 anos. A última vez que sucedeu algo parecido, no final do século XIX, o país teve décadas de estagnação e recessão, acabando como todos nós sabemos com Salazar a pôr as contas em dia.

A segunda é que nas décadas de 50, 60, e no início da década de 70, quando Portugal teve o maior crescimento económico do último século e meio, a dívida externa em percentagem do PIB estagnou ou diminuiu. Para crescermos, não precisarmos de ir lá fora pedir emprestado.


Acrescento:
A terceira é que o único período em que a dívida decresceu, a sério, foi no período em que não eramos governados por partidos politicos...

Mas parece que há outras soluções menos radicais para o país...ou pelo menos exemplos...Islândia (apesar de pequeninos e apesar da crise ser origem bem diferente):
Cito a seguir um artigo recebido:

Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)
foto
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística dupla) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Por Francisco Gouveia, Eng.º
 
O proselitismo do partido único. Só falta declarar a suspensão da democracia e a inutilidade das próximas eleições.

Uma caldeirada que junta no mesmo lugar Soares, António Barreto, Pacheco Pereira, Belmiro de Azevedo, Proença de Carvalho, Freitas do Amaral e o Eduardo Lourenço mais o Boaventura Sousa Santos.

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Esses gráficos deviam estar na cabeça de todos os portugueses. Ontem Socrates fez o discurso do medo, dos ultra neo-liberais do PSD, mas esse gráfico das PPP (parceiras público privadas) desmonta-o completamente. E noutro post já tinha mostrado o que se está a passar com os socialistas na saúde privada em Portugal. Mas já nada surpreende por aquelas paragens deste PS todo rendido ao grande líder, não sei o que assusta mais, se o líder, se todo um partido tão importante da nossa democracia a exercer tamanho culto da personalidade. É assustador.

Ontem estava a ver o discurso do Sócrates e a pensar como é possível que alguém que teve a prestação que teve nos últimos 6 anos, tenha um discurso deste tipo!? Onde a arrogância domina, onde só ele é que sabe o que é bom para o país, onde da sua boca só saem "verdades inquestionáveis", e todos os outros (oposição) são uma cambada de "pilantras" incompetentes, sem ideias, que só querem o pior para Portugal, e que são os responsáveis pela situação caótica a que o pais chegou!

E o que mais me deixa preocupado é que quem ouve este tipo de discurso, principalmente a faixa etária mais "avançada" (e que representam uma fatia considerável do eleitorado), facilmente se deixa convencer. Ainda por cima, no lado da oposição, não vejo ninguém com um discurso deste género, cativante e que convença as pessoas que o "pilantra", afinal, é o Sócrates.

Dos vários contactos que tenho tido com amigos e colegas, tenho reparado que muita gente, apesar de saber que Sócrates não esteve nada bem nos últimos anos, ainda pondera voltar a votar no tipo...

Parece-me que a estratégia montada por Sócrates está a funcionar tal como ele previa. A vitimização funciona às mil maravilhas diante do povo português...

Já estive mais convicto de que não iríamos ter Sócrates novamente eleito...
 

Fizeste mal a contas. Tens de retirar 80 anos de dominação dos Filipes e em convívio com eles mais 285 anos de poder do Santo Ofício do Vaticano.

Assim de 1143 a 1383 e de 1385 a 1536, sim houve um poder independente e representativo do povo, que só seria recuperado na revolução liberal de 1821, entretanto perdido pela guerra civil de 1828 a 1834. Dá portanto 575 anos.

A mania dos feitos históricos sem igual é uma paranóia original portuguesa. Nenhum povo consegue ser tão insuportável no matraquear dessa lenga-lenga.
 
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