O Estado do País

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O que estou a dizer é que entre essa divida e muitas outras não só da Madeira, estão encobertas e conhecidas da Troika... Só que hoje, sobre a agenda politica que está sobre a mesa interessou a alguém.

Pelo que li é a divida das Estradas da Madeira, que passou para o Governo Regional... Acreditas que uma empresa publica não tinha essas contas?
Tribunal de Contas que se pronuncie não sou eu, e muito menos uma média manipulável que vou dar credibilidade.

75 mil milhões de euros não dão para tapar o buraco do País.
 
O povo da madeira tem dia 9 de Outubro a oportunidade de correr com este senhor ( Aberto João) , ou pelo menos remediar a situação tirando-lhe a maioria.

Espero que o povo tenha a lucidez de dar oportunidade a outros.
 
O povo da madeira tem dia 9 de Outubro a oportunidade de correr com este senhor ( Aberto João) , ou pelo menos remediar a situação tirando-lhe a maioria.

Espero que o povo tenha a lucidez de dar oportunidade a outros.

Não querem abrir os olhos... E não querem se preocupar com que é vosso...
 
Não querem abrir os olhos... E não querem se preocupar com que é vosso...

Não há vosso,nem nosso. Ilhas e Continente=Portugal
Não há cá casos especiais. E não há 2 democracias,ou pelo menos não devia haver..Apesar que na Madeira por vezes pareçe uma democracia meio mascarada...
 
meteo

Habitua-te o mito das ilhas adjacentes acabaram depois do 25 de Abril quando foram criadas as regiões autónomas.

E agora não querendo agredir os conterrâneos ilhéus e ultraperifericos dos Açores passou-se por exemplo o seguinte por lá:

Lei de Finanças Regionais não é beliscada pelo Orçamento de Estado
Regional | 2010-10-16 17:32
As transferências do Orçamento de Estado para 2011, cumprem integralmente, o estipulado na Lei de Finanças das Regiões Autónomas, uma exigência feita há dez dias, por Carlos César numa reunião que manteve com José Sócrates. (com ficheiros audio)
Facto que irá permitir, a manutenção do nível de investimento público previsto na Ante Proposta de Plano para 2011 na Região.
O Presidente do Executivo Açoriano, na reacção, aos dados do relatório do Orçamento de Estado para o próximo ano e hoje apresentados, não deixou no entanto, de referir que "os Açores não são um peso para o País e em muito pouco, ou mesmo em nada contribuiram para as dificuldades financeiras que Portugal agora mais sente e que outros geraram" .
Assim sendo, e de acordo com a proposta de Orçamento de Estado, os Açores vão receber um total de 350,1 milhões de euros, menos 2,7 por cento das verbas transferidas em 2010.
A administração local, vai sofrer em 2011, um corte de 5,7 por cento, ou seja, vão receber menos 136,8 milhões de euros.
Números que não agradam, João Ponte, o Presidente da Associação de Munícipios dos Açores, está contra esta medida, uma vez que os munícipios não são os responsáveis pelo actual estado das finanças públicas.
Berta Cabral, a presidente do PSD Açores, além de considerar este Orçamento de Estado muito prejudicial para os Açores, diz que ele representa uma derrota do Governo Regional.
Do do lado do PCP Açores, Aníbal Pires não tém dúvidas de que o corte de 2,7% nas transferências do Orçamento de Estado para a Região vão ter implicações graves na economia regional, tendo em conta também as medidas de austeridade já anunciadas,
Paulo Estevão, do PPM, ressalva, o facto da Lei de Finanças Regionais não ter sido beliscada, mas diz que as reduções de verbas de ano para ano são preocupantes.
O Bloco de Esquerda e o CDS - PP Açores reservam a sua reacção para mais tarde.

Isto é, se os Açores tem divida, se a Madeira tem divida. Se existem regras de contenção e aperto, é dever dos contribuintes das regiões autónomas fazerem o devido sacrifício para diminuir a divida das REGIÕES onde vivem.

Logo ponto 1

Achei anedótico o corte das verbas do estado. Não é fazendo corte que se diminui a divida, é obrigando a pagar a divida!

Logo ponto 2

Mais anedótico vocês, estado português, queria roubar os contribuintes ilhéus fazendo um imposto não para pagar as dividas das regiões mas para pagar a divida nacional que levou de reboque o rating das regiões e empresas publicas regionais para niveis de lixo e não ao contrário. Más se não fosse o "ditador" AJJ (como bem gostam de apelidar) esta extorsão grave e inconstitucionalidade iria dar-se!!!

Nós Madeirenses e Açorianos, Burros e muito menos Escravos não somos.


Finalizo que hoje na comissão das finanças a divida criada pelas PPP das Scuts são maiores que a divida da Madeira. Logo podem refilar, brigar, espernear, que estou nem aí.
Finalizo e dizendo que vendo o modelo de privatização das empresas em que o estado assume a divida e privatiza o activo, bem podem fazer-lo com a Madeira e respectiva ZEE (esta ultima a verdadeira e única questão de quererem ainda as ilhas)
 
João Salgueiro, durante muitos anos presidente da Associação Portuguesa de Bancos, à pouco em entrevista na SICNotícias com o Mário Crespo; disse estar com saudades dos Planos de Fomento Nacionais, da economia planificada e que é do tempo da economia real renegando a economia virtual/especulativa em que vivemos... Absolutamente delirante. :lol:
 
Os "Agrestes Keynesianos" estão na oposição na RAMadeira.

Defendem 3 coisas importantes. O fim dos offshores que fazem concorrência fiscal, o pleno emprego que impede os neo-liberais de continuar a acumular capitais de forma absurda e a obra pública dos tais planos de fomento nacionais pensados para executar em vários anos sem os quais nenhum privado pregaria um prego que fosse.

Gostava de ver uma empresa privada a construir por sua iniciativa a linha de comboio entre o porto de Sines e Madrid aproveitando o facto da refinaria da Balboa em Badajoz estar embarga por questões ambientais. Está ali uma vantagem económica importante, porque é que o espírito liberal não aproveita? Porque é que tem de estar sempre montado no maldito Estado?
 
Diz-se por aí que a situação financeira de alguns PIN's é desastrosa. Vários mega-empreedimentos feitos no Alentejo e no Algarve, com campos de golfe e componente imobiliária estão numa situação muito feia. Recentemente, um dos sócios de um PIN do sotavento algarvio suicidou-se. Quase todas as moradias estão há vários anos por vender. Cada uma custa pelo menos 750 000 euros... e o campo de golfe tem pouquíssimos clientes. Razão: os preços elevados. Turismo de luxo? Pelos vistos também está a sofrer, e muito, com a crise.
 
Diz-se por aí que a situação financeira de alguns PIN's é desastrosa. Vários mega-empreedimentos feitos no Alentejo e no Algarve, com campos de golfe e componente imobiliária estão numa situação muito feia. Recentemente, um dos sócios de um PIN do sotavento algarvio suicidou-se. Quase todas as moradias estão há vários anos por vender. Cada uma custa pelo menos 750 000 euros... e o campo de golfe tem pouquíssimos clientes. Razão: os preços elevados. Turismo de luxo? Pelos vistos também está a sofrer, e muito, com a crise.

O turismo de luxo no Algarve tem os dias contados, sobretudo a 3 factores principais:

1 - Sobrepovoamento - Os turistas querem descrição e sossego e não estarem confinados ao espaço do resort ;

2 - Perca de exotismo - O Algarve tornou-se uma estância banal, do turismo em massa;

3 - Descaracterização urbana e cultural - Onde está o Algarve de há 30 anos atrás?


Por exemplo, não vejo os investidores dos aldeamentos em Óbidos a cometerem suicídio.
 
Frederico, todo o país está numa situação financeira desastrosa, caso não tenhas dado conta. O nosso colega de fórum "Agreste" por exemplo tem apelado para a renogociação da dívida, ora eu ainda ontem estive a olhar para os resultados semestrais dos nossos bancos e percebi que a ocorrer uma renegociação da dívida isso significaria a falência de quase todos os bancos nacionais, só os pequeninos sobreviviam.

Só o BCP e o BES detêm uns 15 mil milhões de dívida soberana e um default significaria a falência instantânea e logo a seguir a imediata nacionalização desses bancos. Em vez de termos um BPN, poderemos ter uns 20 ou 30 ou 40 BPN's....

A maioria dos portugueses continua sem perceber o enorme sarilho de dívidas colossais em que estamos metidos.... Parece-me que a maioria continua a não perceber a gravidade da situação.

A banca portuguesa tem uma falta de fundos próprio imensa, só isso nos faz imaginar a razão de oferecerem das melhores taxas de juro da Europa para contas a prazo, de modo a captarem o máximo de capital.

Para compensar esse facto, é óbvio que o crédito está, e será ainda mais, penalizado.
 
No factor Turismo não é só o Algarve que tem lutado contra o Turismo de classe Baixa, mas de facto o Turismo de Classe ALTA já é muito pouco. Não existe não é que não queiram vir. Por arrastamento as unidades hoteleiras para terem uma casa composta tem de diminuir as margens de lucro, a qualidade e em consequência a classe Alta deixa de lado essas unidades hoteleiras.

Um dos investimentos de maior qualidade do país é o Autódromo em que a classe alta que tem sempre os seus desportos e hobbies de luxo podem usufruir. Mas por aqui já vi defender praticamente a sua destruição...

O que vejo é que neste tópico fala-se de mais de coisas abstractas que num verdadeiro olhar para o que está acontecendo.
 
O turismo de luxo no Algarve tem os dias contados, sobretudo a 3 factores principais:

1 - Sobrepovoamento - Os turistas querem descrição e sossego e não estarem confinados ao espaço do resort ;

2 - Perca de exotismo - O Algarve tornou-se uma estância banal, do turismo em massa;

3 - Descaracterização urbana e cultural - Onde está o Algarve de há 30 anos atrás?


Por exemplo, não vejo os investidores dos aldeamentos em Óbidos a cometerem suicídio.

O Algarve há 30 anos atrás tinha metade da população que tem hoje. Nós não queremos turismo de luxo aqui, queremos um turismo para todos. O luxo mesmo luxo só existe no Dubai e parece que também está às moscas. O Miguel Sousa Tavares usa o mesmo tipo de argumentos, banalização, gente a mais, populacho, isto dantes é que era bom... mas ainda este verão esteve por Lagos.
 
Muerte y resurrección de Keynes



UPM

Veja que é interessante e contrária esta lição de economia. A Teoria de Keynes e a excelente explicação (Director da Faculdade de Economia de Madrid) para entender bem o sarilho em que estamos metidos!!! Quem tiver paciência, vai compreender porquê que se fizermos a política restritiva que a UE nos obriga (deficit de 3% e diminuição da dívida pública, tal como em Espanha) com os instrumentos que nos restam vamos ter inevitavelmente mais desemprego, mais pobreza, mais impostos num ciclo contínuo até à miséria, seja qual for o Governo!
 
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