O Estado do País

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Ao meu post anterior acrescento que Portugal tem um número de médicos por habitante superior à média da OCDE. O nosso problema está na falta de médicos de família, pois apenas 25% das vagas de especialidade são para Medicina Familiar.

Acrescento ainda que uma triagem inicial poderia ser feita pelos farmacêuticos, nas farmácias, e pelos enfermeiros. No entanto, a qualidade de formação destes profissionais já se foi, depois da abertura das privadas, em muitas das quais impera o facilitismo. E também depois da abertura de Ciências Farmacêuticas em outros locais que não Lisboa, Porto, e Coimbra... tal como sucedeu com a abertura do curso na Universidade do Algarve.
 
Atenção ao golpe que a Banca prepara.

Depois de anos a emprestar dinheiro a fio e a fazer negócios ruinosos, como os empréstimos para comprar acções ou os PIN no Sul do país, e depois da desvalorização brutal das suas acções, a Banca prepara-se agora para a nacionalização. O golpe é simples: as acções serão vendidas ao Estado muito acima da cotação actual. Os banqueiros e accionistas maioritários, falidos, recebem dinheiro fresco, e desaparecem de cena por algum tempo. E quem paga somos nós.
 
Nacionalizar a banca sem qualquer problema, entrar lá dentro, recapitalizar, mudar de vida.

Acabar com as notações financeiras.

Fechar os paraísos fiscais.

Encerrar os mercados de derivados.

Fabricar dinheiro, tanto quanto seja necessário.

Lançar obra pública urgentemente, já temos 1 milhão de pessoas com capacidade de trabalho por ocupar.

Em resumo, acabar com as fantasias neoliberais de desregulação e retornar à economia real. A que valoriza os salários, cria bom ambiente de negócios e faz subir as cotações das empresas reais.
 
Médicos especialistas a mais, só se for na Grande Lisboa e no Grande Porto, certamente o ministro não deve estar a referir-se a outras regiões do país. Então, o Hospital de Faro não tem especialista em oftalmologia, na área dos queimados e sei que existem mais especialidades no Hospital de Faro onde nem 1 especialista temos. Existe alguma coisa mais grave é tudo transferido por helicóptero ou de ambulância para o Hospital de Santa Maria em Lisboa. Ao nível de audiometria, só se realizam esses exames no Hospital do Barlavento em Portimão, uma pessoa para realizar este exame espera quase 1 ano para o fazer e só o fazem em Portimão. :mad:

Ao nível dos ouvidos, só existe um no Hospital de Faro e uma vez tive que fazer uma limpeza aos ouvidos, como o médico estava de férias, fui à clínica onde ele trabalha, marquei a consulta e tive no mesmo dia que marquei, paguei 60 euros pela consulta. Prefiro, um milhão de vezes recorrer a clínicas privadas do que entrar no Hospital de Faro.
 
Médicos especialistas a mais, só se for na Grande Lisboa e no Grande Porto, certamente o ministro não deve estar a referir-se a outras regiões do país. Então, o Hospital de Faro não tem especialista em oftalmologia, na área dos queimados e sei que existem mais especialidades no Hospital de Faro onde nem 1 especialista temos. Existe alguma coisa mais grave é tudo transferido por helicóptero ou de ambulância para o Hospital de Santa Maria em Lisboa. Ao nível de audiometria, só se realizam esses exames no Hospital do Barlavento em Portimão, uma pessoa para realizar este exame espera quase 1 ano para o fazer e só o fazem em Portimão. :mad:

Ao nível dos ouvidos, só existe um no Hospital de Faro e uma vez tive que fazer uma limpeza aos ouvidos, como o médico estava de férias, fui à clínica onde ele trabalha, marquei a consulta e tive no mesmo dia que marquei, paguei 60 euros pela consulta. Prefiro, um milhão de vezes recorrer a clínicas privadas do que entrar no Hospital de Faro.

Eu também tenho um seguro de saúde com bastante cobertura, não é que não confie no serviço público, porque confio, é devido aos tempos de espera brutais que nos apresentam, recorro sempre ao privado, mas eu posso pagar este tipo de serviços. E quem não pode? Vamos empurrar para o privado? O Estado apenas têm de ter segurança, saúde e educação, ai poderia haver uma melhor gestão dos hospitais e acabar com as esperas em que em nada dos dignificam.

A saúde não pode dar lucro, eu aceito isso perfeitamente, o que não aceito é que se mantenha uma CP que não dá lucro apenas por 'esmolas sociais'.
 
O SNS gere mal os recursos humanos. O Algarve tem falta de médicos por pura incompetência do Ministério da Saúde. Há um excesso de médicos, grosso modo, em Lisboa, Porto e Coimbra. Também há poucos algarvios a entrar em Medicina. Isso sucede devido à falta de qualidade da maior parte das secundárias da região, e também devido ao facto dos alunos algarvios não terem acesso a colégios privados onde se «compram» média internas de secundário (esses colégios abundam, por exemplo, no Porto).
 
Não tenho seguros privados de saúde. A empresa onde trabalhava ofereceu-me um seguro gratuito na Medis e recusei porque a cobertura é basicamente uma aldrabice.

A maior parte dos serviços prestados não têm nenhuma qualidade nem dão qualquer garantia.

Prefiro mil vezes entrar no Hospital de Faro, estrutura com 34 anos, do que entrar no outro Hospital da CGD junto da Universidade onde não há doentes apesar da publicidade abundantemente espalhada por todo o lado.
 
Independentemente das diferenças ideológicas, ou pontos de vista, mesmo havendo alguns meros produtores de merchandising da direita, o direito à opinião diferente é algo que assiste a todos os que participam neste fórum. Até porque, nepotismos ideológicos que são tão criticados como soluções de esquerda vão fazendo parte de tantas excepções de este governo de direita nos está habituar.
No entanto, usar patologias axiais estigmatizantes produzidas num chorradilho de adjectivos como "xuxalistas" ou "patetinhas da extrema esquerda" não é concerteza a melhor forma de respeitar as ideias sendo que é no contexto de solidariedade e empatia humana que se produz conhecimento com proveitos comuns.

Não ficaria também satisfeito se lê-se aqui a expressão de " patetinhas da extrema direita" ou outro adjectivo menos elegante num fórum que se caracteriza já por alguns créditos reconhecidos.

Penso que uma maior moderação em algumas expressões só beneficia quem gostaria de ficar mais esclarecido e que passa por aqui, evitando uma secura produtiva estéril.

Até porque penso eu que não há aqui ninguem com rabos entalados com a politica, afinal entre seres humanos ninguém é Deus, ninguém terá a razão totalitária.

Vince, não tomes isto por uma critica pessoal, até porque tenho uma percepção elogiosa nos conteudos que nos priveligias neste fórum, tal como uma disciplina exemplar como moderador, no entanto neste tópico, que existe uma divergências ideológicas padece-se um pouco mais de tolerância.

Cumprimentos,
 
Não tenho seguros privados de saúde. A empresa onde trabalhava ofereceu-me um seguro gratuito na Medis e recusei porque a cobertura é basicamente uma aldrabice.

A maior parte dos serviços prestados não têm nenhuma qualidade nem dão qualquer garantia.

Prefiro mil vezes entrar no Hospital de Faro, estrutura com 34 anos, do que entrar no outro Hospital da CGD junto da Universidade onde não há doentes apesar da publicidade abundantemente espalhada por todo o lado.

Espero bem que nunca tenhas um acidente de trabalho que infelizmente acontece ou problemas de saúde semelhantes aos que tive, graças a Deus, não foi nada de grave, mas requeria tratamentos que no público o tempo de espera era superior aos 5 anos. Recorri ao privado e paguei 120 euros por sessão e foi atendido na hora. As vezes temos de ver aquilo que defendemos, admiro muito a tua ideologia que defendes com alma e coração, mas estarás disposto a degradar a tua saúde por um sonho vermelho?
 
Espero bem que nunca tenhas um acidente de trabalho que infelizmente acontece ou problemas de saúde semelhantes aos que tive, graças a Deus, não foi nada de grave, mas requeria tratamentos que no público o tempo de espera era superior aos 5 anos. Recorri ao privado e paguei 120 euros por sessão e foi atendido na hora. As vezes temos de ver aquilo que defendemos, admiro muito a tua ideologia que defendes com alma e coração, mas estarás disposto a degradar a tua saúde por um sonho vermelho?

Experimenta entrar num banco e mencionares que és diabético e verás o mundo financeiro a funcionar de forma real. Ninguém te emprestará dinheiro, ninguém te dará num seguro de saúde e nunca poderás servir de garantia bancária para o empréstimo dos teus filhos. No entanto és um trabalhador "rentável" em qualquer empresa.

A Diabetes afecta 10% da população portuguesa.
 
Tenho um seguro de saude de um privado que me foi oferecido, nunca o usei, as ofertas do "produto" são despreziveis, espero bem que com a onda neoliberal que varre o País eque tudo caminha para a privatização, se façam certos ajustamentos que o mercado não conseguirá ajustar. Também compreendo que o facto de os seguros de saude estarém longe das expectativas da maioria dos clientes é pelo facto de não terem clientes de escala devido ao serviço público de saúde se enquadrar na segurança social.

Mas será que uma oportunidade de escolha seria fator chave para se ter uma boa oferta de cuidados médicos? será que como o agreste referiu no caso dos diabéticos não haveria "personas doentes non gratas" ao sistema?

Uma politica extremamente liberal neste caso não será funcional, nos E.U.A, parece não funcionar criando grandes assimetrias no acesso a cuidados de sáude, talvez a melhor opção passa pela opção Francesa, em que é tipo um "misto" de público e privado, criando boas opções de escolha tanto no público como no privado.
 
Aqui em Medicina falei com uma caloira,que entrou com mais de 18.5 de Secundário, e ela não sabia o que era o Tibete nem quem era o Dalai Lama. A maioria dos jovens só sabe o que é preciso saber para os testes e lê Harry Potter, já as raparigas gostam de ler «O Segredo» :lol:

Ao longo de décadas o ensino tem ficado cada vez mais facilitista, não é de agora. Antigamente, há muitas décadas, os alunos aprendiam toda a gramática no ensino primário, agora no Secundário ainda não sabem bem a gramática da nossa língua. Nem falo do que sucedia noutros países, onde antes dos 15 anos os alunos já sabiam grego clássico e latim clássico! Essa simplificação continua, o próximo passo será o fim da segunda língua estrangeira no Básico, e a união de História e Geografia. Depois, poderá vir aí o fim da Filosofia para quem não está na área de Humanidades.

Há uns tempos saiu um artigo no jornal comunista sobre os Protocolos dos Sábios do Sião. A versão oficial é que esses protocolos foram inventados pelo regime russo do czar, ora não há provas disso, ninguém sabe a sua origem, mas se os lerem perceberão que o que lá está está a suceder. Um dos objectivos era tornar a população ignorante, levando a que cada membro da sociedade ficasse especializado numa pequena área do conhecimento, mas nada soubesse para além disso. E os tais mentores deste projecto sinistro defendem que as disciplinas humanísticas devem ser mortas, a Literatura, a História, a Filosofia, pois sem elas é mais fácil controlar os povos e levá-los a acreditar o que as elites queiram.
 
O nosso SNS tem sido gerido por gente que é colocada não pelo mérito mas pela cor do cartão político. Há administrações hospitalares constituídas por boys intocáveis. Outra aberração são os Hospitais Empresa, têm tido resultados péssimos e os lucros ficam para os privados. Tal como noutras áreas, a saúde é controlada por uma plutocracia que envolve essencialmente o PS, o PSD e a Banca. Aqui os médicos pouco têm a dizer, tirando os que são boys de partidos. Aliás, cada vez mais os médicos do privado são funcionários de grandes grupos financeiros, que estão a matar os pequenos consultórios e clínicas. No consultório ou na clínica própria o lucro fica todo para o médico, o lucro da consulta. Nas clínicas controladas pela Banca e nos hospitais da Banca as percentagens por consulta são tendencialmente menores, e a situação está muito grave na Medicina Dentária, pois aproveitam-se do desemprego maciço que há entre os médicos dentistas.
 
Aqui em Medicina falei com uma caloira,que entrou com mais de 18.5 de Secundário, e ela não sabia o que era o Tibete nem quem era o Dalai Lama. A maioria dos jovens só sabe o que é preciso saber para os testes e lê Harry Potter, já as raparigas gostam de ler «O Segredo» :lol:

Ao longo de décadas o ensino tem ficado cada vez mais facilitista, não é de agora. Antigamente, há muitas décadas, os alunos aprendiam toda a gramática no ensino primário, agora no Secundário ainda não sabem bem a gramática da nossa língua. Nem falo do que sucedia noutros países, onde antes dos 15 anos os alunos já sabiam grego clássico e latim clássico! Essa simplificação continua, o próximo passo será o fim da segunda língua estrangeira no Básico, e a união de História e Geografia. Depois, poderá vir aí o fim da Filosofia para quem não está na área de Humanidades.

O conhecimento está em constante alteração, difere de religião, cultura, personalidade e tempo.

Apenas daqui a umas décadas poderemos fazer uma avaliação cabal desta nova geração de aspirantes a licenciados.
 
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