O Estado do País

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Interessante constatar que Marine Le Pen tem ideias semelhantes ao PCP português:

“For a long time, the National Front upheld the idea that the state always does things more expensively and less well than the private sector,” she told me. “But I’m convinced that’s not true. The reason is the inevitable quest for profitability, which is inherent in the private sector. There are certain domains which are so vital to the well-being of citizens that they must at all costs be kept out of the private sector and the law of supply and demand.” The government, therefore, should be entrusted with health care, education, transportation, banking and energy.

Fonte: New York Times

Ou seja, saúde, educação, transportes, banca e energia devem permanecer na esfera do Estado.
 
O Euro é um ideal, que não foi bem construido não pelo euro em si mas pela própria união europeia. A divida dos países do Sul e Norte são a instituições da Europa Central.

Percebeu o ciclo?!
 
Se quiseres lê este bom trabalho sobre os erros que os nórdicos corrigiram quando passaram por graves crises do passado, e de como construíram uma sociedade equilibrada, capitalista mas com verdadeiras preocupações sociais, e não esta bandalheira que é em Portugal em que o Estado assistencialista é a mama de milhões, em que tantos tem todo o tipo de garantias e outros tantos não tem nada.

The Nordic Way
http://www.globalutmaning.se/wp-content/uploads/2011/01/Davos-The-nordic-way-final.pdf

Não há dúvida que a Noruega é uma referência modelar como País de desenvolvimento humano, económico e social. Portugal já no séc XVII andou sempre a reboque das outras nações europeias, até no reinado de D. João V Portugal cheio de ouro , viu-se pobre.

A riqueza Norueguesa aos olhos de qualquer comum mortal do Sul Europeu não deixa de causar espanto, no entanto a riqueza na Noruega é distribuída uniforme onde o bem comum se sobrepõe ao bem individual.

Não esqueçamos que na Noruega:

" A Noruega mantém o modelo social escandinavo baseado na saúde universal, no ensino superior subsidiado e em um regime abrangente de previdência social. "

Coisa que uma ala direita portuguesa pretende privatizar e dar aos amigos, principalmente as que dão lucro.

Senão vejamos:
"O Estado tem grandes posições acionistas nos principais setores industriais, tais como no estratégico setor de petróleo (Statoil), na produção de energia hidrelétrica (Statkraft), na produção de alumínio (Norsk Hydro), no maior banco norueguês (DnB NOR), e em telecomunicações (Telenor) . Através dessas grandes empresas, o governo controla aproximadamente 30% dos valores das ações na Bolsa de Valores de Oslo."

O Peso no PIB do gasto com o funcionalismo público na Noruega é de apenas mais de 1,7% do que o Português, no entanto o PIB da Noruega é muitíssimo superior do que o Português, o que analisando é um numero brutal para um País com apenas 4,9 milhões de habitantes ( 50% de Portugal)

O PIB da Noruega é alto porque?

O país é dotado com ricos recursos naturais, incluindo petróleo, energia hidrelétrica, peixes, florestas e minerais. Grandes reservas de petróleo e gás natural foram descobertas na década de 1960, o que levou a um boom na economia. A Noruega tem alcançado um dos mais altos padrões de vida no mundo, em parte, por ter uma grande quantidade de recursos naturais em relação ao tamanho de sua população.

A Noruega também possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais. O país foi o segundo maior exportador de frutos do mar.

E o mais importante :
"(...)a indústria do petróleo representa cerca de um quarto do PIB do país."

Quem nos dera um quarto do nosso PIB estar debaixo dos nossos pés.....
 
O empresário que irritou Sócrates: "Ele foi muito hábil na resposta"

Peter Villax, presidente da Associação das Empresas Familiares, disse ao primeiro-ministro que os actos de José Sócrates não batem com as palavras. O líder do PS foi duro na resposta e Peter Villax, em declarações à Renascença, lamenta que Sócrates tenha transformado a observação num ataque pessoal.

O empresário que esta tarde irritou o primeiro-ministro considera que, “do ponto de vista político, [José Sócrates] foi muito hábil na resposta ". "Transformou a minha pergunta num ataque pessoal e acabou por não responder à questão”, diz à Renascença Peter Villax, presidente da Associação das Empresas Familiares.

O empresário explica que apenas queria saber “como é que era possível que tenhamos perdido tanta competitividade nos últimos anos e o que é que ele ia fazer se fosse reeleito para restabelecer a competitividade do país”. "Irritou-se e não tinha razão para se irritar, porque é uma pergunta séria, de um eleitor”, acrescenta.

O presidente da Associação de Empresas Familiares sublinha que “o engenheiro José Sócrates respondeu que tivemos um excelente desempenho”. “Isso não é verdade”, defende. “O crescimento acumulado do Produto Interno Bruto foi de 3,6%. Em seis anos, é muito pouco.”

Em termos de competitividade, o empresário discorda do primeiro-ministro. O mesmo acontece no que toca às causas da crise. “O senhor engenheiro disse que o grande causador desta crise foi a crise financeira mundial, mas não é verdade”, afirma.

O problema, diz Peter Villax, são os “problemas estruturais”. “Tem que ver com empresários incompetentes, sindicatos do século XIX e políticas de Governo, não só de Sócrates, como de governos anteriores, que não foram correctas”.

A origem da irritação de Sócrates
Hoje, durante uma conferência do "Diário Económico" em Lisboa, Peter Villax disse que os actos de José Sócrates não batem com as palavras. “Fez um discurso muitíssimo bem conseguido, é profundo conhecedor dos problemas, mas eu tenho um problema essencial consigo: os seus actos não reflectem as suas palavras”, afirmou Peter Villax.

A plateia aplaudiu e o empresário acrescentou: “Nos últimos seis anos, o nosso país perdeu sistematicamente competitividade. A base da riqueza do nosso país degradou-se durante o seu Governo”.

José Sócrates, irritado, respondeu que não gostou do que ouviu por uma simples razão: “Faço o meu melhor para que as minhas palavras correspondam exactamente aos meus actos”. E continuou: "Não lhe reconheço autoridade moral para dizer que as suas palavras correspondem melhor aos seus actos do que as minhas”.

RR
 
O empresário que irritou Sócrates: "Ele foi muito hábil na resposta"

Como seria interessante que muitas mais pessoas, incluindo a comunicação social, fizessem mais perguntas destas ao "Sr. Engenheiro" Sócrates, daquelas que o irritassem mesmo!
 
A Noruega com os seus fiordes e Montanhas torna-se paradoxo a nível de investimento em grandes acessibilidades ferroviárias. Pois o Mar entram pelas Montanhas, aquilo seria uma disparate de obras de arte de engenharia sem precedentes. Excepto na zona de Oslo onde existe uma área mais continental ao qual tem outro nível de acessibilidades não só por ser a capital mas pela física territorial.

Não sou apologista para já do TGV em Portugal e concordo que houve uma série de investimentos públicos desnecessários. Mas alguns terão de acontecer e outros Países fizeram o mesmo. Por exemplo, a Suiça outro País rico, tem 27 mil km de Ferrovia e é um país tão pequeno, já para não falar nos km de autoestradas que tem, alguns já com décadas.

Quando aos despedimentos, ainda não percebi aonde é que se vai dinamizar ou melhor salvar a economia tornando os despedimentos mais flexíveis. Mas o problema da competitividade e crescimento económico está nisto dos despedimentos ?? Quem trabalha no setor privado, hoje sabe perfeitamente que quem não produzir salta fora. Há muitas maneiras de despedir "indirectamente" as pessoas. Dá-me a sensação que alguns partidos estão a tentar arranjar bodes expiatórios para a crise, neles é mais fácil atacar os socialmente mais frágeis, alguns seria mais fácil motiva-los que despedi-los. Passou a ser uma caça às bruxas como na idade média.
 
Com toda a riqueza que eles têm podiam betonar o país inteiro com "investimento público" tão adorado pela esquerda keynesiana nacional

É uma pena só dizeres meias verdades.

Devias dizer assim:

São países que fazem opções, não entram em megalomanias, preocupam-se com o futuro do país, tem elevado nível social, excelente sistema de saúde, educação, transportes públicos, é mais fácil despedir na Noruega do que em Portugal por exemplo, mas isso coexiste com um excelente apoio para os desempregados. SENDO DE ESQUERDA OU DIREITA.

e assim:

Com toda a riqueza que eles têm podiam betonar o país inteiro com "investimento público" tão adorado POR TODOS OS POLÍTICOS PORTUGUESES.

........

Agora vamos imaginar o PSD, despedir em Portugal não vai coincidir com excelente apoio para os desempregados. Elevado nível social, excelente sistema de saúde, educação, transportes públicos?

Mas se ficas só preocupado com o suposto sucesso do "desinvestimento publico" ainda bem para ti.

E enquanto escrevia este post, achei curioso o título de uma noticia que "saltou" aqui no twitter:

«Sou candidato ao emprego de primeiro-ministro», diz Passos Coelho
 
Eu não disse que o acordo com o FMI e a UE não era para cumprir?

Marques Mendes denuncia novas Parcerias Público Privadas nos Açores

Ex-líder do PSD revela Decreto Legislativo Regional que quer novas PPP na área social contra vontade da Troika

Mendes: “é necessário um esclarecimento do Governo” (Carlos Lopes (arquivo))

Marques Mendes acusou ontem Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, de se preparar para criar novas Parcerias Público Privadas (PPP) à margem do que exige a Troika no documento de compromisso da ajuda financeira a Portugal.

No seu comentário habitual de quinta-feira na TVI24, o ex-líder do PSD revelou uma proposta de Decreto Legislativo Regional, em que o Governo Regional dos Açores propõem um “regime de excepção” para criação de novas PPP na área de apoio social, como creches e lares para a terceira idade.

Mendes lembrou que a Troika defende que não se façam novas PPP e até pede que actuais sejam avaliadas. “Isto é inaceitável. (…) Dentro do país há dois países”, acusou.

O social-democrata disse que a proposta vai ser discutida no próximo dia 7 de Junho e afirmou ser “necessário um esclarecimento do Governo” nacional sobre “esta violação do compromisso” para com a Troika. “Carlos César não pára de nos surpreender”, afirmou.


http://www.publico.pt/Política/marq...parcerias-publico-privadas-nos-acores_1495041
 
Chineses interessados no BPN

Económico
20/05/11 08:55
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BPN tem de ser privatizado até Julho.

BPN tem de ser privatizado até Julho.

Depois de ter comprado dívida portuguesa no início do ano, a China está agora de olho no BPN, aproveitando o prazo apertado para privatizar o banco.

Segundo a edição de hoje do Diário de Noticias (DN), é possível que o interesse na compra do BPN surja da parte de investidores chineses. EDP e TAP são outras empresas portuguesas que devem vir a ser privatizadas e que têm suscitado interesse por parte do gigante asiático.

O BPN é apontado como o negócio preferido pelos investidores e é praticamente certo que vai ser apresentada uma oferta, diz o DN, que cita fontes com conhecimento do processo.

O Industrial and Commercial Bank of china é um dos compradores interessados referido pelo jornal português.

O acordo fechado com a ‘troika' refere que o BPN terá de ser vendido até ao final de Julho.

Preparamo-nos para sermos colonizados dentro do nosso próprio País.... A politica de privatizações pode ser perigosa.... O BPN era um alivio mas já não digo o mesmo da TAP e EDP.....
 
A Noruega com os seus fiordes e Montanhas torna-se paradoxo a nível de investimento em grandes acessibilidades ferroviárias. Pois o Mar entram pelas Montanhas, aquilo seria uma disparate de obras de arte de engenharia sem precedentes. Excepto na zona de Oslo onde existe uma área mais continental ao qual tem outro nível de acessibilidades não só por ser a capital mas pela física territorial.

Não sou apologista para já do TGV em Portugal e concordo que houve uma série de investimentos públicos desnecessários. Mas alguns terão de acontecer e outros Países fizeram o mesmo. Por exemplo, a Suiça outro País rico, tem 27 mil km de Ferrovia e é um país tão pequeno, já para não falar nos km de autoestradas que tem, alguns já com décadas.

Quando aos despedimentos, ainda não percebi aonde é que se vai dinamizar ou melhor salvar a economia tornando os despedimentos mais flexíveis. Mas o problema da competitividade e crescimento económico está nisto dos despedimentos ?? Quem trabalha no setor privado, hoje sabe perfeitamente que quem não produzir salta fora. Há muitas maneiras de despedir "indirectamente" as pessoas. Dá-me a sensação que alguns partidos estão a tentar arranjar bodes expiatórios para a crise, neles é mais fácil atacar os socialmente mais frágeis, alguns seria mais fácil motiva-los que despedi-los. Passou a ser uma caça às bruxas como na idade média.

Onde viu que a Suíça tem 27 mil km's de ferrovias? Então a Noruega não pode ter muita ferrovia devido aos fiordes e a Suíça já pode com montanhas? E são 5 mil km's de ferrovias, segundo a Wikipédia.

Suiça 5,063 km - http://en.wikipedia.org/wiki/Rail_transport_in_Switzerland

Noruega 4,087 km - http://en.wikipedia.org/wiki/Rail_transport_in_Norway

Portugal teve cerca de 2600 km de linhas, com os fechos absurdos que levaram ficámos com cerca de 1800 km, isto não diz os últimos encerramentos que ocorreram, como o encerramento final das vias estreitas, Linha de Évora, Ramal de Cárceres, Ramal da Figueira da Foz.
 
Onde viu que a Suíça tem 27 mil km's de ferrovias? Então a Noruega não pode ter muita ferrovia devido aos fiordes e a Suíça já pode com montanhas? E são 5 mil km's de ferrovias, segundo a Wikipédia.

Suiça 5,063 km - http://en.wikipedia.org/wiki/Rail_transport_in_Switzerland

Noruega 4,087 km - http://en.wikipedia.org/wiki/Rail_transport_in_Norway

Portugal teve cerca de 2600 km de linhas, com os fechos absurdos que levaram ficámos com cerca de 1800 km, isto não diz os últimos encerramentos que ocorreram, como o encerramento final das vias estreitas, Linha de Évora, Ramal de Cárceres, Ramal da Figueira da Foz.


Fecho esse que foi acompanhado da construção de auto-estradas paralelas a IC's ou a estradas nacionais, destruição de estradas nacionais convertidas em mega ruas desorganizadas e perigosas, construção de auto-estradas paralelas a auto-estradas, ordenamento urbano que deixou de ter em conta a localização das estações e apeadeiros. Tudo fruto de uma política em boa medida herdada do Cavaquismo, e levada ao extremo nos governos seguintes, de um carro para cada português, e na versão mais recentes, uma auto-estrada para cada concelho, isto enquanto a Europa rica e civilizada apostava nos transportes ferroviários, marítimos e fluviais.
 
Onde viu que a Suíça tem 27 mil km's de ferrovias? Então a Noruega não pode ter muita ferrovia devido aos fiordes e a Suíça já pode com montanhas? E são 5 mil km's de ferrovias, segundo a Wikipédia.

Suiça 5,063 km - http://en.wikipedia.org/wiki/Rail_transport_in_Switzerland

Noruega 4,087 km - http://en.wikipedia.org/wiki/Rail_transport_in_Norway

Portugal teve cerca de 2600 km de linhas, com os fechos absurdos que levaram ficámos com cerca de 1800 km, isto não diz os últimos encerramentos que ocorreram, como o encerramento final das vias estreitas, Linha de Évora, Ramal de Cárceres, Ramal da Figueira da Foz.

Sim a fonte onde estava 27000km estava errada, ate porque um País tão pequeno não podia ter mais linhas férreas do que a Espanha. Quanto à questão dos fiordes, o território Noruegues é diferente do Suíço, o mar entra dentro através dos vales significativamente.
 
Fecho esse que foi acompanhado da construção de auto-estradas paralelas a IC's ou a estradas nacionais, destruição de estradas nacionais convertidas em mega ruas desorganizadas e perigosas, construção de auto-estradas paralelas a auto-estradas, ordenamento urbano que deixou de ter em conta a localização das estações e apeadeiros. Tudo fruto de uma política em boa medida herdada do Cavaquismo, e levada ao extremo nos governos seguintes, de um carro para cada português, e na versão mais recentes, uma auto-estrada para cada concelho, isto enquanto a Europa rica e civilizada apostava nos transportes ferroviários, marítimos e fluviais.

Se bem que no interior existe uma excepção, tens as universidades, os Hospitais centrais, e uma carrada de serviços que foram colocados dada a densidade populacional no Litoral.
Ou tens de abrir uma série de serviços no interior ou tens que privilegiar as acessibilidades ao litoral, e mesmo assim ficam prejudicados, combustíveis, portagens, ao contrário das populações do litoral que têm a maior parte deles a algumas dezenas de km.

Agora há duas opções, ou apostas numa destas opções ( serviços ou acessibilidades) ou não apostas, e então mais vale pegar tudo nas Malas e partir para Lisboa e Porto tornando-os como a Cidade do México ou São Paulo.

Agora ter auto-estradas às moscas paralelas umas às outras pela faixa costeira isso já é outra conversa.
 
Sim a fonte onde estava 27000km estava errada, ate porque um País tão pequeno não podia ter mais linhas férreas do que a Espanha. Quanto à questão dos fiordes, o território Noruegues é diferente do Suíço, o mar entra dentro através dos vales significativamente.

No entanto não deixa de ser irónico que a Noruega tenha muito mais ferrovia que nós.
 
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