O Estado do País

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Autarcas viraram costas ao ministro
Miguel Relvas vaiado no congresso das freguesias


Foi um momento difícil para um ministro, mas que, segundo o próprio, não desviará o Governo do seu objectivo. O ministro Miguel Relvas foi fortemente contestado neste sábado, quando foi encerrar o congresso da Associação Nacional de Freguesias. Metade dos 1600 congressistas abandonaram a sala onde decorreram os trabalhos, em Portimão. Uma forma de virar as costas à proposta de extinção de freguesias defendida pelo Governo. No final, Relvas disse que o clima de contestação foi gerado propositadamente contra si. Uma acusação sem destinatário, dado que se recusou a identificar os autores.

Interrompido diversas vezes por vaias e palavras de contestação, segundo descreve a Lusa, o ministro da Presidência, que tutela este dossier, garantiu que a reforma administrativa do país irá para a frente. “Vamos ser claros. Esta reforma da Administração Local é uma exigência geracional e o Governo está determinado na sua concretização”, vincou Miguel Relvas (PSD), que tentou aplacar as críticas com a promessa de que a reforma “será feita com os autarcas e não contra os autarcas”.

O governante frisou também que as mudanças que o Governo pretende imprimir na organização administrativa do país decorrem "do memorando de entendimento assinado pelo anterior Governo, num momento particularmente difícil, provocado pelo facto de não termos sido capazes de mudar no momento certo”. Uma alusão ao acordo do país com a troika, composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, e que estabeleceu as bases para o empréstimo internacional que ajudou o país a evitar a bancarrota.

Diz a Lusa que apesar da contestação da maioria dos que ficaram na sala, o ministro revelou que o Governo está inflexível no compromisso de reduzir as 4259 freguesias actuais, “para dar escala e valor adicional às novas entidades que resultarão do processo de aglomeração”, sustentando que elas terão reforçadas a sua actuação e competência. Além disso, “esta reforma respeita o direito ao nome, aos símbolos, à História e à cultura das autarquias agregadas”, prometeu o ministro, que defendeu a redução do número de freguesias com diversos argumentos

Um deles foi o de que "há quase 1600 juntas que recebem transferências do Estado inferiores a 25.000 euros" e, no entanto, só em senhas de presença do executivo "gastam 10.000" . A questão da poupança de recursos é, porém, polémica, uma vez que os representantes da Anafre entendem que a proposta de reforma não irá poupar nem um cêntimo ao erário público. Por essa razão, o congresso deveria chumbar o plano do Governo.

Relvas entende que o país precisa de “menos órgãos autárquicos de freguesia para libertar recursos e, por outro lado, reforçar algumas competências próprias, permitindo que as novas freguesias recebam directamente do Orçamento do Estado os respectivos envelopes financeiros”.

Daí que a proposta, cujos critérios já foram condensados no Documento Verde da Reforma da Administração Local, não é uma reforma “economicista”, mas sim uma medida “para gerir o território de forma mais racional em complementaridade com os municípios”.

O ministro guardou ainda um elogio para os autarcas que já deram início "de forma espontânea" a esta reforma. Um elogio que serviria aos da Câmara de Lisboa, que aprovou a redução das 53 freguesias para 24, segundo um acordo PS/PSD.

Segundo a Lusa, o XIII Congresso Nacional de Freguesias, que começou na sexta-feira e terminou neste sábado em Portimão, contou com 1300 delegados e 500 observadores.

Fonte: Publico

Um país agarrados ao tacho.
 
Interessante a união (agora não há qualquer dúvida que estão unidos nas futuras decisões sobre o Euro, apesar de não existirem certezas concretas nos pormenores) entre França e Alemanha.

O Reino Unido agora sente que está a ser secundado nas decisões sobre a União Europeia, quando num inicio tentou demarcar-se do problema do Euro devido aos problemas políticos internos e à recessão que não abandonara o país.

Com todos estes desenvolvimentos, parece que os países sul europeus (entre outros) terão muitas mais dores de cabeça, já que não se estão a negociar resoluções a curto prazo, mas sim a médio prazo (5/10 anos).

Neste momento começo a desejar a esperada subida de juros na dívida francesa, de modo a acabar com toda esta palhaçada.
 
Após o XIII Congresso da Anafre é isto que vós deixo...

o Exemplo disse:
Como é que se da o inicio de uma revolta? Na minha latente ignorância apenas consigo encontrar a seguinte explicação. É quando quem nos manda não dá o respectivo exemplo com esforço para conseguir atingir o propósito da sua ideia.

Todas as ideias pressupõem sacrifícios e esforço, muitas até boa dose de loucura, mas só dando o exemplo conseguimos verdadeiramente ter lideres.

Ora o que se dá no XIII congresso da Anafre, que orgulhosamente pode participar, é uma autêntica vergonha e afronta ao percurso de um republica que tentou abolir a Corte Monárquica e do Vicio de um poder Central de Lisboa inerentemente Castrou o desenvolvimento do restante País.

É uma afronta a todo o Povo.

O país tem de reduzir custos operacionais, temos uma Assembleia da Republica de 230 deputados, a eliminação de apenas 18 desses deputados corresponde aos 0.13% do PIB que custa o FFF. Não, eu com isto não quero dizer que devam-se eliminar os 18 deputados e que não se mexa nas freguesias. Estou simplesmente a dizer que é afronta democrática reduzir o poder autárquico e deixar o poder Central intocável.

Aliás como referido no congresso que deu o lugar ao pensamento do sério risco de esta conjuntura de medidas bloquear definitivamente a regionalização, ignorando assim o povo. O perigo de voltar a Portugal aos poucos e poucos ser controlado pela Corte de Lisboa é real.

Vi em olhos lassos o lutar de uma vida ser tido como adquirido a sua destruição, muitos desses homens sabem que não ficam como presidentes de junta mas sabem que certas lutas que antes travaram serão aos seus, silenciados e ignorados. Aos seus não digo, seus de família mais sim seus de fregueses.

Estamos nós de revolução, em revolução a ficar na mesma. Na mesma com o poder Central, deixaremos então agora de lutar?
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inurl: Visto.Blog.pt
 
BCE sugere salários de 400 euros. Espanha aceita

O Governo espanhol vai permitir às empresas criarem postos de trabalho com salários abaixo do salário mínimo do país, seguindo uma sugestão do Banco Central Europeu.

O líder do Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou esta quarta-feira que vai adoptar a indicação dada pelo BCE e que prevê salários de 400 euros, bem abaixo dos 641,40 euros do salário mínimo.

A medida começou a ser preparada pelo governo anterior, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter enviado, em Agosto, uma carta a Jose Luiz Zapatero na qual, em troca da reactivação do programa de compra da dívida espanhola, exigia uma série de medidas económicas. Entre elas estava a «desvalorização competitiva» dos salários e acções contra o desemprego jovem, nomeadamente a criação de uma nova categoria de trabalhadores com salários abaixo do salário mínimo.

O teor da carta do BCE foi revelado por Rajoy na passada quinta-feira, durante uma reunião com os parceiros sociais para discutir possíveis aspectos da futura reforma laboral, avançou a Europa Press.

Segundo o jornal espanhol, «Cinco Días», a proposta prevê a implementação, em Espanha, da fórmula conhecida como «minijobs» (mini-postos de trabalho), que foi criada na Alemanha, em 2003, com o objectivo de combater o desemprego. Neste cenário ,vão ser assinados contratos que prevêem salários de 400 euros, isenção do pagamento de impostos e um regime voluntário de pagamento de contribuições sociais.

O governo de Mariano Rajoy já havia anunciado um conjunto de medidas que pretendem simplificar os contratos de trabalho e que vão começar a ser aplicadas após a reforma da Constituição espanhola, que tem como objectivo controlar o valor do défice do país.

Fonte: Agência Financeira

Com 22% de desemprego em Espanha, um país mais próximo do centro europeu e vantagens fiscais, para as indústrias de mão-de-obra barata não teremos qualquer hipótese (bom, sempre se pode contrapôr com salários de 200€)
 
BCE sugere salários de 400 euros. Espanha aceita



Fonte: Agência Financeira

Com 22% de desemprego em Espanha, um país mais próximo do centro europeu e vantagens fiscais, para as indústrias de mão-de-obra barata não teremos qualquer hipótese (bom, sempre se pode contrapôr com salários de 200€)

Ou a 150 euros. Ainda assim fica acima dos 147 que se pagam na China e muito longe dos 800 dolares que se pagam a um indiano por 12 meses de trabalho.
 
Nestes tempos difíceis, o fenómeno só se vai agravar, pode até descontrolar-se, até perigosamente... Na última greve geral a malta do PCP/CGTP em frente à Assembleia da Republica foi literalmente atropelada quando se tentavam apropriar desse descontentamento de pessoas que nunca defenderam até hoje, antes pelo contrário.

Quem atropelou quem? Houve 2 polícias que agrediram outros polícias.
 
:huh:

Eu vi na manifestação foi escumalha estrangeira vir para Portugal tentar causar distúrbios para ser sensação na comunicação social mundial.

O que tu viste não foi o que tu viste...

O que tu viste foi aquilo que outras pessoas quiseram que tu visses...

O que tu viste parece ser igual àquilo que se passou mas o que se passou não foi igual àquilo que te mostraram...
 
Lousano, eu sei que vou parecer cruel e desumano aos olhos de todos, mas isso é uma boa ideia. Há muitos anos que digo que o elevado desemprego crónico espanhol é devido a salários mínimos demasiado elevados no país vizinho. Espanha está pior que a gente, simplesmente tem sido "demasiado grande para cair", mas os erros que se cometeram em Espanha são ainda piores que os nossos.

Em Portugal só não existe esse desemprego na casa dos 20 ou mais % porque se fintou historicamente a lei, com os falsos recibos verdes, de contrário teríamos hoje desemprego na ordem dos 20/30% também.

De resto essa realidade que chocará muitos nesse texto que colocaste, existe há imensos anos em Portugal, só agora na hora do aperto é que os mais privilegiados se aperceberam...

Eu acho o problema da Espanha mais comparável com a Itália, ambas com regiões de grande dinâmica e outras totalmente endividadas.

A diferença é que a Espanha é concorrente a Portugal em quase todos os aspectos e a medida dos baixos salários nesse país destruirá todas as políticas em económicas em Portugal de competitividade por custos mais baixos (nem em energia, mão-de-obra, fiscalidade... nada).
 
O que tu viste não foi o que tu viste...

O que tu viste foi aquilo que outras pessoas quiseram que tu visses...

O que tu viste parece ser igual àquilo que se passou mas o que se passou não foi igual àquilo que te mostraram...

Não há nada de ilusões!

O que vieram fazer a Portugal certos cadastrados (sim, com antecedentes criminais) a uma manifestação que deveria ser dos portugueses?
 
Parece que toda a gente tem razão, mas não devemos esquecer que o óptimo é inimigo do bom! Isto de ser vantagem sermos um país com ordenado mínimo, pode parecer uma vitória em direitos conquistados a favor do povo. Mas a verdade é que no contexto actual e quiçá, futuro, não se revele vantajoso quando temos um estado sem capacidade para o seu dever social, impostos elevados, compromissos vs juros elevados, e o mais preocupante, uma taxa de desemprego elevada e a crescer. Quando se diz por aí, que o BCE está propondo ao governo espanhol um ordenado mínimo de 400eur e nos colocamos a discutir se é baixo ou se o nosso terá de ser mais baixo para sermos competitivos, eu colocaria as coisas de forma ainda mais radical, pelo menos enquanto existir o contexto actual: acabem com os ordenados mínimos! Existem empregos que podem pagar mais que o ordenado mínimo estipulado, e outros que para conseguirem vingar não podem oferecer o ordenado mínimo! Há empresas que produzem carros e outras, batatas! A desvantagem poderá ser um certo aproveitamento em desfavor dos trabalhadores dado haver muito mais procura de emprego que oferta, mas a vantagem neste momento é que possivelmente garantiriamos um emprego mais estável, com redução acentuada da taxa de desemprego! No fundo a competividade iria deslocar-se para os trabalhadores, quanto melhores mais receberiam ou procuram melhor! Não seria nenhum escândalo, na Áustria não há ordenados mínimos, embora haja uma referência em cada um dos seus estados, uns mais pobres que outros, mas muito melhor que Portugal! Talvez o fim do ordenado mínimo seja a solução para um estado social impotente, com uma taxa de desemprego incomportavel, e com necessidade de ser competitivo com outros países em termos de custo.homem/hora! Não?!
 
Em profissões onde as pessoas recebem à hora na chamada economia paralela há muito que baixaram os preços. Por exemplo, havia muitas empregadas de limpeza a receber a 7 e 8 euros à hora e cada vez mais há gente a pedir apenas 5 euros à hora. Os explicadores também baixaram, alguns já pediam 50 euros por aula de hora ou hora e meia, agora já há gente a receber 10 euros por aula. Por uma tarde em part-time num restaurante ou pastelaria pagava-se 25 euros, agora já se paga 15 euros.

Quanto ao fim do salário mínimo, bem não sei se isso é aplicável à cultura portuguesa. Nas culturas protestantes as coisas funcionam de outra forma, é imprudente querer copiar um modelo que eles aplicam para a nossa realidade cultural! Portugal tem uma longa tradição de exploração alheia, ainda hoje a tem só que tomou novas formas. No passado, nas herdades alentejanas e quintas algarvias, os trabalhadores recebiam tão pouco pelo seu trabalho que mal tinham para comer. As rendas eram altíssimas, e os patrões não investiam na modernização. Queriam mais e mais para gastar em Lisboa ou no estrangeiro em luxos como casinos e amantes, para ostentar! Entretanto a exploração tomou novas formas, agora é feita através de rendas exorbitantes, muito mais elevadas que as rendas praticadas noutros países europeus mais ricos (5000 euros por uma pequena loja num centro comercial, 650 euro por um T2 medíocre no Porto, 1000 euros por um pequeno café de esquina em Tavira, etc.), preços de solos exorbitantes, serviços com preços muito mais caros que os praticados noutros países europeus (caso das consúltas médicas e tratamentos de saúde privados), etc.

Penso que nos salários temos dois grandes problemas. O primeiro são as disparidades. Por exemplo, um gestor de uma empresa municipal pode ganhar o dobro de um gestor de uma PME. Ora a empresa municipal não está exposta às leis do mercado da mesma forma que uma PME. Por isso o normal seria que a PME recrutasse um melhor gestor que a empresa municipal, logo melhor pago que no sector público. Mas segundo um estudo do Banco de Portugal não é isso que sucede. Depois há a disparidade entre os salários mais baixos e os salários mais elevados. Temos profissões onde há salários europeus, mas depois o salário mínimo é inferior a 500 euros e o médio ronda os 750 euros.

Além das disparidades, temos salários demasiado elevados para a riqueza que produzimos. Isso foi culpa dos últimos governos, especialmente desde Cavaco Silva. Militares, juízes, gestores públicos, políticos, alguns advogados, administradores, médicos, professores, funcionários das empresas de transportes, todos ganham demasiado e têm excesso de regalias. Isso também motivou um aumento excessivo dos preços da habitação, solos, serviços, etc. Havia muita procura e as pessoas pagavam o que se podia. Ora o país não um tecido económico que suporte esta realidade. Não é a importar a maior parte do que se come ou a exportar produtos com pouco valor acrescentado que se fica rico.

Estamos com o mesmo problema da Grécia, diz-se que os preços têm de baixar por lá 30%, mas como? Por exemplo, os construtores compraram lotes em anos recentes a 100 mil euros, se baixarem o preço das moradias 30% não terão lucros. E depois por sua vez os bancos ficarão com prejuízos! E muito do que está para arrendar não está pago, os proprietários usam as rendas para pagar as prestações bancárias, se baixarem 30% ficarão sem dinheiro para pagar ao Banco e para pagar o condomínio e a manutenção! Nas lojas, se baixarem 30% os preços médios não haverá dinheiro para pagar as rendas e os empregados. Uma solução seria baixar a carga fiscal. Mas para o Estado o fazer teria de cortar mais nos gastos.

Uma Solução:

O Estado poderia dar um corte geral de 30% nos gastos. E depois baixar consideravelmente a carga fiscal. Como fazê-lo?

- Baixar as prestações sociais em 30%: caso dos abonos e RSI.

- Encerrar todos os cursos ou vagas no Ensino Superior com alta taxa de desemprego. Encerrar cursos. Fica mais barato, por exemplo, ter 100 vagas da Engenharia x em 4 cidades do que 50 vagas em 10 cidades. Ponderar o encerramento de instituições do Ensino Superior: por exemplo, há mais de 4 mil enfermeiros no desemprego, e a tendência é para um aumento drástico do número de desempregados, logo o melhor seria encerrar algumas Escolas Superiores de Saúde.

- Retirar regalias, como o subsídio de alojamento dos juízes.

- Fazer novo corte nas pensões milionárias ou nos salários milionários.

- Acabar com as prestações de serviços feitas por privados, e usar os recursos públicos: caso das consultadorias feitas por escritórios de advogados.

- Transferir serviços para edifícios públicos, mesmo que isso implique o pagamento de rendas mais altas, que estão agora a pagar rendas milionárias em edifícios privados.

- Extinguir todas as empresas municipais e transferir os seus serviços para os gabinetes autárquicos, como sucedia antigamente: tabelar os salários a nível nacional e fazer auditorias regulares às autarquias para avaliar se têm um número adequado de funcionários.

- Avaliar, caso a caso, as ajudas do Estado a Fundações: dar aí um corte superior a 30%.

- Retirar todas as ajudas a associações locais recreativas ou desportivas: futebol, caçadores, pescadores, etc.

- Acabar com a duplicação de serviços na mesma área geográfica: por exemplo, encerrar algumas Lojas do Cidadão.

- Acabar com a maior parte dos contratos de associação com escolas privadas: quem não poder pagar pura e simplesmente que frequente o público.

- Procurar alternativas mais baratas para o transporte dos alunos da escola pública: por exemplo, passe da CP em vez de passe de autocarro onde tal é possível, ou autocarro público.

- Aumentar consideravelmente a produtividade no SNS. Como já referi, nada justifica as listas de espera, e a excessiva utilização do privado por parte da classe média e média-alta. Os médicos do público e do privado são os mesmos, não estamos portanto a falar da qualidade dos profissionais. Não faz sentido que se pague duas vezes a saúde, uma da qual a maior parte da classe média não usufrui, a pública, e depois a privada.

- Reduzir para metade o número de freguesias e de concelhos. Entregar esta tarefa a uma comissão independente de Técnicos recrutados nas nossas universidades sem atender a critérios político-partidários.

- Fazer auditorias regulares aos extras de quem está nos cargos públicos: direito a motorista, telemóvel, cartão de crédito, etc. Cortar tudo isso. Se na Suécia os políticos andam de transporte público, cá também podem andar.

- Cortar as reformas políticas a quem tem menos de 65 anos. Mais. Essas reformas deverão ser calculadas em função do número de anos em que se exerceu o cargo e dadas apenas depois dos 65 anos.

- Em vez do Estado pagar às editoras os livros escolares para as crianças defavorecidas, imprimir ele mesmo os livros mais baratos usando papel de qualidade inferior, capas mais económicas, etc., como se fazia no Ensino Básico Mediatizado. Afinal, o que conta é a qualidade dos conteúdos.

- Acabar com o Cartão Jovem até aos 30 anos. Colocar como limite os 21 anos para não estudantes e os 23 ou 24 anos para estudantes. Cortar outros descontos financiados pelo sector público a quem tenha entre 21 anos e 65 anos.

- Acabar com os benefícios fiscais e outras regalias de algumas empresas privadas, inacessíveis a pequenos e médios investidores, como sucede na instalação de grandes superfícies comerciais, PIN's, etc.

- Rever toda a política energética, especialmente a questão das energias renováveis.

- Reflectir sobre uma redução dos gastos da Assembleia da República e da Casa da República (que gasta o dobro da Casa Real de Espanha).

- Acabar com a duplicação de estradas e auto-estradas e ponderar a renegociação das PPP's ou mesmo outras alternativas mais drásticas a aplicar às auto-estradas tidas como «desnecessárias»...





Com todos estes cortes o Governo poderia de imediato baixar a carga fiscal. Baixava-se o IVA para estimular o consumo, o IRC para estimular a instalação de empresas. O IRS também seria baixado. Mas poder-se-ia cortar ainda mais. Por que não retirar parquímetros e tornar gratuitos os estacionamentos públicos em centros históricos para beneficiar o comércio local? Por que motivo se entregam estacionamentos a privados nos centros urbanos, em vez de permanecerem públicos e gratuitos?
 
Uma Solução:

O Estado poderia dar um corte geral de 30% nos gastos. E depois baixar consideravelmente a carga fiscal. Como fazê-lo?

Tal é fundamental. Portugal e os portugueses sempre se habituaram, mal, a viver à sombra do Estado, o Estado criava o emprego, criava obras públicas para as empresas de construção, encomendava computadores para as escolas, dava subsídios quando a produção corria mal... E isso acabou.
É necessário que seja a iniciativa privada, neste momento em que o Estado está falido, a dinamizar a economia, senão o país pára, e não há qualquer hipótese de crescimento. Portanto, é fundamental uma descida considerável de impostos.

Uma parte dessa descida até poderia originar uma descida dos salários e pensões brutos, mantendo-se os valores líquidos a receber. Permitia às empresas baixar os custos com pessoal.

Mais hipóteses, radicais e um pouco polémicas, para gastar menos.

- Gastar muito menos com a justiça. Basta não julgar um sem número de processos de regulação, os tribunais deveriam servir unicamente para julgar crimes contra as pessoas e o património. Exemplo, o famoso caso de um casal de namorados a quem saiu o Euromilhões. Por que razão o dinheiro dos meus impostos tem de servir para julgar um arrufo de ex namorados? Neste caso havia duas hipóteses, ou havia um contrato prévio e o Estado tem de o fazer cumprir através das forças de segurança, ou não há e eles que se entendam. Outro exemplo, que diminuiria os gastos (e agilizaria a resolução os casos importantes) na justiça, o Estado deixava de celebrar casamentos, não tendo depois que julgar os divórcios litigiosos.

- Adoptar o modelo de divisão administrativa espanhol, e não, não seria uma regionalização. Em Espanha o modelo é: um patamar de poder central, outro regional e outro local. Nós não temos o regional, mas ao invés temos dois locais. Portanto uma "regionalização" com menos autonomia que em Espanha, por razões históricas, Portugal sempre foi unido, Espanha resultou da aglutinação de vários reinos, não seria mais que a redução de 95% das câmaras municipais. Manter-se-iam as freguesias quase todas, acabando apenas com as muitas freguesias numa mesma cidade.

- Reduzir o número de titulares de cargos políticos, sem afectar a representatividade. Pegando na ideia peregrina de um deputado do PSD Madeira, cada partido apresentava somente um candidato por cada circulo eleitoral, que teria o direito ao número de votos que o método de Hondt (ou outro mais justo) lhe desse direito nesse círculo. Isso permitiria a redução para cerca 30% dos deputados (dependia dos resultados eleitorais), não afectando a representatividade dos pequenos partidos. Teria como desvantagem a diminuição da pluralidade de opiniões, e a concentração de muito poder em algumas pessoas (por exemplo os representantes do PS e do PSD por Lisboa teriam direito a cerca de uma dezena de votos). Mas se formos a ver, em todos os assuntos importantes para o país, existe disciplina de voto. E tem a vantagem que cada distrito sabe o nome das pessoas que elegeu e sabe a quem exigir acções.

- A questão dos feriados é demagógica. Tirar 4 feriados é irrelevante, até se compararmos com o aumento de 2,5 horas de trabalho por semana, ganha-se mais de um dia de trabalho por mês. A única vantagem desta medida é evitar que as empresas de produção em série tenham paragens nessa produção. Uma boa medida seria então, acabar com todos os feriados e dar mais 10 dias de férias. Assim, manter-se-iam os mesmos dias de descanso, mas não haveria dias em que a produção parasse.

Se corresse bem, não houvesse abusos, até se poderia aplicar esta ideia aos fins de semana, permitindo que cada trabalhador / empresa escolhesse os dias semanais de descanso. Isto poderia aumentar a produtividade de algumas empresas (nem todas, pois muitas delas têm falta de trabalho), e poderia baixar o desemprego, seriam necessários mais trabalhadores. Esta era uma medida muito difícil de implementar em países latinos, seria necessária muita coordenação, negociação e bom senso para evitar abusos, era necessário também uma alteração nos horários escolares, de modo a que haja a possibilidade de cada aluno poder usufruir de dias livres em simultâneo com os pais.
 
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