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ENCONTRO RESTRITO
'Clube dos poderosos' debate crise do euro

A crise que a Zona Euro tem enfrentado e a dificuldade de a estancar é um dos temas que estará a ser discutido pelo poderoso e influente Grupo de Bilderberg. O encontro acaba domingo e este ano estão lá três portugueses.

Quem vai segue as regras: não fala sobre o convite, o local, a agenda, as expectativas, sobre nada. Quem já lá esteve desmitisfica: é uma reunião interessante, povoada de gente muito bem informada e influente, mas sem a aura de secretismo e conspirativa que muitos lhe atribuem . A conferência anual de Bilderberg, em que Pinto Balsemão é o único português com estatuto de membro permanente, começou ontem e decorre até domingo em St. Moriz, na Suíça.
"Faz parte do protocolo, não faço qualquer comentário." Esta foi a única frase que Clara Ferreira Alves aceitou dizer ao DN sobre a sua participação no restrito clube que se reúne uma vez por ano juntando algumas das pessoas mais influentes a nível mundial entre chefes de Estado e de Governo e outros dirigentes políticos, líderes de empresas, banqueiros.
Como é da praxe, a agenda e a lista de convidados não foram divulgadas, mas quarta-feira já eram visíveis as movimentações nas imediações do centenário hotel Suvretta e o apertado sistema de segurança chamava a atenção.
Por indicação de Pinto Balsemão, a jornalista do Expresso e o economista António Nogueira Leite foram os dois portugueses convidados este ano a conviver de perto com o exclusivo grupo que muitos classificam de secreto e a quem atribuem um forte poder. Como uma espécie de "mão invisível" que controla e orienta decisões-chave em momentos chave, pelo mundo fora.
Quem já participou recusa as teorias da conspiração. "Aprendi muito, conheci pessoas muito interessantes, mas foi uma reunião igual a tantas outras." Carlos Pimenta, então porta-voz do Parlamento Europeu para os assuntos do clima, participou na conferência há exactamente 20 anos. Há pormenores que já não recorda e experiências que nunca mais esqueceu. "Encontrei lá Bill Clinton", lembrando "o magnetismo" que o então jovem governador do Arkansas exercia sobre quem se cruzava. Em 1991, o mundo acompanhava as mudanças no Bloco do Leste e foi esta a questão dominante dos debates. Mas também se falou de clima.
Das recordações que Carlos Pimenta guarda não constam secretismos ou excessos de segurança: "Não tenho a sensação de ter participado em nenhuma reunião conspirativa", refere, acrescentando que chegou ao local (um resort numa pequena cidade alemã) conduzindo o seu carro. "Se houve reuniões fora de horas em salas escondidas, não vi nem fui convidado", ironiza.
Ao volante do seu próprio carro foi também como Nicolau Santos chegou ao encontro que teve por palco a Penha Longa. E também o director adjunto do Expresso recusa as teorias da conspiração. Recorda o estilo informal ("estávamos sentados por ordem alfabética [do último nome] e por isso fiquei ao lado de Jorge Sampaio"), o profundo conhecimento dos oradores e o interesse dos debates.
Surpresas? Algumas: "Vai-se para um encontro destes a imaginar que apenas se vai ouvir falar das grandes questões geoestratégicas, mas houve um debate muito interessante sobre transgénicos."
Mas a geoestratégia dominou, de facto, o encontro em que Manuel Pinho participou, lado a lado com a Rainha de Espanha. "Foi uma experiência muito interessante" que não se importaria de repetir. Nesse ano, em 2009, ainda não se falava da crise grega e o clube reuniu-se em Atenas.
Este ano, a agenda ainda não foi divulgada, mas a crise do euro está certamente em cima da mesa. No seu site (http://www.bilderbergmeetings.org/index.html) o Clube de Bilderberg explica brevemente como surgiu, as regras dos encontros, por que motivo estes se realizam e refere locais e agenda dos encontros até à edição de... 2010 .
Pela blogosfera e na literatura multiplicam-se teorias e desconfianças sobre o poderio e a influência destes encontros. Em recente entrevista ao The Economist, o presidente do Conselho de Bilderberg, Etienne Davignon, reconheceu que "não se pode fazer nada contra teorias da conspiração".

http://www.dn.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1874998&page=-1

Independentemente de todas as teorias da conspiração, temos a elite da governação mundial de países ditos democráticos, reunindo-se longe dos olhares e do escrutínio do público num hotel de luxo na Suíça.

E lá vão eles decidir a agenda do próximo ano. À porta fechada. Não há declarações. Não há escrutínio da opinião pública. Nada de sabe. E depois vamos todos eleger democraticamente os nossos representantes. É a democracia ao estilo ocidental.
 
http://www.dn.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1874998&page=-1

Independentemente de todas as teorias da conspiração, temos a elite da governação mundial de países ditos democráticos, reunindo-se longe dos olhares e do escrutínio do público num hotel de luxo na Suíça.

E lá vão eles decidir a agenda do próximo ano. À porta fechada. Não há declarações. Não há escrutínio da opinião pública. Nada de sabe. E depois vamos todos eleger democraticamente os nossos representantes. É a democracia ao estilo ocidental.

É por isso que simpatizo com todas as assembleias em que se vota de braço no ar e à vista de todos. As opiniões são livres e devem ser assumidas sem secretismo.
 
É estranho isto aqui tão perto de nós e nem víamos foi completamente silenciado pelos media Portugueses

O governo espanhol anda na luta direta contra o grupo Anonymous um grupo que apoia o wikileaks e defende a liberdade de imprensa.

Esse grupo esta diretamente associado as ultimas manifestações e vemos claramente a represão associada:


Aqui o motivo da espanha estar tão incomodada


Piratas informáticos? Hummmm estranho não?


Noticia da prisão e resposta do grupo:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/...ntes-na-espanha-fortalece-grupo-924657725.asp


15M
 
Editado por um moderador:
Há uns tempos atrás o então Ministro da Economia Manuel Pinho, foi enxovalhado, criticado, por toda a sociedade civil, jornalistas e comentadores incluídos, porque se atreveu a dizer na China que Portugal era um país de mão-de-obra barata e altamente qualificada
Há uns dias atrás o economista Augusto Mateus disse a mesma coisa e foi aplaudido de pé. :lol::lol:

Entretanto pelo Alentejo....

"Este é o momento…de se correr atrás de lugares…” assinalou ontem Sílvia Ramos, presidente da distrital de Beja do CDS-PP, aos microfones da emissora local Rádio Pax.
 
Durante a campanha eleitoral Francisco Louçã falou disto.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt...gestores-agencia-financeira/1254935-1730.html

Ninguém ligou muito. Mas seria interessante saber-se quem são alguns desses administradores e essas empresas, que pelos vistos não se importam de ter nos seus quadros, e pagos a peso de ouro, administradores que têm outros 50 empregos (em média). Isto tresanda a "jobs for the boys", em troco de benefícios políticos a estas empresas.

Pego numa notícia antiga:

Gestores não executivos recebem 7400 euros por reunião

Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.

Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos- ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue- -se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar--Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.

http://www.dn.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1545088&page=-1
 
Hoje estão-nos a tentar vender esta treta:

Feriados e pontes vão custar 629 M€ à economia este ano

Este ano há dez feriados a nível nacional e, olhando para o calendário, uns calham à quinta-feira e outros à terça-feira, somando-se ainda sete possíveis pontes ao longo de 2011. Segundo a TVI, cada feriado custa à economia do país cerca de 37 milhões de euros.
Contas feitas, há 17 dias em que o reclamado descanso faz com que o país produza menos - Portugal «perde» cerca de 629 milhões de euros.

E este ano nem é muito generoso. A média de feriados ronda os 22 dias por ano.

Em comparação com os outros países da Europa, Portugal tem mais três feriados do que a média europeia.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=515953

"Segundo a TVI". Não sei em que é que a TVI se baseou, mas é clara a má fé desta notícia:

1. "E este ano nem é muito generoso. A média de feriados ronda os 22 dias por ano." Nem comento, é certamente erro da notícia, vi a reportagem da TVI e nada disto foi dito. O que foi dito é que aos feriados e pontes tinha que se acrescentar os 22 dias de férias. E é partindo deste pressuposto que passo ao ponto seguinte.

2. Considerar as tolerâncias de ponto e os 22 dias de férias só pode resultar ou de ignorância ou de má fé. O estado dá regularmente as seguintes tolerâncias de ponto:

- o 24 ou o 31 de dezembro, à escolha;
- a terça de feira de Carnaval, e depois não se pode contabilizar como feriado, não é obrigatório;
- a tarde de quinta feira de Páscoa.

Ou seja o estado deu 2,5 dias de tolerância de ponto. As empresas privadas dão as tolerâncias que entenderem, conforme as suas necessidades. Todas as outras pontes que os portugueses tiram, descontam nos 22 dias de férias que têm por ano.

3. A quantidade de feriados aos dias de semana em 2011 é de 9. No total, não contabilizando o domingo de Páscoa, porque é sempre ao domingo, e a sexta feira santa e o corpo de Deus, que calham sempre a dias de semana, temos 10 feriados. Em média desfrutamos de 5/7*10=7,1, somando a sexta feira santa e o corpo de Cristo dá aproximadamente 9 feriados por ano (portanto 2011 é um ano normal no que toca a feriados).

4. Então, em média, um português tem por ano, 9+2,5+22=33,5 dias de descanso por ano e não os 22+17=39 dados pela notícia.

5. Os valores avançados (37 milhões de €/dia) resultam da divisão simples da produção anual pelo número de dias de trabalho. Qualquer pessoa com dois dedos de testa, sabe que há mais parcelas a ter em conta:

- o IVA pago pelas pessoas que aproveitam os feriados para ir passear, em restaurantes, hotéis, gasolina (somar também o imposto sobre combustíveis), portagens...
- o benefício das regiões que são destino turístico, como o Algarve;
- é certo que não há produção, tem que se contar não só com os benefícios não conseguidos, mas também com os gastos não contraídos, como por exemplo, com electricidade, com alimentação, com transportes próprios de algumas empresas...
 
David Sf
Que moral teremos nós Portugueses se isto vier a correr mal, pedir perdão ou renegociação da divida se países como a Alemanha e UK não tem tantos feriados e pontes?
Será que temos mais historia que eles ou simplesmente somos mais preguiçosos?
 
in url: Visto.Blog.pt
interesses Instalados disse:
Portugal este país a beira-mar plantado tem de deixar de brincar aos meninos ricos, por este mundo a fora a redução de custos para uma melhor operacionalidade e melhor produtividade na sociedade os enfermeiros passam certos medicamentos e analises desde que sejam em doenças cronicas em que cada doente já sabe que para sempre ira ter de tomar os mesmos para o resto das sua vida.

Claro não se omite o papel importante de um Médico, aqui também sou daqueles que defende que hoje a pratica médica é globalmente cara visto haver défice de médicos e inerentemente não existir a correta concorrência e evolução em qualidade sem prejudicar a produtividade e poder concorrencial que também temos de deixar de ser pequenitos e saber que existe também mercado dentro da medicina internacional.

Mas sim creio que é grave a Ordem dos médicos continuar a ignorar o momento do país, difícil e que poderá não só poupar ao estado mas globalmente ao utente. Para mim a solução da produtividade do país é quebrar com os interesses instalados das classes de elite que se construi-o em Portugal como se fossemos nós um país rico, não não somos. Somos apenas um país do extremo Europeu que as Elites gostam de afirmar que somos mão de obra ao preço de terceiro mundo muito qualificados…
 
David Sf
Que moral teremos nós Portugueses se isto vier a correr mal, pedir perdão ou renegociação da divida se países como a Alemanha e UK não tem tantos feriados e pontes?
Será que temos mais historia que eles ou simplesmente somos mais preguiçosos?

Podemos dizer-lhes isto:

En cuanto a las vacaciones, el mínimo que establece la legislación germana es de 20 días laborables al año, por los 22 de la española. No hay en este punto, pues, muchas diferencias, mientras que si hablamos de días festivos la diferencia a favor de España es de tres o cuatro días más.

Según un estudio realizado en 2009 por la consultora de recursos humanos Mercer, en España hay un total de 36 días libres al año (22 de vacaciones más 14 de días festivos), mientras que Francia y Finlandia tienen 40 en total. Y en cuanto al mínimo legal de días de vacaciones (que en España es de 22 y en Alemania de 20), en Francia y Finlandia la ley estipula 30; en Lituania y el Reino Unido, 28; en Polonia, 26 y en Grecia, Austria, Dinamarca, Suecia y Noruega, 25.

http://www.elpais.com/articulo/econ...bilacion/UE/elpepueco/20110518elpepueco_2/Tes

Ou isto:

Portugal é o país da Europa onde mais horas se trabalha

Portugal é o país europeu da OCDE que mais horas trabalha, segundo um estudo da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico para 26 dos seus 34 membros.

Apesar de o estudo sobre horas de trabalho, realizado pela OCDE, concluir que é na Europa Ocidental que menos horas se trabalha (sendo fora do Velho Continente que estão os patamares laborais horários mais elevados), Portugal foge à regra, já que as horas totais de trabalho diário (remunerado e não remunerado) ascendem a 8,79.

A trabalharem mais do que os portugueses, na OCDE, só estão os mexicanos (9,9 horas por dia) e os japoneses (9 horas diárias). No fim do "ranking" está a Bélgica, com 7,1 horas. A média total da OCDE é de 8 horas por dia.

Apesar de Portugal ser o país da Europa onde mais horas se trabalha por dia, esse resultado não se reflecte em termos de produtividade, já que este é um aspecto que o País tem de melhorar.

Em matéria de horas não remuneradas, Portugal também ocupa o lugar cimeiro da lista (em termos europeus) elaborada pela Organização, com 3,8 horas por dia. Acima, está o México com 4,2 horas diárias, a Turquia com 4,1 horas e a Austrália com 4,05 horas. A Coreia do Sul é onde se encontram menos horas diárias não remuneradas (2,2 horas).

Entre as funções não remuneradas conta-se o tempo passado a cozinhar (os americanos despendem menos tempo por dia com esta tarefa – 30 minutos – e os turcos são os que gastam mais tempo na cozinha: 74 minutos), bem como a fazer compras, a limpar a casa e a prestar cuidados.

Trabalho não remunerado vale 53% do PIB

O relatório da OCDE pretendeu igualmente estimar qual o valor, em percentagem do PIB, do trabalho não remunerado – isto para os 25 países da OCDE para os quais este dado estava disponível. E concluiu que o valor do trabalho não remunerado é considerável, sendo equivalente a cerca de um terço do PIB nos países membros da Organização, desde um mínimo de 19% na Coreia do Sul a um máximo de 53% em Portugal.

Quanto a horas remuneradas, Portugal ocupa a sétima posição, com 4,91 horas, sendo suplantado pelo Japão (6,27 horas), Coreia (5,80), México (5,69), China (5,66), Canadá (5,33) e Áustria (5,10).

Este estudo da OCDE incidiu sobre 26 dos seus 34 países membros e também a China, Índia e África do Sul. Os oito membros da OCDE que não estão incluídos no estudo são o Chile, República Checa, Eslováquia, Grécia, Islândia, Israel, Suíça e Luxemburgo.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?id=479043&template=SHOWNEWS_V2

Ou ainda:

Os alemães trabalham muito menos [por ano e durante a vida activa] que os europeus do Sul. E também não trabalham de forma tão intensiva”, assegura Patrick Artus, chefe da secção de economia do banco francês Natixis e o redactor deste estudo, que se baseia designadamente nos números da ODCE e Eurostat.

A duração anual média do trabalho de um alemão (1390 horas) é assim muito inferior à de um grego (2119 horas), de um italiano (1773 horas), de um português (1719 horas), de um espanhol (1654 horas) ou de um francês (1554 horas), referem as estatísticas publicadas em 2010 pela OCDE.

“O resultado da produtividade individual da Alemanha está na média dos países do Sul, a da produtividade horária está acima da média mas não é melhor que a da França ou Grécia”, precisa o Natixis.

A idade legal para a reforma na Alemanha (65 anos actualmente, 67 no futuro) é mais tardia, mas os portugueses e espanhóis trabalham na prática mais tempo, com uma idade efectiva de início da reforma de 62,6 anos e 62,3 anos, contra 62,2 anos para os alemães, refere ainda o estudo.

Os gregos não estão distantes desta média (61,5 anos) e a reforma das aposentações adoptada na primavera de 2010 na Grécia impôs o aumento da idade dos 60 para os 65 anos, com o objectivo de garantir uma idade média de 63,5 anos até 2015. Apenas franceses e italianos garantem hoje a reforma mais cedo que os alemães, precisa o estudo com data de 30 de Maio.

Em meados de Maio, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou publicamente as férias e os sistemas de reforma dos países do Sul da Europa, que considerou demasiado generosos. “É necessário que em países como a Grécia, Espanha, Portugal não seja garantida a reforma mais cedo que na Alemanha, e que todos façam os mesmos esforços, é importante”, disse na ocasião.

“Angela Merkel não refere quais os verdadeiros problemas dos países do Sul da zona euro”, conclui o chefe economista do Natixis.

http://economia.publico.pt/Noticia/...-sul-trabalham-mais-do-que-os-alemaes_1497518

O problema da falta de produtividade em Portugal sempre foi devido à qualidade e não à quantidade.
 
Sei por isso que já escrevi que temos de apostar na qualidade em vez de ser através a redução do custo de mão de obra. E principalmente também que a qualidade de chefia e gestão tem de ser melhorada porque há muito pessoal mal distribuído e não é que não queira, é que não lhe dão que fazer ou ainda que não lhe dão formação para.

Contudo, David sf, temos de começar a não ficar paralelizados tanto tempo, não significa que as pessoas não tenham descanso merecido, significa que as pessoas tem de se habituar que a vida não para no feriado e no fim de semana.

Olha que eu como trabalho em turnos, pois o meu serviço é 24hx365(6)dias/ano e tenho balizado que folgas só são possíveis se não tiver avisos meteorológicos vigentes faz-me confusão muita coisa da nossa função publica. Creio que as horas de sol que temos só atrapalham pois muita gente quer é praia.
 
Sei por isso que já escrevi que temos de apostar na qualidade em vez de ser através a redução do custo de mão de obra. E principalmente também que a qualidade de chefia e gestão tem de ser melhorada porque há muito pessoal mal distribuído e não é que não queira, é que não lhe dão que fazer ou ainda que não lhe dão formação para.

Contudo, David sf, temos de começar a não ficar paralelizados tanto tempo, não significa que as pessoas não tenham descanso merecido, significa que as pessoas tem de se habituar que a vida não para no feriado e no fim de semana.

Olha que eu como trabalho em turnos, pois o meu serviço é 24hx365(6)dias/ano e tenho balizado que folgas só são possíveis se não tiver avisos meteorológicos vigentes faz-me confusão muita coisa da nossa função publica. Creio que as horas de sol que temos só atrapalham pois muita gente quer é praia.

Mas esse último ponto é algo completamente diferente, em que eu estou de acordo contigo, e tem a ver com responsabilidade. Eu também já fui trabalhar ao fim de semana, ou fiquei para além da hora, quando há muito trabalho. O ano passado podia ter tirado 18 dias de férias e só tirei 8. Mas isso não se relaciona com o fim dos feriados, nem com as pontes. A opção tem de ser de cada pessoas, também conforme a sua vida pessoal. Acredito que para um trabalhador com filhos seja mais difícil fazer isso.

O meu post inicial sobre este assunto foi mais no sentido de mostrar que este mito segundo o qual os portugueses trabalham pouco é falso, e é infelizmente alimentado por muitos portugueses. O problema é sobretudo organizacional.
 
Acho que há aqui uma coisa que algumas pessoas não entendem. Não é por tirarmos as férias às pessoas e as metermos nos seus empregos durante mais tempo que elas vão produzir mais. É que estar no local de trabalho e trabalhar não é de maneira nenhuma a mesma coisa.
 
Esta questão da possível redução das férias é uma falsa questão, um mito..
Os alemães têm constitucionalmente menos férias que nós, mas graças ao poder dos sindicatos que são sindicatos que funcionam bem e trabalham em prol dos trabalhadores mas também na óptica da justiça obtida em conseguir melhor produtividade, conseguem as mesmas férias que nós! Portanto em Portugal a lógica sindical funciona muito mal, ainda agarrada aos anos 70/80 das lutas.. Hoje em dia, um sindicato não deveria querer a dissolução de uma empresa para obter X %, mas sim lutar para garantir aos trabalhadores uma justiça laboral de encontro com a produtividade. Ou seja, os sindicatos deveriam estar de mãos dadas com os trabalhadores e com a missão da empresa!

Na prática, se pensarmos no mundo empresarial como um todo, os patrões precisam de X dias de férias relacionados com os mesmos X dias de férias dos seus clientes, ou melhor, daqueles mais importantes clientes. As contas são fáceis de fazer, a empresa x mete 15 dias de férias, logo o seu fornecedor deverá tendêncialmente a meter férias no mesmo período, isto falando em termos ponderados claro. Ninguém mas ninguém quer hoje em dia produzir para o monte, pois é dinheiro empatado! Por esta razão, a questão das férias é secundária.. Ninguém produz mais, porque ninguém produz para o monte! Produz-se consoante as encomendas que surgem, logo, podemos afirmar que as empresas estão sintonizadas umas com outras, e se precisam de produzir mais, então das 4 uma: ou contratam mais trabalhadores, ou fazem mais horas extra, ou melhoram os seus processos produtivos, ou subcontratam para garantir os compromissos com os seus clientes!

Reduzir férias? Falsa questão, secundária.
 
Como é que se pode classificar um tipo que andou semanas a fio com o Medina Carreira a dizer exactamente o contrário? A última resposta então é notável...

duque1.jpg
 
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