O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Angola e Moçambique tinham povos nativos quando lá chegámos. A Guiné-Bissau também, tal como Timor-Leste. Se não tivéssemos dado a independência a São Tomé e Cabo Verde, provavalmente estariam ainda connosco sem problemas.

Se é para «vender» a Madeira, que se venda também Gondomar, Valongo, Faro, Portimão, etc.

O problema é que a evolução dessas regiões de África portuguesa só aconteceu a quando a guerra...

A questão maior, foi a igualdade de tratamento.

Tirando os Açoreanos, em que a maioria aceita andar como o barco a vela ao sabor das marés e do vento sem se chatearem muito se o dinheiro lhes for chegando para a comida e o MEO.

Vou trabalhar, até logo.
 
O problema é que a evolução dessas regiões de África portuguesa só aconteceu a quando a guerra...

A questão maior, foi a igualdade de tratamento.

Tirando os Açoreanos, em que a maioria aceita andar como o barco a vela ao sabor das marés e do vento sem se chatearem muito se o dinheiro lhes for chegando para a comida e o MEO.

Vou trabalhar, até logo.

Então deviamos todos tentar ser como os Açoreanos,em vez de nos armarmos em ricos,com necessidade de ter um carro magnifico,2 telemóveis e tudo do melhor. Melhor mesmo andar a barco a vela,mais saudável e nao entrariamos na crise que estamos! Bem bom andar ao saber das marés :D
Como o Frederico disse,passámos do 8 ao 80.Tinhamos tão pouco,agora temos quase tudo.Isso foi irresponsável. Evoluir sim,mas sem passos em falso.
 
Então deviamos todos tentar ser como os Açoreanos,em vez de nos armarmos em ricos,com necessidade de ter um carro magnifico,2 telemóveis e tudo do melhor. Melhor mesmo andar a barco a vela,mais saudável e nao entrariamos na crise que estamos! Bem bom andar ao saber das marés :D
Como o Frederico disse,passámos do 8 ao 80.Tinhamos tão pouco,agora temos quase tudo.Isso foi irresponsável. Evoluir sim,mas sem passos em falso.

Nós andamos há 200 anos à deriva porque não entrámos na Revolução Industrial. Mesmo hoje em dia continuamos a não ter um verdadeiro mercado concorrencial. Uma dúzia de famílias domina a maior da economia, e são levados ao colo pelo poder político. O cidadão comum investe em cafés, restaurantes ou salões de cabeleireiro. Não surgem marcas como a Nestlé, Nokia, Ikea, Coca-Cola, Siemens, Mercedes, Facebook, nada disso surge em Portugal. Esse é um problema crónico de Portugal, a economia, é um problema profundo, cultural, que ainda ninguém resolveu. Quando há ouro, açúcar, pimenta ou fundo da UE vive-se bem, quando acaba caímos na miséria, no atraso.
 
Sim, Cabo Verde hoje poderia ser perfeitamente mais um arquipélago nacional, e isto nada tem a ver com salazarismos ou imperialismos nacionalistas bolorentos, que eu não sou desses, antes pelo contrário. Em Cabo Verde nunca houve uma pressão independentista significativa, acabaram independentes na enxurrada das outras colónias. O próprio Mário Soares chegou a dizer isso:
http://www.rtp.pt/noticias/?t=Mario....rtp&headline=46&visual=9&article=336888&tm=9
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1546049&seccao=CPLP

O que não faltam por aí é países com territórios ultramarinos bem distantes, a começar pela França e Reino Unido, em Portugal é que na altura foi tudo de enxurrada.

Cabo Verde ainda hoje depende muito da cooperação portuguesa. Coisas como o Instituto de Meteorologia local teve muita ajuda do IM nacional, as redes de comunicação foram construídas pela Portugal Telecom, etc,etc. A própria legislação do país foi replicada a partir da portuguesa, tenho ideia que há muitos anos chegou até a discutir-se se Cabo Verde não devia adoptar o euro como moeda oficial, até à chegada do euro o escudo cabo-verdiano estava indexado ao escudo português, mas como o país não é Portugal não foi possível terem essa moeda claro, mas penso que a moeda deles está indexada ao euro ainda hoje. A independência deste arquipélago foi completamente contra-natura, e ainda hoje o é.

Em Timor Leste nunca houve grandes pressões independentistas por parte da população local. A França também domina várias ilhas no Pacífico, isto a título de exemplo. São Tomé também deveria ter ficado. Em Cabinda há movimentos que pedem a independência ou a união a Portugal. No fundo, ficámos todos prejudicados com as independências dadas em cima do joelho e com a ignorância e a cegueira ideológica dos socialistas e dos comunistas.
 
PJ remete para Tribunal processo sobre práticas fraudulentas com subsídios para combate a incêndios florestais

A Polícia Judiciária anunciou que remeteu ao Ministério Público, com proposta de acusação, um processo sobre práticas fraudulentas alegadamente cometidas pelos antigos comandantes Distrital de Operações de Socorro de Évora e dos Bombeiros de Arraiolos. Fonte ligada ao processo adiantou à agência Lusa que este caso está relacionado com práticas fraudulentas com subsídios para combate a incêndios florestais, tem como arguidos o antigo Comandante Distrital de Operações de Socorro de Évora, Jorge Rodrigues, e o antigo Comandante dos Bombeiros de Arraiolos, António Gabriel.
Fonte da Polícia Judiciária (PJ) explicou à Lusa que, no início de cada ano, “as associações de bombeiros referenciam os elementos que vão precisar de novos equipamentos”, sendo que “os dados são remetidos para a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) que depois transfere um subsídio”. “O que aconteceu foi que uma parte dos subsídios para o combate aos incêndios florestais, que não era utilizada na totalidade, em vez de ser devolvida à ANPC, era usada em despesas de representação, como deslocações, almoços e jantares”, adiantou a mesma fonte.
Este acto é considerado irregular porque os arguidos “já tinham junto ao seu ordenado um valor para essas despesas de representação”, lembrou a fonte, adiantando que os indícios de práticas fraudulentas, cujos valores ultrapassam os 130 mil euros, foram detectados entre 2004 e 2008. Como “o subsídio era utilizado para um fim diferente daquele que havia sido concedido”, os dois arguidos são acusados de peculato e desvio de subsídio, acrescentou a mesma fonte.
A Lusa tentou hoje contactar os dois arguidos, mas apenas o antigo Comandante Distrital de Operações de Socorro de Évora, Jorge Rodrigues, que foi destituído do cargo em 2009 pela ANPC, atendeu o telemóvel. A exercer funções como Comandante Operacional Municipal de Estremoz, desde Março de 2010, Jorge Rodrigues limitou-se a dizer que não tem “conhecimento de nada”, escusando-se a pronunciar-se sobre o assunto.

PÚBLICO
 
Nós andamos há 200 anos à deriva porque não entrámos na Revolução Industrial. Mesmo hoje em dia continuamos a não ter um verdadeiro mercado concorrencial. Uma dúzia de famílias domina a maior da economia, e são levados ao colo pelo poder político. O cidadão comum investe em cafés, restaurantes ou salões de cabeleireiro. Não surgem marcas como a Nestlé, Nokia, Ikea, Coca-Cola, Siemens, Mercedes, Facebook, nada disso surge em Portugal. Esse é um problema crónico de Portugal, a economia, é um problema profundo, cultural, que ainda ninguém resolveu. Quando há ouro, açúcar, pimenta ou fundo da UE vive-se bem, quando acaba caímos na miséria, no atraso.

Sim,o não termos um mercado concorrencial,importarmos mais do que exportamos,e ainda por cima acharmos que é normal termos vida de rico,leva a isto. Eu se tiver 500 euros por mês contento-me com carro rasca..Se tiver 1000 euros um carro normal.Mais que isso já posso ter um carro bonzinho.Mas vê-se quem pede ajuda ao estado,por vezes tem um carro excelente.
Mas o gastar mais do que se tem é nosso,não é só dos politicos infelizmente.Acontece ao AJJ,ao Sócrates,ao Portas,e a muitos portugueses.
Sobre o mercado concorrencial,acho que uma das nossas hipóteses são as energias renováveis,temos um grande potencial eólico,solar e ondas.Só uma das energias é pouco,mas todas juntas pode diminuir a nossa dependencia energética. É das coisas que podemos ter vantagem em relação a grande parte da Europa que tem pouco vento,pouco sol,e não tem a costa magnifica que nós temos a explorar!
 
Sim,o não termos um mercado concorrencial,importarmos mais do que exportamos,e ainda por cima acharmos que é normal termos vida de rico,leva a isto. Eu se tiver 500 euros por mês contento-me com carro rasca..Se tiver 1000 euros um carro normal.Mais que isso já posso ter um carro bonzinho.Mas vê-se quem pede ajuda ao estado,por vezes tem um carro excelente.
Mas o gastar mais do que se tem é nosso,não é só dos politicos infelizmente.Acontece ao AJJ,ao Sócrates,ao Portas,e a muitos portugueses.
Sobre o mercado concorrencial,acho que uma das nossas hipóteses são as energias renováveis,temos um grande potencial eólico,solar e ondas.Só uma das energias é pouco,mas todas juntas pode diminuir a nossa dependencia energética. É das coisas que podemos ter vantagem em relação a grande parte da Europa que tem pouco vento,pouco sol,e não tem a costa magnifica que nós temos a explorar!

Discordo.

Temos de ter de tudo um pouco. Temos de produzir de tudo um pouco. Se as coisas correm mal num sector, os outros aguentam a economia. Este discurso dos desígnios nacionais foi um erro. Portugal tem futuro em todos os sectores, da alta costura ao turismo, da oceanografia à indústria química, das pescas às artes.
 
Discordo.

Temos de ter de tudo um pouco. Temos de produzir de tudo um pouco. Se as coisas correm mal num sector, os outros aguentam a economia. Este discurso dos desígnios nacionais foi um erro. Portugal tem futuro em todos os sectores, da alta costura ao turismo, da oceanografia à indústria química, das pescas às artes.

Não estou a dizer que é a única coisa a fazer obviamente.Seria ridiculo depender das energias renováveis..Estou a dizer que é das coisas onde temos mais potencial,e o turismo,pescas,oceanografia passa muito pela Costa magnifica que temos e que penso aproveitamos mal. Devemos ter de tudo um pouco,mas para sermos melhor que os outros em alguma coisa temos que ser mesmo bons.Se tivermos de tudo um pouco,podemos ser razoáveis em tudo e bom em coisa nenhuma.
Porque lá está,com a crise que atravessamos querermos já ter de tudo um pouco não seria querer ter demais? Temos de começar por algum lado. Obviamente o resto não pode parar,devemos tentar melhorar em tudo.Mas quando falo de energias renováveis,é das coisas que penso onde temos mais potencial em relação a muitos outros paises.
 
Não estou a dizer que é a única coisa a fazer obviamente.Seria ridiculo depender das energias renováveis..Estou a dizer que é das coisas onde temos mais potencial,e o turismo,pescas,oceanografia passa muito pela Costa magnifica que temos e que penso aproveitamos mal. Devemos ter de tudo um pouco,mas para sermos melhor que os outros em alguma coisa temos que ser mesmo bons.Se tivermos de tudo um pouco,podemos ser razoáveis em tudo e bom em coisa nenhuma.
Porque lá está,com a crise que atravessamos querermos já ter de tudo um pouco não seria querer ter demais? Temos de começar por algum lado.

Discordo. Podemos ser muito bons na alta costura se tivermos uma mão cheia de estilistas e duas ou três marcas que sejam reconhecidas em todo o mundo. E não é isso que vai «roubar» energias aos outros sectores. Não podemos é continuar a ser explorados pelos outros países europeus. Por exemplo, vendemos o lítio em bruto mas quem o transforma é a Alemanha. Logo quem fica com a maior parte do lucro são eles. Ou vender os sapatos aos italianos a 5 ou 10 euros para depois eles venderem a 150 ou 200.
 
Discordo. Podemos ser muito bons na alta costura se tivermos uma mão cheia de estilistas e duas ou três marcas que sejam reconhecidas em todo o mundo. E não é isso que vai «roubar» energias aos outros sectores.

Sim,claro.Não digo que não.
Mas todos os paises teem áreas onde são melhores do que outras. Eu acho que a qualidade,requer empenho,e trabalho em prol dessa qualidade.Certo? Isso custa sempre dinheiro.Se gastamos dinheiro numa área,já estaremos a gastar algum do dinheiro disponivel.Por isso é uma forma de roubar energia a outros sectores.
Por isso para sermos efectivamente bons em alguma coisa,tem de ser em algo que antes de se investir se vejam possíveis beneficios.
Se perdemos tanto para os italianos nos sapatos,vamos investir numa área onde eles já são muito bons? Porque não investir numa área onde podemos ser mesmo melhores que os italianos?
 
Sim.Mas ser médio em muita coisa,será melhor que ser excelente em metade das coisas,e fraquito na outra metade? Não sei,é discutivel :D

Nós não podemos sequer pensar em ser excelentes quando nem temos cultura empresarial. Uma coisa engraçada de se ver são as entrevistas aos portugueses a propósito do Euromilhões. A maior parte compraria uma casa nova, um carro, faria umas viagens, ajudaria os filhos (ou seja, casa e carro). Mas quantos dizem: investiria num negócio, num hotel, numa fábrica, numa herdade? Pois. É que já vi entrevistas do género a americanos e a maioria dizia que montaria um «business» para ficarem ainda mais ricos.
 
Nós não podemos sequer pensar em ser excelentes quando nem temos cultura empresarial. Uma coisa engraçada de se ver são as entrevistas aos portugueses a propósito do Euromilhões. A maior parte compraria uma casa nova, um carro, faria umas viagens, ajudaria os filhos (ou seja, casa e carro). Mas quantos dizem: investiria num negócio, num hotel, numa fábrica, numa herdade? Pois. É que já vi entrevistas do género a americanos e a maioria dizia que montaria um «business» para ficarem ainda mais ricos.

POdemos tentar ser excelentes,mesmo que não o consigamos.O querermos ser excelente,dá-nos experiencia mesmo que não corra bem das primeiras vezes.

Isso não tem a ver com o facto dos Portugueses só pensarem no curto-prazo? Querem lá eles saber de investimentos,se o que interessa é aproveitar o dinheiro JÁ. O médio e longo prazo,ah isso não interessa.Depois logo se vÊ...
 
POdemos tentar ser excelentes,mesmo que não o consigamos.O querermos ser excelente,dá-nos experiencia mesmo que não corra bem das primeiras vezes.

Isso não tem a ver com o facto dos Portugueses só pensarem no curto-prazo? Querem lá eles saber de investimentos,se o que interessa é aproveitar o dinheiro JÁ. O médio e longo prazo,ah isso não interessa.Depois logo se vÊ...

Nós temos um problema cultural com vários séculos. Apenas isso. A iniciativa individual e o enriquecimento, tudo isso é mal visto devido a uma certa interpretação dos Evangelhos feita pelo clero português, e também devido à mediocridade das elites. Somos uma cultura em decadência desde a maior tragédia da nossa História, a queda do Império Português do Oriente.
 
Estado
Fechado para novas mensagens.