O Estado do País

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A crítica não é para si, vinc7e, mas para todos, para a sociedade, estes grupos não passam de diletantismos, brincadeiras, gastos de energia desnecessários que nada resolvem. Aderir a um grupo, assinar uma petição online, é muito fácil, mas nada resolve, agora eu, o caro, todos mudarmos e corrigirmos os nossos defeitos, isso sim custa, é moroso, exige força de vontade, e talvez nem 90% da população queira mudar, ou saiba como mudar, ou saiba que está errada.

Concordo plenamente em relação à maioria dos grupos, petições etc que encontramos por ai.
Mas relativamente às agências de rating não há muito que possamos fazer, a não ser mostrar o nosso desacordo...
 
Já li por aí uma proposta de cortes cegos de 30%, depois deste corte da Moody's, para «acalmar» os mercados. Corte de 30% de em todos os ministérios, o que implica cortes de salários, despesas várias, rendas, etc. Mas não acredito que o Governo tenha coragem de avançar com esta medida...

Tenhamos noção disto:

- o nosso PIB per capita é 65% da média da Europa «rica»;

- o nosso PIB per capita é 75% da média da UE a 27;

- temos a maior dívida total de toda a Europa em percentagem do PIB.

Agora conjugando dívida com PIB per capita português, o que se conclui: somos pobres . E em breve boa parte da sociedade regresserá à pobreza de onde em boa verdade não saiu :shocking:
 
Não deviamos cortar mais nada?! Que rotundo engano.. Então e onde irias buscar o dinheiro, se não queres cortar em nada?? Sem cortar em nada continuamos a precisar de mais crédito e cada vez mais submissos às agências de rating!! Se é que podemos descer mais do que lixo.. Acho que ainda mais 2 ou 3 níveis abaixo!

É necessário cortar no peso do estado, e ainda assim não chega, é preciso mais alguns impostos e menos subsídios. Não se pode gastar o que não se tem!! O preço são os juros altíssimos e daí não saímos nunca!

O ideal seria não depender-mos de mais ninguém em termos de crédito. Pelo menos até passar esta crise! Se não o fizermos apenas estaremos penhorando a vida dos nossos filhos, netos..

A mesma agência moddy's foi aquela que cotou a empresa que deu origem ao descalabro financeiro mundial, como de elevada confiança AAA!

Por aqui se vê que os americanos têm um objectivo em concreto, retirar-nos dinheiro para pagar os seus descalabros. E a alemanha e a frança já aprenderam, pois estão a fazer o mesmo só que lhe chamam renegociação (com juros mais altos do que o crescimento da economia permite pagar, ou por anos e anos a pagar), trata-se de garantir a sobrevivência dos seus bancos!

Isto é um abre-olhos, quanto antes acordarmos para a vida tanto melhor para nós!

Paulo a chave da questão é que este País depende do estado para a economia ser sustentavel, no Interior do País se não for as autarquias com todos os seus defeitos, não tens empreendorismo, e pouco a pouco o estado hoje tem uma presença em todos os sectores.

O facto de cortares aqui e ali, despedires alem ou ali, vai fazer com que a economia nacional estagne ou entre numa recessão de anos contínuos. Como o Frederico disse são pessoas a não conseguirem pagar prestações, é o consumo no natal a decrescer e com isso mais recessão comercial, mais despedimentos e esta situação torna-se numa Bola de Neve. Afundamos de vez!

Claro que concordo em alguns cortes, hoje há salarios na função publica que um País como o nosso não pode pagar e nem existe uma produtividade evidente para esses rendimentos, mas cortes cegos de acabar com isto e aquilo e mandar uns tantos para a rua não resolve o problema.
 
Paulo a chave da questão é que este País depende do estado para a economia ser sustentavel, no Interior do País se não for as autarquias com todos os seus defeitos, não tens empreendorismo, e pouco a pouco o estado hoje tem uma presença em todos os sectores.

O facto de cortares aqui e ali, despedires alem ou ali, vai fazer com que a economia nacional estagne ou entre numa recessão de anos contínuos. Como o Frederico disse são pessoas a não conseguirem pagar prestações, é o consumo no natal a decrescer e com isso mais recessão comercial, mais despedimentos e esta situação torna-se numa Bola de Neve. Afundamos de vez!

Claro que concordo em alguns cortes, hoje há salarios na função publica que um País como o nosso não pode pagar e nem existe uma produtividade evidente para esses rendimentos, mas cortes cegos de acabar com isto e aquilo e mandar uns tantos para a rua não resolve o problema.

Mago eu concordo contigo, quanto ao corte de salários! Eu não quero ver o meu salário ser reduzido, nem ninguém quer, e só irá prejudicar a economia.

O que referi antes, é que os nossos governos erraram desde a esquerda à direita no que toca a investimentos, pois esgotaram por completo, a nossa capacidade de endividamento! Quando Portugal crescia, o estado deveria afastar-se e regular apenas, mas o que fez? Endividou-se, enchendo o bandulho das construtoras e dos bancos! Entretanto com a crise que se abateu sobre nós, faria todo o sentido o estado intervir, só que... A nossa capacidade de endividamento, chapéu, foi-se!!

E agora que fazer? pedir mais dinheiro?! E a que taxa?
Ou devemos reduzir o peso do estado e rezar para que seja suficiente?

Sinceramente não estou a ver a economia dar a volta a isto tudo, porquê? Porque depois de uma empresa terminar a sua actividade, é muito mais DIFÍCIL voltar outra para o seu lugar. :)
 
Ou seja.. A liberdade de expressão é um direito que assiste as agências de rating!

Estamos bem tramados.. :)

Já escrevi aqui várias vezes que este acordo da troika não é para cumprir :lmao:

O presidente de Viseu é aquele que dizia, há uns anos, que as populações deveriam correr com os funcionários do Ministério do Ambiente à pedrada :lol:

O que ele diz ao DN é ridículo, deve julgar que somos todos uns analfabetos, uns ignorantes! O que ficou acordado é que o poder local terá de despedir 2% ao ano, ora há cerca de 140 000 funcionários públicos, portanto estamos a falar 2800 em todo o país! Não tem de ser necessariamente neste ou naquele cargo, ou nesta ou naquela freguesia ou autarquia! As câmaras de cada distrito é que terão de se reunir para ver o que cada uma poderá fazer para chegarmos a este valor. Mas como somos uma sociedade culturalmente atrasada, ninguém se vai entender, ninguém quererá despedir! Portanto preparem-se para sermos expulso do euro e abandonados pela Europa à miséria de onde em boa verdade nunca saímos.
 
Já escrevi aqui várias vezes que este acordo da troika não é para cumprir :lmao:

O presidente de Viseu é aquele que dizia, há uns anos, que as populações deveriam correr com os funcionários do Ministério do Ambiente à pedrada :lol:

O que ele diz ao DN é ridículo, deve julgar que somos todos uns analfabetos, uns ignorantes! O que ficou acordado é que o poder local terá de despedir 2% ao ano, ora há cerca de 140 000 funcionários públicos, portanto estamos a falar 2800 em todo o país! Não tem de ser necessariamente neste ou naquele cargo, ou nesta ou naquela freguesia ou autarquia! As câmaras de cada distrito é que terão de se reunir para ver o que cada uma poderá fazer para chegarmos a este valor. Mas como somos uma sociedade culturalmente atrasada, ninguém se vai entender, ninguém quererá despedir! Portanto preparem-se para sermos expulso do euro e abandonados pela Europa à miséria de onde em boa verdade nunca saímos.

O Fernando Ruas não tem grande capacidade de argumentação, por vezes dispara coisas sem grande sentido. No entanto pelos numeros que têm vindo a público nem precisa de se preocupar muito, pois mais do que 2000 pessoas têm-se reformado por ano neste sector, atingir 2%, até 3% é possivel.

O mesmo se passa no ensino, umas das coisas que deixou com folego à troika foi a quantidade de recurso à reforma por parte dos professores, e perguntam muitos, o facto de se reformarem continuam a pesar no estado. A questão é que se reformam pessoas do topo de carreira com penalizações brutais e em troca contratam-se precarios em inicio de carreira ganhando metade. Dai que Passos Coelho vai permitir negociar a saida da função pública pois fazendo as contas o estado consegue emagrecer encargos sem despedimentos brutos.
 
Quem é o maior inimigo do país (e da Europa) neste momento é a Moodys.

Eu pessoalmente vou participar no ataque denial of service no dia 11 próxima segunda feira entre as 15h e 21h. Todos irmos ao website da Moodys.com e fazermos uns actualizar sucessivos, até o site colapsar.

Mesmo sendo algo ligeiramente ilegal, eu vou fazer isto, e faço votos que uitos de nós se juntem para fazer vergar este gigante cheio de arrogância e mau humor.

Por outro lado têm a acção do facebook de enviar emails em massa também à Moodys a classificá-los de JUNK.


http://apokalypsus.org/desabafos/?p=1811

http://apokalypsus.org/desabafos/?p=1811
 
Já não vai bastar sair da Moeda Única. Vai ser também necessário sair do Mercado Único. Em termos económicos, e para todos os efeitos práticos, vai ser necessário sair da União Europeia.

O Bento - a nova moeda nacional - deprecia cerca de 30%, ao mesmo tempo que são retauradas barreiras alfandegárias às importações e estímulos às exportações. Acaba-se com o défice da Balança de Transacções Correntes (BTC) que á a fonte da hemorragia de dinheiro de Portugal para o Estangeiro, que está a estrangular o país.

Com uma economia agora produzindo a todo o vapor para a Exportação criam-se empregos no sector privado. E pela primeira vez vai ser possível começar a despedir em massa o pessoal excedentário do sector público, porque essas pessoas encontrarão empregos nos sector privado.

O crescimento económico liderado pelas exportações vai gerar novas receitas ficais para o Estado, e o emagrecimento do próprio Estado, reduz às suas despesas. O défice orçamental é eliminado e eventualmente transformado num excedente. O Estado pode agora começar a pagar as suas dívidas. E até a Moody's levanta o rating outra vez.

Este é o caminho. Não há outro.


Professor Pedro Arroja
 
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