O Estado do País

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A ordem dos médicos é a que mais chula o Estado. Classe profissional formada quase gratuitamente não espera pela primeira oportunidade para saltar para o privado em busca de salários milionários, hospitais limpinhos e sem doentes e onde não há velhos a dormir nas macas por terem sido abandonados pelas famílias.

Toda a verdade ! :thumbsup: Ainda estou lembrado de Cavaco Silva andar a inaugurar hospitais particulares.
 
Mas também há empresários honestos. Felizmente.

Eu só gostava que os funcionários públicos pudessem ganhar consoante a sua produtividade; já não entro nos truques contabilísticos que levam a que mais de 90 % das empresas não tenham lucros e não paguem impostos em Portugal (isso sim, um autentico roubo nacional).
 
Eu só gostava que os funcionários públicos pudessem ganhar consoante a sua produtividade; já não entro nos truques contabilísticos que levam a que mais de 90 % das empresas não tenham lucros e não paguem impostos em Portugal (isso sim, um autentico roubo nacional).

Eu gostava que os funcionários públicos também ganhassem de acordo com o PIB per capita do país, e de acordo com a riqueza que produzimos. E que as diferenças salarias fossem atenuadas, e falo contra os interessas da minha classe, pois serei um dos privilegiados.

Diz-se que se não praticarmos salários europeus os cérebros fugirão para outros países, ora quem se vê a ganhar salários milionários com muita frequência é gente medíocre, que está lá apenas por cunha política, enquanto a nata intelectual foge para o estrangeiro. Mas o argumento já não serve para a populaça, e a verdade é que o país perde todos os anos milhares de almas para o estrangeiro, pessoas com o 12.º ano ou menos ou empresários, gente mais dinâmica, independente e ambiciosa, que não quer ficar cá a receber um salário médio de 700 euros para depois pagar preços europeus. Mas esses já não importa que partam, só importa justificar os salários milionários dos boys dos partidos do poder ou de certas classes com poder dentro do Regime.

PS: Segundo muita gente uma das causas do nosso atraso cultural é a tradição de emigração, as pessoas mais dinâmicas e ambiciosas partem, por cá ficam os mais «acomodados». Isto porque ao longo da nossa História o nosso país sempre criou entraves a quem quer desenvolver os seus projectos e vingar pelo mérito.
 
(...) PS: Segundo muita gente uma das causas do nosso atraso cultural é a tradição de emigração, as pessoas mais dinâmicas e ambiciosas partem, por cá ficam os mais «acomodados». Isto porque ao longo da nossa História o nosso país sempre criou entraves a quem quer desenvolver os seus projectos e vingar pelo mérito.

Pois, temos aí muita gente a criticar AJJ (com razão, sim senhor), a começar pelos socialistas, que ao mesmo tempo fazem tábua rasa das condições oferecidas para os jovens se fixar em Portugal Continental. Aliás, a tradição do PS era mesmo de impedir que os emigrantes portugueses pudessem participar nas eleições portuguesas … Só fantochadas !!!

Resumindo e concluindo: os líderes partidários estão mais interessados na caça ao voto de que contribuírem genuinamente para a efectiva resolução dos problemas do país (o próximo que vir que feche a porta). Por isso, espero que a população da Madeira destroce por completo, nas urnas, a oposição da Madeira que até hoje não apresentou nenhuma solução valida para corrigir o défice das contas públicas do Arquipélago.


Esse sector e o da educação com respectivos sindicatos contribuiu e muito para a má imagem do funcionalismo público em Portugal, uma imagem que acho injusta pois eu sou um produto de bons professores públicos que tive e já tive familiares muito próximos ao qual agradeço os médicos do SNS tudo o que fizeram por eles. O funcionário público tem uma má imagem por causa destas coisas, e na maioria das vezes é uma coisa muito injusta. Gajos como o Mário Nogueira dedicam todos os seus santos dias a destruir a reputação dos professores por exemplo, ser professor é das coisas que mais devia ser respeitado na sociedade, como já foi em tempos.
Alguma vez andaram a passear pelo site da Fenprof por exemplo ? WTF, esta gente vive afinal para que, para a ideologia ou para o ensino da sociedade ?
http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=230&doc=3618&mid=115

O que seria a sociedade nos países capitalistas sem a existência de sindicatos? Regimes tipo socialistas mas de direita? Ou só deveriam existir sindicatos oficiais controlados pelos governos?
 
Não sou historiador, nem sociólogo, mas penso que o funcionamento dos sindicatos deve ser enquadrado no caldo cultural de cada país.

Nos países luteranos, no Norte da Europa, ou em países com forte influência cultural do protestantismo, como a Alemanha, há uma forte sociedade civil, cada um é «obrigado» pelos pares a cuidar dos espaços públicos e a participar no processo democrático.

Por cá, no Sul, e em especial em Portugal, as coisas são diferentes. O comunismo extremista foi demasiado tolerado, permitiu-se que os comunistas se instalassem na direcção dos sindicatos ou de empresas públicas, coisa que, por exemplo, não sucedeu em Inglaterra. Os patrões e os empregados não participam no processo, não há sociedade civil. As associações locais são mais espaços de convívio e de organização de eventos, a maioria não tem intervenção política, com excepção de uma ou outra ligada ao ambiente, ao combate ao racismo e xenofobia ou ao apoio social.

Os portugueses votam e desligam-se, eles que governem, eles que decidam, e só se mexem um pouco quando vêem alguns dos seus interesses particulares postos em causa. Fica tudo então nas mãos de um conjunto de extremistas, comunistas fundamentalistas e comunistas encapotados, alguns dos quais, aliás, estão infiltrados na nossa pseudo Direita.
 
Sei que na Madeira há muitos jovens frustrados, oiço as histórias, gente que concorre a lugares no Governo Regional, autarquias e empresas regionais e são ultrapassados por pessoas com pior média de curso, com menos currículo, mas ficam com o lugar porque são filhos ou filhas da pessoa certa.

E isto não sucede só na Madeira, no Continente também é semelhante.

Esses jovens vão para o desemprego, e com o agravar da situação económica o mais certo é que muitos emigrarão. É a triste sina de Portugal, a Holanda, com um terço do nosso território, dá sustento a 15 milhões de almas, nós, nem 10 milhões sustentamos.

O sistema está tão viciado e corrupto que o melhor seria ser o Estado Central a colocar os funcionários públicos nos governos regionais, nas autarquias e nas freguesias, só assim acabaria o regabofe da corrupção, da cunha e do tráfico de influências. Claro que ninguém teria coragem de implementar isto, a tendência e de dar mais poderes ao poder local, mas creio que culturalmente não estamos preparados para isso, e terão de passar ainda muitas décadas e várias gerações até estarmos.
 
Dívida de Portugal é de 332,8 mil milhões, diz Madeira

A dívida pública de Portugal ascende a 332,8 mil milhões de euros, o que corresponde a 203,1 por cento do seu PIB, segundo um estudo do Governo Regional da Madeira que será divulgado na quinta-feira.

O deputado do PSD em S. Bento, Guilherme Silva, revelou à Lusa que esse documento, será tornado público no debate que está agendado para quinta-feira na Assembleia da República a propósito da dívida da Madeira.

Acrescentou que se trata de um estudo desenvolvido pelo Governo Regional para avaliar o peso da dívida pública do arquipélago nas responsabilidades financeiras de Portugal que concluiu que estas representam 1,8 por cento da dívida pública de Portugal.

«O estudo foi feito para comparar os números que tinham sido apresentados pelo ministro das Finanças e verifica-se que as proporções que se referenciam, relativamente a esta região, são muitíssimo mais surpreendentes e abismais, quando se faz o mesmo tipo de rácio relativamente ao Estado», declarou.

Com 267.938 habitantes, a Madeira representa 2,5% da população residente de Portugal, embora o seu Produto Interno Bruto (PIB) (5.100 milhões de euros) represente 3 por cento de toda a riqueza gerada no país.

De acordo com este documento, a que a Lusa teve acesso, a dívida directa de Portugal é de 159,5 mil milhões de euros (97,5 por cento do PIB), o sector empresarial do Estado tem responsabilidades financeiras que ascendem a 165,8 mil milhões de euros e as autarquias locais têm uma dívida de 7,4 mil milhões, um valor que é relativo ao final de 2010 e que não inclui os passivos das empresas municipais.

Com base neste estudo, a dívida per capita do Estado/autarquias do Continente representa 33.159 euros, correspondendo a 897 por cento das suas receitas efectivas e 1.031 por cento da receita fiscal.

O total das responsabilidades financeiras da Madeira apontadas pelo levantamento feito pelo Ministério das Finanças é de 6,3 mil milhões de euros, o que representa 123,5 por cento do seu PIB.

Quanto à dívida directa (3 mil milhões de euros) representa 60,2 por cento do PIB, enquanto a dívida per capita dos madeirenses é de 23.512 euros, representando 596 por cento das suas receitas efectivas e 922 por cento das receitas fiscais.

Este estudo considera duas variáveis, com e sem a inclusão dos 106,7 mil milhões de euros da dívida financeira da Caixa Geral de Depósitos.

De acordo com os dados, «se não for considerada esta dívida, que integra, contudo, o sector empresarial do Estado, as responsabilidades financeiras de Portugal ascendem a 226,1 mil milhões de euros, o que representa 138 por cento do PIB, 609 por cento das receitas efectivas e 700 por cento das receitas fiscais».

«Neste último caso a dívida da Madeira seria de 2,7 por cento de todas as responsabilidades financeiras de Portugal», conclui o documento.

Para Guilherme Silva, estes dados significam que «o Estado não tem grande moral para fazer uma crítica ou isolar a situação da Madeira, como uma situação singular».

Questionado sobre se este levantamento tinha já sido feito pelo Estado português, Guilherme Silva respondeu que se «está a assistir a uma situação inédita».

«Só há contas transparentes e com rigor e apuradas, relativamente à Região Autónoma da Madeira, relativamente ao que seja as dívidas das autarquias do Continente, no seu global e das empresas municipais, das dívidas do sector empresarial do Estado, tudo isso está numa nebulosa que ainda não sabemos», disse.

in Agencia Financeira
 
Hawk, a CGD, TAP, forças de segurança, militares, etc, etc... também existem na Madeira e Açores, mas não entram nas contas regionais.

O buraco na Madeira não é novidade, a diferença foi na compreensão dos eleitores no continente e como é combatido no continente(ou não promete ser combatido na Madeira).
 
FMI: Buraco na Madeira força revisão da ajuda a Portugal

O director europeu do FMI diz que a situação do País é pior do que o esperado, mas afasta a ideia de um novo resgate.

As "surpresas negativas" que castigaram recentemente as contas públicas portuguesas - as dívidas ocultas da Madeira - vão implicar "objectivos mais duros" e uma "revisão do programa" de ajustamento português, defendeu ontem o director europeu do Fundo Monetário Internacional, António Borges. "Este Governo está a descobrir níveis de dívida mais elevados do que estava registado. A situação é pior do que se esperava", explicou ontem numa conferência do FMI organizada em Bruxelas. Porém, Borges afasta a ideia de um segundo resgate, visto que a "ordem de magnitude" da derrapagem "não é muito grande". Pelo que, "não faz sentido falar num segundo programa para Portugal", explica.

O responsável do FMI para a Europa descreve Portugal como um País insolvente ao lado da Grécia, que não tem o mesmo êxito na aplicação do programa que tem a Irlanda, nem tem apenas um problema de confiança como é o caso da Itália e Espanha. "Grécia e Portugal têm problemas sérios de financiamento. A Itália e Espanha são solventes mas têm um problema de confiança", defendeu. Mas Portugal merece benefício da dúvida. "O programa começou há poucos meses, com uma grande determinação é certo mas os desafios em Portugal são muito substanciais, no lado orçamental, no lado da competitividade...", frisou, salientando que "o Governo parece determinado para o implementar".

Se há cerca de um mês em entrevista ao Diário Económico, disse que o País "está no bom caminho", ontem invocando estas "surpresas" adoptou uma linguagem mais prudente. "Algumas surpresas negativas vieram a terreiro nos últimos dias. É cedo para dizer que o programa está no bom caminho", explicou. O problema, que está na origem da recente derrapagem do défice no primeiro semestre para 8,3%, quando o objectivo anual é de 5,9%, fica a dever-se a um "fraco controlo orçamental". Este Governo, diz, "está a descobrir níveis de dívida mais elevado do que estava registado. Isto não é incomum, as pessoas tentam esconder a sua dívida", afirmou. Essa foi a prática corrente na Grécia por exemplo, o que acabou por despoletar uma espiral de desconfiança no país e depois se espalhou à zona euro.

FONTE: Económico

Eu até nem queria pegar muito mais no assunto da Madeira, mas nem o FMI me deixa.

Agora é só imaginar o que eles pensam de um indivíduo que será reeleito, que ocultou gastos, que promete continuar com os mesmos e não adoptar medidas de austeridade e um governo central a olhar para o lado.
 
O mais grave que se procede à questão é que o Alberto João Jardim encontra-se bem posicionado para a ganhar as eleições, com sorte com maioria absoluta o que depois do buracão de dívidas não há duvidas que temos li um cacique bem montado.
 
Seria uma grande surpresa se AJJ perdesse a maioria absoluta, mas...

Com 48% dos votos
Sondagem da RTP/RDP põe em dúvida maioria absoluta do PSD na Madeira


Uma sondagem da RTP/RDP, realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP), não garante a maioria absoluta do PSD no novo Parlamento da Madeira.


Na sondagem divulgada pela Antena 1, os sociais-democratas obtêm 48% dos votos, que na reconversão em mandatos representam entre 22 e 26 deputados. A Assembleia Legislativa da Madeira elege 47 deputados, pelo que a maioria de 24 cabe naquele intervalo.

O CDS/PP, com 16% da votação, ultrapassa o PS e elegeria entre seis a nove deputados. A queda dos socialistas para os 14% faz com este partido fique reduzido a seis a oito deputados. Em quarto lugar mantém-se a CDU, que com 5% elegeria dois a três deputados, ficando com a mesma percentagem e deputados que o PTP, de José Manuel Coelho.

A Nova Democracia obtém nesta sondagem 4%, o que daria um a dois deputados. O BE consegue 2% e um deputado, a mesma percentagem que é atribuída ao MPT e PAN que podem, ou não, eleger um representante.

Esta previsão do número de deputados é uma mera estimativa, em função das margens de erro associadas aos resultados encontrados nesta sondagem, realizada em urna fechada pelo CESOP para a RTP e a RDP nos dias 1 e 2 de Outubro de 2011. O universo alvo é composto pelos indivíduos recenseados eleitoralmente e residentes na Madeira. Foram obtidos 1712 inquéritos válidos, sendo a taxa de resposta de 61,6%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1712 inquiridos é de 2,4%, com um nível de confiança de 95%.

http://publico.pt/Política/sondagem-da-rtp-poe-em-duvida-maioria-absoluta-do-psd-na-madeira-1515328

Resta saber como uma oposição tão dividida (7 a 9 partidos com representação parlamentar) se poderia unir e bloquear a governação de AJJ.
 
A Inglaterra prepara-se para injectar 78 mil Milhões de Libras na economia, porque não fazem o mesmo na Europa? aplicando em reformas que estimulem a economia. Planos de austeridade sem reformas economicas sérias, não se vai a lado nenhum, pelo contrário, têm efeito nocivo.
 
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