O Estado do País

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Se a caridade aos pobres, é característica dos países de direita, não sei! Mas sei o que aconteceu em muitos países comunistas da antiga união soviética e não só.. Perante a miséria em que viviam, defendendo a igualdade entre a miséria, a solução não passava pela caridade, isso é verdade! A solução nesses países passa por ocultar a verdade, e depois veio-se a saber o que se faz nesses países quando os bens básicos como alimentação não chega para todos os cidadãos: em vez de caridade, restringe-se a quantidade que se pode comprar (de pão por exemplo) e inflaccionam-se os preços todos os dias! Essa é a medida praticada antigamente nesses países, qual caridade qual quê? Quem defendesse a necessidade de praticar caridade era posto na prisão, por traição à pátria!
 
Não vale a pena falar do tempo em que o PCP chegou a ter as rédeas do poder em Portugal depois de 1974... :lmao:

O ditatorial e anti-democrático PCP. Fez parte dos governos provisórios, levou com 2 golpes de estado (do Spínola e do Mário Soares) e submeteu-se a eleições como todos os outros partidos. Era a União Soviética que vinha a entrar pelos pirinéus e a Cuba da Europa. Hoje até a reorganização da propriedade rural é defendida pelo CDS...
 
O ditatorial e anti-democrático PCP. Fez parte dos governos provisórios, levou com 2 golpes de estado (do Spínola e do Mário Soares) e submeteu-se a eleições como todos os outros partidos. Era a União Soviética que vinha a entrar pelos pirinéus e a Cuba da Europa. Hoje até a reorganização da propriedade rural é defendida pelo CDS...
:thumbsup: Bem visto, sim senhor.

Tudo graças a um grande homem: ÁLVARO CUNHAL. Álvaro Cunhal teve a capacidade de controlar as facções mais reaccionárias dentro do PCP e foi um grande homem, a quem hoje devemos o facto de vivermos em democracia e de não termos caído numa Albânia como queriam os marxistas.
 
:thumbsup:

Tudo graças a um grande homem: ÁLVARO CUNHAL. Álvaro Cunhal teve a capacidade de controlar as facções mais reaccionárias dentro do PCP e foi um grande homem, a quem hoje devemos o facto de vivermos em democracia e de não termos caído numa Albânia como queriam os marxistas.

O Cunhal sempre achou piada aos congressos da internacional, deslumbrava-se com aquilo mas sabia que os modelos não se podiam exportar. Portugal era um país demasiado atrasado. A experiência sindical da 1ª República tinha mostrado que o povo era avesso a qualquer forma de organização económica, social e política. Tudo descambava na anarquia. Nós eramos pobres em tudo.
 
Às vezes fala-se do partido comunista e da reforma agrária com algum orgulho, coisa que não compreendo, como posso compreender sabendo de testemunhos do que aconteceu? O PC avançou com a reforma agrária no alentejo e aos proprietários despojados restou-lhes apenas a oportunidade de arrumar a troucha à pressa de um dia para o outro e pagar as dívidas dos bancos nas próximas décadas!

Das terras expropriadas, impôs-se o cooperativismo sem propriedade privada, coisa que em Portugal só pode ser de malucos completamente! Então eu posso trabalhar numa terra que não é minha, colher parte dos frutos para comer, mas sem acumular riqueza? Ou seja, hoje trabalho, amanhã vai lá outro colher onde trabalhei, como é? Passei de trabalhador por conta de outrem a escravo de uma cooperativa? Isto é método de organização de trabalho??

Do alentejo resta apenas o que se vê! Alguma coisa se remediou do mal feito, mas muito longe daquilo que poderia ser hoje o alentejo! Hoje a população alentejana está envelhecida, os filhos do alentejo vivem no litoral pois no alentejo não se gerou emprego nem riqueza, os filhos do alentejo desistiram das terras agora ao abandono. O alentejo acabou definitivamente com a reforma agrária!

Eu gostava de ver quem defende a tal reforma agrária, perante quem perdeu as terras e as vê hoje ao abandono! Como justificar tal medida, como explicar que hoje alguém tem uma propriedade e amanhã não tem, restando-lhe apenas as dívidas com o banco! Gostava de ver os argumentos..

O comunismo só serve para dividir pobreza, não serve para gerar riqueza!! Quem defenda o comunismo que nos diga um exemplo, de um país onde os mais pobres sejam mais ricos que os mais pobres num país socialista/democrata.

Ps: não defendo a extinção do PC, pois apesar das utopias inúteis, é um partido de oposição que faz todo o sentido existir!
 
:thumbsup: Bem visto, sim senhor.

Tudo graças a um grande homem: ÁLVARO CUNHAL. Álvaro Cunhal teve a capacidade de controlar as facções mais reaccionárias dentro do PCP e foi um grande homem, a quem hoje devemos o facto de vivermos em democracia e de não termos caído numa Albânia como queriam os marxistas.

Ainda existem Portugueses que não queriam ser escravos... Calma o 25 de Abril não seria nada do que aconteceria depois se o PCP tivesse implementado aquelas "brilhantes" ideias de trabalhar para o estado, literalmente!
 
O comunismo por si só, como ideia, é uma ideia muito bonita. O socialismo também.
E o capitalismo, do modo que aqueles que o desenharam, também foi feito para ser uma sociedade ideal.

Os teóricos tentam com estes modelos políticos e suas 1000 variações, criar uma sociedade ideal.
O grande problema não é os sistemas. É as pessoas que o compoem. As pessoas corrompem-se e levam à destruição nos sistemas que eram supostos funcionar bem. Comunismo ou capitalismo de estado. Anarquismo ou neoliberalismo total.

Pelo contrário, se as pessoas forem éticas e de boa intenção (e altruístas), então o capitalismo funciona, o comunismo funciona, e até a anarquia funciona também.

Isto explica porque é que o capitalismo não funciona em Portugal ou o socialismo: o problema é as pessoas, mas essas correntes funcionam na Suécia ou Islândia. As pessoas lá são mais auto-conscientes e responsáveis, no geral. Em Portugal, o povo foca-se no seu umbigo e aqueles em posições de poder e empresas corrompem-se. Do mesmo, isto explica porque é que o comunismo ainda funciona mais ou menos em Cuba (apesar do seus defeitos e censuras), mas falhou na União Soviética, onde o poder corrompeu-se. A alegria dos cubanos faz um mau sistema funcionar e suster-se.

As pessoas é que são o problema. E quando atacam o sistema, este começa a sua degradação, Todo o sistema, por pior que seja, funciona bem se os seres humanos fizerem o seu melhor. Todo o sistema, por melhor que seja, funciona mal e falha, se os seres humanos que o constituem fizeram erros, forem egoístas e corromperem-se.


E o que se vê em Portugal ou na Inglaterra, é o povo perder o seu compasso moral e uma falta de valores, que obviamente leva ao mau funcionamento de qualquer sistema politico, por melhor que seja.

O comunismo e o socialismo ceifaram largas centenas de milhões de pessoas por esse mundo fora nos últimos cem anos; aliás, Hitler teve toda a liberdade para iniciar a II Guerra Mundial devido ao cúmplice dos comunas da ex-URSS. Depois foram as atrocidades da China e agora veja-se no que deu o SOCIALISMO no continente africano.
Não vale a pena falar do tempo em que o PCP chegou a ter as rédeas do poder em Portugal depois de 1974... :lmao:
 
Jerónimo Martins alimenta e apoia 1100 funcionários durante 2012

De acordo com a Carta Aberta aos colaboradores a que o i teve acesso, 1500 funcionários pediram ajuda. Casos de menor gravidade ou de colaboradores que solicitaram apoio para empréstimos foram excluídos.

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Não se sabe se será de Janeiro a Janeiro, mas estender-se-á pelo prazo máximo de um ano. O grupo Jerónimo Martins vai ajudar 1100 colaboradores em situações de necessidade extrema, dando-lhes apoio nas despesas relacionadas com a alimentação da família - através de cheques ou senhas - e nas despesas de saúde motivadas por doenças graves. Além de garantir que estes trabalhadores não ficarão privados dos bens essenciais, o grupo vai dar aconselhamento jurídico e financeiro e formação em gestão do orçamento familiar para prevenir situações de sobreendividamento destas famílias.
O i confirmou que este Fundo de Emergência Social criado pelo grupo proprietário das cadeias Pingo Doce e Recheio terá "carácter extraordinário", a duração máxima de um ano e não abrange os trabalhadores do grupo na Polónia. Segundo os documentos internos enviados aos colaboradores - "Carta Aberta" - a que o i teve acesso, cerca de 1500 funcionários pediram ajuda à empresa. Desse total, cerca de 1100 serão ajudados pelo Fundo por se encontrarem em "situações graves ou muito graves", relacionadas com o desemprego do cônjuge, sobreendividamento grave, despejo, perda ou iminência de perda da habitação, doenças graves, violência doméstica, risco de abandono escolar dos menores a seu cargo e até fome ou falta de condições de saneamento básico.
De fora quem quer crédito Quatro centenas de pedidos de apoio recebidos pelos recursos humanos das várias empresas do grupo foram excluídas por não reflectirem "casos de emergência social" ou porque anteriormente essas pessoas já "haviam beneficiado de ajuda financeira por parte do grupo". Houve ainda situações de exclusão por os requerentes reportarem "pedidos de empréstimo para compra de bens não essenciais". O documento não especifica que tipo de bens "não essenciais" são esses.
Na sequência de, desde o início de 2011, o grupo andar a receber cada vez mais pedidos de ajuda dos colaboradores, a Jerónimo Martins convidou, no final de Maio, os funcionários em situações de "necessidade grave e/ou urgente" a exporem as suas dificuldades e a solicitarem apoio. Em apenas 15 dias, de acordo com o documento interno enviado para os empregados em Julho, o grupo recebeu mais de 900 pedidos de ajuda de funcionários - a maioria da cadeia Pingo Doce ou da Logística. Desses 900 pedidos, 200 foram logo considerados de "resolução urgente".
Devido ao elevado número de pedidos de apoio por dificuldades do agregado familiar em pagar as suas despesas essenciais, e por estes funcionários mostrarem um "elevado desconhecimento dos mais elementares princípios da gestão de um orçamento doméstico", o grupo decidiu que uma das áreas fundamentais de apoio será a formação em gestão do orçamento familiar, para garantir que os funcionários aprendem a gerir os seus rendimentos, evitando assim situações de sobreendividamento.
Contactados pelo i, o grupo Auchan (dono da cadeia Jumbo) e a Sonae (dona da cadeia Continente) não esclareceram se estão a equacionar a criação de um plano de apoio social do género.

Sílvia Caneco

Fonte: Jornal i
 
Lagos: Vedação da praia de Porto de Mós ameaça estabilidade da arriba
A vedação feita pelo grupo Omniasol no cimo da arriba da praia de Porto de Mós (Lagos) foi proibida Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH) por pôr em causa a sua estabilidade. BE acusa empreendimentos turísticos de impedir acesso público à Meia Praia e Porto de Mós.

Há empreendimentos turísticos na Meia Praia, em Lagos (Algarve), que privam o acesso público àquela praia, seja com o bloqueio de uma estrada, seja com redes a interditar a livre circulação no areal, acusa o Bloco de Esquerda.

Segundo o BE, a estrada alcatroada da Meia Praia, utilizada há 40 anos pelos mariscadores de Lagos, pelos turistas e por habitantes da povoação de Vale da Lama, foi bloqueada com pedregulhos, não permitindo a passagem de carros, constatou a Lusa no local.

A via existe ao lado do caminho-de-ferro e está identificada nas cartas militares."A população local e os turistas estão a ser prejudicados em benefícios dos empreendimentos turísticos de luxo e a Câmara de Lagos, que deveria reclamar os direitos públicos, está a ser conivente com interesses privados", acusa David Roque, do BE em Lagos, em declarações à Lusa.

Câmara “retificou mapas e eliminou” estrada na Meia Praia

A Câmara "eliminou" nos mapas do Plano de Urbanização da Meia Praia a existência de uma estrada junto ao areal da Meia Praia, mas a estrada existe, tal como também "há o direito do usucapião", argumenta o bloquista, indignado por prever que a praia pública passe a ser privada num futuro próximo.

Fonte da autarquia de Lagos adiantou à Lusa que ia mandar"ao local a fiscalização", mas adiantou que a estrada em questão está inserida "numa zona que pertence ao Palmares Resort" e está definido do Plano de Urbanização.

O Bloco de Esquerda (BE) acusa o empreendimento turístico Duna Beach, localizado em frente à Meia Praia, de ter colocado redes no areal em frente à piscina do restaurante, interditando o livre acesso na praia.

"A colocação de redes não permite aos veraneantes atravessarem a praia em frente ao hotel, para os clientes terem avistarem o mar sem pessoas á frente, mas a praia é pública", observa, por seu turno, Manuela Góis, coordenadora da conselhia do BE em Lagos.

O diretor geral do Duna Beach, Mário Custódio, explicou à Lusa que o responsável pela "colocação da vedação foi o Ministério do Ambiente", com o objetivo de "criar dunas" e "fortalecer o sistema dunar".

A Lusa contactou o assessor do Ministério do Ambiente, mas não foi possível obter uma resposta em tempo útil.

ARH proibiu colocação da vedação, por causa da estabilidade da arriba

Manuela Góis adiantou ainda que, na Praia de Porto de Mós, em Lagos, a construção de um hotel também levou os empreendedores a colocar uma vedação "num caminho pedonal", verificando-se mais um "verdadeiro assalto aos acessos públicos".

O autarca de Lagos, Júlio Barroso, afirma que não pode indeferir o processo de edificação, mas já veio a público dizer que havia sensibilizado o proprietário para executar a intervenção fora da época balnear.

"O terreno é privado, a sua utilização como estacionamento era precária e existe licença de construção, mas quem esperou mais de três décadas poderia ter esperado mais dois meses", lê-se numa crónica que Júlio Barroso escreveu recentemente no Correio da Manhã.

A própria Administração da Região Hidrográfica do Algarve proibiu a colocação da vedação, referindo que aquela intervenção colocaria em causa a estabilidade da arriba.

O terreno em causa pertence ao grupo Omniasol e a obras servem para construir um aparthotel de quatro estrelas com talassoterapia.

Recorde-se que em julho a ARH procedeu à derrocada de um bloco instável, que se encontrava a uma altura de cerca de 20 metros, nas arribas que circundam a Praia de Porto de Mós, detetado pela Polícia Marítima durante uma ronda pela costa, disse na altura à Lusa o comandante da capitania do porto de Lagos.

A operação, coordenada pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve, foi feita manualmente por uma equipa dos Bombeiros de Lagos com recurso à técnica de “rappel”, que consiste na descida por cordas.

Segundo o comandante Cruz Martins, a equipa deslocou-se do topo da arriba onde estava o bloco de pedra que indiciava instabilidade e com a ajuda de alavancas forçaram-no até este cair no areal.

Ainda em julho registou-se uma derrocada registada na praia de Salema, Vila do Bispo, que não causou feridos por ter acontecido durante a noite.

Fonte: LUSA/Observatório do Algarve

Ainda fazem empreendimentos turísticos no Algarve que só destroem o Algarve. Um dia, gostava que viesse uma tempestade violenta, que destruísse todos os empreendimentos turísticos que estão em cima das arribas e que nem uma casa lá ficasse. Já que o Homem destrui a natureza, quem sabe um dia a Natureza enfureça-se e arrebente com tudo aquilo que o homem fez de mal.

Só com um tornado EF6 ou um furacão categoria 5, limpava a porcaria que existe no nosso país, a nível ambiental. :(
 
[ame="http://www.youtube.com/watch?v=Jjv-MtGpj2U&feature=player_embedded"]US Debt Crisis - 2012 is only for America - YouTube[/ame]

http://visto.blog.pt/
Esta é a ação, vai provocar uma reação em cadeia. Quão grande será não sabemos. Os números são parecidos ao nacional de uma economia ainda AA+ pela S&P quando a Moddy's colocarem-nos no lixo.
 
Outros países, outras dívidas, sempre a mesma estupidez da guerra e a impossibilidade de devolver os brinquedos contratados!

Encargos já contratados com o reequipamento militar em Espanha chegam aos 30 mil milhões, necessidades anuais de 2500 milhões todos os próximos 25 anos e completamente fora do orçamento.

Entre os vários brinquedos já contratados estão 87 caça-bombardeiros e 235 tanques Leopard!!!

A saída parece ser vender todo este lixo a um fundo soberano qualquer do golfo pérsico sempre disposto a comprar estas coisas. Novamente transferir o risco para outros...

Reequipamento militar contratado. 26 mil milhões vem do tempo de Aznar, 3 mil milhões do PSOE que mesmo assim não foi capaz de meter na gaveta 740 milhões para uma 2ª série de navios de patrulhamento.

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A santíssima trindade: Em nome dos brinquedos de guerra, do rei que os ordena e da banca que está sempre pronta a financiar...

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Artigo completo no El Pais.
 
Palmadas nas costas escondem críticas: faltam cortes e reformas
Troika realça que esforço pedido a Portugal só faz sentido se for para aumentar competitividade

Parecia que tínhamos voltado a ser os bons alunos da União Europeia. Essa foi, pelo menos, a imagem que se destacou em parte da opinião expressa ontem pela troika na conferência de imprensa que serviu para anunciar que Portugal passou o teste para aceder à tranche de 11,5 mil milhões de euros do empréstimo concedido pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu e que chegará em Setembro. Mas nas entrelinhas ficou um sem-número de críticas veladas: ao corte na despesa até agora inexistente, às reformas estruturais e à descida da taxa social única, que para o FMI seria o dobro do defendido no estudo divulgado pelo governo. Além de tudo isto, a troika apontou alguns incumprimentos em matéria de medidas nos rendimentos e taxas de justiça. Apontou também a utilização de fundos estruturais para pagar salários a professores e salientou que houve funcionários públicos com aumentos salariais este ano e alguns desvios nas despesas de capitais.

A troika ainda sublinhou a derrapagem de quase 600 milhões de euros - 270 milhões dos quais relativos à Região Autónoma da Madeira e 320 milhões de euros no BPN -, o que ajudou ao agravamento do défice para 1,1%, anunciado pelo ministro das Finanças 45 minutos antes do início da conferência da troika.

Foi Poul Thomsen, o representante do FMI, a explicar como diminuir este impacto, além do que já foi feito com o subsídio de Natal. Assim haverá receitas extraordinárias de 600 milhões de euros, que incluem o aumento do IVA na electricidade e no gás natural de 6% para 23% (ver ao lado) e a absorção pela Segurança Social dos fundos de pensões dos bancos (ao lado).

Défice garantido Mesmo com estas derrapagens, Jürgen Kröger, da Comissão Europeia, defendeu que a meta do défice de 5,9% nunca foi questionada e que o lançamento do imposto extraordinário sobre o 14.o mês - "uma questão difícil" - mostra a "vontade deste governo de cumprir as metas orçamentais fixadas para este ano".

"É evidente que não estaríamos a falar convosco se não soubéssemos que essa tranche iria ser desbloqueada", garantiu Poul Thomsen, representante do FMI, aos jornalistas. Mas o mesmo Thomsen alertou várias vezes para a necessidade de se avançar com reformas estruturais "ousadas e arrojadas", de forma que Portugal comece a recuperar já a partir do final de 2012. "O êxito dependerá sobretudo da abertura e da competitividade da economia portuguesa", considerou. "O desemprego alto resulta de não haver competitividade suficiente. E esse é o desafio fundamental para Portugal. A força deste programa é ter um carácter reformista muito forte que permite que o país cresça."

Um dos choques apontados foi a descida da taxa social única, que os nossos credores acham que deve situar-se entre os 7% e os 8% e generalizada a todos os sectores. Outro choque: mais corte na despesa, algo realçado sobretudo por Jürgen Kröger, chefe da missão europeia. Estes cortes têm de ser feitos na administração central, local, regional, nas empresas públicas e nas parcerias público-privadas, de forma a libertar os recursos dos bancos para o apoio ao crescimento da economia.

"O governo precisa de ganhar o controlo sobre as empresas públicas e as PPP", disse ainda Kröger. "Mas o perímetro tem de ser ainda mais alargado. As reformas das instituições estão agora a começar. É claramente uma área onde o programa vai ter de avançar."


Os desafios são assegurar que a desalavancagem da banca é compatível com o relançamento do crescimento e não vai privar a economia do oxigénio de que precisa para aumentar a competitividade.

Outro dos exemplos avançados foi a reforma do mercado imobiliário, com o intuito de atrair investimento. Mesmo assim, a troika aplaudiu a atitude do executivo de "querer fazer mais que o acordado" e de não aparecerem contas escondidas como na Grécia, "onde há uma gigantesca fuga ao fisco e pagamento de pensões a pessoas que já morreram".

A decisão de baixar os juros, alargar os períodos de maturação dos empréstimos e a compra de dívida no mercado secundário, aprovada no último Ecofin, foram também considerados positivos para Portugal.

i

:thumbsup:
 
Cunhal foi um moderado... entre radicais. Mas foi porque ele não era burro nenhum, era extremamente inteligente. O que referes é uma visão muito romântica do homem, se há pessoa a quem devemos agradecer é Mário Soares que combateu o objectivo de Cunhal em transformar Portugal numa espécie de Cuba da Europa.

A verdadeira história de Cunhal e outros ainda está para ser escrita, até aqui a história tem sido escrita de forma muito romântica e enviesada à esquerda, nas próximas décadas saberemos por exemplo mais pormenores da informação sensível que Cunhal andou a passar para Moscovo, quer de Portugal quer das ex-colónias.

Olha, faz hoje 50 anos que começaram a construir o muro de Berlim, lê o que Cunhal disse sobre a queda do muro, ou lê o que ele achou da Primavera de Praga, ou lê o que ele achava de Tiananmen. Entre muitas outras coisas. Se depois disso tudo ainda achas que o homem merece tantos elogios, ok, não perco mais tempo....

A verdadeira história do PREC está ainda muito por contar, apesar de achar que a acção do PC durante aqueles meses já é relativamente bem conhecida. Pode ser contada de forma romântica, mas é do conhecimento geral que o objectivo da maioria das pessoas ligadas ao PC era criar mesmo uma Cuba na Europa, sob o comando de Moscovo. E isto sabe-se porque a história é escrita pelos vencedores, e o grande derrotado no fim do PREC foi mesmo o PC.

Seria interessante se viesse também cá para fora as relações do PS e de Mário Soares ao longo desses anos, também muito escabrosas, desde a relação com alguns partidos das ex-colónias, com a CIA, a Maçonaria, tudo isto também serviria para percebermos o funcionamento do PS ainda nos dias de hoje.
Devemos agradecer que Portugal não se tivesse transformado na Cuba da Europa, não a Mário Soares que mais não fez do que defender os seus interesses, mas sim à maioria da população portuguesa, que na altura certa soube dizer que não era isso que queria. Desde a votação nas eleições para a constituinte até as mocas de Rio Maior.

O PREC em Portugal esteve muito relacionado com a Guerra Fria, os dois mais importantes actores, não diria que estivessem a mando, mas tinham excelentes relações com Moscovo e Washington.
 
Há muita gente a fantasiar com essa estória dos fantásticos segredos da beatice católica de Santa Comba. Toda a gente sabe que eram segredos de polichinelo. Localização das minas de diamantes? O petróleo? O carvão do Moatize?

É melhor ver o que os alemães de leste dizem sobre a queda do muro e a maneira como se reconstruiu a Alemanha integral e como se fortaleceram algumas das grandes empresas actuais por simples expropriações como quem divide um bolo. E também como funcionam os "novos" sindicatos alemães hoje em dia, resultantes desse processo. Muitos dos novos "sindicalistas" passaram rapidamente a empresários capitalistas. O capitalismo Yeltsin não é um exclusivo de Moscovo.
 
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