O Estado do País

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SPA congratula-se com "amplo consenso" para aprovação da lei da cópia privada

A previsível aprovação na generalidade do projecto de lei do PS relativo à cópia privada, que será discutido hoje no Parlamento, já mereceu o também esperado apoio da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Numa nota publicada no site, a direcção e a administração da SPA “congratulam-se com o amplo consenso estabelecido” e consideram que esta posição “aponta para decisões justas e inadiáveis”.

A SPA lembra que o projecto de lei 118/XII – elaborado pelo anterior Governo do PS, por iniciativa do Ministério da Cultura de então – foi adiado devido à realização de eleições antecipadas.

“Conforme foi salientado por vários deputados no debate parlamentar do dia 4, a evolução que se tem operado na sociedade digital torna imperativa e inadiável a criação de uma Lei da Cópia Privada que, levando em conta as novas realidades tecnológicas, proteja os direitos dos autores e dos artistas, encerrando o capítulo da era analógica que a lei ainda em vigor tem mantido como principal referência”, lê-se no comunicado.

A nota da SPA termina com um apelo aos seus associados: “É em torno de assuntos como este, dos quais depende o futuro do direito de autor, que os criadores portugueses devem manter-se unidos e interventivos”.

Em contrapartida, as medidas previstas no projecto de lei do PS estão a registar uma forte contestação nas redes sociais, principalmente no Twitter, onde a discussão pode ser seguida através da hashtag #pl118.

Proposta vai aumentar o preço dos dispositivos que permitem fazer cópias

Na passada quarta-feira, o PS apresentou à Assembleia da República um projecto de lei relativo à cópia privada, que pretende aumentar a taxa a pagar pelos consumidores sobre os dispositivos que permitem fazer cópias, como os discos externos e os cartões de memória.

Na prática, os discos rígidos com mais de 150 Gigabytes (GB) vão sofrer aumentos de dois cêntimos por cada GB de capacidade de armazenamento. No caso dos discos com mais de 1 Terabyte, a proposta prevê a aplicação de uma taxa adicional de 0,5 cêntimos. No caso dos discos multimédia o projecto de lei prevê um aumento de cinco cêntimos por cada GB e no caso dos telemóveis a taxa adicional será de 50 cêntimos por cada GB. Já as "pen" USB e os cartões de memória serão taxados a seis cêntimos por cada GB.

Consenso nos partidos com assento parlamentar

O projecto de lei 118/XII, da autoria de Gabriela Canavilhas, aprova o regime jurídico da cópia privada e altera um artigo, o 47.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

“A aprovação [do projecto de lei] é uma questão de justiça, respeito pelos autores e incentivo à economia cultural”, defendeu na quarta-feira a deputada socialista e ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, durante a apresentação do documento no Parlamento.

O PCP, através do deputado João Oliveira, mostrou-se “genericamente” de acordo com o diploma socialista que, no entanto, “peca por tardio”. A proposta do PS “apresenta-se como uma solução para uma pequena parte da situação em que os autores se encontram”, afirmou João Oliveira, que considera que os autores “foram abandonados à selvajaria das leis do mercado”.

Para o CDS-PP, através da deputada Teresa Anjinho, o diploma socialista “propõe alterações positivas” à lei. No entanto, os centristas pretendem ver esclarecidas algumas dúvidas durante o debate na especialidade.

A deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins lamentou que o projecto de lei “seja apresentado tanto tempo depois de estar pronto, ainda Gabriela Canavilhas era ministra”. O BE assinala “convergências”, mas também “falhas” no diploma socialista.

Já o PSD, através da deputada Conceição Pereira, considerou o diploma socialista como “uma boa base de trabalho”, que contém “propostas extremamente positivas”.

Fonte: Publico

Olha mais uma taxa para irem aos bolsos. Se eu tiver um disco externo com vídeos, fotos minhas e trabalhos ou uma pen vou ter que pagar essa taxa. Já nem se pode tirar fotos nem fazer vídeos caseiros. :lmao:

O PS fala fala mas é o mais gatuno. :angry:

Um dia vamos pagar pelo ar que respiramos, pelo que andamos a pé. Isto vai lindo vai. :lmao:
 
Olha mais uma taxa para irem aos bolsos. Se eu tiver um disco externo com vídeos, fotos minhas e trabalhos ou uma pen vou ter que pagar essa taxa. Já nem se pode tirar fotos nem fazer vídeos caseiros. :lmao:

O PS fala fala mas é o mais gatuno. :angry:

Um dia vamos pagar pelo ar que respiramos, pelo que andamos a pé. Isto vai lindo vai. :lmao:

Só o PS?

Já o PSD, (...) que contém “propostas extremamente positivas”.

Para o CDS-PP, através da deputada Teresa Anjinho, o diploma socialista “propõe alterações positivas” à lei.


O PCP, através do deputado João Oliveira, mostrou-se “genericamente” de acordo com o diploma socialista que, no entanto, “peca por tardio”. (...)

A deputada do Bloco de Esquerda (...) assinala “convergências”, mas também “falhas” no diploma socialista.

Lá vamos nós ter de ir comprar discos rígidos para a Holanda, aí não nos vão ao bolso.
 
Discos mais caros?! mandem vir de fora para empobrecer os nossos logistas. Obrigado!:confused:
 
Sobre a lei da cópia privada. Carta aberta ao Grupo Parlamentar do PS.

Esta é uma carta aberta ao Grupo Parlamentar do PS, nomeadamente à deputada, ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, sobre a sua proposta de lei 118, alteração à lei da cópia privada.
Para deixarmos já a questão política de lado, e que para não me acusem de estar a fazer um ataque político, queiram os senhores deputados saber que uma das razões porque o são neste momento, deputados, é por minha causa. Queiram também saber que provavelmente continuarei a votar PS a nível legislativo e pela primeira vez nas próximas autárquicas. Tenho 32 anos e NUNCA falhei uma eleição, sendo que sempre votei PS ou à esquerda deste.
Feito que está o disclaimer político, queiram também desde já desculpar-me se me exaltar no texto em baixo, mas se lerem este blog vão perceber que é um defeito que tenho, quando falo de temas em que o senso comum parece não ser algo que os alvos dos meus textos tenham.
Ora então suas Exas. querem que aqui o menino comece a pagar uma taxa, que vai direitinha para os bolsos da Sociedade Portuguesa de Autores, cada vez que compro um disco rígido, ou uma pen USB, ou um cartão de memória para minha máquina fotográfica, não é? Vocês querem taxar telemóveis com memória interna, por amor de “entidade espiritual não existente”!!! Já não basta a imbecilidade dessa taxa nos suportes CD e DVD?
Choca-me que deputados de um partido no qual votei se deixem levar pelas conversas dos amiguinhos da Sociedade Portuguesa de Autores, que percebendo que o suporte CD/DVD é cada vez menos utilizado, inventou esta forma de ROUBAR dinheiro ao bolso dos Portugueses.
É tão fácil perceber que isto foi cozinhado pela SPA, que foi criada uma excepção para quem produz conteúdos fonográficos… (go figure…)


Diz a Sra. deputada que lá fora também se faz. Este complexo de inferioridade vai acabar connosco! O que vem lá de fora não é necessariamente bom. Então não era o Sr. ex-primeiro ministro que dizia que Portugal era um dos países mais inovadores do mundo e coiso e tal??

Sobre o custo por Gb

Explique-me lá Sra. deputada porque raio tenho eu de dar 1.40€ ao Tony Carreira por ter 70Gb de fotos de MINHA autoria num disco externo?
Os Srs. deputados vivem completamente alheados da realidade… Existem mais conteúdos grátis e livres de direitos de autores do que os Srs. e vossa família completa consumirão em toda a vossa vida. Porque raio tenho eu de pagar ao Toy para armazenar esses conteúdos?
Então e os Magalhães? Também vão pagar um custo por cada Gb de disco? Coitadinhas das criancinhas…

Sobre as empresas

Diz a Sra. deputada Canavilhas que é nos discos utilizados pelas empresas que isso mais se vai notar, e que o utilizador doméstico não será tão afectado. ERRADO! Nos computadores das típicas empresas não existem Terabytes de fotos ou conteúdos (potencialmente) protegidos por direitos de autor. Quando uma empresa tem Terabytes de informação, é informação gerada na empresa, do seu negócio. Porque há-de a empresa pagar à Romana para ter os SEUS dados armazenados?
As empresas da área da informática serão gravemente prejudicadas por esta alteração de lei. As empresas e o estado, porque aqui o menino, bem com uma grande parte da população portuguesa vai passar a comprar estes suportes fora do país, através de uma coisa que liga as pessoas e que se chama: internet! (E não foi inventada pelo Al Gore)
Saiba a Sra. ex-ministra que o blog onde escrevo estas palavras está alojado em servidores de uma empresa Portuguesa que tem centenas de servidores, em solo nacional, num total, por alto, de 75 Terabytes de discos, com informação criada pelos SEUS clientes, particulares e outras empresas: os seus websites! Porque há-de esta empresa Portuguesa pagar cerca de 1500€ ao Quim Barreiros para armazenar estes websites?

Sobre a cópia e a pirataria

Então assumem os Srs. deputados que eu vou SEMPRE usar os discos que compro para fazer cópias de outro conteúdo que eu já comprei legalmente, como um CD por exemplo. E qual é o problema? Tenho de pagar os direitos duplamente?? O Srs. sabem o que é, por exemplo o iTunes? Quer-me parecer que não…
Falando da pirataria, é portanto assumido que TODOS os discos vendidos vão ser utilizados para armazenar conteúdos obtidos ilegalmente, e por isso cobra-se a “multa” logo à cabeça? Eu tenho a certeza que a Constituição deste país me defende de ser condenado por um crime que ainda não cometi! Isto não é Hollywood nem a minha vida é o Minority Report, ok??
Não seria de também taxar os pianos, por exemplo à tecla, já que os mesmos podem, eventualmente, por uma casualidade, ser utilizados para tocar obras que estejam protegidas por direitos de autor? O que me diz Sra. ex-ministra?

Sobre a legalidade

Será legal, como já referi anteriormente, punir-me por um crime que eu ainda não cometi?
Será legal taxar uma taxa? Já que vamos pagar IVA sobre esta nova taxa?
Têm noção que aprovando esta lei e cobrando esta taxa, aqui o menino, o resto da malta, se sente legitimada para piratear a torto e a direito? Isto é um passe livre para o crime!
O que acho uma piada do car… é que os artistas, nomeadamente músicos e bandas, que eu tanto admiro e de quem compro os trabalhos, estejam tão caladinhos com a situação. Vão-me dizer que como “pessoas” concordam com esta palhaçada?? Se alguém arranjou forma de receber dinheiro fácil, porquê arranjar polémicas? Sim, eu sei que nem todos os autores recebem o que deviam e que o esquema de distribuição de direitos de autor tem muito que se lhe diga. Mas isso é outra discussão, que os autores devem ter com a sua representante SPA ou outras, e eu como consumidor tenho ZERO a ver com isso.
E havia muito mais a dizer, mas entretanto tenho de trabalhar porque eu não ganho dinheiro à conta dos outros, como os vossos amigos da SPA!

http://blog.wonderm00n.com/2012/01/...vada-carta-aberta-ao-grupo-parlamentar-do-ps/
 
Os Dias do Fim disse:
A adversidade desencadeia reacções muito diferentes no ser humano. O humano, sendo intrinsecamente um ser social, quando confrontado com situações adversas, seria expectável que procurasse conforto e motivação entre os seus pares. Espantosamente, hoje em dia, verifico que cada vez mais nos fechamos em casulos emocionais, fechando a porta à possibilidade de ajuda.
A solidão afectiva e a preocupação em não perturbar o quotidiano pretensamente sobre-ocupado dos outros provoca esse isolamento podendo conduzir a uma espiral de negativismo, em que qualquer obstáculo aparenta ser intransponível e o comportamento torna-se extremado e bipolar.
Na conjuntura actual, a ânsia de resolver equações financeiras, mesmo desconhecendo se terão solução no universo de números considerado, incorre-se numa cruel matematização do ser humano, sendo insensível às suas mais basilares necessidades e aspirações.
Somos governados como números. Estatísticas. Argumentos. Denominadores. Percentagens. Rácios. Constantes? Não, nada é constante. Não há certezas. Não há garantias. Somos variáveis, valores perdidos numa folha de cálculo ministerial, que permite ajustes sistemáticos de modo atingir o objectivo pretendido na célula totalizadora.
Gelo fino, terreno minado essa linha ténue que separa a frieza matemática do calor humano das gentes, da gente, nosso. O perigo de transpor a fronteira que transforma humanos em números é real e iminente. Porque a um número permiti-mo-nos todo o tipo de operações, subtrair ou dividir, sem deixar vestígios de remorso e impondo uma atroz lógica racional da qual a História tem coleccionado inúmeros exemplos, sendo um dos últimos primado pela máxima "O trabalho libertar-te-á!".
Longe dos foros decisórios a vida é levada com sofrimento. No entanto, adjuvados pela comunicação social, preparam raids regulares, bombardeando com ondas de culpabilidade individual e inevitabilidade colectiva, que vão vincando o seu cunho nas crenças da sociedade. Tácticas seculares, aprimoradas pelas religiões, fazem os leigos cidadãos incorrer em penitências económicas, trilhando o caminho da salvação de seus pecados de uma vida consumista e supérflua.
E a nível pessoal, olhos ruborizados travando a primeira da torrente de lágrimas que esvaziará o rosto, gargantas roucas sufocadas pelo grito contido, nervos saturados pelo terror da incerteza, a alienação da mente a vaguear no campo das hipóteses e sorrisos plásticos a mascarar o turbilhão interior permitindo o anonimato possível.
Sentem-se prisioneiros de uma vida que não planearam. Um quotidiano que obriga a sujeição à infelicidade empurrando a vergonha idiossincrática do incumprimento dos seus compromissos para o dia seguinte. Almas escravizadas num corpo que começam a rejeitar como seu numa altura em que a ruptura com a penosa rotina intersecta com o alívio do abandono do corpo.
PÁRA de pensar! ESCUTA o ruído! OLHA à tua volta!
Há muitos outros a se sentirem como tu e a sua voz começa a fazer-se ouvir. A vergonha só floresce na solidão e quando a perdemos ganhamos a força para mover montanhas ou mudar o mundo.
Nada merece a destruição de uma vida.
Uma casa não faz um lar, nós fazemos!

O verdadeiro inimigo da Maçonaria somos todos nós.
Pensem no nosso futuro como único!
 
Pra quem não viu.

[ame="http://videos.sapo.pt/ZvJIYhaY2vZAV8MagbJw"]Soares dos Santos explica transferência da Jerónim - SIC Notícias - SAPO Vídeos[/ame]
 
Atenção... Desconheço se isto é totalmente verdade ou não mas se for verdade é demasiado ridículo para ser verdade...

Coisas da Cultura…
Posted on 18/12/2011 by [ Luís Reis @ Edição Triplo II ]

» Autor desconhecido – Enviado por email

Para conhecimento de alguns atentados que os funcionários do Estado são vitimas e dos quais passam como culpados, eis 3 casos que se passam na chafarica, perdão, secretaria de estado onde me encontro a prestar serviço e que julgo dever dar a conhecer a todos, já que a comunicação social se ocupa mais em dar cobertura aos diversos violadores. Por profissionalismo não irei contar casos de âmbito funcional de algumas instituições dependentes da secretaria de estado da cultura, os quais levariam à violação do dever de sigilo e que poriam certamente os cabelos em pé de muitos. Mas lá vão 3 casos que apesar de encobertos são públicos:

Na página da Internet Nomeações > Secretário de Estado da Cultura, onde consta muita engenharia financeira, charlatanices, poderão consultar uma vasta lista de nomeados para a SEC, a qual está desactualizada em função de mais nomeações que entretanto ocorreram. Nessa lista constam 4 motoristas, sendo que apesar de terem sido informalmente todos propostos no mesmo dia, 3 deles têm a data oficial de nomeação a 28.06.2011, o outro tem como se pode ver no anúncio que se segue, a data de nomeação é 18.07.2011. Sabem porquê? Porque estava à espera de lhe ser emitida a carta de condução que acabara de tirar. Entretanto, recebi um mail via pombo correio que informava que o rapaz de 21 anos e de origem brasileira tem uma longa experiência em carrinhos automáticos e que foi proposto por um emissário do Paulo Portas, o qual tinha muito boas referências do rapaz desde que frequentou um ginásio com massagens, ou seja, SPA. Com tantos motoristas do extinto ministério da cultura e de outros organismos públicos na situação de mobilidade, só sendo muito bom é que este lhes tirou a condução.

Motorista – André Viola
2011-07-18
Cargo: Motorista
Nome: André Wilson da Luz Viola
Idade: 21 Anos
Vencimento mensal bruto: 1.610,01€
Contacto: [email protected]

A senhora que se segue é uma especialista em Economia e como tal fez grande parte da sua carreira (como se poderá ver no CV anexo à Resolução que transcrevo), no departamento da Higiene Urbana e Resíduos da CMLisboa. Como profunda conhecedora dos procedimentos da administração pública, há cerca de um ano concorreu para técnica superior do Ministério de Educação. Nessa altura como os alternantes eram outros, a senhora foi legalmente excluída por falta de condição obrigatória (vínculo à administração Central do Estado). Pois é, mas os tempos mudaram e a senhora em Junho deste ano foi nomeada (facto oculto no tal CV) Directora de Recursos Humanos (outra espécie de resíduos sólidos) da IGAC, onde nunca ninguém a viu, pois a nomeação dela foi por 3 dias, tendo sido de imediato requisitada para a SEC, ou seja, qualquer coisa que corra mal regressa como Directora de Serviços, o resto ninguém sabe e são cantigas. Mas nada corre mal às pessoas competentes em matérias do reino do ocultismo e eis que a senhora passados 5 meses, como os 3.163,27€, fora os extras, não lhe chegavam é nomeada Administradora do Teatro D. Maria II. Aqui temos o exemplo da capacidade das pessoas saberem estar no local certo à hora certa, pois a senhora como especialista em Higiene Urbana vai ser de vital importância no combate aos pombos que lá fazem as suas necessidades.

Colaboradora/Especialista – Sandra Simões
2011-07-05
Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Sandra Maria Albuquerque e Castro Simões
Idade: 39 Anos
Vencimento mensal bruto: 3.163,27€
Contacto: [email protected]

Diário da República, 2.ª série — N.º 239 — 15 de Dezembro de 2011
Resolução n.º 21/2011
Nos termos do n.º 2 do artigo 6.º dos Estatutos do Teatro Nacional
D. Maria II, E. P. E. (TNDM II, E. P. E.), aprovados em anexo ao
Decreto -Lei n.º 158/2007, de 27 de Abril, os membros do conselho de
administração são nomeados por resolução do Conselho de Ministros,
sob proposta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das
finanças e da cultura.
Considerando que terminou, entretanto, o mandato dos membros
do conselho de administração do TNDM II, E. P. E., torna -se necessário
e urgente proceder à nomeação dos novos membros do órgão de
administração a fim de garantir o regular funcionamento deste Teatro
Nacional.
Considerando que as empresas públicas da área da cultura, no âmbito
do processo em curso de optimização dos recursos públicos, vão ser
objecto, a curto prazo, de alterações estatutárias e agrupadas num acordo
complementar de empresas, os mandatos dos membros do conselho de
administração que ora se nomeiam terminarão, excepcionalmente, com
a entrada em vigor da legislação que vai concretizar a reorganização das
empresas públicas do Estado da área da cultura.
Assim:
Nos termos do n.º 2 do artigo 6.º dos Estatutos do TNDM II, E. P. E.,
aprovados em anexo ao Decreto -Lei n.º 158/2007, de 27 de Abril, e
da alínea d) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros
resolve:
1 — Nomear, sob proposta do Ministro de Estado e das Finanças e
do Secretário de Estado da Cultura, o licenciado Carlos Manuel dos
Santos Vargas e os licenciados António Maria Trigoso de Lemos Taborda
Pignatelli e Sandra Maria Albuquerque e Castro Simões para os cargos,
respectivamente, de presidente e vogais do conselho de administração do
TNDM II, E. P. E., cujas notas curriculares constam do anexo à presente
resolução e da qual fazem parte integrante.

Por fim temos o caso da tal rapariga que ganha mais que todos os outros nomeados, 4.724,31€, mais que o Chefe de Gabinete do secretário de estado e muito mais que qualquer outro assessor, sendo que até lá há gente que gosta e sabe trabalhar. Há quem diga que a senhora que referi anteriormente se terá empertigado com a situação desta, pois ganhava 2/3 e até já tinha 3 dias de cargo de Direcção na Administração Pública e esta a única experiência que tinha com a Administração Pública era a de escrever o endereço nas cartas e no mail a enviar pedidos de fiscalização às lojas de fotocópias, no intuito destas serem pressionadas (obrigadas) a pagarem à AGECOP (associação de gestão de direitos de autor) uma exorbitância para (i)legalmente poderem fazer algumas fotocópias. Como Directora dessa grande empresa de Exportação, perdão, associação de exploração de direitos de autor a senhora ganha de ordenado, fora tudo o resto, e é muito mais, os miseráveis 4.724,31€. Digo miseráveis pois como sabem o contributo desta senhora é fundamental para os autores deste país que ganham muitos milhares a mais que ela e que sem o esforço desta humilde senhora nada teriam.

Adjunta – Vera Castanheira
2011-06-28
Cargo: Adjunta
Nome: Vera Maria Duarte Mendes Castanheira
Idade: 32 Anos
Vencimento mensal bruto: 4.724,31€
Contacto: [email protected]

Desculpem o desassossego, mas é o contributo que penso poder dar contra o massacre a que estamos a ser submetidos.
 
Tiago Caiado Guerreiro/Corrupção

Está tudo relacionado:

Poder & Associados

As grandes sociedades de advogados transformaram-se em autênticos ministérios-sombra.


As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.

É dos seus escritórios que saem os políticos mais influentes e é no seu seio que se produz a legislação mais importante e de maior relevância económica.

Estas sociedades têm estado sobre-representadas em todos os governos e parlamentos.

São seus símbolos o ex-ministro barrosista Nuno Morais Sarmento, do PSD, sócio do mega escritório de José Miguel Júdice, ou a centrista e actual super-ministra Assunção Cristas, da sociedade Morais Leitão e Galvão Teles.

Aos quais se poderiam juntar ministros de governos socialistas como Vera Jardim ou Rui Pena.

Alguns adversários políticos aparentes são até sócios do mesmo escritório. Quando António Vitorino do PS e Paulo Rangel do PSD se confrontam num debate, fazem-no talvez depois de se terem reunido a tratar de negócios no escritório a que ambos pertencem.

Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários. Produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos.

São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção.

Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsultos que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.

Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.

As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/poder--associados
 
O desemprego jovem está a assumir níveis assustadores em toda a Europa, principalmente nos chamados PIIGS. Em Espanha, quase metade da população jovem está no desemprego.

No entanto, curiosamente, o número de imigrantes sem etnicidade europeia não pára de aumentar nalguns países do Velho Continente. Na Andaluzia, por exemplo, onde a taxa de desemprego ronda os 25%, o número de imigrantes é idêntico ao de desempregados. Na agricultura, minas ou indústria trabalham cententes de milhar de estrangeiros, em trabalhos que os andaluzes recusam. Estes, por sua vez, vivem de ajudas do Estado ou da família. Em Portugal, o número de imigrantes também não deverá diferir muito do número de desempregados. Trabalham na construção civil e obras públicas, limpezas, agricultura, padarias, restauração e hotelaria. Fazem aquilo que os portugueses recusam, e nem sempre as remunerações são abaixo da média.

Agora, um estudo veio demonstrar aquilo que o povo já sabe há muito:

http://www.guardian.co.uk/uk/2012/jan/10/non-eu-immigration-unemployment

O Reino Unido debata-se com um elevado desemprego jovem. Por lá esse desemprego não atinge tanto os licenciados, mas sim os jovens com cursos profissionais e afins, proveniente de classe média e média-baixa. Simultaneamente, em vários sectores há cada vez mais imigrantes a fazer o que os ingleses não querem, caso das obras públicas e construção.

Portugal, Espanha e outros países europeus terão de repensar seriamente o seu Estado Social e sistema de ensino...
 
Os 570 milhões de euros em falta na Segurança Social corresponderão à devolução de uma só vez, de mais de 4500 euros a cada um dos pensionistas, que na generalidade dos casos juntam complementos de 200-300 euros a pensões baixas de 300-400 euros obtidas em 15 ou 20 anos de trabalho para empresas privadas.
 
Manuela Ferreira Leite veio a público criticar a ausência de cortes visíveis na despesa. E com razão.

A minha junta de freguesia nunca teve tantos empregados como agora. E a câmara nem se fala, com o regabofe da empresa municipal a ajudar à festa.

Será que Passos está com medo de pôr o poder local em ordem?
 
O desemprego jovem está a assumir níveis assustadores em toda a Europa, principalmente nos chamados PIIGS. Em Espanha, quase metade da população jovem está no desemprego.

No entanto, curiosamente, o número de imigrantes sem etnicidade europeia não pára de aumentar nalguns países do Velho Continente. Na Andaluzia, por exemplo, onde a taxa de desemprego ronda os 25%, o número de imigrantes é idêntico ao de desempregados. Na agricultura, minas ou indústria trabalham cententes de milhar de estrangeiros, em trabalhos que os andaluzes recusam. Estes, por sua vez, vivem de ajudas do Estado ou da família. Em Portugal, o número de imigrantes também não deverá diferir muito do número de desempregados. Trabalham na construção civil e obras públicas, limpezas, agricultura, padarias, restauração e hotelaria. Fazem aquilo que os portugueses recusam, e nem sempre as remunerações são abaixo da média.

Agora, um estudo veio demonstrar aquilo que o povo já sabe há muito:

http://www.guardian.co.uk/uk/2012/jan/10/non-eu-immigration-unemployment

O Reino Unido debata-se com um elevado desemprego jovem. Por lá esse desemprego não atinge tanto os licenciados, mas sim os jovens com cursos profissionais e afins, proveniente de classe média e média-baixa. Simultaneamente, em vários sectores há cada vez mais imigrantes a fazer o que os ingleses não querem, caso das obras públicas e construção.

Portugal, Espanha e outros países europeus terão de repensar seriamente o seu Estado Social e sistema de ensino...

Pensei que fosses pegar nisto mas tinha de vir a tralha de rever o estado social. Esssa conversa mentirosa é cansativa porque é desmentida em todos os estudos.

"The official research confirms that migration has had no impact on average wages but says that it has increased wages at the top of the wage scale but has lowered wage rates at the bottom."

O que está escrito é que os salários baixaram e só são competitivos para nacionais de paises mais pobres. É lógico que as pessoas não queiram trabalhar por menos salário.

Tens o caso das framboesas da Hubel cujo anúncio da Vodafone se tornou popular. Dizem que vão conseguir 6 milhões de euros com o contrato com a Driscol mas os salários... vai lá ver quanto é...

Tens mais casos em Odemira, aquela famosa reportagem da TVI onde a produtora estava satisfeita porque tinha tailandeses ao trabalho e que estes nunca se negaram a trabalhar como os portugueses, porque os tailandeses não conhecem fins-de-semana nem feriados. É tudo lucro.

As remunerações em Portugal para trabalhos menos qualificados são em geral o ordenado mínimo. Quero ver-te a viver com 485 euros mensais e teres total disponibilidade de horários para te "ajustares às necessidades da produção".

tailandeses.png
 
Pensei que fosses pegar nisto mas tinha de vir a tralha de rever o estado social. Esssa conversa mentirosa é cansativa porque é desmentida em todos os estudos.

"The official research confirms that migration has had no impact on average wages but says that it has increased wages at the top of the wage scale but has lowered wage rates at the bottom."

O que está escrito é que os salários baixaram e só são competitivos para nacionais de paises mais pobres. É lógico que as pessoas não queiram trabalhar por menos salário.

Tens o caso das framboesas da Hubel cujo anúncio da Vodafone se tornou popular. Dizem que vão conseguir 6 milhões de euros com o contrato com a Driscol mas os salários... vai lá ver quanto é...

Tens mais casos em Odemira, aquela famosa reportagem da TVI onde a produtora estava satisfeita porque tinha tailandeses ao trabalho e que estes nunca se negaram a trabalhar como os portugueses, porque os tailandeses não conhecem fins-de-semana nem feriados. É tudo lucro.

As remunerações em Portugal para trabalhos menos qualificados são em geral o ordenado mínimo. Quero ver-te a viver com 485 euros mensais e teres total disponibilidade de horários para te "ajustares às necessidades da produção".


O problema não está no salário mínimo, creio. Provavelmente até deveria ser mais baixo. O problema está sim no custo de vida, totalmente desajustado da nossa realidade económica.

Nós temos uma forte tradição de praticar rendas altas e preços altos, não é de agora. No Estado Novo, por exemplo, quase não havia concorrência numa série de sectores e os preços eram combinados. Na província os merceeiros, os padeiros, os armazenistas ou os vendedores de roupa tinham pequenos monopólios e abusavam imenso nos preços. O mesmo já sucedia nas rendas de quintas, terras ou habitações.

Contudo, tudo se agravou nos últimos dez anos de forma substancial. Sabe-se, por exemplo, que uma renda em Berlim é até mais baixa que uma renda em Lisboa. A mesma peça de roupa da Levis, Gant ou Tommy custa o mesmo em Milão, Paris, Lisboa ou Atenas. Qualquer loja baratucha de Londres tem roupas com preços iguais aos que se praticam aqui em feiras e lojas de chineses. Nos centros comerciais da província, uma renda pode ficar por 5000 euros. Quase idêntica a uma renda numa baixa comercial de uma qualquer grande capital europeia.

Além das rendas exorbitantes e descontextualizadas da nossa realidade económica, temos preços europeus ou ainda mais caros nos serviços, electricidade, água, gás, combustíveis, electrodomésticos, carros, e cada vez mais na alimentação. Um caso flagrante é a saúde privada portuguesa, onde se praticam por consulta e por tratamentos preços ainda mais elevados que os praticados em países mais ricos que Portugal.

Esta disparidade acentuou-se muito a partir dos anos Cavaco, e ainda mais com o euro. A solução para o problema é muito complexa e poderá passar pela saída do euro...
 
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