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Empresas públicas dão mundo de regalias a trabalhadores e familiares

A Soflusa dá mais de 100 mil viagens grátis por ano. Os filhos dos sete mil trabalhadores da TAP não pagam bilhetes de avião nesta operadora aérea até aos 25 anos e alguns mantêm a regalia mesmo depois de os pais já se terem reformado da companhia. Na Carris, estar de baixa compensa porque a empresa garante ao trabalhador o salário sem descontos.
Numa altura em que um relatório dos Técnicos Oficiais de Contas revela que as empresas públicas ou controladas pelo Estado devem mais de 38 mil milhões de euros, em que as administrações têm de reduzir as despesas em 15%e cortaram 10 % nos salários, a manutenção de algumas destas benesses é considerada ainda «mais escandalosa».

«Há situações que são imorais. E que têm vindo a acumular-se ao longo dos anos», afirma Marques Mendes. Muitos desses privilégios foram herdados do antigo regime, adaptados e renegociados em acordos de empresa com os sindicatos, como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumentos salariais: «A maior parte das administrações destas empresas foi conivente com a situação. Foram pactuando e acrescentando regalias para comprar a paz social», recorda o ex-líder do PSD.

Nenhuma das empresas públicas ou participadas pelo Estado que o SOL contactou quis adiantar o valor anual gasto com estas regalias sociais. E as várias auditorias do Tribunal de Contas apenas permitem perceber o impacto de algumas delas.

O fim destes direitos adquiridos dos trabalhadores só pode acontecer se houver luz verde do trabalhador e das estruturas sindicais. Mas a situação excepcional do país pode justificar a tomada de decisões extremas. Ainda na semana passada o Tribunal Constitucional invocou isso mesmo para validar os cortes médios de 5% nos salários dos funcionários públicos decididos em 2010.

Marques Mendes defende, por isso, que este é o momento para se alterarem certos benefícios: «A situação é de emergência e as empresas não têm condições para continuarem a manter regalias que não são financeiramente suportáveis. Se se cortam salários, porque não se cortam regalias?».

Para João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, é fundamental perceber quanto é que as empresas gastam com estes benefícios. Na instituição que dirige, reconhece, «ainda há ‘o dia do mês’ – que antes do 25 de Abril era dado apenas às mulheres e depois foi alargado aos homens».

O responsável lembra que muitas destas benesses foram usadas como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumentos salariais. E se a situação do país facilita a tomada de decisões, qualquer mudança não deve ser feita abruptamente e terá de ter em conta critérios de justiça. Até porque «há muitos funcionários públicos a ganhar mal e a trabalhar bem e as instituições não têm forma de os premiar e incentivar», remata João Duque.

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http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30092

Viagens grátis, folgas, prémios e baixas nas empresas públicas

Ficar de baixa compensa na Carris
Passivo: 674 milhões

Todos os meses, os cerca de 2.700 colaboradores da Carris podem faltar um dia ao trabalho para tratar de assuntos pessoais. E também têm direito a folga no dia em que fazem anos. Estas são apenas duas das regalias de quem tem contrato com a empresa que gere os autocarros, eléctricos e elevadores na área metropolitana de Lisboa.Um levantamento das regalias sociais mostra que estar de baixa é mais compensador do que estar de serviço: a Carris dá aos funcionários um complemento do subsídio de doença até ao valor do ordenado, livre de impostos. A empresa confirma ao SOL que faz o «pagamento do complemento do subsídio de doença até completar o vencimento ilíquido recebido pelo trabalhador durante o tempo que permanecer em situação de incapacidade temporária para o trabalho». Garante-lhe ainda o pagamento de assistência médica e de medicamentos.As regalias alargam-se a filhos e cônjuges dos funcionários. Permitem, por exemplo, que os trabalhadores, no activo ou reformados, viajem gratuitamente com a família nos transportes da empresa. As viagens gratuitas só são interrompidas quando os filhos deixarem de estudar ou de ter direito ao abono de família. Se tiverem deficiências físicas ou mentais a benesse é vitalícia.

Pais com direito a 4 mil km de viagens grátis na CP
Passivo: 3,32 mil milhões

Na CP – Comboios de Portugal EPE, os trabalhadores viajam gratuitamente nas carruagens da empresa. Mas além dos cônjuges e filhos até aos 21 anos, também os pais dos funcionários têm direito a circular sem pagar até aos 4.000 quilómetros por ano. Se essa quilometragem for ultrapassada, as viagens passam a ser pagas a custo reduzido: 25% do bilhete.

A CP tem ainda a funcionar três infantários no Barreiro, Parede e Entroncamento, onde a mensalidade paga é indexada ao salário. E, em 2008, através do acordo de empresa, conseguiram mais três dias de férias por ano: no total, têm direito a 25 dias úteis e respectivo subsídio.

Se o trabalhador adoecer, a empresa assegura-lhe um pagamento complementar ao subsídio de doença, permitindo-lhe manter o salário líquido. É ainda garantido um seguro de saúde aos trabalhadores.

Prémios de assiduidade na Metropolitano de Lisboa
Passivo: 2 mil milhões

Os 1.600 trabalhadores da Metropolitano de Lisboa também podem viajar de graça na Carris e na Transtejo. Os cônjuges e filhos também não pagam bilhete para circularem nas composições.

Por outro lado, todos os trabalhadores têm direito a gozar o dia de anos e a um prémio de assiduidade, se não faltarem por mês mais de cinco horas ao serviço. Ou seja, se cumprirem o horário recebem 51,5 euros a mais no ordenado mensal. Têm também 24 dias úteis de férias – que podem chegar aos 29, se 20 deles forem gozados fora de época (de Outubro a Maio). O acordo de empresa garante também às famílias dos funcionários, um apoio em caso de morte do trabalhador (os viúvos continuam a receber metade do vencimento dado ao trabalhador, que pode chegar a 75%, caso haja filhos menores).

Não pagar bilhete na TAP
Passivo: 2 mil milhões

Na TAP, os colaboradores, cônjuges e filhos até aos 25 anos têm bilhetes gratuitos nos voos da companhia nacional e noutras com quem esta tem acordos. Mas os descendentes de antigos funcionários também têm a possibilidade de continuar a viajar por quantias módicas, que representam 10% do valor do bilhete de executiva. Não há limite para as viagens feitas anualmente, estando o passageiro limitado aos lugares não vendidos no voo, em classe económica. «Se o bilhete for entretanto comercializado, o trabalhador ou familiar tem de sair do aparelho», garante a porta-voz da empresa. «Este procedimento é comum a todas as companhias aéreas e resulta de acordos feitos com a IATA (International Air Transport Association) e anualmente há um encontro de contas entre companhias».

Os trabalhadores da TAP também têm à disposição um refeitório da empresa, onde as mais de três mil refeições diárias são vendidas a preços mais baixos e podem colocar os filhos no infantário TAP, que funciona 365 dias por ano durante 24 horas, para responder às necessidades dos trabalhadores por turnos. A empresa assegura parte da mensalidade, pagando o empregado uma percentagem do valor, variável consoante o número de filhos: paga no máximo 13% do seu salário se tiver três filhos no infantário.

[email protected]

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30093
 
«Há situações que são imorais. E que têm vindo a acumular-se ao longo dos anos», afirma Marques Mendes. Muitos desses privilégios foram herdados do antigo regime, adaptados e renegociados em acordos de empresa com os sindicatos, como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumentos salariais: «A maior parte das administrações destas empresas foi conivente com a situação. Foram pactuando e acrescentando regalias para comprar a paz social»

Acho que isto responde às preocupações despesistas do sr Marques Mendes.

Por outro lado não o vejo abrir a boca sobre comentários públicos do Presidente da Carris que acha que é mal pago.

Isto é apenas uma parte do imenso lixo que será descarregado em público para denegrir os trabalhadores. Colocar os desempregados contra os que têm emprego. O objectivo claro é baixar os salários de todos e obrigar as pessoas a aceitarem qualquer coisa.
 
«Há situações que são imorais. E que têm vindo a acumular-se ao longo dos anos», afirma Marques Mendes. Muitos desses privilégios foram herdados do antigo regime, adaptados e renegociados em acordos de empresa com os sindicatos, como forma de compensar os trabalhadores pela ausência de aumentos salariais: «A maior parte das administrações destas empresas foi conivente com a situação. Foram pactuando e acrescentando regalias para comprar a paz social»

Acho que isto responde às preocupações despesistas do sr Marques Mendes.

Por outro lado não o vejo abrir a boca sobre comentários públicos do Presidente da Carris que acha que é mal pago.

Isto é apenas uma parte do imenso lixo que será descarregado em público para denegrir os trabalhadores. Colocar os desempregados contra os que têm emprego. O objectivo claro é baixar os salários de todos e obrigar as pessoas a aceitarem qualquer coisa.


«...este é o momento para se alterarem certos benefícios: «A situação é de emergência e as empresas não têm condições para continuarem a manter regalias que não são financeiramente suportáveis...»
 
Quem paga as regalias do funcionários públicos e respectivos familiares são os donos das PME's e os profissionais liberais que trabalham no sector privado, que são chulados pelo Estado de forma escandalosa desde meados dos anos 90. Para no fim não terem nenhuma regalia, sustentarem 5 ou 6 milhões de portugueses que comem do Orçamento de Estado e ainda não terem qualquer valorização social, pois são vistos como «fássistas» pelos «dôtores» da função pública e pelo povão.
 
«...este é o momento para se alterarem certos benefícios: «A situação é de emergência e as empresas não têm condições para continuarem a manter regalias que não são financeiramente suportáveis...»

Portanto baixar salários ameaçando com o desemprego. Nada de novo. Essa luta tem mais de 100 anos.
 
A situação percebe-se com facilidade.

O Estado desde o 25 de Abril, mas principalmente a partir dos governos de Cavaco Silva aumentou os salários de todos os trabalhadores do sector público, mas principalmente dos militares, juízes, médicos ou gestores bem acima daquilo que seria recomendável atendendo à riqueza que o país produz. E não foram só os salários, há toda uma série de regalias para trabalhadores e familiares que valerão largos milhões de euros, tudo somado.

Ora com tantos aumentos salariais vários sectores responderam, o preço das habitações disparou, dos solos também, das roupas, etc., o sector do imobiliários e dos serviços acabou também por disparar (ginásios, spas, centros comerciais, etc.). O privado, como regula os salários pelos salários praticados pelo Estado, também aumentou demasiado os seus empregados.

A realidade é cruel, temos um PIB de certa forma «ilusório», se descontarmos metade da dívida provavelmente estamos ao nível do final dos anos 80.

É por tudo isto que se diz que os salários deveriam descer 30%, tal como os preços. Ora como isso é impossível em democracia, a solução poderá passar por tirar Portugal do euro.
 
Quem paga as regalias do funcionários públicos e respectivos familiares são os donos das PME's e os profissionais liberais que trabalham no sector privado, que são chulados pelo Estado de forma escandalosa desde meados dos anos 90. Para no fim não terem nenhuma regalia, sustentarem 5 ou 6 milhões de portugueses que comem do Orçamento de Estado e ainda não terem qualquer valorização social, pois são vistos como «fássistas» pelos «dôtores» da função pública e pelo povão.

A ordem dos médicos é a que mais chula o Estado. Classe profissional formada quase gratuitamente não espera pela primeira oportunidade para saltar para o privado em busca de salários milionários, hospitais limpinhos e sem doentes e onde não há velhos a dormir nas macas por terem sido abandonados pelas famílias.
 
A ordem dos médicos é a que mais chula o Estado. Classe profissional formada quase gratuitamente não espera pela primeira oportunidade para saltar para o privado em busca de salários milionários, hospitais limpinhos e sem doentes e onde não há velhos a dormir nas macas por terem sido abandonados pelas famílias.

Eu sou contra a existência de Ordens. Acho até que a Troika negociou o acesso livre às profissões em Portugal. Prefiro o modelo anglo-saxónico, cada profissional associa-se a um colégio ou associação profissional se quiser.
 
Para que se perceba como o euro mata a nossa economia.

Aqui no Porto a renda de um T2 varia entre os 400 euros e os 750 euros. O Porto é a capital de uma das regiões mais pobres da Europa, cujo PIB per capita nem atinge 65% da média europeia. Em Berlim, o preço médio da renda de um T2 ronda os 450 euros, aqui no Porto é superior a 500 euros.

Simultaneamente, ao longo de toda a cidade há edifícios abandonados, diria até que provavelmente mais de metade dos edifícios estão desabitados.

Ninguém quer comprar e recuperar, pois os preços são exorbitantes. Muitos proprietários pedem 500 mil euros por um simples edifício pequeno e velho de dois andares. Com frequência há vários herdeiros, e cada herdeiro quer tirar o suficiente para comprar casa nova e carro novo.

Ora isto impede que haja um mercado saudável de recuperação urbana e de arrendamento, que poderia dar emprego a milhares de pessoas, e para além disso, iria aliviar os bolsos das famílias. Por comparação com outras economias, penso que aqui um T2 deveria ter de renda 300 a 400 euros, um T1 250 a 300 euros, preços médios.

Após o 25 de Abril uma renda correspondia a cerca de 20 a 30% de um ordenado de um «pai de família», agora corresponde a quase 100% desse ordenado. Assim não há nem nunca haverá poupança.

E depois há as rendas milionários pagas pelo Estado às pessoas certas, enquanto vários edifícios públicos estão ao abandono.

Esta situação é nova, pois no final dos anos 80 o preço dos solos e das habitações ainda era «normal», ainda não havia a sobrevalorização doentia que se impôs depois.

Quem é que se arrisca a comprar um terreno para montar um negócio em vastas zonas do país? Trabalharia a vida inteira e nunca iria reaver o investimento!
 
Para que se perceba como o euro mata a nossa economia.

Aqui no Porto a renda de um T2 varia entre os 400 euros e os 750 euros. O Porto é a capital de uma das regiões mais pobres da Europa, cujo PIB per capita nem atinge 65% da média europeia. Em Berlim, o preço médio da renda de um T2 ronda os 450 euros, aqui no Porto é superior a 500 euros.

Simultaneamente, ao longo de toda a cidade há edifícios abandonados, diria até que provavelmente mais de metade dos edifícios estão desabitados.

Ninguém quer comprar e recuperar, pois os preços são exorbitantes. Muitos proprietários pedem 500 mil euros por um simples edifício pequeno e velho de dois andares. Com frequência há vários herdeiros, e cada herdeiro quer tirar o suficiente para comprar casa nova e carro novo.

Ora isto impede que haja um mercado saudável de recuperação urbana e de arrendamento, que poderia dar emprego a milhares de pessoas, e para além disso, iria aliviar os bolsos das famílias. Por comparação com outras economias, penso que aqui um T2 deveria ter de renda 300 a 400 euros, um T1 250 a 300 euros, preços médios.

Após o 25 de Abril uma renda correspondia a cerca de 20 a 30% de um ordenado de um «pai de família», agora corresponde a quase 100% desse ordenado. Assim não há nem nunca haverá poupança.

E depois há as rendas milionários pagas pelo Estado às pessoas certas, enquanto vários edifícios públicos estão ao abandono.

Esta situação é nova, pois no final dos anos 80 o preço dos solos e das habitações ainda era «normal», ainda não havia a sobrevalorização doentia que se impôs depois.

Quem é que se arrisca a comprar um terreno para montar um negócio em vastas zonas do país? Trabalharia a vida inteira e nunca iria reaver o investimento!

A mim o que mais me choca são mesmo os arrendamentos comerciais, em que tens uma loja toda bonita no R/C do prédio, e depois olhas pra cima e o prédio tá todo podre e em risco de desabamento, isto é que é mais grave, porque muitas das rendas dessas lojas são coisas miseras do tempo de fundação, rendas que nunca foram actualizadas. Com a habitação passa-se o mesmo, embora a partir do momento que o banco agarra uma determinada casa em que o proprietário pagava 50€ por mês a renda é logo actualiza pra valores bárbaros em condições miseráveis. Isto pros jovens está complicado por todos os lados. Mas, esta questão dos arrendamentos está tudo no memorando da Troika, deve ir tudo mudar.
 
A mim o que mais me choca são mesmo os arrendamentos comerciais, em que tens uma loja toda bonita no R/C do prédio, e depois olhas pra cima e o prédio tá todo podre e em risco de desabamento, isto é que é mais grave, porque muitas das rendas dessas lojas são coisas miseras do tempo de fundação, rendas que nunca foram actualizadas. Com a habitação passa-se o mesmo, embora a partir do momento que o banco agarra uma determinada casa em que o proprietário pagava 50€ por mês a renda é logo actualiza pra valores bárbaros em condições miseráveis. Isto pros jovens está complicado por todos os lados. Mas, esta questão dos arrendamentos está tudo no memorando da Troika, deve ir tudo mudar.

As rendas antigas congeladas são parte do problema. Como se justifica que haja tantos prédios desabitados ao abandono, à espera da ruína? Especulação imobiliária, e o Estado deveria pôr um travão. No dia em que alguém morra quando um prédio lhe desabar em cima talvez o país acorde.

Se fores a outros países europeus notarás que estão sempre a restaurar, basta a tinta estar um pouco gasta e o prédio é logo alvo de obras. Isso acontece porque são países com mercado de arrendamento, onde cerca de 50% da população vive em casa arrendadas, e os donos dos edifícios tentam que se mantenham em bom estado para atrair inquilinos.

Aqui a maior parte do que está para arrendar não tem condições, se pedes melhorias não fazem ou se fazem parece que é por favor, depois quase ninguém passa recibo, no arrendamentos a estudantes então é uma vergonha, chegam a pedir 300 euros (depois pagas as despesas à parte) por um quarto num apartamento sem sala, onde a sala é um quarto, e não passam recibo, é lucro limpo.

Mas isto que se passa no arrendamento passava-se antigamente no comércio, ainda hoje isso acontece. As mercearias e as lojas nunca sofriam obras, muitos comerciantes atendiam os clientes com má educação, «por favor», enganavam os analfabetos nas contas finais. Trata-se de toda uma geração que viveu e cresceu num país onde ninguém sabia o que era concorrência, os preços eram previamente combinados entre os comerciantes, pouca gente tinha hipótese de montar negócio sem emigrar porque o banco não emprestava, não havia oferta variada.

Felizmente as novas gerações estão a mudar, mas no arrendamento ainda se continuam a manter os vícios antigos, e só leis muitos duras e muita fiscalização poderão mudar o panorama. E mudar não interessa aos grupos de interesse, à Banca, aos autarcas, à Esquerda, etc.
 
Empresas públicas dão mundo de de regalias a trabalhadores

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30092

Ainda falta, falar das entidades como a GNR e a PSP, que também dão regalias aos seus agentes. Para aí também há uns canos bem rotos que deixam escapar milhões. Ainda até há pouco tempo os generais da GNR não pagavam os medicamentos nas farmácias e ainda tinham direito à senha de refeição e ainda ao transporte, penso que a única coisa que mudou até ao momento foi o caso dos medicamentos, não faz sentido algum tudo o resto. Muitos deles até chegavam até 3 e 4 motoristas. Há situações completamente absurdas nas forças de segurança.
 
Ainda falta, falar das entidades como a GNR e a PSP, que também dão regalias aos seus agentes. Para aí também há uns canos bem rotos que deixam escapar milhões. Ainda até há pouco tempo os generais da GNR não pagavam os medicamentos nas farmácias e ainda tinham direito à senha de refeição e ainda ao transporte, penso que a única coisa que mudou até ao momento foi o caso dos medicamentos, não faz sentido algum tudo o resto. Muitos deles até chegavam até 3 e 4 motoristas. Há situações completamente absurdas nas forças de segurança.

Na psp e na gnr até há uns 15anos atrás, tinham dos seus próprios quadros, cozinheiro, sapateiro, alfaiate, barbeiro e auxiliar de enfermagem, além de cantina de minimercado, serviços sociais e colónias de férias para jovens. Eram funções ocupadas pelos mais velhos. Depois houve uma reestruturação interna, de forma a que os psp e gnr só possam desempenhar as funções de agentes de segurança, pelo que aqueles serviços internos foram extintos há 15 anos. A nova regulamentação permitia que as forças de segurança pudessem contratar privados para funções de secretariado ou de limpeza, funções que não exijam formação de psp ou gnr.

Das regalias, sei que se mantêm algumas no que toca ao pagamento parcial em viagens de carreira ou de comboio regional. Tudo o resto não são regalias, são apenas e só direitos dos serviços sociais para os quais efectuam descontos!

É claro que o que se fala de uso de motoristas, rendas pagas e outras regalias, não é para o dito "feijão pequeno", são certamente generais ou altas chefias! Hoje em dia a psp ainda é mais marginalizada que a gnr no que toca por exemplo ao subsídio de fardamento, que não chega para comprar umas botas num ano!

Está bem que nós temos de comprar a nossa roupa, mas ninguém nos impõe que roupa usar, uma farda à semelhança do que se passa na indústria com as batas/fatos-macaco são fornecidas sem descontar no ordenado!
 

Temos que analisar estas "regalias" com algum espírito crítico. O exemplo da TAP não me choca nada, nem sequer chamaria regalias. Várias companhias vendem os lugares vazios em cima da hora do voo por um valor muito inferior a 10% das habituais tarifas da TAP. Ainda por cima, se o bilhete for vendido, o familiar do trabalhador tem de sair do avião, portanto a empresa nunca fica prejudicada.

Quanto às outras regalias, parecem um pouco chocantes, mas pode não ser tanto assim. Os 50€ de bónus a quem cumpre o horário não serão uma penalização para quem não o cumpre? Só conhecendo a empresa a fundo, temos de saber se, por exemplo, para determinada função que habitualmente aufere 1000 €, não estão a ser pagos 950€, sendo os restantes só dados a quem for assíduo.

E convém não esquecer que qualquer dos exemplos mostrados, não chegam aos calcanhares das várias regalias auferidas pelos gestores dessas empresas, a que se soma o seu ordenado milionário. Muitas vezes, gestores não necessários (CP) e muitos deles incompetentes, pois deixaram acumular vários milhões de prejuízos.
 
Quem paga as regalias do funcionários públicos e respectivos familiares são os donos das PME's e os profissionais liberais que trabalham no sector privado, que são chulados pelo Estado de forma escandalosa desde meados dos anos 90. Para no fim não terem nenhuma regalia, sustentarem 5 ou 6 milhões de portugueses que comem do Orçamento de Estado e ainda não terem qualquer valorização social, pois são vistos como «fássistas» pelos «dôtores» da função pública e pelo povão.

Desde 2009, a DGCI já constituiu arguidos 6.460 gestores que ficaram com o IRS dos trabalhadores e com o IVA pago pelos clientes, segundo noticia o Diário Económico.
 
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