O Estado do País

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Eu também estava a pensar nisto. Quem me dera ser funcionário público, por mais que me batam não vou embora, salvo banca rota :rolleyes: :lmao:

Os Funcionários públicos que têm contrato a termo certo não devem achar isso! Só no meu serviço, há 2 anos atrás, tinha 130 pessoas sob a minha alçada... neste momento apenas tenho cerca de 80. E isto tudo graças a contratos não renovados...e apesar de o pessoal fazer falta. (estamos a falar do sector da recolha de resíduos e limpeza urbana...cortar pessoal aqui implica, por exemplo, não ter feito recolha de Resíduos aos Domingos em pleno Verão e no Algarve...não fazer, agora, recolha aos Sábados e Domingos...e muitos outros efeitos no serviço que esse corte implicou...). E pelo andar da carruagem, muitos outros se lhes seguirão...basta estar a termo certo...
 
os rendimentos antes de estarem no "governo" e o depois...

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a estes os cortes não os afectam...bando de LADRÕES!!!
 
os rendimentos antes de estarem no "governo" e o depois...

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a estes os cortes não os afectam...bando de LADRÕES!!!

Eu não me canso de dizer que a justiça é o pilar fundamental da democracia, talvez mais que o direito ao voto!

Todos nós, portugueses, assistimos impavidos e serenos perante peças de tv pagas a peso de ouro, em que grandes tubarões se passeiam em horário nobre sorrindo para a vida e apenas se preocupando com recursos após recursos conseguir que o dito crime se arquive por prescrição!

É verdade ou não? Mas tantos tantos casos, sei lá, de todas as cores políticas.. É quase tudo o que eles mexem resulta em crime! E onde estão eles? Bem e a queixarem-se da nossa falta de compreensão!

Como dizia o outro.. Num país onde a grande revolução se fez com flores, de que é que estavam à espera?
 
Não esquecer o outro movimento económico destruidor da economia. As poupanças. Algumas pessoas, não muitas, recomeçaram a poupar, não porque tenham mais rendimento disponível muito pelo contrário, mas porque o rendimento vai diminuir. E sabem que vão ficar sem emprego muito mais rapidamente do que pensavam. O medo está em todo o lado.
 
os rendimentos antes de estarem no "governo" e o depois...

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a estes os cortes não os afectam...bando de LADRÕES!!!

É altura da Polícia Judiciária investigar todos estes "vigaristas" que meteram dinheiro ao bolso; quantas obras não passaram para o dobro do valor antes e depois de serem feitas?
O problema do país está nestes vigaristas e não no "roubo" que PPC quer agora fazer ao vencimento dos funcionários públicos (para mim, neste aspecto, PPC = Sócrates).

Fica aqui o vídeo que o Rog deixou na primeira mensagem deste tópico; mantem-se actualizado.
 
Esta do trabalhar mais meia hora por dia é ridicula...muitas empresas não teem trabalho para dar aos funcionários...que vão lá ficar a fazer ? A gastar Luz? Água?
 
Eu também estava a pensar nisto. Quem me dera ser funcionário público, por mais que me batam não vou embora, salvo banca rota :rolleyes: :lmao:

Os Funcionários públicos que têm contrato a termo certo não devem achar isso! Só no meu serviço, há 2 anos atrás, tinha 130 pessoas sob a minha alçada... neste momento apenas tenho cerca de 80. E isto tudo graças a contratos não renovados...e apesar de o pessoal fazer falta. (estamos a falar do sector da recolha de resíduos e limpeza urbana...cortar pessoal aqui implica, por exemplo, não ter feito recolha de Resíduos aos Domingos em pleno Verão e no Algarve...não fazer, agora, recolha aos Sábados e Domingos...e muitos outros efeitos no serviço que esse corte implicou...). E pelo andar da carruagem, muitos outros se lhes seguirão...basta estar a termo certo...

E esqueci-me de referir...todos estes funcionários, cantoneiros e motoristas, que recebem pouco mais de 500€, costumavam ter uma boa ajuda nos seus rendimentos pelo facto de que o que trabalhavam aos Sábados e Domingos, se traduzia em mais alguns € de horas extra. Agora, sem trabalharem nesses dias, e com os cortes significativos nos valores pagos nas horas extra que vão ocorrer, esta classe vai levar uma machadada brutal nos seus já parcos orçamentos...

Classe média e classe baixa com tempos muito negros à sua frente...
 
Esta do trabalhar mais meia hora por dia é ridicula...muitas empresas não teem trabalho para dar aos funcionários...que vão lá ficar a fazer ? A gastar Luz? Água?

No privado, trabalhar mais meia hora por dia, significa passar de 40h para 42.5h por semana. Poderá fazer a diferença, e significar um estímulo para que se fixem por cá investimentos do estrangeiro. É uma aposta, julgo eu, se não se revelar eficaz, ao menos tentou-se ser concorrente contra outros países na europa onde empresas se estão fixando actualmente..

Já no sector público sou contra o aumento de meia-hora, pois significa passar de 35h para 37.5h semanais. Ora, quando o que se pretende é tornar o serviço eficiente com menos recursos, ou seja com menos custos, a aposta deveria ser passar das 35h para as 40h semanais! Com isto evitava-se 4 turnos diários em serviços públicos que operam 24h/dia (exemplo: tratamento de água). Com 3 turnos de 8h, bastariam 3 trabalhadores em vez de 4 para a mesma função. Meia-hora por dia não serve para nada! Eu faço mais de 8h por dia, porque não gosto de deixar trabalho para amanhã, isto porque no meu caso, o meu trabalho não foge, ficaria à minha espera no dia seguinte e assim sucessivamente, e isso eu não permito! Horas extra nunca tive que fossem pagas!!
 
Nas PME's é um pouco utópico cumprir horários e tabelas de trabalho, os burocratas adoram lançar regrar que depois são impossíveis de cumprir.

No Algarve, por exemplo, nos restaurantes, durante o Verão, os trabalhadores podem ficar até à uma da madrugada a servir jantares, mas no Inverno já saem às dez da noite. Nas fábricas, pastelarias ou padarias, por vezes o trabalho fica feito mais cedo e naquele dia fazem-se apenas 5 horas, e os trabalhadores saem mais cedo, mas no dia seguinte pode ser necessário ficar 9 horas. A minha mãe tem uma tabela de horários para os trabalhadores, porque a lei obriga, entra a x horas, faz meia hora de intervalo entre x e y, sai à hora z, etc., mas seria anedótico cumprir aquilo, até impossível. Paravam-se as máquinas às 15horas, deixavam-se as coisas a estragar para depois recomeçar às 15h30? São burocracias estúpidas que apareceram nas últimas duas décadas, feitas por gente que nunca teve um negócio e sempre viveu a mamar do Estado.
 
Destaco o fim do da segunda língua estrangeira e a redução de horas em História e Geografia. Será mais uma machada na instrução dos pobres. Os ricos continuarão a pagar aulas em escolas como o British Council, ou poderão ainda pagar tutores e explicadores, ou bons colégios privados. Os pobres ficarão em escolas públicas, com programas facilitistas.
 
Numa boa fatia do sector privado nem sabem o que é isso das horas semanais. Trabalha-se o que for preciso para a empresa e manter o emprego, boas empresas e bons trabalhadores não se regem por regras desse género, regem-se por objectivos equilibrados para todos. Confesso que em toda minha vida laboral nunca contabilizei horas de trabalho. Se tiver um deadline e a equipa não cumpriu ou está em riscos de não cumprir, trabalha-se toda a noite, fazem-se directas e fins de semanas para o cumprir. É a nossa função, cumprir objectivos, justos para todos. Se um projecto foi mal planeado ou os objectivos foram demasiado ambiciosos, reporta-se a situação, e numa boa empresa avalia-se a situação e as coisas são compensadas. Uma boa empresa exige dos seus trabalhadores, mas também os trata bem, é isso que interessa a todos.

Mas a lei obriga a que sejam feitas umas tabelas com hora de entrada e de saída para cada trabalhador, horários de intervalos e de almoço, e teoricamente, se aparecer uma fiscalização, e o senhor João estiver a trabalhar meia hora depois da hora de saída que está no horário entregue ao Ministério da Economia, então a empresa poderá ser multada. Claro que ninguém liga, é apenas uma burocracia para gastar papel e tempo.
 
Num PIN aí do Algarve despediram esta semana 38 ou 39 trabalhadores, entre engenheiros e arquitectos. A maioria das moradias estão a 750 000 euros, ninguém compra nada, e por lá estão desde 2007. Nos últimos anos houve um crescimento brutal destes empreendimentos voltados para o turismo de luxo de massas, muitas moradias e muitos campos de golfe, tudo feito em pouco tempo. E quem emprestou o dinheiro? Quem foi? Pois é, paira por lá a CGD e o Millenium BCP. Quem aprovou? Quem foi? Investiguem-se as ligações entre quem aprovou estes projectos, quem financiou... onde andam os jornalistas?

A dívida dos investimentos do turismo algarvio ronda os 50 mil milhões de euros :shocking:
 
A imagem dos próximos dias.

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O protesto contra as portagens chegou esta noite aos separadores e viadutos da A24 e A25 com a inscrição de frases de revolta, em Viseu, 13 de Outubro de 2011. Este novo protesto surge a poucos dias da entrada em funcionamento dos porticos recentemente instalados ©LUSA
 
Eu compreendo que seja revoltante para muita gente, mas eu vejo exageros no meu quotidiano, coisas que espantam os estrangeiros que cá vivem. No Porto há muita gente que é de Barcelos, Viana ou Braga e que até há pouco tempo ia e vinha todos os dias, é um gasto brutal de combustível, um recurso natural que nem temos! Lá fora as pessoas tentam sim viver perto do local onde trabalham, de forma a poderem deslocar-se de bicicleta, a pé ou de transporte público. Mas nós como somos ricos damo-nos ao luxo de ter classe média com estes hábitos. No British Council oiço as piadas dos ingleses, os comentários irónicos e as piadas sobre o estilo de vida novo-rico da nossa classe média.
 
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