O Estado do País

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O fim da zona franca é um erro. E temo que seja um erro que esteja inscrito noutros interesses internacionais. Por cá, os papalvos do Regime vão atrás de tudo o que o estrangeiro dita. É de fora, é bom. Salazar era ditador, mas ao menos não se deixava enganar pelos nossos inimigos, e falsos amigos, tipo EUA e Reino Unido. Um dos poucos amigos sinceros que Portugal então teve era o Xá do Irão, mas até esse se foi. Uma Madeira de costas voltadas para o Continente dá muito jeito a vários países, que não poderão pôr de parte a hipótese de financiar o FLAMA, tal como financiaram os terroristas em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

Adiante.

Em VRSa está montada uma polémica em torno da nova taxa que a autarquia pretende incluir na conta da água. Consta que os munícipes passarão a pagar as despesas dos bombeiros na conta da água. A autarquia está com uma dívida enorme, mas não se inibe de trazer Paulo Gonzo e um artista cubano para a passagem de ano; com espectáculo ao ar livre, e pelos vistos gratuito, claro.

Ontem andei pela cidade. Tem uma bhiblioteca enorme, que desconhecia, umas piscinas municipais enormes, que também desconhecia. A escola secundária continua em obras.

Estudei na Secundária de VRSA. Na altura, o problema do insucesso não tinha qualquer relação com as instalações. Residia sim na falta de qualidade dos professores e dos alunos, muitos provenientes de famílias desfavorecidas, de contextos sociais problemáticos, e sem objectivos ambiciosos para a vida. Alguns professores faltavam imenso, os programas ficavam com frequência por cumprir, e a preparação para exame a muitas disciplinas era péssima. O problema, repito, não estava nas instalações.

Fiquei com a ideia que se foi demasiado longe, demasiado depressa. A cidade é e sempre foi pobre. Gastou-se uma fortuna naquela biblioteca, construída de raiz, e naquelas psicinas, quando se poderia ter esperado e feito aquelas infra-estruturas mais tarde. No caso das psicinas até se poderia ter optado por acordos com privados, pois há boas opções nos hotéis de Monte Gordo. Ficaria bem mais barato que construir e manter umas piscinas públicas.

Mas não é só aí que está despesismo no concelho. Existe uma empresa municipal, que não existia há uns anos, e saliente-se, quando não havia não se notava pela sua falta. E tal implica mais tacho, mas Estado paralelo, mais despesa. E ainda há as festarolas, muitas festarolas, e o famigerado Manta Beach.

Simultaneamente, os erros sucedem-se.

Vila Nova de Cacela, outrora uma vila agradável com edifícios típicos do final do século XIX e do início do século XX converteu-se numa espécie de subúrbio sem qualquer identidade, em nome da política do betão.

Faltou e falta dinheiro para a preservação e abertura ao público dos monumentos e vestígios arqueológicos: falo do túmulo de Santa Rita, das ruínas árabes de Cacela Velha, ou da casa quinhentista da mesma vila, que já teria desaparecido não fosse a acção da ADRIP. E fica por explicar o que sucedeu nos anos 90 à vila romaana da Manta Rota.

O centro histórico de VRSA está decrépito, abandonado, enquanto as Hortas, a Aldeia Nova e Monte Fino se converteram em subúrbios desordenados, feios, sujos até, com restos de entulhos espalhados por terrenos abandonados. O que dirão os turistas?

O apeadeiro que dava acesso à alfândega foi há muito encerrado, visando, creio, o aproveitamento dos terrenos da zona para especulação imobiliária. Mais uma machadada no turismo.

A indústria conserveira há muito que desapareceu, para continuar do outro lado da fronteira, em Ayamonte.

E segundo o dono de um hotel de Monte Gordo, os proprietários dos mesmos já têm de ir ao aeroporto de Faro à procura de clientes. A queda no turismo já se fez sentir no comércio da vila.

E assim vai este concelho...
 
Custa perceber como pessoas à partida competentes e com mérito como os ministros da Economia e Finanças cometem erros estratégicos como o fim da zona franca da Madeira.

E vem aí outro erro, as privatizações. Medina Carreira já avisou.
 
O que é que Portugal ganha em manter cá a contabilidade da ArcelorMittal?

Não há nenhum dinheiro a circular na Madeira. O que existe é apenas contabilidade falsa.

Zero euros, zero euros é portanto o valor que entra nos cofres do estado. Por isso acho muito bem que se acabe com a pirataria organizada.

Apenas 2 pessoas ficarão desempregadas, os 2 testas de ferro que aparecem como donos de todas as empresas sediadas naquele regime fiscal ilegal.
 
O que é que Portugal ganha em manter cá a contabilidade da ArcelorMittal?

Não há nenhum dinheiro a circular na Madeira. O que existe é apenas contabilidade falsa.

Zero euros, zero euros é portanto o valor que entra nos cofres do estado. Por isso acho muito bem que se acabe com a pirataria organizada.

Apenas 2 pessoas ficarão desempregadas, os 2 testas de ferro que aparecem como donos de todas as empresas sediadas naquele regime fiscal ilegal.

Deixa de ser otário, são gestores e economistas muitos deles. Trabalham no Funchal junto as sedes regionais, têm nas suas funções a gestão dos clientes. Essa gestão é feita cá, durante anos a Universidade da Madeira e o ISAL tiveram nesses cursos mercado de trabalho, muitos estágios são lá.
A operação Furacão sobre as invasões fiscais na zona franca deu-se na Madeira. Nesses departamentos.
Não é só essas "duas" grandes empresas de gestão contabilística que estão em apuros.

O BES foi sincero de empregos directos são 52 pessoas, e indirectos 30.

http://tv3.rtp.pt/noticias/?t=O-Ban....rtp&headline=20&visual=9&article=510386&tm=6

Mas o mais grave, o Banco de Portugal tem acesso a todas as movimentações contabilísticas na Madeira. As empresas não pagavam IRC, mas pagavam IVA reduzido mas que dava uma almofada de 140milhões se mantivesse as empresas no ano passado com a contabilidade deste ano a Região.

Porque que fecha? Porque a Madeira queria um regime fiscal próprio, e partindo para uma quase certa manutenção da praça, conseguiria-se atrair mais multinacionais para aqui facturarem, conseguiria-se a curto prazo 400 milhões de euro ano, bem próximo da auto-suficiência financeira.
Poderia-se ir mais longe...
 
Eu sou contra zonas francas "offshores", mas sempre disse, para acabar com elas tem de ser uma iniciativa mundial sem restar uma só!

Talvez por receio de afrontas de esquerda, apontando o dedo às offshores, caiu-se no erro de eliminar a da Madeira. Então e agora? Agora vai o dinheiro todo para outros paraísos fiscais, simples solução!

Quem pensa que a CGD é do estado bem se engana, é apenas o banco que o estado usa para os seus depósitos. A administração da CGD está sujeita a avaliações da sua gestão, têm de mostrar resultados ao fim do ano, certo? Então se colocarem o dinheiro nos paraísos fiscais, é certo que melhores resultados obtêm! Lógica da batata.. :)

se amanhã o estado ceder à zona franca, lá estarão o jornais e esquerda a apontar o dedo.. Como dizia o outro "é a vida..". Na verdade, eliminar a zona franca, foi coisa de crianças! :)
 
Gestores e economistas não produzem nada que a ilha necessite, logo são perfeitamente dispensáveis, se é que alguma vez existiram cargos ligados à pirataria fiscal.
 
Gestores e economistas não produzem nada que a ilha necessite, logo são perfeitamente dispensáveis, se é que alguma vez existiram cargos ligados à pirataria fiscal.

WTF? Só podes estar no gozo! Achas que a tua profissão é preciso para alguma coisa? Por essa ordem de ideias eu não preciso, vai para o desemprego TU!
 
A única coisa de crianças aqui é o conselheiro de estado Vítor Bento passar 2 anos (talvez até bastantes mais) a defender a desvalorização dos salários como forma de competitividade e depois a meio do caminho começar a achar que isto mesmo com salários bastante mais baixos já não vai lá...

Quem trabalha sabem muito bem quem é que anda a brincar...
 
Os salários no sector privado são muito regulados pelos salários no sector público, digamos que os salários da função pública são uma referência para o sector privado, embora os números digam que no sector privado, geralmente, são mais baixos 10 a 15% que no sector público. E depois há regalias no sector público, como o direito à ADSE, reformas mais elevadas e outros extras que há nalguns cargos e profissões (prémios, telemóvel, cartão de crédito, motorista, etc).

Nas últimas décadas os salários de juízes, médicos, militares, directores, gestores públicos, enfermeiros, professores, funcionários da TAP e de outras empresas de transportes públicos, etc. cresceram desmesuradamente atendendo à nossa realidade económica. Esse crescimento desmesurado dos salários da função pública motivou a subida dos preços das habitações e das rendas, dos preços dos serviços, e motivou também o crescimento do sector terciário (ginásios, spa's, centros comerciais, etc.). Claro que depois há a questão das diferenças salariais, profissões menores têm salários muito baixos dentro da função pública, e esse é um dos mecanismos que o Estado tem para gerar diferenças sociais gritantes.

Informem-se bem sobre o perfil de quem compra segunda habitação no Algarve. De quem compra nas lojas caras da Baixa de Faro, ou de quem frequenta o Holmes Place. Ou ainda de quem faz férias no Brasil ou em Cuba. A maioria são funcionários públicos. Quem trabalha no sector privado, os donos das PME's, com frequência, nem têm direito a descansar ao fim-de-semana, quanto mais ir de férias para o estrangeiro.

Já depois do corte do 13.º e do 14.º mês a Troika disse que o peso dos salários continua muito elevado, portanto não se admirem que o Estado corte ainda mais em salários e reformas.
 
Os salários no sector privado são muito regulados pelos salários no sector público, digamos que os salários da função pública são uma referência para o sector privado, embora os números digam que no sector privado, geralmente, são mais baixos 10 a 15% que no sector público. E depois há regalias no sector público, como o direito à ADSE, reformas mais elevadas e outros extras que há nalguns cargos e profissões (prémios, telemóvel, cartão de crédito, motorista, etc).

Nas últimas décadas os salários de juízes, médicos, militares, directores, gestores públicos, enfermeiros, professores, funcionários da TAP e de outras empresas de transportes públicos, etc. cresceram desmesuradamente atendendo à nossa realidade económica. Esse crescimento desmesurado dos salários da função pública motivou a subida dos preços das habitações e das rendas, dos preços dos serviços, e motivou também o crescimento do sector terciário (ginásios, spa's, centros comerciais, etc.). Claro que depois há a questão das diferenças salariais, profissões menores têm salários muito baixos dentro da função pública, e esse é um dos mecanismos que o Estado tem para gerar diferenças sociais gritantes.

Informem-se bem sobre o perfil de quem compra segunda habitação no Algarve. De quem compra nas lojas caras da Baixa de Faro, ou de quem frequenta o Holmes Place. Ou ainda de quem faz férias no Brasil ou em Cuba. A maioria são funcionários públicos. Quem trabalha no sector privado, os donos das PME's, com frequência, nem têm direito a descansar ao fim-de-semana, quanto mais ir de férias para o estrangeiro.

Já depois do corte do 13.º e do 14.º mês a Troika disse que o peso dos salários continua muito elevado, portanto não se admirem que o Estado corte ainda mais em salários e reformas.

Eu sou funcionário público e não tenho ADSE.

A alternativa do governo para a proposta da troika no corte de salários, está em cima da mesa: menos 3 dias de férias! Isso já representa um aumento superior a 1% em termos de trabalho anual.
 
A única coisa de crianças aqui é o conselheiro de estado Vítor Bento passar 2 anos (talvez até bastantes mais) a defender a desvalorização dos salários como forma de competitividade e depois a meio do caminho começar a achar que isto mesmo com salários bastante mais baixos já não vai lá...

Quem trabalha sabem muito bem quem é que anda a brincar...

Já me viste aqui a defender Canalizadores como pessoas, daremos a minha função actual, programar a carga e fazer gestão de rede de alta tensão.

Achas que isso se vê? Vês a electricidade a passar nas linhas? Imaginas os cabos que estão debaixo de ti? NÂO

TODOS são indispensáveis e importantes. Não tenho pachorra prao Frederico na sua diminuição de pessoas que não sejam médicos ou outros de categoria profissional semelhante tratando-as por vezes como lixo, ou também para as tuas de achar que essas pessoas nada fazem!

Caso da Meteorologia, o trabalho mais ingrato é andares a fazer previsões, fazer seguimento e lançar alertas, e todo alertado e cuidado as coisas correm bem e aí chamam de excesso de zelo e despesismo. O contrário por vezes leva a mortes, e muito sofrimento. O que EU prefiro que não aconteça!

Cresce além da lavagem de camarada que levas, pá!
 
Ritmos de trabalho robóticos... sociedades atrasadas... produzir para produzir...

Volkswagen aceita não enviar emails a funcionários fora do horário de trabalho


«O acordo, alcançado no início deste ano mas só agora reconhecido publicamente pelos responsáveis da empresa, surgiu depois de os funcionários se terem queixado de estarem 24 horas por dia disponíveis para trabalhar devido ao facto de terem um telemóvel entregue pela empresa, avança o diário alemão "Wolfsburger Allgemeine Zeitung".»

http://www.publico.pt/Sociedade/vol...-a-emails-fora-do-horario-de-trabalho-1526295
 
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