O Estado do País

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Crime muito grave não será certamente.

Deixemos de lado a proveniência do leite, e discutamos um caso genérico. Eu tenho um produto novo, quero lançá-lo no mercado. Tenho um fundo de maneio que me permite aguentar com prejuízos durante um ano, vendendo abaixo do custo de produção. Assumo esse risco, posso perder dinheiro se não conseguir implantar o produto no mercado, mas é um risco meu. Deve o Estado impedir-me de fazer isso? É uma discussão ideológica interessante, para mim o Estado não deve intrometer-se. O dinheiro dos meus impostos não deve ir para pagar operações deste tipo. É a minha opinião, aceito quem tenha outra.

Entre o direito a promover um produto (existem descontos e época de saldos), e o direito a ser protegido de ameaças internas e externas de concorrência desleal, existe uma linha muito tênue comparável à física com a química! É como tudo na vida, por vezes dá jeito uma lei ou a sua ausência, mas tal como na sociedade existem regras também as regras na economia servem ou deveriam servir para proteger todos aqueles têm responsabilidade social para com os trabalhadores vendendo os seus produtos ou serviços, sem o risco de serem prejudicados desregradamente por quem recebe subsídios do estado para produzir, ou por quem coloca em Portugal excedentes que não se vendem na sua origem a qualquer preço, ou por concorrentes que se submetem à pressão dos grandes capitais de médias/grandes superfícies!

As regras de mercado neste caso, não as considero de esquerda nem de direita, não existe ideologia política que não se preocupe um pouco com os seus contribuintes ou com os seus beneficiários! Não é só a economia e a luta contra a formação de monopólios/oligopolios, é a luta por uma nação! Sem regras de mercado, viveriamos de quê? De subsídios do estado, economia de mercado paralela, troca de produto x por produto y, sem impostos? Não de certeza que não! Alguém iria pagar os impostos em falta, e como é costume, seriam os pobres de sempre! Regras de mercado são essenciais na democracia, logo a seguir ao direito ao voto e à justiça em primeiro lugar!
 
Mas será que a regulação, neste caso, protege alguém? Partindo do princípio que a empresa A consegue adquirir um determinado produto abaixo do custo de produção, seja por ser um excedente, seja por outra razão qualquer. Não há, nem pode haver, qualquer regulamentação que o impeça. Para cumprir com o exigido pela regulação, a empresa A pode:

- colocar o produto no mercado a preço mínimo admissível. A concorrência, ou baixa os seus preços para valores tais que não deixam qualquer margem de lucro, e acabará por ser ultrapassada pela empresa A que tem margem de lucro elevada, podendo pagar melhor aos seus colaboradores, fornecedores, marketing,... Ou a concorrência mantém os preços e as suas vendas caem, com as consequências óbvias que daí advêm.

- ou põe o produto no mercado ao mesmo preço que a concorrência e obtém maior lucro, com as consequências que já referi no ponto anterior.

A única ocasião em que este regulamento poderá proteger alguém é no caso de grandes empresas, com várias vertentes de negócio, que podem aproveitar o grande lucro de uma das áreas para suportar práticas de dumping noutras áreas. No caso específico dos hipermercados, vender o leite a preços abaixo do de produção, com a margem de lucro dos restantes a suportarem o prejuízo com o leite. Mas mesmo assim, a protecção não é eficaz, pois é possível vender por preços abaixo dos valores de mercado, que não sejam tão baixos que se considerem dumping.
 
Crime é esse leite apreendido não ser entregue ao "Banco Alimentar" que pobres já começamos a ter muitos!
 
- O leite podia ser doado a famílias pobres ou a países pobres. Distribuir tanto leite, garantindo que este não voltasse a ser vendido não seria fácil, porque provavelmente já está no pacote. Aqui, claro estou de acordo que o leite não deveria ser deperdiçado. Mas, acho que foi uma boa decisão, a de ser apreendido.

Não concordo. A mais valia que o "leite" traria deve ser destruída assim como o produto. As multas não são minimamente dissuasoras. Como referes, estas estratégias comerciais são muito recorrentes. Ir a uma loja destas não é só para comprar o "leite em promoção". Basta entrar lá dentro para nos apercebermos da forma como tudo está construído. Como nos casinos, não encontras nenhum relógio visível e nenhuma janela para o exterior, o ambiente é o mais descontraído possível e a organização do espaço coloca os produtos mais essenciais longe das caixas de modo a que vejas o maior número de produtos possíveis. Não é apenas "leite em promoção". É uma estratégia comercial maior usando um produto essencial.

PS: Se soubessem a quantidade de concursos públicos, ou seja lançados pelo Estado, que nos últimos tempos têm sido ganhos com preços muito abaixo dos custos de produção, tudo porque entre ter os funcionários parados a receber ordenado ou ter qualquer coisa mal paga para fazer, mais vale a segunda opção, que dá menos prejuízo...

Sabemos o que sobra das obras adjudicadas abaixo do custo real. Gente a trabalhar para os 2 lados, alterações do projecto durante a execução da obra, nenhuma fiscalização e a existência de trabalhos a mais pagos na factura.

Mas será que a regulação, neste caso, protege alguém? Partindo do princípio que a empresa A consegue adquirir um determinado produto abaixo do custo de produção, seja por ser um excedente, seja por outra razão qualquer.

Não é bem a mesma coisa. Vender excedentes é saldar existências por causa dos custos de armazenamento e isso só acontece passados muitos meses de determinado produto entrar no mercado. Saldar um artigo como ponto de partida de uma estratégia comercial é muito diferente. O objectivo já não é criar uma mais valia com o teu produto após o seu ciclo de vida.

Não há, nem pode haver, qualquer regulamentação que o impeça. Para cumprir com o exigido pela regulação, a empresa A pode:

- colocar o produto no mercado a preço mínimo admissível. A concorrência, ou baixa os seus preços para valores tais que não deixam qualquer margem de lucro, e acabará por ser ultrapassada pela empresa A que tem margem de lucro elevada, podendo pagar melhor aos seus colaboradores, fornecedores, marketing,... Ou a concorrência mantém os preços e as suas vendas caem, com as consequências óbvias que daí advêm.

- ou põe o produto no mercado ao mesmo preço que a concorrência e obtém maior lucro, com as consequências que já referi no ponto anterior.

A única ocasião em que este regulamento poderá proteger alguém é no caso de grandes empresas, com várias vertentes de negócio, que podem aproveitar o grande lucro de uma das áreas para suportar práticas de dumping noutras áreas. No caso específico dos hipermercados, vender o leite a preços abaixo do de produção, com a margem de lucro dos restantes a suportarem o prejuízo com o leite. Mas mesmo assim, a protecção não é eficaz, pois é possível vender por preços abaixo dos valores de mercado, que não sejam tão baixos que se considerem dumping.

Hipótese 1: Se os produtos forem iguais e só se os distingues pelo preço, a estratégia comercial de A só seria eficaz se B não vendesse qualquer produto, o que não possível. Mas eu acho que os compradores também percepcionam a qualidade dos produtos pelo preço que apresentam. Há um determinado ponto em que o "low-cost" passa a ser "junk". Não tens a garantia de escoar o "low-cost" apenas por ser "low-cost", tem de ter qualquer coisa de diferente além do preço.

Hipótese 2: Se os produtos forem iguais, as vendas de ambos tendem a ser semelhantes, portanto a vantagem de A sobre B construída sobre o preço ao produtor é igual à hipótese anterior mas sem o risco de ser percepcionada como junk. O risco das vendas é transferido para a produção e empobrece quem disponibiliza o produto, o que para mim não é correcto.

Mas nenhuma das 2 hipoteses para o "leite low-cost/junk" está sequer perto do preço admissível e a estratégia não é vender apenas este "produto". Retirar este "produto" do mercado e desconstruir a estratégia comercial por detrás dele foi a atitude correta.
 
As pessoas precisam de se consciencializar de quanto estas crises costumam ser bastante destrutivas, pois induzem uma espiral de destruição económica que se auto-alimenta. Numa palavra: austeridade e pessimismo.

Precisámos é de sobretudo muito optimismo e empreendedorismo.
Complicado em Portugal? Sim, mas não impossível.

A austeridade é um caminho errado. Pergunto-me quando é que a Europa irá aperceber-se disso? Parece que os políticos, patronato, empresários estão a apoiar o caminho errado. E por isso, não se sai da crise.

Precisámos é de um novo caminho, sem austeridade, estimulando as pessoas a construir algo, em vez de estimulá-las a fazer sacrifícios. Precisámos igualmente de políticas que sejam neste sentido. De remover a palavra "crise" do quotidiano.


O estado crítico de Espanha, o nosso maior comprador...

Um simples ayuntamiento com Ayamonte, com umas 20 mil pessoas, já deve 850 mil euros em salários aos funcionários...

Não devem ter sido só as portagens a fechar o turismo de fronteira...

http://www.huelvainformacion.es/art...es/municipales/reclaman/pago/sus/nominas.html
 
As pessoas precisam de se consciencializar de quanto estas crises costumam ser bastante destrutivas, pois induzem uma espiral de destruição económica que se auto-alimenta. Numa palavra: austeridade e pessimismo.

Precisámos é de sobretudo muito optimismo e empreendedorismo.
Complicado em Portugal? Sim, mas não impossível.

A austeridade é um caminho errado. Pergunto-me quando é que a Europa irá aperceber-se disso? Parece que os políticos, patronato, empresários estão a apoiar o caminho errado. E por isso, não se sai da crise.

Precisámos é de um novo caminho, sem austeridade, estimulando as pessoas a construir algo, em vez de estimulá-las a fazer sacrifícios. Precisámos igualmente de políticas que sejam neste sentido. De remover a palavra "crise" do quotidiano.

A política de austeridade é injusta, e não só parece como vai mesmo contra o senso comum! Mas repara que, a alternativa à austeridade seria continuar a endividar-nos a uma taxa de juro cada vez maior, chegariamos rapidamente ao ponto de não sermos capazes de pagar os próprios juros! E nenhum mercado nos iria emprestar dinheiro nessas condições, certo? Porque não nos podemos esquecer que quando o último governo chamou a tróika, já só restava dinheiro para 30 dias (1 mês) de pagamentos do estado. Ignorar isso, é não querer ver a realidade! É um pouco como muitas famílias endividadas que pedem crédito para pagar juros de outros créditos, mais altos que os seus próprios ordenados!

O que deveria ser feito e nunca mas nunca se fez, é aplicar mais austeridade em tempos de vacas gordas, e aproveitar depois o superavit e poupanças, para investir no tempo das vacas magras! Isso sim é política à seria!!

Mas isso.. Isso é utopia! :)
 
Foi hoje assinado um "acordo" com profundas implicações na organização do trabalho em Portugal. Está aberta a porta para entre outras coisas se executar o despedimento por qualquer razão nomeadamente porque passam a existir bancos de horas suplementares que o empregador pode organizar como entender.
 
A política de austeridade só funcionaria se houvesse cortes nos impostos.

Continuo a repetir até à exaustão que o nosso problema, em primeiro lugar, é cultural.

O Sul da Europa não tem de estar na cauda da Europa. Até ao Renascimento fomos na realidade a região mais avançada do mundo. Por cá surgiram as primeiras universidades, aqui começaram os Descobrimentos e a Revolução Científica, aqui e no Próximo Oriente começou a Civilização.

Mesmo em anos recentes um país do Sul da Europa chegou a ser considerado o futuro milagre económico dos anos 80. Esse país foi Portugal, que antes do 25 de Abril crescia, em média, 4% ao ano, tinha impostos baixo e uma dívida externa baixa. Para além disso, tinha a terceira maior reserva de ouro do planeta, uma moeda estável e um Império. Não foi assim há tanto tempo. Fomos capazes, poderemos ser de novo.

Mas dizia o nosso problema é cultural. Temos um modelo de Estado e de sociedade importado dos países protestantes. Esse modelo não funciona nem nunca funcionará na nossa cultura meridional. No entanto os comentadores da treta adoram exaltar os países nórdicos como exemplo para defender impostos altos. Erram. Aqui, na nossa cultura, os impostos altos destruirão por completo a sociedade e a economia. Os povos do Sul não querem pagar impostos, e se forem forçados a tal, então haverá problemas. O Estado Social é outro modelo importado, que se revela desastroso na nossa cultura.

Neste momento temos apenas como soluções:

- sair do euro e da UE;

- desmantelar parcialmente o Estado Social;

- retirar poderes ao poder local e ao poder regional;

- nova Consituição não socialista;

- mudar de Regime para o Presidencialismo ou para a Monarquia Constitucional;

- corte de ~ 30% na carga fiscal e de 30 a 40% nas despesas do Estado.


Sem este tipo de soluções drásticas não conseguiremos ultrapassar a catástrofe global que se aproxima.
 
Alguém explica estas contradições?


- No estrangeiro instalam-se serviços públicos exactamente nos centros urbanos. Em Portugal metem Lojas do Cidadão dentro de centros comerciais das periferias a pagar rendas elevadíssimas.

- Os centros comerciais têm estacionamento gratuito. Até meados dos anos 90 a maior parte dos centros urbanos portugueses não tinham parquímetros. Comprava-se nas Baixas. Aqui no Porto, na Baixa, uma ida às compras tem sempre como despesa extra o estacionamento. No centro comercial isso não sucede.

- No centro comercial as rendas médias rondam os 5000 euros. Numa Baixa histórica o mesmo espaço pode ficar por menos de 750 euros.

- Os centros comerciais aumentam as diferenças sociais. O lucro vai para uma minoria. Nas Baixas é distribuído por dezenas de comerciantes.

Mas nada muda.
 
Alguém explica estas contradições?


- No estrangeiro instalam-se serviços públicos exactamente nos centros urbanos. Em Portugal metem Lojas do Cidadão dentro de centros comerciais das periferias a pagar rendas elevadíssimas.

- Os centros comerciais têm estacionamento gratuito. Até meados dos anos 90 a maior parte dos centros urbanos portugueses não tinham parquímetros. Comprava-se nas Baixas. Aqui no Porto, na Baixa, uma ida às compras tem sempre como despesa extra o estacionamento. No centro comercial isso não sucede.

- No centro comercial as rendas médias rondam os 5000 euros. Numa Baixa histórica o mesmo espaço pode ficar por menos de 750 euros.

- Os centros comerciais aumentam as diferenças sociais. O lucro vai para uma minoria. Nas Baixas é distribuído por dezenas de comerciantes.

Mas nada muda.

"American way"?
 
Alguém explica estas contradições?


- No estrangeiro instalam-se serviços públicos exactamente nos centros urbanos. Em Portugal metem Lojas do Cidadão dentro de centros comerciais das periferias a pagar rendas elevadíssimas.

- Os centros comerciais têm estacionamento gratuito. Até meados dos anos 90 a maior parte dos centros urbanos portugueses não tinham parquímetros. Comprava-se nas Baixas. Aqui no Porto, na Baixa, uma ida às compras tem sempre como despesa extra o estacionamento. No centro comercial isso não sucede.

- No centro comercial as rendas médias rondam os 5000 euros. Numa Baixa histórica o mesmo espaço pode ficar por menos de 750 euros.

- Os centros comerciais aumentam as diferenças sociais. O lucro vai para uma minoria. Nas Baixas é distribuído por dezenas de comerciantes.

Mas nada muda.

Na minha cidade, o presidente da câmara (PS) tem caminhado no sentido correcto, emendando esses erros do passado. Para já não devemos dinheiro, depois apostou-se na mobilidade, depois investiu-se na requalificação (polis e não só..), depois comprou casas na zona histórica para reparar e tornar possível o seu arrendamento (já havia ruas com falta de residentes). Por fim comprou e reconstruiu antigos solares e mudou para lá vários serviços que estavam a pagar rendas muito elevadas. Também retirou o trânsito do centro da cidade, permitindo a livre circulação de peões.. Também investiu em criação de infraestruturas para albergar empresas e com isso, postos de trabalho. Também as áreas de lazer quadruplicaram assim como os espaços verdes, com continua plantação de árvores variadas! Da minha cidade, só mesmo dá pena ter conhecido o comércio antigo no centro da cidade e que agora é residual em virtude das médias superfícies mais na periferia. Mas acredito que se vai no bom caminho, dá prazer ver uma cidade crescer de forma sustentada e sem dívidas!
 
Em Tavira meteram a Loja do Cidadão num centro comercial que até fica longe do centro da cidade. Tinham tantas hipóteses no centro para a instalação desses serviços... Mas agora estão a oferecer uma renda elevadíssima a um centro comercial onde parte dos comerciantes já nem tem dinheiro para as rendas.
 
A política de austeridade só funcionaria se houvesse cortes nos impostos.

Continuo a repetir até à exaustão que o nosso problema, em primeiro lugar, é cultural.

O Sul da Europa não tem de estar na cauda da Europa. Até ao Renascimento fomos na realidade a região mais avançada do mundo. Por cá surgiram as primeiras universidades, aqui começaram os Descobrimentos e a Revolução Científica, aqui e no Próximo Oriente começou a Civilização.

Mesmo em anos recentes um país do Sul da Europa chegou a ser considerado o futuro milagre económico dos anos 80. Esse país foi Portugal, que antes do 25 de Abril crescia, em média, 4% ao ano, tinha impostos baixo e uma dívida externa baixa. Para além disso, tinha a terceira maior reserva de ouro do planeta, uma moeda estável e um Império. Não foi assim há tanto tempo. Fomos capazes, poderemos ser de novo.

Mas dizia o nosso problema é cultural. Temos um modelo de Estado e de sociedade importado dos países protestantes. Esse modelo não funciona nem nunca funcionará na nossa cultura meridional. No entanto os comentadores da treta adoram exaltar os países nórdicos como exemplo para defender impostos altos. Erram. Aqui, na nossa cultura, os impostos altos destruirão por completo a sociedade e a economia. Os povos do Sul não querem pagar impostos, e se forem forçados a tal, então haverá problemas. O Estado Social é outro modelo importado, que se revela desastroso na nossa cultura.

Neste momento temos apenas como soluções:

- sair do euro e da UE;

- desmantelar parcialmente o Estado Social;

- retirar poderes ao poder local e ao poder regional;

- nova Consituição não socialista;

- mudar de Regime para o Presidencialismo ou para a Monarquia Constitucional;

- corte de ~ 30% na carga fiscal e de 30 a 40% nas despesas do Estado.


Sem este tipo de soluções drásticas não conseguiremos ultrapassar a catástrofe global que se aproxima.

Eu só vou comentar uma coisa que acho que divagas muito. O problema é global, foi feito pelos grandes banqueiros e as agências de rating nos famosos derivados.

Sair do Euro, sair da UE e não pagar todo o endividamento público e privado. Claro arriscamos ser atacados, mas isto tem de haver repartição de responsabilidades nem que seja a força.
 
Nós vivemos na ilusão criada pela comunicação social de que, tirando o dito «Eixo do Mal» (Irão, Coreia do Norte, Síra e mais uns quantos países) as nações são todas nossas amigas. É vê-los a promover a paz e a solidariedade nos Jogos Olímpicos, na ONU, na UE, etc. É tudo hipocrisia. Repito: é tudo hipocrisia. Na realidade há uma profunda competição entre países, e os elos mais ingénuos acabarão sempre destruídos.

No último século Portugal teve apenas dois governantes que percebiam o mundo e que sabiam ser estrategas na cena global, em defesa dos interesses nacionais: Salazar e Marcelo Caetano. A descolonização foi um desastre que não beneficiou nem os portugueses nem os descendentes dos povos nativos de África. Quem lucrou foram os interesses dos EUA, da França e da então URSS, e de uns canalhas locais que agora enriquecem explorando os conterrâneos como nunca os portugueses fizeram. Mas isso não interessa. Se fossem portugueses «colonialistas» a desrespeitar os direitos humanos caía o Carmo e a Trindade. Como são negros a explorar negros já não interessa. Tal como a democracia não tem tido resultados tão auspiciosos como à partida pensamos.

Há décadas que somos governados por uma cambada de interesseiros que só têm malícia para enganar o povo português, mas que nada podem perante as estratégias de países como a China, os EUA ou a Alemanha. Nunca deveríamos ter entrado na UE, já Salazar sabia que a Alemanha iria utilizar o mercado comum para conseguir o que Hitler não conseguira: há um testemunho muito interessante dos anos 60, de um membro do Estado Novo, sobre o tema.

A estratégia do Reino Unido e dos EUA é derrubar o euro, a da China e da Rússia tomar o lugar dos EUA, a da Alemanha governar a Europa, a do Islão unificar o mundo islâmico debaixo de um Império e expandi-lo. A de Portugal deveria ser tornar-se para a CPLP aquilo que o Reino Unido é para a Commonwealth, e isso é impossível dentro da UE.

Em suma, a canalha que nos trouxe até aqui deve ser responsabilizada e banida das empresas e instituições do Estado, pois de outra forma não conseguiremos volta a crescer. Cavaco Silva, José Sócrates, António Guterres, Vasco Gonçalves, Mário Soares, Durão Barroso, Jorge Sampaio, Pinto Balsemão, eis algus dos nomes que afundaram o país e que devem merecer o nosso desprezo.

Em 1974 éramos, segundo a ONU, o 24.º país mais desenvolvido do mundo. Hoje somos o 40.º... E crescíamos, em média, 4% ao ano. E agora? Em termos relativos, estamos há décadas a regredir. E os problemas, como foram ofuscados? Com endividamento e subsídios da UE. Cuidam que essas ajudas foram dadas sem uma segunda intenção? Ingénuos!
 
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