O Estado do País

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Aqui há uns dois dias fui ver o site do PCP e ver os elementos do comité central e houve uma coisa que vi e que até comentei com uns amigos, na profissão dos elementos do Comité Central está lá, em alguns membros, a profissão de 'intelectual'.

Alguém me explica o que é isso? em que consiste e se recebem efectivamente dinheiro por ser 'intelectual' ?

Ou se apenas vivem dos rendimentos dos desgraçados que metem lá parte do dinheiro que recebem?

http://www.pcp.pt/comite-central-do-pcp
 
O Partido Comunista em si não desaparecerá, acredito que crie uma fusão de esquerda ou a criação de um partido novo com ideologias de esquerda mais modernas.

Acredito que existe uma grande massa de eleitorado que está descontente com o PS e até com um PSD (ala menos à direita) e que se possa formar um partido de alternativa a estes desgovernos consecutivos.

O facto de desaparecer ou aparecer outro PCP é irrelevante. O facto de continuar-mos com estas politicas de "saque" deve merecer mais preocupação.
 
Faturas da água em Olhão com enganos no valor em dívida

Se vive em Olhão e recebeu uma fatura da água onde lhe é imputado um valor em dívida que não reconhece, o mais provável é ser mais uma vítima de um engano no sistema de faturação na recém-criada empresa municipal Ambiolhão.

Nas duas últimas semanas, foram muitos os olhanenses que se dirigiram às instalações da empresa, no centro de Olhão, para esclarecerem o porquê do valor que vinha inscrito como «Dívida Total a Pagar», para serem informadas do engano.

Esta semana, vários avisos colados nas montras e portas explicam a situação e garantem que tudo será reposto.

A reposição da situação não obrigará à devolução de qualquer verba, já que o valor em causa era de referência e não foi cobrado.

«Esta situação não influenciou em nada o valor da fatura, uma vez que se trata de um campo meramente informativo e com o qual pretendemos permitir aos consumidores liquidarem várias faturas por iniciativa própria», explica a empresa, no aviso.

Ainda assim, «este campo será deixado em branco até à resolução do problema informático».

Garantias que servem para aliviar muitos do susto que apanharam, já que em alguns casos os valores em dívida que constavam na conta atingiam os 200 euros. Mas nem todos se mostram satisfeitos com a explicação.

Nesta segunda-feira, os consumidores que se dirigiam à sede da Ambiolhão já não precisavam de esperar na fila para esclarecer a situação. Mas, garantiu um dos clientes que aguardava hoje à porta, por falta de espaço no interior, na passada semana «foi uma autêntica multidão» que afluiu a este serviço.

«Eu não estou aqui por causa desse engano, mas não deixarei de falar nesse assunto», disse o mesmo cliente da Ambiolhão, com um sorriso de antecipação.

A Ambiolhão adianta, no mesmo aviso, que a situação se deveu «a um problema informático na transferência das bases de dados» dos antigos serviços municipalizados para a nova empresa.

Fonte: Barlavento Online

Mais uma empresa municipal em Olhão e mais incompetência e mais para roubarem. A AmbiOlhão é uma empresa municipal para gerir a água, o saneamento e os resíduos sólidos.

Estas explicações a negrito são mesmo anedóticas. :lol: Mesmo aqueles que têem a factura em dia levaram com a dívida para pagar. Erros acontecem se foi ou não prepositado não sei, mas que é muito estranho isso é. Será que a transferência de dados da CMO para a Ambiolhão foi perdida no caminho a ver se alguém caia e fosse pagar aquilo, mesmo estando em dia.

Para quem não é de Olhão eu esclareço em 2 pontos:

1- O gasto anual de água foi posto em dívida, cá em casa foi um susto valente, mas não se livraram-se de uma valente reclamação e não ficámos nada esclarecidos.

2- A nova empresa municipal é fantástica já inventaram uma taxa de água no valor de 3 euros que é bónus, a juntar ao gasto da água e mais uma nova taxa para os resíduos.

Vergonhoso.:buh::angry:
 
Numa reunião com o Presidente da Suiça, Cavaco apresenta os seus
ministros:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o ministro da Educação, este é o
Ministro da Justiça...
Chegou então a vez do Presidente da Suiça apresentar seus ministros:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Fazenda, este é o
Ministro da Educação, este é o Ministro da Marinha...
Nessa altura, Cavaco começa a rir:
- ehehehe Desculpe, Sr.Presidente, mas para quê um Ministro da
Marinha, se o seu país não tem mar?????
O Presidente da Suiça, então, educadamente, responde:
- Pois, quando V. Exma apresentou os Ministros da Educação, da Saúde e da Justica, eu não me ri pois não?...

:lmao::lmao::lmao:
 
Ohhh Algarvio não julgava que o estado social aí por faro pudesse roçar a subsidio dependência dos Açores.
É que pelo Funchal desde a muito tempo existe essas taxas, e até multas para quem não separe o seu próprio lixo!
 
Numa reunião com o Presidente da Suiça, Cavaco apresenta os seus
ministros:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o ministro da Educação, este é o
Ministro da Justiça...
Chegou então a vez do Presidente da Suiça apresentar seus ministros:
- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro da Fazenda, este é o
Ministro da Educação, este é o Ministro da Marinha...
Nessa altura, Cavaco começa a rir:
- ehehehe Desculpe, Sr.Presidente, mas para quê um Ministro da
Marinha, se o seu país não tem mar?????
O Presidente da Suiça, então, educadamente, responde:
- Pois, quando V. Exma apresentou os Ministros da Educação, da Saúde e da Justica, eu não me ri pois não?...

:lmao::lmao::lmao:

Tu vives noutro planeta, não existes!!!
 
Vamos aquecer o tópico...

Em livro publicado em 2007
Ministro da Economia acha que “a Madeira poderá tornar-se independente

Álvaro Santos Pereira, o novo ministro da Economia, acha que “se a Madeira quiser, um dia poderá tornar-se independente”. “Afinal, se Malta, Chipre, e até Timor-Leste conseguem ser independentes, porque é que os madeirenses não poderão sonhar com uma autonomia total de Portugal?”, questiona Santos Pereira para quem “a resposta é claramente positiva”.

Santos Pereira, à esquerda, escreveu que João Jardim usa <i>bluff</i> independentista para conseguir mais verbas para a Madeira Santos Pereira, à esquerda, escreveu que João Jardim usa bluff independentista para conseguir mais verbas para a Madeira (Foto: Daniel Rocha/arquivo)

O professor de Economia, no seu livro Os mitos da Economia Portuguesa, dedica um capítulo à independência deste arquipélago, texto que foi integralmente reproduzido pelo Jornal da Madeira, propriedade do governo de Alberto João Jardim, no Dia da Região, também marcado pela exibição de bandeiras do movimento independentista Flama em várias localidades da ilha e, a propósito desta acção, por nova ameaça separatista do líder insular ao governo de Pedro Passsos Coelho, antes de apresentar esta semana o novo caderno reivindicativo a Lisboa.

Santos Pereira acha que “por trás da maioria das declarações de João Jardim em relação ao continente reside quase sempre uma ameaça velada ou implícita de que se os governos centrais não satisfizerem as exigências da Madeira, então tudo pode acontecer... Inclusive a possibilidade da independência deste território insular”. E “como os governos centrais entendem que a integridade do território nacional não pode ser posta em causa, a tendência dominante tem sido ceder às pressões de João Jardim”. Consequentemente, “a Madeira tem sido extremamente bem sucedida na atracção de abundantes fundos nacionais e europeus para os seus projectos de investimento e demais despesas do Governo Regional”.

O economista considera que “ao jogar tão eficazmente o trunfo independentista, João Jardim tem sido capaz não só de prevenir a inconveniente interferência dos políticos do continente na região madeirense, como também (e principalmente) tem conseguido ser extremamente eficaz na atracção de fundos, tanto de Portugal Continental como da União Europeia”. Ou seja, Jardim “cedo percebeu que tanto jogar a cartada independentista como criar e encarnar a figura de João Jardim era a melhor estratégia para maximizar a remessa de fundos para a Madeira”. Por isso, conclui, “o facto de João Jardim ser João Jardim tem por detrás uma lógica económica coerente”.

O agora ministro da Economia regista ainda que, “perante a ameaça, sempre ou quase sempre o Governo central claudicava ou pelo menos diminuía as suas exigências e demandas em relação ao Governo Regional”. Moral da história: “João Jardim é João Jardim, porque existem todos os incentivos do mundo para o ser e para continuar a fazê-lo”.

No livro editado pela “Guerra e Paz” em 2007, ano em que Jardim se demitiu em protesto contra a nova lei de finanças regionais para provocar eleições em que os madeirenses deram-lhe nova maioria absoluta contra o “inimigo externo” Sócrates, Santos Pereira admite que nos próximos tempos Jardim “ainda se torne mais acérrimo e mais radical nas suas demandas, pois não só tem pouco a perder, como principalmente não tem outras soluções credíveis que assegurem a viabilidade financeira da sua região autónoma”.

No futuro, escreve o economista, só restam duas possibilidades ao presidente madeirense: “ Ou percebe de uma vez por todas que ser João Jardim já não compensa e, por isso, é forçado a meter a casa em ordem, reduzindo significativamente as despesas do governo Regional (que brevemente não terá ao seu dispor muitas dezenas de milhões de euros de subsídios), ou aumenta o bluff independentista, arriscando-se a dar azo a um inexorável movimento político para o qual poderá não estar necessariamente interessado”. É aqui que o professor de Economia coloca a pergunta inevitável: poderá a Madeira tornar-se independente? Será uma Madeira independente viável economicamente? “Se a Madeira quiser, um dia poderá tornar-se independente”, responde Santos Pereira referindo que, “para grande mérito dos madeirenses e (por mais que custe admitir a muitos continentais) do próprio João Jardim, nos últimos anos a Madeira tem sido um real e paradigmático caso de sucesso a nível do crescimento regional”, sendo, a nível do rendimento por habitante, “a região portuguesa que mais progresso registou”.

Devido a este sucesso “visível mesmo em relação à média europeia”, a Madeira “verá automaticamente diminuir de forma drástica os generosos subsídios que a sua posição ultraperiférica e o seu baixo rendimento lhe facultavam”. Se o governo regional “quiser manter o mesmo nível de despesa terá que certamente agravar a carga fiscal”, ou então contar com “a manutenção ou mesmo a subida das transferências nacionais, o que é, como vimos, indesejado pelo Governo e pela opinião pública nacional”. É por este motivo que, “em desespero de causa, João Jardim decidiu ser João Jardim uma vez mais, brandindo a carta separatista com mais vigor”.O professor recomenda um estudo profundo sobre custos-benefícios para “não haver precipitações”, só depois deve fazer um referendo sobre a independência, consulta defendido sexta-feira pela Flama com o apoio de Jardim. “Para que a independência possa ser viável, a Madeira terá de resolver um potencial grave problema de défices gémeos, os quais poderão minar a saúde financeira do novo estado independente”. E explica: “ Os défices gémeos acontecem quando um país tem um elevado défice orçamental (quando as receitas dos impostos não chegam para pagar as despesas do Estado) juntamente com um significativo défice externo (isto é, quando as importações são muito mais elevadas do que as exportações). Ou seja, com défices gémeos, nem o Estado tem receitas suficientes nem o país em causa tem como pagar as suas compras ao estrangeiro”. E, alerta, “a Madeira padece desta situação económica”.

Mas o agora ministro da Economia espera que “não se chegue a tais extremos” da independência, que “o bom senso entre as duas partes prevaleça e que nos lembremos do nosso longo percurso comum”. “Uma desunião não traria vantagens palpáveis para nenhum dos lados”, conclui.

http://www.publico.pt/Política/mini...ra-podera-tornarse-independente_1501309?all=1

Como é óbvio o jornalista, Tolentino de Nóbrega, não percebeu nada. Nem é preciso ler o livro, basta ler as transcrições que ele põe no artigo, para se perceber que o título não corresponde ao texto. Eu pensava que um jornalista precisava de saber interpretar um texto, mas pelos vistos agora basta saber escrever um ditado, escrevendo o que o patrão dita, ou traduzir textos jornais estrangeiros.

Quanto ao assunto, o que Álvaro escreveu é a mais brilhante interpretação da chantagem feita por AJJ tendo em vista a receber fundos como nenhuma outra região recebe. E não falem dos Açores, porque estes não têm uma zona franca, e não se podem comparar à Madeira, que é a 2ª região mais rica do país, só atrás de Lisboa e Vale do Tejo.

Neste momento, quando é óbvio que todo o país vai apertar ainda mais o cinto, AJJ ressuscitou o discurso independentista e até a FLAMA, e começa a fazer a habitual chantagem. A maneira como Álvaro desconstrói o discurso de AJJ é brilhante. Espero que o ponha em prática, e à primeira birra convoque um referendo à independência da Madeira. O resultado será obviamente "Não", como diz Álvaro no seu livro, primeiro porque não conheço nenhum madeirense que não se sinta português e que não trate bem os continentais e os açorianos, e segundo porque dificilmente a Madeira poderia, como país, manter o nível económico que hoje tem.

O título da notícia deveria ser "Ministro da Economia vai pôr AJJ na ordem".

PS: E antes que apareçam os madeirenses a criticar, não acho que AJJ seja ditador, acho que, ao contrário da maioria dos políticos portugueses, defende a população que o elegeu, só não deve é ter direito a mais que os outros nem deve ser temido pelos políticos do continente.
 
Vamos aquecer o tópico...

PS: E antes que apareçam os madeirenses a criticar, não acho que AJJ seja ditador, acho que, ao contrário da maioria dos políticos portugueses, defende a população que o elegeu, só não deve é ter direito a mais que os outros nem deve ser temido pelos políticos do continente.

Muito bem, sabes porque este tópico não vai aquecer? Porque no P.S:. dizes a verdade, porque Álvaro Pereira nessa pequena questão ainda não conhece os Madeirenses e esses talvez votem "SIM"...
 
Muito bem, sabes porque este tópico não vai aquecer? Porque no P.S:. dizes a verdade, porque Álvaro Pereira nessa pequena questão ainda não conhece os Madeirenses e esses talvez votem "SIM"...

Votam de certeza "Não", porque AJJ só tem a obra que tem porque se andou a pendurar nos apoios que vinham do continente. E no dia em que for independente seria necessário arranjar maneira de se financiarem. E teriam que acabar com a zona franca e muitas empresas abandonariam a ilha...
 
O AJJ está sempre com o discurso dos "cubanos" do continente, mas curiosamente eu pessoalmente comparo-o muito a um Chávez da Venezuela por exemplo, democraticamente eleito, populista e sempre a atiçar fantasmas externos.

A forma mais simples de acabar com AJJ é transformar o off-shore da RAM em on-shore. E é uma hipótese que como sabemos será impossível com os amigos da finança que se instalaram por cá. A quem pediu ajuda AJJ para a todo o custo evitar o fim do off-shore?


Entretanto...

Um velho, novo nacionalismo
Publicado em http://sentidosdistintos.wordpress.com/

Tendo em conta que o argumento biológico falhou, a selecção natural do mercado financeiro passa a justificar a depredação de um país (e, portanto, a superioridade das suas pessoas) em relação a outros.

Que tal: reformular o nacionalismo a partir de parâmetros económicos? Existe algum tabu em retornar a estas ideias para já, pois o bicho papão da História ainda nos incute um respeitoso temor sobre estas formas ideológicas. No entanto, junto-me aos que atiram pedras para quebrar este nosso telhado de vidro, e j’accuse – o traço neo-nacionalista reformula a natureza de um povo com base no seu sucesso mercantil, como se de proveniência natural se tratasse, enfabulando a glória de uma comunidade imaginada em confluência económica e redefinindo o tecido social de base segundo a lógica do liberalismo de mercado.

Porque não costumo falar no vazio, vejamos, então, três traços de nacionalismo económico:

- A glorificação dos Estados mais ricos

Este será o mais óbvio, mas apesar de tudo é importante denotar a excessiva devoção ao sucesso de determinados “povos”. Aceita-se a ideia de que os Estados mais ricos são-no ignorando toda a História que contribuiu para o seu enriquecimento: a exploração industrial dos países do terceiro mundo; o imperialismo financeiro (que se vê, hoje, aplicado na Europa); as consequências sociais do seu próprio enriquecimento…

Deste argumento parte-se para a glorificação dos Estados mais ricos, utilizando-os como “exemplo a seguir” para todos os outros, num claro paternalismo que remete para a ignorância e incompetência (e nada mais) todos os outros países.

- A glorificação do povo nos Estados mais ricos

Ficando estabelecido o argumento de que um país mais rico é um país melhor, segue que o “povo” (entre aspas, pois este é um conceito sem objectividade analítica e que é mobilizado apenas nestas situações de patriotismo/nacionalismo) desses países é, também, “melhor”, mais bem organizado, bem comportado e onde se trabalha mais (embora os dados não correspondam a estas afirmações).

- O ataque aos países menos ricos

Apenas segue que, em detrimento da glória do mais rico, os países mais pobres sejam retratados como culpados da sua própria condição. Finalmente, em golpe final, surge a política das costas voltadas ao mundo, do “não ajudamos mais estes pobres e desenrasquem-se, agora“. Acopladas as já esperadas medidas anti-imigração e a respectiva dose de xenofobia, e temos um verdadeiro nacionalismo económico.

A gloriosa Europa cumpre assim o desígnio Ocidental já há muito traçado pelo capitalismo norte-americano: remeter os países periféricos para a pobreza, explorá-los e viver em luxo à custa dessa exploração. Por cá, os papalvos batem palmas.

Eu não.
 
O jornalismo português é nojento. Pegaram numa parte do texto do Professor Álvaro, e distorceram-no para concluir que o Professor é favorável à independência da Madeira, o que é falso, pois no livro o Professor conclui que tal hipótese não é do interesse do Continente nem do arquipélago. A campanha dos media esquerdistas contra o Governo já começou a entrar em força.

O processo de descredibilização do novo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, já começou, e por onde eu esperava - a sua produção académica. Hoje, no Público, na coluna habitual da última página, Sobe e Desce, lá aparece a fotografia do Ministro com a seta apontada para baixo, e a legenda: "Diz-se com insistência que o novo ministro da Economia fala de mais, mas pelos vistos não é só de agora. No seu livro os Mitos da Economia Portuguesa defendeu que, «se a Madeira quiser, um dia poderá tornar-se independente" E dava como exemplo os casos de Malta, Chipre e Timor-Leste. Uma ideia que terá dificuldade em manter agora no Governo»".

Esta legenda remete para um texto na página 6 onde o Jornalista Tolentino de Nóbrega faz alusão a um capítulo do livro de 2007 de Álvaro Santos Pereira onde ele, numa perspectiva académica e económica, analisa a ideia da independência da Madeira, aparentemente concluindo que a Madeira tem condições económicas para ser independente. Diz depois que uma tal ideia só deveria concretizar-se depois de estudos de custo-benefício apropriados, e só depois de feito um referendo.

Aquilo que se pretende passar é que o Ministro é favorável à independência da Madeira, para assim o embaraçar Mas não é isso que ele escreveu. Ele não é nem deixa de ser favorável á independência da Madeira. Aquilo que ele escreveu é que a Madeira tem condições económicas para ser independente, mas que a independência, a concretizar-se, devia ser precedida de estudos adequados e, acima de tudo, de um referendo.

O Ministro da Economia, que é um excelente académico, em breve estará ridicularizado.

O Ministro vem de um país democrático - o Canadá -, onde o separatismo não se resolve à paulada, mas democraticamente. Nos últimos trinta anos, os movimentos separatistas no Québec conduziram a dois referendos onde a população da Província foi inquirida se queria ou não separar-se do Canadá. Em ambos os casos, a resposta maioritária da população foi Não, embora da última vez por uma pequena margem.

O Ministro vai aprender que não está no Canadá. Que está num país sem tradição democrática, onde as coisas se resolvem quase sempre à traulitada, incluindo os debates de ideias. A grande diferença entre o povo canadiano e o povo português (que não a elite) é que, do ponto de vista intelectual, o povo português é bronco (em contrapartida, do ponto de vista do coração - da caridade ou do amor ao próximo , é muito melhor que o canadiano). Não sabe discutir uma ideia, não tem hábitos disso. E eu não me refiro ao povo agricultor ou operário, porque esse, em geral admite humilde e prontamente que não é competente para discutir este ou aquele assunto. Refiro-me ao povo que tem pretensões intelectuais, o povo que geralmente frequentou a Universidade - a maioria dos jornalistas, professores, políticos, bloggers, etc. -, mas que, ainda assim, nunca deixou de ser povo. Esse é que é o pior povo, e tem esse defeito principal - é intelectualmente bronco. Como o Ministro Álvaro Santos Pereira, por certo, já se estará a dar conta.


Texto do Professor Pedro Arroja.
 
Ora vamos lá atentar ao seguinte:

1) A Madeira é um arquipélago que, quando foi descoberto pelos navegadores portugueses, estava desabitado.

2) Os habitantes da Madeira falam português europeu, escrevem com a mesma ortografia que nós, são maioritariamente católicos, politicamente partilham as mesmas opções ideológicas que a maioria dos portugueses, e a larga maioria dos madeirenses descende dos portugueses do Continente, portanto não estamos a falar de nenhum tipo de diferença étnica. Claro que há particularidades regionais na gastronomia, na pronúncia, na arquitectura, na música popular, etc., mas essas particularidades também existem no Algarve, no Minho, no Alentejo, na Beira Alta, etc. Portanto, não há nenhuma diferença cultural que justifique uma independência da Madeira.

3) A Madeira recebe avultadas transferências do Continente, e tem particularidades fiscais que beneficiam os seus habitantes. Este tratamento especial não existe em Trás-os-Montes, por exemplo, que é a subregião mais pobre da Europa Ocidental. Para além disso, se a Madeira se acha suficientemente rica para ser independente e não auxiliar regiões portuguesas mais pobres, então que se quebre o conceito de solidariedade nacional entre regiões. O Algarve, por exemplo, ou Lisboa, que são também regiões ricas, ou a cidade do Porto, que também é rica, que fiquem também financeiramente independentes, afinal, não têm que sustentar os pobres dos alentejanos ou dos transmontanos...

4) A Madeira nunca seria verdadeiramente independente. Tal como os Açores. Primeiro, a Madeira logo perderia as Selvagens para a Espanha. E lá se ia um bom bocado da ZEE. Depois, toda uma série de nações lutariam entre si para conquistar a ilha no plano económico e até político. Porquê? Devido à sua posição geoestratégica. A Madeira, com os Açores, são dois portais para a Europa e para o Mar Mediterrâneo. Em caso de guerra contra o Irão, por exemplo, este facto irá certamente aflorar. Para além disso, caso certos interesses se dessem conta da presença de recursos naturais de relevo na ZEE da Madeira, o arquipélago tornar-se-ia um ponto de disputa e de negociatas, e todos sabemos que nestes cenários os plutocratas internacionalistas e globalistas comem tudo... e para o povo ficam as migalhas.

Em suma, isto da independência da Madeira é uma proposta ridícula que não beneficia ninguém.
 
O estado português continua, mesmo em tempo de austeridade, a desbaratar centenas de milhões em rendas, alugando instalações caras, quando não desnecessárias.
O desperdício é a regra. Por um lado, porque o estado persiste em alugar imóveis a particulares, quando dispõe de inúmeros edifícios desaproveitados. Por outro lado, porque em período de crise do imobiliário, muitos comerciantes viram já descer para metade os valores de aluguer das suas lojas, enquanto o estado paga cada vez mais aos seus senhorios, contrariando a tendência do mercado.
Só foi possível chegar a esta situação absurda porque muitas das rendas são de favor: ora pagas a câmaras municipais, instituições de solidariedade ou corporações de bombeiros, como forma de subsídio encapotado. Ou, porque, muitas das vezes, os proprietários dos prédios são amigos ou até sócios, dos que celebram os contratos em nome do estado.
Aqui chegados, a solução é pois muito simples. O governo deve reduzir, pelo menos para metade, o valor das rendas imobiliárias que o Estado paga. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa. Para com aqueles que não aceitarem, os contratos devem ser resolvidos nos termos da lei e os prédios entregues, pois não faltarão alternativas no mercado.
E uma medida destas seria ela também uma boa alternativa ao imposto extraordinário com que o governo nos vai presentear no Natal.


http://blasfemias.net/2011/07/04/rendas-abaixo/#more-39753
 
4) A Madeira nunca seria verdadeiramente independente. Tal como os Açores. Primeiro, a Madeira logo perderia as Selvagens para a Espanha. E lá se ia um bom bocado da ZEE. Depois, toda uma série de nações lutariam entre si para conquistar a ilha no plano económico e até político. Porquê? Devido à sua posição geoestratégica. A Madeira, com os Açores, são dois portais para a Europa e para o Mar Mediterrâneo. Em caso de guerra contra o Irão, por exemplo, este facto irá certamente aflorar. Para além disso, caso certos interesses se dessem conta da presença de recursos naturais de relevo na ZEE da Madeira, o arquipélago tornar-se-ia um ponto de disputa e de negociatas, e todos sabemos que nestes cenários os plutocratas internacionalistas e globalistas comem tudo... e para o povo ficam as migalhas.

Em suma, isto da independência da Madeira é uma proposta ridícula que não beneficia ninguém.

Frederico dizes-te uma coisa correcta e outra que é um absurdo, as Selvagens não são ilhas Portuguesas mas sim do Arquipélago da Madeira aka Região Autónoma da Madeira aliás cabendo a Portugal como Nação ter meios de patrulhamento marítimo (a historia dos submarinos não é mais nem menos uma exigência de patrulhamento de longo alcance para as Selvagens), a instalação do Radar NATO, e a manutenção do parque ecológico criado pela muito anterior a polémica pela RAM, foram exigências que a Comunidade Europeia exigiu para as Selvagens serem consideradas ilhas do arquipélago.

É comum dizer-se se querem ilhas vão ter de as pagar!

Sim Vince e a tudo o pessoal, é mais importante para Portugal a ZEE, do que a Madeira, como plataforma logística Portuguesa do que a própria divida Madeirense, nem imaginam o que passam por estás aguas e o que faz entrar de dinheiro em muitos cofres. Mas se queres que te diga não não digo, investiga!

Vince e demais cubanos do fórum o nosso Presidente aproveitou a possibilidade de 5 deputados Madeirenses conseguirem dar a Maioria ou não aos Governos, caso com o Cavaco que foi sempre pressionado a não perder para a oposição os nossos deputados, como o Guterres que consegui-o várias aprovações no parlamento ao PS de minoria do Guterres, votando a favor do PS. Sim um verdadeiro queijo limiano que só nós fez bem, fez-nós crescer!

Quanto ao off-shore da Madeira como está não é assim tão grande beneficio para a Madeira como veio logo a correr o nosso camarada do fórum correr a apontar e a desafiar, a CDU e BE Madeira querem que acabe. Será que se fosse mesmo uma mina o queriam fechar? Colocar o povo na miséria? hummmmm capaz todos os comunistas gostam de ter povos na miséria para efectuarem as suas colónias de camaradas trabalhadores de foice e martelo. Não não é, é porque crê-se que a Madeira conseguiria maior quantidade de fundos da UE se não tivéssemos a Zona Franca, assim iamos buscar mais dinheiro do QREN e da UE

Quanto ao QREN todos nós sabemos que Quadro de Referência Estratégico Nacional é um quadro "para aplicação da política comunitária de coesão económica e social" alguém dos nossos amigos querem explicar porque quase nada dele foi gasto em no interior ou no Algarve? Deixo esta ao Frederico, como muito burro que sou, sim sou um ilhéu ignorante com as questões desse belo rectângulo tenho a informação que a região mais débil e atrasada é a zona do parlamento, dos grandes escritórios, ..., de Lisboa :shocking::maluco:

Acabando David, não queiras arriscar a fazer esse referendo, olha que vocês precisam disto mais do que nós de vocês... Olha que esse Não pode muito bem não o ser adquirido...
 
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