O Estado do País

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Foi hoje assinado um "acordo" com profundas implicações na organização do trabalho em Portugal. Está aberta a porta para entre outras coisas se executar o despedimento por qualquer razão nomeadamente porque passam a existir bancos de horas suplementares que o empregador pode organizar como entender.

Finalmente estamos a progredir em termos laborais, mas, ainda falta mais, muito mais.
 
Não há muito mais para evoluir. Todo o edifício da proteção social e das leis do trabalho foi desmontado. Não tens qualquer ideia das consequências que este acordo vai ter nas relações laborais, no clima de intimidação permanente dentro das empresas.
 
A ONU deve ser alguma instituição a favor da ditadura, só pode. Como é que Portugal estaria no 24º país mais desenvolvido se nessa altura, havia fome e pobreza, não existia o desenvolvimento que existe hoje, isso só pode ser anedota, nessa altura, o povo era completamente ignorante, analfabeto. Eu gostava de ver se Portugal voltasse a ter uma ditadura onde metade dos sites de internet fechassem, que a tv só mostrasse o que eles queriam, só aí é que iriam dar valor ao que temos hoje. Eu nasci em 1980 não vivi antes do 25 de Abril, mas digo uma coisa, aqueles que defendem a ditadura e dizem que era melhor e blá blá. Se tivessem familiares que foram para Angola em 1969 como fossem carne para canhão e que ainda hoje sofrem de stress pós-traumático, sabem lá o que é uma guerra, sabem lá o que custa perder um filho porque foi para a guerra por obrigação.

Realmente, os portugueses não sabem o que é a liberdade de expressão, a democracia, o prazer de ser livre. Se neste país, não existisse democracia hoje este fórum nunca existiria.

O último paragrafo do rozzo diz tudo.
 
Eu se disse a um alemão, inglês ou escandinávio que metade dos portugueses ainda enamora a não-democracia, eles iam dizer que estámos loucos.
Realmente temos uma falta de bom senso terrível. Em altura de crise ainda enamorámos algo pior, seja austeridade ou ditaduras. Não admira que assim nada funcione em Portugal.
 
A ONU não era a favor da ditadura coisa nenhuma. São dados estatísticos recolhidos pela ONU em Portugal em 1973 e publicados em 1974.

Para o caro Nimboestrato e para o caro rozzo:

Sempre escrevi aqui que sou contra ditaduras, ainda por cima paternalistas. Condeno veemente as perseguições levadas a cabo durante o Estado Novo, o clima de medo, a opressão e a censura. Esse é um lado negro indesmentível.

Contudo, quanto à dita miséria que se vivia em Portugal, tenho uma visão totalmente distinta da vossa.

Em 1892 Portugal declarou bancarrota parcial. Já nessa altura o atraso do país era óbvio. Os países protestantes estavam a alfabetizar a população, a Inglaterra já ia na segunda ou terceira fase da Revolução Industrial, todas as décadas surgiam novidades científicas na Suíça, na França ou no Império Britânico.

No final do século XIX Portugal era considerado um dos países mais liberais em toda a Europa, mais liberal ainda que a Suécia. Mas não tínhamos uma indústria significativa, a população, na sua maioria, era analfabeta, os deputados perdiam-se em futilidades e diletantismos, a Universidade e as escolas superiores de Lisboa e do Porto pouco ou nenhum conhecimento científico produziam.

Depois da dita bancarrota parcial, veio a queda da Monarquia, em 1910. Na década seguinte o país esteve em regressão económica. Entre 1892 e 1926 Portugal esteve praticamente sem crescimento económico e sem desenvolvimento social significativo. Recordo os tiques misóginos da Primeira República, o seu envolvimento na Primeira Guerra, as mortes e perseguições, a ditadura dos Republicanos. Cuidam que só houve opressão no Estado Novo? Ora estudem o que foi feito na Primeira República.

Quando Salazar entra no poder como Ministro das Finanças em 1928 Portugal já tinha perdido, praticamente, 4 décadas desde 1892, mais as décadas de atraso que tinha para trás. Quando tem início o Estado Novo, em 1932, o país quase não tinha infra-estruturas, a população era maioritariamente analfabeta, não havia equipamentos universitários modernos.

A Alemanha, a Suécia, o Reino Unido, antes de terem quase acabado com a miséria, também tiveram bairros operários sem condições de higiente, cheios de analfabetos e de fome, durante o século XIX e o início do século XX. Antes de serem países ricos, passaram por uma fase intermédia em que conviviam, lado a lado, abastados e miseráveis. Ora quando o Estado Novo começa, em 1932, quase nem tínhamos tido Revolução Industrial, o nosso PIB era 50% da média da Europa Ocidental, as colónias estavam parcialmente abandonadas...

Durante os anos 30 alguns membros do Estado Novo preconizam que a população deve manter-se ignorante. Mas nas décadas seguintes o Estado Novo tem o mérito de ser o Regime que mais fez pelo problema da Instrução dos portugueses. Avançou a construção da cidade universitária de Lisboa e da Alta Universitária de Coimbra, pela província foram construídas centenas de escolas primárias, nas cidades surgiram liceus e escolas técnicas e profissionais. Foi durante o Estado Novo que de facto o analfabetismo desceu em Portugal.

Para além disso, durante todas as décadas do Estado Novo o país cresceu, especialmente após a adesão à EFTA. Agora sim, havia miséria, pois o ponto de partida dos portugueses era muito mau. Portugal estava a viver uma fase em que conviviam abastados e miseráveis, como a Alemanha vivera cinquenta anos atrás. E esse era o nosso atraso, de cinquenta ou mais anos, em relação à Europa Ocidental.

O Brasil neste momento está a crescer, mas continua com imensa miséria na maior parte do país. É um país em vias de desenvolvimento, demorará algumas décadas até atingir o nosso patamar. Mas apesar de haver muita miséria não implica que não haja crescimento económico.

De resto pouco mais tenho a dizer, os dados estatísticos da época falam por si. Endividamento externo reduzido, crescimento económico elevado, construção de inúmeras infra-estruturas sem dívida externa.
 
Eu se disse a um alemão, inglês ou escandinávio que metade dos portugueses ainda enamora a não-democracia, eles iam dizer que estámos loucos.
Realmente temos uma falta de bom senso terrível. Não admira que assim nada funcione em Portugal.

Eu não quero uma ditadura. Apenas quero que se olhe para o que havia de bom no Estado Novo. É que em Portugal não se pode elogiar nada dessa época, as pessoas estão formatadas pela propaganda da Esquerda. E há muito para elogiar na Justiça, na Educação, na Política Externa ou na Economia.
 
Vamos fazer o seguinte. Dividimos Portugal em 4 partes.
Uma é uma democracia de direita, outra é uma democracia de esquerda, outra uma monarquia e outra uma ditadura com um Salazar. Pronto, fica tudo satisfeito.
 
Vamos fazer o seguinte. Dividimos Portugal em 4 partes.
Uma é uma democracia de direita, outra é uma democracia de esquerda, outra uma monarquia e outra uma ditadura com um Salazar. Pronto, fica tudo satisfeito.

A democracia de esquerda em poucos meses estaria na bancarrota e ninguém se entenderia :lmao: Seria um desastre :lmao:
 
Se ontem falávamos em ditaduras.

Apenas 56% dos portugueses considera a Democracia o melhor sistema político

:rolleyes::rolleyes:

Seria importante dar a notícia toda:

A satisfação com a democracia atingiu o «mínimo histórico de sempre» em Portugal, segundo um estudo do Instituto de Ciências Sociais que revela ainda a «consolidação de um sentimento antipartidário» e a associação da austeridade a exigências internacionais.

Para um dos autores do estudo, o investigador António Costa Pinto, estas são as três conclusões mais relevantes do primeiro 'Barómetro da Qualidade da Democracia', que será hoje apresentado em Lisboa.

O estudo revela que 64,6% dos inquiridos estão insatisfeitos com a maneira como funciona a democracia em Portugal, quando em 2009, e segundo um estudo da SEDES, eram 51%.

Por outro lado, em 1999, dados do World Values Survey mostravam que 81% dos portugueses consideravam a democracia um sistema muito bom ou bom, enquanto que segundo este barómetro do ICS, «apenas 55,5% consideram que a democracia é preferível a qualquer outra forma de Governo», o que constitui, segundo escrevem os autores, um «mínimo histórico de sempre».

Para António Costa Pinto, este «declínio sustentado no apoio à democracia» é «mais importante» do que a existência de 15% de inquiridos «susceptíveis de apoiarem, em certas circunstâncias, um regime autoritário».

«As democracias coexistem com segmentos da sociedade que expressam valores autoritários e isso não representa em geral grande problema, a não ser que seja canalizado politicamente», o que não acontece em Portugal, onde os partidos populistas ou extremistas não têm «sucesso eleitoral» e onde «o desencanto e até o sentimento antipartidario ou antissistema se expressa mais pela abstenção».

Outro aspecto que Costa Pinto sublinha é a importância dos movimentos sociais independentes dos partidos como instituições ou entidades que os portugueses vêem mais próximas das suas preocupações.

Assim, 47,6% dos inquiridos dizem não se sentir representados pelos partidos. Por outro lado, os autores do estudo sublinham que «depois do Presidente da República (21,7%)», são «os movimentos sociais de protesto (11,9%) que melhor voz dão às preocupações dos portugueses, à frente dos partidos (10,3%), sindicatos (9,5%), igreja (7,3%) e autarcas (2,7%)».

O surgimento dos movimentos sociais neste grupo é, segundo Costa Pinto, «um dado novo, a correlacionar não só com a conjuntura actual, como também com a natureza independente, apartidária, dos movimentos sociais, ou seja, quanto mais autónomo dos partidos é percepcionado um movimento social, maior identificação».

«O forte sentimento antipartidário é uma marca que se começa a consolidar na sociedade portuguesa», sublinha o investigador, que destaca ainda «o elemento de continuidade» relativo à confiança no Presidente da República e uma «nota mais interessante»: «Num sistema político que vê as autarquias como as instituições mais próximas das populações, estas estão muito abaixo nesta escala de identificação dos portugueses das instituições que lhe estão mais próximas e que correspondem melhor as suas preocupações e interesses».

Por fim, Costa Pinto destaca uma conclusão relacionada com o momento actual: «Mais de 50% dos portugueses associam estas medidas de austeridade, de diminuição de bens sociais», ao «constrangimento internacional», ou seja, «estão a associar efectivamente estas medidas de austeridade e a falta de alternativa para elas não tanto à decisão autónoma dos governantes mas ao compromisso que Portugal assinou» internacionalmente.

O investigador sublinha ainda que para os portugueses a austeridade e a diminuição de benefícios sociais são um elemento muito importante na associação que fazem à democracia, «por vezes mais do que algumas dimensões exclusivamente politicas e de liberdades fundamentais».

Este estudo, feito com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e a Fundação Calouste Gulbenkian, passará a realizar-se a cada dois anos. As conclusões baseiam-se numa amostra representativa da população com 18 ou mais anos residente em Portugal Continental e constituída por 1207 inquiridos.

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=39247

E daqui as conclusões são muito diferentes:

1. 56% dos consideram a democracia o melhor sistema político. Mas 81% acham esse sistema bom ou muito bom. Apenas "15% de inquiridos «susceptíveis de apoiarem, em certas circunstâncias, um regime autoritário". Portanto, a conclusão seria, apesar de não vender tantos jornais, 85% dos portugueses rejeitam uma ditadura.

2. "O estudo revela que 64,6% dos inquiridos estão insatisfeitos com a maneira como funciona a democracia em Portugal". Há muitas formas de democracia: democracia directa, representativa com partidos políticos, representativa sem partidos políticos, só para apresentar alguns. Creio que é neste aspecto que se manifesta a insatisfação com o funcionamento da democracia, e isso reflecte-se nos tais 56% que acham que se pode fazer melhor. Churchill disse que a democracia era o menos mau dos sistemas até então experimentados. O que não quer dizer que não possam haver outros não experimentados, nem sequer inventados.

3.
«O forte sentimento antipartidário é uma marca que se começa a consolidar na sociedade portuguesa», sublinha o investigador, que destaca ainda «o elemento de continuidade» relativo à confiança no Presidente da República e uma «nota mais interessante».

Esta é a grande conclusão deste estudo. Se calhar era uma boa hora de repensar a democracia, antes que comece a descambar para algo pior. E quando o PR, mesmo sendo uma pessoa sem carisma, é aquele no qual mais confiança depositam os portugueses, está tudo dito quanto a eventuais ideias monárquicas.
 
A democracia de esquerda em poucos meses estaria na bancarrota e ninguém se entenderia :lmao: Seria um desastre :lmao:

Se Portugal estivesse dividido em 3 regiões e os portugueses supostamente pudessem optar e trocar de residência entre portugueses:
- esquerda (pcp/be)
- bloco central (psd/ps)
- direita (pp)

1. Então 80% estaria no bloco central, apesar dos mesmos serem culpados pelas políticas erradas nos últimos 30 e tal anos.

2. 5% iria viver na miséria na região da esquerda, apesar de saberem que não existe algum país no mundo de esquerda, em que seja possível acumular riqueza.

3. Os restantes 15% iria votar em branco e ficava onde estava, bem caladinho, seja rico ou pobre.
 
Não propriamente. O que ela faria era proteger dentro do próprio país as vantagens de uns sobre as desvantagens de outros nomeadamente as vantagens fiscais. E isso inclui invadir/controlar outros países.

Cinicamente as vantagens seriam corrigidas com nomes pomposos como competitividade, elevador social e etc...

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Offtopic.. recomendo que joguem o jogo Tropico, lá podem aplicar os vossos ideais (De direita, de esquerda, etc etc), o jogo é bastante interessante. Tem como personagens Salazar, Pinochet, Fidel Castro, etc..e claro que há a famosa "Conta na suíça" (ex: privatizas uma empresa e enches a conta suiça). Experimentem a jogar com as vossas ideias e vejam lá se aguentam sem sofrerem um golpe de estado:lol:
 
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