O Estado do País

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A RTP1 pode ter programação cor de rosa, programas pimba e sei lá que mais. Mas tem a melhor informação de todos os canais.

Já os programas ditos pimba como o Verão Total mostra o país, sítios que nunca visitei e tenho visto no programa dito pimba, fez-me ter curiosidade em conhecer como Pedras Salgadas e Rio d'onor. Sítios maravilhosos do nosso Portugal, que um dia possa conhecer.

Já agora, amanhã esse dito programa pimba vai ser transmitido da minha cidade "Olhão", eu como olhanense fico orgulhoso que a estação pública faça um programa em directo de Olhão.

Até hoje deu uma reportagem no Portugal em directo e no Telejornal e não por más notícias, mas sim por boas notícias, o ano passado Olhão foi visto no mundo inteiro através do dito programa pimba e a Ria Formosa foi uma das 7 maravilhas naturais de Portugal. Este ano, Olhão está a concorrer para as 7 maravilhas da gastronomia de Portugal. É nisto, que sinto orgulho de ser olhanense, tem muitos problemas, mas com esta divulgação na televisão atrai muito mais visitantes. Já agora votem no Xarém com Conquilhas.

Muito giro e tal, mas esses tours custam muito dinheiro aos contribuintes... e tudo para apresentar um conteúdo fútil, parolo.
 
Não me lembro de ler nem nos programas com que o PSD ou o CDS se candidataram às eleições nada sobre aumento de impostos. Falou-se durante a campanha de eventual aumento do IVA, mas sobre este "Coelho" que saiu da cartola, nada.

Mas provavelmente, até será ilegal:

O anúncio do Primeiro-Ministro

por Luís Menezes Leitão

Mudou-se o Governo, mas o assalto aos rendimentos dos cidadãos continua exactamente da mesma forma, sem qualquer respeito pela Constituição. Já aqui tinha dito o que pensava sobre a tentativa de criar uma "contribuição especial" sobre os rendimentos dos pensionistas. Agora o novo Primeiro-Ministro anuncia uma nova "contribuição especial" — que nada tem a ver com esse conceito, diga-se — em ordem a retirar metade do subsídio de Natal através do aumento do IRS já em 2011. Como isso vai ser feito, ainda não se sabe, mas é manifesto que só pode ser feito criando um imposto escandalosamente retroactivo, contra o que a Constituição expressamente determina. Na verdade, os rendimentos de 2010 já foram tributados, pelo que se o novo imposto for criado sobre esses rendimentos, haverá uma escandalosa dupla tributação, estando-se a lançar pela segunda vez impostos sobre rendimentos que os contribuintes já pagaram. Já se o imposto recair sobre rendimentos de 2011 — por exemplo, aumentando brutalmente a retenção na fonte sobre o 13º mês ou sobre os meses que faltam até ao fim do ano — estar-se a desvirtuar completamente a figura da retenção na fonte. Em qualquer caso, parece-me evidente que haverá uma séria lesão da confiança dos contribuintes, que vêem as suas obrigações fiscais permanentemente alteradas. Mas seguramente o Tribunal Constitucional lá deixará passar mais uma vez esta gritante inconstitucionalidade. O que me choca é que quem ganhou as eleições prometendo que haveria reduções de despesa e não aumento de impostos, a primeira coisa que faça seja aumentar os impostos.
Na área da justiça, pareceu-me ainda haver uma inversão de prioridades no discurso do Primeiro-Ministro, quando disse que pretendia agilizar os processos de insolvência. Ora, os processos de insolvência são dos mais ágeis que existem, tanto assim que todos os dias inúmeras empresas e cidadãos são declarados insolventes. O bloqueio no sistema de justiça está antes na acção executiva. É esta que tem que ser urgentemente reformada.

http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/1170047.html

No mais recente 1º de Abril:
Passos Coelho disse em de Abril que cortar subsídios era um disparate

Há três meses, o então candidato a primeiro-ministro deixou mensagem de esperança em relação ao corte de subsídios. Veja aqui o vídeo com a reportagem da SIC.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=493711
 
Aquele pequena volta do telejornal pelo país custou 200 mil €. Só a mesa desse telejornal custou 10 mil. E quanto custou por exemplo mandar um correspondente a Nova York para cobrir uma audiência sem qualquer interesse do tipo que matou o Carlos Castro ?

Relativamente às ilhas, o orçamento anual da RTP-Açores é de 10 milhões e da RTP-Madeira é de 9 milhões €.
Pelas minhas contas a RTP/RDP/LUSA custou ao país cerca de 2,5 mil milhões € numa década. Trocos. E essas empresas públicas tem receitas próprias no mercado publicitário como todas as outras privadas. Toda a gente percebe porque é que empresas como a REFER ou CP, a Saúde ou Educação, etc, tem despesas monstruosas, mas coisas como a RTP não entendo. Nunca entendi.
Ou este governo mexe urgentemente onde é preciso em vez de aumentar impostos ou nem 2 anos aguenta e acabamos todos como a Grécia.

Vince, por curiosidade, sabe quanto é taxa que cada inglês paga para a BBC? Já soube mas já me esqueci...

Por exemplo, se cada um de nós pagasse 10 euros por ano de taxa audiovisual, para manter apenas um canal nacional, um internacional, e a RDP, seriam 100 milhões em impostos. A RTP e a RDP teriam de existir apenas com isso, sem ir buscar dinheiro aos outros impostos. Se houvesse má gestão, ponderava-se despedir a direcção. Assim acabava o desperdício, e começaríamos a saber ao certo para onde vão os nossos impostos.
 

Em 2001, segundo o Eurostat, Portugal tinha 18% do território ocupado com obras humanas: auto-estradas, barragens, espaço urbano, aeroportos, áreas comerciais, estradas, parques eólicos, etc. Éramos o país que estava à frente desta estatística, isto nos tempos da Europa a 15. Atrás de nós estavam a Holanda ou o Reino Unido, com cerca de 15% do território ocupado. Como estaremos agora? Impressionante, com pouco mais de 100 hab/km2 ocupamos mais espaço que países com o dobro ou o triplo da densidade populacional.
 
A rica europa das luzes e como se governam aqueles que nos emprestam o dinheiro...

Axel Weber, ex-Presidente do Banco Central da Alemanha e antigo candidato à sucessão de Trichet, na Presidência do Banco Central Europeu foi contratado para Vice-Presidente da União de Bancos Suíços. O primeiro pagamento de boas-vindas, fora o salário que receberá, será de 3,6 milhões de euros e corresponde a 11 vezes o salário que teria se estivesse no BCE. O actual Presidente Trichet arrecadou 2,9 milhões de euros em 8 anos de BCE.

Axel Weber entrará como vice-presidente independente, cargo que só ficará formalmente entregue em maio de 2012. Nessa altura passará a cobrar anualmente 1,2 milhões de euros e terá direito a 150 mil acções da UBS - que não poderá negociar durante quatro anos. Quando chegar a presidente em 2013 o seu salário aumentará para 1,6 milhões de euros e 200 mil títulos do banco.
 
Parece que a Senhora Manuela Moura Guedes já não vai para a SIC. A Imprensa prescindiu recentemente de 40 trabalhadores, e consta que está com problemas financeiros :shocking: Não admira que Francisco Balsemão não queira a RTP1 privatizada. Agora PPC só tem mesmo uma coisa a fazer: vender a RTP1. Pois caso contrário, os portugueses acabarão sempre por desconfiar que PPC voltou atrás na sua decisão sobre a RTP1 para beneficiar um membro fundador do seu partido.
 
Fazer a mesma vida gastando metade


As empresas têm de ser aliviadas, porque criam emprego, e os pobres não podem ser mais sobrecarregados; tem de ser, pois, a classe média a pagar a crise.
A classe média vai ter de pagar a principal factura da crise. Não pode ser de outra maneira: as empresas têm de ser apoiadas, porque são elas que geram riqueza e criam emprego, e os mais débeis não podem ser mais sacrificados.

A esquerda está sempre a falar nas grandes fortunas, na banca, nos lucros das grandes empresas – como se aí estivesse a salvação do país. Ora, já não estamos no tempo da revolução soviética. Os patrões já não são aqueles seres ignóbeis e gordos que apareciam nas caricaturas e que só se preocupavam em encher os bolsos e enriquecer à custa do trabalho dos explorados.

Esse tempo, se chegou a existir, passou. Os empresários são quase sempre pessoas que subiram a pulso, que trabalharam no duro, que tiveram a coragem de arriscar e investir, que criam emprego, que sofrem quando se aproxima o dia de pagar aos trabalhadores e aos fornecedores.

É esta gente que cria riqueza – porque o Estado, sendo indispensável, só consome, não produz. Um país precisa de médicos, precisa de juízes, precisa de polícias, precisa de militares – e esta gente toda tem de receber. Mas donde vem o dinheiro? Dos impostos. E onde vai o Estado buscar os impostos? Às empresas e aos particulares.

Significa isto que, quanto mais lucros as empresas tiverem, mais rendimentos terá o Estado. Mas para as empresas terem lucros terão de ser aliviadas de diversos encargos. O que uma empresa paga hoje por um trabalhador, além do que este recebe, é uma enormidade. Para o leitor ter uma ideia, numa empresa como o SOL, por cada empregado que leva para casa 1.390 euros, a empresa tem de desembolsar 2.300. Ora, com este regime, quem é que quer investir e contratar gente?

Além disso, há que aliviar a burocracia e facilitar a vida aos que investem. O grande problema de muitos políticos é nunca terem trabalhado em empresas privadas e não conhecerem a lógica de funcionamento do mercado.

Mas, se as empresas não podem ser mais sobrecarregadas (para poderem crescer e ter capacidade para investir) e os pobres também não, tem de ser a classe média a pagar a crise.

Sucede que na classe média há muita gente que pode gastar metade do dinheiro que hoje gasta e fazer quase a mesma vida.

Na classe média esbanjam-se dinheiro e recursos de uma forma às vezes chocante. Nos restaurantes desperdiça-se comida. Quantas vezes não vemos as travessas voltarem para dentro com quase metade da dose que veio para a mesa? Essa comida vai para o lixo. Por que não se reduzem as doses, diminuindo um pouco os preços? Aproveitar-se-ia melhor a comida e os clientes agradeceriam.

Nos mais pequenos pormenores é possível poupar. Um dia destes, com o café, trouxeram-me um pacote de açúcar branco, outro de açúcar escuro, outro de adoçante e um pau de canela! Eu só usei parte de um dos pacotes de açúcar e tudo o resto foi para o lixo. Ora esse ‘resto’ tinha um valor. Custou dinheiro a produzir – para ir directamente para o lixo.

Ainda no campo da alimentação, mas noutra vertente, há que dizer que em muitos casos não existe motivo para consumir produtos estrangeiros, pois há produtos nacionais equivalentes. Por que se bebe água Vittel, ou Voss, e não água do Luso, do Vimeiro, das Pedras ou do Castelo? Por que se bebe cerveja Heineken ou Carlsberg em vez de Super Bock ou Sagres? Não há nenhuma razão a não ser esta: por peneiras. Para mostrar aos outros que temos gostos mais requintados e dinheiro para os pagar.

E quem fala das águas e das cervejas fala dos vinhos e dos espumantes. É possível beber um óptimo vinho português cinco vezes mais barato do que um vinho francês. E nas ocasiões festivas por que não optar por um honesto espumante Raposeira ou Cabriz em vez de champanhe Cristal ou Moët & Chandon?

E nos vícios como o tabaco (para já não falar em deixar de fumar, que seria uma enorme vantagem sob todos os aspectos) por que insistir no Marlboro ou no Chesterfield em vez do Português Suave ou do SG?

Finalmente, quando vamos ao supermercado ou à praça, há que ter em mente que sai mais barato e é mais saudável comprar legumes e fruta de origem nacional, e na respectiva época, do que produtos estrangeiros.

Estes princípios aplicam-se também ao vestuário. Se em lugar de um fato Hugo Boss ou Armani comprarmos um Dielmar ou Do Homem, ficaremos igualmente bem servidos e o preço será metade ou um terço. E a mesma regra vale para toda a roupa e para o calçado: se não capricharmos em comprar produtos de ‘marca’, é possível comprar camisas, pólos ou sapatos excelentes a um preço módico.

Neste ponto da conversa, há sempre quem recorde que ‘o barato sai caro’. Mas isso é um mito. Um dia, ainda no tempo do escudo, vi uns sapatos numa montra que me saltaram à vista, entrei na sapataria, experimentei-os, gostei e mandei embrulhar. Quando a empregada disse o preço – 80 contos – eu ia desmaiando. Mas já não tive coragem para voltar atrás. Pois bem: as principais características do calçado são o conforto, a segurança e a durabilidade. Ora esses sapatos – ingleses, marca Church’s – não eram confortáveis, não eram seguros nem se mostraram duráveis, pois resistiram bastante menos do que outros muito mais baratos. E digo que não eram seguros pois escorregavam perigosamente em superfícies muito lisas, como as calçadas de Lisboa, em que as pedras estão polidas pelo desgaste. Por pouco esses luxuosos sapatos não me causaram quedas aparatosas.

Mas há muito mais coisas em que o leitor pode poupar. Por exemplo, não fazer férias no estrangeiro, evitando ainda por cima aqueles horríveis tempos mortos nos aeroportos e o risco da perda de bagagens. Faça férias cá dentro. Haverá coisa melhor e mais cómoda do que entrar no carro em frente de casa e sair em frente da porta do hotel ou do apartamento onde vamos passar férias?

A propósito de carro, por que não escolher sempre um modelo abaixo daquele que ‘normalmente’ iríamos comprar. Em vez de um Mercedes E, um Mercedes C; em vez de um Audi 6, um Audi 4; e assim sucessivamente. E só falo de carros caros pois é onde se pode poupar mais dinheiro.

Se formos para o hotel, por que não experimentar um de três ou quatro estrelas em vez de escolher às cegas um de cinco?

E, se teimarmos em ir de avião, não custará nada viajar em turística em vez de 1.ª ou Executiva, pelo menos nos voos de duração inferior a três horas. Chega-se ao mesmo tempo e paga-se metade.

As novas tecnologias são outro excelente terreno para poupar. Se não capricharmos em ter sempre um computador, um telemóvel, um iPhone ou um iPad de última geração e nos contentarmos com uns modelos ‘ultrapassados’, também pagaremos muitíssimo menos e não ficaremos pior servidos. Também aqui é uma questão de ostentação. Quantas vezes o modelo ‘ultrapassado’ não é tão ou mais eficaz do que o último grito?

E por falar em telemóveis, quantas chamadas fazemos por dia que são perfeitamente desnecessárias? Talvez 90%. E, pensando nos computadores, não poderemos poupar imenso no material de escritório, deixando de fazer prints por tudo e por nada? Basta que, quando vamos dar uma ordem de print, pensemos se ele é mesmo necessário.

Outra norma simples é evitar ligar o ar condicionado. Até porque é prejudicial à saúde, sendo responsável por muitas gripes e outras doenças.

Quando se passa do material de escritório para o mobiliário, é bom pensar que existe um abismo entre comprar nacional ou estrangeiro. E o mesmo sucede quando se trata de equipar uma casa. É indispensável procurar materiais portugueses – azulejos, mosaicos, pavimentos, papéis de parede, torneiras, toalheiros, louças, etc. –, até porque os há de excelente qualidade. Às vezes pensamos que os estrangeiros são melhores por serem mais caros, mas é um engano: o aumento do preço tem apenas que ver com o facto de serem importados.

E já não falo nos luxos e extravagâncias – os perfumes, cremes, desodorizantes, espumas de barbear, after shaves, sais de banho, lacas, etc., etc. – que enchem as prateleiras das nossas casas de banho e que podem ser reduzidos a metade ou um terço, ou substituídos por outros menos dispendiosos.

A propósito, os detergentes e os produtos de limpeza também são uma rubrica onde se pode poupar muitíssimo, pois as diferenças de preço são enormes entre os produtos de marca e os produtos brancos, e a qualidade é semelhante.

Finalmente, é possível seguir uma regra simples: em cada cinco visitas ao cabeleireiro, ou à esteticista, ou à depilação, ou à manicura, ou à massagista, reduzir uma. Não custa nada e representa uma poupança de 20% nessas despesas.

Podia continuar, mas não vale a pena: o leitor já percebeu que pode gastar muito menos do que gasta sem ter de mudar de vida. Basta apenas um pouco de disciplina. Basta ‘racionalizar as despesas’. Eu já fiz a prova e sei do que falo.

Até lhe digo: sentir-se-á melhor. Porque, ao não desperdiçar, ao reduzir o consumo, sabe que está a contribuir, por exemplo, para não estragar mais o planeta. E para não aumentar mais a dívida do país, visto que muito do que consumimos é importado. Simultaneamente, ao preferirmos produtos portugueses, estamos a estimular a produção nacional, a criar emprego e a reduzir a dependência do país relativamente ao exterior.

Como vê, a crise pode contribuir para vivermos melhor – com menos. Não é necessariamente um problema – é uma grande oportunidade para mudarmos alguns hábitos.

José António Saraiva

http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108&opiniao=Pol�tica+a+S�rio

As alarvidades estão a bold.

Não conheço ninguém da classe média que beba água Vittel, que compre um Mercedes ou um Audi, que vá de férias em 1ª classe no avião, para um hotel de 5 estrelas, que compre sapatos por 80 contos... O ar condicionado é um foco de doenças. Já o tabaco, não, apenas se deve optar por marcas mais baratas. O desodorizante é um produto de luxo.

Receita para superar a crise: sobrecarregar a classe média para que esta compre um Mercedes C em vez de um Mercedes E, para que vá de férias de carro (a gasolina anda barata!!!) para um hotel de 4 estrelas, que fume uma marca de tabaco mais barata, e que desligue o ar condicionado e não ponha desodorizante.

A classe média que JAS conhece e que eu desconheço, apesar de andarem todos a cheirar mal dos sovacos, vive à grande e à francesa. Só que não é real.
 
Não conheces quem seja de classe média e consuma esses produtos? Eu conheço muita gente, e quando digo muita digo mesmo muita. Se vivesses no Porto ou em Lisboas provavelmente também conhecerias.
 
Não conheces quem seja de classe média e consuma esses produtos? Eu conheço muita gente, e quando digo muita digo mesmo muita. Se vivesses no Porto ou em Lisboas provavelmente também conhecerias.

Isso chama-se ricos na minha terra, sapatos de 80contos? É pra ricos não é para classe média, classe média compra de 20 contos e já é esticar-se!!!
 
http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108&opiniao=Pol�tica+a+S�rio

As alarvidades estão a bold.

Não conheço ninguém da classe média que beba água Vittel, que compre um Mercedes ou um Audi, que vá de férias em 1ª classe no avião, para um hotel de 5 estrelas, que compre sapatos por 80 contos... O ar condicionado é um foco de doenças. Já o tabaco, não, apenas se deve optar por marcas mais baratas. O desodorizante é um produto de luxo.

Receita para superar a crise: sobrecarregar a classe média para que esta compre um Mercedes C em vez de um Mercedes E, para que vá de férias de carro (a gasolina anda barata!!!) para um hotel de 4 estrelas, que fume uma marca de tabaco mais barata, e que desligue o ar condicionado e não ponha desodorizante.

A classe média que JAS conhece e que eu desconheço, apesar de andarem todos a cheirar mal dos sovacos, vive à grande e à francesa. Só que não é real.

já que estamos numa de redes sociais.. I like "gostei" :)
 
Não conheces quem seja de classe média e consuma esses produtos? Eu conheço muita gente, e quando digo muita digo mesmo muita. Se vivesses no Porto ou em Lisboas provavelmente também conhecerias.

classe média é até 1500eur de salário, no máximo dos máximos. Ou até 2000eur se viver com mais alguém (mil eur cada um, a contribuir para a casa)!
 
classe média é até 1500eur de salário, no máximo dos máximos. Ou até 2000eur se viver com mais alguém (mil eur cada um, a contribuir para a casa)!

Um médico para mim é classe média, se não tiver fortuna familiar, tal como um professor, um militar, etc. E um médico que não seja interno aufere mais de dois mil euros por mês, por exemplo.
 
Não conheces quem seja de classe média e consuma esses produtos? Eu conheço muita gente, e quando digo muita digo mesmo muita. Se vivesses no Porto ou em Lisboas provavelmente também conhecerias.

Eu vivo na zona de Lisboa durante a semana e não conheço ninguém da classe média que tenha um Mercedes ou um Audi, e prefira água Voss do que qualquer água mineral portuguesa. E hotéis de 5 estrelas e 1ª classe em avião?

Se as pessoas que têm esses luxos e que tu conheces dizem que são da classe média, ou te estão a mentir ou vivem endividados até ao tutano, não aguentam mais que 2 ou 3 anos a viver assim.

Ah, mas toda a gente da classe média que conheço tem um luxo inusitado, usa desodorizante.
 
Não conheces quem seja de classe média e consuma esses produtos? Eu conheço muita gente, e quando digo muita digo mesmo muita. Se vivesses no Porto ou em Lisboas provavelmente também conhecerias.

Frederico, na minha família (que felizmente nem é bem classe média, mas mais classe média-alta) comprar uns sapatos por mais de 70€ é uma coisa bastante rara, e não me lembro de alguma vez ter sido comprado algo por mais de 100€. Agora gostava de ir para esse país fenomenal onde a classe média costuma comprar sapatos de 400€...
 
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