O Estado do País

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O SNS gere mal os recursos humanos. O Algarve tem falta de médicos por pura incompetência do Ministério da Saúde. Há um excesso de médicos, grosso modo, em Lisboa, Porto e Coimbra. Também há poucos algarvios a entrar em Medicina. Isso sucede devido à falta de qualidade da maior parte das secundárias da região, e também devido ao facto dos alunos algarvios não terem acesso a colégios privados onde se «compram» média internas de secundário (esses colégios abundam, por exemplo, no Porto).

O grande problema do sistema de saúde é a fraca mobilidade, mas ela acontece devido ao êxodo do interior continental português.

Enquanto não se cativar a população a residir no interior, muito mais será a um médico exercer a sua profissão no mesmo local.

Os médicos que trabalham em hospitais, centros de saúde públicos devem ser contratados como em qualquer funcionalismo privado, ser sujeitos avaliações institucionais e dos utentes.

Neste momento, apesar de o sistema de saúde público ser razoavelmente funcional, é demasiado pesado financeiramente em relação à qualidade de serviço prestado aos utentes.

Isto é algo que tem de ser resolvido e nada tem com conceitos políticos de direita ou de esquerda.

Em relação aos seguros de saúde... é algo irreal, basta alguém (não falo de alguém com 18 anos, alguém como eu, 35 anos) tentar fazer um seguro de saúde com condições para garantir as despesas médicas que normalmente surgem, e o resultado do "prémio de seguro" é obsceno.
 
O grande problema do sistema de saúde é a fraca mobilidade, mas ela acontece devido ao êxodo do interior continental português.

Enquanto não se cativar a população a residir no interior, muito mais será a um médico exercer a sua profissão no mesmo local.

Só quando houver desemprego em quem exerça medicina, haverá médicos em quantidade certa no interior! Ninguém pode obrigar alguém a ir trabalhar para o interior, a não ser que surgisse uma lei qualquer que "prendesse" a classe médica por 10 anos no mínimo, à função pública, em troca de estágio no estado.

Não gosto de falar o que escrevi (não quero ser injusto para a classe médica), mas a verdade é que no interior os médicos não chegam para as necessidades, pois como sabem é no interior que há mais população envelhecida!

Relativamente ao que se tem dito sobre médicos especialistas a mais, creio eu que não se deve colocar os termos assim, enfim tudo no mesmo saco. Quero dizer que, especialidades há muitas, e o suposto excesso não abrange todas as especialidades! Certamente há falta de bons cirurgiões, oftalmologistas, etc.. Deveria haver, no meu entendimento uma organização de grupos de profissionais, como células, equipas, tipo se há um cirurgião tem de haver nessa equipa x enfermeiros, y anastesistas, etc.. De que adianta dizer que há z especialistas a mais, porquê meter tudo no mesmo saco? Não somos burros, pois qualquer um de nós sabe que até para se fazer uma casa tem de haver, pedreiro, canalizador, eléctricista, estucador, pintor, etc.. Fala-se de números como se especialistas de medicina fosse tudo igual, mas não é!
 
Só quando houver desemprego em quem exerça medicina, haverá médicos em quantidade certa no interior! Ninguém pode obrigar alguém a ir trabalhar para o interior, a não ser que surgisse uma lei qualquer que "prendesse" a classe médica por 10 anos no mínimo, à função pública, em troca de estágio no estado.

Não gosto de falar o que escrevi (não quero ser injusto para a classe médica), mas a verdade é que no interior os médicos não chegam para as necessidades, pois como sabem é no interior que há mais população envelhecida!

Relativamente ao que se tem dito sobre médicos especialistas a mais, creio eu que não se deve colocar os termos assim, enfim tudo no mesmo saco. Quero dizer que, especialidades há muitas, e o suposto excesso não abrange todas as especialidades! Certamente há falta de bons cirurgiões, oftalmologistas, etc.. Deveria haver, no meu entendimento uma organização de grupos de profissionais, como células, equipas, tipo se há um cirurgião tem de haver nessa equipa x enfermeiros, y anastesistas, etc.. De que adianta dizer que há z especialistas a mais, porquê meter tudo no mesmo saco? Não somos burros, pois qualquer um de nós sabe que até para se fazer uma casa tem de haver, pedreiro, canalizador, eléctricista, estucador, pintor, etc.. Fala-se de números como se especialistas de medicina fosse tudo igual, mas não é!

Não acredito no que dizes.

Ninguém se mobiliza sem ser financeiramente compensável.

Pelo que dizes, tem de existir um desemprego marcante (algo que existe em certas profissões actualmente) para automaticamente aceitarem qualquer oferta independentemente do local.
 
Não acredito no que dizes.

Ninguém se mobiliza sem ser financeiramente compensável.

Pelo que dizes, tem de existir um desemprego marcante (algo que existe em certas profissões actualmente) para automaticamente aceitarem qualquer oferta independentemente do local.

Lógico que sim! Obviamente na situação actual, o aspecto financeiro é preponderante, pois não há desemprego na classe médica! O que eu disse, é que quando houver desemprego, o aspecto financeiro deixa de ser fundamental e passa a ser uma questão de sobrevivência aceitar um emprego centenas de quilómetros fora do litoral!

O que digo não é nenhuma magia, é uma realidade bem presente por exemplo na classe dos professores! Ou estarei enganado? Será que se houver tantos médicos desempregados como de professores, não se deslocarão de um ano para o outro, de bragança aos açores? Não é escândalo nenhum, é a realidade!

Os professores não se mobilizam pelo aspecto financeiro, é apenas e só pelo emprego! Claro que nem eu desejo que se chegue a esse ponto, bastaria haver um contrato que assegurasse os médicos necessários durante x anos a trabalhar para o estado em exclusividade, em troca de um estágio ou até de financiamento em forma de bolsa de estudo!

Chocante é a falta de médicos aqui, e chocante é a forma como o bastonário anterior defende que não devia haver mais vagas de medicina!

Enquanto houver médicos estrangeiros por cá, ou pessoas a ser operadas em cuba e noutros sítios, ou lista de espera para ter direito a um médico de família, parece evidente que faltam médicos em portugal! E isso de meter médicos especialistas, tudo no mesmo saco sem saber distinguir a sua especialidade, apenas tratando de números como estatística, não é falar sério!
 
Lógico que sim! Obviamente na situação actual, o aspecto financeiro é preponderante, pois não há desemprego na classe médica! O que eu disse, é que quando houver desemprego, o aspecto financeiro deixa de ser fundamental e passa a ser uma questão de sobrevivência aceitar um emprego centenas de quilómetros fora do litoral!

O que digo não é nenhuma magia, é uma realidade bem presente por exemplo na classe dos professores! Ou estarei enganado? Será que se houver tantos médicos desempregados como de professores, não se deslocarão de um ano para o outro, de bragança aos açores? Não é escândalo nenhum, é a realidade!

Os professores não se mobilizam pelo aspecto financeiro, é apenas e só pelo emprego! Claro que nem eu desejo que se chegue a esse ponto, bastaria haver um contrato que assegurasse os médicos necessários durante x anos a trabalhar para o estado em exclusividade, em troca de um estágio ou até de financiamento em forma de bolsa de estudo!

Chocante é a falta de médicos aqui, e chocante é a forma como o bastonário anterior defende que não devia haver mais vagas de medicina!

Enquanto houver médicos estrangeiros por cá, ou pessoas a ser operadas em cuba e noutros sítios, ou lista de espera para ter direito a um médico de família, parece evidente que faltam médicos em portugal! E isso de meter médicos especialistas, tudo no mesmo saco sem saber distinguir a sua especialidade, apenas tratando de números como estatística, não é falar sério!

Primeiramente tem de se acabar com as ordens institucionais.

Posteriormente a criação de um "gabinete" de fiscalização de todas as acções médicas numa (ou na polícia única, como defendo) das polícias existentes em Portugal.

Por último, algo que nada tem com o assunto da saúde, a interiorização da população.
 

Fui eu quem respondeu Miguel Arcanjo à questão “Quem pintou o tecto da Capela Sistina?” Agora que vos consegui cativar a atenção, tenho a dizer que o papel da Sábado foi puramente ignóbil, tendo dado instruções completamente opostas àquilo que se pode constatar tanto no vídeo, como também na revista publicada hoje.

A verdade é que me fizeram 10 perguntas e só mostraram a que eu errei que, como podem comprovar os que se encontravam presentes, acabei por corrigir e responder, então, Miguel Ângelo. Em todo o caso, a minha resposta deveu-se ao simples facto de ter frequentado o Externato São Miguel Arcanjo e, ao mesmo tempo, com a pressão da própria entrevista, dei essa mesma gafe – corrigindo-a assim que apercebi -.

De acrescentar que quando concluída a entrevista, fiquei à conversa com a jornalista Inês Pereirinha, perguntando-lhe se esta mesma entrevista ia ter semelhanças a uma que o programa 5 para a meia noite já teria feito, tendo obtido uma resposta negativa a este meu comentário.


Todavia, para além de ter sido humilhado como nunca tinha sido até à data, ficou em causa o bom nome da instituição que eu frequento – ISPA – IU -, sendo considerada a melhor instituição de ensino na área da Psicologia.

Acabei por ser vilipendiado em praça pública, sentindo-me completamente desolado. Acho-me uma pessoa culta que, durante o trajecto Casa-Escola, Escola-Casa, que tem uma duração aproximada de 2h30/3h diárias, lê os jornais gratuitos que consegue adquirir e, ao mesmo tempo, é assinante da revista Visão. Há tanto assunto que poderia ser discutido, como a abolição do desconto de 50% nos passes sociais que, assim, me vão obrigar a pagar cerca de 85€ mensais, ficando-me mais barato dirigir-me à faculdade de carro. Já tentei contactar a jornalista Inês Pereirinha por 2 vezes, acabando por nunca obter qualquer tipo de resposta.

Deixo-vos com uma das mensagens que enviei para a jornalista e, aproveito para anunciar, que estou a reunir todos os elementos necessários para processar a jornalista em causa e, igualmente, a revista Sábado.

“”A ignorância dos nossos universitários”, se se sentir bem com o trabalho que realizou, digo-lhe, com tristeza, que você e os restantes colegas são ignóbeis. Vou ainda dirigir-me às autoridades competentes para apresentar uma queixa formal sobre o uso indevido da minha entrevista, sabendo você qual a razão dessa mesma denúncia/queixa. O que mais me impressiona é a generalização que vocês fazem e, mais gravoso, apresentarem ao público uma imagem dos universitários somente com as gafes dos mesmos, não tendo em conta qualquer tipo de pressão momentânea, nem referindo que foi elaborada e apresentada uma panóplia de perguntas a cada universitário.”"

http://ainanas.com/must-see/joao-ladeiras-responde-a-ignorancia-dos-estudantes/

A manipulação jornalística no seu pior.

Não invalida que tenham sido dadas respostas ridículas, "Capital dos EUA? Inglaterra.". E depois ainda se riu.
 
Na Grécia, o FMI deu nisto. Com as devidas proporções preparem-se para o que nos vai sair na rifa.

Sector Público

Corte do subsídio de férias e natal para todos os empregados públicos que ganhem mais de 3000€/mês brutos. Quem ganhar menos de 3000€ vai receber 250€ pela Páscoa, 250€ no Verão e 500€ no Natal;
Reduzir os subsídios de 8 a 20% no sector público estado e 3% nas empresas públicas;
Uniformizar todos os salários pagos pelo estado;
Congelar todos os salários do sector público até 2014.

Sector Privado

Chegou-se a um acordo colectivo, assinado em 15 de Julho, pelo qual os empregados do sector privado na Grécia continuam a receber o seu salário anual em 14 pagamentos (chegou a ser sugerido passar para 12 pagamentos). Não houve aumentos em 2010 e prevê-se aumentos de 1.5 a 1.7% para 2011 e 2012 – muito abaixo da inflação actual que ronda os 5.6%;
Imposição de um imposto aplicado uma única vez às empresas que tenham tido mais de 100 000€ de lucro em 2009:
> 100 000 a 300 000: 4%;
> 300 001 a 1 000 000: 6%;
> 1 000 001 a 5 000 000: 8%;
> Mais de 5 000 000: 10%;
Alargar os limites pelos quais os empregadores podem despedir funcionários:
> Empresas com até 20 empregados: sem limite;
> Empresas com um número de empregados entre 20 e 150: até 6 despedimentos por mês;
> Empresas com mais de 150 empregados: até 5% dos efectivos ou 30 despedimentos por mês;
Redução das indemnizações por despedimento, que também poderão ser pagas bimensalmente;
Pessoas jovens, com menos de 21 anos podem ser contratadas durante um ano recebendo 80% do salário mínimo (592€). O pagamento da segurança social também será apenas de 80% e findo o ano de contrato têm direito a ingressar nos centros de emprego;
Pessoas com idades entre os 15 e os 18 anos podem ser contratadas por 70% do salário mínimo, o que dá 518€;
Os empregados considerados redundantes não podem contestar o despedimento a menos que o empregador concorde;
Empregados pela primeira vez, com menos de 25 anos, podem ser pagos abaixo do salário mínimo;
Pessoas que auto empregadas com OAEE (sistema de seguro para empresários em nome individual), que por qualquer motivo não tenham trabalho, são cobertos pelo seguro durante até dois anos desde que:
> Tenham trabalhado um mínimo de 600 dias, mais 120 por cada dia acima dos 30 anos até terem chegado aos 4500 dias ou 15 anos de trabalho;
> Não estejam segurados por um seguro do sector público.
Liberalização das profissões ou sectores fechados (são aquelas profissões ou sectores que necessitam de autorizações do estado ou que estão altamente reguladas, tais como notários, farmácias, cirurgiões, etc). Esta medida não foi implementada dado que há processos a decorrer no Tribunal Europeio;
Cancelar o segundo pagamento de pagamentos de solidariedade (NT: não sei muito bem a que se referem estes pagamentos.);
Aumentar as contribuições para a segurança social em 3%, tanto para empregados como empregadores.

Pensões/Reformas

Notar que a reforma do sistema de pensões já tinha sido discutida muito antes da entrada do FMI, mas nunca tinha sido implementada. A grécia tem uma percentagem desproporcionada de população idosa, cerca de 2.6 milhões e uma população activa na ordem dos 4.4 milhões, isto para uma população total de 11.2 milhões. Isto obriga o estado a
contrair empréstimos para puder efectuar os pagamentos mensais. A 8 de Julho aprovou um conjunto de princípios depois de terem sido efectuadas mais de 50 emendas à lei. As medidas mais importantes foram:
Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas que recebam mais de 2 500€/mês brutos. Aqueles que ganhem menos de 2500€ vão receber 200€ pela Páscoa, 200€ pelo Verão e 400€ no Natal;
Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas com menos de 60 anos, excepto para aqueles que tenham o número mínimo de anos de contribuição, tenham menos dependentes ou estudantes com menos de 24 anos a viver na mesma casa;
Todas as pensões congeladas até 2013;
Calculo das pensões tendo em conta toda a carreira contributiva. Vai estar em vigor um sistema de transição até 2015;
Passagem da idade de reforma no sector público e privado para os 65 anos;
Ajustes da idade de reforma tendo em conta a esperança média de vida a partir de 2020;
As pessoas podem-se reformar a partir dos 60 anos com penalizações de 6% por cada anos, ou aos 65 anos com pensão completa depois de 40 anos de serviço. A partir de 2015 ninguém abaixo dos 60 se poderá reformar;
Os trabalhadores que tenham trabalhos de desgaste rápido podem reformar-se a partir dos 58 anos (antes era 55) a partir de 2011;
Desconto para um fundo de solidariedade social (LAFKA), a ser feito pelos pensionistas que ganhem mais de 1400€, a partir de 1 de Agosto de 2010:
> 1401 a 1700: 3%;
> 1701 a 2300: 5%;
> 2301 a 2900: 7%;
> 2901 a 3200: 8%;
> 3201 a 3500: 9%;
> Mais de 3500: 10%.
Aumento da idade de reforma para mães trabalhadoras:
> No sector privado: para 55 (era 50) em 2011, 60 em 2012 e 65 em 2013;
> No sector público: para 53 em 2011, 56 em 2012, 59 em 2013, 62 em 2014 e 65 em 2015;
> Com três filhos: 50 em 2011, 55 em 2012 e 60 em 2013.
Retirada da pensão aos ex-empregados públicos que sejam apanhados a trabalhar e tenham menos de 55 anos; Corte em 70% se tiverem mais de 55 anos e se a pensão for mais de 850€/mês. A partir de 2011;
Limitar a transferência de pensão de pais apra filhos segundo critérios de idade e rendimento, o que inclui o pagamento de 26 000 a filhas divorciadas ou solteiras de empregados bancários e empregados públicos. Se os filhos podem receber duas destas transferências, apenas receberão uma delas, a maior, a partir de 2011;
A pensão completa pode ser transferida para viúvas(os) se a data da morte ocorreu após cinco anos de casamento e o cônjuge vivo tem mais de 50 anos e se certos parâmetros de rendimentos são cumpridos. No entanto, durante os primeiros três anos após a morte os pagamentos serão retidos;
Estabelecimento de uma pensão mínima garantida de 360€;
As pensões não devem exceder 65% do rendimento auferido enquanto se trabalhava (anteriormente este número podia chegar aos 96% baseado nos últimos anos de trabalho e nos mais bem pagos);
Os que não pagaram segurança social podem receber a pensão mínima desde que tenham mais de 65 anos, não tenham rendimentos e que vivam há mais de 15 anos na Grécia;
Fusão dos 13 fundos de pensão Gregos até 2018. Os fundos dos trabalhadores por conta de outrem, agricultores, empresários em nome individual e trabalhadores do sector público, serão integrados na segurança social até 2013;
Reduzir o número de fundos que servem os advogados, engenheiros, jornalistas e médicos;
Reforma completa das condições de reforma dos militares e forças de segurança o que inclui aumentar a idade de reforma e a remoção de bónus especiais;

Impostos

IVA: todas as taxas de IVA foram aumentadas 10%: 5 para 5.5%, 10% para 11% e 21 pra 23%;
Imposto sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis: imposto adicional de 10%;
Imposto em automóveis de luxo (novos e usados): 10 a 40% baseado no valor em novo e no valor de mercado;
Publicidade na TV: toda a publicidade na TV está sujeita a um imposto de 20% a partir de 2013;
Imposto especial de 1% para aqueles que tenham um rendimento líquido de 100 000€ ou mais.

Fonte: Internet
 
Alguns dos negócios ruinosos do estado ...

[ame="http://videos.sapo.pt/GjrfRFbOTqKDlA15663k"]A SIC analisou Ã* lupa alguns dos mega negócios do - SIC - SAPO Vídeos[/ame]

Fonte: SIC (21/11/2010)

Num estado de direito, a maior parte desta gente deveria apresentar contas ao país.

Entretanto, o PÚBLICO destaca em notícia:

Miguel Relvas colaborou com empresa do BPN antes da nacionalização
 
Ajuda de 78 mil milhões a Portugal não chega
O ex-secretário de Estado do Governo de Sócrates, Carlos Costa Pina, disse hoje em Lisboa que «estão a faltar a Portugal [no âmbito da ajuda externa] entre 20 a 25 mil milhões de euros», pois há 'o risco de os 78 mil milhões não chegarem».

Carlos Costa Pina, anterior secretário de Estado do Tesouro, que falava na 7ª conferência anual da Ordem dos Economistas, foi taxativo ao afirmar que 95 a 100 mil milhões de euros "seria o financiamento adequado" porque o actual programa de ajuda externa foi desenhado com «dois pressupostos» que não se estão a cumprir.

Ou seja, os pressupostos de que o sector empresarial do Estado se conseguiria «financiar-se nos mercados» e de o país «continuar a ir com assiduidade ao mercado, pelo menos nos prazos mais curtos», o que não está acontecer.

Costa Pina que, no Governo anterior, negociou o acordo de ajuda internacional, acrescentou ainda que «era muito importante que a 'troika' percebesse que uma política de privatização deve ser feita sem lesar o interesse patrimonial do Estado».

Para o ex-secretário de Estado, existem «algumas folgas» no Orçamento do Estado para 2012, nomeadamente ao nível das necessidades de financiamento do Estado. «Está inscrito que o Estado terá uma necessidade de financiamento de 17 mil milhões para 2012, a autorização pedida pelo Governo é de 26 mil milhões de euros, ou seja, há aqui um diferencial de 8 mil milhões que podiam ser trabalhados», observou.

Lusa/SOL

Isto é verdade ou mais um bocado de barro botado à parede pelo PS ? Fosse o PS a governar acredito que não chegasse.
 
Notícias de Portugal: Álvaro cada vez mais perto da porta de saída...

Do Correio da Manhã diz-se que a mensagem não está a passar sendo necessário recorrer à claque do PSD...

«Segundo apurou o CM, o primeiro-ministro quer dar um sinal de confiança reforçada no ministro da Economia e mudar a forma como é passada a mensagem neste ministério. Lurdes Valle continuará a trabalhar para o Governo, possivelmente noutro ministério. Uma outra alteração importante ocorreu com o próprio ministro. Álvaro Santos Pereira, para além de se reunir com empresários, passou a ter contactos regulares com as bases do PSD para explicar a estratégia que está a ser seguida no Ministério da Economia.

A agenda do ministro estará particularmente preenchida na próxima semana. Amanhã tem uma reunião com vários empresários responsáveis por dezenas de PME, e no dia seguinte é a vez dos grandes empresários terem um encontro com Álvaro Santos Pereira para darem a conhecer as suas principais dificuldades.»

Mas... e há sempre um mas...

«Mas a promiscuidade não fica por aqui; ainda não tinha arrefecido o lugar que ela ocupava no gabinete ministerial e já transitava para a administração do Instituto de Turismo de Portugal, um organismo público que pertence à rede de interesses que serve os boys dos partidos do "arco da governação". Nada mal. De um precário emprego na redacção de um jornal em acentuada quebra de vendas para uma super-assessoria de 5 000 euros, e daí directamente para o conselho de administração de uma empresa pública. Um percurso notável - porém, longe de ser caso único. Quem poderá duvidar das capacidades comunicativas e dos conhecimentos na área do Turismo desta super-girl para todas as estações?»

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Maria de Lurdes Vale, antiga jornalista do DN (e autora de várias peças jornalísticas, entre as quais uma entrevista ao seu futuro chefe Álvaro Santos Pereira).

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/ministro-da-economia-fica-sem-assessora
 
Agreste volta a atacar com o discurso Comunista-Socialista do após do 25 de Abril, vêm no meteopt de hoje.

Segundo Agreste e meia outra dúzia de iluminados a economia Portuguesa que nada produz de rentável sem ser vinho e as rolhas de cortiça, e já tendo dúvidas sobre a ultima, não deve ser revolucionada. A critica forte é que por que não se aplica uma baixa pressão de 800hpa ao nível do mar (alta carga de água e frio) e endivida-se não os filhos, nem só os netos, mas os bis e tri-netos. Com a injeção de dinheiro virtual que jamais existira produzido no universo.

Além do seu forte empenho pelos direitos dos trabalhadores após do 25 de Abril que subsistem nas empresas que o único meio de saída é endividar-se para pagar os trabalhadores sabendo que o saldo será sempre negativo e nunca fará face ao serviço da dívida, ataca ferozmente um meio económico ao alcance de uma região que mais valia estar fechada por ser muito agreste e ser reserva natural da Laurisilva. Já que se for para Mamar dá-se as praças da Holanda, Suíça, Canárias ou qualquer uma Outra.
A fúria por colocar um povo na completa miséria, vai mais longe com propaganda socialista de acabar com os cartazes turísticos só com vista de humilhar um povo insular e o fazer embrulhados em farrapos implorar pela misericórdia e um grau de arroz para subsistirem até aos 30 anos.

TENHO DITO
 
As mordomias do Estado Social Europeu, os ritmos de trabalho robóticos e as imparáveis máquinas de fazer dinheiro...

Um euro por uns 'Adidas' e ainda nos dão troco

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA:

«Esqueça o Nano, um carro que custa só 2000 dólares. Ou o célebre computador a cem. O máximo agora em matéria de low cost são os ténis a um dólar prometidos pela Adidas. O que significa que quem tiver um euro no bolso não só se calça a preço "mini" como ainda recebe troco.

A promessa foi feita pelo patrão da Adidas, Herbert Hainer, numa entrevista ao jornal alemão Die Welt. E a Índia será o país onde será tentado esse milagre económico pela marca fundada em 1949 por Adolf "Adi" Dassler, um sapateiro reconvertido em empresário de sucesso.

Uma tentativa anterior, anunciada com alguma pompa, falhou no Bangladesh. Apesar da parceria com o Grameen Bank, do Nobel Mohammed Yunus, os 150 milhões de bangladechianos não chegaram para optimizar a economia de escala. Como explica a Adidas, o custo de produção só baixou até aos 3,5 dólares por par de ténis, o que tornava inviável o projecto.

Com os seus 1200 milhões de habitantes, a Índia promete ser capaz de fazer melhor que o vizinho. É essa a crença da empresa de Herzogenaurach, vila da Baviera famosa por ser sede, além da Adidas, de outra gigante do material desportivo - a Puma. É que depois de uma zanga com "Adi'" o seu irmão Rudolph fez questão de fundar ali a sua própria empresa.

Vender calçado a um dólar faz parte de uma estratégia de conquista de mercado nos países emergentes. Mas o objectivo verdadeiro é seduzir a nova classe média, que se conta em centenas de milhões tanto na Índia como na China, capaz de pagar a sério pelo gosto de usar o calçado com as três listas. E como rival principal, a Adidas não tem a irmã Puma, mas sim a Nike.

Ainda no Mundial de Futebol, montra por excelência para o material desportivo, a Adidas bateu a marca americana, com 12 selecções equipadas (incluindo a Espanha) contra dez da Nike. Em termos de vendas, 2010 foi um belo ano para a empresa alemã: 12 mil milhões de euros.

Ora, o sucesso de ambas as marcas depende da soma entre inovação e baixos custos de produção. E até agora era na China que se conseguia as melhores propostas. A ponto de haver fábricas que tanto produziam Adidas como Nike, como uma no sul da China que no fim-de-semana assistiu a confrontos com a polícia. Sete mil trabalhadores protestavam contra uma série de despedimentos, prenúncio de uma deslocalização do Guangdong para outra província de mão-de-obra mais barata. É que o salário base mensal de 1100 yuans (173 dólares ou 128 euros) começa a ser demasiado alto para marcas que podem mudar num piscar de olhos o país onde fazem as suas encomendas.

Na China, calcula-se que o salário mínimo anual ande já nos 1500 dólares (a moeda americana é insubstituível nestas comparações). E vai subir. Ora, na Indonésia situa-se ainda nos 1027 dólares, no Vietname nos 1002 e na Índia nos 857 (mais uma razão para a Adidas a ter escolhido para os ténis a preço "mini"). Na fila está a Birmânia, onde o custo anual de um trabalhador se fica pelos 401 dólares.

É chocante imaginar como se sobrevive com tão baixo salário e muitas vezes uma carga horária tremenda, mas serve também para lembrar que não há sapatos de graça... nem quando são a um dólar.»

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...aulo+Ferreira&tag=Opini%E3o+-+Em+Foco&page=-1


Greve geral

por VASCO GRAÇA MOURA:

Tenho a maior dificuldade em perceber quais as vantagens de uma greve geral num país falido. Nas presentes circunstâncias, com a greve geral, as reivindicações não são atendidas. O desemprego não diminui. A produção não aumenta. A legitimidade democrática das instituições não se altera. A crise não se resolve. Ninguém lucra absolutamente nada com ela, a começar pelos participantes. A situação em que se encontram ficará rigorosamente na mesma, se não piorar como é o mais provável.

No tempo de Marx, o enriquecimento crescente dos patrões podia ser visto como correlativo da pauperização crescente e acelerada da exploração dos trabalhadores. O alvo clássico de uma greve é, por definição, a entidade patronal que, comprando a força de trabalho alheia, acumula mais-valias à custa do esforço de cada um daqueles que a prestam. Trata-se portanto de impedir o capital de ter a sua esperada e fundamental rentabilidade.

Nos últimos 150 anos as coisas mudaram muito. O estatuto dos trabalhadores no século XXI não é, nem de perto nem de longe, comparável ao que era no século XIX. Já não é por essa via que, de diferenças quantitativas, se passa a diferenças qualitativas, mesmo numa situação de escassez e desigualdades gritantes como a de hoje.

Actualmente, que se saiba, a enorme maioria das entidades patronais, em Portugal, só acumula prejuízos e riscos de insolvência. Os milhares de pequenas e médias empresas que têm vindo a desaparecer de ano para ano não vão reagir a uma greve, desde logo pela razão singela de que fecharam as portas. A não ser que se pretenda realizar uma "greve geral de desempregados", o que será um conceito tão inédito quanto macabro.

Às empresas que ainda resistem, pouco ou nada resta para efeito de eventuais cedências ao que lhes seja exigido. Não têm crédito, não são competitivas, não conseguem adquirir matérias-primas ou não têm mercado para os seus produtos. Nenhuma greve geral dos que ainda têm a sorte de ter emprego conseguirá alterar uma situação que as transcende.

A situação nos mercados internacionais, a especulação bolsista, as dinâmicas financeiras desenfreadas, o verdadeiro capitalismo apátrida, a concorrência das economias emergentes, ocorrendo num plano de globalização de impossível controle por parte das autoridades nacionais e até das internacionais, implicam muitas vezes que manter postos de trabalho corresponda a um prejuízo e não a um lucro.

Entidades patronais e empresas, que já estão pelas ruas da amargura, não vão sentir-se compelidas a alterar o status quo da sua relação com os trabalhadores. Nem podem. A situação é de falência geral. A consequência lógica inevitável será a deterioração das condições de trabalho e ainda mais suspensões de actividade e despedimentos. Além disso, ninguém investe em potenciais de instabilidade e paralisação do trabalho, mesmo que a mão-de-obra seja mais barata... Para isso, há as deslocalizações de unidades industriais e de serviços para vários países da Ásia, onde todos os factores de produção, incluindo a disciplina, se conjugam mais a contento dos interessados.

No sector público, a consequência da greve geral será pois um conjunto de serviços e actividades ainda mais degradados com forte lesão dos interesses legítimos de muita gente. O Estado não é propriamente um patrão com a vocação de enriquecer. Os serviços públicos são, normalmente, geradores de prejuízos, e por isso é que se espera do Estado que os preste.

Pode dizer-se que algumas das medidas que o Governo está a tomar atingem as raias da barbaridade. É verdade. Mas também se pode dizer que as coisas se degradaram a tal ponto que não se vê nenhuma alternativa. Está-se agora ante a falência global do sistema e também não é a greve que vai regenerá-lo. Só vai agravar as coisas, em nome de chavões políticos que já não levam a lado nenhum. A questão deixou de ser ideológica para ser de simples bom senso.

Nos tempos que correm e numa situação como a nossa, a greve como instrumento de luta, torna-se inócua e sai cara demais a toda a gente.

Os custos da operação, da paralisação dos serviços, do empobrecimento agravado do país, vão ser, mais uma vez, inevitavelmente, suportados pelos contribuintes. Se os contribuintes resolvessem, por sua vez, fazer greve geral aos impostos, então até as greves gerais iriam por água abaixo...

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...20Moura&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
A "DEMOCRACIA" MADEIRENSE BATEU NO FUNDO

Um deputado madeirense pode votar por toda a bancada

A Assembleia Regional da Madeira aprovou na terça-feira – com votos contra de toda a oposição - uma proposta do PSD para que, nos plenários, em certas votações, um deputado possa votar por outros.
Depois das eleições regionais, em Outubro deste ano, o PSD ficou com uma maioria parlamentar que conta com apenas dois deputados a mais do que a oposição, sendo que com a nova regra o partido garante que nenhuma proposta de outros partidos seja aprovada quando houver ausências na bancada laranja.

O constitucionalista Pedro Bacelar Vasconcelos considera ser «uma clara violação das regras democráticas» a alteração ao regimento da Assembleia Regional da Madeira para permitir que o voto de um deputado valha por 25.

«É claramente uma violação da regra democrática do funcionamento de uma assembleia representativa», disse à Lusa Pedro Bacelar Vasconcelos, explicando que «o voto não pode ser delegado e muito menos apropriado pelo grupo político a que está ligado o deputado».

Sublinhando tratar-se «de um absurdo», o constitucionalista Pedro Bacelar Vasconcelos lembrou que «o que a lei geral da República prevê é que, mesmo no caso de abandonar o partido político, o mandato de um deputado não é perdido, apenas [o é] se ele se filiar num outro partido».

Segundo adiantou, «a expressão da vontade de um deputado é indispensável para a formação da vontade do Parlamento» e «portanto os grupos parlamentares não se podem substituir ao ato individual».

«Por isso é que se contam os votos, se não bastava contar os grupos parlamentares», ironizou.

«Não me parece um procedimento democrático essa delegação que, pura e simplesmente, desconsidera a liberdade do voto individual do representante eleito», concluiu.

Agora, defende Bacelar de Vasconcelos, «os deputados da oposição que estão descontentes deverão impugnar a inconstitucionalidade dessa norma incluída no regimento».

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=34515
 
Coisas como o que sucedeu na Madeira, mais tarde ou mais cedo, levam a uma mudança de Regime. Poderá demorar 5, 10, 15 ou 20 anos, mas se a podridão continuar, teremos Quarta República. Democrática ou não.

E o que poderia mudar no novo Regime? Sugestões...

Valeria a pena o Presidencialismo? Um colégio de sábios acima do Governo? Fim dos governos regionais e menos poderes para as autarquias? Ou instituição da regionalização ou do municipalismo? Nova Constituição, sujeita a referendo? Portugal voltado para a UE, ou para os países de língua oficial portuguesa? Para o eixo EUA-Reino Unido-Israel ou França-Alemanha? Saída do euro? Que modelo económico? Liberalismo anglo-saxónico? Social-democracia continental? Nacional-socialismo?
 
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