Arrepiou-me o facto de as pessoas desatentas as notícias não verificarem o que se passa, o ponto de que chegou o nosso sistema político/económico, o ponto de desespero das pessoas que tem levado a um precipitar para o termo da vida pensando que assim o problema ficará resolvido. O mais arrepiante é que na realidade o problema fica a quem por cá fica também.
No fundo as pessoas que tem posto o termo a sua vida é um acumular de decisões e clara falta de liderança do povo num determinado caminho, é passar por todos os sacrifícios sem ver uma luz ao fundo do túnel, sem sentir o apoio do colectivo, é sentir-se isolado, humilhado. O governos dos estados, que estados somos todos nós, não dão uma única resta desesperada, havendo claro homicídio dos cidadãos que efectuaram o suicídio.
Este é um caminho que verificamos hoje de forma serena a mais duas facadas nas costas de todos nós, hoje infelizmente conheci que houve debandada de deputados na assembleia na aprovação da ultima machadada ao CEIM. Assim morre todas as hipóteses de uma prestação de serviços de alta qualidade na sociedade Madeirense e do arrecadar de receita que se perderá em outra praça qualquer desta Europa que quer voltar ter a Madeira como destino barato de férias. Porque a ilusão de nós Madeirenses estarmos a receber Turistas mais pobres é mentira, nós é que nos aproximamos a eles e isso vamos todos pagar da forma mais cara, alguns sem alternativa emocional através do salto de uma ponte qualquer, como é já habitual por aqui…
E noticia de sexta-feira santa num dia de recolhimento religioso na memória de Jesus Cristo, temos mais um decreto-lei ratificado pelo nosso Presidente após, em sigilo, ter sido aprovado pelo nosso Governo. Juntando mais a pimenta que oficialmente ficam as únicas classes sociais com real aumento dos salários os Policias e Forças Armadas a verdadeira opressão do povo que daqui a uns messes mergulhará na miséria.
O povo vai digerindo, tal como eu, triste e de cabeça baixa a um abandonar de todos nós. Abandonar a ideia de Estado de Nós, mas de um Governo sobre Nós, resignados com Escravos…