O Estado do País

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Na Esquerda portuguesa existe um certo sentimento de que «isto é nosso» que já vem dos tempos do 25 de Abril. Quando afastada do poder, usa mil e uma técnicas não raras vezes desprezíveis para afastar a Direita. Um caso exemplar foi o da relação de Sá Carneiro com Snu Abecassis. Na altura os antecessores daqueles que agora lutam acerrimamente pela legalidade do infanticídio antecipado (vulgo aborto) e pelos «casamentos» coloridos ficaram escandalizados com o divórcio de Sá Carneiro. Diziam então que «quem não governa uma casa, não governa um país».

Agora, sem as trincheiras organizadas -Seguro é um líder fraco, o PS está dividido e o BE ainda não acordou depois do recente desaire eleitoral- a Esquerda já começou a sua campanha. A maioria dos nossos jornalistas veteranos, no passado, foram maoístas, estalinistas, trotskistas ou socialistas de gema. Nas faculdades de Letras a Esquerda tem largamente mais simpatizantes que a Direita, aliás, na vida académica a Esquerda sai a ganhar em termos de mobilização e iniciativas. Por isso, não admira que tudo o que saia da agenda esquerdista tenha sempre tantos louvores da comunicação social. Um caso exemplar: Obama. A política externa é idêntica à de Bush, mas no entanto a comunicação social não o condenou veemente pela intervenção na Líbia, pela manutenção de Guantanamo ou pelos desaires no Afeganistão e no Iraque.

Como «isto é tudo nosso» desde o 25 de Abril é mister retirar já o poder aos terríveis «fássistas». E a campanha suja já está aí. Fernando Rosas chama Salazar a Santana Lopes. Pedro Passos Coelho é «retornado» e «africanista» (dito claro em tom pejorativo). Álvaro dos Santos Pereira é «emigrante», «ministro pastel de nata» e «o Álvaro» (esta por ter dito que não queria ser tratado com títulos). Vítor Gaspar é «o fantasminha das Finanças» (alusão a um personagem infantil). A Alberto João Jardim nada é perdoado: mas continua muito por investigar sobre as negociatas do anterior Governo, que pelos vistos, já foram esquecidas pela comunicação social. Temos ainda uma carta dos militares, e as ameaças veladas e profecias de Otelo e de D. Januário, este último também esquerdista de gema. Abrimos os jornais e não há dia em que o PS não «acuse». Olhando para o seu passado, sem moral alguma para isso, claro.


Estivesse um socialista em Belém e dentro de algum tempo teríamos um «escândalo» seguido da demissão do Governo...
 
Martin Schulz condenou Portugal por solicitar investimento angolano e chinês (já agora, também brasileiro).

Apesar de tentar agora retificar o que disse, todos nós sentimos o que se passa.

A troika exige que privatizações seja o mais breve possível e como sabemos o momento não é ideal devido a uma grande possibilidade de existir subvalorização dos ativos (no caso grego é gritante a desvalorização).

Que belo momento seria para os investidores da europa central adquirirem posições em empresas chave a preço de saldo e agora está a ser tudo estragado devido a intromissão de países como a China ou Angola. :D
 
Martin Schulz condenou Portugal por solicitar investimento angolano e chinês (já agora, também brasileiro).

Apesar de tentar agora retificar o que disse, todos nós sentimos o que se passa.

A troika exige que privatizações seja o mais breve possível e como sabemos o momento não é ideal devido a uma grande possibilidade de existir subvalorização dos ativos (no caso grego é gritante a desvalorização).

Que belo momento seria para os investidores da europa central adquirirem posições em empresas chave a preço de saldo e agora está a ser tudo estragado devido a intromissão de países como a China ou Angola. :D

É uma injustiça !

«Quando o bom aluno tem negativa, a culpa nunca é do professor. O mais certo é o bom aluno ser acusado de ter andado a copiar o tempo todo e ser mandado para a fila dos cábulas.

Os dedinhos apontados a Portugal nos últimos dias são prenuncio do fim das carícias aos bem comportados. Nas últimas semanas a mensagem nos jornais de todo o mundo tem sido: Portugal prepara-te és o próximo a abater de vez. A isto junta-se agora o dedinho espetado dos professores: olha pra Madeira, olha pra eles a vender a outros o que devia ser pra nós.

Na realidade, trata-se de preparar a opinião pública para o que se vai tornar claro nos próximos meses: com o aprofundamento da recessão as receitas fiscais não crescerão como previsto, podendo mesmo afundar-se apesar do aumento das taxas de imposto. As metas do défice tornar-se-ão inatingíveis aos olhos de todos. Nessa circunstância, de quem vai ser a culpa? Certamente, não dos professores. Adivinho o que vai dizer a troica: aumentaram a carga fiscal mas descuraram as “reformas estruturais” donde iria brotar o crescimento, do que é que estavam à espera? Nessa altura não vale a pena choramingar. É uma injustiça, não é?»

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/02/e-uma-injustica.html
 
É uma injustiça !

«Quando o bom aluno tem negativa, a culpa nunca é do professor. O mais certo é o bom aluno ser acusado de ter andado a copiar o tempo todo e ser mandado para a fila dos cábulas.

Os dedinhos apontados a Portugal nos últimos dias são prenuncio do fim das carícias aos bem comportados. Nas últimas semanas a mensagem nos jornais de todo o mundo tem sido: Portugal prepara-te és o próximo a abater de vez. A isto junta-se agora o dedinho espetado dos professores: olha pra Madeira, olha pra eles a vender a outros o que devia ser pra nós.

Na realidade, trata-se de preparar a opinião pública para o que se vai tornar claro nos próximos meses: com o aprofundamento da recessão as receitas fiscais não crescerão como previsto, podendo mesmo afundar-se apesar do aumento das taxas de imposto. As metas do défice tornar-se-ão inatingíveis aos olhos de todos. Nessa circunstância, de quem vai ser a culpa? Certamente, não dos professores. Adivinho o que vai dizer a troica: aumentaram a carga fiscal mas descuraram as “reformas estruturais” donde iria brotar o crescimento, do que é que estavam à espera? Nessa altura não vale a pena choramingar. É uma injustiça, não é?»

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/02/e-uma-injustica.html

Sim, o aluno é de valores perto de zero e o professor não fica muito atrás.

Todos nós entendemos que "o que é emprestado não é dado" logo ninguém dá nada a ninguém! (incrível como ainda se acredita no pai natal)

É óbvio que um empréstimo a Portugal teria como sequência austeridade. (o dinheiro que se deve tem de ser pago)

Quem se colocou a jeito de isto tudo foi Portugal, ao gastar o que tinha e não tinha.

A Comunidade Europeia é formada por um conjunto de países, com diferentes culturas e economias e com eleitorado diferenciado.

Como é óbvio convencer um eleitorado um certo país a emprestar dinheiro a quem vai para a praia quando a troika está a analisar a situação económica do país ou quando se pede para trabalhar num dia de carnaval e políticos desse país querem uma balda, torna-se tudo mais irracional.

Outra coisa é o que referi, o oportunismo financeiro destes países. É por isso que não fiquei nada impressionado com a notícia do tal banco alemão incentivar a investimentos sobre a poupança gerada caso se os idosos padecessem antes do previsto.
 
O ideal, desde o seu princípio, a condução desta crise seria:

Criação de Eurobons pelo BCE;

Comissões para avaliação de todos os países e colocação de regras para serem subscritores de eurobonds, sendo essa avaliação anual;

Os países que estivessem em incumprimento às regras criadas teriam uma comissão que iria ditar restruturações à economia desses países, com prazos definidos, para que a economia voltasse a cumprir as regras de acesso aos eurobonds.
 
As coisas cá pelo Algarve estão más, há muitos restaurantes e cafés a fechar por falta de clientes... os que resistem são os que são donos do estabelecimento e não pagam rendas ridículas.

Isto das portagens na A22 foi uma boa maneira de fazer a zona regredir 20 anos, boa jogada :thumbsup:
 
As coisas cá pelo Algarve estão más, há muitos restaurantes e cafés a fechar por falta de clientes... os que resistem são os que são donos do estabelecimento e não pagam rendas ridículas.

Isto das portagens na A22 foi uma boa maneira de fazer a zona regredir 20 anos, boa jogada :thumbsup:

Achas o Algarve "evoluido"? o turismo do Algarve é "evoluido"?

Eu acho a nossa filosofia quanto ao turismo terrivelmente retrogada...enquanto os paises desenvolvidos tendem a preservar e qualificar os recursos que teem, nós construimos á balda e desordenadamente no Algarve...enchemos tudo de betão...destruimos o Algarve em 20 anos, para aceitar o turismo de massa, pouco produtivo mas em grandes quantidades.

Portugal não pode manter este tipo de turismo, temos de apostar no turismo de qualidade, poucos turistas mas mais rendimento de cada turista.
E isso passa por ofrecer aos turistas a possibilidade de vistarem um pais belo, vasto em belezas naturais e culturais, um pais com qualidade merecedora de ser bem paga.

Há que apostar no turismo de habitação, nas pousadas, nos centros historicos, no interior....e não naqueles polos betonizados que ocupam no algarve o que outrora eram lindas paisagens mediterraneas, belissimas praias, formosos e produtivos campos.

Ainda bem que a nossa costa ocidental tem agua fria e ondas grandes...senão já teriamos o litoral todo destruido...e mesmo assim no litoral Alentejano chegaram a querer massificar aquilo tudo..mas agora os planos para a região estão já mais decentes e sustentaveis, apostando lá está, na qualidade.

E é assim que o nosso pais devia lidar com o turismo, cada vez mais qualidade em vez de quantidade, e cada vez menos centralizado no Algarve e na praia.

Portugal tem tanto para dar...desde o turismo á agricultura...a agricultura então é um descalabro.
A sul temos faixas de clima sem geadas onde seria possivel produção continua de especies vegetais, de frutas desde as mediterraneas tipicas ás tropicais e subtropicais.
A norte temos climas de Invernos suaves, optimos para cultras de climas temperados....é incrivel o desperdicio.

A nossa floresta tambem é riquissima...os nossos solos...

Portugal precisa de um governo que faça isto acabar, que dê liberdade ás pessoas para elas investirem, que crie condições para as pessoas poderem ser criativas no meio de todo este espaço tão original e rico que somos nós..que é Portugal.
 
Concordo plenamente com o Stormy.

O Algarve tinha das mais belas vilas típica de toda a Europa, sim, da Europa, e não ficava nada atrás da França ou da Itália, e estava bem à frente da Espanha. A arquitectura tradicional algarvia é uma das mais ricas e fascinantes do mundo, repito, do mundo, resultado da passagem de diversas culturas pela região ao longo de milénios. Hoje tudo se perdeu, ninguém já sabe fazer chaminés, platibandas, ferro forjado, telhados, açoteias, mirantes, tudo o que se vê são imitações baratas, ninguém sabe usar as cores da região ou combinar cores e materiais. O Algarve transformou-se numa região de Terceiro Mundo, em termos arquitectónicos. Regredimos, é uma selvajaria o que se vê por toda a região.

Na última década surgiram os PIN's, alguns em áreas protegidas. Em Olhão querem construir a Quinta de Marim, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, em Faro querem construir o que resta da mata do Pontal e dos sapais e salinas do Ludo. Quando isto avançar, pode-se dizer que praticamente o Parque Natural morreu de vez, e mais valerá acabar com a classificação, pois pouco ou nada restará de relevo para preservar. A área mais importante de todo o parque é o Ludo, a mesma que querem encher de betão. Com tanto espaço livre para betonizar fora do Parque, mas não... E a população aplaude... ridículo! Ainda há tempos li no Courier Internacional como os islandeses lutam contra projectos que ponham em causa os valores naturais do país! Normalmente que beneficia com estas loucuras são grandes grupos financeiros e não as populações locais. O que enriquece o povo são as PME's, não estas megalomanias.

Na minha região fizeram um PIN gigante, pois bem, as casas estão lá por vender há mais de 4 ou 5 anos, e são dezenas de moradias que ninguém compra! Os bancos portugueses que emprestaram o dinheiro já não sabem o que façam para o recuperar! E o campo de golfe poucos clientes tem! Os PIN que já avançaram no Algarve são um rotundo falhanço, e ainda estão previstos mais, por exemplo, o Verdelago em Altura ou o da Quinta do Marim perto de Olhão, ah, e o do Ludo. E há custa disto já destruiram a maior parte do pinhal da Praia Verde.
 
Portugal tem tanto para dar...desde o turismo á agricultura...a agricultura então é um descalabro.
A sul temos faixas de clima sem geadas onde seria possivel produção continua de especies vegetais, de frutas desde as mediterraneas tipicas ás tropicais e subtropicais.
A norte temos climas de Invernos suaves, optimos para culturas de climas temperados....é incrivel o desperdicio.

A nossa floresta tambem é riquissima...os nossos solos...

Portugal precisa de um governo que faça isto acabar, que dê liberdade ás pessoas para elas investirem, que crie condições para as pessoas poderem ser criativas no meio de todo este espaço tão original e rico que somos nós..que é Portugal.

Mais de 60% por cento dos nossos solos não têm qualquer apetência agrícola. São solos muito pobres que só podem ser ocupados pela floresta.

A sul só tens uma reserva de água: a barragem de Santa Clara e 15 mil ha ao alcance da água.

http://www.abmira.pt/default.asp?go=PAGINA&pag=4&sub=27&img=1

O Aproveitamento

Aproveitamento Hidroagrícola do Mira

A construção do Aproveitamento Hidroagricola do Mira teve lugar entre os anos de 1963 e 1973 abrangendo uma área de 10.670 ha na chamada Charneca de Odemira e uma área de 1.330 ha para Sul da Ribeira de Seixe. Este Aproveitamento localiza-se na extremidade Sudoeste do Distrito de Beja, sendo limitado a Norte pelo Rio Mira, a Este e Sudoeste pela E.N. 120, a Oeste pelo Oceano Atlântico, estendendo-se a Sul até ao Barranco de Falcate, freguesia e concelho de Aljezur. A área beneficiada desenvolve-se na faixa costeira, entre Vila Nova de Milfontes e a povoação do Rogil numa extensão total da ordem dos 41 Km, com uma largura variável entre 2 e 6 Km. Inclui ainda, algumas zonas aluvionares situadas nas margens do Rio Mira. O perímetro de rega do Mira possui uma área equipada de 15.200 ha, com uma área beneficiada de 12.000 ha. A origem da água para rega, abastecimento urbano, industria e piscicultura, é proveniente da albufeira criada pela Barragem de Santa Clara, localizada no Rio Mira a este do perímetro de rega. O desenvolvimento total da rede de adução é de cerca de 598 Km, dos quais cerca de 178 Km constituem a rede primária, integrando os restantes a rede secundária. A rede terciária inicia-se nos canais e distribuidores assegurando a condução da água até à parcela.

Localização e área beneficiada

Esta Obra, cuja construção se realizou de 1963 a 1973, situa-se na chamada charneca de Odemira estendendo-se ainda para sul da ribeira de Odeceixe, numa faixa de terras planas dos concelhos de Odemira (10.670 hectares) e Aljezur (1.330 hectares), dos distritos de Beja e Faro respectivamente e beneficiando uma área total de 12.000 hectares. Exploração da Obra: A exploração e conservação da Obra do Mira iniciou-se em 1970 a cargo da Direcção Geral dos Recursos Naturais, através da Brigada de Exploração e Conservação da Obra do Mira, e em 9 de Janeiro de 1991 a gestão foi entregue à Associação de Regantes e Beneficiários do Mira, com sede em Odemira e criada para o efeito por Alvará de 10 de Agosto de 1970. Por escritura pública de 10 de Abril de 1992, realizada no Cartório Notarial de Odemira, passou a denominar-se Associação de Beneficiários do Mira e pela Portaria nº 222/92, de 30 de Junho, do Ministério da Agricultura, publicada no Diário da República, IIª Série, nº159, de 13 de Julho de 1992, foi esta Associação reconhecida como pessoa colectiva de direito público. O número de beneficiários deste aproveitamento hidroagrícola varia de ano para ano, tendo-se apurado 2.049 em 1996.

Rede de Rega

O desenvolvimento total da rede de rega deste aproveitamento hidroagrícola é de 598.182 metros, dos quais 96.230 metros constituem a rede primária e 501 952 metros a rede secundária. Nesta rede de rega foram instaladas duas estações elevatórias, localizadas na Bugalheira e no Samoqueiro com as seguintes características:

Reservatórios de regularização

Neste aproveitamento hidroagrícola encontram-se instalados dois reservatórios de regularização, o de Odeceixe com um desenvolvimento de 3.707 metros e a capacidade de armazenamento total de 230.000 m3 e o de Milfontes com um desenvolvimento de 972 metros e a capacidade de armazenamento total de 33.000 m3.

Rede de enxugo

O desenvolvimento total da rede de enxugo já construída tem actualmente 100.789 metros.

Central hidroeléctrica

Na Bugalheira encontra-se instalada uma central hidroelétrica com capacidade média anual de produção de energia de 1,9 GWh. Esta central está equipada com uma turbina de 830 CV e um alternador de 800 kVA de potência.

Localização na Carta de Portugal

Este aproveitamento hidroagrícola encontra-se localizado nas folhas 544, 552, 553, 560, 561, 562, 568, 569, 570 e 576 na escala 1/25 000 e nas folhas 45A, 45B, 45C, 45D e 49A, da Carta de Portugal.

CARACTERIZAÇÃO

A rede de rega inclui cerca de 598 km de condutas enterradas e a céu aberto, iniciando-se no Condutor Geral com um desenvolvimento de 38 km entre Santa Clara-a-Velha e Bugalheira, onde termina num reservatório de regularização (reservatório de Odeceixe) que funciona, simultaneamente, como câmara de carga da Central Hidroeléctrica, instalada para aproveitamento da queda disponível de cerca de 20 m. Da Central Hidroeléctrica tem origem um segundo reservatório, o de Milfontes. Destes reservatórios partem dois canais primários, o canal de Milfontes que se desenvolve para norte e o canal de Odeceixe para sul e ainda uma série de distribuidores secundários, num total de 140 km. Por fim, as regadeiras em conduta enterrada, com cerca de 420 km, que distribuem a água aos regantes por meio de caixas de rega colocadas nos pontos de maior cota das áreas dominadas.

Condutor Geral :

- caudal - 11,2 m3 /s

- secção trapezoidal - 1,9m rasto; 7,1m largura de boca ; 2,6m de altura total

Canal de Odeceixe e Rogil:

- área total - 4843 ha

- caudal ficticio continuo - 0,94 l/s

Canal de Milfontes:

- área total - 6060 ha

No aproveitamento encontram-se instaladas duas estações elevatórias - Bugalheira e Samouqueiro - que alimentam respectivamente os canais da Boavista dos Pinheiros e do Samouqueiro. Uma terceira estação elevatória junto à tomada de água da barragem possibilita a utilização do volume morto da Albufeira em caso de necessidade.

Reservatório Odeceixe:

- desenvolvimento - 3707m

- capacidade total 230 000m3

Reservatório Milfontes:

- desenvolvimento - 972m

- capacidade total - 33 000m3

CANAL CONDUTOR GERAL

O canal condutor geral possibilita o escoamento de água da barragem de Santa Clara até ao perímetro de rega. Tem um desenvolvimento de cerca de 38 Km e foi dimensionado para um caudal de 11,2 m3/s. este canal permite ainda a rega de 1.100 ha através de regadeiras directas, e dos distribuidores do Mira e do Corgo da Lenha Mancosa. As caracteristicas topograficas da região onde se insere tornaram necessárias diversas obras de arte: 11 túneis que totalizam 7.375 m de comprimento; 4 sifões que totalizam 2.491 m de comprimento; 13 pontes canal que totalizam 2.185 m de comprimento;

RESERVATÓRIOS

O Canal Condutor Geral termina no reservatório de regularização de Odeceixe, com um desenvolvimento de 3.707 m e uma capacidade de armazenamento total de 316.000 m3. O reservatório de Milfontes localiza-se numa cota inferior ao de Odeceixe (20 m) e possui um desenvolvimento de 972 m com uma capacidade de armazenamento total de 33.000 m3 O reservatório da Boavista regula um volume na ordem dos 5.500 m3 entre as cotas 126,20 m 3 127,35 m. A existência de dois reservatórios de regularização, com uma diferença de cota de 20 m, permitiu a instalação entre eles de uma Central Hidroeléctrica onde são turbinados os caudais de rega com o objectivo de produzir energia e assim conseguir um rendimento adicional. O Canal de Milfontes, com um desenvolvimento de 24.400 m e um caudal de 5697 m3/s, deriva do reservatório de Milfontes, beneficiando uma área de 6.060 ha. Derivando do reservatório de Odeceixe, o Canal de Odeceixe tem um desenvolvimento de 22.050 m e um caudal de 5.467 m3/s, beneficiando uma área de 4843 ha. O Canal do Rogil desenvolve-se por 24.400 m, sendo uma extensão do Canal de Odeceixe, na parte sul de perímetro no concelho de Aljezur.

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Concordo plenamente com o Stormy.

O Algarve tinha das mais belas vilas típica de toda a Europa, sim, da Europa, e não ficava nada atrás da França ou da Itália, e estava bem à frente da Espanha. A arquitectura tradicional algarvia é uma das mais ricas e fascinantes do mundo, repito, do mundo, resultado da passagem de diversas culturas pela região ao longo de milénios. Hoje tudo se perdeu, ninguém já sabe fazer chaminés, platibandas, ferro forjado, telhados, açoteias, mirantes, tudo o que se vê são imitações baratas, ninguém sabe usar as cores da região ou combinar cores e materiais. O Algarve transformou-se numa região de Terceiro Mundo, em termos arquitectónicos. Regredimos, é uma selvajaria o que se vê por toda a região.

Na última década surgiram os PIN's, alguns em áreas protegidas. Em Olhão querem construir a Quinta de Marim, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, em Faro querem construir o que resta da mata do Pontal e dos sapais e salinas do Ludo. Quando isto avançar, pode-se dizer que praticamente o Parque Natural morreu de vez, e mais valerá acabar com a classificação, pois pouco ou nada restará de relevo para preservar. A área mais importante de todo o parque é o Ludo, a mesma que querem encher de betão. Com tanto espaço livre para betonizar fora do Parque, mas não... E a população aplaude... ridículo! Ainda há tempos li no Courier Internacional como os islandeses lutam contra projectos que ponham em causa os valores naturais do país! Normalmente que beneficia com estas loucuras são grandes grupos financeiros e não as populações locais. O que enriquece o povo são as PME's, não estas megalomanias.

Na minha região fizeram um PIN gigante, pois bem, as casas estão lá por vender há mais de 4 ou 5 anos, e são dezenas de moradias que ninguém compra! Os bancos portugueses que emprestaram o dinheiro já não sabem o que façam para o recuperar! E o campo de golfe poucos clientes tem! Os PIN que já avançaram no Algarve são um rotundo falhanço, e ainda estão previstos mais, por exemplo, o Verdelago em Altura ou o da Quinta do Marim perto de Olhão, ah, e o do Ludo. E há custa disto já destruiram a maior parte do pinhal da Praia Verde.

Frederico, eu como olhanense espero que o PIN nunca mas nunca seja construído, numa zona de Parque Natural, nesses terrenos do PIN, este ano os terrenos estão a ser cultivados, já apanharam a batata que semearam e que deu umas largas toneladas. Destruir um enorme terreno agrícola, onde semeam, onde existe gado, eu passo na 125 e olho para esses terrenos e digo ainda bem que isto estoirou. O único parque verde de Olhão, a ser destruído por um projecto megalómano, espero que isto não vá tão cedo ao lugar, em termos de construção no Algarve, penso que não fosse a crise financeira acho que já tinham construído por cima do prédio onde vivo. :lmao:

Adoro visitar a Quinta de Marim, pela sua paisagem, pelo seu moinho de maré, pelo cão de água olhanense e por tudo aquilo que o Parque Natural da Ria Formosa onde a sua sede é na Quinta de Marim e construírem um PIN nesse local é o maior atentado à natureza podem fazer, Portugal é um país que não preserva a natureza, tudo é para destruir, seja pelos fogos no Verão, seja com a construção.

Quanto às portagens nada me afectam, continuo a circular na 125 a demorar o mesmo tempo que demorava antes, e já deitaram um tapete betuminoso nos sítios onde o alcatrão estava mais danificado entre Olhão e Faro e agora a 125 está bastante boa entre Olhão e Faro.
 
Entram em vigor hoje os mini-jobs. Criar empregos de 485 euros com comparticipação de 243 euros por cada trabalhador contratado. A comparticipação destina-se ao empresário e dura 6 meses - 1458 euros. :lol:
 
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