O Estado do País

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Existem cerca de 130 000 funcionários de administração local ( mais coisa menos coisa) e uns 16000 em empresas municipais.
Atendendo ao facto de se acabar com 20% de concelhos poderão gerar cerca de 10% de despedimentos, pois alguns serão aposentados, outros entrarao na mobilidade.

Mesmo assim , autarquias mais empresas municipais num cenário provável culminarão em uns 15 000 desempregados diretos.

Acho este facto mais preocupante e prioritário no que toca em arranjar forma de integrar essas pessoas no mundo do trabalho num País com 11% de desemprego do que estar a decidir já se fecha A ou B e se C junta-se a D.

O problema não teria sido criado se o Estado central tivesse batido com o punho na mesa e proibido as contratações por parte do poder local. Pessoalmente defendo auditorias do Estado Central às autarquias, já que não se despede ninguém, que se cancelem as novas contratações, e que se coloque gente em programas de mobilidade. Poderíamos ter um plano a dez anos para redução de 100 000 a 200 000 funcionários sem despedimentos, apenas com privatizações, mobilidade e cancelamento de novas contratações.
 
São 2 concelhos muito atrasados turisticamente e com um bom potencial agrícola. Cento e poucos mil habitantes dariam uma boa fusão e já seriam uma cidade média em termos de península ibérica. Huelva aqui ao lado tem 150 mil habitantes.

Proponho o nome original do tempo dos califados. Santa Maria, (do cabo).

Como criarias duas cidades? Autorizarias a urbanização dos terrenos entre Olhão e Faro (8 km), que ainda por cima estão dentro do Parque Natural da Ria Formosa?
 
Metendo a foice em seara alheia, acho que faz mais sentido juntar Faro e Olhão do que, por exemplo, Aljezur e Monchique. O objectivo do poder autárquico é estar próximo da população, e obrigar um habitante de Monchique a fazer dezenas de quilómetros pela serra para se dirigir à sede de concelho não faz muito sentido. Já Faro e Olhão distam cerca de 10 km. Fica muita gente no mesmo concelho? Não tanta como em Lisboa, Porto ou Sintra. Também não se vão unir o concelho do Corvo com o de Santa Cruz das Flores, só porque no Corvo habita muito pouca gente.
 
E Huelva, Agreste, tem esses habitantes todos concentrados numa única cidade, até pequena, repara, vai ao Google Earth e compara o tamanho de Huelva com o tamanho de Faro, verás que os 150 000 habitantes de Huelva ocupam uma pequena área comparada com os 40 000 habitantes de Faro, que se estendem hoje em dia pela horta da Figuras, por Gambelas e Montenegro.
 
Existem cerca de 130 000 funcionários de administração local ( mais coisa menos coisa) e uns 16000 em empresas municipais.
Atendendo ao facto de se acabar com 20% de concelhos poderão gerar cerca de 10% de despedimentos, pois alguns serão aposentados, outros entrarao na mobilidade.

Mesmo assim , autarquias mais empresas municipais num cenário provável culminarão em uns 15 000 desempregados diretos.

Acho este facto mais preocupante e prioritário no que toca em arranjar forma de integrar essas pessoas no mundo do trabalho num País com 11% de desemprego do que estar a decidir já se fecha A ou B e se C junta-se a D.

No meu pensar seria acabar com cerca de 80% do municípios e cerca de 10 a 15% de "despedimentos".

Quem seriam os principais prejudicados?

- Autarcas;
- Chefias;
- Secretariados.


"Despedimentos"?

Retirando contratos precários, chefias, cargos autarquicos... a redução seria diminuta e natural em relação à adequação das novas cirunstâncias.
 
Metendo a foice em seara alheia, acho que faz mais sentido juntar Faro e Olhão do que, por exemplo, Aljezur e Monchique. O objectivo do poder autárquico é estar próximo da população, e obrigar um habitante de Monchique a fazer dezenas de quilómetros pela serra para se dirigir à sede de concelho não faz muito sentido. Já Faro e Olhão distam cerca de 10 km. Fica muita gente no mesmo concelho? Não tanta como em Lisboa, Porto ou Sintra. Também não se vão unir o concelho do Corvo com o de Santa Cruz das Flores, só porque no Corvo habita muito pouca gente.

Vou pegar no exemplo do Baixo Guadiana, hoje em dia já muita gente se desloca de Martinlongo a VRSA, ou de Alcoutim a VRSA, para estudar, ir ao tribunal ou fazer compras, já que o concelho de Alcoutim praticamente não tem comércio. E Castro Marim dista apenas 5 ou 6 km de VRSA, são sedes muito próximas. Vila do Bispo não fica longe de Lagos, e de Aljezur a Monchique não é assim tanto, pior estão os habitantes de Cachopo que vivem a 40 km de Tavira, ou os habitantes do Ameixial que estão a 30 ou 40 km de Loulé.
 
Portugal tem falta de cidades no interior com mais população e poder económico. Precisávamos de uma rede junto à fronteira de cidades ricas e dinâmicas, mas isso depende também da vontade do sector privado, que teria de investir nesses locais. Precisávamos de uma mão cheia de cidades de média dimensão, com indústrias para exportação, talvez a Covilhã, Elvas, Bragança ou Vila Real de Santo António pudessem desempenhar esse papel.

Não é só no interior que faltam cidades. Se colocarmos dois círculos, com um raio de 50km, a partir do centro de Lisboa e do Porto, fora desses círculos sobram talvez duas cidades com mais de 100 000 habitantes. É muito pouco para um país com quase 11 milhões.
 
No meu pensar seria acabar com cerca de 80% do municípios e cerca de 10 a 15% de "despedimentos".

Quem seriam os principais prejudicados?

- Autarcas;
- Chefias;
- Secretariados.


"Despedimentos"?

Retirando contratos precários, chefias, cargos autarquicos... a redução seria diminuta e natural em relação à adequação das novas cirunstâncias.

Só com a não renovação de contratos seria uma redução muito interessante.
 
Vou pegar no exemplo do Baixo Guadiana, hoje em dia já muita gente se desloca de Martinlongo a VRSA, ou de Alcoutim a VRSA, para estudar, ir ao tribunal ou fazer compras, já que o concelho de Alcoutim praticamente não tem comércio. E Castro Marim dista apenas 5 ou 6 km de VRSA, são sedes muito próximas. Vila do Bispo não fica longe de Lagos, e de Aljezur a Monchique não é assim tanto, pior estão os habitantes de Cachopo que vivem a 40 km de Tavira, ou os habitantes do Ameixial que estão a 30 ou 40 km de Loulé.

Mesmo assim faz mais sentido juntar Faro e Olhão, depois se for preciso reduzir mais avança-se para esses. E acho que ficaria melhor, pelo menos ao nível das acessibilidades e proximidade de centros urbanos, juntar Aljezur com Vila do Bispo e Monchique com Lagos e/ou Portimão.
 
Não é só no interior que faltam cidades. Se colocarmos dois círculos, com um raio de 50km, a partir do centro de Lisboa e do Porto, fora desses círculos sobram talvez duas cidades com mais de 100 000 habitantes. É muito pouco para um país com quase 11 milhões.

A queda das cidades, parece-me, coincidiu com a queda do tecido produtivo nacional e com a centralização económica, financeira e política em Lisboa. É um modelo que se tem instalado desde o 25 de Abril, mas que já existia de forma menos expressiva desde os anos 50/60. Para a instalação de indústria produtivas faria todo o sentido que as fábricas se instalassem perto da fronteira. Veja-se o exemplo do Norte de Itália, que tem muitas cidades de média e grande dimensão, com forte poder económica, pois estão rodeadas de zonas industriais vocacionadas para a exportação, onde se fabricam automóveis, roupas, calçado, cerâmicas, etc. Um exemplo do que não deve acontecer: VRSA, neste momento, não tem indústria conserveira, Ayamonte continua a ter; campina da Faro e de Olhão tem os terrenos entregue à especulação e ao abandono, Lepe é o maior centro produtor de morangos da Europa; Aracena é um centro produtor de carne de porco e de presunto, aliás, o presunto de Aracena é considerado o melhor do mundo, e tem muitos alojamentos de turismo rural, já Alcoutim e Martinlongo vivem no marasmo económico que conhecemos, ou seja, não têm nada, nem produção agrícola, nem turismo, nem indústria, nada.
 
Mesmo assim faz mais sentido juntar Faro e Olhão, depois se for preciso reduzir mais avança-se para esses. E acho que ficaria melhor, pelo menos ao nível das acessibilidades e proximidade de centros urbanos, juntar Aljezur com Vila do Bispo e Monchique com Lagos e/ou Portimão.

Também me parece um boa hipótese. Até se poderia perguntar à população, em referendos locais, com quem preferiam juntar-se.
 
Só com a não renovação de contratos seria uma redução muito interessante.

A questão não é essa.

O problema português é que tudo tem se fazer numa legislatura (politicamente falando).

Uma reforma desta magnitude deveria demorar cerca de 10/15 anos, nada para resolver problema actual, mas problemas futuros (sim, em política isto é uma ilusão).
 
Como criarias duas cidades? Autorizarias a urbanização dos terrenos entre Olhão e Faro (8 km), que ainda por cima estão dentro do Parque Natural da Ria Formosa?

A Vila de Aljezur tem 2 mil habitantes e vive separada em 2 lugares, Aldeia Velha e Igreja Nova. No meio das hortas e das ribeiras passa a estrada EN120. Não é assim tão complicado.

24122010542.jpg
 
Existem freguesias a mais, principalmente no Norte do País, onde há concelhos com várias dezenas de freguesias, eu não conheço a realidade destes concelhos mas acho estranho por exemplo, o município de Barcelos ter 89 freguesias:shocking:, é mesmo necessário um concelho com 378,7 km² de área e 124 576 habitantes ter 89 freguesias??

Há mais casos destes Barcelos foi apenas um exemplo.
 
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