Umas bocas de Mário Soares...
«A pretexto da apresentação do seu livro “Um político assume-se” (em parte escrito no Algarve), Mário Soares esteve ontem na Biblioteca Municipal de Faro e assumiu-se como “uma pessoa vulgar”.
Notoriamente bem disposto, o expresidente voltou a definir-se como “agóstico e republicano”, “antissalazarista durante 32 anos” e “comunista sincero até 1949”.
Confessou que sentia adoração pelo pai, fez uma louvação a Marcello Caetano, comparou o Estado Novo em 1974 a um “fruto caído” e confidenciou que queria que Salgado Zenha fosse Primeiro Ministro.
Contra os comunistas, contou: “Conspirei eu próprio em pessoa com o cardeal patriarca!” Porque “a ideia dos comunistas era fazer de Portugal a Cuba do Ocidente”.
A noite ainda deu para um engano quando contou os almoços que fazia os independentistas africanos: “Quando começaram as negociações para nós fazermos a paz com Angola, fui a Dakar com Léopold Senghor para me encontrar com Aristides Pereira.”…
Antes dos autógrafos, quando Macário Correia informou que Mário Soares seguiria de seguida para Lisboa, alguém na plateia comentou: “ A 190 à hora, não tarda nada está lá!…”»
http://marafado.wordpress.com/
«A pretexto da apresentação do seu livro “Um político assume-se” (em parte escrito no Algarve), Mário Soares esteve ontem na Biblioteca Municipal de Faro e assumiu-se como “uma pessoa vulgar”.
Notoriamente bem disposto, o expresidente voltou a definir-se como “agóstico e republicano”, “antissalazarista durante 32 anos” e “comunista sincero até 1949”.
Confessou que sentia adoração pelo pai, fez uma louvação a Marcello Caetano, comparou o Estado Novo em 1974 a um “fruto caído” e confidenciou que queria que Salgado Zenha fosse Primeiro Ministro.
Contra os comunistas, contou: “Conspirei eu próprio em pessoa com o cardeal patriarca!” Porque “a ideia dos comunistas era fazer de Portugal a Cuba do Ocidente”.
A noite ainda deu para um engano quando contou os almoços que fazia os independentistas africanos: “Quando começaram as negociações para nós fazermos a paz com Angola, fui a Dakar com Léopold Senghor para me encontrar com Aristides Pereira.”…
Antes dos autógrafos, quando Macário Correia informou que Mário Soares seguiria de seguida para Lisboa, alguém na plateia comentou: “ A 190 à hora, não tarda nada está lá!…”»
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