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RTP fora da corrida à compra dos direitos da Liga dos Campeões

A RTP decidiu não concorrer à compra dos direitos de transmissão televisiva dos jogos da Liga dos Campeões nos próximos três anos, adiantou o vice-presidente da estação, José Marquitos.

"Tomámos essa decisão ontem [segunda-feira] à noite. Foi uma decisão de gestão, secundada e apoiada pelo accionista [Estado], que considera que esta é a decisão certa”, revelou o vice-presidente da RTP, citado pela TSF.

A empresa pública de televisão pagou, nos últimos três anos, 5,75 milhões de euros por época pelos direitos de transmissão da Liga dos Campeões. “Perde-se em termos de não ter o conteúdo, mas ganha-se em termos monetários”, acrescentou José Marquitos, sublinhando que esta deliberação foi difícil: “Não é por acaso que o prazo termina hoje às 11h00 e a decisão só foi tomada segunda-feira à noite”.

O prazo para a entrega de propostas de compra dos direitos televisivos da Liga dos Campeões das épocas de 2012-13 a 2014-15 terminava hoje. E, desta vez, a Sport TV (que não faz comentários sobre o concurso e nem sequer confirma que vai concorrer) não estará sozinha. O empresário Miguel Pais do Amaral vai apresentar uma proposta. A notícia foi avançada pela revista TV Sports Markets e confirmada ao PÚBLICO por fonte ligada ao processo.

Pais do Amaral, que já detém os direitos da Liga espanhola entre 2012-13 e 2014-15 após a compra da Worldcom a Rui Pedro Soares, procura conteúdos para um novo canal desportivo, que ainda não tem data de lançamento, mas nunca será colocado no ar antes dos finais de 2012.

Os actuais direitos de transmissão da Liga dos Campeões pertenciam à RTP (que transmite um jogo semanal) e à Sport TV (que transmite todos os jogos de cada jornada). O canal de Joaquim Oliveira comprou os direitos e depois renegociou-os com a RTP, que, segundo a TV Sports Markets, paga metade dos 9,5 milhões de euros que todos os anos custam estes direitos, que são vendidos pela empresa Team Marketing em nome da UEFA.

Além da Liga dos Campeões, Pais do Amaral, que detém 10% da TVI, está também em negociações com o Benfica para transmitir os jogos em casa da equipa da Luz no campeonato após 2012-13, que actualmente pertencem à Olivedesportos de Joaquim Oliveira. Outros alvos de Pais do Amaral poderão ser os jogos das ligas italiana e inglesa.

O empresário, por outro lado, tentou, sem sucesso, comprar os direitos de transmissão da Fórmula 1 (também actualmente na posse da Sport TV), mas, dada a falta de currículo nesta área dos direitos desportivos, a Formula One Management impôs um plano de pagamento particularmente exigente, que não foi aceite pelo empresário.

Fonte: Publico

Para quê, que nós pagamos todos os meses a taxa de audiovisual na factura da electricidade? Se eu tenho TV Cabo e pago todos os meses porque razão tenho que pagar uma taxa que eu não utilizo? Será que o futebol não é serviço público? Será que numa altura de crise onde muitas pessoas não têem recurso têem de abdicar de verem o futebol na tv? Já agora, só falta a Antena 1 deixar de dar relatos de futebol para este país ficar mais atrasado.

Quanto às privadas a darem futebol, a SIC e a TVI estão a anos-luz da RTP. Então, os jogos da liga portuguesa na TVI ouvir os disparates e as asneiras que dizem ui ui.

Também neste país paga-se para tudo, algum dia começamos a pagar os quilómetros que andamos a pé. :D

A RTP pode não ter dinheiro para os jogos da Liga dos Campeões, mas gasta milhões a fazerem programas como no domingo do "Mercado de Sabores" do Continente a fazerem pura propaganda falsa de produtos nacionais, porque quando vamos ao Continente vemos produtos estrangeiros a preços baixos, os produtos nacionais custa os olhos da cara.
 
Estás preocupado com o futebol? Eu acho muito mais grave a carência de programação cultural. Pago TV Cabo para ter o Mezzo e compro DVD's para ver filmes italianos, ingleses, franceses ou alemães com legendas decentes. A RTP2 e a RTP1 antigamente tinham bom cinema todos os dias, agora não. A RTP deveria servir para instruir o povo, não para ter entretenimento e propaganda.
 
Estás preocupado com o futebol? Eu acho muito mais grave a carência de programação cultural. Pago TV Cabo para ter o Mezzo e compro DVD's para ver filmes italianos, ingleses, franceses ou alemães com legendas decentes. A RTP2 e a RTP1 antigamente tinham bom cinema todos os dias, agora não. A RTP deveria servir para instruir o povo, não para ter entretenimento e propaganda.

Para mim foi com alguma surpresa que ouvi o fim da Champions na RTP1, mas concordo, parece que a champions vai passar para a TVI, o pior na TVI são os comentários ridículos.

Gosto bastante de ver o futebol europeu mas estou de acordo com o Frederico, para se ver alguma cultura temos de pagar TV, que tristeza.
 
Não considero a champions serviço público... Em tempo de contenção temos que ser racionais. São muitos milhões para ums erviço dispensável.

Em termos de futebol penso que só deve haver uma salvaguarda para a selecção nacional. Tal deve ser extensível a qualquer modalidade e/ou competições em modalidades em que haja uma efectiva representação em nome nacional (Por exemplo jogos olímpicos, mundiais de atletismo, etc...)
 
Protecção Civil vai abrir inquérito para analisar serviço de ambulâncias no fim de semana na Terceira

A Protecção Civil vai abrir um inquérito aos serviço de ambulâncias na ilha Terceira, em resultado de várias situações verificadas no passado fim de semana. Nestes dias, várias ambulâncias estiveram envolvidas em acontecimentos desportivos, entre eles o Ralie Ilha Lilás e uma prova de motonáutica. Em simultâneo foram efectuadas chamadas por razões de saúde - alguns desses casos resultaram mesmo em mortes por doença repentina.
Há suspeitas de que, em algumas situações, as ambulâncias terão chegado atrasadas, e correm mesmo informações, não confirmadas por fontes oficiais, de que doentes terão sido transportados em viaturas particulares, precisamente por causa do atraso nas ambulâncias. A Protecção Civil quer esclarecer o caso e é com esse objectivo que será aberto um inquérito. A decisão foi tomada pelo próprio presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores.

Fonte: RTP/Açores
 
Joe Berardo denuncia existência de 'saco azul' na Fundação CCB​

O comendador Joe Berardo denunciou hoje a existência de um «saco azul» na Fundação Centro Cultural de Belém, em Lisboa, criticando o facto de nas contas constarem investimentos de mais de oito milhões de euros no estrangeiro.

«Diziam que quando as fundações são do Governo e têm dinheiro a mais, este reverte no fim do ano para o Governo e o problema é que, além do saco azul, [a Fundação CCB] tem uma lista de onde investiu e não está investido em Portugal, é quase tudo investido fora do país», disse o empresário à agência Lusa.

Joe Berardo apontou que esta situação é tanto mais grave porque a Fundação Berardo (FB), «vizinha» da Fundação CCB, ainda não recebeu o dinheiro estabelecido no acordo com o Estado e «não tem dinheiro para os salários este mês».

O comendador sublinhou ser incompreensível esta possibilidade do CCB, «sendo uma instituição do Governo, ter um saco azul, fundos dessa maneira investidos lá fora».

Referiu que, de acordo com as contas da Fundação Berardo, o seu conselho de administração, à excepção de um administrador que é indicado pelo Estado português - recebendo senhas de representação e despesas de transporte num montante de 11 mil euros por ano -, todos os restantes elementos trabalharam sem qualquer remuneração.

«Consegui as pessoas que ajudassem a fundação sem ser remunerados e eles [Fundação CCB] têm uma remuneração só para o conselho de administração de quase 300 mil euros, fora carros e outras coisas», mencionou o empresário.

Joe Berardo considera que «só o conselho de administração tem uma fortuna de remuneração e parece que o CCB tem uma mina de ouro para lá».

«Não estou a dizer que estão a desfrutar», ressalvou, sublinhando que apenas questiona «como é possível que uma instituição que vive do Ministério das Finanças» tem um «saco azul» e põe «o dinheiro todo lá fora».

«Chamo ‘saco azul’ porque deve ser alguma coisa que anda para ali, são oito e tal milhões de euros, todos investidos em coisas americanas e brasileiras», sublinhou.

E perguntou: «Como querem que eu tenha o dinheiro aqui em Portugal se há o exemplo de uma instituição, que depende do Governo, põe o dinheiro todo lá fora».

Joe Berardo salientou que já escreveu ao primeiro-ministro sobre a situação de incumprimento do acordo com a Fundação Berardo, do Museu de Arte Moderna e Contemporânea, e garantiu que «ninguém vai ficar sem salários», porque o problema se resolverá «de uma maneira ou de outra», realçando que «se deixam de pagar os ordenados daquele acordo, tem de deixar de pagar o de todas as outras instituições».

«Se querem poupar nas despesas das fundações era melhor a fundação Berardo e o CCB se juntarem. Pelo menos vão ter fundos para continuarem a obra cultural e reduzir as despesas», sugeriu.

Joe Berardo diz estar ciente que «fazendo esta denúncia e com o que eu disse ontem e o que eu tenho dito no passado sobre o Presidente da República, que é capaz de eles até pararem com o Museu Berardo», destacando que só no passado fim-de-semana cerca de 8 mil pessoas visitaram aquele espaço.

«Temos tido um grande sucesso de motivar as pessoas a visitar os museus. É um fenómeno e a cultura é uma coisa importante», concluiu, declarando que isto tem sido algo a que tem dedicado toda a vida.

Lusa/SOL

Link: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=29601

Depois da investida ao BCP, o cão volta a ladrar, com que fim?
 
Ministério da Educação cancela prémio de 500 euros para melhores alunos do secundário
O Governo decidiu suspender a entrega do prémio de 500 euros aos melhores alunos do ensino secundário de vários cursos, avança o jornal Público. Os alunos premiados, alguns dos quais já contavam com dinheiro, vão agora escolher o “beneficiado” entre os diversos projetos de apoio social, previamente selecionados.

O anúncio do fim do prémio de mérito, criado em 2008 pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, apanhou de surpresa todos os diretores das escolas das regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo. O cheque deveria ser entregue depois de amanhã, numa cerimónia designada “Dia do Diploma”, e alguns alunos já tinham sido avisados de que iriram receber o prémio.

Em alternativa, o Governo propôs que estes alunos escolham projetos de apoio a famílias carenciadas ou outros estudantes, previamente selecionados, a quem entregar os 500 euros de mérito. O modo de aviso e os seus termos variou de acordo com cada direção regional de educação.

De acordo com o jornal Público, a Direção Regional de Educação do Norte colocou a informação, ontem, na sua página de Internet. Também ontem, a direção de Lisboa e Vale do Tejo deu conhecimento às escolas por correio electrónico. As escolas que pertencem à direção do Centro tiveram conhecimento por e-mail já no dia 14 de setembro, mas a informação a que tiveram acesso não é coincidente com a veiculada às direções do Norte e de Lisboa.

Em declarações ao jornal, o Ministério da Educação considera que a aplicação do prémio não depende da sua requisição. “O valor pecuniário será afeto a projetos existentes na escola destinados a apoiar alunos ou famílias carenciadas, cabendo ao conselho pedagógico elencar as diversas necessidades”. O Ministério da Educação sublinha ainda que esta alteração pretende incentivar a “solidariedade” dos melhores alunos do ensino secundário.

A Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas considera que é uma “solidariedade forçada” e considera que o Governo criou e defraudou as expectativas dos estudantes. A Confederação das Associações de Pais entende que esta suspensão representa uma marca “completamente contraditória com o discurso da valorização do rigor e da excelência”.

@SAPO

:thumbsup:

Acho muito bem, nunca concordei com esta medida, além do facilitismo ainda davam dinheiro, vergonha.
 
Cada vez mais questiono-me se só a Islândia esteve certa?!...
o ciclo Social disse:
Cada vez mais e sem nos apercebermos tudo encontra-se ligado numa óptica ação/reação neste próximos tempos cabe a política e aos políticos fazerem ajustamentos a economia de forma a que aquilo que produzimos seja suficiente para cobrir as despesas que temos.

Os dias não são fáceis, ninguém quer perder a qualidade de vida, aceitam razoavelmente não melhorar mas perder é complicado. Contudo o ajuste social é perigoso do ponto de vista de mantermos a produção e a contribuição da produção nos impostos.

Isto porque se a sociedade tiver uma percentagem de população ativa elevada a trabalhar e a produzir isso indica que, a economia produz e o estado cobra o imposto, a segurança social recebe contribuição e todo esse clima não se traduz em passivo em contribuições sociais mas sim ganho da economia.

O perigo é que o Estado a tentar emagrecer crie desemprego que se traduz em não cobrar o imposto aquela pessoa e por sua vez apoiar socialmente a subsistência do individuo, logo traduz-se no desaproveitar a capacidade de produção e contribuir para a desastibilização do plafond da segurança social. E se para garantir a qualidade de serviço ainda o estado terá então de contratar serviços a terceiros, naquilo que tinha e eliminou, mais grave se torna essa situação.

Por isto tudo toda a modificação tem de ser pensada primariamente se os actuais colaboradores estatais não poderão ser requalificados, antes de irmos para qualquer despedimento. Em segunda lugar até onde poderá ser reduzido os salários e/ou cobrados mais impostos para que a economia se reajustando, não sofra uma grande recessão em que irá em ciclo levar a segurança social e o estado social a banca rota.

Antes que isso possa acontecer trazendo o Caos Social, deverá ser equacionada outra estratégia, face ao problema chamado divida externa diretamente associada a fundos de investimento obrigacionista que como a Islândia fez na sua “Banca Rota” tem risco associado de perda.

Não poderão hoje as Agências de Rating, que deveriam analisar as contas aquando o financiamento externo da economia, cortar simplesmente e empurrar a economia para recessão com caos social e sem que os investidores sintam na pele a má prestação destas na altura que deviam ter alertado e pressionado através do juro, a ajustamentos da economia nacional e regional, HOJE É TARDE!

In http://Visto.Blog.pt
 
O Japão ensaiou a mesma estratégia na recessão dos anos 90. Só que a austeridade em vez de reduzir a despesa, aumentou-a!

O Japão é um caso especial.

Os depósitos dos japoneses são tão elevados que neste momento cobrem a dívida total do país. Ou seja, por lá japoneses podem emprestar a japoneses, há essa folga.

Depois, os japoneses e os sul-coreanos têm uma capacidade de trabalho e uma cultura industrial que os portugueses nunca terão. Começam logo na infância a ter um ritmo de trabalho elevado, por exemplo, por lá as escolas têm três turnos, manhã, tarde e noite, são mais de 9 ou 10 horas de aulas por dia, e os alunos ainda têm de estudar em casa. A exigência é elevadíssima, e os jovens têm uma baixa resistência à frustração. O lado negro é a elevada taxa de suicídio sempre que algo corre mal, por exemplo, uma nota negativa num teste ou num exame pode ser motivo suficiente para alguém se atirar de uma ponte. Nisso somos uma sociedade mais saudável. E parece que o trabalho não mata. O Japão tem uma das EMV mais elevadas do mundo. Tal, em parte, deve-se à alimentação daquela região do Oriente.
 
Ir às urgências pode vir a custar até 50 euros
Utentes com rendimentos menores que 624 euros não vão pagar.

As taxas moderadoras nas urgências dos principais hospitais do país poderão chegar aos 49 euros, mais 39 euros do que se paga actualmente, avança hoje o Jornal de Notícias. Os valores estão por definir mas o Ministério da Saúde só garante que não ultrapassarão um terço dos preços do SNS.

No caso de uma urgência hospitalar, cujo valor pago pelo SNS é de cerca 150 euros, significa que a taxa moderadora andará sempre abaixo dos 50 euros, quando hoje é de 9,60 euros.

Àquele valor é acrescido o custo dos actos médicos a que o doente foi sujeito, que também deverá subir. No caso de uma urgência médico-cirurgica, o valor da inscrição poderá atingir os 36 euros (actualmente 8,60 euros) e uma consulta externa poderá ficar por 10 euros (4,60 euros).

Segundo um documento distribuído pelo Ministério, com a revisão da tabela das taxas moderadoras que ainda será feita, pretende-se aumentar a diferença entre o pagamento em hospital ou em centro de saúde, colocando taxas mais elevadas a nível hospitalar.

A revisão do regime das isenções das taxas moderadoras, uma medida prevista pela ‘troika' com ‘deadline' para Setembro, foi ontem aprovada em Conselho de Ministros.

http://economico.sapo.pt/noticias/ir-as-urgencias-pode-vir-a-custar-ate-50-euros_127976.html

É a bomba do mês. Acho bem, a ver se o pessoal começa a ter a noção do que é uma urgência.
 
Com esse preçários mais vale acabar de vez com o SNS. O Estado fica apenas com os IPO's, os Hospitais Centrais ou os Centros de Transplante. Mas em contrapartida o dinheiro que gastam com o SNS e que deixaria de ser gasto, esse dinheiro a menos no Orçamento de Estado deverá permitir um choque fiscal.
 
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