Portugal tem tanto para dar...desde o turismo á agricultura...a agricultura então é um descalabro.
A sul temos faixas de clima sem geadas onde seria possivel produção continua de especies vegetais, de frutas desde as mediterraneas tipicas ás tropicais e subtropicais.
A norte temos climas de Invernos suaves, optimos para culturas de climas temperados....é incrivel o desperdicio.
A nossa floresta tambem é riquissima...os nossos solos...
Portugal precisa de um governo que faça isto acabar, que dê liberdade ás pessoas para elas investirem, que crie condições para as pessoas poderem ser criativas no meio de todo este espaço tão original e rico que somos nós..que é Portugal.
Mais de 60% por cento dos nossos solos não têm qualquer apetência agrícola. São solos muito pobres que só podem ser ocupados pela floresta.
A sul só tens uma reserva de água: a barragem de Santa Clara e 15 mil ha ao alcance da água.
http://www.abmira.pt/default.asp?go=PAGINA&pag=4&sub=27&img=1
O Aproveitamento
Aproveitamento Hidroagrícola do Mira
A construção do Aproveitamento Hidroagricola do Mira teve lugar entre os anos de 1963 e 1973 abrangendo uma área de 10.670 ha na chamada Charneca de Odemira e uma área de 1.330 ha para Sul da Ribeira de Seixe. Este Aproveitamento localiza-se na extremidade Sudoeste do Distrito de Beja, sendo limitado a Norte pelo Rio Mira, a Este e Sudoeste pela E.N. 120, a Oeste pelo Oceano Atlântico, estendendo-se a Sul até ao Barranco de Falcate, freguesia e concelho de Aljezur. A área beneficiada desenvolve-se na faixa costeira, entre Vila Nova de Milfontes e a povoação do Rogil numa extensão total da ordem dos 41 Km, com uma largura variável entre 2 e 6 Km. Inclui ainda, algumas zonas aluvionares situadas nas margens do Rio Mira. O perímetro de rega do Mira possui uma área equipada de 15.200 ha, com uma área beneficiada de 12.000 ha. A origem da água para rega, abastecimento urbano, industria e piscicultura, é proveniente da albufeira criada pela Barragem de Santa Clara, localizada no Rio Mira a este do perímetro de rega. O desenvolvimento total da rede de adução é de cerca de 598 Km, dos quais cerca de 178 Km constituem a rede primária, integrando os restantes a rede secundária. A rede terciária inicia-se nos canais e distribuidores assegurando a condução da água até à parcela.
Localização e área beneficiada
Esta Obra, cuja construção se realizou de 1963 a 1973, situa-se na chamada charneca de Odemira estendendo-se ainda para sul da ribeira de Odeceixe, numa faixa de terras planas dos concelhos de Odemira (10.670 hectares) e Aljezur (1.330 hectares), dos distritos de Beja e Faro respectivamente e beneficiando uma área total de 12.000 hectares. Exploração da Obra: A exploração e conservação da Obra do Mira iniciou-se em 1970 a cargo da Direcção Geral dos Recursos Naturais, através da Brigada de Exploração e Conservação da Obra do Mira, e em 9 de Janeiro de 1991 a gestão foi entregue à Associação de Regantes e Beneficiários do Mira, com sede em Odemira e criada para o efeito por Alvará de 10 de Agosto de 1970. Por escritura pública de 10 de Abril de 1992, realizada no Cartório Notarial de Odemira, passou a denominar-se Associação de Beneficiários do Mira e pela Portaria nº 222/92, de 30 de Junho, do Ministério da Agricultura, publicada no Diário da República, IIª Série, nº159, de 13 de Julho de 1992, foi esta Associação reconhecida como pessoa colectiva de direito público. O número de beneficiários deste aproveitamento hidroagrícola varia de ano para ano, tendo-se apurado 2.049 em 1996.
Rede de Rega
O desenvolvimento total da rede de rega deste aproveitamento hidroagrícola é de 598.182 metros, dos quais 96.230 metros constituem a rede primária e 501 952 metros a rede secundária. Nesta rede de rega foram instaladas duas estações elevatórias, localizadas na Bugalheira e no Samoqueiro com as seguintes características:
Reservatórios de regularização
Neste aproveitamento hidroagrícola encontram-se instalados dois reservatórios de regularização, o de Odeceixe com um desenvolvimento de 3.707 metros e a capacidade de armazenamento total de 230.000 m3 e o de Milfontes com um desenvolvimento de 972 metros e a capacidade de armazenamento total de 33.000 m3.
Rede de enxugo
O desenvolvimento total da rede de enxugo já construída tem actualmente 100.789 metros.
Central hidroeléctrica
Na Bugalheira encontra-se instalada uma central hidroelétrica com capacidade média anual de produção de energia de 1,9 GWh. Esta central está equipada com uma turbina de 830 CV e um alternador de 800 kVA de potência.
Localização na Carta de Portugal
Este aproveitamento hidroagrícola encontra-se localizado nas folhas 544, 552, 553, 560, 561, 562, 568, 569, 570 e 576 na escala 1/25 000 e nas folhas 45A, 45B, 45C, 45D e 49A, da Carta de Portugal.
CARACTERIZAÇÃO
A rede de rega inclui cerca de 598 km de condutas enterradas e a céu aberto, iniciando-se no Condutor Geral com um desenvolvimento de 38 km entre Santa Clara-a-Velha e Bugalheira, onde termina num reservatório de regularização (reservatório de Odeceixe) que funciona, simultaneamente, como câmara de carga da Central Hidroeléctrica, instalada para aproveitamento da queda disponível de cerca de 20 m. Da Central Hidroeléctrica tem origem um segundo reservatório, o de Milfontes. Destes reservatórios partem dois canais primários, o canal de Milfontes que se desenvolve para norte e o canal de Odeceixe para sul e ainda uma série de distribuidores secundários, num total de 140 km. Por fim, as regadeiras em conduta enterrada, com cerca de 420 km, que distribuem a água aos regantes por meio de caixas de rega colocadas nos pontos de maior cota das áreas dominadas.
Condutor Geral :
- caudal - 11,2 m3 /s
- secção trapezoidal - 1,9m rasto; 7,1m largura de boca ; 2,6m de altura total
Canal de Odeceixe e Rogil:
- área total - 4843 ha
- caudal ficticio continuo - 0,94 l/s
Canal de Milfontes:
- área total - 6060 ha
No aproveitamento encontram-se instaladas duas estações elevatórias - Bugalheira e Samouqueiro - que alimentam respectivamente os canais da Boavista dos Pinheiros e do Samouqueiro. Uma terceira estação elevatória junto à tomada de água da barragem possibilita a utilização do volume morto da Albufeira em caso de necessidade.
Reservatório Odeceixe:
- desenvolvimento - 3707m
- capacidade total 230 000m3
Reservatório Milfontes:
- desenvolvimento - 972m
- capacidade total - 33 000m3
CANAL CONDUTOR GERAL
O canal condutor geral possibilita o escoamento de água da barragem de Santa Clara até ao perímetro de rega. Tem um desenvolvimento de cerca de 38 Km e foi dimensionado para um caudal de 11,2 m3/s. este canal permite ainda a rega de 1.100 ha através de regadeiras directas, e dos distribuidores do Mira e do Corgo da Lenha Mancosa. As caracteristicas topograficas da região onde se insere tornaram necessárias diversas obras de arte: 11 túneis que totalizam 7.375 m de comprimento; 4 sifões que totalizam 2.491 m de comprimento; 13 pontes canal que totalizam 2.185 m de comprimento;
RESERVATÓRIOS
O Canal Condutor Geral termina no reservatório de regularização de Odeceixe, com um desenvolvimento de 3.707 m e uma capacidade de armazenamento total de 316.000 m3. O reservatório de Milfontes localiza-se numa cota inferior ao de Odeceixe (20 m) e possui um desenvolvimento de 972 m com uma capacidade de armazenamento total de 33.000 m3 O reservatório da Boavista regula um volume na ordem dos 5.500 m3 entre as cotas 126,20 m 3 127,35 m. A existência de dois reservatórios de regularização, com uma diferença de cota de 20 m, permitiu a instalação entre eles de uma Central Hidroeléctrica onde são turbinados os caudais de rega com o objectivo de produzir energia e assim conseguir um rendimento adicional. O Canal de Milfontes, com um desenvolvimento de 24.400 m e um caudal de 5697 m3/s, deriva do reservatório de Milfontes, beneficiando uma área de 6.060 ha. Derivando do reservatório de Odeceixe, o Canal de Odeceixe tem um desenvolvimento de 22.050 m e um caudal de 5.467 m3/s, beneficiando uma área de 4843 ha. O Canal do Rogil desenvolve-se por 24.400 m, sendo uma extensão do Canal de Odeceixe, na parte sul de perímetro no concelho de Aljezur.