O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
...Quanto é que apostam que o programa do PSD vai ser igual às medidas do FMI? Depois dizem, "nós somos realistas". PSD de fachada é o que digo.

De fachada nada tem. Não tem propaganda de fachada, não tem ministério de fachada, não tem governo "sombra", não mente...e não mente porque estas medidas já eram preconizadas em 2009 quando a Manuela Ferreira Leite foi candidata a 1ª ministra.

A fachada é o boneco do ministro das finanças ficar ao lado do boneco do 1º ministro, numa suposta comunicação importante ao país e nada dizer...ou dizer NADA!
Uma não comunicação, um engano, um engodo, uma alusão a uma situação económica não tão má como ela é, afinal é o quê? É um grupo de pessoas, neste caso o grupo do PS esconder-se atrás de uma fachada do "faz-de-conta" que tudo fica bem e que connosco tudo ficará melhor. Se fomos nós, PS, que negociamos com a troika e conseguimos medidas "leves" para os portugueses, somos "bons".

:mad:Mas onde anda a decência?! Vangloriar-se porque conseguiram medidas menos duras do que as do PEV IV? Mas quem é que apresentou o PEC IV? Ahhhhh, já sei! Foi o PS...:confused:
O PEC IV (made by PS) até reduzia as pensões de cerca de 200€. Agora o socretino vem dizer que foi uma vitória dele conseguir que só as pensões acima dos 1500€ é que sofrem corte?

O Sócrates é um Charlatão, mentiroso, aldrabão e outras coisas mais que não me atrevo a escrever aqui por respeito aos prezados leitores deste fórum. E com ele, porque é bom não esquecer, há uma máquina de homens e mulheres que tudo fazem para manter esta chafurdice onde estamos enterrados.

Perdoem-me alguns termos ou frases menos simpáticas - não são nada de pessoal com qualquer membro aqui do fórum - mas espelham a minha revolta porque muita gente neste país continua "sedada" pelas palavras e acções de um grupo que nos arruinou enquanto povo.
 
As vezes os precários são aqueles que produzem mais... :D

Sim, acredito, o problema é que não podes despedir quem já está nos quadros. Só podes não deixar entrar mais gente quando outros se reformam, coisa que não tem acontecido no poder local. Já referi o caso da minha junta de freguesia, que antes só tinha uma empregada na secretaria, e já tinha pouco trabalho, e agora estão três empregadas na secretaria, que não fazem nada durante todo o dia!
 
A queda das cidades, parece-me, coincidiu com a queda do tecido produtivo nacional e com a centralização económica, financeira e política em Lisboa. É um modelo que se tem instalado desde o 25 de Abril, mas que já existia de forma menos expressiva desde os anos 50/60. Para a instalação de indústria produtivas faria todo o sentido que as fábricas se instalassem perto da fronteira. Veja-se o exemplo do Norte de Itália, que tem muitas cidades de média e grande dimensão, com forte poder económica, pois estão rodeadas de zonas industriais vocacionadas para a exportação, onde se fabricam automóveis, roupas, calçado, cerâmicas, etc. Um exemplo do que não deve acontecer: VRSA, neste momento, não tem indústria conserveira, Ayamonte continua a ter; campina da Faro e de Olhão tem os terrenos entregue à especulação e ao abandono, Lepe é o maior centro produtor de morangos da Europa; Aracena é um centro produtor de carne de porco e de presunto, aliás, o presunto de Aracena é considerado o melhor do mundo, e tem muitos alojamentos de turismo rural, já Alcoutim e Martinlongo vivem no marasmo económico que conhecemos, ou seja, não têm nada, nem produção agrícola, nem turismo, nem indústria, nada.

O principal problema de Portugal é mesmo esse, a falta de produção.
 
A questão não é essa.

O problema português é que tudo tem se fazer numa legislatura (politicamente falando).

Uma reforma desta magnitude deveria demorar cerca de 10/15 anos, nada para resolver problema actual, mas problemas futuros (sim, em política isto é uma ilusão).

Concordo plenamente. Isto assim em cima do joelho poderá levar a problemas que terão de ser resolvidos daqui a dez ou vinte anos. Por isso, aposto que o problema será resolvido desta forma: cortam-se as freguesias abaixo de x habitantes, e os concelhos abaixo de x habitantes, e ponto final.
 
Eu penso que na próxima década também vamos assistir a uma mudança, muitas pessoas sairão das grandes cidades e regressam a cidades mais pequenas do interior. O custo do combustível e das portagens e as bolhas imobiliárias que levaram os preços das casas para preços muito altos nas grandes cidades empurram para isso. Agora acabou o crédito fácil e os impostos sobre casas começam a doer. Alugar um T1 em Braga custa 250€ e em Lisboa custa 700€. Por 150€ arranja-se um espaço para um pequeno escritório num centro de escritórios em Braga que em Lisboa custa 4 vezes mais. As cidades do interior devem explorar esta oportunidade e trabalhar ainda mais em vantagens fiscais para instalação de empresas.

Com 50 000 euros compras um terreno de grandes dimensões no interior Norte ou Centro, com 5000 euros consegues comprar uma casa velha numa aldeia do interior, mas com 50 000 euros não consegues comprar sequer um lote de 120 m2 nas principais áreas urbanas do litoral e no Algarve. Agora é fazer as contas, um terreno para instalar uma empresa pode ficar por 300 000 a 750 000 euros em Lisboa, Porto ou litoral algarvio, e por menos de 100 000 euros em Trás-os-Montes ou na Beira Interior.
 
O principal problema de Portugal é mesmo esse, a falta de produção.

Mas isso é um problema da sociedade, é um problema cultural. Comparamos o sotavento algarvio com a província de Huelva e as diferenças são enormes, e a Espanha, como nós sabemos, nem é grande exemplo a todos os níveis. Huelva tem indústria química, tem o maior centro produtor de morangos da Europa, produção de laranja, produção de cortiça, produção de carne de porco e presunto, indústria conserveira, e na última década, lançou-se em força no turismo, embora nesse sector me pareça que o Algarve continua mais avançado.
 
Como reduzir alguns dos 11 Concelhos no Distrito de Castelo Branco:
- Belmonte
- Castelo Branco
- Covilhã
- Fundão
- Idanha-a-Nova
- Oleiros
- Penamacor
- Proença-a-Nova
- Sertã
- Vila de Rei
- Vila Velha de Rodão

Fundindo 4 ou 5 concelhos no distrito:

a) Anexar Vila de Rei ao concelho da Sertã

b) Anexar Vila Velha de Rodão ao concelho de Castelo Branco

c) Anexar Mação (Santarém) ao concelho de Proença-a-Nova (C.Branco)

d) Anexar Belmonte ao concelho da Covilhã

e1) Anexar Penamacor e suas freguesias a norte, ao concelho do Fundão
e2) Anexar sul de Penamacor ao concelho de Idanha-a-Nova.

Nesta minha sugestão, jogam a identidade cultural de cada concelho, o número de habitantes e a área geográfica a administrar e sem polítiquices! O concelho de Mação já esteve há algum tempo em discussão no sentido de vir a pertencer ao distrito de castelo branco, por uma questão de proximidade, em relação a Santarém. Eventualmente, quaisquer outras idéias seriam discutíveis!
 
Concordo plenamente. Isto assim em cima do joelho poderá levar a problemas que terão de ser resolvidos daqui a dez ou vinte anos. Por isso, aposto que o problema será resolvido desta forma: cortam-se as freguesias abaixo de x habitantes, e os concelhos abaixo de x habitantes, e ponto final.

Não frederico, isso é "matar" grande parte de Portugal.

Tem de se ter em conta os municípios do interior, algo que todos falam, prometem, mas nada é feito para cativação da população.

Eu sei que é difícil para muitas pessoas ouvirem isto, mas os apoios governamentais para localização de industrias e serviços, devia ser nos municípios do interior (aumentar a população no interior).

Obviamente a diminuição de municípios devia começar no litoral e posteriormente no interior.

Difícil? Doloroso?

É a vida...
 
Não frederico, isso é "matar" grande parte de Portugal.

Tem de se ter em conta os municípios do interior, algo que todos falam, prometem, mas nada é feito para cativação da população.

Eu sei que é difícil para muitas pessoas ouvirem isto, mas os apoios governamentais para localização de industrias e serviços, devia ser nos municípios do interior (aumentar a população no interior).

Obviamente a diminuição de municípios devia começar no litoral e posteriormente no interior.

Difícil? Doloroso?

É a vida...

Concordo. Mas a corte está em Lisboa, distribuída por institutos, oligarquias e monopólios, fundações, etc...
 
Com 50 000 euros compras um terreno de grandes dimensões no interior Norte ou Centro, com 5000 euros consegues comprar uma casa velha numa aldeia do interior, mas com 50 000 euros não consegues comprar sequer um lote de 120 m2 nas principais áreas urbanas do litoral e no Algarve. Agora é fazer as contas, um terreno para instalar uma empresa pode ficar por 300 000 a 750 000 euros em Lisboa, Porto ou litoral algarvio, e por menos de 100 000 euros em Trás-os-Montes ou na Beira Interior.

Frederico, se queres instalar uma empresa em Castelo Branco, só pagas o valor simbólico de 1CENTÍMO/M2!! E no resto do meu distrito, é igual, a câmara disponibiliza o terreno! Se a tua empresa for à falência, devolve o terreno à câmara, simples e barato investir por cá!

O nosso problema aqui é também devido a que Lisboa centraliza tudo, até a produção de cereja sai da cova da beira, directa para o mercado abastecedor de lisboa, e depois é que é distribuída pelo país! Confuso? :)

Outro problema, é que também na vizinha Espanha, falta investimento! Estou a falar por exemplo da comunidade de extremadura aqui ao lado, que é também uma das regiões mais pobres de Espanha, por razões de periferia, tal como nós no interior! Caso contrário, poderiam ser desenvolvidas muitas mais sinergias entre estas 2 regiões do interior de espanha/portugal!
 
Frederico, se queres instalar uma empresa em Castelo Branco, só pagas o valor simbólico de 1CENTÍMO/M2!! E no resto do meu distrito, é igual, a câmara disponibiliza o terreno! Se a tua empresa for à falência, devolve o terreno à câmara, simples e barato investir por cá!

O nosso problema aqui é também devido a que Lisboa centraliza tudo, até a produção de cereja sai da cova da beira, directa para o mercado abastecedor de lisboa, e depois é que é distribuída pelo país! Confuso? :)

Outro problema, é que também na vizinha Espanha, falta investimento! Estou a falar por exemplo da comunidade de extremadura aqui ao lado, que é também uma das regiões mais pobres de Espanha, por razões de periferia, tal como nós no interior! Caso contrário, poderiam ser desenvolvidas muitas mais sinergias entre estas 2 regiões do interior de espanha/portugal!

Eu conheço a zona industrial de CB. Já estive aí na fábrica da Danone e na ETAR.
 
Eu conheço a zona industrial de CB. Já estive aí na fábrica da Danone e na ETAR.

Que porreiro, não fazia idéia que conhecias! :) Eu já fiz alguns trabalhos académicos para a Danone, na área da qualidade. E também sei da Etar da danone, do tempo que passei pelos SMAS Castelo Branco (se a etar da danone falhasse era o caos na etar sul de castelo branco, devido à acção prejudicial das bactérias lácteas no tratamento das lamas da etar sul, felizmente nunca houve problemas está bem entregue)! :)
 
Num artigo dos Idos de Março coloca-se o dedo numa das feridas:

«The lesson is clear, argues Barry Eichengreen, an economist and an expert on the euro and its origins — sustained austerity that is not supplemented by some form of debt reduction in which the holders of bank or government debt are forced to take a loss is not just unworkable but unfair as well.

“When you reduce the incomes of the people who service the debt but you don’t reduce the incomes of the bondholders, you won’t reduce the level of debt,” he said. “Some might call it shared sacrifice, but some people are not sharing.”

While the argument against restructuring has been that the risks of contagion are too high, it is becoming increasingly clear that the real reason behind Europe’s reluctance to accept losses on Greek, Irish and Portuguese debt is that the cost to European banks would be prohibitive. »

No fundo, bem no fundo, estão a imolar-se países para que a Banca se salve. Pune-se o consumidor, o junkie mais que inveterado, mas poupa-se o dealer, a bem do negócio. Só a corrupção passiva merece, assim, repreensão e castigo. A activa passa por virtude empresarial e mais valia económica.

Os milhões que agora nos despejam em cima, servem essencialmente para pagar aos bancos alemães, para remendar os nossos e pagar as devidas comissões (as migalhas do costume) aos intermediários, alcaiotes e parasitas que nos desgovernam e apascentam ao Mercado. Daqui a três anos, ou eu me engano muito (oxalá!), ou estaremos bem piores. De caídos na m****, corremos o sério risco de acabarmos diluídos nela. Mas não será precisamente esse o corolário fatal e lógico de toda esta civilização do cuspo?...


Mamon é um deus impiedoso e cruel, que exige sacrifícios sanguinários e ininterruptos. E nem sequer podemos argumentar ingenuidade ou ignorância. Fomos fartamente avisados.


http://dragoscopio.blogspot.com/
 
Estado
Fechado para novas mensagens.