O Estado do País

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E se há bastantes exemplos!
Por exemplo, ainda até bem pouco tempo e acredito que a situação se mantenha, na Biblioteca Municipal de Loures, na secção dos computadores onde se requisita o acesso à net através dos mesmos, o atendimento é composto por 3 funcionários, 2 deles "complementam-se", um faz as tais requisições enquanto outro serve de reforço quando surgem pedidos de impressão ou fotocópia de conteúdos, quando estão livres (boa parte do tempo) as revistas de quiosque são o seu passatempo preferido..., falta o 3º funcionário, uma senhora aparentando ter uns 40 e poucos anos e cujo o único trabalho que até aí pude presenciar é apenas deslocar-se até à impressora ou fotocopiadora (a 2m de distância) para retirar as cópias ou impressões e entregá-las aos utentes; ah e no ato do pagamento dessas cópias pede a um dos outros dois funcionários para receberem o dinheiro e fazerem o troco em caso disso!
Já várias vezes vi filas de pessoas à espera de serem atendidas visto que os tais 2 funcionários por alguns momentos não estavam presentes e esta senhora simplesmente dizia às pessoas para aguardarem pelos colegas que não demoravam enquanto descaradamente e descontraidamente ela folheava uma das revistas de quiosque de um dos outros colegas!!!
Isto é uma das situações revoltantes que qualquer cidadão questionaria o porquê de 3 funcionários naquela secção quando um apenas faria tudo aquilo e ainda lhe restava tempo para folhear as tais revistas! Eu sinceramente acho que teria vergonha de ter um emprego destes, mas para muito boa gente isso é completamente natural...:rolleyes:

Todos nós temos conhecimento disso:
Todos temos conhecimento também de pessoas que são bem ao contrário disso, algumas delas são mais jovens e mais responsáveis (porque será?)
Mas por vezes o mau funcionar das instituições publicas baseia-se também em não saber orientar os recursos e os readaptar a novas funções. Como disse aqueles que não queiram adpatar-se e serem produtivos deveriam ter a devida cartinha de saída, com justa causa numa lei de trabalho em que a idade não seja um posto.
Tudo o que aqui escrevi não é compatível com atitude, não sei se, xenófoba ou pouco admissível de uma questão que para muitos, como eu é questão de honra e comunidade responsável.

Admiro a Auto-Europa que aceitaram 2 pilares, produção e conjunto (na sua redução de salários) e agora para mim é um Orgulho como Português.

Também me orgulho como Madeirense não termos ainda nenhuma greve estando, nós, também sentindo o aperto!
 
1)... Despeçam todos os funcionários públicos das juntas e autarquias extintos, que tenham menos de 40 anos. Os restantes devem ser colocados num programa de mobilidade, e transferidos para serviços onde haja vagas disponíveis; se recusarem, também deverão ser despedidos. Façam uma auditoria nos concelhos e juntas que não sejam extintos, e aí, despeçam também todos os funcionários públicos excedentários com menos de 40 anos. ...

Eu andei nestes dias a tentar digerir esta sugestão, mas não consigo.

Então os funcionários públicos que ainda têm alguma salvação porque não estão tão "absorvidos" pelo sistema é que deviam ser despedidos?

Ficava a "máfia raquética" do tempo das máquinas de escrever na F.P.?

O desemprego é maior nas gerações mais jovens, vamos lá agravar?

O principal problema da função pública não são os funcionários em si (de baixa hierarquia e seja qual for a sua idade). O problema principal são as chefias, em excesso e de muita má qualidade.

Assim como os políticos, estes "governam" as suas secções/direcções/departamentos a seu belo prazer e porquê? Assim como os políticos não têm que prestar contas.

Pegando no caso do joseoliveira, a culpa é dos 3 funcionários ou de quem os colocou lá?
 
É um pau de dois bicos, mas mantenho a minha posição, é prejudicial para o país o excesso de funcionários públicos que grassa nalgumas áreas do sector público, trata-se de um problema que deveria ter sido corrigido há muito.

As pessoas com mais de 40 anos na função pública, regra geral, têm uma formação mais baixa que as novas gerações, e para além disso, teriam muita dificuldade em conseguir emprego no sector privado, pois como se sabe, o mercado de trabalho está sem ética nem moral e só admite, em muitos casos, pessoas com menos de 30 ou mesmo 25 anos. Os mais jovens, que estão no poder local, teriam mais facilidade em recomeçar que os mais velhos.

As autarquias têm contribuído muito para o aumento do número de funcionários públicos nos últimos anos, quando há muito que se sabia que a ordem era para manter ou reduzir. Parece-me que é um dos sectores onde se terá de cortar, pois não vamos mexer no número de professores, médicos, enfermeiros ou polícias. Penso que o poder local emprega cerca de 100 000 almas, mas não sei se este número inclui quem está nas empresas municipais, por exemplo.
 
As pessoas com mais de 40 anos na função pública, regra geral, têm uma formação mais baixa que as novas gerações, e para além disso, teriam muita dificuldade em conseguir emprego no sector privado, pois como se sabe, o mercado de trabalho está sem ética nem moral e só admite, em muitos casos, pessoas com menos de 30 ou mesmo 25 anos. Os mais jovens, que estão no poder local, teriam mais facilidade em recomeçar que os mais velhos.

Eu também concordo contigo nos jovens terem maiores probabilidades no mercado privado de trabalho. O problema é que é escasso neste momento. Imagina um cenário como o que propões...
 
Portugal precisa de mais médicos, enfermeiros e polícias. Porquê? Porque pagar horas extra sai muito mais caro! Sabiam que há médicos a receber dos hospitais mais de 100eur por hora quando a tabela do estado diz que recebem pouco mais de 17eur/hora? Alguma coisa está mal..

Culpar o excesso de funcionários públicos pela crise é um erro tremendo, despedir os que têm menos de 40anos pior ainda!! Nós queremos é uma máquina eficiente, para que possam continuar a sair 3 e entrar 1!

Senão reparem: dizem que temos 600 mil funcionários públicos. Ora, se em média cada um recebe 1000eur por mês (muito por alto), então a despesa anual com funcionários públicos é de 600milx14mesesx1000 eur, o que resulta 8400milhões euros! O que é 8400 quando comparado com os mais de 30mil milhões de euros de dívida do estado só este ano??

A despesa do estado não tem a ver com o ordenado dos funcionários, mas com os cargos polítizados, os concursos por ajuste directo, as PPP, o financiamento de n instituições e dos partidos! Isso sim!! :)

Ps: se querem que vos diga, tenho quase a certeza de que os funcionários das juntas de freguesia não são funcionários públicos. São equiparados aos auxiliares das escolas. Assim como os deputados, os presidentes de junta também não são obrigatoriamente funcionários públicos (alguns podem acumular funções). Tal como existem muitos, mas muitos trabalhadores do estado que estando ainda a contrato ou até a recibo verde, não são funcionários públicos! Atenção.. :)
 
Estranho esta moral, despede-se as cegas, uma maior parte dos casos aqueles que trabalham e deixam-se intocáveis aqueles que rapidamente dizem: "Já trabalhei o suficiente na minha vida"...
O meu ritmo cardíaco já aumentou e o meu ser que dentro de mim responde apenas a moral dos meus atos já repugnou o suficiente.
Vou mas é calar-me... :suicidio:
 
Estranho esta moral, despede-se as cegas, uma maior parte dos casos aqueles que trabalham e deixam-se intocáveis aqueles que rapidamente dizem: "Já trabalhei o suficiente na minha vida"...
O meu ritmo cardíaco já aumentou e o meu ser que dentro de mim responde apenas a moral dos meus atos já repugnou o suficiente.
Vou mas é calar-me... :suicidio:

Exactamente, concordo! O que precisamos é de uma máquina do estado bem oleada, com formação contínua, objectivos concretos, para que se possa reduzir o excesso progressivamente! Um técnico superior começa a ganhar 1000eur no estado, mas sabem, o resto começa nos 500eur e nunca chegará aos mil!

Eu num antigo trabalho já apanhei com um funcionário assim "já trabalhei muito, o suficiente, faltam 2 anos para a reforma." Ao que eu cheio de stress e com trabalho urgente a concluir, lhe respondi "olhe, eu não tenho pena de si, repare que eu quando chegar à sua idade, só irei para a reforma daí a 10anos ou mais, por isso mãos à obra!". Talvez me tenha excedido, mas o stress e as responsabilidades obrigaram-me a responder assim!
 
Eu também concordo contigo nos jovens terem maiores probabilidades no mercado privado de trabalho. O problema é que é escasso neste momento. Imagina um cenário como o que propões...

Mas como já expliquei, o cenário dos cortes salariais também gera desemprego. De uma forma ou de outra doerá, portanto é preferível que se reforme o Estado como deve ser -e de preferência, sem ser em cima do joelho. Na Grécia, por exemplo, o sector da restauração teve uma quebra de 20%. Quando houver mais cortes, as pessoas começarão a cortar no ginásio, no cinema, na cabeleireira, é certo que haverá uma contracção do sector dos serviços com um aumento do desemprego e das falências. Penso que seria preferível o Estado despedir quem está a mais, não precisa de ser de uma vez, mas pode ser paulatinamente, a dez anos, por exemplo, para que haja tempo para a sociedade ir absorvendo quem sai. Também absorvemos mais de 500 000 portugueses vindos das ex-colónias, certamente que a pouco e pouco seriam absorvidos 40, 50 ou 60 mil funcionários públicos.
 
Paulo,
posso estar enganado, mas penso que essa política de saem 3 entra 1 não tem funcionado. Os números têm-se mantido estáveis porque, se não me engano, deixaram de incluir o «sector empresarial» do Estado.
 
Outra das ameaças, é reduzir drasticamente o subsídio de desemprego ou no de doença. Ora, estes subsídios (excepto o social de desemprego) provém dos descontos que fazemos e das nossas entidades empregadoras. É dinheiro nosso, por direito, porque foi contribuído! Se é para cortar nestes subsídios, então que reduzam os descontos às empresas e a nós, desta forma, o nosso ordenado seria maior! E sem qualquer esforço por parte da entidade empregadora, trata-se apenas de receber-mos o que trabalhamos por direito, não é nenhum favor do estado, ok!
 
Quanto aos projectos de arquitectura das escolas, não concordo nada com a visão do Estado Novo, aliás muito semelhante com o modelos soviético. Edifícios iguais, livros iguais, professores formatados, uma educação tipo linha de montagem, sem espírito crítico e diferenciação. Um edifício nos arredores de Lisboa não pode ser semelhante a outro numa vila do interior norte, nem com uma vila no Alentejo. E não acho que contratem o Frank Gehry para projectar escolas, o projecto de arquitectura não é certamente o culpado da nossa crise actual.

Quando falei do exemplo do Estado Novo, não foi para elogiar a arquitectura ou a educação, foi para elogiar o acto de gestão de tentar poupar nos projectos. Há muitas escolas do estado novo ainda a funcionar e muitas delas muito bem integradas na paisagem em comparação com algumas modernas que vejo hoje. Não sei as escolas modernas são mais funcionais, têm melhor acústica, isolamento, aquecimento e menos infiltrações...não questiono isso. O ponto fundamental é o que foi avançado pelo Vince relativo à Parque Escolar e à gestão danosa e criminosa que se faz dos dinheiros públicos, seja em projectos de escolas ou noutra coisa qualquer.
Agora, todos dizem que temos de apertar o cinto...eu acho que o cinto deve andar sempre apertado, mesmo em tempos de fortuna. O Estado e os seus gestores tem a obrigação de pensar muito bem onde aplicar o dinheiro, de estudar as melhores soluções em prol da riqueza do país e do bem estar, no fundo, de serem bom gestores e estadistas. Não se vê um por cá há muito tempo!
 
Paulo,
posso estar enganado, mas penso que essa política de saem 3 entra 1 não tem funcionado. Os números têm-se mantido estáveis porque, se não me engano, deixaram de incluir o «sector empresarial» do Estado.

Não tem funcionado, porque este governo só serve para propaganda! A idéia é boa, mas tem de ser cumprida por quem for mais competente. Com o sócrates não vai lá.. O ps devia ter elegido outro secretário geral! Foi o seu maior erro, e viu-se como um congresso se transformou num comício, todos a rir e a aplaudir com música de fundo, perante a situação óbvia do país na bancarrota com o FMI em cima!

O sector empresarial do estado é de facto miserável, não passa de um ninho de oportunidades para os boys e para esconder as dívidas! Mas são gatos escondidos com rabo de fora, toda a oposição pode ter fechado os olhos, mas o FMI está atento e em breve saberemos a real situação do país!

Com este governo andamos de cavalo para burro, encostam-se num canto os funcionários que tinham bastante conhecimento em vários ofícios em troca dos serviços dessas empresas municipalizadas. exemplo: recolha do lixo, calceteiros,.. Antigamente sabíamos fazer a manutenção das estradas! Exemplo: na suíça, o estado é dono das autoestradas e faz a sua manutenção com os seus funcionários! Quanto se paga lá de portagens? O equivalente a 70eur e dá para o ano inteiro!
 
Não tem funcionado, porque este governo só serve para propaganda! A idéia é boa, mas tem de ser cumprida por quem for mais competente. Com o sócrates não vai lá.. O ps devia ter elegido outro secretário geral! Foi o seu maior erro, e viu-se como um congresso se transformou num comício, todos a rir e a aplaudir com música de fundo, perante a situação óbvia do país na bancarrota com o FMI em cima!

O sector empresarial do estado é de facto miserável, não passa de um ninho de oportunidades para os boys e para esconder as dívidas! Mas são gatos escondidos com rabo de fora, toda a oposição pode ter fechado os olhos, mas o FMI está atento e em breve saberemos a real situação do país!

Com este governo andamos de cavalo para burro, encostam-se num canto os funcionários que tinham bastante conhecimento em vários ofícios em troca dos serviços dessas empresas municipalizadas. exemplo: recolha do lixo, calceteiros,.. Antigamente sabíamos fazer a manutenção das estradas! Exemplo: na suíça, o estado é dono das autoestradas e faz a sua manutenção com os seus funcionários! Quanto se paga lá de portagens? O equivalente a 70eur e dá para o ano inteiro!

Antigamente não havia hospitais empresa nem empresas municipais. E as coisas funcionavam. Melhor que agora, pois quando se criaram as empresas municipais, mantiveram-se os funcionários que já estavam e ainda se foram contratar mais para essas empresas.
 
Outra das ameaças, é reduzir drasticamente o subsídio de desemprego ou no de doença. Ora, estes subsídios (excepto o social de desemprego) provém dos descontos que fazemos e das nossas entidades empregadoras. É dinheiro nosso, por direito, porque foi contribuído! Se é para cortar nestes subsídios, então que reduzam os descontos às empresas e a nós, desta forma, o nosso ordenado seria maior! E sem qualquer esforço por parte da entidade empregadora, trata-se apenas de receber-mos o que trabalhamos por direito, não é nenhum favor do estado, ok!

Concordo.
 
NUTS II e III Emprego em CM por 1000 residentes
Portugal 11.2
Norte 9.3
Minho-Lima 9.9
Cávado 7.2
Ave 7.1
Grande Porto 8.7
Tâmega 10.2
Entre Douro e Vouga 7.7
Douro 14.9
Alto Trás-os-Montes 15.1
Centro 10.8
Baixo Vouga 8.0
Baixo Mondego 10.6
Pinhal Litoral 7.1
Pinhal Interior Norte 17.0
Dão-Lafões 12.2
Pinhal Interior Sul 19.6
Serra da Estrela 12.2
Beira Interior Norte 14.9
Beira Interior Sul 10.7
Cova da Beira 7.9
Oeste 10.9
Médio Tejo 11.6
Lisboa 10.5
Grande Lisboa 9.9
Península de Setúbal 11.9
Alentejo 19.9
Alentejo Litoral 24.6
Alto Alentejo 23.7
Alentejo Central 20.5
Baixo Alentejo 24.5
Lezíria do Tejo 13.6
Algarve 18.7


Região Autónoma dos Açores 11.4
Região Autónoma da Madeira 13.7



Ver as diferenças entre Sul, Centro e Norte. Curiosamente, a maioria das freguesias e concelhos estão a Norte. Portanto, o excesso de funcionários públicos no poder local alentejano ou algarvio deve ser brutal.
 
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