O Estado do País

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Seguro diz que a dívida da Madeira é de 8 mil milhões de euros

A Madeira está à beira da bancarrota e tem sido alvo de uma má gestão. A acusação foi feita por António José Seguro esta tarde na Madeira. Em vésperas de eleições regionais na Região Autónoma, em Outubro, o líder do maior partido da oposição lançou um duro ataque a Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional, e exigiu que Passos Coelho tome uma posição sobre a situação financeira da região.
O líder nacional do PS denunciou o que já antes Jardim tinha afirmado, que a dívida da Madeira já ultrapassa os oito mil milhões de euros. Perante milhares de militantes e simpatizantes, Seguro disse que há gorduras a mais nas despesas do Governo Regional e exigiu que Passos Coelho se pronuncie sobre as mordomias regionais, nomeadamente no que considera ser as excessivas estruturas governativas, nomeadamente direcções regionais e empresas públicas ou participadas. António José Seguro mostrou-se chocado com o "desvio" da Lei de Meios que era para acudir a solidariedade para com as vítimas do 20 de Fevereiro.
"Quem paga a irresponsabilidade da dívida que existe na Madeira da exclusiva responsabilidade do PSD da Madeira", perguntou António José Seguro, dirigindo-se a Pedro Passos Coelho. "Chega! Basta! Basta de irresponsabilidade e de chantagem", disse Seguro. "O primeiro-ministro não pode ceder à chantagem do líder regional do PSD", atirou Seguro, referindo-se ao pedido de Jardim para que o Governo ajude financeiramente a Madeira.
O líder do PS exigiu conhecer o acordo que existe com o Governo Regional para saber quanto vai custar aos portugueses a dívida da Madeira. Esse acordo, disse, deve ser do conhecimento público antes do início da campanha eleitoral para as regionais de 9 de Outubro.

Inês David Bastos

Fonte: Económico
 
O Algarve há 30 anos atrás tinha metade da população que tem hoje. Nós não queremos turismo de luxo aqui, queremos um turismo para todos. O luxo mesmo luxo só existe no Dubai e parece que também está às moscas. O Miguel Sousa Tavares usa o mesmo tipo de argumentos, banalização, gente a mais, populacho, isto dantes é que era bom... mas ainda este verão esteve por Lagos.

Com o estado que começa a tornasse o Algarve, a "populaça" começa a preferir pegar numa viagem "low cost" e banhar-se noutras paragens.

PS: O Miguel Sousa Tavares está casado com uma deputada e é politicamente correcto num momento de crise nacional fazem férias em Portugal.
 
Turismo do Algarve: "Asfixia" financeira só garante salários até dezembro

O presidente do Turismo do Algarve, António Pina, considera que a situação financeira atual da entidade é de "asfixia" e diz só haver verba para pagar ordenados dos funcionários até dezembro.

Em declarações à Lusa, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA) disse estar numa "situação parecida" com a do Turismo de Leiria-Fátima, embora naquela entidade só haja dinheiro para pagar ordenados até este mês, de acordo com um membro da direção.

"Fizemos uma opção que foi a de pagar os ordenados aos funcionários. Temos dinheiro para isso até dezembro, mas não temos para mais nada", afirmou António Pina, sublinhando que o Turismo do Algarve "tem vindo a cortar em tudo o que pode, como na promoção ou apoios a entidades, eventos e congressos".

Pina frisou que "há casos de apoios que eram importantes dar mas agora, devido à situação financeira atual, têm que ficar em segunda linha", e espera agora que "2001 passe depressa para ver se se levanta a cabeça em 2012".

O Turismo do Algarve também tem estado, segundo o presidente, a receber as transferências de verbas do Turismo de Portugal consoante o acordado, embora tenha havido no início do ano um corte considerável, tendo a verba total disponível baixado de 6,2 milhões de euros em 2010 para 4,8 milhões em 2011.

"O grande problema com que me confronto agora é encontrar financiamento para corresponder aos compromissos feitos com os privados para a promoção externa, no âmbito da Associação de Turismo do Algarve (ATA).

Por cada euro que os privados põem para esse fim nós temos que meter outro e este ano eles vão pôr 1,2 milhões. Nós também temos que pôr 1,2 milhões e não há verba para isso", explicou.

Pina disse que esse "é um problema para o qual vai ter que encontrar uma solução, nem que seja recorrendo a um empréstimo de curto prazo".

Contactado pela Lusa, fonte do Ministério da Economia disse à Lusa durante o mês de agosto, quando foi noticiado o caso do Turismo Leiria-Fátima, que não iria haver comentários sobre a situação nas entidades regionais de turismo.

Fonte: Observatório do Algarve

Esta entidade de turismo parece ser um fantasma, os hoteleiros na região dizem que há anos que esta entidade desapareceu.

O programa ALLgarve gastam milhões todos os anos em promoverem eventos e sei lá mais. Curioso, este programa ALLgarve em nada prestigia o Algarve, é só uma maneira de oferecer dinheiro a câmaras para realizarem eventos e fazem propaganda.

Só mais uma curiosidade, o programa ALLgarve é tão bom que não apoia o Festival do Marisco em Olhão e é o mais antigo da região. Porque será que os eventos que esse programa apoia a maioria é só em Portimão e Vilamoura. Programa da treta e que este governo devia acabar já com este desperdício.
 
Quanto ao que diz Seguro o que posso dizer, Gerofil foi o que ouvi também na comissão de orçamento e finanças ontem a tarde em directo. A divida das PPP referentes as Scut's são superiores a da Madeira...´

Hoje o Ministro das Finanças achou bem a Madeira pedir um plano de resgate financeiro, mas referiu que não é a única. Indirectamente está a dizer que o problema dos Açores é tão grande como o da Madeira.

Quanto ao Algarve eu já disse qual é o problema, querem ignorar fazem muito bem.
 
O povo da madeira tem dia 9 de Outubro a oportunidade de correr com este senhor ( Aberto João) , ou pelo menos remediar a situação tirando-lhe a maioria.

Espero que o povo tenha a lucidez de dar oportunidade a outros.

Isso não vai acontecer, na madeira passa-se o mesmo que na maioria das autarquias portuguesas, onde os dinossauros partidários estão anos a fio, controlo de toda a economia local por parte da câmara, controlo dos empregos, controlo das populações... vão sempre ganhar porque as pessoas têm medo de perder empregos, têm medo de ir trabalhar para longe das suas famílias, o que se compreende perfeitamente, todos os partidos vivem desta forma miserável de angariação de votos através do medo.

Conheço bem a realidade do PCP que é simplesmente vergonha, o PCP só tem 'poder' através dos votos do medo que praticam nas autarquias. Apenas dois partidos não vivem deste sistema miserável, o CDS e o BE, ambos só dispõem de uma autarquia cada um.

E assim se alimenta a merdosa máquina do estado, voraz nos recursos e no empobrecimento das gentes, já perdi a esperança disto mudar, pelo contrário, só acho que vai piorar.
 
Já sabem quem é Manuela Ferreira Leite? Com amigas destas também eu criava uma grande empresa :lmao:

PT comprou rede avaliada em 2 mil milhões por 365 milhões

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Manuela Ferreira Leite, actual líder do PSD e ministra das Finanças em 2002, garantiu ontem ao i que "a decisão política de vender a rede fixa à Portugal Telecom (PT) foi feita pelo governo socialista de António Guterres". "A concretização do negócio por um valor superior aquele inicialmente previsto pelo Partido Socialista é que foi fechado pelo governo do PSD", esclareceu.
A reacção surge em resposta às declarações de Henrique Granadeiro, chairman da PT, publicadas ontem pelo i. Manuela Ferreira Leite afirma: "A primeira audiência que concedi enquanto ministra das Finanças foi ao Dr. Murteira Nabo [presidente da PT em 2002], pouco depois de tomar posse como ministra das Finanças do governo de Durão Barroso." A líder do PSD garante que este responsável da operadora de telecomunicações "trazia já o dossiê da venda da rede fixa à Portugal Telecom todo negociado e pronto para executar" e que Murteira Nabo "vinha muito preocupado com a possibilidade de o recém-empossado governo do PSD poder cancelar o negócio".
"Disse-lhe, nessa audiência, que não o cancelaria mas que muito provavelmente só o executaria um ano depois, uma vez que me parecia, naqueles primeiros dias, que cumpriríamos o défice sem necessidade dessa venda. Não cumprimos e isso levou-nos a concretizar esse negócio, que vinha de trás, logo em 2002." O relato de Ferreira Leite confirma então que, apesar de a negociação ter pertencido inicialmente ao governo de Guterres, foi uma decisão sua que motivou o fecho da venda da rede fixa, como afirmaram, aliás, outras fontes ouvidas pelo i durante o dia de ontem. Porém, a actual líder do PSD sublinha que o ex-primeiro-ministro socialista iria vender por um valor mais baixo do que os 365 milhões de euros acordados.
Em causa está a cedência a título definitivo da rede fixa de telefone à Portugal Telecom, em 2002. A PT pagou 365 milhões, por um activo que avaliou, à data, em 2,3 mil milhões de euros. "Vendeu-se a rede fixa por um sexto do seu valor", acusou na altura a Sonaecom, que se manifestou "perplexa" com todo o negócio. A necessidade de encontrar receitas extraordinárias foi o que motivou a concretização deste negócio, como Ferreira Leite assume nas declarações ao i. Os 365 milhões encaixados, em conjunto com a concessão da CREL à Brisa, permitiram ao Estado respeitar os 3% de défice impostos por Bruxelas em 2002. "Estão reunidas as condições para que o défice orçamental previsto para 2002 se cumpra", garantiu então Manuela Ferreira Leite.
No ano seguinte, este limite foi igualmente respeitado graças a um outro negócio muito controverso com a assinatura de Ferreira Leite: a cedência de 11 mil milhões de dívidas fiscais que o Estado tinha a seu favor ao Citigroup. O governo de Durão Barroso vendeu estes 11 mil milhões por 1,75 mil milhões.

Fonte: i on line (1 de Julho de 2009)
 
Era uma vez um País que tinha um buraco insondável num Banco que foi gerido pela malta do partido do governo e do presidente da República. Esse País tinha uma região Autónoma ( antes fosse) , ela própria outro buraco incomensurável , também governada há mais de 35 anos pela tralha do partido do governo e do presidente da República. Só desses 2 buracos o País ficava obrigado a tapar qualquer coisa à volta dos 5 mil milhões !!! As cores da sua bandeira estavam agora desbotadas e o País afundava-se em aumentos brutais dos transportes, da Luz e do Gás, no corte do 13º mês e nos restantes cortes nos vencimentos e pensões . Até que um dia os cidadãos revoltaram-se e cercaram Belém e S.Bento . Só contribuiriam para o esforço de recuperação económica da Nação , se a tralha do partido do governo e do sr.silva, repusesse esses 5 mil milhões roubados. Saldadas essas contas o povo desmobilizaria e comprometia-se a ser solidário em tempos de crise mundial . Desconhece-se o desenlace da situação nesse País, mas teme-se que as manifestações terão sido violentamente reprimidas e o povo obrigado a pagar não só a crise mas também os roubos da tralha do partido do governo e do sr. silva...
 
Era uma vez um País que tinha um buraco insondável num Banco que foi gerido pela malta do partido do governo e do presidente da República. Esse País tinha uma região Autónoma ( antes fosse) , ela própria outro buraco incomensurável , também governada há mais de 35 anos pela tralha do partido do governo e do presidente da República. Só desses 2 buracos o País ficava obrigado a tapar qualquer coisa à volta dos 5 mil milhões !!! As cores da sua bandeira estavam agora desbotadas e o País afundava-se em aumentos brutais dos transportes, da Luz e do Gás, no corte do 13º mês e nos restantes cortes nos vencimentos e pensões . Até que um dia os cidadãos revoltaram-se e cercaram Belém e S.Bento . Só contribuiriam para o esforço de recuperação económica da Nação , se a tralha do partido do governo e do sr.silva, repusesse esses 5 mil milhões roubados. Saldadas essas contas o povo desmobilizaria e comprometia-se a ser solidário em tempos de crise mundial . Desconhece-se o desenlace da situação nesse País, mas teme-se que as manifestações terão sido violentamente reprimidas e o povo obrigado a pagar não só a crise mas também os roubos da tralha do partido do governo e do sr. silva...

:shocking::maluco::suicidio:
 
Só o "ditador" da Madeira é sério. :D

Até eu consegui "despir" a camisola do PS em certos momentos. Mas há quem não possa fazer isso senão é castigado. Diferença entre Democracia e Ditadura (serventia).

Existem 2 tipos de Cegos, os que infelizmente o são e os que não querem ver.

Seja tudo amor de Deus...
A malta do PS são uns inocentes :thumbsup:

A ler o que o nimboestrato escreveu é de quem não consegue despir a camisola e assumir as suas culpas de militante. Falam em ditadura mas o PS Madeira normalmente é "carneira" da orientação não do Partido mas da Maquina Socialista, aquela dos lobbies e que verdadeiramente afundaram Portugal com muitas PPP's. Enquanto o PSD-Madeira atendendo a negociação a favor da sua região foi o melhor aliado do governo Guterres de minoria e indo contra a orientação nacional.

A sério não sei se é só Inveja por verem que num canto de Portugal a palavra LISBOA não assusta.
 
A ler o que o nimboestrato escreveu é de quem não consegue despir a camisola e assumir as suas culpas de militante.

A sério não sei se é só Inveja por verem que num canto de Portugal a palavra LISBOA não assusta.


Mas militante de quê? Fique sabendo que continuo a reunir todas as condições para me candidatar à presidência da República; ou seja : Não tenho cadastro e há 32 anos que voto sempre, mas sempre, nunca falhei sequer referendos e nunca , mas nunca ,votei no PS.
Nunca fiz juízos de valor à sua pessoa.( vontade não me terá faltado) . Não lhe admito que faça à minha.

e já agora, eu que sou do Porto, nado e criado , com as rivalidades intrínsecas, nunca Lisboa me assustou. Pelo contrário.Por aqui não há anacronismos bacocos . Lisboa ? É um estímulo.
 
Mas militante de quê? Fique sabendo que continuo a reunir todas as condições para me candidatar à presidência da República; ou seja : Não tenho cadastro e há 32 anos que voto sempre, mas sempre, nunca falhei sequer referendos e nunca , mas nunca ,votei no PS.
Nunca fiz juízos de valor à sua pessoa.( vontade não me terá faltado) . Não lhe admito que faça à minha.

e já agora, eu que sou do Porto, nado e criado , com as rivalidades intrínsecas, nunca Lisboa me assustou. Pelo contrário.Por aqui não há anacronismos bacocos . Lisboa ? É um estímulo.

Peço imensa desculpa de ter errado no meu juízo de valor, Damm It.
Mas aconselho então tomar uma pastilha para alzheimer a falta de memória é grave e a sua atitude de apontar o dedo a um único sector politico é gravemente errado, aquele que nem os partidos de extrema-esquerda se safam de ter responsabilidades.
Não vive no mesmo país que eu!
 
O que é a ZEE e a sua importância. disse:
A Zona Económica Exclusiva ou ZEE é uma zona situada além do mar territorial e a este adjacente, considerada na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM ou UNCLOS), como parcela sob o qual o Estado Marítimo exerce a sua soberania. Esta Zona que pode ir até 200 milhas náuticas a partir da linha base da costa o Estado Marítimo exerce a sua soberania para fins económicos, sobretudo de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos e não vivos das águas, do leito do mar e do seu subsolo. Assim a importância da ZEE prende-se primariamente com motivos económicos, ligados aos recursos minerais, pesqueiros, geológicos e valor turístico, espólio arqueológico e os de natureza ambiental, geoestratégica e de segurança interna. Aos direitos de usufruir dos recursos junta-se a obrigação de os proteger. Os meios e as condições para os proteger passam nomeadamente pela vigilância e fiscalização eficaz assim como pelo emprego de práticas de gestão tendo em vista a sua sustentabilidade. Conceito de gestão da ZEE.
Durante séculos, os oceânos foram usados para finalidades múltiplas pela humanidade. Tal uso tem sido intensificado de acordo com o crescimento da população e evolução da tecnologia. Os conflitos de interesses têm surgido: os conflitos mais velhos, ainda existentes hoje em dia, foram relacionados às pescas e direito de passagem com segurança; mais recentemente, novos usos e problemas emergiram, tais como a extracção de recursos minerais, a poluição (marítima e telúrica), a conservação da natureza e o turismo. Frequentemente tais usos são incompatíveis, porque em regra geral os recursos são insuficientes para todas as partes interessadas, conduzindo assim a conflitos mais ou a menos abertos. A solução dos conflitos tem envolvido meios diferentes, incluindo os avanços tecnológicos que aumentam nos recursos já disponíveis.
Nos últimos anos uma nova "filosofia" tem surgido na comunidade científica e política internacional.
Alguns pontos relevantes desta nova "filosofia", são os seguintes:
m Os Oceanos são uma herança comum de toda a humanidade. Consequentemente, os oceanos como um recurso comum são um direito e uma responsabilidade de todos, incluindo estados e povos não costeiros;
m Os recursos dos oceanos são escassos e sujeitos a múltiplas fontes de degradação. Como tal têm de ser cuidados e geridos;
m O estabelecimento de jurisdição sobre parte do oceano fornece alguns direitos, mas acarreta responsabilidades;
m A origem da jurisdição deve sempre ser a negociação e não o conflito armado. Tal negociação deve sempre levar em consideração os interesses de todas as partes relevantes;
m A tremenda complexidade e interrelação dos assuntos em jogo - segurança e jurisdição nacional, extracção mineral, navegação, pescas, turismo, protecção ambiental tanto ao nível local como global - recomenda uma aproximação a uma gestão integrada dos recursos dos Oceanos;
m O desenvolvimento tecnológico e científico é essencial para a gestão dos Oceanos, tanto para optimizar o uso dos recursos como para criar ferramentas de gestão eficazes; Gestão da ZEE no mundo
Internacionalmente ,está a ser prestada uma atenção significativa à ZEE e as convenções internacionais tais como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e a MARPOL (Convenção Internacional para Prevenção da Poluição por Navios). Muita desta atenção tem surgido na sequência de conflitos à volta da apropriação de recursos marinhos. Recursos Comuns, (como pescas) são objecto de intenso debate e negociação e têm promovido a ideia de uma gestão integrada da ZEE. Apesar de, como já foi referido, este conceito ser amplamente debatido não existem muitos países com práticas reais de gestão integrada da ZEE. A maioria dos países luta ainda por uma gestão, se não integrada pelo menos ordenada, do litoral, da costa.
http://www.mga.gv.ao/revistamarinha/edicao8/cienciaetecnica.htm

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http://www.fc.up.pt/pessoas/ptsantos/azc-docs/Alveirinho Dias-oceanografia_em_portugal.htm

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Zona Económica Exclusiva de Portugal

Portugal Continental 327,667 km²
Açores 953,633 km²
Madeira 446,108 km²
Total: 1,727,408 km²

[editar] Disputa com Espanha

Espanha defende que a fronteira da ZEE mais a sul entre Espanha e Portugal deve consistir numa linha equidistante delimitada a meia distância entre a Madeira e as Canárias. No entanto, Portugal é soberano das Ilhas Selvagens (um sub-arquipélago a norte das Canárias pertencente ao arquipélago da Madeira) alargando a fronteira da ZEE mais para sul.

Espanha contrapõe com o argumento de que as Ilhas Selvagens não formam uma plataforma continental separada, de acordo com o artigo 121 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar:

"Os rochedos que, por si próprios, não se prestam à habitação humana ou a vida económica não devem ter zona económica exclusiva nem plataforma continental."[1]

O estatuto das Ilhas Selvagens como ilhas ou rochedos é então o centro da actual disputa. Actualmente as Ilhas Selvagens constituem uma reserva natural protegida pelo Parque Natural da Madeira sempre com a presença constante de dois vigilantes da natureza e ocasionalmente com biólogos que visitam as ilhas para efectuar investigação da fauna e flora. Ao longo dos anos estas ilhas foram palco de episódios conflituosos inclusivamente com troca de tiros, que resultaram na apreensão pelas autoridades portuguesas de alguns barcos espanhóis que pescavam ilegalmente nessa área.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_Económica_Exclusiva_de_Portugal

«Ora, considere-se a situação portuguesa. Um país de pequenas dimensões mas dotado de uma longa linha de costa e de um potencial de ZEE avassalador (não esqueçamos os arquipélago situados em pleno Atlântico) é um país que necessita de se projectar para o mar e assegurar os seus interesses no mesmo – fundamentalmente os económicos e os da chamada defesa passiva, se tivermos em conta a conjuntura política e diplomática coeva. No entanto, é por ter em conta precisamente essa conjuntura que se pode afirmar, com certeza relativa e fundamentando o postulado na explicação perita de quem opera submarinos, que a nossa pátria necessita de uma esquadrilha de submarinos bem equipada e, sobretudo, bem guarnecida.



Numa conjuntura europeia (e também global) em que quem tem a capacidade de defender e assegurar presença nos locais dotadas de recursos e cuja imposição e o ditame político–jurídico é feito porque quem detém o poder real, Portugal deve estar equipado do argumento da capacidade de defender os seus interesses e assegurar presença activa nos locais susceptíveis de conferir vantagem estratégica à nação. O investimento nos submarinos significa exactamente essa possibilidade. Em situação de argumento entre Portugal e as potências europeias, concernente aos recursos de alto potencial económico que, crêem algumas análises recentes, poderão estar presentes na ZEE portuguesa, o nosso país apenas poderá arguir supremacia sobre a exploração do espaço e fiscalização estatal do mesmo se puder afirmar – com conteúdo que consubstancie dita afirmação – que tem a capacidade e os meios de assegurar a defesa dessa zona e a exploração económica efectiva da mesma.»



(...)



«Acresce também fazer menção do caso da partilha de informações. É um facto pouco sabido, mas não por isso irrelevante, que Portugal só tem acesso a informações (a dita ‘intelligence’ na terminologia securitária anglo-saxónica) sobre áreas nas quais se pode realmente projectar e/ou que sejam do seu interesse imediato. Sem submarinos, uma porção (qualitativa) considerável de informações ser-nos-ia como que bloqueada pelos nossos aliados atlânticos; isto sem repetir menção do que foi dito atrás.



Ou seja, os nossos parceiros na NATO, em situação de paz, não estariam vinculados a partilharem certas informações estratégicas e tácticas connosco. Algo que se poderia traduzir numa insegurança acrescida causada pela incerteza. Algo fatal no incremento e manutenção do poder nacional, assim como da prosperidade interna.



Pelo dito, e também porque a compra dos submarinos significa um sinal de dedicação à projecção atlanticista portuguesa na realidade internacional (enviando um sinal aos nossos aliados) e, igualmente, porque se traduz numa capacidade de manutenção da linha de costa acrescida, importa concluir que a compra dos submarinos prefigura uma acção fundamentalmente lógica, necessária e desejável.»
http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1458984.html
 
Berardo quer produzir 500 milhões de barris de petróleo em Portugal

Filipe Alves
13/11/09 07:05
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O investidor vai comprar uma posição na empresa canadiana que diz ter encontrado reservas de 500 milhões de barris de crude em Portugal. O suficiente para abastecer o país em cinco anos.

Joe Berardo vai realizar nas próximas semanas um dos mais arriscados investimentos da sua carreira, com a compra de uma posição na companhia canadiana Mohave Oil & Gas, que tem a concessão de quatro blocos de petróleo e gás natural em Portugal. Após 16 anos de pesquisa em Portugal, a Mohave acredita que conseguirá produzir cerca de 500 milhões de barris de petróleo, através de uma nova tecnologia que permite fazer o que durante décadas foi impossível.

"Há alguns anos, já me tinham tentado convencer a investir, mas sabia que era muito difícil extrair petróleo em Portugal devido à geologia, pelo que recusei. Mas com o ‘horizontal drilling' [ver texto ao lado] já concordei", disse o investidor ao Diário Económico.

"A Petrobras e a Galp vão investir 300 milhões de dólares em Portugal e vão usar a mesma tecnologia. Ninguém seria louco para investir isto se não existisse petróleo!", acrescentou. "O desafio é conseguir extraí-lo", defendeu.

O investimento de Berardo ainda não está definido. Certo é que vai subscrever uma parte significativa do aumento de capital de 18 milhões de dólares (12,1 milhões de euros) que a Mohave está a levar a cabo para financiar o arranque da produção comercial. A empresa prevê que a perfuração dos primeiros poços, em Aljubarrota e Torres Vedras, comece em Maio, prevendo-se que a produção comercial arranque ainda em 2010, sendo que o crude será vendido à Galp, ao abrigo de um acordo já assinado. E quando a produção comercial atingir velocidade de cruzeiro, os investimentos serão já de centenas de milhões, consoante o crude efectivamente descoberto.

A Mohave está em Portugal desde 1993, tendo investido mais de 40 milhões de euros na prospecção de petróleo e gás. As quatro concessões que detém vigoram até 2015 (ver infografia).

"Um dos aspectos mais positivos é que o Estado não ficará, para já, com uma parte significativa das receitas. Por isso, extrair um barril em Portugal equivale a produzir seis em Angola", defendeu, por seu turno, o presidente da Mohave, Patric Monteleone. "Portugal é parecido com a Líbia e com a Argélia, em termos geológicos", disse ainda, acrescentando que o crude é "leve".

Reservas estimadas valem entre 1,4 e 37,8 mil milhões de dólares

Antes de avançar para o aumento de capital - que já recebeu luz verde do regulador canadiano e está a ser subscrito na sua maior parte por investidores de Toronto - a Mohave pediu à Sed Strat Geoscience (que tem clientes como a Chevron e a Petrobras) para avaliar as reservas em Aljubarrota e Torres Vedras. Segundo a Sed Strat, existem 50% de probabilidades de os dois blocos conterem 486,8 milhões de barris, o suficiente para abastecer o país durante quase cinco anos e cerca de dez vezes menos do que o gigantescas reservas brasileiras do Tupi, que a Galp explora.

Aos preços actuais, este filão valerá 25,4 mil milhões de euros. Na estimativa mais pessimista, serão 18,2 milhões de barris de petróleo, o que à cotação actual equivale a 942 milhões de euros, um valor considerável e que garante a viabilidade comercial.
http://economico.sapo.pt/noticias/b...-de-barris-de-petroleo-em-portugal_74335.html

Petrobras acredita que há petróleo em Portugal

Ana Maria Gonçalves
26/11/10 00:05
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José de Freitas é o gestor responsável pelos negócios da Petrobras em Portugal, actualmente muito centrados na exploração petrolífera.

José de Freitas é o gestor responsável pelos negócios da Petrobras em Portugal, actualmente muito centrados na exploração petrolífera.
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A empresa brasileira está a fazer prospecção ao largo de Peniche e acredita que há fortes possibilidades de encontrar petróleo.

Quatro anos depois de ter apostado na pesquisa de petróleo e gás natural na bacia de Peniche, a brasileira Petrobras continua a acreditar que vale a pena investir neste projecto - uma empreitada onde a perfuração de um poço poderá custar cerca de 100 milhões de dólares (74,7 milhões de euros).

Parceira das portuguesas Galp (30%) e Partex (20%), a Petrobras (50%) defende que, mesmo sendo um projecto de alto risco", há 10% a 12% de probabilidades de encontrar o tão desejado ‘ouro negro' na costa portuguesa. São números que não assustam o responsável pelo negócio do grupo brasileiro em Portugal, José de Freitas. Com um optimismo moderado, o gestor explica, em entrevista ao Diário Económico, que "estes são os números da indústria de petróleo. Quando a possibilidade de sucesso ultrapassa os 30%, é uma alegria tremenda".

Pior do que não encontrar nada, diz, é quando se descobre algo, obrigando a decidir se vale a pena continuar a injectar dinheiro na exploração. Prova disso são os 200 milhões de dólares (150 milhões de euros) que a Petrobras acaba de aplicar num poço na Turquia, no Mar Negro, com ‘resultado zero'.
http://economico.sapo.pt/noticias/petrobras-acredita-que-ha-petroleo-em-portugal_105382.html

Deputados do PSD defendem compensações aos pescadores afectados pela prospecção de petróleo

Para os deputados Paulo Batista Santos e Ulisses Pereira, do grupo parlamentar do PSD, «a actividade da pesca e o rendimento dos pescadores nas áreas onde decorrem as prospecções de petróleo registam prejuízos que importa acautelar de forma satisfatória e a contendo de um sector estratégico para Portugal».

Recorde-se que através da Portaria n.º 259/201, de 15 Julho, o exercício da actividade da pesca foi restringido, a título temporário e excepcional, nas águas marítimas nacionais, numa faixa de costa de 30 por 100 quilómetros de extensão entre Aveiro e a Nazaré, de forma a assegurar a actividade de prospecção de petróleo a efectuar no âmbito dos contratos de concessão de direitos assinados entre o Estado e empresa Mohave Oil and Gas Corporation, em 3 de Agosto de 2007.

Segundo os parlamentares, a referida restrição encontra justificação, além dos compromissos assumidos pelo Estado, também no interesse público da actividade bem como a segurança da navegação e da prospecção a desenvolver, tendo-se prolongado por um período superior a 30 dias, desde o passado dia 16 de Julho de 2011. Todavia, os trabalhos de prospecção de petróleo registam prejuízos à actividade da pesca que importa acautelar de forma satisfatória e eficaz, acrescentam os deputados.

Os deputados estranham ainda o facto não terem sido acauteladas quaisquer compensações pelas consequências das interdições aquando do licenciamento dos trabalhos de prospecção, em 3 de Agosto de 2007, no entanto registam como positivo que a empresa Mohave Oil and Gas Corporation esteja ciente da sua responsabilidade social e admita vir a compensar os pescadores.

No entanto, porque subsistem dúvidas sobre o valor e critérios a aplicar às referidas compensações, os parlamentares questionam o ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, sobre eventuais medidas complementares no sentido de assegurar a justa e eficaz compensação, no caso do valor disponibilizado pela empresa ser manifestamente insuficiente face aos prejuízos declarados pelos pescadores afectados.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2011/08/24b.htm

Pescadores admitem protestar contra paragem forçada devido a prospecção de petróleo

Economia | 2011-08-13 17:56
Associações de pescadores do Norte alertaram hoje que entre 400 a 500 associados estão “sem meios de subsistência” por “não trabalhar devido à prospecção de petróleo” e dispostos a avançar com "formas de luta", disse fonte associativa.

Em declarações à Lusa, José Festas, presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, na Póvoa de Varzim, afirmou que devido às restrições à pesca, impostas por causa da prospeção de petróleo que decorre entre a “Nazaré e Aveiro”, cerca de “35 embarcações de Vila do Conde e Póvoa de Varzim estão paradas” e os prejuízos já "ultrapassam os 500 mil euros”.

Segundo José Festas, os pescadores esperam “alguma justificação por parte do Governo e querem saber em quanto serão compensados”, sendo que hoje, em reunião, decidiram que "se até quarta-feira não houver explicações estão dispostos a manifestarem-se”.

O responsável adiantou que as três associações (Pró-Maior, Propesca e Pescadores do Norte) tentaram durante toda a semana passada “falar com alguém do Ministério para obter uma justificação”, mas sem sucesso, sendo que na reunião de hoje com os associados “não havia respostas” para dar aos armadores.

“Se até quarta-feira não for explicada a situação, não nos responsabilizamos pelo que possa acontecer”, alertou, escusando-se a adiantar o que poderá estar já programado.

José Festas apenas frisou que as eventuais manifestações “não serão boas para ninguém”.

As restrições à pesca constam de uma portaria do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território publicada a 15 de julho em Diário da República e que vigora por 60 dias.

Desde o dia 16 de julho que, de acordo com José Festas, não se pode pescar “numa área de 120 quilómetros de comprimento por 20 quilómetros de largura ao largo da zona de Vila do Conde/Póvoa”.

O trabalho de prospeção de petróleo no mar está a ser desenvolvido pela empresa Mohave Oli and Gas Corporation, através de uma embarcação especializada.
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