O Estado do País

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Ontem, mais uma vez, tivemos a demonstração de que não existem de facto muitos partidos em Portugal. O PCP e o BE recusaram-se a encontrar com a "tróica" do FMI/BCE/CE.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/troika-psd-cds-governo-fmi-europa/1247562-1730.html

Portugal vive uma situação dramática, e quanto a mim, as ideias destes partidos deveriam ser levadas em conta. Aqui há umas semanas por exemplo li uma série de ideias do BE, e eu até concordo com metade delas.

Mas não, estes partidos não estão interessados nisso, demitem-se das suas funções, estão-se nas tintas para resolver os graves problemas que vivemos, demitem-se de defender os que votam neles, limitam-se a viver nos seus pequenos mundos marxistas de onde não querem nunca sair, só se interessam em debitar a cassete do século passado.

Estes partidos nunca serviram para nada na nossa democracia, gerem apenas as suas agendas partidárias e sindicais, são um peso morto na nossa doente democracia. Não compreendo porque as pessoas insistem em votar em tal inutilidade ou em dizer que existem mais partidos responsáveis em Portugal. Infelizmente não existem.

Infelizmente tenho de concordar contigo.
 
Infelizmente tenho de concordar contigo.

Também concordo!

A atitude do BE e do PCP, só é comparável à atitude de quem não participa nas eleições, ou de quem participa mas vota em branco ou nulo. É também comparável à atitude de Marinho Pinto (bastonário da ordem dos advogados) que incita à abstenção, mas com esse já estamos habituados! A atitude destes partidos é como se nós fôssemos a tribunal e o nosso advogado não aparecesse e fugisse para outro país!
É como se não comparecessemos em tribunal e por consequência fôssemos julgados à rebelia!

Relativamente às medidas do BE ou do PCP, para fazer face ao pedido de ajuda do FMI, não passam de medidas populistas! Enfim, aquela de vender dívida pública a nós próprios só me faz rir, por 3 razões:
1. Os portugueses não têm dinheiro, seria necessário que cada português comprasse no mínimo 3000eur de dívida pública, ora endividados estamos todos nós, o estado, as empresas e principalmente as famílias!
2. Que os bancos comprem a dívida do estado.. Ora, os bancos estão é neste momento mais preocupados com os testes de stress (o BCP até vai aumentar o capital, em mil milhões), pois quanto mais dívida do estado compram, maior ponderação/efeito será o rating do estado no rating dos bancos.
3. Que o BCE e os restantes países nos ajudem. Ora, na minha opinião o espírito de entreajuda dos estados europeus, está a dar as últimas. Somos mesmo bem capazes de ser os últimos a receber ajuda. Para mim, isto significa um caminhar acelerado para o fim do euro e do projecto união europeia. Daqui a uns anos, veremos! O modelo económico e monetário já mostrou que não funciona, para que a UE sobreviva tem de haver também um modelo social e político!

Agora lembrem-se disto, quando alguém vos apelar ao voto útil! Para um partido merecer o dito voto útil, tem de merecer a nossa confiança e estar lá em todas as situações para nos defender!!
 
Ontem, mais uma vez, tivemos a demonstração de que não existem de facto muitos partidos em Portugal. O PCP e o BE recusaram-se a encontrar com a "tróica" do FMI/BCE/CE.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/troika-psd-cds-governo-fmi-europa/1247562-1730.html

Portugal vive uma situação dramática, e quanto a mim, as ideias destes partidos deveriam ser levadas em conta. Aqui há umas semanas por exemplo li uma série de ideias do BE, e eu até concordo com metade delas.

Mas não, estes partidos não estão interessados nisso, demitem-se das suas funções, estão-se nas tintas para resolver os graves problemas que vivemos, demitem-se de defender os que votam neles, limitam-se a viver nos seus pequenos mundos marxistas de onde não querem nunca sair, só se interessam em debitar a cassete do século passado.

Estes partidos nunca serviram para nada na nossa democracia, gerem apenas as suas agendas partidárias e sindicais, são um peso morto na nossa doente democracia. Não compreendo porque as pessoas insistem em votar em tal inutilidade ou em dizer que existem mais partidos responsáveis em Portugal. Infelizmente não existem.


As contas já estão feitas. As supostas propostas de ajuda não resolverão a nossa crise tal como não estão a resolver a crise na Grécia, na Irlanda e na Espanha.

Até já está demonstrado o quanto darão de lucro aos proponentes e que depois de 2013, depois de limparam a contabilidade dos seus principais bancos então sim admitem que se possa renegociar a dívida.

Isto não é solidário, não é sério nem é responsável.

Assim sendo não pode haver posição mais séria, responsável e patriótica do que fechar a porta a quem nos quer roubar...

Esta sim é uma cassete do século passado:

O choque Nixon (15-08-1971), o início da saga neoliberal...

 
Editado por um moderador:
Alguém que consegue explicar o que é a troika?

Boa pergunta, Pedro!

Ia responder às cegas que poderia ter haver alguma coisa com o russo "Perestroika", que significa "reestruturação", mas não!! :)

Fui consultar o wikidicionário e verifico que significa o mesmo que trio ou trinca! Ou seja, significa um grupo de 3 representantes (um dos quais, do FMI)!

Tem piada, pois preferia que troica significasse reestruturação! :)
 
Alguma vez em Portugal houve por exemplo uma greve geral ou parcial contra os boys, contra o despesismo do Estado ? Contra o estado da justiça, contra a desorganização do Estado ? Não, nunca. Em trinta e tal anos de democracia, nunca vi uma greve contra a podridão do regime, as greves foram sempre a defender os direitos de uma classe qualquer.

Isso soa-me a utopia, Vince! :) Enquanto formos portugueses, é e será sempre assim que muitos cozinham o seu futuro emprego ou dos seus, ou tão só apenas algum biscate, depois há os que não protestam por receio de serem prejudicados. Enfim, são muito poucos os que protestam alto, sem que ganhem algo $, com isso!

Mas tenho uma solução, para que deixasse de ser utopia e se acabasse de uma vez por todas com essa tal podridão:
"Por decreto lei, proíbe-se qualquer militante de partido político de ter emprego em empresas públicas, e na administração central, local e regional!"

Com este meu decreto lei, de certeza absoluta que o número de militantes caia no mês seguinte para apenas 1%. A militancia devia existir sem interesses, apenas por vontade de participar na vida política, por uma questão de cidadania apenas! Os cargos ditos de confiança política seriam muito limitados e pagos à tabela (valor inferior ao primeiro ministro) sem direito a indemnizações, e seriam cargos ocupados por pessoas com competência para tal!
 
Boa pergunta, Pedro!

Ia responder às cegas que poderia ter haver alguma coisa com o russo "Perestroika", que significa "reestruturação", mas não!! :)

Fui consultar o wikidicionário e verifico que significa o mesmo que trio ou trinca! Ou seja, significa um grupo de 3 representantes (um dos quais, do FMI)!

Tem piada, pois preferia que troica significasse reestruturação! :)

Acho que ficaria mais bonito lhes chamar triunvirato.

Mas sim, troika é uma palavra Russa que descreve um grupo de três.
 
Antes que venham os habituais comentários sobre tolerâncias de ponto:

Portugal é o país da Europa onde mais horas se trabalha

Portugal é o país europeu da OCDE que mais horas trabalha, segundo um estudo da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico para 26 dos seus 34 membros.

Apesar de o estudo sobre horas de trabalho, realizado pela OCDE, concluir que é na Europa Ocidental que menos horas se trabalha (sendo fora do Velho Continente que estão os patamares laborais horários mais elevados), Portugal foge à regra, já que as horas totais de trabalho diário (remunerado e não remunerado) ascendem a 8,79.

A trabalharem mais do que os portugueses, na OCDE, só estão os mexicanos (9,9 horas por dia) e os japoneses (9 horas diárias). No fim do "ranking" está a Bélgica, com 7,1 horas. A média total da OCDE é de 8 horas por dia.

Apesar de Portugal ser o país da Europa onde mais horas se trabalha por dia, esse resultado não se reflecte em termos de produtividade, já que este é um aspecto que o País tem de melhorar.

Em matéria de horas não remuneradas, Portugal também ocupa o lugar cimeiro da lista (em termos europeus) elaborada pela Organização, com 3,8 horas por dia. Acima, está o México com 4,2 horas diárias, a Turquia com 4,1 horas e a Austrália com 4,05 horas. A Coreia do Sul é onde se encontram menos horas diárias não remuneradas (2,2 horas).

Entre as funções não remuneradas conta-se o tempo passado a cozinhar (os americanos despendem menos tempo por dia com esta tarefa – 30 minutos – e os turcos são os que gastam mais tempo na cozinha: 74 minutos), bem como a fazer compras, a limpar a casa e a prestar cuidados.

Trabalho não remunerado vale 53% do PIB

O relatório da OCDE pretendeu igualmente estimar qual o valor, em percentagem do PIB, do trabalho não remunerado – isto para os 25 países da OCDE para os quais este dado estava disponível. E concluiu que o valor do trabalho não remunerado é considerável, sendo equivalente a cerca de um terço do PIB nos países membros da Organização, desde um mínimo de 19% na Coreia do Sul a um máximo de 53% em Portugal.

Quanto a horas remuneradas, Portugal ocupa a sétima posição, com 4,91 horas, sendo suplantado pelo Japão (6,27 horas), Coreia (5,80), México (5,69), China (5,66), Canadá (5,33) e Áustria (5,10).

Este estudo da OCDE incidiu sobre 26 dos seus 34 países membros e também a China, Índia e África do Sul. Os oito membros da OCDE que não estão incluídos no estudo são o Chile, República Checa, Eslováquia, Grécia, Islândia, Israel, Suíça e Luxemburgo.

http://trabalho-pt.blogs.sapo.pt/15350.html

O problema em Portugal não vem da quantidade mas sim da qualidade do trabalho produzido.
 
Eu não gosto muito das sondagens da Marktest, há um mês atrás punham o PSD cerca de 10% na frente, mas agora:

PS ultrapassa PSD nas intenções de voto a seis semanas das eleições

PS e PSD estão tecnicamente empatados, com ligeira vantagem para os socialistas, revela a sondagem da Marktest para o Económico e TSF.

O PS e o PSD estão tecnicamente empatados a seis semanas das eleições legislativas de 5 de Junho mas, entre Março e Abril, os socialistas subiram 11 pontos percentuais para os 36% assumindo a liderança das intenções de voto, enquanto os social-democratas caíram 12 pontos para os 35%. A crise política e a dependência financeira de Portugal face ao exterior beneficiaram quem está no poder embora um outro dado mereça ser destacado: o número de indecisos aumentou.

A 45 dias dos portugueses escolherem o XVIII Governo Constitucional, o número de inquiridos que respondeu "não sabe/não responde" está nos 36% (face aos 29% registados em Março), 10% garantem que votarão em brancos e 6% assumem-se abstencionistas.

De acordo com o barómetro da Marktest para o Diário Económico e TSF, a demissão de Sócrates, a dissolução do Parlamento e o pedido de um resgate internacional de cerca de 90 mil milhões de euros beneficiaram Sócrates e o PS e penalizaram o PSD e Passos Coelho que perderam a liderança das intenções de voto, embora dentro da margem de erro tendo em conta que os dois partidos estão tecnicamente empatados. Desde que o líder do PSD foi eleito, em Março de 2010, que os socialistas não lideravam as intenções de voto no histórico da Marktest.

O CDS e a CDU também saíram beneficiados do último mês, enquanto o Bloco de Esquerda segue a tendência do PSD. O partido de Portas cresceu um ponto para os 8% e está taco-a-taco com a CDU que teve o mesmo crescimento e obteve o mesmo resultado. Os bloquistas passam de 8% para 6% e são o segundo partido mais penalizado.

http://economico.sapo.pt/noticias/p...-voto-a-seis-semanas-das-eleicoes_116489.html
 
Confederação do Turismo insistiu na tributação do golfe a 6%. Técnicos do FMI, BCE e Bruxelas acolheram a ideia, pois esta pode permitir ao País ser mais competitivo.

A delegação que está em Portugal a delinear o plano de intervenção externa mostrou-se receptiva a que o golfe seja tributado à taxa de IVA reduzida, uma forma, espera-se, de impulsionar a facturação do turismo e o emprego no sector.

Leia mais pormenores no e-paper do DN.

Só gozam do povo e dos contribuintes...

Logo apoio a 100% esta próxima ideia!!!:
Portugal tem de pagar a dívida aos credores sujeitando-se a um plano de austeridade traçado pela Europa e o FMI? Os organizadores do protesto da Geração à Rasca querem fazer a pergunta aos portugueses.

Na apresentação do manifesto do Movimento 12 de Março - o herdeiro do protesto -, esta manhã, o porta-voz do movimento, João Labrincha, lançou o debate sobre a necessidade de um referendo nacional ao pagamento da dívida.

Os rostos da Geração à Rasca exigiram ainda uma auditoria às contas públicas e prometeram questionar a "inevitabilidade e a democraticidade" do resgate financeiro pelo FMI e União Europeia e auscultar os partidos políticos sobre os temas que são bandeira do movimento.

Mais de uma dezena de pessoas juntou-se na escadaria do Cinema São Jorge, o local de onde partiu a manifestação em Lisboa, para ouvir o manifesto do M12M e conhecer o futuro da Geração à Rasca.

Desde a manifestação que fez sair à rua 300 mil pessoas no país a Geração à Rasca manteve-se longe do topo da agenda mediática.

Há uma semana anunciaram o registo da marca Geração á Rasca e a fundação do Movimento 12 de Março. Dias depois o M12M associou-se a uma petição sobre uma proposta legislativa com medidas de combate à precariedade.

In http://www.dn.pt/inicio/portugal/
 
Surpresa ou talvez não...

PS ultrapassa PSD nas intenções de voto a seis semanas das eleições

O PS e o PSD estão tecnicamente empatados a seis semanas das eleições legislativas de 5 de Junho mas, entre Março e Abril, os socialistas subiram 11 pontos percentuais para os 36% assumindo a liderança das intenções de voto, enquanto os social-democratas caíram 12 pontos para os 35%. A crise política e a dependência financeira de Portugal face ao exterior beneficiaram quem está no poder embora um outro dado mereça ser destacado: o número de indecisos aumentou.

A 45 dias dos portugueses escolherem o XVIII Governo Constitucional, o número de inquiridos que respondeu "não sabe/não responde" está nos 36% (face aos 29% registados em Março), 10% garantem que votarão em brancos e 6% assumem-se abstencionistas.

De acordo com o barómetro da Marktest para o Diário Económico e TSF, a demissão de Sócrates, a dissolução do Parlamento e o pedido de um resgate internacional de cerca de 90 mil milhões de euros beneficiaram Sócrates e o PS e penalizaram o PSD e Passos Coelho que perderam a liderança das intenções de voto, embora dentro da margem de erro tendo em conta que os dois partidos estão tecnicamente empatados. Desde que o líder do PSD foi eleito, em Março de 2010, que os socialistas não lideravam as intenções de voto no histórico da Marktest.

O CDS e a CDU também saíram beneficiados do último mês, enquanto o Bloco de Esquerda segue a tendência do PSD. O partido de Portas cresceu um ponto para os 8% e está taco-a-taco com a CDU que teve o mesmo crescimento e obteve o mesmo resultado. Os bloquistas passam de 8% para 6% e são o segundo partido mais penalizado.

Fonte: Económico
 
Portugal só tem aquilo que merece e que os portugueses merecem. Adorava que a Finlândia não emprestasse nem um cêntimo a este país de corruptos e aldrabões. Como não bastasse os 4 dias de descanso, ainda dão a tarde de hoje como tolerância de ponto, viva um país que gostam de viver à sombra de uma bananeira. Um dia vem um furacão e morremos afogados com tantas bananas que caíram em cima de nós.
 
Troika indignada com tolerância de ponto da Função Pública

Os responsáveis do FMI, UE e BCE ficaram «chocados» com o anúncio de tolerância de ponto decretada para esta quinta-feira à tarde pelo Governo de José Sócrates, apurou o SOL.

Depois de uma primeira semana dedicada a recolher as necessidades de financiamento da economia, em que trabalharam no fim-de-semana, os representantes da troika continuam ao mesmo ritmo, incluindo nos feriados. Irão prosseguir o escrutínio do estado das contas públicas portuguesas, depois de ouvirem os partidos políticos, parceiros sociais (sindicatos e patrões ) e os bancos.

As reuniões da troika irão continuar para a semana com encontros com diversas entidades, embora o calendário das reuniões não seja conhecido. O grupo quer manter a «discrição», adiantou fonte ao SOL, e não irá fazer quaisquer declarações, estando a ser estudada uma eventual conferência de imprensa no final da visita a Portugal.

Com os parceiros sociais, a troika focou-se sobretudo nos temas da flexibilização laboral. Na esfera dos partidos políticos, o PSD reuniu-se com o grupo na sua sede com uma comitiva constituída por Abel Mateus, Eduardo Catroga Carlos Moedas e Orlando Carriço, tendo Pedro Passos Coelho dito mais tarde que o encontro serviu para avaliar a situação económica e política do país. O CDS também se encontrou com Paul Thomson e restante equipa, esta semana. António Pires de Lima esteve nessa reunião, realizada na sede do CDS. Foi anunciado que ele passará a liderar os centristas nas conversações com os elementos da UE e FMI.

Já o PCP, o BE e Os Verdes recusaram encontros com a troika.

As medidas do plano de ajuda a Portugal só serão conhecidas no final do mês, mas pelas reuniões mantidas com as entidades portuguesas e pela confirmação que o PEC IV será o ponto de partida , é de esperar que a UE e o FMI apostem numa nova subida de impostos com o IVA como hipótese mais provável. A redução e duração do subsídio de desemprego e a aceleração das privatizações também.

Um ponto parece certo: o processo de ajustamento da economia nacional será feito sobretudo na Função Pública.

Sol
 
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