O Estado do País

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Ainda a semana passada a cadeia de hoteis CS - Carlos Saraiva, com hoteis de 5 estrelas em São Rafael, nos Salgados e em Portimão, despediu 400 trabalhadores.
Essa é uma cadeia que construiu 2 hóteis novos junto à praia de S. Rafael, apoiada numa publicidade com os "colunáveis" de Portugal.
Não são esses ( os colunáveis e os novos-ricos) que enchem os 5 estrelas, são os verdadeiros endinheirados portugueses e estrangeiros - estes são menos sensíveis a estes esquemas de publicidade.
Como tal é natural que cadeias hoteleiras como estas sofram na pele nestes tempos de crise...;)

Nos últimos anos proliferaram os novos hóteis no Algarve. É também natural que não haja capacidade de encher estes fora do período alto de férias.
Assim como cá se observa este fenómeno, por exemplo em Espanha, há estâncias turísticas que no outono-inverno estão praticamente às moscas com mais de 80% da hotelaria fechada - é o caso de La Manga del Mar Menor, entre outras, um autêntico deserto nesta altura.

Sendo assim, as unidades hoteleiras recorrem cada vez mais ao trabalho sazonal - com menores custos de mão de obra obviamente.
 
Que vergonha, por causa das portagens quase matam uma pessoa.

Tá brava a situação. Espanta-me bastante toda esta revolta, não contava. Depois quando os novos lá forem colocados, deviam aumentar o preço em 0,50 cêntimos pra serem os da região a pagar a factura destes actos.
 
Sendo assim, as unidades hoteleiras recorrem cada vez mais ao trabalho sazonal - com menores custos de mão de obra obviamente.

Os contratos de trabalho sazonal acabam no dia 31 de outubro. Estes trabalhadores não são sazonais...

O que se passa é que a Thomas Cook, 1º operadora de viagens mundial que trabalha muito para o Reino Unido e vende o Algarve (entre muitos outros destinos) está falida e vai restruturar-se para não fechar de vez.

A TUI por sua vez, que também vende o Algarve atravessa problemas financeiros.
 
Algarvio, desculpa mas essa de dizeres que o Algarve é rico é um pagode.

O PIB per capita algarvio ronda 75% da média europeia. Muito, muito abaixo de outras regiões turísticas europeias de França Itália, Espanha ou EUA. Os algarvios são, diria, remediados.
 
Francisco Costa analisa consequências do OE-2012 no CINM disse:
Em entrevista ao DIÁRIO, TSF e dnoticias.pt, o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM) Francisco Costa admite que 400 empresas abandonaram o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) no decurso de 2011, sendo que 129 decidiram sair na sequência dos mais recentes desenvolvimentos por ocasião da discussão do Orçamento do Estado.

Francisco Costa não encontra fundamentos económicos para a posição do Governo da República.

“Este novo incidente que surgiu agora com o Orçamento do Estado depende exclusivamente do Governo da República, não tem haver com a Comissão Europeia”, afirmou o presidente da entidade gestora do CINM. “Em termos de racionalidade económica e em termos jurídicos nada justifica esta decisão. É uma posição tomada pelo Governo da República baseada seguramente em considerações de natureza política, que só o Governo da República e as entidades que actuam no campo político poderão explicar”, continuou.

Francisco Costa recorda que a saída de empresas constitui uma perda de receitas do país e da Região em benefício de outras praças com sede em outros Estados da União Europeia como a Áustria, Luxemburgo, Malta, entre outros.

“Nada justifica que no momento em que Portugal está num processo de ajustamento financeiro, de resto a Região também tem de ter, nada justifica que se percam desta forma receitas financeiras, fazendo com que sejam outros países europeus a beneficiar dessas mesmas receitas. Para além da questão do emprego que, como sabe, é fortemente afectado criamos também tensões sociais, criando também a necessidade de gastar mais recursos para suportar os subsídios de desemprego das pessoas que ficam desempregadas. Tudo isto a favor de quem... tudo isto a favor de outros países europeus. Bom e isto é só a perspectiva de curtíssimo prazo, que é uma perspectiva, do meu ponto de vista, muito limitada porque não se trata só de segurar as empresas que cá estavam. Trata-se também de saber qual o efeito sobre a capacidade de captação de outras empresas”, prosseguiu.

Conheça em pormenor a posição do responsável da SDM sobre estas e outras questões em torno do CINM.

http://www.dnoticias.pt/multimedia/...osta-analisa-consequencias-do-oe-2012-no-cinm
 
Sou algarvio, mas sou contra este tipo de violência, o Algarve é a região que pode menos queixar-se, porque somos uma região rica, pior estão os habitantes do interior do país esses sim, são os maiores prejudicados das portagens.

A meu ver, a A24 é a única ex-SCUT em que não existe qualquer lógica (o valor que será cobrado nas portagens será ínfimo) em ser portajada (já não existiu qualquer lógica em a construir como auto-estrada, bastaria um bom IC).

Basta qualquer um pegar no seu veículo particular a fazer uma viagem pelas estradas nacionais de Viseu até Chaves e num dia de chuva (nem refiro neve ou gelo) já tem de ser aventureiro.
 
Tenho habitações para ferias, a preços muito convidativos, em Portimão e na Covilhã e agora já penso 2 vezes...;)
 
Dívida de Portugal é pior do que a da Madeira disse:
Europa respondeu a Nuno Teixeira com números que contrariam o governo de Lisboa

De acordo com a Comissão Europeia, a dívida pública do País tem um peso superior ao da Região no respectivo PIB.

Quando Pedro Passos Coelho afirmou à SIC, na terça-feira, que a situação da Madeira é pior do que a do País, não se terá lembrado de que as bases de cálculo dos valores em dívida são completamente díspares. Enquanto a Região tem agora as suas dívidas totalmente escrutinadas, em relação ao resto do País estão ainda por apurar os valores totais. E sobre esses valores é agora conhecido um novo indicador que põe o País com uma dívida comparativamente mais gravosa do que a da Região, como se depreende da leitura da resposta que a Comissão Europeia acaba de dar a um conjunto de perguntas formuladas pelo eurodeputado madeirense Nuno Teixeira.

As respostas já estão disponíveis no 'site' do Parlamento Europeu e contrariam, se não em tudo pelo menos em parte, a base da argumentação de Passos Coelho. Disse o primeiro-ministro que "a Madeira é claramente um caso em que a crise terá um impacto maior do que no resto do País". Se Passos se refere exclusivamente à dívida escondida pela Região, o 'castigo' pode ter justificação. Já se este impacto da crise pretende reflectir a situação das contas públicas tal como elas foram apresentadas, em Setembro, no relatório da Inspecção-Geral de Finanças, então o primeiro-ministro estará equivocado, porque esses são valores globais, ao contrário do que acontece em relação ao resto do País.

De acordo com os números revelados pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, a dívida pública directa do Estado português era, em Outubro de 2011, de aproximadamente 113% do Produto Interno Bruto (PIB). Agora, na resposta ao eurodeputado madeirense, o comissário europeu da Fiscalidade, União Aduaneira, Auditoria e Luta contra a Fraude, Algirdas Semeta, adianta que, no final de 2010, o total das garantias concedidas pelo governo português era equivalente a 17% do PIB. Ora, se somarmos os 113% assumidos pelas instituições nacionais aos 17% reportados às instituições europeias - dados que serão actualizados em Abril de 2012 - temos um peso global da dívida pública portuguesa na ordem dos 130% do PIB. A dívida global da Região, segundo o relatório do ministro das Finanças, referente a 30 de Setembro, era de 123% do PIB. Por outras palavras, se a crise terá um impacto superior na Madeira só será justificável se for pela dívida não divulgada, já que, em termos de PIB, a situação do Estado Português não é melhor que a da Região, conforme permitem deduzir, indirectamente, os números divulgados pela própria Comissão Europeia na resposta ao eurodeputado madeirense.

Dívida da ANAM deve ser imputada a Lisboa

Do conjunto de seis questões colocadas por Nuno Teixeira e a que a Comissão Europeia respondeu esta segunda-feira, há duas respostas claras. A primeira, como se vê pelo texto em cima, refere-se ao peso das contas públicas no Produto Interno Bruto, com a Europa a dar indicações de que a situação nacional é, comparativamente, mais grave do que a da Madeira.

A segunda questão que não deixa margem para dúvidas é a referente à responsabilidade financeira atribuída pelo Estado Português à Região Autónoma da Madeira na ANAM. Nuno Teixeira perguntou se era correcta aquela classificação. A Comissão Europeia responde taxativamente que não.

Foi esta a pergunta do eurodeputado madeirense: "Considera correcta a imputação à dívida da administração regional autónoma da RAM da totalidade da dívida respeitante a uma empresa pública detida pelo Estado português em 80% e apenas 20% pela RAM?". Responde assim a Comissão Europeia: "De acordo com a metodologia das contas nacionais, se uma empresa é detida e controlada em 80% pelo governo central, a sua dívida deve ser totalmente reclassificada em governo central, com impacto na dívida do mesmo subsector".

Com esta clarificação, a Comissão Europeia distancia-se da visão territorial invocada pelo ministro Vítor Gaspar que considerava dívida pública regional toda aquela que fosse criada no espaço geográfico territorial, acrescentando às contas do Governo Regional as de empresas como a ANAM e as criadas pelas autarquias e outras instituições públicas.

Nuno Teixeira: Estado deve revelar tudo

O eurodeputado do PSD-Madeira diz que é tempo de o Estado usar da mesma transparência que aplicou à Região quando fez o apuramento integral da dívida. "Deve ser feito o mesmo em relação a todo o País", disse ontem, ao DIÁRIO, Nuno Teixeira.

Os portugueses devem saber claramente quanto deve o Estado nas suas múltiplas vertentes, como as parcerias público-privadas, dívidas administrativas , dívida directa e indirecta. O político madeirense acredita que quando esses valores forem totalmente apurados, a situação da Madeira não será tão grave quanto tem sido dito nos últimos meses.

http://www.dnoticias.pt/impressa/di...r-do-que-a-da-madeira?destination=node/297718
 
Li um artigo na revista The Week sobre o desemprego jovem no Reino Unido. Parece que por lá também há uma pressão enorme para entrar na Administração Pública, e que o vício piorou com Tony Blair e Gordon Brown. E agora veio Cameron cortar nos gastos públicos e até já reduziu o número de funcionários em várias dezenas de milhar. Essencialmente são jovens com o 12.º ano e cursos profissionais/técnicos, ou escolaridade inferior, de classe média ou média-baixa. Mas simultaneamente, o número de imigrantes não pára de aumentar. E em obras como o Estádio Olímpico trabalham maioritariamente imigrantes. Pelos vistos trabalho não falta, mas os ingleses não querem fazer limpezas ou carregar baldes de cimento. Será que este sistema é sustentável? Será que poderemos continuar a sustentar jovens que recusam certos trabalhos enquanto aceitamos mais e mais imigrantes na Europa? Ainda por cima, muitos desses imigrantes são provenientes de países em desenvolvimento que estão a crescer e com taxas de desemprego mais reduzidas. Provavelmente, com o agravar da crise, as famílias deixarão de ter dinheiro para sustentar gente adulta de 20, 30 ou 40 anos que recusa trabalhos «menores». E aí muito mudará, não sem tensões sociais...
 
Objectivo: Por os Madeirenses na Miséria!

Notícia da RTP:
CGD muda da Madeira para as Ilhas Cayman


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[ame="http://videos.sapo.pt/oTWUfL1gkfKHT3qZV80U"]“Todos os bancos estão de saída do offshore da... - SAPO Vídeos[/ame]
 
Nada mudou. Essas operações da CGD não pagavam impostos e infelizmente não passaram a ser ilegais.

Tenho de vós agradecer por este lindo trabalho, obrigado pela grandiosa prenda de natal.

Desemprego qualificado na RAM a conta do Pai Natal da Extrema Esquerda Portuguesa e Regional que foi a reboque!

As entidades Portuguesas demonstraram o que se faz, salta-se não se acaba!

A CGD, foi uma das ultimas entidades bancárias a transferir e não fechar. BES, BCP, BPI entre outras já tinham "transferido"

O próprio estado aqui já coloquei transferiu n operações para a Praça de Jersey. Mesmo antes da operação de aprovação do orçamento que acabou com a Madeira.

Obrigado, Obrigado, Obrigado.
Podem mandar pão?
 
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