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DESEMPREGO SOBE PARA 14,8% EM JANEIRO
A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para novo recorde em Janeiro, nos 14,8%, indicou hoje o Eurostat.

O número representa um agravamento face aos 14,6% registados em Dezembro e compara também com a taxa de 12,3% observada em Janeiro do ano passado.

O desemprego em Portugal continua assim bem acima da média da zona euro, onde 10,7% da população activa não tem trabalho. Na UE a 27 a taxa é um pouco mais baixa, de 10,1%, significando que há 24,32 milhões de cidadãos europeus em situação de desemprego. A Europa continua assim, no que a mercado laboral diz respeito, a perder pontos para os EUA, onde o desemprego tem diminuído, estando hoje nos 8,3%.

A taxa de desemprego em Portugal igualou a da Irlanda e é a terceira mais elevada da Europa, apenas superada pela Espanha e pela Grécia. No extremo oposto, e em clima de pleno emprego, estão Áustria (4%), Holanda (5%) e Luxemburgo (5,1%).

Os números do desemprego jovem são alarmantes e também aqui a taxa portuguesa cresceu, passando de 35% em Dezembro para 35,1% em Janeiro. Espanha é campeã pelos piores motivos, dado que 49,9% dos jovens do país estão desempregados. O Eurostat mostra que há 5,5 milhões de jovens sem emprego na Europa.

economico
 
Na UE não há falta de emprego. Há sim muitos imigrantes a fazer o que os europeus não querem.

Quanto a Portugal, é de esperar um aumento do desemprego nos próximos anos, à medida que os sectores sobredimensionados forem encolhendo. Construção, banca, grandes superfícies, saúde privada, restauração e outros serviços encolherão muito. É bem possível que por cá a taxa de desemprego ultrapasse os 20%.
 
Portugal é o país da UE com mais área comercial por habitante. Nos centros comerciais pagam-se rendas de 5 mil euros, rendas tão caras nem no centro de muitas cidades de países ricos. E não se pode comprar loja. Nos últimos anos, apesar da crise, continuaram a crescer como cogumelos. Não sei como continuam a resistir, mas antevejo que lá mais para o final do ano ou em 2013 a bolha acabe por explodir. O resultado será o desemprego de muitas dezenas de milhar de jovens. E a situação da Banca portuguesa ficará muito, muito problemática. Está ainda por contar como chegámos até aqui, mas tudo envolve autarcas, especulação imobiliária, empresários do sector e poder político central. Até anos recentes havia o discurso falacioso, para povo ignorante e deslumbrável, das novas centralidades. Aprovavam-se estádios, zonas industriais ou centros comerciais para que em torno dessas obras surgissem novas zonas urbanas. Tiravam-se serviços públicos dos centros e instalavam-se nas periferias, com a mesma função. As câmaras recebiam dinheiro das licenças, a Banca dos juros, os investidores das rendas. Em contrapartida, foram criados zonas fantasma dentro das cidades. Ruas despovoadas, com um comércio moribundo. O colapso das empresas de transportes públicos passa também por aqui, só com a concentração é possível ter uma rede de transportes eficiente! Desde os anos 60 que não há Ordenamento em Portugal, e a mentira continua!
 
Uma notícia verdadeiramente alternativa.

Segundo dados da Comissão Europeia (AMECO, Assuntos Económicos e Financeiros), entre 2001 e 2010, em termos médios anuais, na Zona Euro, os lucros líquidos cresceram 7 vezes mais que os salários reais. Os custos unitários do trabalho reais, em termos médios anuais, tiveram uma redução de 0,1% na Zona Euro. Isto tendo já em conta a recessão mundial de 2009, onde a Zona Euro teve um recuo no produto de 4,1%, afectando por isso a produtividade do trabalho (produto por pessoa empregada).
Mas é talvez mais significativo ter em conta os valores acumulados da década do Euro. Entre 2001 e 2010, os lucros na Zona Euro aumentaram, em termos médios, 35,8%, enquanto os custos unitários do trabalho reais tiveram uma redução de 1,1%.
Estes números deixam bem patente o papel do Euro na redução dos custos unitários do trabalho; na redistribuição da riqueza produzida em favor do capital, e em desfavor do trabalho.

Claro que o caminho é continuar a esmagar os salários e escrever em todo o lado que o modelo social europeu não é sustentável e que acabou. Até que a democracia faça o caminho que tem de fazer, que a economia da acumulação absurda seja substituida por uma economia verdadeiramente redistributiva.
 
Novo painel de televisão corta um terço da audiência da RTP1

A estação pública desceu de 20,8% de quota de espectadores na quarta-feira para 13,9% durante o dia de quinta, cujos resultados foram ontem conhecidos. No seu conjunto, o Cabo e o item Outros (que não existia anteriormente) lideraram, com 36,9%.

A queda da RTP1 e a subida significativa do número dos que não viram os canais convencionais (era de 25,8% na medição da Marktest) salientam-se num cenário em que todos os grandes saem a perder. Uns mais do que outros – no caso da TVI, a descida é residual (de 24,9% para 23,9%). A SIC, que também registara 24,9% de audiência na quarta-feira caiu na quinta, com o novo painel, para 21,7%. A RTP2 desceu de 3,6% para 3,2%.

O sistema da GfK baseia-se na tecnologia audiomatching, que grava o som de 150 canais e compara depois esse registo com o da emissão nos 1100 lares que compõem o painel. Esta tecnologia permite gravar não apenas as emissões em directo mas também, num lapso de sete dias, os programas que foram gravados.

O serviço encontrava-se em testes há já alguns meses, mas a sua entrada em acção foi sendo adiada, acabando por se verificar apenas dois meses depois da data inicialmente prevista (1 de Janeiro de 2012). Ontem, a divulgação dos resultados das audiências sofreu um atraso, atribuído, pela revista Meios&Publicidade, a problemas de ordem técnica.

Na lista dos 15 programas mais vistos de quinta-feira, a novela da TVI Doce Tentação aparece como o mais visto, com 29,3% de share, um valor ligeiramente inferior ao conseguido na quarta-feira (30,1%), dia em que surgia na tabela em terceiro lugar, atrás do jogo de futebol Polónia-Portugal e do Telejornal, ambos na RTP1. O espaço informativo do canal público detinha a liderança neste sector, mas os dados da GfK colocam-no agora em último, atrás do Jornal das 8 (TVI) e Jornal da Noite (SIC).

Fonte: Publico

Curiosamente, o Telejornal da RTP1 foi o programa mais visto ontem segundo a Marktest.
Cheira-me que isto é para afundar a RTP, quando a RTP tem a melhor informação dos 3 canais, para mim os serviços noticiosos são mais credíveis do que a SiC e a TVI. Vejam o site da Marktest em http://www.mediamonitor.pt/ que tem os valores do dia de ontem.

Como é que desaparece de um dia para o outro o um terço do público que segue a RTP1? Será que morreu, emigrou ou partiu a televisão e não apanha a RTP1. Estranho muito estranho.
:unsure:

Audiências: Pessoas em frente à TV 24 horas e que vêem cabo sem pagar

A discrepância dos números de quota de espectadores da RTP1 no primeiro dia de medição de audiências a cargo da GFK “era uma tendência já detectada na fase de testes”, referiu ao M&P Fernando Cruz, director-executivo da CAEM. Há uma semana a estação pública obteve 20,8% de share, tendo registado ontem 13,9%. “Não há nenhum dado que nos permita aferir que os dados estejam incorrectos”, acrescenta.

Por outro lado, voltaram a registar-se alguns problemas na recolha da informação do painel, como pessoas que viram televisão 24 horas seguidas, visionamento de canais em simultâneo ou registo de audiência de canais por cabo quando esses lares não têm subscrição de televisão paga. “Em mil e tal lares só em dois se verificou a ocorrência de um visionamento de 24 horas seguidas. Existem pessoas acamadas, por exemplo. Seria normal que nesses casos pudessem ter o televisor ligado durante essas horas todas”, justifica Fernando Cruz.

Quanto ao visionamento de canais em simultâneo, o director executivo da CAEM assegura que, nesses casos, “só um é contabilizado”. “Só é considerado aquele em que é despendido mais tempo”, completa. Face à questão de terem sido medidos lares sem cabo com acesso a canais só disponíveis nesta oferta, Fernando Cruz justifica: “Há quem não pague e tenha acesso ao cabo. Há instalações em edifícios, sobretudo em Lisboa, sem que as pessoas tenham subscrição desses serviços televisivos”. Não obstante, estas situações “ficarão sob observação”, acrescenta.

Fonte: Revista Meios e Publicidade

Este novo sistema é mesmo brutal, devem pagar para terem as televisões abertas 24 horas por dia, estão acamadas mas não dormem estão sempre a verem televisão. :unsure:

Ter cabo sem pagar é outra brutal. :lmao::lmao:

Outro facto curioso é o jogo Guimarães X Benfica durante 20 minutos teve 0 espectadores. :lmao:
 
Segundo li no Courier Internacional numa grande reportagem sobre o Irão os preços elevadíssimos do petróleo estão a ser motivados apenas pela especulação. O problema é que a Europa sai a perder e muito relativamente aos EUA! Com esta estratégia de destabilização do mundo árabe, levada a cabo por Israel e pelos EUA, com a participação da França e do Reino Unido, a economia europeia continuará a ser destruída. Neste momento parece-me que o único grande líder europeu que está atento à trafulhice é Vladimir Putin.
 
Segundo li no Courier Internacional numa grande reportagem sobre o Irão os preços elevadíssimos do petróleo estão a ser motivados apenas pela especulação. O problema é que a Europa sai a perder e muito relativamente aos EUA! Com esta estratégia de destabilização do mundo árabe, levada a cabo por Israel e pelos EUA, com a participação da França e do Reino Unido, a economia europeia continuará a ser destruída. Neste momento parece-me que o único grande líder europeu que está atento à trafulhice é Vladimir Putin.

Perde um pedacinho de tempo a ver a RT em Inglês... É por vezes arrepiante o tão cegos andamos.
 
Em tempos consultor na empresa Chas. T. Main, John Perkins andou dez anos a fazer o que não devia, convencendo países do terceiro mundo a embarcar em projectos megalómanos, financiados com empréstimos gigantescos de bancos do primeiro mundo. Um dia, estava nas Caraíbas, percebeu que estava farto de negócios sujos e mudou de vida. Regressou a Boston e, para compensar os estragos que tinha feito, decidiu usar os seus conhecimentos para revelar ao mundo o jogo que se joga nos bastidores financeiros.

Como se passa de assassino económico a activista?
Em primeiro lugar é preciso passar-se por uma forte mudança de consciência e entender o papel que se andou a desempenhar. Levei algum tempo a compreender tudo isto. Fui um assassino económico durante dez anos e durante esse período achava que estava a agir bem. Foi o que me ensinaram e o que ainda ensinam nas faculdades de Gestão: planear grandes empréstimos para os países em desenvolvimento para estimular as suas economias. Mas o que vi foi que os projectos que estávamos a desenvolver, centrais hidroeléctricas, parques industriais, e outras coisas idênticas, estavam apenas a ajudar um grupo muito restrito de pessoas ricas nesses países, bem como as nossas próprias empresas, que estavam a ser pagas para os coordenar. Não estávamos a ajudar a maioria das pessoas desses países porque não tinham dinheiro para ter acesso à energia eléctrica, nem podiam trabalhar em parques industriais, porque estes não contratavam muitas pessoas. Ao mesmo tempo, essas pessoas estavam a tornar--se escravos, porque o seu país estava cada mais afundado em dívidas. E a economia, em vez de investir na educação, na saúde ou noutras áreas sociais, tinha de pagar a dívida. E a dívida nunca chega a ser paga na totalidade. No fim, o assassino económico regressa ao país e diz-lhes “Uma vez que não conseguem pagar o que nos devem, os vossos recursos, petróleo, ou o que quer que tenham, vão ser vendidos a um preço muito baixo às nossas empresas, sem quaisquer restrições sociais ou ambientais”. Ou então, “Vamos construir uma base militar na vossa terra”. E à medida que me fui apercebendo disto a minha consciência começou a mudar. Assim que tomei a decisão de que tinha de largar este emprego tudo foi mais fácil. E para diminuir o meu sentimento de culpa senti que precisava de me tornar um activista para transformar este mundo num local melhor, mais justo e sustentável através do conhecimento que adquiri. Nessa altura a minha mulher e eu tivemos um bebé. A minha filha nasceu em 1982 e costumava pensar como seria o mundo quando ela fosse adulta, caso continuássemos neste caminho. Hoje já tenho um neto de quatro anos, que é uma grande inspiração para mim e me permite compreender a necessidade de viver num sítio pacífico e sustentável.

Houve algum momento em particular em que tenha dito para si mesmo “não posso fazer mais isto”?
Sim, houve. Fui de férias num pequeno veleiro e estive nas Ilhas Virgens e nas Caraíbas. Numa dessas noites atraquei o barco e subi às ruínas de uma antiga plantação de cana-de-açúcar. O sítio era lindo, estava completamente sozinho, rodeado de buganvílias, a olhar para um maravilhoso pôr do Sol sobre as Caraíbas e sentia-me muito feliz. Mas de repente cheguei à conclusão que esta antiga plantação tinha sido construída sobre os ossos de milhares de escravos. E depois pensei como todo o hemisfério onde vivo foi erguido sobre os ossos de milhões de escravos. E tive também de admitir para mim mesmo que também eu era um esclavagista, porque o mundo que estava a construir, como assassino económico, consistia, basicamente, em escravizar pessoas em todo o mundo. E foi nesse preciso momento que me decidi a nunca mais voltar a fazê--lo. Regressei à sede da empresa onde trabalhava em Boston e demiti-me.

E qual foi a reacção deles?
De início ninguém acreditou em mim. Mas quando se aperceberam de que estava determinado tentaram demover-me. Fizeram-me propostas muito interessantes. Mas fui-me embora à mesma e deixei por completo de me envolver naquele tipo de negócios.

Diz que os assassinos económicos são profissionais altamente bem pagos que enganam os países subdesenvolvidos, recorrendo a armas como subornos, relatórios falsificados, extorsões, sexo e assassinatos. Pode explicar às pessoas que não leram o seu livro como tudo isto funciona?
Basicamente, aquilo que fazíamos era escolher um país, por exemplo a Indonésia, que na década de 70 achávamos que tinha muito petróleo do bom. Não tínhamos a certeza, mas pensávamos que sim. E também sabíamos que estávamos a perder a guerra no Vietname e acreditávamos no efeito dominó, ou seja, se o Vietname caísse nas mãos dos comunistas, a Indonésia e outros países iriam a seguir. Também sabíamos que a Indonésia tinha a maior população muçulmana do mundo e que estava prestes a aliar-se à União Soviética, e por isso queríamos trazer o país para o nosso lado. Fui à Indonésia no meu primeiro serviço e convenci o governo do país a pedir um enorme empréstimo ao Banco Mundial e a outros bancos, para construir o seu sistema eléctrico, centrais de energia e de transmissão e distribuição. Projectos gigantescos de produção de energia que de forma alguma ajudaram as pessoas pobres, porque estas não tinham dinheiro para pagar a electricidade, mas favoreceram muito os donos das empresas e os bancos e trouxeram a Indonésia para o nosso lado. Ao mesmo tempo, deixaram o país profundamente endividado, com uma dívida que, para ser refinanciada pelo Fundo Monetário Internacional, obrigou o governo a deixar as nossas empresas comprarem as empresas de serviços básicos de utilidade pública, as empresas de electricidade e de água, construir bases militares no seu território, entre outras coisas. Também acordámos algumas condicionantes, que garantiam que a Indonésia se mantinha do nosso lado, em vez de se virar para a União Soviética ou para outro país que hoje em dia seria provavelmente a China.

Trabalhou de muito perto com o Banco Mundial?
Muito, muito perto. Muito do dinheiro que tínhamos vinha do Banco Mundial ou de uma coligação de bancos que era, geralmente, liderada pelo Banco Mundial.

Sugere no seu livro que os líderes do Equador e do Panamá foram assassinados pelos Estados Unidos. No entanto, existem vários historiadores que defendem que isso não é verdade. O que acha que aconteceu com Jaime Roldós e Omar Torrijos?
Não existem provas sólidas quer do que aconteceu no Equador, com Roldós, quer do que se passou no Panamá, com Torrijos. Porém, existem muitas provas circunstanciais. Por exemplo, Roldós foi o primeiro a morrer, num desastre de avião em Maio de 1981, e a área do acidente foi vedada, ninguém podia ir ao local onde o avião se despenhou, excepto militares norte-americanos ou membros do governo local por eles designados. Nem a polícia podia lá entrar. Algumas testemunhas-chave do desastre morreram em acidentes estranhos antes de serem chamadas a depor. Um dos motores do avião foi enviado para a Suíça e os exames mostram que parou de funcionar quando estava ainda no ar e não ao chocar contra a montanha. Isto é, existem provas circunstanciais tremendas em torno desta morte, e além disso todos estavam à espera que Jaime Roldós fosse derrubado ou assassinado porque não estava a jogar o nosso jogo. Logo depois de o seu avião se ter despenhado, Omar Torrijos juntou a família toda e disse: “O meu amigo Jaime foi assassinado e eu vou ser o próximo, mas não se preocupem, alcancei os objectivos que queria alcançar, negociei com sucesso os tratados do canal com Jimmy Carter e esse canal pertence agora ao povo do Panamá, tal como deve ser. Por isso, depois de eu ser assassinado, devem sentir-se bem por tudo aquilo que conquistei.” A verdade é que os EUA, a CIA e pessoas como o Henry Kissinger admitiram que o nosso país tinha derrubado Salvador Allende, no Chile; Jacobo Arbenz, na Guatemala; Mohammed Mossadegh, no Irão; participámos no afastamento de Patrice Lumumba, no Congo; de Ngô Dinh Diem, no Vietname. Existem inúmeros documentos sobre a história dos EUA que provam que fizemos estas coisas e continuamos a fazê-las. Sabe-se que estivemos profundamente envolvidos, em 2009, no derrube no presidente Manuel Zelaya, nas Honduras, e na tentativa de afastar Rafael Correa, no Equador, também há não muito tempo. Os EUA admitiram muitas destas coisas e pensar que eles não estiveram envolvidos nos homicídios de Roldós e Torrijos... Estes dois homens foram assassinados quase da mesma forma, num espaço de três meses. Ambos tinham posições contrárias aos EUA e às suas empresas e estavam a assumir posições fortes para defender os seus povos – é pouco razoável pensar o contrário.

Algumas pessoas acusam-no de ser um teórico da conspiração. O que tem a dizer sobre isso?
Bem, não sou, de modo nenhum, um teórico da conspiração. Não acredito que exista uma pessoa ou um grupo de pessoas sentadas no topo a tomar todas as decisões. Mas torno muito claro no meu último livro, “Hoodwinked” (2009), e também em “Confessions of an Economic Hit Man” (2004) – editado em Portugal pela Pergaminho em 2007 com o título “Confissões de Um Mercenário Económico: a Face Oculta do Imperialismo Americano” –, que as multinacionais são movidas por um único objectivo que é maximizar os lucros, independentemente das consequências sociais e ambientais. Estes últimos são novos objectivos que não eram ensinados quando estudei Gestão, no final dos anos 60. Ensinaram-me que havia apenas este objectivo entre muitos outros, por exemplo tratar bem os funcionários, dar-lhes uma boa assistência na saúde e na reforma, ter boas relações com os clientes e os fornecedores, e também ser um bom cidadão, pagar impostos e fazer mais que isso, ajudar a construir escolas e bibliotecas. Tudo se agravou nos anos 70, quando Milton Friedman, da escola de economia de Chicago, veio dizer que a única responsabilidade no mundo dos negócios era maximizar os lucros, independentemente dos custos sociais e ambientais. E Ronald Reagan, Margaret Thatcher e muitos outros líderes mundiais convenceram-se disso desde então. Todas estas empresas são orientadas segundo este objectivo e quando alguma coisa o ameaça, seja um acordo de comércio multilateral seja outra coisa qualquer, juntam--se para garantir que o mesmo é protegido. Isto não é uma conspiração, uma conspiração é ilegal, isto que fazem não é. No entanto, é extremamente prejudicial para a economia mundial.

Também escreveu que o objectivo último dos EUA é construir um império global. Como vê a recente estratégia norte-americana contra a China e o Irão?
Actualmente, podemos dizer que o novo império não é tanto americano como formado por multinacionais. Penso que a ditadura das grandes empresas e dos seus líderes forma hoje a versão moderna desse império. Repito, isto não é uma conspiração, mas todos eles são movidos por esse objectivo de que falámos anteriormente.

Mas vários especialistas defendem que estamos num cenário de terceira guerra mundial, com a China, a Rússia e o Irão de um lado e os EUA, a União Europeia (UE) e Israel do outro. E que toda a conversa de Washington em torno do programa nuclear iraniano não passa de uma grande mentira.
Não acredito que todo este conflito seja motivado por armas nucleares. Na verdade, vários estudos recentes, alguns deles das mais respeitadas agências de informações norte-americanas, mostram que não existem armas nucleares no Irão. E acredito que tudo isto não se deve apenas aos recursos iranianos mas também à ameaça de Teerão de vender petróleo no mercado internacional numa moeda que não o dólar, uma ameaça também feita por Muammar Kadhafi, na Líbia, e Saddam Hussein, no Iraque. Os nort-americanos não gostam que ameacem o dólar e não gostam que ameacem o seu sistema bancário, algo que todos esses líderes fizeram – o líder do Irão, o líder do Iraque, o líder da Líbia. Derrubaram dois deles e o terceiro ainda lá está. Penso que é disto que se trata. Não tenho dúvidas de que a Rússia está a gostar de ver a agitação entre a UE e o Irão, porque Moscovo tem muito petróleo e, se os fornecedores iranianos deixarem de vender, o preço do petróleo vai subir, o que será uma grande ajuda para a Rússia. É difícil acreditar que qualquer destes países queira mesmo entrar numa terceira guerra mundial. No fundo, o que querem é estar constantemente a confundir as pessoas, parecendo que querem entrar em conflito e ajudar a alimentar as máquinas de guerra, porque isso ajuda uma série de grandes empresas.

Como durante a Guerra Fria?
Sim, como durante a Guerra Fria, porque isso é bom para os negócios. No fundo, estes países estão todos a servir os interesses das grandes empresas. Há algumas centenas de anos, a geopolítica era maioritariamente liderada por organizações religiosas; depois os governos assumiram esse poder. Agora chegámos à fase em que a geopolítica é conduzida em primeiro lugar pelas grandes multinacionais. E elas controlam mesmo os governos de todos os países importantes, incluindo a Rússia, a China e os EUA. A economia da China nunca poderia ter crescido da forma que cresceu se não tivesse estabelecido fortes parcerias com grandes multinacionais. E todos estes países são muito dependentes destas empresas, dos presidentes destas empresas, que gostam de baralhar as pessoas, porque constroem muitos mísseis e todo o tipo de armas de guerra. É uma economia gigante. A economia norte-americana está mais baseada nas forças armadas que noutra coisa qualquer. Representa a maior fatia do nosso orçamento oficial e uma parte maior ainda do nosso orçamento não oficial. Por isso tanto a guerra como a ameaça de guerra são muito boas para as grandes multinacionais. Mas não acredito que haja alguém que nos queira ver de facto entrar em guerra, dada a natureza das armas. Penso que todas as pessoas sabem que seria extremamente destrutivo.

Como avalia o trabalho de Barack Obama enquanto presidente dos EUA?
Penso que se esforçou muito por agir bem, mas está numa posição extremamente vulnerável. Assim que alguém entra na Casa Branca, sejam quais forem as suas ideias políticas, os seus motivos ou a sua consciência, sabe que é muito vulnerável e que o presidente dos EUA, ou de outro país importante, pode ser facilmente afastado. Nalgumas partes do mundo, como a Líbia ou o Irão, talvez só com balas o seu poder possa ser derrubado, mas em países como os EUA um líder pode ser afastado por um rumor ou uma acusação. O presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, ver a sua carreira destruída por uma empregada de quarto de um hotel, que o acusou de violação, foi um aviso muito forte a Obama e a outros líderes mundiais. Não estou a defender Strauss-Kahn – não faço a mínima ideia de qual é a verdade por trás do que aconteceu, mas o que sei é que bastou uma acusação de uma empregada de quarto para destruir a sua carreira, não só como director do FMI mas também como potencial presidente francês. Bill Clinton também foi afastado por um escândalo sexual, mas no tempo de John Kennedy estas coisas não derrubavam presidentes. Só as balas. Porém, descobrimos com Bill Clinton que um escândalo sexual – e não é preciso ser uma coisa muito excitante, porque aparentemente ele nem sequer teve sexo com a Monica Lewinsky, fizeram uma coisa qualquer com um charuto que já não me lembro – foi o suficiente para o descredibilizar. Por isso Obama está numa posição muito vulnerável e tem de jogar o jogo e fazer o melhor que pode dentro dessas limitações. Caso contrário, será destruído.

No fim do ano passado escreveu um artigo onde afirmava que a Grécia estava a ser atacada por assassinos económicos. Acha que Portugal está na mesma situação?
Sim, absolutamente, tal como aconteceu com a Islândia, a Irlanda, a Itália ou a Grécia. Estas técnicas já se revelaram eficazes no terceiro mundo, em países da América Latina, de África e zonas da Ásia, e agora estão a ser usadas com êxito contra países como Portugal. E também estão a ser usadas fortemente nos EUA contra os cidadãos e é por isso que temos o movimento Occupy. Mas a boa notícia é que as pessoas em todo o mundo estão a começar a compreender como tudo isto funciona. Estamos a ficar mais conscientes. As pessoas na Grécia reagiram, na Rússia manifestam-se contra Putin, os latino-americanos mudaram o seu subcontinente na última década ao escolher presidentes que lutam contra a ditadura das grandes empresas. Dez países, todos eles liderados por ditadores brutais durante grande parte da minha vida, têm agora líderes democraticamente eleitos com uma forte atitude contra a exploração. Por isso encorajo as pessoas de Portugal a lutar pela sua paz, a participar no seu futuro e a compreender que estão a ser enganadas. O vosso país está a ser saqueado por barões ladrões, tal como os EUA e grande parte do mundo foi roubado. E nós, as pessoas de todo o mundo, temos de nos revoltar contra os seus interesses. E esta revolução não exige violência armada, como as revoluções anteriores, porque não estamos a lutar contra os governos mas contra as empresas. E precisamos de entender que são muito dependentes de nós, são vulneráveis, e apenas existem e prosperam porque nós lhes compramos os seus produtos e serviços. Assim, quando nos manifestamos contra elas, quando as boicotamos, quando nos recusamos a comprar os seus produtos e enviamos emails a exigir-lhes que mudem e se tornem mais responsáveis em termos sociais e ambientais, isso tem um enorme impacto. E podemos mudar o mundo com estas atitudes e de uma forma relativamente pacífica.
Mas as próprias empresas deviam ver que a ditadura das multinacionais é um beco sem saída.
Bem, penso que está absolutamente certa. Há alguns meses estive a falar numa conferência para 4 mil CEO da indústria das telecomunicações em Istambul e vou regressar lá, dentro de um mês, para uma outra conferência de CEO e CFO de grandes empresas comerciais, e digo-lhes a mesma coisa. Falo muitas vezes com directores-executivos de empresas e sou muitas vezes chamado a dar palestras em universidades de Gestão ou para empresários e também lhes digo o mesmo. Aquilo que fizemos com esta economia mundial foi um fracasso. Não há dúvida. Um exemplo disso: 5% da população mundial vive nos EUA e, no entanto, consumimos cerca de 30% dos recursos mundiais, enquanto metade do mundo morre à fome ou está perto disso. Isto é um fracasso. Não é um modelo que possa ser replicado em Portugal, ou na China ou em qualquer lado. Seriam precisos mais cinco planetas sem pessoas para o podermos copiar. Estes países podem até querer reproduzi-lo, mas não conseguiriam. Por isso é um modelo falhado e você tem razão, porque vai acabar por se desmoronar. Por isso o desafio é como mudamos isto e como apelar às grandes empresas para fazerem estas mudanças. Obrigando-as e convencendo-as a ser mais sustentáveis em termos sociais e ambientais. Porque estas empresas somos basicamente nós, a maioria de nós trabalha para elas e todos compramos os seus produtos e serviços. Temos um enorme poder sobre elas. Por definição, uma espécie que não é sustentável extingue-se. Vivemos num sistema falhado e temos de criar um novo. O problema é que a maior parte dos executivos só pensa a curto prazo, não estão preocupados com o tipo de planeta que os seus filhos e os seus netos vão herdar.

Podemos afirmar que esta crise mundial foi provocada por assassinos económicos e rotular os líderes da troika como serial killers?
Penso que é justo dizer que os assassinos económicos são os homens de mão, nós, os soldados, e os presidentes das grandes multinacionais e de organizações como o Banco Mundial, o FMI ou Wall Street, os generais.

Ainda há dias o “Financial Times” divulgou que os gestores financeiros de Wall Street andavam a tomar testosterona para se tornarem ainda mais competitivos. Isto faz parte do beco sem saída de que está a falar?
A sério?! Ainda não tinha ouvido isso, mas não me surpreende nada. No entanto, aquilo que precisamos hoje em dia é de um lado feminino, temos de caminhar na direcção oposta e livrar-nos dessa testosterona. Precisamos de mais líderes mulheres, mulheres reais – não homens vestidos com roupas de mulher, por assim dizer – para trazerem com elas os valores de receptividade e do apoio e encorajarem os homens a cultivar isso neles próprios. Nós, homens, temos de estar muito mais ligados ao nosso lado feminino.

Se fôssemos apresentar esta crise económica à polícia, quem seriam os criminosos a acusar?
Pense em qualquer grande multinacional e à frente dessa multinacional estará alguém responsável pela ditadura empresarial, seja a Goldman Sachs, em Wall Street, seja a Shell, a Monsanto ou a Nike. Todos os líderes dessas empresas estão profundamente envolvidos em tudo isto e, da mesma forma, estão os líderes do FMI, do Banco Mundial e de outras grandes instituições bancárias. Detesto estar a dar nomes, estas pessoas estão sempre a mudar de emprego, por isso prefiro apontar os cargos. Eles estão sempre em rotação, por exemplo, o nosso antigo presidente, George W. Bush, veio da indústria petrolífera. A sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, também veio da indústria petrolífera. Já Obama tem a sua política financeira concebida por Wall Street, maioritariamente pela Goldman Sachs. Mudaram-se da empresa para a actual administração norte-americana. A sua política de agricultura é feita por pessoas da Monsanto e de outras grandes empresas do sector. E a parte triste é que assim que o seu tempo expirar em Washington voltam para essas empresas. Vivemos num sistema incrivelmente corrupto. Aquilo a que chamamos política das portas giratórias é só uma outra designação de corrupção extrema.



http://www.ionline.pt/mundo/john-pe...ssinado-muitos-paises-terceiro-mundo-ja-foram
 
Viva a Europa. :lol:

Emprestar dinheiro à Grécia dá um prémio de 100% sobre o capital emprestado.

Emprestar dinheiro à Alemanha não só não dá qualquer prémio como ainda tens de pagar aos Alemães para ficar com o teu dinheiro.
 
PIB de Portugal foi o que mais caiu na UE no final de 2011


O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal diminuiu 1,3% no quarto trimestre de 2011 por comparação com o trimestre anterior.

Os números, relevados esta terça-feira pelo Eurostat, em Bruxelas, confirmam as estimativas rápidas divulgadas a meio de fevereiro pelo gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) e mostram que, de entre os Estados-membros cujos dados estão disponíveis, Portugal foi o que mais caiu no quarto trimestre do ano passado. Comparando com o trimestre anterior, Portugal caiu de -0,6% para -1,3%, aponta ainda o Eurostat.

Já na análise anual, entre o quarto trimestre de 2011 e de 2010, a queda do PIB português foi de 2,7%, apenas superado pelos números da Grécia (-7 %).
JN
 
A estratégia de destabilização do Governo já está em marcha. Escolheram o alvo mais fraco, o Ministro da Economia, e aqui há muita culpa dos partidos que estão no poder. Álvaro dos Santos Pereira caiu aqui de pára-queda, e não sabe estar na cultura portuguesa. Fala demasiado e não sabe escolher as palavras, acabando por cair no ridículo.

Na cultura anglo-saxónica as relações são algo mais informais entre pares. Há a questão do humor, e até vi em meios universitários coisas impossíveis por cá. Recordo-me de uma palestra de um professor de Oxford, um químico especialista em bioluminescência, que para exemplificar o efeito da radiação UV no aspecto colocou-se em boxers a meio da palestra, em frente a uma lâmpada UV! Ou de outra em que outro professor de Oxford levou um balde e detergente e conseguiu colocar-se dentro de uma bola de sabão! E ainda dizem que os ingleses são snobs! Mas Álvaro já não está no Canadá!

Nunca deveremos esquecer que «em Roma, sê romano». No entanto, não me parece importante que Santos Pereira não saiba estar na nossa cultura. O importante deveria ser a avaliação do seu trabalho, que até agora tem sido muito corajoso.

Apesar disso, os nossos jornalistas, bloggers e políticos, que se julgam tão cosmopolitas, que dizem odiar o nosso provincianismo e todos os nossos defeitos, estão a mostrar que afinal são iguais ao comum dos portugueses. Afinal, aquilo que mais nos irrita nos outros costumam ser os nossos próprios defeitos!

A Esquerda infiltrada na blogoesfera, na comunicação social e na TV criou um caso, aproveitando também a falta de contactos políticos e de conhecimentos de Santos Pereira dentro do Regime. O objectivo é minar o Governo, levar a uma remodelação, e o resto já se sabe. O estado de graça de Passos Coelho começa a terminar, e em breve a Esquerda começará a preparar o terreno para a eleição de António Costa como Primeiro Ministro, e provavelmente, de José Sócrates como Presidente da República. Um governo fragilizado precocemente vinha mesmo a calhar.

E já há outro alvo fraco em vista, a Ministra da Agricultura.

O meu conselho é este: aprendam a estar calados. A ser discretos. A não aparecer. Veja-se o exemplo de Paulo Portas, mais experiente nestas andanças!
 
A estratégia de destabilização do Governo já está em marcha. Escolheram o alvo mais fraco, o Ministro da Economia, e aqui há muita culpa dos partidos que estão no poder. Álvaro dos Santos Pereira caiu aqui de pára-queda, e não sabe estar na cultura portuguesa. Fala demasiado e não sabe escolher as palavras, acabando por cair no ridículo.

Na cultura anglo-saxónica as relações são algo mais informais entre pares. Há a questão do humor, e até vi em meios universitários coisas impossíveis por cá. Recordo-me de uma palestra de um professor de Oxford, um químico especialista em bioluminescência, que para exemplificar o efeito da radiação UV no aspecto colocou-se em boxers a meio da palestra, em frente a uma lâmpada UV! Ou de outra em que outro professor de Oxford levou um balde e detergente e conseguiu colocar-se dentro de uma bola de sabão! E ainda dizem que os ingleses são snobs! Mas Álvaro já não está no Canadá!

Nunca deveremos esquecer que «em Roma, sê romano». No entanto, não me parece importante que Santos Pereira não saiba estar na nossa cultura. O importante deveria ser a avaliação do seu trabalho, que até agora tem sido muito corajoso.

Apesar disso, os nossos jornalistas, bloggers e políticos, que se julgam tão cosmopolitas, que dizem odiar o nosso provincianismo e todos os nossos defeitos, estão a mostrar que afinal são iguais ao comum dos portugueses. Afinal, aquilo que mais nos irrita nos outros costumam ser os nossos próprios defeitos!

A Esquerda infiltrada na blogoesfera, na comunicação social e na TV criou um caso, aproveitando também a falta de contactos políticos e de conhecimentos de Santos Pereira dentro do Regime. O objectivo é minar o Governo, levar a uma remodelação, e o resto já se sabe. O estado de graça de Passos Coelho começa a terminar, e em breve a Esquerda começará a preparar o terreno para a eleição de António Costa como Primeiro Ministro, e provavelmente, de José Sócrates como Presidente da República. Um governo fragilizado precocemente vinha mesmo a calhar.

E já há outro alvo fraco em vista, a Ministra da Agricultura.

O meu conselho é este: aprendam a estar calados. A ser discretos. A não aparecer. Veja-se o exemplo de Paulo Portas, mais experiente nestas andanças!

Os partidos de esquerda não criaram nada. Há um envelope financeiro que está a ser repartido por várias pastas. A execução do PS desse envelope financeiro foi incrivelmente má. Esta não está a ser muito melhor.

O Álvaro Santos Pereira já se demitiu a ele próprio.

A Isabel Cristas fica mais perto da saída se o verão correr mal.

Um Governo só é frágil se as políticas forem más. Este Governo tem políticas más. Este Governo é muito frágil.
 
Não tarda estão todos a dizerem Volta Sócrates, foste tão bom para nós. Os portugueses são piegas, queixinhas, querem viver uma bela vida, sentados no café o dia todo a falarem mal um e dos outros, a viverem à custa do subsídio de desemprego, e agora vem o calorzinho para irem para a praia apanharem banhos de sol. Ai que rica vida que os portugueses têem.

Se existe alguém que queira mudar o país, vêm os carrascos que são piores que as ervas daninhas a minarem tudo e todos, assim não vamos a lado nenhum e assim somos um país que vive à sombra da bananeira e do subsídio de desemprego.
 
Não tarda estão todos a dizerem Volta Sócrates, foste tão bom para nós. Os portugueses são piegas, queixinhas, querem viver uma bela vida, sentados no café o dia todo a falarem mal um e dos outros, a viverem à custa do subsídio de desemprego, e agora vem o calorzinho para irem para a praia apanharem banhos de sol. Ai que rica vida que os portugueses têem.

Se existe alguém que queira mudar o país, vêm os carrascos que são piores que as ervas daninhas a minarem tudo e todos, assim não vamos a lado nenhum e assim somos um país que vive à sombra da bananeira e do subsídio de desemprego.

Acho que estás a ver qualquer coisa mal, os que se queixam agora são os que verdadeiramente trabalham.
 
Estado
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